terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Báb (II)

Quando eu soltar dos teus braços hoje, eu nunca mais irei ter eles, e quando eu não tiver mais deles, não me farei de rogado, mas sentirei uma falta. Um vazio que foi preenchido com e por você - matarei cada lágrima que ousar cair, e manterei cada segredo dentro de minha boca, e mesmo agora que já passado a alegoria de uma fulgurosa virtuose de afetuosidade, guardo-as mais ainda. No carnaval, eu sou o pierrot.
Quando minha bôca encarcerada dilacerar cânticos, que duelam contra os versos marcados do violão, eu não direi mais nada, e me machucarei mais ainda por lembrar de você em qualquer acorde. Por Deus, eu não. Já se foi meu tempo de puxar um pendão, de exigir de mim mesmo, de ser feliz; Agora eu só sento no banco da avenida e vejo tudo acontecer, e quando findado o dia, me levanto, entro em casa, tomo um porre, e morro: Como é difícil, pai, abrir a porta! E aqueles que me esperam não estão lá, e a mim mesmo digo que não há nada, que não tem nada, e quando eu espero pela horar de brigar contra o Rei, percebo cada vez mais que não soi daqui, e as pessôas que me encontram na rua, mal sabem daquilo que guardo no peito, nem do que penso e almeijo; Já tentei dizer, já gritei e anunciei pelas estepes, casas e casernas. Não me ouviram, e quem me ouviu, de louco me taxou.
Tudo bem, assim prossigo.
Não busco mais a felicidade, nem o amor, nem a porra tôda, porque nada disso existe. É tudo uma grande ilusão comercial, e isso me entristece veemente, porque quanto mais achei que tivesse chance, mais percebi que é tudo uma grã ilusão. O amôr é uma velha moribunda falecendo num leito de hospital, que foi muito maltratada ao longo de sua vida; Tal como a felicidade é a nova criança desaparecida que rende correntes de oração, união entre países, e ninguém acha, nem sente, nem vê: Só sentem quando se lembram de um sorriso, uma mecha de cabelo que o vento ondeia, e por aí vai. Eu não creio em mais nada, a não ser nos meus discos, e em Deus. Afora isso, descubro enquanto risco essa areia que tudo isso é ilusório, passageiro, e ineficaz.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

For The Love Of You.

Cecília, o tempo está nos afastando, cada vez mais. Está na hora que com o peito cheio de angústias e lágrimas nos olhos, eu deixo você. Obrigado por ter sido a maior entre tôdas as ambições e o projeto mais malfadado que possa ter existido; Quando me afastar, e fechar a porta, darei a pá-de-cal de um projeto que finalmente percebi que deveria ser engavetado.
Me desculpe tôdas mas mágoas, e a sua quase-vinda que foi interrompida, e tôdos os sonhos, escritos, e a tatuagem que Mater Cecília deixou eu ter, também, desculpe tantas vezes que imaginei quando vi você na rua, achando que num futuro poderia te tomar nos meus braços e cantar um Isley pra você dormir. Perdoa.
Cecília, tá doendo, mas eu deixo você pra quem te mereça mais que eu. E tem gente, viu? Escolhe quem te mereça, quem te eduque, e possa te dar tudo o que você precise pra ser uma pessôa, boa, sincera, honesta. Só peço, que escolha alguém que goste do sôm, assim ao menos quando eu te ver na rua neste futuro, saberei que você é você, e se você puder, lembre de mim.
Ah, como que nada é da forma que nós queremos, como que tudo é ruim, como que tá tudo bem, e a vida segue. Cecília, seja feliz, e lute pela sua felicidade como quem luta pela sua glória. Seja maior que tudo isso, sempre.
Me imagino pela última vez te segurando, e te afago os cabelos pela última vez, pela última vez te beijo a testa, e pela última vez você dorme no meu peito ouvindo nossa música - Sim, tinhamos nosso sôm - e quando você acordar, eu não estarei aqui, mas, não chore, estaremos melhor assim, criança.
Cecília, meu amôr por você não há de sumir ou diminuir, e a minha vontade sim; Com isso aprendo a não ter mais planos, e mais ainda, aprendo que tudo tem que ser como deve ser. Posso não ter o seu sorriso, seu carinho, seu cheiro de leite, e não irei te ensinar a diferença do peso e sistema estereofônico, mas, sei que estarei melhor assim, e você aonde quer que esteja, vai estar bem e melhor.

Adeus, Cecília. Eu amo você.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Stop Pulling and Pushing Me.

Pra quê conhecer tanta música assim? Isso não vai ajudar nada, nem aliviar nada, tampouco mudar alguma coisa. Talvez, só ateste a sua solidão e seu vaticínio: Estrêla cadente, de fuligem vertiginosa que nasce, apeia, cresce e morre sozinha. Colide contra o solo, sem pôder dizer tudo, tampouco falar, mas sentindo com intensidade todas as coisas que se põem no caminho - a cada dia que passa, a rota de colisão aumenta, o brilho diminui, e não sei dizer ao certo quando caio, sei que a queda é iminente, e cada vez me sinto mais próximo do solo.
Pra quê insistir nessa história besta e medíocre de ser feliz? Você sabe teu vatícinio, e quando deram a ordem dos dias a se cumprir você sorriu, pensou até que alguém chamou teu nome; Ledo engano. Teu nome é curso que rio não corre, tua cabeça é que não há de pesar em colo algum, e quando te meter na casa, não há quem lhe traga um abraço, um beijo, um sorriso ou uma afã, você é feliz quando pode, você é feliz quando deixam.
Esperar das pessôas o zelo que te tem é inútil, assim como se faz inútil achar que há uma Concórdia: Balela, a Concórdia não existe, nunca existiu e não há nunca de pisar no solo quebrado. A luta eterna o dar-se-á do côrpo a côrpo com os dias, só vai rasgando mais e mais, e as cicatrizes que teimam em ficar, me lembrar do passado, e me doem, por saber de quantas vezes me dei, e fui ponto fora da curva, fui abrigo, mas não me coube ser abrigado, e quando meu carro capotou, o cinto se rompeu fácilmente - e as cicatrizes que se vem agora, não as sinto. Apenas as coso e fecho, e sigo; Não tenho mais tempo para tristeza, e tampouco pra agonia, o coração, lá no fundo do Mar Férreo está, e lá devo eu deixar a essência também, porque não me cabe sorrir, nem chorar, nem nada. E mesmo se a vida me entregar esse amôr em forma de mel, não quero mais, me renuncio e anuncio a verdade única e absoluta: Gente do degredo não tem o direito da felicidade, nem de ser feliz. A felicidade é estar bem, vivo, dar a massa osséa a máquina mercantil, e pôder (Com a graça de Deus Pai) ter como tomar uma no final de semana.
Dias desse, um amigo me disse que sou aquele tipo de pessôa que só vou ter o peso e valor reconhecida após o meu desencarne, fiquei feliz. Ao menos me reconhecerão em alguma hora. Se até lá eu puder escrever, deixo como testamento e legal tôdos estes amontoados de palavras que lavam minha alma com a Água Corrente, e nela livre eu estou.
Deus Vos Salve, Senhor Jesus Cristo, que crucificado fôi entre dois homens do degredo tão iguais a mim, e que quando desceu da Mansão dos Mortos, lembrou de mim, e desde o ventre da madre, da maldade (pior da que convivo e vivencio) me livrou. Deus Vos Salve, Senhor Jesus Cristo, que muitas vezes aí de cima me olhou, guiou, abençoou, livrou, e amou primeiro. A Êle toda a Glória, porque na Hora da Solidão, quando a cerveja bateu, perna cruzou, lágrima caiu, mêdo aflorou e a fea fez morada, foi Êle quem me valeu. Deus Vos Salve Essa Casa Santa, que me valeu na hora de minha vida, e na hora de minha ida me livrará do injusto, me dando o veredicto do juízo no fim.
Mulher, não chora teu morto, porque teu morto não chorou o dele, e lágrimas não bastam pra ressucitar. Eu estarei nos bons lugares e nas chagas de quem teve comigo, e principalmente abaixo daquela noite, com poucas estrêlas, quando com meu dedo risquei o Cruzeiro do Sul, pude saber que ali eu fiquei, e soube do vaticínio. Eu sou o Oceano.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Não Tem Nada Não.

Menina, olha lá fora o tempo. Olha o mundo.
Tem tanta gente, tem tanta vida, tem tanto sôm, tem Sol, e pra quem gosta, tem da cerveja e da sômbra. Tem tudo e mais um pouco. Suspira, e segue. Bota um sorriso nesse rosto lindo, e toma pela Direita e cai no Vale, ali tem, viu?
Desce pela reta inteira, e embaixo do elevado cai nos lugares que te bem quiser, a vida é sua - não minha, nem de ninguém, cada um é senhor de seu próprio caminho - e dela faz o que bem entender, mas, como sempre te falo e te ressalvo das consequências que possam ocorrer daqui pra frente, pensa, reflete, toma, sente, vive!
Eu ainda estou nos lugares de sempre, e ainda hoje me permito estar em lugares novos, a vivenciar e experimentar o Sol na cara. Ainda prefiro o brumeio e o cinza, mas o Sol tem algo que agora me atrai, me faz bem, como a "fresca" do dia que a Rainha Maria tomava tôdo dia de manhã no seu quintal.
Ai, quem me dera pôder voltar aos braços da Consolação e na barra do vestido da mais linda dizer que fui e estou sendo feliz, e mesmo que a tristeza esteja me abatendo, me ferindo, cuspindo em mim, ainda sigo, e dessa vez ainda debocho: Meu sôrriso nasce da fôrça oculta da reserva especial. Sou filho da Leoa, e neto da Rainha-Mãe. Medo? Só da Cólera Divina. E se eu estiver com medo, estarei com São Pedro.
Não me exibo, nem me demonstro, apenas sou. Não me distinguo, nem mesclo, estou. Não falo, nem ouço, sinto. Eu não preciso tomar partido, preciso apenas ter a mim mesmo, e os que me cercam sabem de mim, e quem eu tanto amo sabe das minhas alegrias e tristezas, e me lambe a cara em gesto de amôr. E de tôda a força, gera-se a contra-fôrça, corrente que nos alivia e deixa o mundo mais leve sob nossos ombros, e quando cada gôta de chuva cai, a contra-fôrça nos lava do mal, e o cabelo fica mais lindo, e ali está - velado invísivelmente - a alegria, graça e glória da vida. Quando você a sentir, não a deixe escapar, e perceba que tudo era bem mais simples e fácil do que se imagina no mundo. A vida é aquela mulher linda, de cabelos negros, que vai no bar contigo, te toma da tua bebida, ri, canta, te beija a bôca e rouba um pedaço da tua comida. Na hora de ir embora, te abraça, e vocês seguem juntos. A vida é a alegria de um momento, diluído pela nossa eternidade, são as nossas escôlhas bem mais que feitas - acertos e erros são só figuras da cena principal.
Menina, esquece o que passou, segue. Anda, corre, toma um carro e vai atrás do teu futuro, alça teu vôo mais esplêndido que sei que podes ter, e quando planar no ar, deixa o vento ser quem te dá colo, quem te carinha o corpo e te segura firme no ar, e quando mapear teu pouso, sublimemente desça a essa terra nossa, e veja que você conseguiu. Nossas escolhas, lutas, fôrças, anseios, todas elas nos remetem as decisões que (bem ou mal) nos levam, e hão de levar até o nosso futuro. Até onde deveremos estar. E atualmente, você está onde deveria estar, quer queira ou não.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Blow Away.

Se lembre de mim como se lembrou hoje. Goste de mim na mesma proporção que gosta hoje. Amanhã, não admito que me ame mais ou menos. Se lembre de mim com seus olhos, e nunca pelos dos outros, e se quiser lembrar do que te disse, ateste tôdos os vaticínios que deixei por aí, e se quiser me conhecer, ouça o sôm que ouço, a música é a única coisa que tenho, e nela deposito tudo, inclusive minhas respostas que só o vento sabe, estão ali. Cada música é uma sentença, e cada acorde é o que deixo embutido para apenas puxar a cordinha quando for necessário. Eu quero é brincar de balanço com o pescoço - eu não sou daqui.
Me assusta, porque mesmo com a lama, e a areia que vai me matando, eu sigo limpo, e bem, e meu; E isso me assusta bastante, pois ter as mãos limpas quando só as via sujas ainda me assusta, e seguir um caminho que cada vez mais se estreita, espinha e é traiçoeiro. Eu não quero ser abatido, eu quero ser do abate, eu não quero ser o carneiro do altar da Cecília, e nem nela penso mais. Tenho tido muito e tanto em mim, e me basta apenas o nó, e passar pela viga. Ele estava certo. Respeite os mais velhos. Sim. Há algo - talvez a realização de uma vida.
Meu rôsto se destaca pela fuligem do tempo, pela barba fora de tôm com o cabelo, os olhos caídos, fundos, nariz português e bochechas em demasia. Meu rosto é a máscara de alguém que se entregou há muito tempo incompreensívelmente para assuntos, pessôas e coisas que não condiziam. Não tinham. E por mais que haja companhia, a solidão é a maior de tôdas, maior que todas. E como sempre, há uma falha, um erro, mesmo quando se sobrevive no acerto, mesmo quando tudo parece se encaixar. Honestamente, é uma piada até muito da engraçada: Apresento a cena; Um desajustado que tenta ser alguém e fazer tudo dar certo. Que tenta, tenta e tenta. E só se machuca, se engana, e machuca os seus ao seu redor. Pra quê?
Quando eu deixar no ar um cheiro, esqueça o jasmin, manda o jasmin pro oco do inferno, porque amor que fique com suas mercês - sente o Jásper brilhar, e a Água Marinha ficar opaca, sente o violão ficar mudo, e a voz presa num nó que nada possa desfazer. Quando eu te der esse presente, agradeça, seja grata, e não olhe, pense, pene ou fale qualquer outra coisa, apenas sinta. Sinta como uma voz, um violão, um sorriso, um Sol que se põe pra descansar, ou como pingos de chuva, vendaval que ousa em levantar sua saia. Eu estarei a milhas de distância. E com fé não verei mais nada e nem ninguém que ficará para minhas costas. Eu estarei no sôm.
Eu sou o sôm.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Na Sombra De Uma Árvore.

Silenciosamente, estou me preparando. E honestamente não sei para o quê, e com o tempo e a sacra experiência, não me assusto mais com isso, de forma alguma - hoje posso dizer que até gosto. Quando o já supracitado vento carinha meus cabelos, meus olhos mareijam a lágrima teimosa me lembrando de quem já se foi, e de lá vem a contra-força dos contra-crônismos, do anseio de espichar um cadinho mais aqui. Honestamente, encontro-me renovado cada dia mais, e a onda boa continua a quebrar, e cada vez me sinto um saveiro sem cais, não posso de forma alguma reclamar de nada. São Baden, rogai por nós.
E, assim, assuntado para as nuvens, passa o plano, passa a bruma, e entre o brumeio o oculto (não) se revela, apeado nas asas do Garuda, não procuro nada abaixo das asas, apenas o mar, acima dos olhos, o vento, e em mim, a essência de quem me amou primeiro, e por acima disso, não cabe dizer nada, nem procurar, deixo que me encontre, com o peito, mágoa, e chaga aberta, pois da morte não se cabe o medo, e do momento, eu desdenho do seu poder de achar que pode querer e ser maior que isso tudo. Mentira, não pode. Porta estreita, porta estreita, quanto mais te passo, mais te entendo, e quanto mais te entendo, nas inscrições de tua passagem me conheço, me vivo, vejo os meus, e a eles bendizo e louvo. Porta estreita, por você e Deus eu me dobro.
Encontra-me, viração, e nas ruas dos prédios velhos que há tanto ando, vede que sou mais um deles, e que sou de tudo aquilo que se encontra vivo e rasante, mas não me pertenço a quem me segurou. Sou da ávida, das esquinas, da esgueirada e da ziguezadeada pela ladeira, que cruza com o Pateo passando por baixo da Vista, e eu vou é tá ali, bebendo aonde êle me ensinou que é mais barato, e dá pra economizar comprando mistura. Me segura pra eu não dar na sua cara, me segura pra eu não contrair um sôm, me segura pra eu dormir nos seus braços, me segura pra eu não escrever dela, e me segura mais ainda, porque eu estou com as velas infladas pra sair daqui, vou passar por debaixo das copas de árvores aonde êles passaram, e se Êle permitir, eu com o fel me torno mais dele, e mais meu - minha gente é gente certa, gente que acerta, erra, pede desculpa, morre de saudade, e é feliz apesar dos adversos. 
O avô da Cecília mais bela se encontra vivo nos murais, nos bares, discos, no Senhor do Bonfim que emana alegria, no violão tão sujo, tão nosso, no "Mustapha, Mustapha, Mustapha Ibrahim", e nos erros - Deus! Quantos erros que vieram manual de como não ser, e nos (poucos) poucos acertos, ser caminho, trilha, e sustento, e que seja maior que todo tipo de erro. O avô da Cecília não morreu, êle foi pedir pro Seo João pra afinar aquele violãozinho vagabundo e pra aprender a tocar Gardel e Celestino pra Dona Maria José, o avô da Cecília depois vai estar em algum bar com o Marinho, e de lá, vão ir pro campo da NIFE pra ver as cocotas na Brasília emprestada do Seo Fábião - que por sua vez vai rezar pra êles não baterem de novo na Parada XV, e de lá cai no Ferro's BAR. A morte só vem pra que não tem quem se lembre. Meu morto tem quem o lembre. E o moto-perpétuo se estende até a Cecília mais bela, meu pendão e flôrete, passado e futuro. 

Eia a candeia daí, Fabinho, que daqui pra frente a estrada vai ser longa, e toda luz é bem-vinda. E a vida continua, maravilhosamente. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

If Not For You.

E daí? Deixa.
Espera, esquece. Maneia a cabeça e bate a mão na coxa, sorri, grita, morde o inferior e olha pra ela, anda e murmura, é só mais um dia; É só mais uma realização, um segundo. Esquece por hoje todos os seus problemas e os põe numa mala com chanfro e cancela, e os jogue no fundo da fenda do mar ferreo, pois lá é o local deles - e não volte para os resgatar, não hoje. Te dá um sorriso, e balança teu pé - tua perna, o sorriso baseado no bpm mais fisgante que a dor. Força. Até de onde não tem, e você bem sabe que eu estou aqui. Eia essa candeia e olha pra cima, há um Céu lhe cobrindo a cabeça.
De que adianta grilar? De que adianta ser tão ruim? Ser tão bom? Pra quê? Esquece os confeitos, casa, rosa, florete e jardim, olha pras tuas mãos: Se ninguém as louvou, louva elas você mesmo. Na água da pia se lava e cinge tua face co'a água fria: Você venceu. XXV. Você é meu herói, com as camisas mais lindas, com o sorriso mais trancado, com o paladar mais aguçado pro seu desejo de saber o mais do que não convém a ninguém. Olha pra você, um homem feito; Que orgulho.
Mesmo que até aqui, e até agora, você tenha estado só e tenha se encontrado desamparado, não se importe, nem se assuste, você está indo bem; Muito, muito muito bem. Não tenha medo de sentir ante as vibrações e situações, apenas vibre, apenas tenha, possua, e tenha a intensidade dentro de si. Não se renda por um segundo ao modismo de achar que você deve se ser ou se ter como êles; Êles são êles, e se pertencem, você não. Você já passou, e sua venta já dobrou palavras.
A solidão é mal recorrente do século e não te cabe a culpa pelo pecado dos outros, sua humildade e seus traumas, e modos de lidar com a vida não te fazem melhor nem pior. Nem incompreendido. És vivaz e safo. É lindo, formoso e a íris-esmeraldina, quando tange o azul-cinzelado de cada gôta de nuvém do Céu, realça a fôrça bruta da tua alma, você é o mais lírico dos desnecessários, o mais educado dos rudes, e o mais incerto das certezas; O que sabe menos, e por isso se limita a saber demais, e pelo fato de guardar o peso de muita coisa nesse coração encabulado, apenas ri, apenas ouve, e pede perdão mesmo quando não ocasionou uma maldade. Esse Ogum Menino que se fecha pra não cair, nunca vi. Pra quê?
Lembra dos dias bons e esquece os ruins, segure-se nos seus gostos, e beija os seus, e avisa Ela que o Sol está lá, idôneo a Lua. Você venceu e ainda está vencendo de uma forma absurdamente incrível - parabéns. Me orgulho muito de ti, seja forte como sempre foi, e o resto vai deixando, se'a água, não correia, e se'a pedra, nunca rocha. Não adianta brigar com quem pode mais, então se limite a apenas tentar entender cada vez mais, porque tudo tem um porquê, até mesmo isso. Tudo isso.
Quando se (re)encontrar, encontrar-se-á a divindade da deidade que deita ao colchão e como um pashá dorme. Ali descança ela: Aquela cujo nome não deve ser dito e a presença não há de ser velada, que cabe apenas ao mundo e ao futuro. No corpo dela desfiam-se rosários de glórias e desejos, em seus braços encontram-se ramificações de algum tipo de sentimento que nem tôdos podem ter experimentado, e nos olhos dela cabem-te duas gemas, que se te mete a olhar muito, não conta até nove, te aprisiona na caledoscópica turva visão dela. E dela se te cabe, e dela serão tudo aquilo que foi de todas as outras coisas. Desce-ei-o até onde os olhos não possam me ver. Cingindo com teu beijo, e deposita-o no altar - não diz nada, pois pra todos os efeitos eu vou dizer a ti (esmo) que é só o vento lá fora.