Se eu te contasse tudo o que sei, nunca pararia de falar, seria uma matraca sem fim.
Por isso tenho em mim a omissão - por mais que tardia, e a vontade de dizer tanto, e ao mesmo tempo não dizer nada, ou resumir estóicamente tudo o que sinto, penso, falo e creio veemente, assim como ás vezes altero a voz e canto alto ou falo efusivamente e levanto as mãos: É porque estou na graça do estado emocional, totalmente longe do eu mesmo: Não falo baixo, tampouco gaguejo: Burro e bobo, trafego assim na rua entre os dias de brumeio.
Se eu te desse meus olhos você veria tudo como vejo, e pensaria nos prismas como eu penso? Eu não devo temer, eu não vou ter medo, temendo não estarei. Direi o que eu penso, e ouvirei sua rebatida, sincoparei teu ritmo e assim tentaremos entrar nos eixos, ou então eu entrarei no seu coração, ou você entrará na minha mente (cada vez mais e mais e mais...).
Se eu lhe dizer ofensa, perdoa. A palavra fea me é brotada não por maldade, mas pelo o que penso e diverge de ti, e pelo o que sei que queres, e pela tua auto-contradição. Perdoe se não estou me fazendo entender, mas, se o pássaro quer um voo melhor, não se há de fazer vôos rasantes, e sim vôos altos, com ricas jardas para depois apenas planar no céu anilado, sabe? Ao mesmo tempo que eu tento lhe dar o "bom conselho", também fico do teu lado a cada entrada e saída, a cada momento e a cada situação, sendo-a por bem ou por ruindade, só que: Há bondades que podem se antecipar, assim como maldades podem ser prevenidas. Ás vezes, um cachecol na sua mochila pode livrar sua namorada do frio, e fazer ela te amar um pouquinho, assim como uma gentileza gera uma benção, e como uma oração lhe eleva para Deus, ou lhe dá uma graça. Tudo depende de tudo. Basta-nos abrir a mente oca e pensar. O que quero, acima de qualquer coisa é teu bem, é teu riso, é teu calor, e teu amor.
Olha o Céu, e vê através dele. A vida é maior e melhor que tudo isso que nós imaginamos crer, ver, e ter. O mundo é maravilhoso, é cheio de lindas pessoas, e tudo o que se passa aqui, fica aqui. O que levamos, é opção nossa, são momentos nossos, e é a nossa vida. Daqui pra frente, seu vôo há de ser forte e sênil, e não mais desajuizado e caído, uniretilíneo ao chão. Se quiserdes ainda me ter no teu ninho, apeia comigo que lhe darei tuas asas mais aprumadas, tua coroa, casa, caserna, rosa e coroa. Porque eu estou aqui para cuidar de você e do teu ninho, assim como tens o dever de cuidar de um coração que morto já, não pulsa: Apenas emite um chacoalho estranho como se dançasse um frevo descompassado...
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
domingo, 29 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
A Mente Sionita (II)
E infelizmente, mais uma vez, eu estou aqui. E vivo. Dói-me saber que ainda tenho que suportar o mundo nas minhas costas, sabendo que há pessoas em situação pior que eu. O carro arranca, e solta o cheiro de gasolina queimada no ar, e eu levanto a gola da minha blusa. A garoa teima em descer, e o sinto tina em me chamar, as velas queimam a cera, e eu me encontro a pensar: Como um cometa, me sinto caindo, e zunindo eu vou, dentre a flor de espinhos.
Eu não corro, porque não tenho onde correr, então espero ansiosamente por aquilo que vem, me toma, agita-me entre seu estômago, me cospe e me deixa morrer a reia da arena. Muitos me olham, poucos me percebem, e mais poucos os me ouvem, e só alguns raros me entendem, pousam tua mão no ombro e dizem: Lhe entendo, há de ficar bem.
Não existe nada que tire o que está entrelaçado em mim, e atrelado a mim está a minha bobice, meu jeito de olhar com os olhos baixos, a voz baixa entre tantas outras, e o incrível medo das ondas do mar, dos olhos que magoam só de olhar, e da mente maldita e perturbada, e os conselhos, ordens, pedidos, que se confrontam uns aos outros, e me deixam sem reação alguma; Volta e meia penso que esse mundo não é pra mim.
Assusta-me o fato de que lá fora exista um lugar lindo que eu conheça, e mais ainda assusta o fato de que exista alguém que pensa em mim e reza por mim. Magoa o fato de alguém não ouvir o que eu tenho a dizer, e que na hora que eu digo, dizem que é mentira, balela, e quando acontece, dizem que é praga, mal-feitio, ou coisas assim.
Eu vivo andando na rua, burro, feio e bobo, mantenho meus olhos no céu, e os pés no chão em coração em Jesus, no copo o mate, nos olhos o cinza, na blusa a garoa, e na minha alma uma dor, minh'alma geme, e não sei até mais aonde ela vai aguentar, será que eu consigo viver mais uns cinco anos assim?
Talvez eu deveria ter morrido em cada chance, e as pessoas que foram deveriam ter ficado, eu já me acostumei com o fato de nunca fazer nada certo, e só foder com a vida alheia, sabe? Mais, o que me magoa e mata aos cadinhos é quando tacam isso e esfregam na minha cara, e ainda mais quando complementam com o clássico: "Sem você aqui minha vida é melhor", ou o épico: "Você não passou de um objeto", aí é pra matar o peão de choro e ódio. Quem já viveu ou passou por isso - fazer de tudo e ter nada em troca, sofrer or amor e só ser usado e traído com a torcida do Flamengo - sabe do que eu estou falando, constantemente eu vivo essas situações, e tão rotineiras são que me faz acreditar que realmente, a culpa seja minha, mesmo quando eu me permaneço austero ao máximo. estranhão, não?
Se eu calar a minha boca, ficar omisso e submisso a tudo e todos, matar o pouco da minha alegria, e viver como um robô psicomotor, eu vou ter a "boa vida" na "casa forte" regado a "sucesso"? Eu não almejo isso, eu sou da América do Sul, sou do metrô me picos de rush, sou do riso fraco e abraço forte, eu sou de Deus e do Amor, meus olhos tangem a ti tristes, mas, por trás da tristeza, eu lhe desejarei e rezarei toda a alegria do mundo.
Talvez eu deveria ter morrido em cada chance, e as pessoas que foram deveriam ter ficado, eu já me acostumei com o fato de nunca fazer nada certo, e só foder com a vida alheia, sabe? Mais, o que me magoa e mata aos cadinhos é quando tacam isso e esfregam na minha cara, e ainda mais quando complementam com o clássico: "Sem você aqui minha vida é melhor", ou o épico: "Você não passou de um objeto", aí é pra matar o peão de choro e ódio. Quem já viveu ou passou por isso - fazer de tudo e ter nada em troca, sofrer or amor e só ser usado e traído com a torcida do Flamengo - sabe do que eu estou falando, constantemente eu vivo essas situações, e tão rotineiras são que me faz acreditar que realmente, a culpa seja minha, mesmo quando eu me permaneço austero ao máximo. estranhão, não?
Se eu calar a minha boca, ficar omisso e submisso a tudo e todos, matar o pouco da minha alegria, e viver como um robô psicomotor, eu vou ter a "boa vida" na "casa forte" regado a "sucesso"? Eu não almejo isso, eu sou da América do Sul, sou do metrô me picos de rush, sou do riso fraco e abraço forte, eu sou de Deus e do Amor, meus olhos tangem a ti tristes, mas, por trás da tristeza, eu lhe desejarei e rezarei toda a alegria do mundo.
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
O Deserto De Cemal (III)
Eu só sei que aqui nem é meu lugar. Nem por direito, e nem por razão. Tenho medo de multidões e de pessoas que andam com sorrisos asseados e cabelos muito convencionais. Eu devia ter me enfiado junto na terra quando me foi dada a oportunidade, afinal, tem muita gente dizendo muita coisa por aí, e é tudo verdade: Eu não presto, não sou nada, deveria ter morrido, sou um inútil, o pior da minha raça, que não sou bom profissional, sou egoísta, e não me preocupo com ninguém e o melhor: Só uso as pessoas.
Não sei se é tudo verdade, mas, sei que aqui não é meu lugar. Aqui todo mundo pensa em crescer, pisar, vencer na luta fea, e eu apenas querendo comprar meus discos e tomar meu suco de guaraná de pózinho. Me dizem que eu não entro na igreja, que não salvo aleluias, tampouco prezo pelo amanhã, e isso deve ser verdade, afinal, eu nunca deveria estar aqui, vivendo essa vida, respirando esse ar, e ostentando essa falsa alegria e essa situação de que "eu-estou-feliz-com-minha-unha-encravada". Mentira.
Meu pássaro me inebria com seu canto, me dando alegria a cada acorde vocal que emite. Um dia esse pássaro há de ir embora, assim como eu fui embora da minha própria razão. Pássaro, fica. Não foge de mim e estia todo o mal de minha cabeça, mostra-me que é você, aquele que tem a pena-de-prumo certa pra minha escrita, e música que inspira minha vida a seguir-se.
Calado na boca, emite-se o som do peito, o peito contrai-se forte para receber o soco do bom herói; Pega sua moça e saia correndo daí, há um homem bem malvado querendo sua garota; Meu bom herói: Veste tua armadura e segue pra tua luta boa. Deixa o pássaro te cantas aos ouvidos, tudo o que quiseres saber, e mesmo que o peito doa, e o olho mareje, ergue a cabeça e lute até o fim.
Mesmo que doa, persiga. A porta estreita é o sinal da boa fé; E Deus um dia há de perdoar, o mal feito de você ter nascido assim. Você é tão cínico e tão demente, que quer ser herói mais não passa de um pajem. Você nunca terá seu cavalo, espada, escudo, dragão, castelo, mulher, seus campos de trigo estão corroídos por traças, você irá padecer perante o mal rei, você não tem futuro, nem há de ter.
A morte para alguns é o fim; Para outros é a recompensa que tarda a vir.
Não sei se é tudo verdade, mas, sei que aqui não é meu lugar. Aqui todo mundo pensa em crescer, pisar, vencer na luta fea, e eu apenas querendo comprar meus discos e tomar meu suco de guaraná de pózinho. Me dizem que eu não entro na igreja, que não salvo aleluias, tampouco prezo pelo amanhã, e isso deve ser verdade, afinal, eu nunca deveria estar aqui, vivendo essa vida, respirando esse ar, e ostentando essa falsa alegria e essa situação de que "eu-estou-feliz-com-minha-unha-encravada". Mentira.
Meu pássaro me inebria com seu canto, me dando alegria a cada acorde vocal que emite. Um dia esse pássaro há de ir embora, assim como eu fui embora da minha própria razão. Pássaro, fica. Não foge de mim e estia todo o mal de minha cabeça, mostra-me que é você, aquele que tem a pena-de-prumo certa pra minha escrita, e música que inspira minha vida a seguir-se.
Calado na boca, emite-se o som do peito, o peito contrai-se forte para receber o soco do bom herói; Pega sua moça e saia correndo daí, há um homem bem malvado querendo sua garota; Meu bom herói: Veste tua armadura e segue pra tua luta boa. Deixa o pássaro te cantas aos ouvidos, tudo o que quiseres saber, e mesmo que o peito doa, e o olho mareje, ergue a cabeça e lute até o fim.
Mesmo que doa, persiga. A porta estreita é o sinal da boa fé; E Deus um dia há de perdoar, o mal feito de você ter nascido assim. Você é tão cínico e tão demente, que quer ser herói mais não passa de um pajem. Você nunca terá seu cavalo, espada, escudo, dragão, castelo, mulher, seus campos de trigo estão corroídos por traças, você irá padecer perante o mal rei, você não tem futuro, nem há de ter.
A morte para alguns é o fim; Para outros é a recompensa que tarda a vir.
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Parabién De La Paloma.
A rua estava deserta, mais deserta estava minha aurea. Eu estou até agora estatelado, preso e inano a uma meia dúzia de palavras que nem eu consigo digerir; Como diria minha velha e prenha de vida mãe: "tá é barrado aqui, ó!". E ficou.
Um pássaro apeou na minha casa, me honrou com seu canto, e eu o louvei lhe dando semente. O pássaro teve comigo. O pássaro voou, e não voltou por dias, e depois voltou, e perdurou mais. O pássaro ainda está aqui, mas, ele vai embora. Se eu cortar sua asa, ele não terá o vôo lindo pelo qual o admiro, e se eu o por numa gaiola d'angôro, ele esmaeciará e poderá até morrer. Eu não sou assim, e não fui nascido e criado para isso, meu caminho não diz ou condiz com a prisão e mandanças, eu nunca fui assim, nem tampouco agora eu serei. Dá é um medo de que eu tenha que abrir a janela e ir o pássaro embora, e o mais foda de tudo, pai, é saber que ele vai. Por mais que eu faça de tudo para lhe dar boas sementes e grãos.
Pai, se o pássaro for embora, eu vou ficar só. Isso não é queixa, nem má feitio, mas, é a realidade minha. Você sabe que eu tenho medo de cruzar uma ponte tanto quanto de ver o pendão na raja-fresna, então, o que fazer? Cadê você, e todas aquelas ligações no almoço e na faculdade, cadê tua aurea, tua luz, teus conselhos, me ajuda porra! Você era o único que ia me ajudar agora, e me mostrar como ir, e como fazer o pássaro ficar. Você não está aqui, e o pássaro vai embora. Pobre nunca tem sorte na vida, pobre tem é que se foder mesmo.
Vó me disse que os "humilhados serão exaltados e deles serão o reino dos Céus". Tenho medo disso. Sabe, pap, eu fui tão pisado, mastigado, encolhido, espezinhado, posto ao lado, enxotado, enganado, traído, substituído, fraudado, furtado, que nem sei mais se eu tenho direito a uma nuvem no Céu. Tenho medo de Deus e de sua Altíssima bondade. E só disso tenho medo.
Pai, hoje é dia 4. E eu queria é te dar aquele abraço com o cheiro do cigarro como se fosse teu perfume, e poder tocar Lô Borges contigo. Pai, eu tô me sentindo tão só e tão perto de qualquer coisa. Mas, tão só do que eu realmente quero, do que eu realmente preciso. Estou cada vez mais me auto-sabotando, auto-engalfinhando e me auto-machucando, como naquela história que me contavas quando eu era pequeno: Resfa, com medo de ser preso, e sendo contra a vontade de Deus, morreu no seu disfarce, dançando compulsivamente e rindo enquanto se auto-mutilava e vazava os olhos. Talvez seja meu dia de Resfa, pai. E me tenho em pensar, e pesar. Pai, aonde quer que você esteja, deixa a bruma pesar, e que nesse frio pré primavera, eu encontre as suas respostas para minhas questões, e que todo o resto se cale num ensurdecedor tino de Sino 3/16. Hoje eu queria apenas tocar Lô Borges com você.
"Espero um pouco mais;
Desse homem;
Espero um pouco mais;
Desse ódio;
E aprendi, a ser como meu gato;
Que descansa, com os olhos abertos..."
Um pássaro apeou na minha casa, me honrou com seu canto, e eu o louvei lhe dando semente. O pássaro teve comigo. O pássaro voou, e não voltou por dias, e depois voltou, e perdurou mais. O pássaro ainda está aqui, mas, ele vai embora. Se eu cortar sua asa, ele não terá o vôo lindo pelo qual o admiro, e se eu o por numa gaiola d'angôro, ele esmaeciará e poderá até morrer. Eu não sou assim, e não fui nascido e criado para isso, meu caminho não diz ou condiz com a prisão e mandanças, eu nunca fui assim, nem tampouco agora eu serei. Dá é um medo de que eu tenha que abrir a janela e ir o pássaro embora, e o mais foda de tudo, pai, é saber que ele vai. Por mais que eu faça de tudo para lhe dar boas sementes e grãos.
Pai, se o pássaro for embora, eu vou ficar só. Isso não é queixa, nem má feitio, mas, é a realidade minha. Você sabe que eu tenho medo de cruzar uma ponte tanto quanto de ver o pendão na raja-fresna, então, o que fazer? Cadê você, e todas aquelas ligações no almoço e na faculdade, cadê tua aurea, tua luz, teus conselhos, me ajuda porra! Você era o único que ia me ajudar agora, e me mostrar como ir, e como fazer o pássaro ficar. Você não está aqui, e o pássaro vai embora. Pobre nunca tem sorte na vida, pobre tem é que se foder mesmo.
Vó me disse que os "humilhados serão exaltados e deles serão o reino dos Céus". Tenho medo disso. Sabe, pap, eu fui tão pisado, mastigado, encolhido, espezinhado, posto ao lado, enxotado, enganado, traído, substituído, fraudado, furtado, que nem sei mais se eu tenho direito a uma nuvem no Céu. Tenho medo de Deus e de sua Altíssima bondade. E só disso tenho medo.
Pai, hoje é dia 4. E eu queria é te dar aquele abraço com o cheiro do cigarro como se fosse teu perfume, e poder tocar Lô Borges contigo. Pai, eu tô me sentindo tão só e tão perto de qualquer coisa. Mas, tão só do que eu realmente quero, do que eu realmente preciso. Estou cada vez mais me auto-sabotando, auto-engalfinhando e me auto-machucando, como naquela história que me contavas quando eu era pequeno: Resfa, com medo de ser preso, e sendo contra a vontade de Deus, morreu no seu disfarce, dançando compulsivamente e rindo enquanto se auto-mutilava e vazava os olhos. Talvez seja meu dia de Resfa, pai. E me tenho em pensar, e pesar. Pai, aonde quer que você esteja, deixa a bruma pesar, e que nesse frio pré primavera, eu encontre as suas respostas para minhas questões, e que todo o resto se cale num ensurdecedor tino de Sino 3/16. Hoje eu queria apenas tocar Lô Borges com você.
"Espero um pouco mais;
Desse homem;
Espero um pouco mais;
Desse ódio;
E aprendi, a ser como meu gato;
Que descansa, com os olhos abertos..."
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