domingo, 24 de junho de 2012

A Tobaguesa.

Menina, menina, eu soube hoje pelo rádio, que me time ganhou e que eu estou feliz para caralho com isso. Estamos subindo, mas, vamos ganhar mais um campeonato, assim como vamos naquela final de quarta ganhar toda a Latinoamerica! Menina, menina, eu perdi você já faz um tempo. Devo eu estar fingindo feliz felicidade compreensão e aceitação, ou devo eu apenas chorar e definhar e definhar? Ponha-me entre os leões, me ajude e faça a minha cama, me ponha para deitar, e eu rezo para que esteja ao meu lado. Deus me guie e guarde, saravá Nossa Senhora. Se hoje foi bom, amanhã há de ser bem mais e muito mais.
Eu só quero morrer se eu não tiver mais você.
Fortes touros de basã me rodeiam, e nada mais eu posso fazer, eles estão esticando até mim, eu não vou correr, que sejam brevitos e rápidos, se for da minha hora. Pequena, eu não desisti, apenas estou definhando, e tenhdo dias e dias de falta de glória, carinho, afeto, ou amor. Coisa que você não teve, coisa alguma nenhuma mesmo. Você sempre foi amada, sempre idolatrada e querida e chegada. Tem uma adaga em meu peito, retire e a ponha de novo, pois morrer sob tuas graças é mais lindo que dar a vida no meio de qualquer outra desgraça. Eu estou mudando, só não sei porque e para onde. Eu fiz por você, e ainda farei por você, sinta meu toque de veneno, nas doces palavras, leia, as, minhas, entrelinhas.
Minha força não é mais bruta, minhas palavras, agora tão secas e viscerais, minha mão não agrava nenhum anel. Eu tenho marcas da vida e da violência bruta, eu tenho manias de correr até determinado ponto só para dizer que cheguei, depois voltar e fingir que nada aconteceu. Eu tenho o dom de ser sereno, mesmo quando não posso ser, eu tenho a piedade embutida, não por ter compaixão ao próximo, mas, para dar a ele, o que nunca deram a mim: Uma chance.
Moça pequena, me ponha em teu colo, me faça dormir, dê mais uma chance a um velho coração cansado, tanto de apanhar, como de sofrer, e perder quem se ama. Pequena, pequena, eu me perdi no meio do ventaneio que é o mim mesmo, estou eu fadado a ficar só, ou é só o Sol que é só e me faz ser só? Deixo eu de existir, quando não mais sinto os teus beijos, quando não abraço teus braços, ou quando não amo mais do teu amor; Sinetes tocam, minha mão se fecha em punho, minha perna formiga, meu coração dispara, eu quero te abraçar, não me pare agora, não me pare agora...Leve-me até ao Céu, ou me deixe aonde estou, e nunca mais venha, ou esteja comigo, ou me faça morrer logo. Meia-agonia, que se faz em fronte ao Céu d'onde eu via, as mesmas estrelas q'um dia eu vi com você. Essa rua é tão fria: EU NÃO TENHO MEDO DA MORTE, eu ouço pássaros tocando, quantos dias duram um mês?
Os carros passam, e em um deles quero eu ser levado, para perto de Deus ou do diabo, ou dos anjos, ou de você...


...Você nem sabe o que quase aconteceu comigo.

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