quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O Efeito K!

Tudo o que vem, avém por um motivo, uma razão. Tudo o que aparece, é porque tem que ser aparecido e achado entre nossos olhos. Poderiam estar entre os olhos de tantos outros, assim como nas vozes, mentes e e desejos de tantos outros, mas, quis Deus (ou destino, como preferir...) que você aviesse em meu caminho, pra tomar prumo, alçar voo, e ser melhor do que antes; E por quê não, ser melhor comigo?
Você se lembra do dia frio na praia? Dos olhos incertos, das risadas escrachadas, dos abraços e beijos regados a línguas e saliva? Você se lembra de mim? Lembra dos dias em que toquei violão, das piadas, dos discursos bobos como quem sabe de algo, e de quando deitei contigo para ver nascer em ti a Lua mais linda do meu arraial? Você se lembra das músicas tocadas na janela, tão bobas, e tão carregadas de energia que fizeram o povão chorar, cantar, dançar e se apumar? Se lembra de quando o Gilú quebrou a mesa com teu carro? Você se lembra de quando quase quebramos a cama de manhã? Melhor dizendo...Você se lembra de mim, tigrona? Você se lembra do Trem Azul que pegamos?
Eu estava mal. Precisava urgentemente melhorar, e ter algum motivo para estar feliz, Deus, em sua sabedoria, fez a música me encaixar em tudo isso, até estar com você: Palavras que não diriam metade do que a música que escorreu de meus dedos, disse para ti.
Seus olhos, negros todos os dias, e quão dobrava o escuro da noite, viravam olhos tão lindos de mel, olhos tão selvagens que me rasgavam em foligem, e me deixavam sem saber o que fazer, como dizer - enfim, estava apenas agindo como um boneco de ventríloco com algum problema psicomotor...Até que, sem eu dizer nada, totalmente inebriado pelos teus sinais, deixei estar, e vi: Você chegou em mim, você se aprumou em mim, e me fez sentir mais feliz que o "Marvellous Titanium" que há anos é cantado.
Você não me dominou, e tampouco fez a questão disto, sabe? Simplesmente me deixou ser, e foi me limando, e deixando ser o que seria melhor para você. E aí você me ganhou, e eu me perdi em ti. Fotos me lembram, o que está vivo em mim, e será que eu que provei do teu arrifamo, estou apenas dormindo de um sonho que não posso acordar? Enfim, não me quero acordar. Quero me perder no teu labirinto, e ouvir toda a tua barulheira! Porque eu gosto é do estrago.

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