sábado, 3 de agosto de 2019

Been It.

Olha só esse pôvo tôdo que se amontoa na estação, achando que a felicidade é só um estado de espírito, ou até mesmo um motivo do qual eles se orgulham. Quem diz que a vida é assim? Quem diz algo semelhante? Na vasta multidão de corpos que correm sobre a calçada, muitos sons não dizem sôm algum, no final, não importou muito: A segmentação dos sorrisos, dos corpos, das tarefas, tudo se mantém da mesma forma, mesmo que com um aspecto diferente. Tudo ainda se mantém tendo um como e porquê. Ainda existe uma explicação no ar, mesmo que em aramaico.
Fecha os olhos, dorme. Aparta-se de mim e mantém longe o que sente, pois afinal, de que adianta se deixar sangrar se o sangue pôsto como valôr não é nada? Fecha os olhos e medita, respira, segura, extende, entende - nem tudo se parece com o passado, mas os gestos afirmam o que há de acontecer, as pessoas anunciam com seus trejeitos repetitivos seus atos diferentes, porém tão em comum. Ninguém é igual a ninguém, mas o erro é mal-comum que qualquer um faz da mesma forma. E a desculpa é da mesma forma, e o perdão é da mesma forma, e a rotina é da mesma forma.
Até mesmo a dôr e o desterro que nós sentimos, é da mesma forma.
Ok, o leitor deve estar pensando: Hurrdurr, sério que é da mesma forma? Que óbvio... E, definitivamente, pelas últimas lidas aqui, é um tanto quanto necessário, mostrar a você, leitor, que nem sempre a escrita incutida deve ser tomada, há pessoas que necessitam do óbvio, e que, sim, algumas vezes, para algumas muitas pessoas, o óbvio precisa (sempre) ser dito. Não que isso me assuste, pois já me conformei com isso, mas, como a minha escrita, assim como meu canto, é para tôdos, desenvolvo minha escrita para tôdos, então, até pros que não entendem o que nada digo, nada sinto, nada faço, pretendo ou mostro, mostro me didático cada vez mais, para cada vez mais estar em acesso a quem entende, para difundir minhas idéias, ou mostrar a minha versão dos fatos, corriqueiros ou extra-sensoriais, eu consigo ouvir a grama crescer. Eu consigo ouvir a grama crescer, eu vejo arco-íris pela noite.
Não importa realmente se as coisas se encaixam, apenas devemos por algum tempo deixar suspensas, o tempo e as atitudes geraes irão dar cabo da necessidade, e incluir ou excluir de nossas vidas. No final, não importa se chove lá fora se iremos encontrar quem nos ama, ou não importa o Sol, se no salgar da pele vale o esforço de socorrer quem precisa de nós, o tempo se encarrega das explicações de forma sábia, dando a entender a coisa mais bela do mundo: Não temos o que queremos, mas sim o que precisamos (mesmo ainda que por julgar que não mereçamos isso ou aquilo).
A balança é neutra, no final nós mesmo fazemos o peso e o contra-peso da vida.
Éfeta!