Você se esquece;
Que ante nós dois há tudo;
Que temos os astros em comum;
Ninguém abaixa a guarda;
E ficamos assim, tortos.
Logo me perco em caminhos esguios;
Envergonhando minhas raízes;
Eu até prometi me manter;
Mas, não consigo nem ficar em pé;
Tal qual entender as pessoas ao meu redor.
Eu quero da avenca, arruda, sal e pimenta,
para me defumar, limpar, cheirar e esquentar,
me lavar do mal e toda a negatividade;
Estar pronto para qualquer coisa;
E me arrumar para ti, me esmerar.
Mas,
o que tanto me aflige;
Que dentro do meu ser,
tira em fios de noites e horas;
Que não consigo a ninguém dizer?
Que eu preciso mais te ver cadenciadamente?
Que eu adorei passar o dia contigo?
abaixo do Céu todo abrumado,
enquanto pássaros estavam cantando,
e nós, apenas existindo;
Foi aonde me senti mais vivo, mais (t)eu.
2 comentários:
Belo texto. :)
Mas, porquê esse t entre "( )" ?
MARA! Praticamente me descreveu. descreveu meu momento. O mais incrível é que falei coisas parecidas neste fim de semana...
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