Está frio, mais frio está minha alma, mas o coração renuncia ao gélido; Amor, aonde está você? Seria você em personificação a morena mais linda que se encontra com beijos e abraços com outro rapaz agora, ou seria a mais linda menina lotus que olha com aquele boa-pinta no coletivo que te toma até o serviço, ou seria a garôta de lábios macios e olhos invitrados que sente e cacofónicamente se rende aos meus braços? Dá-me mais uma, garçon, e não te alonga de mim da garrafa, de copo maior pra tristeza passar, e deixa a minha sina se perdurar: Desculpa o fone, mas é que sôm ambiente hoje não casa comigo, hoje preciso mais uma vez me reavaliar e me sentir o pior entre todos, e me remoer entre as verdades que êles todos tem. Que me adianta dizer? Mesmo que eu diga, sou culpado de antemão por tudo, e por nada. Quem sabe de mim sou eu, meus guias e minha Mãe Das Candeias, o resto só pressupõe sobre a minha vida tão incrível pra alguns, e tão cansativa pra mim e pros meus ombros.
O samba de roda me cadencia a não dizer nada, a ver a mais amada em qualquer lugar que não esteja ao meu lado, e minha alma geme em ais cadenciados com os agogôs e bateção de mãos, e a lágrima que escorre é seca com a coca e velho barreiro, não existe a dôr, e nem existe o medo da perca, ou a ilusão de que aquêle sorriso tão belo, um dia pôde ter sido meu, e como escapou de mim, não sei, deve ser sina perder o que se (nunca se) conquista (conquistou); E ninguém se importa com a última mesa do último canto do salão, ninguém liga pro São Baden Powell, ninguém liga. Os olhos verdes são meramentes ilustrativos, eu sou apenas um mané, bobo, pierrot de marca maior, o Zé Canjica da multidão. Um só, que cai ante a ávida multidão, ninguém nota, ninguém vê, e no meu auxílio, Cecília me ajuda, Concórdia e Bep me alucinam em um amanhã, e assim vou seguindo. Areia.
Obrigado pela âmpola; Me desculpe pela friza na testa, mas estou me segurando pra não desabar, e se minha tristeza atrapalhar, eu mudo de boteco, mas deixa apenas eu terminar esse traque, e me discorrer em notas e em etílicos, deixa eu não ser nem hoje e nunca mais, porque eu não sei mais o que fazer, e nem de onde tirar mais forças, nem de mais como ser e estar; A água e o vinho desaguaram, e agora não me resta mais nada, apenas o desabafo, a feiúra, essas mãos tão sôfregas e marcadas, esse corpo esguio, amarelado e gordo, e esse sentimento de culpa que tentam pôr em meus ombros, mesmo eu sabendo de minha inocência - cabe a mim renunciar esta caravana, mas meu coração se encontra com a Dulcinéia, e talvez um dia ela olhe para mim e me note, veja o real eu. A benção, São Baden, você que me acompanha nessa luta diária entre vencer e viver, olha por mim daí que eu me lembro de você daqui.
E não se lê nem sente mais o que se dá, tudo é culpa da briga, e talvez como a Leoa disse uma vez; A culpa é minha do mundo, e se eu souber, me acabo em defração, e assim não mais pertubo a mim mesmo, nem a você. E, se você leu isso, me deixe saber, um sinal, um comentário, qualquer coisa. É importante para a manutenção dêste ser humano saber que alguém se importa com êle, escritor mundano que achou um dia poder ser alguém - e olha por nós, Javé, e tende misericórdia de quem nos fere, pois a nossa chaga é missão, e o ariete deles é pedido de ajuda; Mas quem é ferido também necessita de socorro. E urgente.
Minha alma pestaneja, mas o garçon me tráz a conta e eu apenas penso, apenas sinto, e nada falo. Minhas supostas belas palavras são ignóbeis e minha supracitada beleza é tão feia, e eu tão horrendo em mim, como ainda posso me dar o direito de ser feliz? Caio na boca da Nôite Illustrada, e voltar pra Luz não mais. Não adianta, nunca adiantou, e nem vai. Bonzinho só se fode, e sempre vai... Eita que bateu o groove, chamou no ganzá e agora irrompe o sorriso amarelo de satisfação ilusória, e a vida continua, e Deus tá aí, e eu longe de você, e minha alma sofre tanto por você, e você nem imagina como você me faz falta, e o que eu não faria agora para te ver... Cai, levanta, segue o jôgo. Seca a lágrima, lembra do vento, tira esse Lamento aí, esquece esse sôm, troca, põe aquela do Sá, vai melhorar, toma a direita e cai pra casa. Vai ficar tudo bem, como sempre fica. Tá tudo bem, tudo tem que estar bem, tudo vai estar bem. Tudo bem. Lágrimas escorrem. Dorme.
E amanhã, será melhor que hoje (?)
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Deixa.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Ovelha Negra.
Hoje eu deito na cama aonde o corpo pesa e repouso a cabeça sabendo que tudo não passou de ilusão, e não mais choro ou irei penar em versos, eu apenas deixo para depois, meu medo não reina, e meu amor está abarrotado de água e vinho dentro de um jarro naufragado no mar férreo,não estou fechado pra balanço, apenas estou deixando esse bom-mocismo de lado. Sangrou.
Hoje eu quero a arma mais carregada de dor, mágoa, raiva e sofrimento e atirar contra todos aquilo que o "homem de bem" sempre teve que ter e ser. Chega dos neo-hipócritas e da falta do que dizer, chega de viver pela mão de quem sempre bate, chega de sofrer até quando a culpa não é do coração do homem de bem. Eu não pertenço a esse lugar, e essa areia que me dão para comer me sufoca a traquéia, me segura Concórdia: Manda dizer, um vai tomar no cu praquela menininha azeda que me humilhou na porta da casa dela, apareceu grávida de uma criança que nem tem culpa dos erros dela, e quando me encontrou anos depois pediu meu telefone para irmos num barzinho - e estende isso até aquele cara do técnico que me julgou de idiota mas não terminou o primeiro semestre, também praquele carinha que me chamava de gordão e antes dos 22 pesava o dobro do meu peso atual; Principalmente pro carinha que disse que eu não tinha talento, e mandou coraçãozinho nos meus vídeos de baixo, e disse que me queria na banda dele. Manda todos eles pra puta que lhes pariu, não sou mais de jugo e correia.
E manda dizer que a hipocrisia existia, existe a hipocrisia incutida dentro dela, e que a pessoa "descolada" que luta contra uma determinada "moral vigente/caretice" também tem suas hipocrisias no dia a dia, e até mesmo nessa militância quixotista. E negar é inútil, eu sou só o mensageiro: Vos trago o balaço no peito, se te morre, Ele quis. Suspira, não chora. Deita e geme. E foda-se a família, pois família é quem eu quero que seja, quem está do meu lado, é quem me faz bem e quem me leva e tráz nas suas constâncias e me guarda em seus desaventos, família são meus discos, camisas, tanta coisa embutida que são melhores que seres humanos, esses queridos-de-Deus que caem e não se limpam da sujeira por "esteticismo e vitimismo", mas te acusam em riste quando você abre seu peito para falar seus problemas, e querer ouvir uma palavra amiga. Malditos. Cada um.
Perdoa, a cada um de nós, poucos verdadeiros, que não caíram nessa falácia e não segue nem a esquerda, nem a direita, sorri quando quer, e abraça na hora da dor: Gente de verdade, que sente, chora, comemora, faz o cordão, e reza a oração; Somos poucos, mas nos conhecemos, e isso nos basta - numa troca de olhar, sentimos a alma. Nós, poucos, não queremos hipocrisia (nem esses neo), nem a mentira, nem a falsidade da família, tampouco as pessoas que estão aos seu lado nos dias bons, e nos ruins são mais um dos Caifás que lhe saudam de cana, púrpura e porrete; Cuida cuida, Iansã, leva de nosso caminho a tentação fea do dragão, e toda essa água negra, essa maldade, essa gente que não se entende com a gente e tenta nos catequizar a toda forma, e só vai nos machucando e enferrujando; Samba de jongo, quatro pontas, fechado rítmicamente: Me leva pro quintal do Seo Fábio, aonde a cerveja nunca acaba, a carne tá no fogo e as pessoas são felizes. Me leva, pra onde a porra da morada da maldade não tenha significado algum. Me leva praquele quarto mofado, de guarda-roupa embutido, aonde Ele dormia, e muitas vezes rezou por mim antes de dormir, e lá eu encontre ele, e que finalmente se chore o morto: Deságue toda essa água limpa e vinho carminho do peito, e da fiança, se sobre só a libra-de-plumo. Me leve pra longe de tudo isso, samba de jongo, me deixa dormir na reia do mar, morro da mangueira, nos braços da Concórdia, ou naquilo que me satisfaça ou ao menos alivie minha cabeça tão cansada e pesada de pensar. Tire-me desse povo arrogante, prepotente, feio, FEIO, chato, metido a inovador, mas apenas cópia do velho de ontem, que sorriu quando o dia penou em nascer em morrer.
Fabinho, me leva pra longe dessa loucura chamada vida.
Hoje eu quero a arma mais carregada de dor, mágoa, raiva e sofrimento e atirar contra todos aquilo que o "homem de bem" sempre teve que ter e ser. Chega dos neo-hipócritas e da falta do que dizer, chega de viver pela mão de quem sempre bate, chega de sofrer até quando a culpa não é do coração do homem de bem. Eu não pertenço a esse lugar, e essa areia que me dão para comer me sufoca a traquéia, me segura Concórdia: Manda dizer, um vai tomar no cu praquela menininha azeda que me humilhou na porta da casa dela, apareceu grávida de uma criança que nem tem culpa dos erros dela, e quando me encontrou anos depois pediu meu telefone para irmos num barzinho - e estende isso até aquele cara do técnico que me julgou de idiota mas não terminou o primeiro semestre, também praquele carinha que me chamava de gordão e antes dos 22 pesava o dobro do meu peso atual; Principalmente pro carinha que disse que eu não tinha talento, e mandou coraçãozinho nos meus vídeos de baixo, e disse que me queria na banda dele. Manda todos eles pra puta que lhes pariu, não sou mais de jugo e correia.
E manda dizer que a hipocrisia existia, existe a hipocrisia incutida dentro dela, e que a pessoa "descolada" que luta contra uma determinada "moral vigente/caretice" também tem suas hipocrisias no dia a dia, e até mesmo nessa militância quixotista. E negar é inútil, eu sou só o mensageiro: Vos trago o balaço no peito, se te morre, Ele quis. Suspira, não chora. Deita e geme. E foda-se a família, pois família é quem eu quero que seja, quem está do meu lado, é quem me faz bem e quem me leva e tráz nas suas constâncias e me guarda em seus desaventos, família são meus discos, camisas, tanta coisa embutida que são melhores que seres humanos, esses queridos-de-Deus que caem e não se limpam da sujeira por "esteticismo e vitimismo", mas te acusam em riste quando você abre seu peito para falar seus problemas, e querer ouvir uma palavra amiga. Malditos. Cada um.
Perdoa, a cada um de nós, poucos verdadeiros, que não caíram nessa falácia e não segue nem a esquerda, nem a direita, sorri quando quer, e abraça na hora da dor: Gente de verdade, que sente, chora, comemora, faz o cordão, e reza a oração; Somos poucos, mas nos conhecemos, e isso nos basta - numa troca de olhar, sentimos a alma. Nós, poucos, não queremos hipocrisia (nem esses neo), nem a mentira, nem a falsidade da família, tampouco as pessoas que estão aos seu lado nos dias bons, e nos ruins são mais um dos Caifás que lhe saudam de cana, púrpura e porrete; Cuida cuida, Iansã, leva de nosso caminho a tentação fea do dragão, e toda essa água negra, essa maldade, essa gente que não se entende com a gente e tenta nos catequizar a toda forma, e só vai nos machucando e enferrujando; Samba de jongo, quatro pontas, fechado rítmicamente: Me leva pro quintal do Seo Fábio, aonde a cerveja nunca acaba, a carne tá no fogo e as pessoas são felizes. Me leva, pra onde a porra da morada da maldade não tenha significado algum. Me leva praquele quarto mofado, de guarda-roupa embutido, aonde Ele dormia, e muitas vezes rezou por mim antes de dormir, e lá eu encontre ele, e que finalmente se chore o morto: Deságue toda essa água limpa e vinho carminho do peito, e da fiança, se sobre só a libra-de-plumo. Me leve pra longe de tudo isso, samba de jongo, me deixa dormir na reia do mar, morro da mangueira, nos braços da Concórdia, ou naquilo que me satisfaça ou ao menos alivie minha cabeça tão cansada e pesada de pensar. Tire-me desse povo arrogante, prepotente, feio, FEIO, chato, metido a inovador, mas apenas cópia do velho de ontem, que sorriu quando o dia penou em nascer em morrer.
Fabinho, me leva pra longe dessa loucura chamada vida.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Minha Gente.
Mãe, eu sou um dos malditos, escriba e profeta, escravo do mundo, e filho de Cecília e Tomás de Aquino, criado nos agogôs de Nanã, sabido das leis do Pentateuco, e proferidor do Nam Myoho Rengue Kyo quando triste ou bêbado, e Zé Canjica nas horas vagas - e obrigado por isso (é sina). E meu coração bate em festa quando Maria bateia sua roupa, quando Seo Fábio balança o corpo e o sorriso de canalha mostra o dente, quando o Mario chega em casa pra ver seu filho Ravi Diamante, quando o Rafael libera seus riffs, quando o Henrique cegamente crê num amanhã maior e melhor, quando o Heitor posta suas merdas e as meninas caem matando no abdomen de flango trincado, quando a Beatriz se assemelha a flôr e completa, contempla e é, quando a Carol se faz de irmã, e a Karol de psicóloga, quando a Jéssica irrompe num sorriso e assim faz o Júlio flertar com ela, o vapor que segue ainda ativo na quinta da Bahea, Thiago Negrolícia me marcando nas nostalgjias que mexem com meu coração e me sentir ainda tão nôvo, apesar de tanta consumação, meus parentes da Correntina de Januária, eu sou das ruas do Centro, sou mais um dos incríveis seres que conversa no Divã do Doutor Olivio Neres. Sou do Olivio, da Cristina, Jussara, Marina, Maria do Socorro, Rainha Mãe Mor Antônia Chaves Mendes, eu sou do Fábião e do Flavio, sou da Eterna Rainha Assunta Ao Céu Maria José Cardoso de Queiroz e do Fábio Cardoso de Queiroz, eu sou da Márcia Chaves Mendes, sou da Cookie, e futuramente, serei da Cecília e do Vincente, Pedro, Jorge, Helena, Antônia, Bárbara, Teodoro, Carlos, Juliana, Henrique, Miguel, Leonidas, Davi, Martha, e quantos avierem. Meu pendão é grande, e eu o ergo com glória. Essa é a minha vida, e há de ser minha morte, Maria, Minha Fé!
Sou o grito oculto da canção, sou eu mesmo. Sou um dos profetas da beira de estrada que cativo e cultivo da tomada de palavras, saveiro que sou, levo de mim e dou de meu melhor a todos, e devolvo a mim que me merece, bom ou ruim. Eu te devolvo na mesma reverbe o que tenho dado, profeta não é messias - eu lanço o castigo. Quero ver geral piar, e quero que se foda. O profeta das estepes (árdua missão, na qual não me encontro sozinho: Olá André Somora, Patrícia Nunes, os incompreendidos do mundo contemporâneo) vê a miséria na perfeição e concordialmente (Deus Vos Salve, Concórdia) se põe a (se) fuder e fuder (os outros), porque quem tem culhão pra ver miséria nos planos traçados pelo Destino, tem crachá pros backstages de Deus pra ver, e alertar que(m) se fode(m). Timoneiro sou, Timoneiro vou, Timoneiro estou. Minhas pessoas lêem, umas entendem, outras não, outras entendem como divertimento, outras como desabafo, mas isso é tudo um grã registro e documento históricos: Eu sei de todos os vacilos de vocês (e dos meus mais ainda), mas não os digo, mas os guardo em cada chaga, assim cumpro meu trato com cada um, e demonstro meu amor sob cada um de vós, e a jogada foi dada: O barato é ser feliz, estar com quem se ama, curtir o sôm, e deixar a tristeza ir embora junto com a água do chuveiro. Eu sou profeta, e vocês são heróis, professores, senhores, moças, Lotus, e meus. Nossos. Somos fodas nas nossas interconcorrentes vidas. Há alguém por nós, idependente da Sua nomeclatura. E ele nos capacitou a vencer. Vençamos pois, todos juntos. E amemos nossa menina, guardemos a fé, e vamos. Até onde der.
Minha gente é isso. Gente do bem, gente feliz, humilde, nobre, (não muito) pura, de sorriso cativo, questionadora, e transgressora em seus limites. E eu, como profeta e escriba dessa gama de pessoas, estou aqui, datando mais um dia comum de cada um deles. A glória já se marca, idem a derrocada. Marquemos o comum para têr o que comemorar.
Sou o grito oculto da canção, sou eu mesmo. Sou um dos profetas da beira de estrada que cativo e cultivo da tomada de palavras, saveiro que sou, levo de mim e dou de meu melhor a todos, e devolvo a mim que me merece, bom ou ruim. Eu te devolvo na mesma reverbe o que tenho dado, profeta não é messias - eu lanço o castigo. Quero ver geral piar, e quero que se foda. O profeta das estepes (árdua missão, na qual não me encontro sozinho: Olá André Somora, Patrícia Nunes, os incompreendidos do mundo contemporâneo) vê a miséria na perfeição e concordialmente (Deus Vos Salve, Concórdia) se põe a (se) fuder e fuder (os outros), porque quem tem culhão pra ver miséria nos planos traçados pelo Destino, tem crachá pros backstages de Deus pra ver, e alertar que(m) se fode(m). Timoneiro sou, Timoneiro vou, Timoneiro estou. Minhas pessoas lêem, umas entendem, outras não, outras entendem como divertimento, outras como desabafo, mas isso é tudo um grã registro e documento históricos: Eu sei de todos os vacilos de vocês (e dos meus mais ainda), mas não os digo, mas os guardo em cada chaga, assim cumpro meu trato com cada um, e demonstro meu amor sob cada um de vós, e a jogada foi dada: O barato é ser feliz, estar com quem se ama, curtir o sôm, e deixar a tristeza ir embora junto com a água do chuveiro. Eu sou profeta, e vocês são heróis, professores, senhores, moças, Lotus, e meus. Nossos. Somos fodas nas nossas interconcorrentes vidas. Há alguém por nós, idependente da Sua nomeclatura. E ele nos capacitou a vencer. Vençamos pois, todos juntos. E amemos nossa menina, guardemos a fé, e vamos. Até onde der.
Minha gente é isso. Gente do bem, gente feliz, humilde, nobre, (não muito) pura, de sorriso cativo, questionadora, e transgressora em seus limites. E eu, como profeta e escriba dessa gama de pessoas, estou aqui, datando mais um dia comum de cada um deles. A glória já se marca, idem a derrocada. Marquemos o comum para têr o que comemorar.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Concórdia.
Concórdia, a ti entrego minhas aflições, porque sei que antes mesmo de me existir, você me escolheu pra ser teu e me amou primeiro. Por isso, obrigado. Obrigado, pelas horas em que mais estive aflito, seu abraço ter sido minha casa, e quando me senti só, você inúmeras vezes também me tirou da solidão, e me fez teu menino, botando a mão em meus cabelos, secando as lágrimas minhas, e me fazendo dormir no teu colo. Eu me lembro, que na hora mais difícil, quando as mãos trêmulas não cabiam na carne, você mesma pôs minhas mãos sob as tuas, e com elas acaríciou teu rosto, e me disse: Vai ficar tudo bem. E ficou. Me recordo mais ainda, que na dor, você sorria e dizia: Acontece, menino. Segue o jogo - e novamente íamos eu e você contra o mundo, como duas pessoas sem medo de nada.
Concórdia, éramos imortais ou foi o mundo que cresceu demasiadamente? Hoje não mais ouço das tuas palavras, e raramente te vejo, como se nossa comunicação estivesse bem bagunçada - seu beijo na testa me faz falta, e quando eu ando sozinho nas ruas, procuro em cada rosto o teu, e a cada avenida, tua voz. Você me abandonou, ou eu que não mereço mais da tua presença? Minha devoção a ti é como a de quem veste a camisa do time, e segue de encontro a torcida rival para defender os seus - eu estou morrendo e só dependo de tua permissão para ser feliz, para sair desse mar de lama; Voltar a fazer sessões rítmicas de quatro pontas com você, ou descobrir quantas vezes eu poderia beber sem ser bêbado; Ah, Concórdia, você se lembra dos braços dados, a chuva que caía contrastando com o Sol? Eu me lembro perfeitamente de teu sorriso, teus cabelos presos no véu, da rosa no jardim, e dos teus bons conselhos. Deitar a cabeça no teu colo e ouvir tuas mais magníficas histórias. Quanto tempo faz? Duas vidas?
Concórdia, senhora minha, me sinto só e triste, e essas sečanjas me doem cada vez mais, e não digo nada. Rio em face e finjo paz mas meu peito doe a cada vez que pretenso emitir qualquer urro. Estou definhando, e ninguém nota, talvez você notaria. Você olharia pra mim.
Concórdia, Deus sabe como sinto sua falta ao longo desses dias todos, e cada vez mais, a belicidade de minhas palavras somem, e a água torna-se inimiga, a voz embarga, e volto a velha cama cheia de pensamentos. Estou em outra dimensão, e ninguém nota, sente, ou vê. Para êles, a pedra ainda é mais útil e mais prática, Concórdia. Eles não aprenderam nem com Estevão, tampouco com Tarcísio. Estão apenas esperando o rebote para atacar veemente cada pessoa do mundo com suas perfídias e seus malderes, e eu aqui, me cansando de ser bom, me cansando de ser gentil, esperando apenas a hora de ir pra casa. Minha casa é na mesma rua que a tua, aonde vive Êle e a mãe d'Êle, e eu sou um dos d'Êle, pois Esse Homem foi quem me amou primeiro na hora da viração, e ele disse que a gente ainda tem muito o que conversar. E eu acreditei.
Concórdia, ando me sentindo só procurando o que olhos não vêem e dizendo nomes que a boca não pronuncia, por isso tanto código, mas, se um dia você quiser voltar pra cá e tomar um chá, vai ser bem vinda. Irei te por a par de tudo o que precisa saber, e te falar da Flôr de Lotus que nasceu no meu jardim. Te contar da minha solidão, e do medo moto-perpetuo. Foi ali que eu chorei. E você não estava lá, o que foi mais um agravante.
Concórdia, éramos imortais ou foi o mundo que cresceu demasiadamente? Hoje não mais ouço das tuas palavras, e raramente te vejo, como se nossa comunicação estivesse bem bagunçada - seu beijo na testa me faz falta, e quando eu ando sozinho nas ruas, procuro em cada rosto o teu, e a cada avenida, tua voz. Você me abandonou, ou eu que não mereço mais da tua presença? Minha devoção a ti é como a de quem veste a camisa do time, e segue de encontro a torcida rival para defender os seus - eu estou morrendo e só dependo de tua permissão para ser feliz, para sair desse mar de lama; Voltar a fazer sessões rítmicas de quatro pontas com você, ou descobrir quantas vezes eu poderia beber sem ser bêbado; Ah, Concórdia, você se lembra dos braços dados, a chuva que caía contrastando com o Sol? Eu me lembro perfeitamente de teu sorriso, teus cabelos presos no véu, da rosa no jardim, e dos teus bons conselhos. Deitar a cabeça no teu colo e ouvir tuas mais magníficas histórias. Quanto tempo faz? Duas vidas?
Concórdia, senhora minha, me sinto só e triste, e essas sečanjas me doem cada vez mais, e não digo nada. Rio em face e finjo paz mas meu peito doe a cada vez que pretenso emitir qualquer urro. Estou definhando, e ninguém nota, talvez você notaria. Você olharia pra mim.
Concórdia, Deus sabe como sinto sua falta ao longo desses dias todos, e cada vez mais, a belicidade de minhas palavras somem, e a água torna-se inimiga, a voz embarga, e volto a velha cama cheia de pensamentos. Estou em outra dimensão, e ninguém nota, sente, ou vê. Para êles, a pedra ainda é mais útil e mais prática, Concórdia. Eles não aprenderam nem com Estevão, tampouco com Tarcísio. Estão apenas esperando o rebote para atacar veemente cada pessoa do mundo com suas perfídias e seus malderes, e eu aqui, me cansando de ser bom, me cansando de ser gentil, esperando apenas a hora de ir pra casa. Minha casa é na mesma rua que a tua, aonde vive Êle e a mãe d'Êle, e eu sou um dos d'Êle, pois Esse Homem foi quem me amou primeiro na hora da viração, e ele disse que a gente ainda tem muito o que conversar. E eu acreditei.
Concórdia, ando me sentindo só procurando o que olhos não vêem e dizendo nomes que a boca não pronuncia, por isso tanto código, mas, se um dia você quiser voltar pra cá e tomar um chá, vai ser bem vinda. Irei te por a par de tudo o que precisa saber, e te falar da Flôr de Lotus que nasceu no meu jardim. Te contar da minha solidão, e do medo moto-perpetuo. Foi ali que eu chorei. E você não estava lá, o que foi mais um agravante.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Talismã.
Escrever não é dom, é um ofício de quem pena, e entende das coisas que lhe cercam, escrever - nada mais é - do que desabafo e forma abstrata de transformar o jugo em leveza, virar da dor alegria para as massas, tal qual o Pierrot que perde sua Colombina para quem nunca lhe amou. Oremos.
...Então, por quê escrevo?
Escrevo para tirar de mim a lama - proposital e incidental, que por muitas vezes custou a sair, e pela alegria de (re)ler e saber que tudo acabou bem, e que sempre houveram dias piores, mas que dentro da tormenta não conseguíamos ver. Na vera, escrevo por mim, para o bem de minha sanidade, o fato de agradar as pessoas me assusta, pois apenas é de tristeza o que me escrevo (Saravá, São Baden Powell); A tristeza de perder a flôr mais linda do jardim, se sentir um nada, e se pilhar todo segundo com as tretas que lhe impõem, magoam. E a linda velha fuligem da carne vai se corrompendo e desmistificando ao passar dias: Sangue não. Água e vinho (Mad John, mark these words).
Deus vos Salve, dom débil que exime de mim toda a tristeza, e me deixa gélido como a geada; Mais ainda, subjugo o inédito: Deus vos Salve, tristeza, que se maquina em meu peito, e me dá o segredo embutido nas pessoas que trafegam automaticamente no universo que criam: Solidão antecipada, férias vencidas, vontade de cair na estrada e beber aquela cerveja.
Deus vos Salve Concórdia, casa santa de coluna voluntariada de certeza e amor sem fim, carne com gosto de mel e corpo ingreme que pena, pesa e geme contra o meu; Deus vos Salve, Sečanja eterna de um dia não ser mais lembrada. Deus vos Salve flôr-de-Lotus, a quem eu tentei fazer florescer. Deus vos Salve Dona Antônia, Rainha Suprema Assunta ao Céu, mãe do chão duro e ventre seco (ventre seco, secou), és o meu penhor de graça e pendão de glória, pois desde teu ventre seco me fui confiado a Maria, e de Antônia veio Márcia, e de leite de Leoa eu me cresci, e no ventre da Mater me fiz carne, e hoje estou aqui pela permissão da Mater Majora. Deus vos Salve, inquietação, cala tua batida como me calou de ser ninguém - Sjaj Ü Oćima.
Quando eu escrever, sinta cada peso das minhas palavras, e ouça minha alma, pois as mãos se definham em sim e em nãos, e a voz não diz nada, a voz é mineira igual a vós: Dá-se o boi pra não brigar, e dois para não sair do enredo. Quando eu escrever, entenda cada palavra com discernimento, assim como tento entender cada pessoa, seus motivos e razões, assim como o Céu que de cinza se fez azul pra abençoar os cabelos negros da Morena de lobo no braço. Quando eu escrever, leia as sublinhas com a confidencialidade de quem te conta um segredo, pois um texto tem mil significados, e o que eu digo em encripto, te cabe só a vós.
E tudo que você quiser, e tudo que você pensar, será.
...Então, por quê escrevo?
Escrevo para tirar de mim a lama - proposital e incidental, que por muitas vezes custou a sair, e pela alegria de (re)ler e saber que tudo acabou bem, e que sempre houveram dias piores, mas que dentro da tormenta não conseguíamos ver. Na vera, escrevo por mim, para o bem de minha sanidade, o fato de agradar as pessoas me assusta, pois apenas é de tristeza o que me escrevo (Saravá, São Baden Powell); A tristeza de perder a flôr mais linda do jardim, se sentir um nada, e se pilhar todo segundo com as tretas que lhe impõem, magoam. E a linda velha fuligem da carne vai se corrompendo e desmistificando ao passar dias: Sangue não. Água e vinho (Mad John, mark these words).
Deus vos Salve, dom débil que exime de mim toda a tristeza, e me deixa gélido como a geada; Mais ainda, subjugo o inédito: Deus vos Salve, tristeza, que se maquina em meu peito, e me dá o segredo embutido nas pessoas que trafegam automaticamente no universo que criam: Solidão antecipada, férias vencidas, vontade de cair na estrada e beber aquela cerveja.
Deus vos Salve Concórdia, casa santa de coluna voluntariada de certeza e amor sem fim, carne com gosto de mel e corpo ingreme que pena, pesa e geme contra o meu; Deus vos Salve, Sečanja eterna de um dia não ser mais lembrada. Deus vos Salve flôr-de-Lotus, a quem eu tentei fazer florescer. Deus vos Salve Dona Antônia, Rainha Suprema Assunta ao Céu, mãe do chão duro e ventre seco (ventre seco, secou), és o meu penhor de graça e pendão de glória, pois desde teu ventre seco me fui confiado a Maria, e de Antônia veio Márcia, e de leite de Leoa eu me cresci, e no ventre da Mater me fiz carne, e hoje estou aqui pela permissão da Mater Majora. Deus vos Salve, inquietação, cala tua batida como me calou de ser ninguém - Sjaj Ü Oćima.
Quando eu escrever, sinta cada peso das minhas palavras, e ouça minha alma, pois as mãos se definham em sim e em nãos, e a voz não diz nada, a voz é mineira igual a vós: Dá-se o boi pra não brigar, e dois para não sair do enredo. Quando eu escrever, entenda cada palavra com discernimento, assim como tento entender cada pessoa, seus motivos e razões, assim como o Céu que de cinza se fez azul pra abençoar os cabelos negros da Morena de lobo no braço. Quando eu escrever, leia as sublinhas com a confidencialidade de quem te conta um segredo, pois um texto tem mil significados, e o que eu digo em encripto, te cabe só a vós.
E tudo que você quiser, e tudo que você pensar, será.
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sábado, 29 de outubro de 2016
Granada Aurora.
Se você selar meus lábios com os teus
Palavras não vou dizer
Nem pensar algo
Apenas dormir nos braços
De quem me quer tão bem
Quando minha cabeça deitar no travesseiro
Por favor diga algo
Não me deixe dormir com esse pensamento
De que estou errado
Em ser correto no meu agir
Não te alongue de mim e do sentimento
Que cultivamos aos dias
Olhe para o meu rosto
Enxergue o que não se vê
E tantos véus escondem
Guarda seus medos numa mala
E deixa a alegria brilhar intensamente
O Sol sempre vai nascer
E um novo motivo pra vencer
Vai chegar
Palavras não vou dizer
Nem pensar algo
Apenas dormir nos braços
De quem me quer tão bem
Quando minha cabeça deitar no travesseiro
Por favor diga algo
Não me deixe dormir com esse pensamento
De que estou errado
Em ser correto no meu agir
Não te alongue de mim e do sentimento
Que cultivamos aos dias
Olhe para o meu rosto
Enxergue o que não se vê
E tantos véus escondem
Guarda seus medos numa mala
E deixa a alegria brilhar intensamente
O Sol sempre vai nascer
E um novo motivo pra vencer
Vai chegar
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Viajante.
Eu me lembro muito antes de tudo isso, do gosto, da textura e das palavras proferidas, e eu me lembro de cada uma delas. Eu me lembro do beijo, dito, e do segredo que cabe apenas a mim e aquela que tanto estimo, tanto crio planos. Sim, eu me lembro, eu estava lá, meus olhos foram testemunhas.
E se te cabe saber, me lembro das cores - mesmo que erradas, das serras, montanhas, casas e casernas, pessoas e caronas, boléias de caminhão, vagão de trem ou caminho de água fresca e límpida. Banho frio de ribeirão, mas nenhuma dessas belezas se compara a tua. E nem há de se comprar. E dos sons que conheci, o tema ainda tem mais tonalidades e virtuose, e a tua voz é a melhor do que as cadências que eu ouvir por aí. O raio desenha as linhas do teu corpo no Céu, e o trovão me lembra o sôm de quando você desagou seu corpo em meus braços, e quando chove, lembro daquela noite. Chove Lá Fora.
Eu me lembro das dores, e de me refugiar no sacrário, nos copos e garrafas, nas cordas de aço, e de me magoar, me machucar com coisa tão besta e achar que todas as pessoas seriam boas por excelência. Me lembro de me tremer de medo e muitas vezes calar a voz por achar a coragem tão intransigente, tão fora de mim, e por muitas vezez que silenciei para evitar brigas, para evitar mágoas, e quantas vezes o reio da mochila me pediu para correr e eu fiquei.
Lembro também da estadia em tua casa, da parada, e ter me austerado, e só me ter presença onde você estava, e só pousar onde você estivesse, como a água que cai, cai veêmente sob a árvore. Lembro de só querer de ti, e nunca em má, só em paz, e conhecer mais de ti, e (re)conhecer a mim em ti; Meus nervos me lembram de verificar sempre teu retrato, na esperança que você - via telepatia - saiba tudo o que sinto. Eu não arruaço ninguém, nem corto as ondas, nem choro mais. Apenas estou por aí, com a mochila em algum lugar do mundo, e pensando.
E se te cabe saber, me lembro das cores - mesmo que erradas, das serras, montanhas, casas e casernas, pessoas e caronas, boléias de caminhão, vagão de trem ou caminho de água fresca e límpida. Banho frio de ribeirão, mas nenhuma dessas belezas se compara a tua. E nem há de se comprar. E dos sons que conheci, o tema ainda tem mais tonalidades e virtuose, e a tua voz é a melhor do que as cadências que eu ouvir por aí. O raio desenha as linhas do teu corpo no Céu, e o trovão me lembra o sôm de quando você desagou seu corpo em meus braços, e quando chove, lembro daquela noite. Chove Lá Fora.
Eu me lembro das dores, e de me refugiar no sacrário, nos copos e garrafas, nas cordas de aço, e de me magoar, me machucar com coisa tão besta e achar que todas as pessoas seriam boas por excelência. Me lembro de me tremer de medo e muitas vezes calar a voz por achar a coragem tão intransigente, tão fora de mim, e por muitas vezez que silenciei para evitar brigas, para evitar mágoas, e quantas vezes o reio da mochila me pediu para correr e eu fiquei.
Lembro também da estadia em tua casa, da parada, e ter me austerado, e só me ter presença onde você estava, e só pousar onde você estivesse, como a água que cai, cai veêmente sob a árvore. Lembro de só querer de ti, e nunca em má, só em paz, e conhecer mais de ti, e (re)conhecer a mim em ti; Meus nervos me lembram de verificar sempre teu retrato, na esperança que você - via telepatia - saiba tudo o que sinto. Eu não arruaço ninguém, nem corto as ondas, nem choro mais. Apenas estou por aí, com a mochila em algum lugar do mundo, e pensando.
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terça-feira, 25 de outubro de 2016
Terral.
E o saveiro desemboca no rio, se atraca. Cidade de lugar temente, de onde vejo o Sinédrio e seus belos senhores da lei, que sabem menos da vida e mais da (des)velação dos olhos. O cheiro de jasmin parece me abandonar a cada segundo, eu quero ir embora, eu não sou daqui, eu (não) me pertenço, eu sou burro, feio e bobo, trafego na rua, e gente assim não merece vencer na vida. O sujo é quem tem esse direito. Fita meus olhos e sente, se você entende essas letras, preste atenção no tamanho desse desandar, e no que dizes, e no que fazes, e no que sentes, ela ainda pensa, mas deixa no ar, hoje não tem cheiro de jasmin. E a cabeça pesa, palavras ficam desconexas e eu estraguei mais uma vez e eu ajo cada vez (mais) como um total idiota. (Não) tenha misericórdia, nem pena, é normal idiotas assim cometerem gafes igual a essas, eu passo por isso sempre.
A história que passa pelos meus olhos denuncia tudo aquilo que se passa pelas vitrinas, e os desejos mais maravilhosos que elas nos cintilam os olhos: Vãs mentiras bestas, que flagelam a alma, comerciais de manteiga e jóias, cousas que êles não dizem e nem sequer as paredes contam nos débilos segredos. E eu penso, choro. Peno, nada é real, e a realidade me fez oceânico por excelência - é tudo a mesma coisa de sempre, é sempre a velha pedra contra a testa, e faz a vontade de se exilar na Sibéria ser pior e menor que isso tudo, e ser egoísta ao ponto de só pensar em mim e me esquecer do resto, e viver pros meus livros e discos, e sentir cada vez mais essa corda que aperta meu pescoço me tirar daqui e me levar ao lado de quem tanto me amou primeiro - de quem estava lá na hora do mar revolto. Quando eu venci esse mesmo mar ferreo e revoltoso, eu percebi que o melhor abraço que já pude ter um dia ganhado, foram dos meus braços, e o melhor sentimento que tive foi quando eu venci uma parcela da vitória toda que ainda estava por vir, e aqui no degredo a gente sonha muito em vencer o vislumbrante dragão da maldade, e ter essa idéia de que se isolar é bom. Se isolar é ruim, mas vezes a maçã é gostosa quando não se esfarinha na boa.
A silhoueta dela parece cada vez mais distante de mim, e eu cada vez mais esguio, amarelo, de olhos fundos e cálido; Cai-não-cai, e fala, fala-me todas essas cousas que me magoam mas me fazem seguir, e me fecha os olhos, mas me mantenha cada vez mais atento aos sinais, e rende, como eu já me senti. Talvez o sonho mais simples se'a o mais difícil de conseguir, e isso explica tudo - inclusive essas lágrimas nos meus olhos, e essa dor tão forte. Se não ouve, não calça a alma, e se não armar, tem o vão amor dos dias. Me leve embora daqui, nobre senhor, nada disso me orna ou me orienta, tampouco faz jus. Mesmo que eu me despojasse a sentar no local dos meus, onde me cabe, seria maior do que a mim, me ponha nos serviçais ou com os cães, é dali que sou, meu signo diz a quem olha na minha face. Eu não sou daqui, e de minha boca proferem chagas, de meus olhos, malderes, de minhas mãos, más ações, e de meus passos, tristes mágoas que a quem segue, se perde ou se magoa. Me leve, Senhor, e me atire no primeiro trancoso que houver, ali estará a glória da água corrente, e ali cabe a mim, e a minha lama, aonde meu coração não se tem em água e vinho. Ali eu posso me pertenço, não me provincio mais.
É noite, e faz silêncio. Estou tão só que poderia morrer, ou ser noticiado como o mais novo Asafe, que na hora da solidão brindou no violão aquela melodia de Granada Esmeralda e fez o Sol nascer cinza pra acordar a moça mais linda da morada dela, e cair em paz. Ela não sabe, mas eu quero casar com ela, espetar meu pendão no seu seio, carregar por onde for seu cheiro, e escrever passantes de glória e enfeitar o cabelo dela com lírios e magnólias - mas, estes móveis tem piedade de minha alma e me levam pro Saveiro, e a garrafa esvaziou, e eu não sinto dor, não sinto angústia, mais nada. Estou longe.
Finalmente, estou começando a deixar tudo isso pra depois.
A história que passa pelos meus olhos denuncia tudo aquilo que se passa pelas vitrinas, e os desejos mais maravilhosos que elas nos cintilam os olhos: Vãs mentiras bestas, que flagelam a alma, comerciais de manteiga e jóias, cousas que êles não dizem e nem sequer as paredes contam nos débilos segredos. E eu penso, choro. Peno, nada é real, e a realidade me fez oceânico por excelência - é tudo a mesma coisa de sempre, é sempre a velha pedra contra a testa, e faz a vontade de se exilar na Sibéria ser pior e menor que isso tudo, e ser egoísta ao ponto de só pensar em mim e me esquecer do resto, e viver pros meus livros e discos, e sentir cada vez mais essa corda que aperta meu pescoço me tirar daqui e me levar ao lado de quem tanto me amou primeiro - de quem estava lá na hora do mar revolto. Quando eu venci esse mesmo mar ferreo e revoltoso, eu percebi que o melhor abraço que já pude ter um dia ganhado, foram dos meus braços, e o melhor sentimento que tive foi quando eu venci uma parcela da vitória toda que ainda estava por vir, e aqui no degredo a gente sonha muito em vencer o vislumbrante dragão da maldade, e ter essa idéia de que se isolar é bom. Se isolar é ruim, mas vezes a maçã é gostosa quando não se esfarinha na boa.
A silhoueta dela parece cada vez mais distante de mim, e eu cada vez mais esguio, amarelo, de olhos fundos e cálido; Cai-não-cai, e fala, fala-me todas essas cousas que me magoam mas me fazem seguir, e me fecha os olhos, mas me mantenha cada vez mais atento aos sinais, e rende, como eu já me senti. Talvez o sonho mais simples se'a o mais difícil de conseguir, e isso explica tudo - inclusive essas lágrimas nos meus olhos, e essa dor tão forte. Se não ouve, não calça a alma, e se não armar, tem o vão amor dos dias. Me leve embora daqui, nobre senhor, nada disso me orna ou me orienta, tampouco faz jus. Mesmo que eu me despojasse a sentar no local dos meus, onde me cabe, seria maior do que a mim, me ponha nos serviçais ou com os cães, é dali que sou, meu signo diz a quem olha na minha face. Eu não sou daqui, e de minha boca proferem chagas, de meus olhos, malderes, de minhas mãos, más ações, e de meus passos, tristes mágoas que a quem segue, se perde ou se magoa. Me leve, Senhor, e me atire no primeiro trancoso que houver, ali estará a glória da água corrente, e ali cabe a mim, e a minha lama, aonde meu coração não se tem em água e vinho. Ali eu posso me pertenço, não me provincio mais.
É noite, e faz silêncio. Estou tão só que poderia morrer, ou ser noticiado como o mais novo Asafe, que na hora da solidão brindou no violão aquela melodia de Granada Esmeralda e fez o Sol nascer cinza pra acordar a moça mais linda da morada dela, e cair em paz. Ela não sabe, mas eu quero casar com ela, espetar meu pendão no seu seio, carregar por onde for seu cheiro, e escrever passantes de glória e enfeitar o cabelo dela com lírios e magnólias - mas, estes móveis tem piedade de minha alma e me levam pro Saveiro, e a garrafa esvaziou, e eu não sinto dor, não sinto angústia, mais nada. Estou longe.
Finalmente, estou começando a deixar tudo isso pra depois.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Timoneiro.
Estrelas do Céu, sejam minhas testemunhas, falem me em versos bons e medianos, e deixem meu coração vibrar - abrir as janelas dessa escotilha e ver o que aconteceu enquanto dormia embalado pelo marejo.
O Capitão das Bodas e Águas Fundas ainda existe, e sua triste feição não pode ser evitada: Sua alma secula pelas carnes que lhe aprisionam e a maldade e indiferença lhe chagueiam e turvam a vista, e as vezes, tão somente as vezes, quando Ela está por perto e lança o cheiro de sua pele sob ele, aninhando-se no peito ou em seu colo, há se uma bonança incrível e uma força de querer vencer a vida no dente - mais além. O mundo.
E sou eu novamente, saveiro de madeira e candeia acesa ante a noite estranha, cruzando o mar ferreo. Ora tempestuoso, ora eterno, ora acompanhado de outras jangadas no içar de vela e tarrafa, pegando o que me cabe de sustento do mar, ora sozinho, na noite da solidão, lembrando da casa, rosa e jardim.
Por Ela, fiz o verso, melodia, música e pendão, tirei do pote e dei: Toma, é teu. Por ela me deixei sangrar, e cegar, e poder ser tudo o que me cabe: Não me precisei estar acima ou abixo; Nivelado. Da proa do saveiro, no brumeio incerto, lembro de quem da areia da praia me mandava amplexos cheios de lembranças, beijos cheios de gosto, textura e cor, lembro do sorriso mais esperado que guardo na ida e estimo na volta.
Dos braços que prendem-se ao corpo cansado, da água no copo dado a boca que nem prolifera palavras frutíferas pela secura da garganta que foi maculada pelo beijo da amada. É noite, faz-te presente e deita do meu lado, e seja minha candeia, não se apagando essa noite. Nem nunca mais.
O timão, dá meu rumo norte com certa lentidão, mesmo quando eu ainda brigava co'as ondas do mar, ele se mantinha independente a esta mão. E não se pode fugir do que está escrito e preparado; Possa até ser que uma hora você possa alterar, mas, uma hora a onda vem: Marola ou Alteio. Mesmo agora tendo mais controle sobre esse timão e sobre a direção, movimento das ondas e dos barcos, ainda sim hora ou outra me sinto perdido, desencontrado. Nada que me assusta, ou me dê medo, nada do que tenha visto ou sonhado: Apenas a incerteza do futuro, dos próximos nós, e de todo o restante. Medo que Ela esqueça de minha feição, e afeição, da aferição de minhas mãos nas tuas, timoneiro eu, timoneiro vou. Aqui estou.
O Capitão das Bodas e Águas Fundas ainda existe, e sua triste feição não pode ser evitada: Sua alma secula pelas carnes que lhe aprisionam e a maldade e indiferença lhe chagueiam e turvam a vista, e as vezes, tão somente as vezes, quando Ela está por perto e lança o cheiro de sua pele sob ele, aninhando-se no peito ou em seu colo, há se uma bonança incrível e uma força de querer vencer a vida no dente - mais além. O mundo.
E sou eu novamente, saveiro de madeira e candeia acesa ante a noite estranha, cruzando o mar ferreo. Ora tempestuoso, ora eterno, ora acompanhado de outras jangadas no içar de vela e tarrafa, pegando o que me cabe de sustento do mar, ora sozinho, na noite da solidão, lembrando da casa, rosa e jardim.
Por Ela, fiz o verso, melodia, música e pendão, tirei do pote e dei: Toma, é teu. Por ela me deixei sangrar, e cegar, e poder ser tudo o que me cabe: Não me precisei estar acima ou abixo; Nivelado. Da proa do saveiro, no brumeio incerto, lembro de quem da areia da praia me mandava amplexos cheios de lembranças, beijos cheios de gosto, textura e cor, lembro do sorriso mais esperado que guardo na ida e estimo na volta.
Dos braços que prendem-se ao corpo cansado, da água no copo dado a boca que nem prolifera palavras frutíferas pela secura da garganta que foi maculada pelo beijo da amada. É noite, faz-te presente e deita do meu lado, e seja minha candeia, não se apagando essa noite. Nem nunca mais.
O timão, dá meu rumo norte com certa lentidão, mesmo quando eu ainda brigava co'as ondas do mar, ele se mantinha independente a esta mão. E não se pode fugir do que está escrito e preparado; Possa até ser que uma hora você possa alterar, mas, uma hora a onda vem: Marola ou Alteio. Mesmo agora tendo mais controle sobre esse timão e sobre a direção, movimento das ondas e dos barcos, ainda sim hora ou outra me sinto perdido, desencontrado. Nada que me assusta, ou me dê medo, nada do que tenha visto ou sonhado: Apenas a incerteza do futuro, dos próximos nós, e de todo o restante. Medo que Ela esqueça de minha feição, e afeição, da aferição de minhas mãos nas tuas, timoneiro eu, timoneiro vou. Aqui estou.
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domingo, 16 de outubro de 2016
Concorde.
Quando dizia no passado, até mesmo em posts deste blog mundado que devia/não devia " (...) Renegar a casa, rosa e o Jardim (...) ", talvez eu soubesse de tudo isso que fosse acontecer, ou talvez não, quem sabe? Sei que o cheiro de Jasmin ainda é semi-incógnito, e Cecília volta a ser um projeto ativo novamente, e a Lotus gentilmente fez eu me sentir um deus nessas últimas 72 horas, e na glória de se ser, sentir e fazer mulher, ela me honra com sua companhia - viagem sem volta de amor e aperreio, que faz eu me remoer e relampejar cada vez mais.
Estar com ela é como estar com a Iansã mais sensual, de seios belos e quadril voluptuoso, e ter a alegria de sua Consorte, como Lakshmini amiga-irmã e confidente de sorriso belo, e sua ira de Kali ou Obá com a voz firme e impetuosa, e ora tão terna como Maria das Candeias em seu colo, carinho e abraço, com suas pernas firmes e vontade de seguir como Artémis, ora tão amante como Afrodite e sua sensualidade exalando. Ela tem um pouco de tudo, e o tudo dela me satisfaz, me fazendo sentir o amor de forma diferente, como nunca senti antes por ninguém, e nem em mim, e me fazendo sangrar a cada instante, gotas de sangue que tem gosto e cheiro de amor.
E o sangue na camisa não é pouco. E a lembrança recorrente da madrugada interminável trás no lábio uma alegria de quem venceu na vida, quem teve do prazer um momento único; Deitou, e quando sentiu palpitar o coração, beijou: Amou, contrariando qualquer coisa do mundo, desejando sentir o cheiro de cada pétala da flôr da Lotus - a mais bela, querida, desejada, estimada. Aperta, sente, ama, força, pede-se a passagem e abre as pernas, sussurra, geme, deixa entrar, fazer parte, e o fluxo vir, e ser, tanto faz, importa ali, aqui - agora, o beijo, sorriso na boca, como pode ela ser tão impiedosa e completa, que até quando exala seu cheiro de flôr, cega a minha alma? Deitou, pôs seu corpo no meu, sorriu e adormeceu no(s) meu(s) braço(s).
Nos sorrisos e nas garrafas, encontra-se a alegria de estar ao lado de quem se ama, de dividir a cerveja com a mulher amada, e segurar proporcionalmente a cintura dela como dita o universo. Aquela cintura, que cabe com um braço meu, como bem cabe os dois, que se concentram o quadril que concentra minha indecência, meu amor, minha vontade de ser, e estar - cousa que só sabe é quem dito essas linhas tão minhas, tão delas, nossas.
E, delineado pelas linhas de teu corpo, escondido pela roupa que te cabe bem, vejo o meu sacrário, e contemplo a beleza única da flôr mais bela do degredo e rainha na arte de ser-quem-é. Toma minha garrafa da mão e bebe, olha, sorri e me beija, tomando de minha mão e deixando que eu a ponha onde cabe; Fita meus olhos, e não sabe o que é, mas sente a sintonia - Vestida de estrelas, corpo amorenado que estélica o meu Céu, boca vívida que pintada, me deixa sujar para amar.
Estar com ela é como estar com a Iansã mais sensual, de seios belos e quadril voluptuoso, e ter a alegria de sua Consorte, como Lakshmini amiga-irmã e confidente de sorriso belo, e sua ira de Kali ou Obá com a voz firme e impetuosa, e ora tão terna como Maria das Candeias em seu colo, carinho e abraço, com suas pernas firmes e vontade de seguir como Artémis, ora tão amante como Afrodite e sua sensualidade exalando. Ela tem um pouco de tudo, e o tudo dela me satisfaz, me fazendo sentir o amor de forma diferente, como nunca senti antes por ninguém, e nem em mim, e me fazendo sangrar a cada instante, gotas de sangue que tem gosto e cheiro de amor.
E o sangue na camisa não é pouco. E a lembrança recorrente da madrugada interminável trás no lábio uma alegria de quem venceu na vida, quem teve do prazer um momento único; Deitou, e quando sentiu palpitar o coração, beijou: Amou, contrariando qualquer coisa do mundo, desejando sentir o cheiro de cada pétala da flôr da Lotus - a mais bela, querida, desejada, estimada. Aperta, sente, ama, força, pede-se a passagem e abre as pernas, sussurra, geme, deixa entrar, fazer parte, e o fluxo vir, e ser, tanto faz, importa ali, aqui - agora, o beijo, sorriso na boca, como pode ela ser tão impiedosa e completa, que até quando exala seu cheiro de flôr, cega a minha alma? Deitou, pôs seu corpo no meu, sorriu e adormeceu no(s) meu(s) braço(s).
Nos sorrisos e nas garrafas, encontra-se a alegria de estar ao lado de quem se ama, de dividir a cerveja com a mulher amada, e segurar proporcionalmente a cintura dela como dita o universo. Aquela cintura, que cabe com um braço meu, como bem cabe os dois, que se concentram o quadril que concentra minha indecência, meu amor, minha vontade de ser, e estar - cousa que só sabe é quem dito essas linhas tão minhas, tão delas, nossas.
E, delineado pelas linhas de teu corpo, escondido pela roupa que te cabe bem, vejo o meu sacrário, e contemplo a beleza única da flôr mais bela do degredo e rainha na arte de ser-quem-é. Toma minha garrafa da mão e bebe, olha, sorri e me beija, tomando de minha mão e deixando que eu a ponha onde cabe; Fita meus olhos, e não sabe o que é, mas sente a sintonia - Vestida de estrelas, corpo amorenado que estélica o meu Céu, boca vívida que pintada, me deixa sujar para amar.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Beira Mar
Tira de mim tudo o que eu tenho. Desce-me até a água e eu permaneço lá. Lá eu fico, lá eu sou. Deixa que nenhuma dor se'a tão única quanto a do medo de ver o mar de cima das rochas, e deixa finalmente os olhos descansarem de forma tão pacífica. Deixa. A casa, o florete, o jardim, as plantas estão todas lá. Deita.
Que a dor de quem chega agora não atinja, por mais que isso doa ambivalentemente a todas as dores iguais (rochas iguais tem o mesmo peso mesmo tendo idades diferentes, disse o geólogo), e deita o corpo já sem vida na ribeira; Hoje o Viajante viaja. Hoje não existe dor alguma, nem maldade, nem nada. Hoje é dia de libertação. Lembra das cousas boas, e da bondade verdadeira que foi esparramada e fincada nas pessoas, e o resto é consequência.
E em algum lugar do mundo alguém te ama como é, e em algum lugar do mundo alguém gosta de você a ponto de chorar por você, e em algum lugar do mundo, a vida continua sendo a mesma sem você, e em algum lugar do mundo, ninguém se importa se sangra ou dói, afinal "Nada Realmente Importa", e os heróis não existem mais, e há muito o Santo Guerreiro nos deixa o exemplo, e nós mantemos uma perseverança com a vela acesa, e como isso dói, e como isso machuca.
Como tudo na vida, passa - alguns conseguem ser maiores que a dor, outros perecem diante do que não os pode fortalecer, e ninguém realmente não se importa com porra nenhuma, todo mundo só olha pro próprio umbigo, e a vida é uma grande batalha, onde você briga pelo cheiro de Jasmin, mas nem sempre o cheiro vem, e os pés descalços, cansados e descascados teimam em seguir viagem para algum lugar, mas meu corpo está na água, e dela não vou voltar. Faz-me silêncio. Acontece.
Tocando nas feridas: Cecília, obrigado. Obrigado por ter sido meu sonho mais ambicioso, minha história mais bela, meu amor mais que platônico; Obrigado por um dia achar que seria capaz de ter na minha vida alguém tão incrível quão você, e desculpe recusar o último projeto que me motivava. Desculpe por todo o tempo perdido, remanejamento, falta de viabilidade e comum-senso. Neste momento estou passando pra depois. Nem hoje, nem nunca mais.
Que a dor de quem chega agora não atinja, por mais que isso doa ambivalentemente a todas as dores iguais (rochas iguais tem o mesmo peso mesmo tendo idades diferentes, disse o geólogo), e deita o corpo já sem vida na ribeira; Hoje o Viajante viaja. Hoje não existe dor alguma, nem maldade, nem nada. Hoje é dia de libertação. Lembra das cousas boas, e da bondade verdadeira que foi esparramada e fincada nas pessoas, e o resto é consequência.
E em algum lugar do mundo alguém te ama como é, e em algum lugar do mundo alguém gosta de você a ponto de chorar por você, e em algum lugar do mundo, a vida continua sendo a mesma sem você, e em algum lugar do mundo, ninguém se importa se sangra ou dói, afinal "Nada Realmente Importa", e os heróis não existem mais, e há muito o Santo Guerreiro nos deixa o exemplo, e nós mantemos uma perseverança com a vela acesa, e como isso dói, e como isso machuca.
Como tudo na vida, passa - alguns conseguem ser maiores que a dor, outros perecem diante do que não os pode fortalecer, e ninguém realmente não se importa com porra nenhuma, todo mundo só olha pro próprio umbigo, e a vida é uma grande batalha, onde você briga pelo cheiro de Jasmin, mas nem sempre o cheiro vem, e os pés descalços, cansados e descascados teimam em seguir viagem para algum lugar, mas meu corpo está na água, e dela não vou voltar. Faz-me silêncio. Acontece.
Tocando nas feridas: Cecília, obrigado. Obrigado por ter sido meu sonho mais ambicioso, minha história mais bela, meu amor mais que platônico; Obrigado por um dia achar que seria capaz de ter na minha vida alguém tão incrível quão você, e desculpe recusar o último projeto que me motivava. Desculpe por todo o tempo perdido, remanejamento, falta de viabilidade e comum-senso. Neste momento estou passando pra depois. Nem hoje, nem nunca mais.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016
XII de Outubro
Faz-me manso, e lava meu coração na água da tua ânfora, Maria, me guarda na barra do seu vestido e me livra do dragão feo da maldade. Faz-me bom, Maria, e me guarda na hora da solidão, pois quando eu caí, foi você quem me valeu e me sustentou pela destra, e quando eu rezo pela tua visa em mim, é você quem me vale do medo da agonia. Foi você, Maria. O tempo todo.
E eu, tão sujo, tão da lama, filho único de leoa genuína, esposo do degredo, me guardo por não querer disseminar minhas mãos tão sujas, tampouco sujar os que me cercam, me diz Maria, porque quando a água me puxou, você me puxou de volta, e naquela noite, quando a luz era distante, você pôs uma candeia no meu caminho? Por quê eu, tão sujo, tão pequeno, tão desnutrido sou acolhido por você?
Maria, olha pra mim, e vêde que sou comum, trivial e cometo erros, e trago sangue nas minhas mãos, das mágoas que cometo diariamente contra as pessoas que mais amo, mais estimo, e não faço por querer, mas talvez meu jeito de ser só tenha acabado mais e mais comigo. Maria, tem misericórdia de mim, e ouve outras orações; Disse-me o homem que quem é da lama, na lama fica, na lama morre; E talvez se'a bem isso, Mãe, eu não tenho vocação para estar entre os seus, e minhas mãos ainda tremem muito, e eu nem fiz nada ainda, nem dizer o que sinto eu consigo, imagine ser um dos seus...
Maria, eu não tenho nada. O que fiz de bom, fiz por amor e compaixão, e o que fiz de ruim fiz pelo meu prazer e por querer ter o gosto do amargo na boca, e o que sei, coube a mim saber, e aprendi que não posso ensinar as pessoas que não podem ouvir - porque eu mesmo duvido do que ouço. Eu não me sinto bem, Maria, há uma dor carregada no meu peito, os ombros cansados, e tem gente sorrindo, indo viver, ser feliz. E eu, buscando a felicidade (de modo meu, mas, a buscar), toda a hora da minha vida indo buscar esse sentimento de satisfação que me cabe nas mãos, e ao mesmo tempo inunda tanto as almas, e eu, quando me lavo na tua água, me sinto limpo e preparado pra isso, mas, Maria, parece que tem horas que é tão difícil vencer...
Maria, eu ainda sei o significado da porta estreita, mas me dói. Hora ou outra tento sorrir, mas ando tão desolado e tão chateado com os últimos acontecimentos que nem sei o que dizer, ou o que fazer, me sinto tão sozinho que tem vezes que trafego sozinho ante a ávida multidão na rua, e isso me assusta tanto, me assusta o medo que tenho de me entregar, ser quem sou e o que sou pras pessoas, me assusta que eu saiba tudo, e ao mesmo tempo seja tão frio pra realidade. Tão frio pra mim mesmo. Tão ignóbil a ponto de que a dor, mesmo pungente, já seja lidada de forma costumeira, e isto não deve ser certo. Não é, ao menos para quem não é adpeto do sadismo.
Maria, está um Sol lindo lá fora, e eu não queria nem sair de casa, nem da cama, da minha ilha. Maria, se você ler essas linhas, me dá um sinal, me dá uma faísca de que hoje o dia vai ser bom, como sempre é com você - Tua presença, Tua companhia. Maria, continue me mostrando o caminho, mesmo que eu não saiba onde ir. Sei que tenho a crença de que uma hora para de doer: Essa dor, essaa chagas, o desamor, tudo deságua de vez, e sei que com você, Maria, sempre que estou na sua presença, essa mágoa acaba.
Obrigado, Maria.
E eu, tão sujo, tão da lama, filho único de leoa genuína, esposo do degredo, me guardo por não querer disseminar minhas mãos tão sujas, tampouco sujar os que me cercam, me diz Maria, porque quando a água me puxou, você me puxou de volta, e naquela noite, quando a luz era distante, você pôs uma candeia no meu caminho? Por quê eu, tão sujo, tão pequeno, tão desnutrido sou acolhido por você?
Maria, olha pra mim, e vêde que sou comum, trivial e cometo erros, e trago sangue nas minhas mãos, das mágoas que cometo diariamente contra as pessoas que mais amo, mais estimo, e não faço por querer, mas talvez meu jeito de ser só tenha acabado mais e mais comigo. Maria, tem misericórdia de mim, e ouve outras orações; Disse-me o homem que quem é da lama, na lama fica, na lama morre; E talvez se'a bem isso, Mãe, eu não tenho vocação para estar entre os seus, e minhas mãos ainda tremem muito, e eu nem fiz nada ainda, nem dizer o que sinto eu consigo, imagine ser um dos seus...
Maria, eu não tenho nada. O que fiz de bom, fiz por amor e compaixão, e o que fiz de ruim fiz pelo meu prazer e por querer ter o gosto do amargo na boca, e o que sei, coube a mim saber, e aprendi que não posso ensinar as pessoas que não podem ouvir - porque eu mesmo duvido do que ouço. Eu não me sinto bem, Maria, há uma dor carregada no meu peito, os ombros cansados, e tem gente sorrindo, indo viver, ser feliz. E eu, buscando a felicidade (de modo meu, mas, a buscar), toda a hora da minha vida indo buscar esse sentimento de satisfação que me cabe nas mãos, e ao mesmo tempo inunda tanto as almas, e eu, quando me lavo na tua água, me sinto limpo e preparado pra isso, mas, Maria, parece que tem horas que é tão difícil vencer...
Maria, eu ainda sei o significado da porta estreita, mas me dói. Hora ou outra tento sorrir, mas ando tão desolado e tão chateado com os últimos acontecimentos que nem sei o que dizer, ou o que fazer, me sinto tão sozinho que tem vezes que trafego sozinho ante a ávida multidão na rua, e isso me assusta tanto, me assusta o medo que tenho de me entregar, ser quem sou e o que sou pras pessoas, me assusta que eu saiba tudo, e ao mesmo tempo seja tão frio pra realidade. Tão frio pra mim mesmo. Tão ignóbil a ponto de que a dor, mesmo pungente, já seja lidada de forma costumeira, e isto não deve ser certo. Não é, ao menos para quem não é adpeto do sadismo.
Maria, está um Sol lindo lá fora, e eu não queria nem sair de casa, nem da cama, da minha ilha. Maria, se você ler essas linhas, me dá um sinal, me dá uma faísca de que hoje o dia vai ser bom, como sempre é com você - Tua presença, Tua companhia. Maria, continue me mostrando o caminho, mesmo que eu não saiba onde ir. Sei que tenho a crença de que uma hora para de doer: Essa dor, essaa chagas, o desamor, tudo deságua de vez, e sei que com você, Maria, sempre que estou na sua presença, essa mágoa acaba.
Obrigado, Maria.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Ilha Deserta.
Esquece, descansa a cabeça e deixa isso tudo pra depois, pra outro dia, pra outra hora, ou até mesmo outro plano. Descansa, cara. Por mais que doa, tem coisas que nem vale a pena dizer, nem serem ouvidas, nem nada. Deita a cabeça e não pense, não fale, não nada; Deixa ao menos uma vez as coisas tomarem conta naturalmente do seu próprio rumo, e se contente com tudo: Ao menos você está vivo, e tudo vai bem, tudo tão legal, o sôm ainda é intenso e o cheiro de Jasmin vez ou outra aparece. Não renegue mais a casa, pois é onde te cabe, e não te deixa morrer tua parte boa, pois você não é culpado. Deita a cabeça e acalma a torrente.
Abre a janela de casa, com a caneca quente, e olha o dia lindo: Um painel panorâmico que Deus te deu, com as cores que te gosta, o vento que bagunça seu cabelo, a bruma tão expessa e macia, e uma mística premissa de que ali há aquela pessoa lhe esperando para ganhar um abraço. Olha da janela, a serração, os trabalhadores, os caminhões, cães viralatas e tantos outros universos dentro do teu, da tua janela, do teu café. Tua cara sem barba, seu coração vazado, seu algodão já amarrotado, quem não te deixa ver o mar?
Foge, irmão. Pega teus livros, discos, segredos e alegrias e co'e. Vai pra velha Ilha Deserta, onde ninguém no mundo te sabe, te tira, ou te invade. Co'e, irmão, rema o mais forte que der, e se precisar elimine a bagagem ao longo do caminho, só não se perca, nem se venda, nem sangre, e isso vale pra ti, e pro que fizer pros teus. (Não) tenha medo - Lembra-te daquela noite, do sorriso, a mão que tocou a reia e fez suas costas travarem, da música, a água que brincava molhando os pés, da tristeza que foi embora, do que se consumiu sozinho, o mal já foi, já passou.
Ilha, cá te vai. Aqui te reina, aqui te cabe. Nada além. Toma do teu violão, e canta o que te cabe, o que te convém; Come do teu, e ouve a tua própria eternidade, seja infinitamente oceânico, seja descabidamente heróico na arte de ser resistente ante as ondas de quebra-coral, e não se intimide co'a a solidão, mãe, amiga, e agora filha. Medo não, você não precisa. Depois de tanto tempo se censurando, medo de quê, pra quê? Sangra, deixa cair, levanta e segue. E amén.
Lembra dos conselhos, do que já se foi, e do que poderia vir, e nunca mais veio, nunca mais ficou, nunca mais esteve. Lembra com saudade dos amigos, dos heróis, e chora. Desagua nesse teu caingá dos olhos toda a força que teve para se segurar e se manter firme como sempre, como a vida toda. Dê a si mesmo nessa Ilha Deserta a chance de estar em paz com seus demônios, com você mesmo, meu velho, foram quantas por quantas vezes a luta contra o mar revoltoso, e o mar vira, viração, e o saveiro se canteia, e vence as ondas em prumo. Você lembra?
Volte pra Ilha, meu bom amigo. Esquece.
Abre a janela de casa, com a caneca quente, e olha o dia lindo: Um painel panorâmico que Deus te deu, com as cores que te gosta, o vento que bagunça seu cabelo, a bruma tão expessa e macia, e uma mística premissa de que ali há aquela pessoa lhe esperando para ganhar um abraço. Olha da janela, a serração, os trabalhadores, os caminhões, cães viralatas e tantos outros universos dentro do teu, da tua janela, do teu café. Tua cara sem barba, seu coração vazado, seu algodão já amarrotado, quem não te deixa ver o mar?
Foge, irmão. Pega teus livros, discos, segredos e alegrias e co'e. Vai pra velha Ilha Deserta, onde ninguém no mundo te sabe, te tira, ou te invade. Co'e, irmão, rema o mais forte que der, e se precisar elimine a bagagem ao longo do caminho, só não se perca, nem se venda, nem sangre, e isso vale pra ti, e pro que fizer pros teus. (Não) tenha medo - Lembra-te daquela noite, do sorriso, a mão que tocou a reia e fez suas costas travarem, da música, a água que brincava molhando os pés, da tristeza que foi embora, do que se consumiu sozinho, o mal já foi, já passou.
Ilha, cá te vai. Aqui te reina, aqui te cabe. Nada além. Toma do teu violão, e canta o que te cabe, o que te convém; Come do teu, e ouve a tua própria eternidade, seja infinitamente oceânico, seja descabidamente heróico na arte de ser resistente ante as ondas de quebra-coral, e não se intimide co'a a solidão, mãe, amiga, e agora filha. Medo não, você não precisa. Depois de tanto tempo se censurando, medo de quê, pra quê? Sangra, deixa cair, levanta e segue. E amén.
Lembra dos conselhos, do que já se foi, e do que poderia vir, e nunca mais veio, nunca mais ficou, nunca mais esteve. Lembra com saudade dos amigos, dos heróis, e chora. Desagua nesse teu caingá dos olhos toda a força que teve para se segurar e se manter firme como sempre, como a vida toda. Dê a si mesmo nessa Ilha Deserta a chance de estar em paz com seus demônios, com você mesmo, meu velho, foram quantas por quantas vezes a luta contra o mar revoltoso, e o mar vira, viração, e o saveiro se canteia, e vence as ondas em prumo. Você lembra?
Volte pra Ilha, meu bom amigo. Esquece.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Argumento.
Se quiser saber de mim, ouça meus discos. Principalmente os meus favoritos: Os de samba de roda, os de jongo, os com baixo marcado, passe a mão na minha garrafa de licor e sinta o que minha língua amava, e se abrace na minha camisa favorita, se te cabe saber, meu suor e meu perfume ainda estarão lá. Não vou desanimar, apenas estou deixando tudo isso pra depois, pra nunca mais.
Se te interessar saber, eu ainda estarei nos lugares que tanto amei e cada pedaço de mim estará fragmentado dentro de quem eu tanto amo e tanto estimo, e quando você quiser me procurar, ache-me nos sorrisos, devoção, fé, abraços, música, cervejas, Corinthians e tudo o mais que eu tanto cativei. Se quiser saber de mim, fale com quem sabe de minha gênese, de agora e do meu fim; Pois quem souber de tudo isso vai te contar de mim, e quando minha carne for de terra, seu sorriso não me atingirá, e quando minha angústia virar paz, você notará que tudo foi lindo. Lírio. Lotus.
Quando quiser saber o que eu sinto, vá nas igrejas que tanto fui e tanto amei, e chegando lá, dobre seus joelhos ante o altar e olhe: Seus olhos verão o que eu vi, e assim seu coração sentirá o que eu senti. E logo depois de sair, me encarregarei de te consolar, eu serei o vento em lhe beijar a face, serei o semáforo para atravessar, e a condução rápida e vazia, e quando chegardes em casa, serei a refeição saborosa e o descanso.
Serei a música que toca seus ouvidos, e que encrostada nela, lhe trará uma mensagem de atitude positiva. Ou realista. Mas nunca negativa, serei alguém que mesmo distante, estará mais próximo que você imagina, mas não nesta hora. E se você ainda me procurar, não me achando nisso tudo, saiba que em tudo eu serei, eu estarei.
Segurarei os dias, horas e minutos, ou os apressarei, e tomarei partido do que vale, assim como suas lágrimas serão nuvens que pedirei pra Deus rachar em forma de chuva, e com isso lhe darei toda a experiência de estar, ser e sentir. E nos avisos, na escrita do muro, na orla da praia, na síncope, na blusa que te veste, tudo... Ali sou eu, ali eu estou. E não faço por mal, nem me leve a mal. É apenas parte da minha palavra, minha promessa.
E o resto é apenas um detalhe.
Se te interessar saber, eu ainda estarei nos lugares que tanto amei e cada pedaço de mim estará fragmentado dentro de quem eu tanto amo e tanto estimo, e quando você quiser me procurar, ache-me nos sorrisos, devoção, fé, abraços, música, cervejas, Corinthians e tudo o mais que eu tanto cativei. Se quiser saber de mim, fale com quem sabe de minha gênese, de agora e do meu fim; Pois quem souber de tudo isso vai te contar de mim, e quando minha carne for de terra, seu sorriso não me atingirá, e quando minha angústia virar paz, você notará que tudo foi lindo. Lírio. Lotus.
Quando quiser saber o que eu sinto, vá nas igrejas que tanto fui e tanto amei, e chegando lá, dobre seus joelhos ante o altar e olhe: Seus olhos verão o que eu vi, e assim seu coração sentirá o que eu senti. E logo depois de sair, me encarregarei de te consolar, eu serei o vento em lhe beijar a face, serei o semáforo para atravessar, e a condução rápida e vazia, e quando chegardes em casa, serei a refeição saborosa e o descanso.
Serei a música que toca seus ouvidos, e que encrostada nela, lhe trará uma mensagem de atitude positiva. Ou realista. Mas nunca negativa, serei alguém que mesmo distante, estará mais próximo que você imagina, mas não nesta hora. E se você ainda me procurar, não me achando nisso tudo, saiba que em tudo eu serei, eu estarei.
Segurarei os dias, horas e minutos, ou os apressarei, e tomarei partido do que vale, assim como suas lágrimas serão nuvens que pedirei pra Deus rachar em forma de chuva, e com isso lhe darei toda a experiência de estar, ser e sentir. E nos avisos, na escrita do muro, na orla da praia, na síncope, na blusa que te veste, tudo... Ali sou eu, ali eu estou. E não faço por mal, nem me leve a mal. É apenas parte da minha palavra, minha promessa.
E o resto é apenas um detalhe.
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terça-feira, 4 de outubro de 2016
Bilhete.
Ele pôs o mesmo velho disco na radiola, e ouviu a mesma velha música, pôs o cão no colo e se pesou, como quem precisasse se redimir de algo, alguma cousa, de alguém. Há uma voz no fundo, um contratom, um órgão o resignando de suas mágoas. Seu rosto finge nada saber e não comungar, mas sua alma, ah, ela chora. E como chora.
Ele se rende como quem se rende num novo dia, e deixa tudo novo aparecer, e tudo deixar suas impressões.
Ele se rende a Lotus, como o Cordeiro ao abate, e se rende a bonança de forma magistral. A porta estreita ainda faz sentido.
E mais uma vez, o que vale é ser feliz.
Ele se rende como quem se rende num novo dia, e deixa tudo novo aparecer, e tudo deixar suas impressões.
Ele se rende a Lotus, como o Cordeiro ao abate, e se rende a bonança de forma magistral. A porta estreita ainda faz sentido.
E mais uma vez, o que vale é ser feliz.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Báb.
Báb, eu venci o quanto pude, o quanto me valeu.
Não me importa mais saber a opinião pública, nem os olhos que velam o peso dos fardos, o meu caminho fiz a cada passo, e a cada acerto e erro, me trouxe até aqui. Eu acho que venci bem mais do que eu imaginava, Báb. De forma corajosa eu segurei as lágrimas que não mereciam cair, e amei quem meu coração pôde e precisou acalentar ou cuidar de quem precisava ter passos acompanhados, assim como deixar entrar em minha vida que estimei, alguns ficaram, alguns foram; É da vida.
Quando deito no travesseiro, penso que tudo poderia ter sido diferente, melhor ou pior, quem sabe? Coube a cada um de nós entender seu caminho, e de quebra as decisões dos outros. É a vida. É a água. É a chuva. A mesma chuva há três anos.
Quando eu durmo, mal sonho, e foram as poucas vezes que meus olhos fitaram os seus, e que meu sorriso contagiou alguém, hoje sou triste, me faço invernada em muros fortes para carregar no bojo aquilo que nem aos ventos digo, aquilo que nem as paredes ouvem, que nem meu coração ousa deixar sangrar novamente, coisas que só podem ser ditas de uma única vez.
O que você tem achado dos últimos acontecimentos? Da menina-flôr que eu encontrei na estrada, dos amigos que se foram, da Zécão... Das horas em que tudo deu errado, e quando menos esperei, deu tudo certo pra mim. O que você tem achado de tudo? Sua opinião faz falta, meu velho.
a cada minuto desse dia, foi uma música, e a cada música, uma sećanja diferente, um dia, cor, cheiro, momento. Eu me lembro de cada segundo, e não deixo morrer aquilo que está em mim e que abramge o que meus braços consigam alcançar.
Você faz falta, Báb.
Não me importa mais saber a opinião pública, nem os olhos que velam o peso dos fardos, o meu caminho fiz a cada passo, e a cada acerto e erro, me trouxe até aqui. Eu acho que venci bem mais do que eu imaginava, Báb. De forma corajosa eu segurei as lágrimas que não mereciam cair, e amei quem meu coração pôde e precisou acalentar ou cuidar de quem precisava ter passos acompanhados, assim como deixar entrar em minha vida que estimei, alguns ficaram, alguns foram; É da vida.
Quando deito no travesseiro, penso que tudo poderia ter sido diferente, melhor ou pior, quem sabe? Coube a cada um de nós entender seu caminho, e de quebra as decisões dos outros. É a vida. É a água. É a chuva. A mesma chuva há três anos.
Quando eu durmo, mal sonho, e foram as poucas vezes que meus olhos fitaram os seus, e que meu sorriso contagiou alguém, hoje sou triste, me faço invernada em muros fortes para carregar no bojo aquilo que nem aos ventos digo, aquilo que nem as paredes ouvem, que nem meu coração ousa deixar sangrar novamente, coisas que só podem ser ditas de uma única vez.
O que você tem achado dos últimos acontecimentos? Da menina-flôr que eu encontrei na estrada, dos amigos que se foram, da Zécão... Das horas em que tudo deu errado, e quando menos esperei, deu tudo certo pra mim. O que você tem achado de tudo? Sua opinião faz falta, meu velho.
a cada minuto desse dia, foi uma música, e a cada música, uma sećanja diferente, um dia, cor, cheiro, momento. Eu me lembro de cada segundo, e não deixo morrer aquilo que está em mim e que abramge o que meus braços consigam alcançar.
Você faz falta, Báb.
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domingo, 2 de outubro de 2016
Lotus (II)
Lotus, obrigado.
Obrigado por - mais uma vez - ter me ofertado a morada dos teus braços, por um segundo eu ter sido imortal mais um dia, diante de todos os dias ainda permanecentes de minha vida. Obrigado por me dar um sorriso tão sincero - desajeitado, desalentado - mas tão vívido, tão supernova, tão tua culpa.
Obrigado, pelo quê?
Por tua culpa, eu me senti com meus 16, 17 anos de novo. Com você eu posso ter o prazer indescrítivel de ser eu mesmo, de ser e estar agindo naturalmente, de não me preocupar com roupa, cabelo, papo, perfume, se chove lá fora, se tem que ser em um lugar com nível, ou apenas um lugar simples: Tempo bom, tempo (não é) ruim.
Obrigado por vir do Degredo, e daqui do mesmo lado qu'eu, e assim entender (mais que superficialmente), o sentido da vida, e a definição da vida (ao menos, pra este humilde contra-crônista), e por retomar um velho fôgo, e dar essa sensação de imortalidade nos lábios deste em que encostou, nas mãos em que se sente um calor, num abraço que se cabe, e se encontra, em um desejo que não se encontra, nem se finda, nem se esgota, e que a cada mais um, e de novo, e de novo, e faz mais uma vez, se perca a conta, se perca tudo entre eu e você.
E a cada beijo, me sinto mais forte, mais teu, devotadamente; E no sofá que me sento pouco me importo co'as horas, desde que tenha você nos meus braços, no meu colo, no meu coração; Olhos que sentem, boca que vela, sorriso de canto de boca, voz aberta que fica muda, arranha, morde, geme. Silêncio, meu amor. Desabrocha a flôr bruta, pêlo-em-pele, abre, o gosto bom da seiva, mel cálido, se rende, impulso, sorri, morde de novo, tem gente vindo, tem algo passando na TV, sei lá - assim.
Fica ao meu lado, e não diz nada: O silêncio já diz tudo, já sabem de nós dois, e mais ainda: Sabem da nossa felicidade, da nossa eternidade, de tudo. Fica, e observa, daqui da tua cabeça em ninhas pernas, o movimento dos barcos, os saveiros perdidos, vapores que penteiam as águas, as barcas indo pros seus rumos, e eu indo pra ti, pra atracar meu escaler, e eu, tão meu, tão seu. Não faz mal que se deixe, eu estou aqui. Fica, e sente o coração disparado, o sorriso besta, o encontro, o encaixar dos braços em abraços, okhares, que denunciam frases, atos e prenumerações. Eis seu cordeiro em seu altar.
Usa.
Obrigado por - mais uma vez - ter me ofertado a morada dos teus braços, por um segundo eu ter sido imortal mais um dia, diante de todos os dias ainda permanecentes de minha vida. Obrigado por me dar um sorriso tão sincero - desajeitado, desalentado - mas tão vívido, tão supernova, tão tua culpa.
Obrigado, pelo quê?
Por tua culpa, eu me senti com meus 16, 17 anos de novo. Com você eu posso ter o prazer indescrítivel de ser eu mesmo, de ser e estar agindo naturalmente, de não me preocupar com roupa, cabelo, papo, perfume, se chove lá fora, se tem que ser em um lugar com nível, ou apenas um lugar simples: Tempo bom, tempo (não é) ruim.
Obrigado por vir do Degredo, e daqui do mesmo lado qu'eu, e assim entender (mais que superficialmente), o sentido da vida, e a definição da vida (ao menos, pra este humilde contra-crônista), e por retomar um velho fôgo, e dar essa sensação de imortalidade nos lábios deste em que encostou, nas mãos em que se sente um calor, num abraço que se cabe, e se encontra, em um desejo que não se encontra, nem se finda, nem se esgota, e que a cada mais um, e de novo, e de novo, e faz mais uma vez, se perca a conta, se perca tudo entre eu e você.
E a cada beijo, me sinto mais forte, mais teu, devotadamente; E no sofá que me sento pouco me importo co'as horas, desde que tenha você nos meus braços, no meu colo, no meu coração; Olhos que sentem, boca que vela, sorriso de canto de boca, voz aberta que fica muda, arranha, morde, geme. Silêncio, meu amor. Desabrocha a flôr bruta, pêlo-em-pele, abre, o gosto bom da seiva, mel cálido, se rende, impulso, sorri, morde de novo, tem gente vindo, tem algo passando na TV, sei lá - assim.
Fica ao meu lado, e não diz nada: O silêncio já diz tudo, já sabem de nós dois, e mais ainda: Sabem da nossa felicidade, da nossa eternidade, de tudo. Fica, e observa, daqui da tua cabeça em ninhas pernas, o movimento dos barcos, os saveiros perdidos, vapores que penteiam as águas, as barcas indo pros seus rumos, e eu indo pra ti, pra atracar meu escaler, e eu, tão meu, tão seu. Não faz mal que se deixe, eu estou aqui. Fica, e sente o coração disparado, o sorriso besta, o encontro, o encaixar dos braços em abraços, okhares, que denunciam frases, atos e prenumerações. Eis seu cordeiro em seu altar.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Caso Você Queira Saber.
Morrer é fácil. Difícil é você se desprender da matéria, das pessoas, do sentimento feo, de tudo aquilo que lhe magoa perniciosamente, daquela noite.
Sim, eu me lembro: Era escuro, tinha-se denominado Noite Illustrada, a avenca nem mexia mesmo havendo o vento; Lembro também da areia, e na ponta da praia que havia o Beira Mar, uma Lua quase cheia, estrêlas e ninguém. Apenas minha pessoa, e minha garrafa de licor. Apenas um minuto, um silêncio, um berro. Era eu negando aos quatro ventos. Sim, eu me lembro: Disse que sim, mas o núcleo era não, jogou promessas e bençãos, mas na primeira oportunidade amaldiçoou e quis os seus, mas não por completo - disse ter coração bom, mas é sujo igual aos outros. Perdoa, bom Deus. Tanto êles, como a mim mesmo. Bálsamo pras feridas é Deus, cerveja é anestésico. O arsenal bélico ainda não acabou, mas é dito por inteligente, sobressair, fazer pilhéria, e pagar de herói: Vai, São Baden, diz a êles, vai lá Dona Antônia, diz também; Manda dizer que a porta estreita é pior, mas a recompensa não é aqui, nem agora. Dói, mas logo melhora, logo passa.
Sim, eu me lembro: Gente que não tinha minha gênese me tomou e acolheu, cuidaram das feridas e deram um gás incrível na minha vida, torceram por mim e em algumas horas da solidão, estavam bem muito mais presentes do que qualquer outra pessoa, eu me lembro.
Sim, eu me lembro: Da música que ninguém gostava e hoje todo mundo é fã desde quando eu hasteava esse pendão com poucos gatos pingados, de tempos tão idos desde antes d'O Sionita, antes do Ox, antes d'eu ser eu. Eu me lembro dos discos baratos, sebos, garrafas e a solidão - me fez forte, e não herói. As pessoas confundem dor com Santidade. A dor pode ser mais associada com vencer na vida, paz de espírito, fortalecimento mental/espiritual, do que um grã altruísmo - dor todo mundo sente, mas quem sabe lidar com ela é que faz a diferença, quem sabe velar com o silêncio, quem sabe segurar a dor e exprimir em tons, cores, nomes e actos coisas tão lindas. Acima da lindeza de tudo, reina a Lotus.
Sim, eu me lembro: Da menina de calça boca de sino, botas, jaqueta de Fredera, que me encontrou na estrada, dizendo que volta comigo pra descansar um pouco da vida, pra repousar no meu abraço, pra esquecer um pouco o mundo lá fora, pra viver por si, por mim, nós. Depois do Inverno, veio a primavera. Sob o Céu de Virgem, firmamo-nos.
...E é só o vento lá fora, Lotus. São apenas as pessoas, é apenas meu jeito, é apenas mais um dia, apenas mais um teste, apenas mais um segundo, e assim segue. Como sempre.
Sim, eu me lembro: Me lembro da dor que eu senti quando vi a esquife da ovelha negra, e o corpo gélido do herói repousado. Eu lembro que o juíz não foi, mas que não sentiu, lembro da multidão, ávido povo que queria falar e sentir, mas eu, que tinha por ordem e direito, não pude.
Sim, eu me lembro: De tanta coisa que nem me lembro, mas posso desfiar aqui por horas, mas guardo em meu peito, tanto as chagas abertas como o silêncio que ninguém pode ouvir - apenas eu.
Sim, eu me lembro: Era escuro, tinha-se denominado Noite Illustrada, a avenca nem mexia mesmo havendo o vento; Lembro também da areia, e na ponta da praia que havia o Beira Mar, uma Lua quase cheia, estrêlas e ninguém. Apenas minha pessoa, e minha garrafa de licor. Apenas um minuto, um silêncio, um berro. Era eu negando aos quatro ventos. Sim, eu me lembro: Disse que sim, mas o núcleo era não, jogou promessas e bençãos, mas na primeira oportunidade amaldiçoou e quis os seus, mas não por completo - disse ter coração bom, mas é sujo igual aos outros. Perdoa, bom Deus. Tanto êles, como a mim mesmo. Bálsamo pras feridas é Deus, cerveja é anestésico. O arsenal bélico ainda não acabou, mas é dito por inteligente, sobressair, fazer pilhéria, e pagar de herói: Vai, São Baden, diz a êles, vai lá Dona Antônia, diz também; Manda dizer que a porta estreita é pior, mas a recompensa não é aqui, nem agora. Dói, mas logo melhora, logo passa.
Sim, eu me lembro: Gente que não tinha minha gênese me tomou e acolheu, cuidaram das feridas e deram um gás incrível na minha vida, torceram por mim e em algumas horas da solidão, estavam bem muito mais presentes do que qualquer outra pessoa, eu me lembro.
Sim, eu me lembro: Da música que ninguém gostava e hoje todo mundo é fã desde quando eu hasteava esse pendão com poucos gatos pingados, de tempos tão idos desde antes d'O Sionita, antes do Ox, antes d'eu ser eu. Eu me lembro dos discos baratos, sebos, garrafas e a solidão - me fez forte, e não herói. As pessoas confundem dor com Santidade. A dor pode ser mais associada com vencer na vida, paz de espírito, fortalecimento mental/espiritual, do que um grã altruísmo - dor todo mundo sente, mas quem sabe lidar com ela é que faz a diferença, quem sabe velar com o silêncio, quem sabe segurar a dor e exprimir em tons, cores, nomes e actos coisas tão lindas. Acima da lindeza de tudo, reina a Lotus.
Sim, eu me lembro: Da menina de calça boca de sino, botas, jaqueta de Fredera, que me encontrou na estrada, dizendo que volta comigo pra descansar um pouco da vida, pra repousar no meu abraço, pra esquecer um pouco o mundo lá fora, pra viver por si, por mim, nós. Depois do Inverno, veio a primavera. Sob o Céu de Virgem, firmamo-nos.
...E é só o vento lá fora, Lotus. São apenas as pessoas, é apenas meu jeito, é apenas mais um dia, apenas mais um teste, apenas mais um segundo, e assim segue. Como sempre.
Sim, eu me lembro: Me lembro da dor que eu senti quando vi a esquife da ovelha negra, e o corpo gélido do herói repousado. Eu lembro que o juíz não foi, mas que não sentiu, lembro da multidão, ávido povo que queria falar e sentir, mas eu, que tinha por ordem e direito, não pude.
Sim, eu me lembro: De tanta coisa que nem me lembro, mas posso desfiar aqui por horas, mas guardo em meu peito, tanto as chagas abertas como o silêncio que ninguém pode ouvir - apenas eu.
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Solidão
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Acontece.
Deixa,
novamente segurar tua mão,
esquecermos tudo lá fora,
irmos por onde for e ter;
Desde que por onde eu for eu vá com você.
Aproveita,
e deixa eu esquecer minhas feridas,
assim como eu pretendo ser o bálsamo das tuas,
estarmos por todo lugar,
enquanto meus braços cruzarem co'os teus.
Álias,
escuta bem a intensa melodia,
que ninguém ouve, sente ou vê,
e me nota ante toda essa multidão,
estou aqui no centro do universo esperando você
Coitado,
daquele que pôde te ter,
e não te deu o devido amor e atenção
rechaçou a sutil força do teu amor,
que não pode seguir te abraçando firmemente.
Olha,
eu não pretenso nada,
a não ser a felicidade rotineira,
tomar as minhas rédeas e fazer meu caminho,
e me faria gratificante que você viesse nele e ficasse.
Ai,
e se Ele soubesse da beleza da Lotus,
Cartola saberia que as tais rosas não falam,
mas a Lotus adorada fala, tange, fere, ama e quer,
e é absoluta no seu ser e estar.
novamente segurar tua mão,
esquecermos tudo lá fora,
irmos por onde for e ter;
Desde que por onde eu for eu vá com você.
Aproveita,
e deixa eu esquecer minhas feridas,
assim como eu pretendo ser o bálsamo das tuas,
estarmos por todo lugar,
enquanto meus braços cruzarem co'os teus.
Álias,
escuta bem a intensa melodia,
que ninguém ouve, sente ou vê,
e me nota ante toda essa multidão,
estou aqui no centro do universo esperando você
Coitado,
daquele que pôde te ter,
e não te deu o devido amor e atenção
rechaçou a sutil força do teu amor,
que não pode seguir te abraçando firmemente.
Olha,
eu não pretenso nada,
a não ser a felicidade rotineira,
tomar as minhas rédeas e fazer meu caminho,
e me faria gratificante que você viesse nele e ficasse.
Ai,
e se Ele soubesse da beleza da Lotus,
Cartola saberia que as tais rosas não falam,
mas a Lotus adorada fala, tange, fere, ama e quer,
e é absoluta no seu ser e estar.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Apêlo.
E você não abriu a porta, nem sentou ao meu lado, ofertou-me tua cerveja e nem solou teu violão tão bélicamente, e hoje eu sigo só um caminho, sem saber de tua aprovação ou engano; Aquele Sol morreu e tudo ficou mais Cinza (tragicômicamente) sem você, lamento, mas maneio a cabeça sentindo que a cada dia tudo pode ser diferente, e que a dor que me causaram fica na casa de ontem, e ninguém é igual a ninguém, e um dia vou ser feliz, mesmo que seja no primeiro último dia da minha vida.
Como é difícil, pai, acordar calado, e no violão não ter lamento que te cabe, e eu só me deixar sangrar com as cordas de aço vibrando na madeira, como é difícil não poder nunca chorar o morto, e velar a alma com a vela na chuva; Você nunca me disse que era difícil ser o vilão, e tampouco que êles são mais hipócritas do que eu imaginava. Eles se superam a cada dia, tão lindos, tão belos, e eu tão esguio, tão gordo, tão feo; Tão meu.
Pai, quisera Deus que nós aprendessemos assim, mas os pontos em abertos de uma história me atingirão pela vida, e isso me turva a vista, isso me deixa com lacunas, e isso me ensina a ser paciente, e no seu nome ninguém nunca mais tocou. E eu choro. Deságuo de meu peito, água e vinho de forma tão minha, que não se notaram os rosários desfiados até agora, e pai, como é difícil se manter no caminho, aguentar calado, e manter-se acima das pernas quando tudo tende a me derrubar - incluindo minha própria cabeça, minha maior inimiga.
Tenho ouvido muitos discos, pensado muitas coisas, matado meus medos, acertado minhas vontades, tentando ser feliz ao máximo, você sabe, tenho eventualmente voltado a sorrir, e sentido aquele frio na barriga quando vou ao jardim ver a Lotus mais bela - mesmo que as perniciosas ao redor me magoem, mesmo que eu não possa contar minha alegria a você.
Ah, quem dera se eu pudesse voltar ao "bom tempo", fazer parte no firmamento e se lavar com a água corrente e ter a aura de nunca morrer, e que por mais que eu sentisse a dor das pessoas a atacar, eu ainda seria imortal, ainda seria um de nós. Foi, e foi incompreendido, viveu, e teve da boa vida, mas viveu o que coube, e ninguém pode dizer nada. Se teu pai não disse, e eu, o filho, não cabe a mais ninguém.
Pai, espero ansiosamente o dia de nos vermos, assim como espero o dia da Cecília, e o dia que saia esse amargo em definitivo da minha boca, tal qual as pessoas. De onde estiver, esteja bem. Eu aqui estou ótimo. Hoje ainda é o primeiro dia do resto da minha vida.
Como é difícil, pai, acordar calado, e no violão não ter lamento que te cabe, e eu só me deixar sangrar com as cordas de aço vibrando na madeira, como é difícil não poder nunca chorar o morto, e velar a alma com a vela na chuva; Você nunca me disse que era difícil ser o vilão, e tampouco que êles são mais hipócritas do que eu imaginava. Eles se superam a cada dia, tão lindos, tão belos, e eu tão esguio, tão gordo, tão feo; Tão meu.
Pai, quisera Deus que nós aprendessemos assim, mas os pontos em abertos de uma história me atingirão pela vida, e isso me turva a vista, isso me deixa com lacunas, e isso me ensina a ser paciente, e no seu nome ninguém nunca mais tocou. E eu choro. Deságuo de meu peito, água e vinho de forma tão minha, que não se notaram os rosários desfiados até agora, e pai, como é difícil se manter no caminho, aguentar calado, e manter-se acima das pernas quando tudo tende a me derrubar - incluindo minha própria cabeça, minha maior inimiga.
Tenho ouvido muitos discos, pensado muitas coisas, matado meus medos, acertado minhas vontades, tentando ser feliz ao máximo, você sabe, tenho eventualmente voltado a sorrir, e sentido aquele frio na barriga quando vou ao jardim ver a Lotus mais bela - mesmo que as perniciosas ao redor me magoem, mesmo que eu não possa contar minha alegria a você.
Ah, quem dera se eu pudesse voltar ao "bom tempo", fazer parte no firmamento e se lavar com a água corrente e ter a aura de nunca morrer, e que por mais que eu sentisse a dor das pessoas a atacar, eu ainda seria imortal, ainda seria um de nós. Foi, e foi incompreendido, viveu, e teve da boa vida, mas viveu o que coube, e ninguém pode dizer nada. Se teu pai não disse, e eu, o filho, não cabe a mais ninguém.
Pai, espero ansiosamente o dia de nos vermos, assim como espero o dia da Cecília, e o dia que saia esse amargo em definitivo da minha boca, tal qual as pessoas. De onde estiver, esteja bem. Eu aqui estou ótimo. Hoje ainda é o primeiro dia do resto da minha vida.
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domingo, 25 de setembro de 2016
Gélido.
Então, eu espero.
Dia, após, dia,
meus olhos cinzados,
o que vêem? Nada,
ninguém.
Está frio aqui,
meu chá esfria,
o cão na cama,
ninguém ao redor,
garoa firmemente,
o vidro tange a luz monocromática,
aqui tudo vai tão... Ai,
chove lá fora, moça,
os grãos,
flores,
troncos,
pessoas,
bancos, estão gélidos,
eu vejo,
da minha,
janela.
Meus pés,
não saem do chão.
Acredito em mim,
no violão,
na moça,
na tristeza,
não.
Ave tão bela,
quem te mandou cantar?
Não diz, faz,
olha pra mim,
risca o Céu,
e no Crepúscluo Esmeralda,
aonde eu estou?
A multidão me cerca,
e na multidão morro,
me caio em penares,
nada demais,
nada além,
só eu,
aqui.
Aonde está você agora?
Grão, após, grão.
Dia, após, dia,
meus olhos cinzados,
o que vêem? Nada,
ninguém.
Está frio aqui,
meu chá esfria,
o cão na cama,
ninguém ao redor,
garoa firmemente,
o vidro tange a luz monocromática,
aqui tudo vai tão... Ai,
chove lá fora, moça,
os grãos,
flores,
troncos,
pessoas,
bancos, estão gélidos,
eu vejo,
da minha,
janela.
Meus pés,
não saem do chão.
Acredito em mim,
no violão,
na moça,
na tristeza,
não.
Ave tão bela,
quem te mandou cantar?
Não diz, faz,
olha pra mim,
risca o Céu,
e no Crepúscluo Esmeralda,
aonde eu estou?
A multidão me cerca,
e na multidão morro,
me caio em penares,
nada demais,
nada além,
só eu,
aqui.
Aonde está você agora?
Grão, após, grão.
sábado, 24 de setembro de 2016
I'm a Island.
Cecília, estou em outra dimensão. Será que aqui você me sente, ouve, ou esbarra comigo? Cecília, será que você vem logo, ou demora mais tempo ainda? Demora uma vida? Cecília, a alegria de ter você me resguardaria de todo esse amargo na minha boca, desse pretume na névoa, eu não vejo nada, não sigo meus passos, e os traços possívelmente dos meus espelhos estão sendo apagados pelo tempo. A aflição bate, mas mais ainda dessa dor peedurar. Estou com medo, estou com (São) Pedro.
Segura no meu braço, e seja mais que esperada. Anda comigo por todos os campoa, ruas, praças e praias, deixa eu deitar no meu colo, e não me importar com o tempo lá fora. Se chove, faz Sol, pouco me importa. Importa você. Sou uma ilha, e com toda a minha defesa e cerco, eu só deixo entrar quem merece. Lotus, você está aqui, quer entrar e conhecer, ou dar meia volta e desatracar?
Minha vida, minhas chagas, minha dor, depois de um tempo aprendi que coube apenas a mim, e após isso, coube mais ainda. Não me importo com o que passa lá fora, mas, comigo eu sinto cada vez mais longe de tudo. Lotus, seria você (finalmente) aquela que estaria comigo, costas com costas, contra todo o resto do mundo? Seria você que ouviria meus danos e erros, e não os tacaria na cara, nem os usaria como "moralnometro"? Seria você aquela que bebe cerveja na calçada de casa, como bebe um vinho na Trattoria da Bela Cintra, como é aquela que beija timidamente como aquela que atiça a minha sexualidade mais depravada? Seria você tudo aquilo que eu preciso? (Porquê Deus não dá o que queremos, e sim o que precisamos) Hosana! Seja.
Vem para meu encontro, e não diz nada, deixa eu desfiar o rosário, e nossas histórias se encontrarem como nós, e deixa começarmos cada vez mais termos Sećanjas nossas, e a cada segundo, ter a certeza que já foi impressa na primeira instância: Mas como dois feridos pela vida, nos negamos a crer(?). Isso é a vida. E esta ilha pode ser teu arquipélago, Lotus.
Segura no meu braço, e seja mais que esperada. Anda comigo por todos os campoa, ruas, praças e praias, deixa eu deitar no meu colo, e não me importar com o tempo lá fora. Se chove, faz Sol, pouco me importa. Importa você. Sou uma ilha, e com toda a minha defesa e cerco, eu só deixo entrar quem merece. Lotus, você está aqui, quer entrar e conhecer, ou dar meia volta e desatracar?
Minha vida, minhas chagas, minha dor, depois de um tempo aprendi que coube apenas a mim, e após isso, coube mais ainda. Não me importo com o que passa lá fora, mas, comigo eu sinto cada vez mais longe de tudo. Lotus, seria você (finalmente) aquela que estaria comigo, costas com costas, contra todo o resto do mundo? Seria você que ouviria meus danos e erros, e não os tacaria na cara, nem os usaria como "moralnometro"? Seria você aquela que bebe cerveja na calçada de casa, como bebe um vinho na Trattoria da Bela Cintra, como é aquela que beija timidamente como aquela que atiça a minha sexualidade mais depravada? Seria você tudo aquilo que eu preciso? (Porquê Deus não dá o que queremos, e sim o que precisamos) Hosana! Seja.
Vem para meu encontro, e não diz nada, deixa eu desfiar o rosário, e nossas histórias se encontrarem como nós, e deixa começarmos cada vez mais termos Sećanjas nossas, e a cada segundo, ter a certeza que já foi impressa na primeira instância: Mas como dois feridos pela vida, nos negamos a crer(?). Isso é a vida. E esta ilha pode ser teu arquipélago, Lotus.
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Nuvem Cigana.
Eu queria poder escrever sobre o que se passa em minha mente, em meu peito, mas hoje não. Deixo isso pra amanhã, pois tenho pensado muito em mim. Queria escrever sobre Dona Antônia e o medo de perdê-la, mas penso idem; Tal qual como na Lotus, na perca do amigo, e no destino do mundo: Todos nivelados.
O medo de perder Dona Antônia se faz a cada segundo mais presente, assim como a falta da corda para solar o Tema da Minha Beatriz já finalizado, assim como a Cookie, assim como minha crença, assim como tentar cada dia ser um cara melhor, assim como florar a Lotus, assim como olhar para as cores e ver tudo certo, e assim não paro de pensar em nada.
O quarto bicolor, é testemunha de tudo aquilo que eu penso, e que eu sei, a janela apenas filtra o vento que um dia me levou daqui, e volta e meia brinca com meu cabelo. Ainda tenho a velha jaqueta, e ainda carrego aquela vontade de sair tocando a vida com passos módicos. Ainda sonho com aquela casa no campo, e ainda sonho com Cecília, mesmo com uma névoa densa entre nós. Eu ainda existo, e isso me assusta.
Em algum lugar do mundo, a mais linda está em uma festa, e alguém triste, pena; Alguém canta, alguém dorme, alguém sente frio, e outralguém apenas sente fome, e assim segue a grã ordem do mundo. Nem tudo nos parece certo, mas tudo está onde devia estar, e assim entendo mais um pouco sobre o universo, e sobre mim.
Álias: Eu estou onde deveria estar, e só cabe a mim sair ou ficar; E quem sabe da morte é Deus, e eu ainda tenho chão pra queimar, e Seo Fábio sabe que agora meu coração anda mais latente, e minha cabeça livre de grilos. Hoje está sendo um dia maravilhoso.
O medo de perder Dona Antônia se faz a cada segundo mais presente, assim como a falta da corda para solar o Tema da Minha Beatriz já finalizado, assim como a Cookie, assim como minha crença, assim como tentar cada dia ser um cara melhor, assim como florar a Lotus, assim como olhar para as cores e ver tudo certo, e assim não paro de pensar em nada.
O quarto bicolor, é testemunha de tudo aquilo que eu penso, e que eu sei, a janela apenas filtra o vento que um dia me levou daqui, e volta e meia brinca com meu cabelo. Ainda tenho a velha jaqueta, e ainda carrego aquela vontade de sair tocando a vida com passos módicos. Ainda sonho com aquela casa no campo, e ainda sonho com Cecília, mesmo com uma névoa densa entre nós. Eu ainda existo, e isso me assusta.
Em algum lugar do mundo, a mais linda está em uma festa, e alguém triste, pena; Alguém canta, alguém dorme, alguém sente frio, e outralguém apenas sente fome, e assim segue a grã ordem do mundo. Nem tudo nos parece certo, mas tudo está onde devia estar, e assim entendo mais um pouco sobre o universo, e sobre mim.
Álias: Eu estou onde deveria estar, e só cabe a mim sair ou ficar; E quem sabe da morte é Deus, e eu ainda tenho chão pra queimar, e Seo Fábio sabe que agora meu coração anda mais latente, e minha cabeça livre de grilos. Hoje está sendo um dia maravilhoso.
Sem Título #43
Quando a tarde cair,
e tudo pesar em nossos ombros;
Meus olhos ousarem sequer chorar:
Não volva então;
Tua face a mim:
Espera a lágrima cair,
enfim.
E se for, de lágrima
Dá teu ombro, se sentir
Assim,
estará consumado o fato
Que atordoa,
tudo aquilo que me tira o sono.
Me beija,
dolorosamente,
me segura,
prende meu fôlego na ânfora,
ou lava meu corpo dessa terra
que corrói,
todos os poros do meu ser,
cansado estou.
e tudo pesar em nossos ombros;
Meus olhos ousarem sequer chorar:
Não volva então;
Tua face a mim:
Espera a lágrima cair,
enfim.
E se for, de lágrima
Dá teu ombro, se sentir
Assim,
estará consumado o fato
Que atordoa,
tudo aquilo que me tira o sono.
Me beija,
dolorosamente,
me segura,
prende meu fôlego na ânfora,
ou lava meu corpo dessa terra
que corrói,
todos os poros do meu ser,
cansado estou.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Feitiço.
O Sol, toca com seus raios a sua pele, pétalas macias - jóia do degredo. A mais bela do lado trabalhador, beleza bruta, carinho de mãe, beijo de mulher, abraço de amiga e segredo de amante; Deus vos Salve Bendita Beleza, da mulher amiga, da moça, da desejada, aquela que tanto se cabe numa mesa de bar como se é numa quinta. Sol, como te invejo agora, porque você toca cada pétala cálida daquele corpo, e com seus raios a faz sentir bem melhor, ora a esquentando, ora dando a luz dela.
As ruas, deveriam se orgulhar de você passar por cada uma delas, assim como me orgulho de você estar nessa passagem tão brévita - um beijo teu, me sinto criança, sé de timidez, é de alegria. É descer a baixa da Consolação, passar o Viaduto e cruzar pelas ruas pequenas, Direitas e Patriarcais, perto da Matriz, braços dados, mão na cintura, beijo na testa, perfume no pescoço, cubanos transando.
É de ir pra casa sorrindo, cantando aquela melodia suntosa, cheia de virtuose, curvas, carinho e sensualidade - você escrita em acordes e base. E você, como que num repente me toma as vistas e me faz crer novamente e (bem) mais ainda na foça mística que rege tudo, Maior que a nós mesmos. A culpa não foi minha, eu não pude escolher, foi mais forte que eu, como sempre é. Nesse quero bem, não quero me ferir, tampouco despetalar a flor, tampouco quem estiver ao nosso favor (e mesmo quem for de contra, não me cabe a bala com bala).
Encontro, na magna beleza da Flor de Lotus, as qualidades e virtudes e defeitos que tanto tenho, que tanto prezo, que tanto amo, que tanto sei lidar. Vejo Minha Rainha, Minha Leoa, Minha Dona Maria, Minha Cecília e minha amiga. Abençoada a Musa que acorda cedo pra ir trabalhar, aguentar a saturação do velho já ditado: dança de tapetes puxados, e após o serviço ir para uma faculdade, e ter um pedaço de papel na parede para você ser alguém. Pobres mestres, ai deles, Doce Javé: Se os docentes soubessem de você, nunca exigiriam prova alguma, pois a prova de uma mulher é a densidão de sua palavra e o segredo guardado em seu olhar. Olhar que me cativa cada dia mais.
Quando o Sol desce, e quando a noite se envolve, é um prenuncio de um novo dia, de uma nova oportunidade de começar tudo de novo; E assim como a constante pergunta proferida depois da afirmação, se faz mais constante cativar a Lotus, como se todo dia fosse a primeira vez. Afinal, Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas.
As ruas, deveriam se orgulhar de você passar por cada uma delas, assim como me orgulho de você estar nessa passagem tão brévita - um beijo teu, me sinto criança, sé de timidez, é de alegria. É descer a baixa da Consolação, passar o Viaduto e cruzar pelas ruas pequenas, Direitas e Patriarcais, perto da Matriz, braços dados, mão na cintura, beijo na testa, perfume no pescoço, cubanos transando.
É de ir pra casa sorrindo, cantando aquela melodia suntosa, cheia de virtuose, curvas, carinho e sensualidade - você escrita em acordes e base. E você, como que num repente me toma as vistas e me faz crer novamente e (bem) mais ainda na foça mística que rege tudo, Maior que a nós mesmos. A culpa não foi minha, eu não pude escolher, foi mais forte que eu, como sempre é. Nesse quero bem, não quero me ferir, tampouco despetalar a flor, tampouco quem estiver ao nosso favor (e mesmo quem for de contra, não me cabe a bala com bala).
Encontro, na magna beleza da Flor de Lotus, as qualidades e virtudes e defeitos que tanto tenho, que tanto prezo, que tanto amo, que tanto sei lidar. Vejo Minha Rainha, Minha Leoa, Minha Dona Maria, Minha Cecília e minha amiga. Abençoada a Musa que acorda cedo pra ir trabalhar, aguentar a saturação do velho já ditado: dança de tapetes puxados, e após o serviço ir para uma faculdade, e ter um pedaço de papel na parede para você ser alguém. Pobres mestres, ai deles, Doce Javé: Se os docentes soubessem de você, nunca exigiriam prova alguma, pois a prova de uma mulher é a densidão de sua palavra e o segredo guardado em seu olhar. Olhar que me cativa cada dia mais.
Quando o Sol desce, e quando a noite se envolve, é um prenuncio de um novo dia, de uma nova oportunidade de começar tudo de novo; E assim como a constante pergunta proferida depois da afirmação, se faz mais constante cativar a Lotus, como se todo dia fosse a primeira vez. Afinal, Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016
A Matança do Porco/Xá Mate.
Ávida multidão, quem te guarda do mal é Deus, não a polícia. Assim como o mal, o bem também existe, existe a coexistência. Existe tudo aquilo que cabe entre o universo e a porta de nosso quarto. Tudo cabe no bolso, como cabe na alma, o espaço surreal e material tangem-se de linhas paralelas, que raramente se encontram mas nunca se cruzam. O que está na Terra, está também no Céu, mas o inverso não ocorre, pois foi corrompido a ligação do homem com o começo de tudo. A Gênese.
Vapor do São Francisco, que carregou minha avó, meu pai de avô, minha vida, nossas vidas, quem não te deixa ver o mar? Quem te poda de avencas, arruda, guiné e guaco? Quem, Benjamin não te deixa subir no quebrado de Nazaré? Quem te censura, te expõe e não deixa ser o que você é? Vapor do São Francisco, quem não te deixa ver o mar?
Quando olho para todas essas pessoas, meu coração geme. Dói em mim, e dói por eles, e por todos aqueles que se penam e se danam em uma didática de erros eternos: Ondas eternas que brincam na areia da praia, que não se afogam, nem somem, se perpetuam na eterna existência de ser e estar. O resto é oceânico, é silêncio.
Me lembro que quando me afoguei, a doce suculenta água travou minha traquéia e meus olhos cingiram uma bruma esverdeada como que deixasse de ser, e o corpo leve que boaiava, simplesmente ficou suspenso pela água, como se Iemanjá o trancasseem seu reino. Ali eu desaprendi a ser, e a me reconstruir, ali eu vi que nunca me pertenci a ávida multidão, eu me pertenço. E rogo a tão estimada ávida multidão que se vigie: Pois quem é muito dono de si, e divulga a liberdade, paga contas a alguém.
A Lotus deixa seu cheiro impregnado em mim, e minha alma guarda um pouco da sua essência na minha, o implícito entre suas palavras, sorrisos, beijos, seu ser; E carrego a fragmentação da flor mais bela em minha alma, e ofereço o melhor de mim, todo santo dia para reconquistar, para vencer, para amar. Tal qual a futura Cecília, a tão mais linda, a mais bela, a mais amada, esperada e adorada, com as mãos sujas de terra, e com o sorriso mais belo do universo. E nada além disso. Com o peito aberto e chagas abertas, passo pela ávida multidão e mais um dia me resguardo, e guardo o melhor de mim pra Cookie, pra Leoa, pra Rainha, pro Chá Mate, pra quem realmente mereça.
E o resto são só palavras ao vento. São só coisas que a ávida multidão sabem. Coisas que eu sei.
Vapor do São Francisco, que carregou minha avó, meu pai de avô, minha vida, nossas vidas, quem não te deixa ver o mar? Quem te poda de avencas, arruda, guiné e guaco? Quem, Benjamin não te deixa subir no quebrado de Nazaré? Quem te censura, te expõe e não deixa ser o que você é? Vapor do São Francisco, quem não te deixa ver o mar?
Quando olho para todas essas pessoas, meu coração geme. Dói em mim, e dói por eles, e por todos aqueles que se penam e se danam em uma didática de erros eternos: Ondas eternas que brincam na areia da praia, que não se afogam, nem somem, se perpetuam na eterna existência de ser e estar. O resto é oceânico, é silêncio.
Me lembro que quando me afoguei, a doce suculenta água travou minha traquéia e meus olhos cingiram uma bruma esverdeada como que deixasse de ser, e o corpo leve que boaiava, simplesmente ficou suspenso pela água, como se Iemanjá o trancasseem seu reino. Ali eu desaprendi a ser, e a me reconstruir, ali eu vi que nunca me pertenci a ávida multidão, eu me pertenço. E rogo a tão estimada ávida multidão que se vigie: Pois quem é muito dono de si, e divulga a liberdade, paga contas a alguém.
A Lotus deixa seu cheiro impregnado em mim, e minha alma guarda um pouco da sua essência na minha, o implícito entre suas palavras, sorrisos, beijos, seu ser; E carrego a fragmentação da flor mais bela em minha alma, e ofereço o melhor de mim, todo santo dia para reconquistar, para vencer, para amar. Tal qual a futura Cecília, a tão mais linda, a mais bela, a mais amada, esperada e adorada, com as mãos sujas de terra, e com o sorriso mais belo do universo. E nada além disso. Com o peito aberto e chagas abertas, passo pela ávida multidão e mais um dia me resguardo, e guardo o melhor de mim pra Cookie, pra Leoa, pra Rainha, pro Chá Mate, pra quem realmente mereça.
E o resto são só palavras ao vento. São só coisas que a ávida multidão sabem. Coisas que eu sei.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Trecho da: Suíte da Aurora.
Me encarrego de voltar naquele qualquer velho novo lugar só pra ver;
Teu perfume, o teu corpo.
Só quero saber até onde vai;
Essa brincadeira de se entregar, de se amar.
E não deixa mais o tempo passar - e não deixa mais ninguém saber.
Só tenha cuidado pra não se perder.
Eu estou querendo saber agora onde vai ficar,
todas as coisas que eu deixei pra depois.
...E quando eu fecho os olhos eu não sinto nada,
Só quero saber aonde vai estar;
O amanhã que eu sonhei pra mim (nós).
Se eu ainda vou ter medo de sobreviver (mais uma vez),
longe do seu sorriso, seu cabelo (será que sim, queira que não)
Eu não tenho tempo, pra perder:
Eu não tenho mais nada, a não ser, você aqui.
O segredo que estava guardado em meu peito, se transmutou em realidade, uma coisa muito tranquila e natural ]
Quando você, apareceu na hora certa!
Com o disco na mão, e a garrafa na mesa;
Quando você apareceu no momento ideal!
Com o mesmo sufixo de paisagem natural;
Eu só quero saber quando que vai acabar:
Esse dia pra te ver minha por inteira,
e eu não vou errar o segundo,
nem dobrar o meu joelho como as pessoas,
que procuram entre as pernas pra coisas vãs,
Eu dobraria minha alma só pra te ver aqui:
Mais uma vez, mais uma vez.
Teu perfume, o teu corpo.
Só quero saber até onde vai;
Essa brincadeira de se entregar, de se amar.
E não deixa mais o tempo passar - e não deixa mais ninguém saber.
Só tenha cuidado pra não se perder.
Eu estou querendo saber agora onde vai ficar,
todas as coisas que eu deixei pra depois.
...E quando eu fecho os olhos eu não sinto nada,
Só quero saber aonde vai estar;
O amanhã que eu sonhei pra mim (nós).
Se eu ainda vou ter medo de sobreviver (mais uma vez),
longe do seu sorriso, seu cabelo (será que sim, queira que não)
Eu não tenho tempo, pra perder:
Eu não tenho mais nada, a não ser, você aqui.
O segredo que estava guardado em meu peito, se transmutou em realidade, uma coisa muito tranquila e natural ]
Quando você, apareceu na hora certa!
Com o disco na mão, e a garrafa na mesa;
Quando você apareceu no momento ideal!
Com o mesmo sufixo de paisagem natural;
Eu só quero saber quando que vai acabar:
Esse dia pra te ver minha por inteira,
e eu não vou errar o segundo,
nem dobrar o meu joelho como as pessoas,
que procuram entre as pernas pra coisas vãs,
Eu dobraria minha alma só pra te ver aqui:
Mais uma vez, mais uma vez.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Candeia.
Eia, a Candeia,
avenca, poeira,
hasteia a bandeira,
jangadeira que quebra o areal,
quem te pôs no mar?
Eia, a Candeia;
Moça bela do jardim,
Lotus se fez em realeza,
entre flores, frutas e trufas,
espera o tempo vingar,
raíz crescer,
para se encontrar,
e na noite,
deflorar.
Eia, a Candeia,
quem te fez, moça, chorar?
Desagua essa mágoa,
deixa o coração falar,
não se arme essa noite,
deixa o coração ter nome,
Cecília procura conchinhas no mar.
Eia, a Candeia,
deixa eu te encontrar,
no vasto Céu luminoso,
no campo limpo,
Cruzeiro do Sul,
onde você pode estar?
Eia, a Candeia,
visto a visa de cima,
encontram-se aves no Céu,
e peixinhos no Mar,
o vento venteia,
os cabelos da mais bela.
Eia, a Candeia,
beija e abraça antes de ir,
amou os seus,
tomou a si a alegria,
restou apenas nada.
Eia, a Candeia,
força para a batalha cadenciada,
rufa a Bôda,
porque te deram pendão, dele:
que te cabe amar,
que te cabe caminhar,
que te cabe o mar,
que te cabe calar.
avenca, poeira,
hasteia a bandeira,
jangadeira que quebra o areal,
quem te pôs no mar?
Eia, a Candeia;
Moça bela do jardim,
Lotus se fez em realeza,
entre flores, frutas e trufas,
espera o tempo vingar,
raíz crescer,
para se encontrar,
e na noite,
deflorar.
Eia, a Candeia,
quem te fez, moça, chorar?
Desagua essa mágoa,
deixa o coração falar,
não se arme essa noite,
deixa o coração ter nome,
Cecília procura conchinhas no mar.
Eia, a Candeia,
deixa eu te encontrar,
no vasto Céu luminoso,
no campo limpo,
Cruzeiro do Sul,
onde você pode estar?
Eia, a Candeia,
visto a visa de cima,
encontram-se aves no Céu,
e peixinhos no Mar,
o vento venteia,
os cabelos da mais bela.
Eia, a Candeia,
beija e abraça antes de ir,
amou os seus,
tomou a si a alegria,
restou apenas nada.
Eia, a Candeia,
força para a batalha cadenciada,
rufa a Bôda,
porque te deram pendão, dele:
que te cabe amar,
que te cabe caminhar,
que te cabe o mar,
que te cabe calar.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
A Palo Seco.
Sete por Setenta, Ele disse. Está anotado nos vitrais, nas casas, cabeças, pessoas e em tudo que tem a marca d'Ele.
Sete por Setenta, e seu telhado de vidro se quebra, não é trágicômico? Não. É a realidade, apenas o entretenimento da grã família Brasileña, e cada dia que passa, eu tenho mais certeza que eu não sou daqui, não pertenço ao meu lugar, não tenho ao meu redor (ainda) tudo o que necessito, e eu, que tão cheio de mistérios aos outros olhos, as vezes cobre de mim mais ainda ser isolado como uma ilha. Eu sou o oceano, se preciso.
A necessidade de vencer ainda se faz presente, mas não mais obrigatória, o peso dos anos, me ensinou a ter calma, mas ainda com intensidade, com tenacidade o suficiente para por o dedo na cara de todo mundo, e dentro da minha própria ferida, e as ventas tem que ser abertas o suficiente pra isso. Dos meus pecados cuido eu, dos seus, você - assim segue a grande roda do mundo. A máxima penitencial bretã de que "Só Deus Pode Me Julgar" nunca se faz tão presente em dias de tribunais de rua, em dias de pessoas desleai -como eu fui, e tantos outros foram.
Fica na memória o que me cabe, a noite que cai, o frio, as pernas juntas, Belchior de 76, latões, Paço do Correio, e só Deus que sabe, só Deus que viu. Deus e Baden viram. Deus, Baden, Jorge Ben e aquela loja. Deus, Baden, Jorge Ben, aquela loja e todas as outras. O mundo viu e não viu, e segue o jogo, e o perfume meu é teu, e o teu fica no meu, e na fusão de nada a perder há de estar se encontrando novamente minha cabeça, a mim mesmo, o meu querer, o Lamento solitário que escorre do Lá Menor até a mínima de Dó. Dedilha, toca, e observa, sou eu.
Quando eu acordei da vida dentro da vida, pensei que havia perdido o jogo, mas apenas me arreparei que não há tempo estipulado. O dito "rapper" disse que ainda é tempo, mas alguém esqueceu de lhe dizer que não existe tempo estipulado, nem relógio que determine isso, assim como prova tudo isso a extrema unção, o voto de Minerva, a Armada de Blake e tudo o mais - O tempo não existe. Existe apenas sua vontade de ser o grande herói das estradas, e cabe a você e a mim tomar essa decisão todo santo dia. Ser o dono do rumo, correr por onde convém e não ter nada a perder - Obrigado Doce Javé por acordar antes de dormir.
Obrigado, Senhor pela menina que eu encontrei na estrada dizendo (mesmo dando a entender que ora sim, ora não) que volta comigo; Mais uma vez em mais um dia tudo deu certo, mesmo dando errado: Era a calça passada, camisa cingida, barba alinhada e o cabelo de sempre: Deus queira que sim, Deus queira não. Será que amanhã chove? Tomara que sim, tomara que nâo. E tudo isso magistralmente arquitetado pelos esquadros e compassos deixam meu passo descompassado e cheio de vontade de ir até o jardim para ver a Lotus brotar e nascer dali tudo o que não esperava mais, mas ainda sim insiste em (re)nascer. Um sorriso besta brota em minha face, e meu peito jorra água e vinho. Meu peito se tange pelo seu sorriso, e na tangente dele, eu me faço de besta e saio pela tangente quando o violão me.pergunta por quê tanta alegria, pra quê tanta música, e pra quê tanto? Porque amanhã será o mais lindo dia como ontem foi quando há da tua presença em minha aura. Hoje é o primeiro dia da minha vida, do resto da minha vida.
Sete por Setenta, e seu telhado de vidro se quebra, não é trágicômico? Não. É a realidade, apenas o entretenimento da grã família Brasileña, e cada dia que passa, eu tenho mais certeza que eu não sou daqui, não pertenço ao meu lugar, não tenho ao meu redor (ainda) tudo o que necessito, e eu, que tão cheio de mistérios aos outros olhos, as vezes cobre de mim mais ainda ser isolado como uma ilha. Eu sou o oceano, se preciso.
A necessidade de vencer ainda se faz presente, mas não mais obrigatória, o peso dos anos, me ensinou a ter calma, mas ainda com intensidade, com tenacidade o suficiente para por o dedo na cara de todo mundo, e dentro da minha própria ferida, e as ventas tem que ser abertas o suficiente pra isso. Dos meus pecados cuido eu, dos seus, você - assim segue a grande roda do mundo. A máxima penitencial bretã de que "Só Deus Pode Me Julgar" nunca se faz tão presente em dias de tribunais de rua, em dias de pessoas desleai -como eu fui, e tantos outros foram.
Fica na memória o que me cabe, a noite que cai, o frio, as pernas juntas, Belchior de 76, latões, Paço do Correio, e só Deus que sabe, só Deus que viu. Deus e Baden viram. Deus, Baden, Jorge Ben e aquela loja. Deus, Baden, Jorge Ben, aquela loja e todas as outras. O mundo viu e não viu, e segue o jogo, e o perfume meu é teu, e o teu fica no meu, e na fusão de nada a perder há de estar se encontrando novamente minha cabeça, a mim mesmo, o meu querer, o Lamento solitário que escorre do Lá Menor até a mínima de Dó. Dedilha, toca, e observa, sou eu.
Quando eu acordei da vida dentro da vida, pensei que havia perdido o jogo, mas apenas me arreparei que não há tempo estipulado. O dito "rapper" disse que ainda é tempo, mas alguém esqueceu de lhe dizer que não existe tempo estipulado, nem relógio que determine isso, assim como prova tudo isso a extrema unção, o voto de Minerva, a Armada de Blake e tudo o mais - O tempo não existe. Existe apenas sua vontade de ser o grande herói das estradas, e cabe a você e a mim tomar essa decisão todo santo dia. Ser o dono do rumo, correr por onde convém e não ter nada a perder - Obrigado Doce Javé por acordar antes de dormir.
Obrigado, Senhor pela menina que eu encontrei na estrada dizendo (mesmo dando a entender que ora sim, ora não) que volta comigo; Mais uma vez em mais um dia tudo deu certo, mesmo dando errado: Era a calça passada, camisa cingida, barba alinhada e o cabelo de sempre: Deus queira que sim, Deus queira não. Será que amanhã chove? Tomara que sim, tomara que nâo. E tudo isso magistralmente arquitetado pelos esquadros e compassos deixam meu passo descompassado e cheio de vontade de ir até o jardim para ver a Lotus brotar e nascer dali tudo o que não esperava mais, mas ainda sim insiste em (re)nascer. Um sorriso besta brota em minha face, e meu peito jorra água e vinho. Meu peito se tange pelo seu sorriso, e na tangente dele, eu me faço de besta e saio pela tangente quando o violão me.pergunta por quê tanta alegria, pra quê tanta música, e pra quê tanto? Porque amanhã será o mais lindo dia como ontem foi quando há da tua presença em minha aura. Hoje é o primeiro dia da minha vida, do resto da minha vida.
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domingo, 18 de setembro de 2016
Cais (II).
...Hoje acordei e me deparei com a sećanja de tempos idos, coisas que ainda me assombram e assustam, fazendo-me acordar, ou apenas parar no meio do universo, me travando e me arremetendo a pessoas, cheiros e lugares. Bep, onde está você? Onde foi parar aquela cerveja? Aquele mergulho na praia no dia de chuva com raios e trovões? Os dois loucos de bicicleta? Guardados na memória; Fotos de uma velha festa.
Quando eu tinha medo do mar, minha mãe me ensinava: "Água no umbigo, sinal de perigo". Meu pai me dizia: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", antes de virar o copo de bebida, minha avó me abençoa e muitas vezes durante o almoço dizia: "Que eu precisava ter paciência, não me atrasar no serviço, os humilhados serão exaltados". Hoje, ainda, sou o que minha natureza permitiu, baseado pelo empírico, e pelos conselhos dados e recebidos ao longo da estrada.cada hora sinuosa, cada hora extensa.
Pra quê chorar - Bep me dizia - se tudo isso é passageiro? Hoje eu entendo. Mesmo que seja necessário ser de lágrima, algumas não devem ousar cair. Alguns elogios não devem ser ditos, e algumas pessoas não nos merecem - in vera est. Por mais que devemos ser sinceros, e acreditarmos na boa forma polida do bem, e das pessoas que nos rodeiam e perdoar nossos algozes, devemos nos afastar do mal, pois dado o perdão, seguido o jogo, e ido o tempo, não é necessário mais reabilitar o que necessita, nossa assistência nos baseia no ato de perdoar, e seguir o jogo. Ter a santidade e paz de espírito não significa sofrer demasiadamente. O nome disso é burrice.
Como dito anteriormente, minha nau ainda está a deriva, e minha implosão ainda se faz real e necessária; Se demolir para constantemente melhorar, e ter alicerces mais sólidos, rígidos, ter de perto apenas o necessário, apenas o que faz bem, apenas o que cabe em minhas mãos segurarem. Não exijo mais a certeza, apenas a estabilidade, pois até o mar revoltoso é estável, apenas a ventania é estável, apenas a verdade é estável. E por hoje não tenho porto que me atraque, nem fogo que aqueça, nem dor que gema. Hoje é mais um dia de alguma semana em algum lugar do mundo, e isso não significa nada quando você fica a milhas e milhas de distância do universo, eu estou em outra fase, apenas deixando pra depois todo tipo de mágoa, toda a tristeza, toda dor, toda tudo. Eu ainda sou o Capitão da Minha Alma. E na real, não significa, nem cabe a ninguém. E mesmo se coubesse, quem realmente se importaria? No mais, fica apenas o cheiro da Lotus suspenso no ar, esperando.
Quando eu tinha medo do mar, minha mãe me ensinava: "Água no umbigo, sinal de perigo". Meu pai me dizia: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", antes de virar o copo de bebida, minha avó me abençoa e muitas vezes durante o almoço dizia: "Que eu precisava ter paciência, não me atrasar no serviço, os humilhados serão exaltados". Hoje, ainda, sou o que minha natureza permitiu, baseado pelo empírico, e pelos conselhos dados e recebidos ao longo da estrada.cada hora sinuosa, cada hora extensa.
Pra quê chorar - Bep me dizia - se tudo isso é passageiro? Hoje eu entendo. Mesmo que seja necessário ser de lágrima, algumas não devem ousar cair. Alguns elogios não devem ser ditos, e algumas pessoas não nos merecem - in vera est. Por mais que devemos ser sinceros, e acreditarmos na boa forma polida do bem, e das pessoas que nos rodeiam e perdoar nossos algozes, devemos nos afastar do mal, pois dado o perdão, seguido o jogo, e ido o tempo, não é necessário mais reabilitar o que necessita, nossa assistência nos baseia no ato de perdoar, e seguir o jogo. Ter a santidade e paz de espírito não significa sofrer demasiadamente. O nome disso é burrice.
Como dito anteriormente, minha nau ainda está a deriva, e minha implosão ainda se faz real e necessária; Se demolir para constantemente melhorar, e ter alicerces mais sólidos, rígidos, ter de perto apenas o necessário, apenas o que faz bem, apenas o que cabe em minhas mãos segurarem. Não exijo mais a certeza, apenas a estabilidade, pois até o mar revoltoso é estável, apenas a ventania é estável, apenas a verdade é estável. E por hoje não tenho porto que me atraque, nem fogo que aqueça, nem dor que gema. Hoje é mais um dia de alguma semana em algum lugar do mundo, e isso não significa nada quando você fica a milhas e milhas de distância do universo, eu estou em outra fase, apenas deixando pra depois todo tipo de mágoa, toda a tristeza, toda dor, toda tudo. Eu ainda sou o Capitão da Minha Alma. E na real, não significa, nem cabe a ninguém. E mesmo se coubesse, quem realmente se importaria? No mais, fica apenas o cheiro da Lotus suspenso no ar, esperando.
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sábado, 17 de setembro de 2016
Cais.
As pessoas não sabem da sua dor, e isso não é obrigação alguma delas.
Quando as pessoas esbarram em você, e machucam mais ainda seu ombro dolorido, elas não estão mais nem aí pra você, e nem sua dor, e mesmo que um dia possam sentir algo parecido, cada dor é cada dor, como cada pessoa, sentimento, vida e etc.
Não desejo a ninguém as cruzes que carreguei, tampouco desejo ferir quem já esteve em minha fronte, porque não me cabe dizer o certo e errado, e nem me cabe chorar lágrimas que brotam num momento não tão apropriado, e eu juro que nunca mais darei este gosto a quem me quis tão mal, a quem me quis tão bem.
Meu violão ficará mudo, pois inspiração não há, e se houver cordas vibrando, serão de teisteza, de magoa, do que nunca mais quis que ele gemesse. Eu queria apenas um saveiro para cair nos mares e na primeira quebra da régua deixar de existir, deixar de ser. O ferreo mar me nocauteou em muito e há tanto me tirando, tomando e tombando, e isso não me fez melhor e nem melhor, apenas me ensinou a ter mais paciência e ser bem mais oceânico - cousa que hoje eu sou mais do que era. Quantas lembranças trespassadas por coisas boas tem que existir para te desenrolar como num papiro? Com quantas magnólias se faz uma fragata? Hoje nem o brilho da Lua me faz companhia. Me dano mais uma vez em versos que eu entendo. E apenas seu cheiro ficou em mim. Apenas seu cheiro está em mim. E eu, gostaria que apenas ele ficasse.
Que caberia a mim dizer que sim, se remanesce o não, mas opto pelo silêncio e meditação, pois as músicas nunca me abandonaram, e Cecília cada vez mais se faz presente aqui, em mim, na minha alma, aura tangível com cheiro de eternidade, e minha viola é resto de feira, e eu mordo seu retrato, e a morte não me assuata e meu segredo é saber demais sobre tudo, e minha vida se resume a correr em ponto algum, pois giramundo se dana em achar a felicidade. Nós, os pobres, do degredo, daqui do lado leste, só vencemos no fim, segundo os anciãos, por isso muitos de nós rogamos pelo fim abrupto, a escada vazia e a galgada ao posto maior interrompida, porque esta vida cã não nos deixa sorrir em paz, a cerveja fica cara, e o medo de cair nas traiçoeiras ondas nos fazem cada vez mais não querer mais navegar, mesmo que o mar nos chame. Hoje meu saveiro é deriva abaixo do Céu imortal.
Quando as pessoas esbarram em você, e machucam mais ainda seu ombro dolorido, elas não estão mais nem aí pra você, e nem sua dor, e mesmo que um dia possam sentir algo parecido, cada dor é cada dor, como cada pessoa, sentimento, vida e etc.
Não desejo a ninguém as cruzes que carreguei, tampouco desejo ferir quem já esteve em minha fronte, porque não me cabe dizer o certo e errado, e nem me cabe chorar lágrimas que brotam num momento não tão apropriado, e eu juro que nunca mais darei este gosto a quem me quis tão mal, a quem me quis tão bem.
Meu violão ficará mudo, pois inspiração não há, e se houver cordas vibrando, serão de teisteza, de magoa, do que nunca mais quis que ele gemesse. Eu queria apenas um saveiro para cair nos mares e na primeira quebra da régua deixar de existir, deixar de ser. O ferreo mar me nocauteou em muito e há tanto me tirando, tomando e tombando, e isso não me fez melhor e nem melhor, apenas me ensinou a ter mais paciência e ser bem mais oceânico - cousa que hoje eu sou mais do que era. Quantas lembranças trespassadas por coisas boas tem que existir para te desenrolar como num papiro? Com quantas magnólias se faz uma fragata? Hoje nem o brilho da Lua me faz companhia. Me dano mais uma vez em versos que eu entendo. E apenas seu cheiro ficou em mim. Apenas seu cheiro está em mim. E eu, gostaria que apenas ele ficasse.
Que caberia a mim dizer que sim, se remanesce o não, mas opto pelo silêncio e meditação, pois as músicas nunca me abandonaram, e Cecília cada vez mais se faz presente aqui, em mim, na minha alma, aura tangível com cheiro de eternidade, e minha viola é resto de feira, e eu mordo seu retrato, e a morte não me assuata e meu segredo é saber demais sobre tudo, e minha vida se resume a correr em ponto algum, pois giramundo se dana em achar a felicidade. Nós, os pobres, do degredo, daqui do lado leste, só vencemos no fim, segundo os anciãos, por isso muitos de nós rogamos pelo fim abrupto, a escada vazia e a galgada ao posto maior interrompida, porque esta vida cã não nos deixa sorrir em paz, a cerveja fica cara, e o medo de cair nas traiçoeiras ondas nos fazem cada vez mais não querer mais navegar, mesmo que o mar nos chame. Hoje meu saveiro é deriva abaixo do Céu imortal.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Lotus.
Como eu queria que a noite não acabasse para mais uma vez eu ser feliz e toda vez que houvesse a felicidade, subentendido estivesse ali você. Como eu gostaria que todo Céu fosse acinzentado para poder riscar ele com os dedos e no copo de chá acquecer o corpo e a alma, pra satisfazer a exaltação, pra tudo isso ser parte do montante. Como eu amaria que assim como a sutileza e peso do excedente solo de São Baden, você viesse e transbordasse em mim toda a alegria de outrora, ou ajudasse a resgatar os lírios cálidos na janela, e sendo o porto de braços e abraços, encutido estivesse também a sutileza e o peso de compromisso, compassividade e amizade.
Andaríamos, mais uma vez pelas numerosas ruas e sentindo o cheiro de jasmin no ar, sentiria também que tudo mais uma vez e sempre está se estabilizando, e agora por mais um motivo de se estabilizar, e logo todas as estrelas do Céu seriam cumplices dos vinhos tomados, das escutas infindadas de música, do tempo e a espera, e do sorriso que cabe tão grande dentro da alma - tange, fere, corta, mata. Machuca, meu bem.
Ai, saudade, manda dizer pra quem tá do lado de lá que ando me segurando de mãos e dentes na madeira da nau pra não enlouquecer, e quem sabe de mim é Deus e a Mãe das Candeias, porque eu mesmo estou fechado pra balanço, balançando o corpo com o som e maneando a cabeça pras idéias vãs que ainda me assolam. Ai, saudade, se te for de toda boa, manda um beijo e abraço, pede benção, diz pra olhar por mim e vê se aprova. Meus passos ainda cabem a mim, mas é difícil seguir pela vasta e incerta estrada sem os advertimentos de quem já foi por lá e cá. Me ponho mais uma vez em trovas e versos.
Mãe, ela tem lábios lindos, ela tem cabelos lindos, e o número dela casa com o meu, e o disco que ela ouve eu tenho, e no momento de ir embora não deu, ficou pra outro amanhã implícito no futuro. E como tudo acaba onde começou, aqui estou eu mais uma vez na Asa Leste, de onde nunca deveria ter saído, e de onde Santo é quem faz, e não quem leva a fama. O degredo tem santidade, e deveriam pedir desculpa por pisar em chão tão firme com pessoas tão boas. Mãe, a vida apesar de turbulenta é boa, e te peço paz nos meus desaventos e alegrias para meus inimigos. E aos que querem minha cabeça, oferto meu corpo: Ele me ensinou que meu amanhã é hoje.
Venta lá fora, e meu coração se infla de alegria com a possível vinda das torrentes de voisas boas depois da estadia de agosto. A vibração que emana do Sol diz que a alegria não tarda a vir, tem nome e sobrenome, gosta do som e tem inebriação como arma de ataque, e candura como defesa. Ai de mim, São Baden, que me trouxestes a Lotus mais bela! Ai de mim que não mereço. Ai de mim, São Baden, se eu não cuidar. Ai de mim. Ai de mim, se um dia eu me esquecer que a suavidade, sutileza, peso e danação podem ser tudo em uma hora só. Ai de mim, Meu Santo.
Quando as cabeças estiverem vazias, leva, Meu Santo, um pouco dessa alegria que sinto a cada um dos meus - amigos e inimigos - e compartilhe a aura boa em que me envolvo. Compartilho e agradeço o aprendizado de toda a minha vida até aqui, com todas as pessoas, desamores, desamigos, amigos, inimigos, pessoas transeuntes na rua, e sentenças de juiz algum conhecido senão o Juiz do Final, obrigado a cada uma dessas pessoas que me prepararam para ser maior e melhor que antes, e atingir a graça maior d'Ela. Em teu altar, eu acendo minha vela e no teu roupário encosto, porque sei que você há de ler e ouvir o que digo. E vem, cada vez mais perto de mim e deixa essa felicidade ser eterna como o sopro de música que tenho dentro de mim: Infinito.
Andaríamos, mais uma vez pelas numerosas ruas e sentindo o cheiro de jasmin no ar, sentiria também que tudo mais uma vez e sempre está se estabilizando, e agora por mais um motivo de se estabilizar, e logo todas as estrelas do Céu seriam cumplices dos vinhos tomados, das escutas infindadas de música, do tempo e a espera, e do sorriso que cabe tão grande dentro da alma - tange, fere, corta, mata. Machuca, meu bem.
Ai, saudade, manda dizer pra quem tá do lado de lá que ando me segurando de mãos e dentes na madeira da nau pra não enlouquecer, e quem sabe de mim é Deus e a Mãe das Candeias, porque eu mesmo estou fechado pra balanço, balançando o corpo com o som e maneando a cabeça pras idéias vãs que ainda me assolam. Ai, saudade, se te for de toda boa, manda um beijo e abraço, pede benção, diz pra olhar por mim e vê se aprova. Meus passos ainda cabem a mim, mas é difícil seguir pela vasta e incerta estrada sem os advertimentos de quem já foi por lá e cá. Me ponho mais uma vez em trovas e versos.
Mãe, ela tem lábios lindos, ela tem cabelos lindos, e o número dela casa com o meu, e o disco que ela ouve eu tenho, e no momento de ir embora não deu, ficou pra outro amanhã implícito no futuro. E como tudo acaba onde começou, aqui estou eu mais uma vez na Asa Leste, de onde nunca deveria ter saído, e de onde Santo é quem faz, e não quem leva a fama. O degredo tem santidade, e deveriam pedir desculpa por pisar em chão tão firme com pessoas tão boas. Mãe, a vida apesar de turbulenta é boa, e te peço paz nos meus desaventos e alegrias para meus inimigos. E aos que querem minha cabeça, oferto meu corpo: Ele me ensinou que meu amanhã é hoje.
Venta lá fora, e meu coração se infla de alegria com a possível vinda das torrentes de voisas boas depois da estadia de agosto. A vibração que emana do Sol diz que a alegria não tarda a vir, tem nome e sobrenome, gosta do som e tem inebriação como arma de ataque, e candura como defesa. Ai de mim, São Baden, que me trouxestes a Lotus mais bela! Ai de mim que não mereço. Ai de mim, São Baden, se eu não cuidar. Ai de mim. Ai de mim, se um dia eu me esquecer que a suavidade, sutileza, peso e danação podem ser tudo em uma hora só. Ai de mim, Meu Santo.
Quando as cabeças estiverem vazias, leva, Meu Santo, um pouco dessa alegria que sinto a cada um dos meus - amigos e inimigos - e compartilhe a aura boa em que me envolvo. Compartilho e agradeço o aprendizado de toda a minha vida até aqui, com todas as pessoas, desamores, desamigos, amigos, inimigos, pessoas transeuntes na rua, e sentenças de juiz algum conhecido senão o Juiz do Final, obrigado a cada uma dessas pessoas que me prepararam para ser maior e melhor que antes, e atingir a graça maior d'Ela. Em teu altar, eu acendo minha vela e no teu roupário encosto, porque sei que você há de ler e ouvir o que digo. E vem, cada vez mais perto de mim e deixa essa felicidade ser eterna como o sopro de música que tenho dentro de mim: Infinito.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Segunda Canção da Estrada.
Primeiramente, vá tomar no cu todos vós que postam cousas e cousas sobre o "Setembro Amarelo". Malditos sejam cada um de vós, degredados que se acham no direito de salvar vidas sendo que nem ouvem a centelha divina de dentro de vós, e malditos sejam vocês que quando ouvem no exercício de serem bons ouvintes, só acabam pondo seu julgamento em volta, e só magoam mais ainda quem tenta se salvar no seu átrio, e não no seu riste. Arietes, caiam sobre eles.
Caiam sobre todos nós, raios de bom senso. De genuinidade, íntegra e veracidade.
Que a menina de cabelos negros, que eu encontrei na estrada, encontre nos passos e na passada do eixão a vontade de ficar mais um pouco. Sorriso largo, voz de quem possui o sentimento e razão em sincronia, pessoa perigosa, vida maravilhosa, o dinheiro nunca tem, mas o Genesis ainda toca na vitrola, o Sá & Guarabyra também, moça barranqueira, quem é teu amor?
Vivemos tempos conturbados, idéias florescendo, e pessoas querendo ajudar as outras de forma impulsiva e maluca, enquanto as flores sobem loucas em primavera, e meu coração pulsa descompassado, procurando aquilo que não mais se nomeia mas se encontra Vivo em todas as coisas boas. Se o tempo é bom, o tempo (não) é ruim, e isso explica tudo, tudo mesmo. Inclusive seus olhos. Eu vou roubar aquele velho navio.
E eu estou ainda bem seguro nesta casa enquanto alguns sonhos perduram, outros morrem, e alguns apenas perduram pela teimosia, restauram o universo em paz. Alunar, manda dizer para aquelas estrelas todas que a vontade ainda existe, mas o medo me prende como sempre, e a vontade de sentir o vento carinhando meu cabelo é as vezes matada, mas as vezes o Sol perdura. Nem tudo é como queremos, mas algunas coisas são piores e outras - graças a Deus - melhores!
Já chegou pra mim de tanta coisa empatando, invadindo, dividindo, deixando minhas raízes soltas por aí, eu quero me pertencer ao meu lugar, gente de peito rasgado, boca seca por cerveja, avida pelo fim de semana e pela alegria sem fim. É a conta do mesmo terço, antes de quebrado, nos dedos de minh'avó.
O terço arrebentado, o show incrível cedido, a desprendição da alma, é tudo a parte mais extasiante do dia que se corre sem perceber, e quando a noite pena, o dia insiste em nascer, e tudo volta ao seu lugar: E o verdadeiro perdura, o falso cai e a modésita deixa de ser qualidade para ser apenas virtude. Das mais belas.
Caiam sobre todos nós, raios de bom senso. De genuinidade, íntegra e veracidade.
Que a menina de cabelos negros, que eu encontrei na estrada, encontre nos passos e na passada do eixão a vontade de ficar mais um pouco. Sorriso largo, voz de quem possui o sentimento e razão em sincronia, pessoa perigosa, vida maravilhosa, o dinheiro nunca tem, mas o Genesis ainda toca na vitrola, o Sá & Guarabyra também, moça barranqueira, quem é teu amor?
Vivemos tempos conturbados, idéias florescendo, e pessoas querendo ajudar as outras de forma impulsiva e maluca, enquanto as flores sobem loucas em primavera, e meu coração pulsa descompassado, procurando aquilo que não mais se nomeia mas se encontra Vivo em todas as coisas boas. Se o tempo é bom, o tempo (não) é ruim, e isso explica tudo, tudo mesmo. Inclusive seus olhos. Eu vou roubar aquele velho navio.
E eu estou ainda bem seguro nesta casa enquanto alguns sonhos perduram, outros morrem, e alguns apenas perduram pela teimosia, restauram o universo em paz. Alunar, manda dizer para aquelas estrelas todas que a vontade ainda existe, mas o medo me prende como sempre, e a vontade de sentir o vento carinhando meu cabelo é as vezes matada, mas as vezes o Sol perdura. Nem tudo é como queremos, mas algunas coisas são piores e outras - graças a Deus - melhores!
Já chegou pra mim de tanta coisa empatando, invadindo, dividindo, deixando minhas raízes soltas por aí, eu quero me pertencer ao meu lugar, gente de peito rasgado, boca seca por cerveja, avida pelo fim de semana e pela alegria sem fim. É a conta do mesmo terço, antes de quebrado, nos dedos de minh'avó.
O terço arrebentado, o show incrível cedido, a desprendição da alma, é tudo a parte mais extasiante do dia que se corre sem perceber, e quando a noite pena, o dia insiste em nascer, e tudo volta ao seu lugar: E o verdadeiro perdura, o falso cai e a modésita deixa de ser qualidade para ser apenas virtude. Das mais belas.
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terça-feira, 6 de setembro de 2016
Observações.
Se quiser saber se eu chorei, saiba que eu chorei.
Chorei desde a hora que vi seu corpo suspenso na chapa de aço fria até quando seu corpo tangeu as teavas de madeira, adoranada pelos florais, e seu sorriso selado, como se estivesse tirando sarro de nós. É difícil de acreditar, que tudo não passa de um momento repentino e expressivo. As pessoas não estão nem aí pra você, pra sua dor, o que você sente ou não. Não respeitam sequer seu luto, e isso só soma na eterna conta humana de dividendos.
Elas deitam a cabeça, e eu maneio, eles bebem em sua homenagem e eu me silencio, eles choram, e eu penso. Eu ainda ando sozinho pela ávida multidão, ainda tenho Cecília em meus mais profundos sonhos, ainda peno em trovas e versos e adoraria encontrar ainda os passados dias de areia movediça, aonde eu apenas andava na rua. Nada de novo existe nesse planeta que não se fale aqui nas mesas de bar.
Não existe dor, nem mágoa, apenas solidão, e além da solidão reza o silêncio. Aquele silêncio ensurdecedor que nenhuma música consegue calar, aquele que a alma não se refrigera e nem se habita em calmaria. Se quiser saber se eu chorei, olhe pra mim.
Eu ando sentido todos os sentidos e amado cada segundo do que tenho vivido, sonhado, ouvido e cantado - Eles estão todos olhando pra você, garoto. Tenha coragem e vença o bom combate acima de todo mal, mesmo que o combate exija pausas, devaneios, percas e falta de coragem. A fé é maior que tudo, e a solidão acaba na hora certa, e logo quando você menos esperar, tudo vem numa torrente.
Tudo foi feito pelo Sol.
Chorei desde a hora que vi seu corpo suspenso na chapa de aço fria até quando seu corpo tangeu as teavas de madeira, adoranada pelos florais, e seu sorriso selado, como se estivesse tirando sarro de nós. É difícil de acreditar, que tudo não passa de um momento repentino e expressivo. As pessoas não estão nem aí pra você, pra sua dor, o que você sente ou não. Não respeitam sequer seu luto, e isso só soma na eterna conta humana de dividendos.
Elas deitam a cabeça, e eu maneio, eles bebem em sua homenagem e eu me silencio, eles choram, e eu penso. Eu ainda ando sozinho pela ávida multidão, ainda tenho Cecília em meus mais profundos sonhos, ainda peno em trovas e versos e adoraria encontrar ainda os passados dias de areia movediça, aonde eu apenas andava na rua. Nada de novo existe nesse planeta que não se fale aqui nas mesas de bar.
Não existe dor, nem mágoa, apenas solidão, e além da solidão reza o silêncio. Aquele silêncio ensurdecedor que nenhuma música consegue calar, aquele que a alma não se refrigera e nem se habita em calmaria. Se quiser saber se eu chorei, olhe pra mim.
Eu ando sentido todos os sentidos e amado cada segundo do que tenho vivido, sonhado, ouvido e cantado - Eles estão todos olhando pra você, garoto. Tenha coragem e vença o bom combate acima de todo mal, mesmo que o combate exija pausas, devaneios, percas e falta de coragem. A fé é maior que tudo, e a solidão acaba na hora certa, e logo quando você menos esperar, tudo vem numa torrente.
Tudo foi feito pelo Sol.
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sábado, 3 de setembro de 2016
Fraseado #41
Olha nos meus olhos,
e sente a melodia do universo.
Sente o segredo que encobre a bruma pura,
parece ler a mente, parece que não,
é a viração do tempo, porcelana louçã.
No peito bate fraco, melodia velada
mas se a Gloriosa toca, o peito dispara,
Frevo Rasgado, descompassa, amassa
vai correndo na rua pra não perder o dia
Mas é um dia de Frio, permita-se o Sol,
e se for dia de chuva, permita o brumeio
no canto do Céu, um junco, um veleiro
Deus queira que sim, Deus queira que não.
É só uma volta no centro da cidade,
descer pela São João e cair no largo da cidade
visitar o povo maneiro que tanto estimo,
desenbocar pela Rua Direita e cair no triângulo,
mas cuidado por não se perder,
porque as cidades se parecem tanto
como se parecem as ruas de minha casa
vizinhos, amigos, parentes, a massa toda.
Os olhos que vigiam querem só saber
onde se passa e onde se sente, quem vai se perder?
Eu tenho medo da contrapartida,
da vida ferida e das viradas da bateria
e além de tudo isso eu apenas queria
saber porque ainda tenho a proteção da Maria.
Me segue firme, e vai vendo a situação
um panorama cheio de coisas que floreiam
a vida de quem segue as normas vigentes do universo
olhos abertos no dia a dia, sugerem flores e cervejas
copos cheios, alegrias eternas
a vida é triste? Sim, mas ainda vai melhorar
como sempre melhorou,
sempre melhora,
está a melhorar.
e...
...Melhorou.
e sente a melodia do universo.
Sente o segredo que encobre a bruma pura,
parece ler a mente, parece que não,
é a viração do tempo, porcelana louçã.
No peito bate fraco, melodia velada
mas se a Gloriosa toca, o peito dispara,
Frevo Rasgado, descompassa, amassa
vai correndo na rua pra não perder o dia
Mas é um dia de Frio, permita-se o Sol,
e se for dia de chuva, permita o brumeio
no canto do Céu, um junco, um veleiro
Deus queira que sim, Deus queira que não.
É só uma volta no centro da cidade,
descer pela São João e cair no largo da cidade
visitar o povo maneiro que tanto estimo,
desenbocar pela Rua Direita e cair no triângulo,
mas cuidado por não se perder,
porque as cidades se parecem tanto
como se parecem as ruas de minha casa
vizinhos, amigos, parentes, a massa toda.
Os olhos que vigiam querem só saber
onde se passa e onde se sente, quem vai se perder?
Eu tenho medo da contrapartida,
da vida ferida e das viradas da bateria
e além de tudo isso eu apenas queria
saber porque ainda tenho a proteção da Maria.
Me segue firme, e vai vendo a situação
um panorama cheio de coisas que floreiam
a vida de quem segue as normas vigentes do universo
olhos abertos no dia a dia, sugerem flores e cervejas
copos cheios, alegrias eternas
a vida é triste? Sim, mas ainda vai melhorar
como sempre melhorou,
sempre melhora,
está a melhorar.
e...
...Melhorou.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Take a Pebble.
Quando eu acordei essa manhã, senti que o dia se desenrolaria rapidamente, mas não me imaginava o quão rápido ele passou; Novamente, me sinto um lixo, e novamente me sinto um peso morto na terra, e novamente me sinto inútil ao universo. Mais uma vez estou eu de volta aqui ao velho cenário, e me cobrando velhas promessas e me questionando ainda o porquê da porta estreita sendo que até hoje, sabendo a resposta e o motivo, ainda me arrependo: Ainda renego A Casa, A Rosa e o Jardim, e ainda nego o pensamento quando aquele pronome é dito ou insinuado, ainda fecho os olhos.
As vezes acho que isso aqui é uma eterna jogança de garrafas ao mar, e em cada uma contém um post sortido, e isso me prova, e comprova que já sobrevivi a ondas maiores, e esse Sol não me pesa mais; E cada vez que eu leio uma dessas mensagens cifradas, eu percebo que mesmo que doa, não dói como antigamente, e mesmo que a dor almeje cada vez mais me tomar, minha alma ainda é limpida, e o Carneiro se sacrificou por mim, e em seu sangue eu me lavei. Meu batismo foi em sacrifício, e isso pode não lhe agradar.
Penso que (como eu), todo mundo já deve ter se sentido triste ou imprestável em uma sexta. Isso não significa nada, apenas que a tristeza, até com sua bondade, nos faz pensar em toda nossa vida, e nos ajuda a parabolizar a sutil queda até o chão: Sim, Deus, como Grão criador de tudo, também criou a irmã tristeza. Então, como em tudo que me é guardado no peito, não me cabe ter medo. Nenhum.
O silêncio vertiginoso de conversa alguma, o carinho de nenhum abraço, o medo da solidão, a força delicada da angústia, apenas me mostra que eu estou aqui, mais uma vez, mais um dia. E como tudo na vida, tudo passa, tudo volta, tudo se regenera (talvez não da forma que queremos/imaginamos, mas, enfim...) e se estabiliza. O amor é eterno e infinito, e nele não há mal algum, nem sofrer algum, tampouco ódio ou raiva. O amor é benevolente e manso, como o Carneiro já citado; E o amor só vencerá quando o ódio virar sentimento passageiro, e não morada fixa da cabeça pesada e cansada de tanto (se) machucar e sofrer. A dor vem, a dor machuca, mas assim como as 24 horas de um dia, ela acaba. E o amor é eterno. Tudo na vida é um eterno ciclo, e quando eu me lembro desse ciclo, eu me relembro o porquê da porta estreita, me lembro porquê este caminho, e não desistir dele.
Manter a Fé. Sempre.
As vezes acho que isso aqui é uma eterna jogança de garrafas ao mar, e em cada uma contém um post sortido, e isso me prova, e comprova que já sobrevivi a ondas maiores, e esse Sol não me pesa mais; E cada vez que eu leio uma dessas mensagens cifradas, eu percebo que mesmo que doa, não dói como antigamente, e mesmo que a dor almeje cada vez mais me tomar, minha alma ainda é limpida, e o Carneiro se sacrificou por mim, e em seu sangue eu me lavei. Meu batismo foi em sacrifício, e isso pode não lhe agradar.
Penso que (como eu), todo mundo já deve ter se sentido triste ou imprestável em uma sexta. Isso não significa nada, apenas que a tristeza, até com sua bondade, nos faz pensar em toda nossa vida, e nos ajuda a parabolizar a sutil queda até o chão: Sim, Deus, como Grão criador de tudo, também criou a irmã tristeza. Então, como em tudo que me é guardado no peito, não me cabe ter medo. Nenhum.
O silêncio vertiginoso de conversa alguma, o carinho de nenhum abraço, o medo da solidão, a força delicada da angústia, apenas me mostra que eu estou aqui, mais uma vez, mais um dia. E como tudo na vida, tudo passa, tudo volta, tudo se regenera (talvez não da forma que queremos/imaginamos, mas, enfim...) e se estabiliza. O amor é eterno e infinito, e nele não há mal algum, nem sofrer algum, tampouco ódio ou raiva. O amor é benevolente e manso, como o Carneiro já citado; E o amor só vencerá quando o ódio virar sentimento passageiro, e não morada fixa da cabeça pesada e cansada de tanto (se) machucar e sofrer. A dor vem, a dor machuca, mas assim como as 24 horas de um dia, ela acaba. E o amor é eterno. Tudo na vida é um eterno ciclo, e quando eu me lembro desse ciclo, eu me relembro o porquê da porta estreita, me lembro porquê este caminho, e não desistir dele.
Manter a Fé. Sempre.
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terça-feira, 23 de agosto de 2016
Arpeggio.
Na rua de minha casa
Passam sonhos de trabalhadores
Passam os carros tão comuns
Só não passa você
nem o som do Sol que seu corpo tocou
Naquele dia de verão.
Peguei o meu casaco
Estava saindo para caminhar
o cheiro de Jasmin sumiu
Aquela melodia tocou no bar
E eu continuei a caminhar
Sem ir a lugar algum
Pela praça tantos cachorros e crianças
preocupados em serem apenas felizes
O cinza não preocupa ninguém
Esse mundo parece tão estranho
E eu nem sei mais que horas são
Por onde eu volto pra casa
Mais uma lata no mercado ao lado
um sentimento de dever cumprido
As garotas nunca foram tão bonitas
e o Sol nunca foi tão gentil
Hoje é o dia mais feliz da minha vida
de toda a minha vida.
Passam sonhos de trabalhadores
Passam os carros tão comuns
Só não passa você
nem o som do Sol que seu corpo tocou
Naquele dia de verão.
Peguei o meu casaco
Estava saindo para caminhar
o cheiro de Jasmin sumiu
Aquela melodia tocou no bar
E eu continuei a caminhar
Sem ir a lugar algum
Pela praça tantos cachorros e crianças
preocupados em serem apenas felizes
O cinza não preocupa ninguém
Esse mundo parece tão estranho
E eu nem sei mais que horas são
Por onde eu volto pra casa
Mais uma lata no mercado ao lado
um sentimento de dever cumprido
As garotas nunca foram tão bonitas
e o Sol nunca foi tão gentil
Hoje é o dia mais feliz da minha vida
de toda a minha vida.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Aurora.
Obrigado, Senhor por mais um dia, mesmo que com todas as aversões e contrariedades do dia-a-dia, obrigado. Obrigado por mais uma vez botar pra ferver com meu amigo, por ser imortal mais uma noite, por ter conhecido gente legal e viva - tão feliz, tão cadente, tão latente, tão viva, tão bem. Obrigado Doce Javé por mais um dia vivo e em paz.
Obrigado, por todas as esquinas que eu passei, por toda rua andada, por todo o amor concedido e por toda a proteção necessária (e nem em pensamento eles me farão mal algum), e obrigado pelo Santo Julioso, melhor amigo de todos os tempos, melhor tempo de todos os amigos presentes no Sinédrio. Obrigado pelo sorriso mais lindo, e obrigado pela voz mais adocicada, e pela onda do mar que quebrou no meu peito e doeu, mas agora não dói mais. Obrigado.
Obrigado, que por mesmo que na parte rica, os dois paladinos pobres (mas tão grandes de espíritos) consigam ter sobrevivido e vencido a epopéia de voltar a asa leste em segurança: Antes disso, de haver a aventura e passar na frente da Casa Da Mãe das Candeias, próximo a casa dos mortos. Não que isso assustasse, mas, assusta.
Agradeço pela energia boa que me rodeia, que minha mãe me ensinou, e que posso transmitir com meus amigos, meus amados, meus conhecidos. Benevolente, sabe você como eu queria que essa noite não houvesse fim. Louvado seja, Salve salve. Carregar teu pendão, por mais que me doa, é prazeroso, pois aonde for eu carrego Tua glória e Teu amor. Deus vos salve, espelho cristalino e estrela ritmizada cheia de amor. Deus vos salve.
Obrigado por amanhã ser outro dia, e tudo novamente se transformar e mudar, metamorfose constante e necessária do ser e da essência que se carrega no bojo da carne, artigo não nomeado mas bem calculado pelo monstro marinho da barriga grande. E mesmo que eu não saiba o final do ato, se foi de graça ou de choro, Deus vos salve, estrela de sucesso acima das demais, e brilho do círculo negro, que ressona as melodias que acalmam os corações. A alegria reina aqui e aí.
Obrigado, Divino, por mais alegrias do que tristezas, e mesmo com todas as aversões, tudo, mas tudo mesmo estar dando cada vez mais precisamente certo, próximo a alegria eterna que tanto almejo.
Boa noite, São Paulo, Boa noite Deus.
Obrigado, por todas as esquinas que eu passei, por toda rua andada, por todo o amor concedido e por toda a proteção necessária (e nem em pensamento eles me farão mal algum), e obrigado pelo Santo Julioso, melhor amigo de todos os tempos, melhor tempo de todos os amigos presentes no Sinédrio. Obrigado pelo sorriso mais lindo, e obrigado pela voz mais adocicada, e pela onda do mar que quebrou no meu peito e doeu, mas agora não dói mais. Obrigado.
Obrigado, que por mesmo que na parte rica, os dois paladinos pobres (mas tão grandes de espíritos) consigam ter sobrevivido e vencido a epopéia de voltar a asa leste em segurança: Antes disso, de haver a aventura e passar na frente da Casa Da Mãe das Candeias, próximo a casa dos mortos. Não que isso assustasse, mas, assusta.
Agradeço pela energia boa que me rodeia, que minha mãe me ensinou, e que posso transmitir com meus amigos, meus amados, meus conhecidos. Benevolente, sabe você como eu queria que essa noite não houvesse fim. Louvado seja, Salve salve. Carregar teu pendão, por mais que me doa, é prazeroso, pois aonde for eu carrego Tua glória e Teu amor. Deus vos salve, espelho cristalino e estrela ritmizada cheia de amor. Deus vos salve.
Obrigado por amanhã ser outro dia, e tudo novamente se transformar e mudar, metamorfose constante e necessária do ser e da essência que se carrega no bojo da carne, artigo não nomeado mas bem calculado pelo monstro marinho da barriga grande. E mesmo que eu não saiba o final do ato, se foi de graça ou de choro, Deus vos salve, estrela de sucesso acima das demais, e brilho do círculo negro, que ressona as melodias que acalmam os corações. A alegria reina aqui e aí.
Obrigado, Divino, por mais alegrias do que tristezas, e mesmo com todas as aversões, tudo, mas tudo mesmo estar dando cada vez mais precisamente certo, próximo a alegria eterna que tanto almejo.
Boa noite, São Paulo, Boa noite Deus.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Renascer.
Hoje pela manhã, logo que levantei, pus a me entender sobre tudo que está se passando em minha vida, coisa que está virando rotina. Entre um ronco canino e uma fresta de luz que brincava pela janela entendo que eu estou tendo a chance de tudo de novo, a chance de refazer tudo do zero adiante. Mas, refazer o quê se até agora eu não fiz nada de errado? Se a vida é minha, eu sei o que é meu erro, e se for acerto, cabe também a mim, e tão somente a mim comemorar. Quando eu chorei, apenas eu senti dor.
É tão engraçado as pessoas, que se degladiando com as outras se isolam de seus problemas para saber os outros, que se dizem santas mas pecam, sorvem do gosto agridoce da feuta de pele sedutora, porém finada - gente do seu próprio lado que mente, rouba, esconde, finge e quebra. Ah, se eu pudesse voltar a primeira fase de ouro de todas as fases de ouro, e me guardar nos braços da mais querida, a mais amada, Deus Vos Salve, oratório onde pretensão e mágoa fez pouco. You Made Me What I Am. Ah, quem me dera se eu pudesse dormir agora nos braços da Afrodite - a mais bela, a mais delicada, e na delícia corpórea de seu corpo, cair em sono e acordar anos depois, com tudo conquistado e promulgado nos meus grilhões: Já quebrados, já findados de dor. Mas qual graça teria sido se Afrodite teria me guardado nos teus braços, e eu perdesse toda essa batalha até aqui, e daqui até a frente. Mais além. Se Oxum me caingásse, eu ainda sim adoraria que ela não fizesse isso, porque a graça do ciclo não se findaria, e a graça da vida não teria graça em ganhar e perder e ganhar; Se eu entendo bem o que eu mesmo (te/me) digo, eu apenas entendo que é tudo uma fase: Trabalho, amigos, cão, família, time, música, bens materiais: A louça se quebra na mudança, a pressa se perde por desatino com a condição atual dos fatos, e cada vez mais o Marvellous Titanium se faz necessário, mesmo que não seja aquilo que Ensinaram há uns tempos atrás. Viver se faz difícil. Mas necessário.
A estrela solidária e solitária do Céu ainda está olhando por mim, e pela direção das estrelas suspensas místicamente no Céu, eu, o Capitão das Bodas, procuro saber aonde minha nau errante vai poder se atracar, em definitivo ou temporariamente, pois há muito tempo me sinto só ante a toda essa gente, e há muitos dias me sinto vazio mesmo com toda essa bonança, e mesmo que eu dance, existem lágrimas. E eu ainda reitero: Se é de lágrima, deixa cair, deixa fluir: Oxalá chorou, e a mim cabem apenas lágrimas, confusas porém sinceras, de amor e ódio, de saudade e fraqueza, de emoção e de dor, de graça e glória. Assim sou eu, e assim vou eu. Assim eu estou.
Nas vitrinas das lojas, os discos ainda me encantam tal qual a cerveja, e a graça de ainda ir só para minhas caçadas tem me deixado bem mais prazeroso que antes. Agora me entendo, me conheço, minha voz sai da traquéia: Estou me sentindo: Finalmente o Lindão da Europa, e meu amor por mim não está mais cabendo nos jorrobatões, e mesmo com tanta lágrima, mágoa e rancor no peito, estou me amando e me entendendo cada dia que passa, e pelo Pendão do Carneiro Santo que alteio, digo: Está sendo maravilhoso cada segundo dessa vida, mesmo com toda a alegria e tristeza.
Salve São Jonas.
É tão engraçado as pessoas, que se degladiando com as outras se isolam de seus problemas para saber os outros, que se dizem santas mas pecam, sorvem do gosto agridoce da feuta de pele sedutora, porém finada - gente do seu próprio lado que mente, rouba, esconde, finge e quebra. Ah, se eu pudesse voltar a primeira fase de ouro de todas as fases de ouro, e me guardar nos braços da mais querida, a mais amada, Deus Vos Salve, oratório onde pretensão e mágoa fez pouco. You Made Me What I Am. Ah, quem me dera se eu pudesse dormir agora nos braços da Afrodite - a mais bela, a mais delicada, e na delícia corpórea de seu corpo, cair em sono e acordar anos depois, com tudo conquistado e promulgado nos meus grilhões: Já quebrados, já findados de dor. Mas qual graça teria sido se Afrodite teria me guardado nos teus braços, e eu perdesse toda essa batalha até aqui, e daqui até a frente. Mais além. Se Oxum me caingásse, eu ainda sim adoraria que ela não fizesse isso, porque a graça do ciclo não se findaria, e a graça da vida não teria graça em ganhar e perder e ganhar; Se eu entendo bem o que eu mesmo (te/me) digo, eu apenas entendo que é tudo uma fase: Trabalho, amigos, cão, família, time, música, bens materiais: A louça se quebra na mudança, a pressa se perde por desatino com a condição atual dos fatos, e cada vez mais o Marvellous Titanium se faz necessário, mesmo que não seja aquilo que Ensinaram há uns tempos atrás. Viver se faz difícil. Mas necessário.
A estrela solidária e solitária do Céu ainda está olhando por mim, e pela direção das estrelas suspensas místicamente no Céu, eu, o Capitão das Bodas, procuro saber aonde minha nau errante vai poder se atracar, em definitivo ou temporariamente, pois há muito tempo me sinto só ante a toda essa gente, e há muitos dias me sinto vazio mesmo com toda essa bonança, e mesmo que eu dance, existem lágrimas. E eu ainda reitero: Se é de lágrima, deixa cair, deixa fluir: Oxalá chorou, e a mim cabem apenas lágrimas, confusas porém sinceras, de amor e ódio, de saudade e fraqueza, de emoção e de dor, de graça e glória. Assim sou eu, e assim vou eu. Assim eu estou.
Nas vitrinas das lojas, os discos ainda me encantam tal qual a cerveja, e a graça de ainda ir só para minhas caçadas tem me deixado bem mais prazeroso que antes. Agora me entendo, me conheço, minha voz sai da traquéia: Estou me sentindo: Finalmente o Lindão da Europa, e meu amor por mim não está mais cabendo nos jorrobatões, e mesmo com tanta lágrima, mágoa e rancor no peito, estou me amando e me entendendo cada dia que passa, e pelo Pendão do Carneiro Santo que alteio, digo: Está sendo maravilhoso cada segundo dessa vida, mesmo com toda a alegria e tristeza.
Salve São Jonas.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Somebody Stopped The Music
Tristeza, hoje não.
Não se alongue em me aborrecer, ou me deixar mais influenciável pelas cousas do mundo, não dessa vez. Não caia mais uma vez sobre meus ombros, pois as minhas chagas nunca se fecham, e eu estou aqui, vivendo por viver, correndo contra a ávida multidão que segue fazendo suas agendas vazias, agentes de trânsito, semáforo quebrado, trânsito, e eu. Desapercebido, esperando mais uma vez a minha hora. Mas, que hora é a hora? Que tempo é hoje?
No meio da multidão, eu ando ao encontro do matte, ao encontro do disco, da cerveja, de mim mesmo em algum lugar do mundo; Ando me desapercebendo do que passa a minha volta, mas percebo cada vez que a hora é de espera, e eu continuo a esperar a hora certa que nunca chega, a vida perfeita que não existe, a reciprocidade que nunca vem, uma eterna doação em que raramente se chega em volta, que me cansa de voltar a mesma estaca, sentado eternamente esperando aquilo que teimo em apressar. Se Seo Fábio estivesse aqui, com toda a certeza ele diria que: "Foi o mal que procurei pra mim mesmo",mas, faz sentido: Só se sofre por aquilo que se dá em falta ou excesso.
Chove, e os meus olhos tangem o Vale, cinza, a cidade velha permanece tão linda, e meus sentimentos em relação a vida e as pessoas nunca mudam, e de todo o meu coração, eu nunca quis ser santo ou herói, só queria ser feliz, e minha felicidade em pleno.
Tristeza, tire suas garras de mim porque eu hoje estou desgovernado, e vou voltar para a vida que eu nunca comecei, e vou amar o que eu nunca amei, e minnha boca irá dizer o que convém, e aquilo que antes pulsava, agora esfria, e que nunca há de se abrir novamente, nem pelo amigo, nem pelo admiro, tampouco pelo fraterno: Estou fechado pra balanço, e saiba que eu não estou mais aqui, e não irei voltar nem tão cedo e nem tão agora: A água jorrou e o vinho transbordou os jorrobatões: Meu tempo é hoje, e só nele eu quero ter a paz da fúria cega; Mãe das Candeias, olha por mim, agosto é traiçoeiro e rasteiro.
A véa continua me dando tantos conselhos, e logo que eu voltar pra minha própria cabeça eu tente seguir eles por completo, ou usá-los como guia, para minha condução e felicidade, pois a minha história me mostra que a raíz me dá força para ir mais além - e quem sabe, chegar na minha meta final.
Não se alongue em me aborrecer, ou me deixar mais influenciável pelas cousas do mundo, não dessa vez. Não caia mais uma vez sobre meus ombros, pois as minhas chagas nunca se fecham, e eu estou aqui, vivendo por viver, correndo contra a ávida multidão que segue fazendo suas agendas vazias, agentes de trânsito, semáforo quebrado, trânsito, e eu. Desapercebido, esperando mais uma vez a minha hora. Mas, que hora é a hora? Que tempo é hoje?
No meio da multidão, eu ando ao encontro do matte, ao encontro do disco, da cerveja, de mim mesmo em algum lugar do mundo; Ando me desapercebendo do que passa a minha volta, mas percebo cada vez que a hora é de espera, e eu continuo a esperar a hora certa que nunca chega, a vida perfeita que não existe, a reciprocidade que nunca vem, uma eterna doação em que raramente se chega em volta, que me cansa de voltar a mesma estaca, sentado eternamente esperando aquilo que teimo em apressar. Se Seo Fábio estivesse aqui, com toda a certeza ele diria que: "Foi o mal que procurei pra mim mesmo",mas, faz sentido: Só se sofre por aquilo que se dá em falta ou excesso.
Chove, e os meus olhos tangem o Vale, cinza, a cidade velha permanece tão linda, e meus sentimentos em relação a vida e as pessoas nunca mudam, e de todo o meu coração, eu nunca quis ser santo ou herói, só queria ser feliz, e minha felicidade em pleno.
Tristeza, tire suas garras de mim porque eu hoje estou desgovernado, e vou voltar para a vida que eu nunca comecei, e vou amar o que eu nunca amei, e minnha boca irá dizer o que convém, e aquilo que antes pulsava, agora esfria, e que nunca há de se abrir novamente, nem pelo amigo, nem pelo admiro, tampouco pelo fraterno: Estou fechado pra balanço, e saiba que eu não estou mais aqui, e não irei voltar nem tão cedo e nem tão agora: A água jorrou e o vinho transbordou os jorrobatões: Meu tempo é hoje, e só nele eu quero ter a paz da fúria cega; Mãe das Candeias, olha por mim, agosto é traiçoeiro e rasteiro.
A véa continua me dando tantos conselhos, e logo que eu voltar pra minha própria cabeça eu tente seguir eles por completo, ou usá-los como guia, para minha condução e felicidade, pois a minha história me mostra que a raíz me dá força para ir mais além - e quem sabe, chegar na minha meta final.
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sábado, 6 de agosto de 2016
Células Mortas.
Eu sou aquela linha de baixo - e se interessar, eu ainda não morri. Eu ainda sou eu mesmo, só que agora mais eu; Linha de frente, olhos abertos e voz certa. Eu não caí de vez ainda, a minha cama ainda abriga minha cabeça pesada, meu cão e minha música, e quando eu deito tudo é uma coisa só, e a música é o ronco do cachorro e meu corpo é um disco e a cabeça pesada vira um amontoado de cobertas. Eu ainda estou vivo.
Eu ainda sou aquela linha de baixo - e minhas camisas sou eu que lavo e sou eu quem bateio e passo. Da minha vida cabe a mim e Deus saber, e ninguém além dele: Óbviamente a Leoa e Rainha Antônia podem dar pitacos, pois foram elas que guiaram meus passos até aqui, mas ainda sim cabe a mim as burradas e acertos. Opa, calma lá: Não deita esse seu dedo pra cima de mim - tem três contra você. Opa, calma lá: Não vem me julgar se você não conhece minha história e minha mente. Opa, calma lá: Nem vem falar de mim ou defender alguém, pois ninguém é reu e ninguém é juíz, e a voz que mais fala em fazer certo (na grã maioria das vezes) é a que mais faz bosta, então...
Eu vou perpetuar aquela linha de baixo, e quando você estiver deitada na sua cama, ouvindo qualquer amenidade, você vai lembrar dessa linha, e você pode até chorar, mas eu não vou ligar: Eu tô querendo que se foda. Eu tirei férias de mim mesmo e só quero saber do teoco do pão mês que vem, e se achar ruim, me desculpa, mas é muito sapo engolido por nada, pra nada, pra ninguém que valha a pena. Só ilusão, só carnaval. Tudo acabou em três dias. Três dias? Logo ele ressucita. Logo tudo volta a ser como antes, ou não, não sei ao certo, não sei se essa época de milagre ainda está vigente.
Em tempo: A linha de baixo é fenomenal, quem ouviu achou atemporal, e quem gostou, chorou quando ouviu. Meus amigos ainda são os mesmos e ainda acham minha virtuose pela música belo e doentio, mas tá legal, tudo. Eu ainda consigo exprimir um sorriso apesar doa poucos cabelos e da tristeza que ronda a minha porta. Agosto tá aí, e eu me assusto como uma criança que tem medo do escuro: Nunca ouve um motivo para ser um bom mês, e não é agora que vai ser, então é sinal da cruz e reza, evitar sair de casa e não chorar na hora da fraquejada. Lágrimas fechadas não ganham confiança no inimigo.
E a linha de baixo, já está sendo um sucesso.
Eu ainda sou aquela linha de baixo - e minhas camisas sou eu que lavo e sou eu quem bateio e passo. Da minha vida cabe a mim e Deus saber, e ninguém além dele: Óbviamente a Leoa e Rainha Antônia podem dar pitacos, pois foram elas que guiaram meus passos até aqui, mas ainda sim cabe a mim as burradas e acertos. Opa, calma lá: Não deita esse seu dedo pra cima de mim - tem três contra você. Opa, calma lá: Não vem me julgar se você não conhece minha história e minha mente. Opa, calma lá: Nem vem falar de mim ou defender alguém, pois ninguém é reu e ninguém é juíz, e a voz que mais fala em fazer certo (na grã maioria das vezes) é a que mais faz bosta, então...
Eu vou perpetuar aquela linha de baixo, e quando você estiver deitada na sua cama, ouvindo qualquer amenidade, você vai lembrar dessa linha, e você pode até chorar, mas eu não vou ligar: Eu tô querendo que se foda. Eu tirei férias de mim mesmo e só quero saber do teoco do pão mês que vem, e se achar ruim, me desculpa, mas é muito sapo engolido por nada, pra nada, pra ninguém que valha a pena. Só ilusão, só carnaval. Tudo acabou em três dias. Três dias? Logo ele ressucita. Logo tudo volta a ser como antes, ou não, não sei ao certo, não sei se essa época de milagre ainda está vigente.
Em tempo: A linha de baixo é fenomenal, quem ouviu achou atemporal, e quem gostou, chorou quando ouviu. Meus amigos ainda são os mesmos e ainda acham minha virtuose pela música belo e doentio, mas tá legal, tudo. Eu ainda consigo exprimir um sorriso apesar doa poucos cabelos e da tristeza que ronda a minha porta. Agosto tá aí, e eu me assusto como uma criança que tem medo do escuro: Nunca ouve um motivo para ser um bom mês, e não é agora que vai ser, então é sinal da cruz e reza, evitar sair de casa e não chorar na hora da fraquejada. Lágrimas fechadas não ganham confiança no inimigo.
E a linha de baixo, já está sendo um sucesso.
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Dialogo Com O Leitor,
Dona Antônia,
Feelin's,
Realidade,
Solidão
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Chove Lá Fora.
O telefone tocou, e do outro lado da linha ninguém disse nada. Apenas desligou, decia ser engano ou devia ser alguém passando trote, sei lá. Sei que depois disso eu andei pensando em tudo, e em nada. E quando a Cookie saiu pra passear, eu deixei o frio me consumir, e quando o rapaz foi atropelado, eu deixei a esperança me consumir, e quando meu coração disparou de medo, raiva, tristeza e mágoa, eu deixei a positividade de Deus me consumir; E toda vez que a aversão me virar o barco, eu não posso, nem vou ousar, e nem querer me desesperar. Eu vou sorrir, eu vou continuar. O caminho mais estreito, a menor porta, a cama de pedra, a roupa que parecia estopa, sim, eu me lembro.
Todo dia quando eu acordo, eu tomo o ar da janela, e fico tomando o Sol da manhã nas costas, como se isso recarregasse minhas energias, ou me benzesse de alguma forma, ou como se Alguém tocasse em mim. Todos os dias, durante o café, eu analiso o panorama geral e percebo que não estou errado, e nem certo, que meu maior pedido foi concluído: Estou na média, emaranhado com a multidão, e que faço parte do povo de bem da geral, do pessoal que luta, mata, vence e morre em paz. Eu sou um do meu povo, da classe do degredo.
As pessoas, as histórias, os lugares, fazem parte do conjunto de nossa obra, do que somos, fomos, formamos e esperamos ter. Eu quando tomo o já citado Sol da manhã penso em todas as pessoas que foram, estão e virão em minha vida: Eu apenas sorrio, deixo de mão, e entendo agora: Troca. Karma. Retaliação de danos. Missão. Aprendizado (ou qualquer outro termo que for dessa alçada): Cada pessoa que passa por nós, desde a menina do guichê de bilhete do metrô, até o amigo que nos ajuda na hora da solidão, tem um porqué, um motivo. Todos que entram e saem da nossa vida só fazem isso porque tem tem algo a nos ensinar, ou nós a eles, e isso gira a roda do mundo, e muda a interação, e nos faz mais sábios, fortes, e idem a eles. Eles, são tão nossos. E nós, tão iguais a eles.
O que categoriza a mudança é a forma (abrupta ou não) de como as pessoas entram em saem da sua vida. Ora você quer que uma pessoa saia imediatamente, s isso lhe toma meses, ora quer que seja uma ida não muito sentida, e é forte; Imediata: Quem tem tato no campo dos seres humanos? Me auto-citando atualizadamente: Quem (não) chora antes de dormir?
Tudo tem um porquê. Tudo. E com o tempo, e o Sol nas costas, nós entenderemos o porquê de tudo, e a vitamina dos raios solares nos farão melhores, mais calorosos com todos os nossos outros irmãos.
Todo dia quando eu acordo, eu tomo o ar da janela, e fico tomando o Sol da manhã nas costas, como se isso recarregasse minhas energias, ou me benzesse de alguma forma, ou como se Alguém tocasse em mim. Todos os dias, durante o café, eu analiso o panorama geral e percebo que não estou errado, e nem certo, que meu maior pedido foi concluído: Estou na média, emaranhado com a multidão, e que faço parte do povo de bem da geral, do pessoal que luta, mata, vence e morre em paz. Eu sou um do meu povo, da classe do degredo.
As pessoas, as histórias, os lugares, fazem parte do conjunto de nossa obra, do que somos, fomos, formamos e esperamos ter. Eu quando tomo o já citado Sol da manhã penso em todas as pessoas que foram, estão e virão em minha vida: Eu apenas sorrio, deixo de mão, e entendo agora: Troca. Karma. Retaliação de danos. Missão. Aprendizado (ou qualquer outro termo que for dessa alçada): Cada pessoa que passa por nós, desde a menina do guichê de bilhete do metrô, até o amigo que nos ajuda na hora da solidão, tem um porqué, um motivo. Todos que entram e saem da nossa vida só fazem isso porque tem tem algo a nos ensinar, ou nós a eles, e isso gira a roda do mundo, e muda a interação, e nos faz mais sábios, fortes, e idem a eles. Eles, são tão nossos. E nós, tão iguais a eles.
O que categoriza a mudança é a forma (abrupta ou não) de como as pessoas entram em saem da sua vida. Ora você quer que uma pessoa saia imediatamente, s isso lhe toma meses, ora quer que seja uma ida não muito sentida, e é forte; Imediata: Quem tem tato no campo dos seres humanos? Me auto-citando atualizadamente: Quem (não) chora antes de dormir?
Tudo tem um porquê. Tudo. E com o tempo, e o Sol nas costas, nós entenderemos o porquê de tudo, e a vitamina dos raios solares nos farão melhores, mais calorosos com todos os nossos outros irmãos.
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sexta-feira, 8 de julho de 2016
Seiva.
Descobri antes dos trinta
Que eu não me tinha em tinta
E quando achava que sentia
Algo me dizia que havia
Uma prosinha que perduraria
Alguma outra rota
E em cada derrota
Era mais evidente
E até surpreendente
Eu não era meu
Talvez de Asmodeu
Ou de alguma do seu
Mas nunca me pertenci
Sequer me ressarci
de qualquer eventual erro
Uma verdade em desterro
E velado agora nos braços do superlativo
Espero pela hora de me ter em definitivo
Guardar em mim apenas o que cativo
E ter para mim apenas o objetivo
Negar o sugestivo
O adjetivo
Ainda
Ativo.
Que eu não me tinha em tinta
E quando achava que sentia
Algo me dizia que havia
Uma prosinha que perduraria
Alguma outra rota
E em cada derrota
Era mais evidente
E até surpreendente
Eu não era meu
Talvez de Asmodeu
Ou de alguma do seu
Mas nunca me pertenci
Sequer me ressarci
de qualquer eventual erro
Uma verdade em desterro
E velado agora nos braços do superlativo
Espero pela hora de me ter em definitivo
Guardar em mim apenas o que cativo
E ter para mim apenas o objetivo
Negar o sugestivo
O adjetivo
Ainda
Ativo.
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segunda-feira, 27 de junho de 2016
Estrada Do Sol.
Outro dia, qualquer hora dessas, eu vou ser feliz pra caralho. E todos aqueles que estiveram comigo verão a verdade e a alegria reinar na minha vida, e se Deus permitir, eu quero dividir essa futura alegria eterna com meus amigos, com meus amores, com quem eu me deito pensando nas estrelas, com a Cookie e com as flores que brotam sem pedir licença ou sem dar porquê.
Eu quero ver geral piar, fazer as pessoas ficarem admiradas ou abestalhadas com tudo o que podem acontecer, sou eu a mudança, sou eu a morte, sou eu a ressureição, a minha bida se toma nos meus braços, dessas minhas rédeas ninguém há de tomar mais, e dos meus erros, sou eu que sei, e dos meus acertos, mais ainda. Não busco minha glória, não busco minha fama, busco minha paz, minha felicidade, meu estio.
Hoje sou feliz, e tenho a bonança em meus dias de jovem, e minha vida, que por vezes foi barco que virou, hoje fica estável e rema em direção as docas, para me atracar e me perder de vez no olho do furacão da perseverança. Combater o bom combate, com armas espirituais ou não, amar a verdadeira função do universo e seus segredos, amar sobretudo a si mesmo, para aprender a se aguentar, saber seus limites.
A cada dia que passa eu conheço mais sobre mim, e quanto mais me conheço, mais eu me respeito, me guardo e me velo; S’eu soubesse que eu era tão legal antes, o jogo tinha mudado bem antes da primeira tormenta, pois nesta entresafra tenho me visitado muitas vezes, e me consultado, consultado meu passado e tentando gostar do Sol nos dias frios como era de lei antigamente: O meu casaco ainda me serve e me leva pra passear, as pessoas ainda parecem ser tão lindas, e tudo ainda vai se alinhar pra valer, não estou sendo otimista, e sim realista. Mais do que nunca.
Hannah, se mantenha na estrada e eleve seus olhos para o lugar mais longiquo que você possa imaginar em ir. E quando você for neste lugar, alteie a vista para um local mais distante ainda, e nunca pare. Siga uma estrada, e nela encontre tudo o que você precisa. Como toda estrada tem lugares, bons ou ruins, perceba em qual faz tua estadia: Eu até hoje não sei onde estou, talvez em algum lugar no meio de uma caminhada que não sei aonde vai dar; Tomei meu rumo norte em uma bifurcação, e nela eu fiquei andando, e correndo, e logo quando repousei, parei em lugares de casas boas e paradas ruins de sangue no chão. Eu, ainda apesar de tudo ainda busco o lugar mais bonito pra ver o Sol se por, e que lá tenha aquela cerveja gelada, e aquela alegria sem fim. Aquela felicidade. Aquela.
Eu quero ver geral piar, fazer as pessoas ficarem admiradas ou abestalhadas com tudo o que podem acontecer, sou eu a mudança, sou eu a morte, sou eu a ressureição, a minha bida se toma nos meus braços, dessas minhas rédeas ninguém há de tomar mais, e dos meus erros, sou eu que sei, e dos meus acertos, mais ainda. Não busco minha glória, não busco minha fama, busco minha paz, minha felicidade, meu estio.
Hoje sou feliz, e tenho a bonança em meus dias de jovem, e minha vida, que por vezes foi barco que virou, hoje fica estável e rema em direção as docas, para me atracar e me perder de vez no olho do furacão da perseverança. Combater o bom combate, com armas espirituais ou não, amar a verdadeira função do universo e seus segredos, amar sobretudo a si mesmo, para aprender a se aguentar, saber seus limites.
A cada dia que passa eu conheço mais sobre mim, e quanto mais me conheço, mais eu me respeito, me guardo e me velo; S’eu soubesse que eu era tão legal antes, o jogo tinha mudado bem antes da primeira tormenta, pois nesta entresafra tenho me visitado muitas vezes, e me consultado, consultado meu passado e tentando gostar do Sol nos dias frios como era de lei antigamente: O meu casaco ainda me serve e me leva pra passear, as pessoas ainda parecem ser tão lindas, e tudo ainda vai se alinhar pra valer, não estou sendo otimista, e sim realista. Mais do que nunca.
Hannah, se mantenha na estrada e eleve seus olhos para o lugar mais longiquo que você possa imaginar em ir. E quando você for neste lugar, alteie a vista para um local mais distante ainda, e nunca pare. Siga uma estrada, e nela encontre tudo o que você precisa. Como toda estrada tem lugares, bons ou ruins, perceba em qual faz tua estadia: Eu até hoje não sei onde estou, talvez em algum lugar no meio de uma caminhada que não sei aonde vai dar; Tomei meu rumo norte em uma bifurcação, e nela eu fiquei andando, e correndo, e logo quando repousei, parei em lugares de casas boas e paradas ruins de sangue no chão. Eu, ainda apesar de tudo ainda busco o lugar mais bonito pra ver o Sol se por, e que lá tenha aquela cerveja gelada, e aquela alegria sem fim. Aquela felicidade. Aquela.
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