Entendo que cada vez mais tudo se transmuta, e as coisas tomam novas dimensões e tipos de agir, pensar e falar - mesmo não entendo como isso altera uma essência de uma pessôa, e se há a vera necessidade disso. Vejo minhas vitórias, uma por uma, e apenas penso na melhor maneira de expressá-las, e encontro neste velho e querido blog. Sei que poucos aqui realmente lê estas mal-fadadas linhas, e muitas pessôas que quis compartilhar estes textos nunca os viram, mas, cumpre-se aqui o desejo do cronista, e nunca o do ser. Aqui se postam textos para compreensão e legado de um anônimo, e não Odes a lírica das carnes. Aqui, a escrita continua sendo outra.
Olhando para trás, me sinto satisfeito com minha vida - tive tudo o que quis, como quis, e da forma, nada houve que pedi a Deus que Êle nunca tivesse me dado. E por vezes, me deu mais do que precisava, dando me o que eu veramente queria.
Logo, não anseio mais por nada, por mais que existam sim alegrias a ainda ter, viver e sentir. Ainda se faz necessário a Cecília diária ad aeternum da Anatólia (Teşekkürler, Aretha!), como se faz necessário beber da alma do Lgo Nº 133, como se faz necessário crer cada vez mais que estou na melhor fase de minha vida. Mesmo que tudo isso exista, e faça parte de meu presente, e próximo futuro, não anseio por algo fundamentamente que exija demandas físicas ou mentais de mim, deixei a nau a deriva de minha vida a Deus, e por isso mêdo ou desconfiança não sinto, e se estiver com mêdo, estarei com (São) Pedro. Não temo mais a morte (que a muito custo, Vaniltêra, Dellandrea, Mello, Diegão, Alvaça, Zé, Hollmann, Gustavão, Albino e tantos outros me ensinaram a chamar de Irmã), porque se ela mesma velada, de rosto alvo e cingido me encontrasse, me venceria sua frígia contra minha carne quente, e bendigaria o Senhor Deus acima de tudo quando me fôsse, pois assim O viria em sua Luz e Glória. Mas não anseio o Céu porque sei de mim, sei das minhas mãos sujas. A misericórida de Deus me caberia se ao invés do Céu; Deixasse-me Êle em algum lugar da espera do Juízo aonde eu o louvasse incessantemente, em nôme de Sua Perfeita, Absoluta e Infinita misericórdia para comigo, e com tôdos os do degredo - meus ou não. Meu Deus atendeu meu pedido, e me deu minha pérola. Ele me desceu até a mina d'água, e me levou, lavou, cingiu, abençoou e sorriu. Me sou meu, e sou o mesmo, mas, diferente. Ainda vivo da mesma forma, mas nas cucas e na (futura) longa barba, extensam-se novos planos muito bons.
E me alegra isso: Saber que a pérola que encontrei dentro de mim, finalmente foi tão útil a alguém, e que eu ao menos uma vez nesta vida fui utilidade para a eterna bondade, compaixão, amizade, esperança e renovação de fé o Amôr que faço ser re-Amado. Admirado seja Vós, Sacro Sacramento Sacramentado no Sacrário, com tua Luz, abre o peito de quem se sente triste em trevas e lama, Santa Clara, barravento do Senhor, olha por nós aqui no N º 133. Jo 16:33. Lembra?
Guarda esta carta, não como tôm de amizade, nem como tôm de bôm conselho, tampouco como sermão ou forma de vida, testamento ou epíteto, mas, guarda como o legado de quem venceu na vida dividindo o pouco que tem, e neste muito pequeno tanto pouco de quase nada saciar a mim e minha horda, e para se dignifique a bondade: A bondade existe e é vigente acima do feo, mas, ela não é divulgada - logo, se faz a bôa bondade. Apenas a má-bondade é divulgada, confrontando o Evangelho de Nosso Senhor (Mt 6:3), e criando falsos bôns, e fazendo a caridade ser moeda de troca entre os homens, e casa de interesse. Que se abram os olhos, e as portas das casas, que as lindas mulheres estedendo suas roupas nos varais de quintal ouçam, e que o Céu turve-se na chuva mais linda de primavera: Deus existe, e sua misericórdia e amôr se bastam e reinam, Deus a tôdos amam, e a tôdos que se amam, amam o Senhor, e se o bendizerem, assim cumprem-se para Deus, e cumprem a regra da salvação da alma: Amar.
Enquão a mim, Profeta das Estepes, cabe-me apenas o que tanto amo, escrever: Mas, atrelado com uma necessidade agora, de dizer nas mesas dos bares, na vida, no parque, nas ruas, nos picos, e em tôdos os lugares aonde procurei, devo dizer: Existe. E é Bôm.
"Nós Vos adoramos, Meu Bôm Senhor, e Vos bendizemos, porque pela Tua Santa Cruz (Tu) remistes o mundo."
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
Garip Gönlüm.
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017
After Sunrise.
Sim,
eu me lembro
daquela noite
e depois
daquela tarde
do Sol, e da tua palavra
Mais:
Mais:
lembro do cabelo escuro e óculos
me arrebataram
da bôca que me instigou
e da inicial do teu nome ser igual ao meu
havia perfume de cerveja no (b)ar
lembro dos sôns, que dividi e reparti
repatriei minha vista na tua janela
Antes:
Me havia, e havia meu mundo
côres e texturas, raios que desembocavam no largo
Acordes que saiam dos discos e brotavam na madeira
Madeira-de-lêi de 1647
olhos verdes que fitavam Deus.
olhos que não fitavam
olhos que não fitavam
os
seus.
Agora:
De onde tu vens,
De onde tu vens,
para onde te vais;
será que:
Cabe na tua mala
um confeito do agora
um São Damião pequeno,
uma mão que sua e se agita
caminhar no meu mando-de-campo
uma mão que sua e se agita
caminhar no meu mando-de-campo
teu sorriso pra abranger no meu Céu
teu cheiro pra furtar meu ar
uma semana para poder lhe encontrar.
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Samba de Orly.
Entendo a vida como ela é, e pelo que ela há de ser. Não por
mais, nem por menos, mas, seguindo sua linha rasante de pensar, sentir, e agir.
Vejo muitas pessôas infelizes com suas almas vendidas e sonhos roubados por
outras pessôas, que nem ao menos os roubam para os viver, mas, para se moer no
Moinho do Centro do Mundo. Vejo zumbis que se degladiam em busca de lugar
nenhum, pelo simples fato de ter apreço pelo “não ser nada e nem ninguém”, mas,
se esquecem que até mesmo o vazio tem um propósito, uma forma de vida, um
porquê – as pessôas querem ser tão autônomas que em sua independência, acabam
dependendo dos outros, para ser arrimo, consolação, ou sparring.
Me desculpe, não faço parte deste bando.
Quando me entitularam “profeta das estepes”, apenas consumi em mim o que sempre consumi, dividi o que sempre dividi, e fiz, faço e com a ajuda de Deus farei o que sempre farei: A música, devidamente chamada de Cecília, os amigos, os auxílios – carnais e espirituais, as cervejas e os andares, pesares e intensidades; Tudo isso foi medido e avaliado para ser meu, em apelido, que hoje se faz sub-nome. Sub-nome que gosto, e me sinto abençoado por têr, e honro a cada dia que se passar. Eu mudei, mas, não mudei. Mudam-se as carnes, pelos, pensares, agires e fulguras, mas minha essência, alma e lampeijo ainda se fazem em mesmo. Eu não mudei. E nem pretendo.
Me desculpe se minha camisa não parece tão bem-passada. Eu mesmo a passo. Não dou a minha vó ou a minha mãe a incumbência de algo que elas já me ensinaram a fazer inúmeras vezes, comno também peço perdão se minha roupa não está tão alva: Eu não aprendi a batear com tanto afinco, por isso talvez algumas camisas minhas estajam sim se amarelando, mas, estamos trabalhando nisso, ou até mesmo me perdoe o tempero carregado no feijão, mas o sangue mineiro pede este toque, assim como a minha fé, minha complacência, e minha pérola. Não profiro mais palavras tortas, e nem prossigo em coisas perniciosas, mas, apesar desta aura tão “sacra” que eles me falam que estou a tomar, ainda sou o mesmo: Ainda danço samba-rock, ainda bebo, tenho minhas camisas, meu coração bate forte pela menina de cabelo escuro e tau no braço, ainda me emputeço com o sistema ferroviário, e vibro quando acho dinheiro na rua. O que assusta é: A partir do momento que você muda, as pessôas não lhe enaltecem ou vibram com sua nova forma de vida, apenas lhe tecem viés e pedras – Não se agradam por ver que você está buscando uma melhoria, ou que você simplesmente está se sentindo melhor assim.
Não te pensa, nem por um segundo, que me faço de bôbo, pois não sou. Fui ao mundo, vi, vivi e senti dores e prazeres, mas hoje me faço limpo porque cingiram-me a face, lavaram me o corpo e disseram: Caminha – e aqui estou. Não te pensa que não sei o que é mal, ou a manifestação da maldade, sei muito bem; E digo que de mim, a sinceridade e minha ingenuidade, fôram presentes que pedi a Deus Pai e Êle em sua misericórdia infinita me aceitou, me honrando com seu signo sob minha efíge, se te olhas nos meus olhos, não se sentes atraídas por mim, mas pelo Amôr que é amado por mim, e que me faz ser assim, “diferente”. A saída do mundo maldoso, para estar numa nova fase da vida e compreensão do mundo, e realmente ser uma pessoa melhor é bem dolorosa, lancinante e extasiante, mas, vale cada segundo, pois, minha pérola não se compara a nada, e minha vida agora tem mais brilho, e da ruína de minha carne se fez uma nova oportunidade para honrar os que amo, estimo, e guardei em minha alma - Sou água parada, mas sou bem turvo; Uma pena que você ainda não possa me entender, mas, se quiser eu lhe explico um dia desses.
E a vida – como sempre – continua.
Me desculpe, não faço parte deste bando.
Quando me entitularam “profeta das estepes”, apenas consumi em mim o que sempre consumi, dividi o que sempre dividi, e fiz, faço e com a ajuda de Deus farei o que sempre farei: A música, devidamente chamada de Cecília, os amigos, os auxílios – carnais e espirituais, as cervejas e os andares, pesares e intensidades; Tudo isso foi medido e avaliado para ser meu, em apelido, que hoje se faz sub-nome. Sub-nome que gosto, e me sinto abençoado por têr, e honro a cada dia que se passar. Eu mudei, mas, não mudei. Mudam-se as carnes, pelos, pensares, agires e fulguras, mas minha essência, alma e lampeijo ainda se fazem em mesmo. Eu não mudei. E nem pretendo.
Me desculpe se minha camisa não parece tão bem-passada. Eu mesmo a passo. Não dou a minha vó ou a minha mãe a incumbência de algo que elas já me ensinaram a fazer inúmeras vezes, comno também peço perdão se minha roupa não está tão alva: Eu não aprendi a batear com tanto afinco, por isso talvez algumas camisas minhas estajam sim se amarelando, mas, estamos trabalhando nisso, ou até mesmo me perdoe o tempero carregado no feijão, mas o sangue mineiro pede este toque, assim como a minha fé, minha complacência, e minha pérola. Não profiro mais palavras tortas, e nem prossigo em coisas perniciosas, mas, apesar desta aura tão “sacra” que eles me falam que estou a tomar, ainda sou o mesmo: Ainda danço samba-rock, ainda bebo, tenho minhas camisas, meu coração bate forte pela menina de cabelo escuro e tau no braço, ainda me emputeço com o sistema ferroviário, e vibro quando acho dinheiro na rua. O que assusta é: A partir do momento que você muda, as pessôas não lhe enaltecem ou vibram com sua nova forma de vida, apenas lhe tecem viés e pedras – Não se agradam por ver que você está buscando uma melhoria, ou que você simplesmente está se sentindo melhor assim.
Não te pensa, nem por um segundo, que me faço de bôbo, pois não sou. Fui ao mundo, vi, vivi e senti dores e prazeres, mas hoje me faço limpo porque cingiram-me a face, lavaram me o corpo e disseram: Caminha – e aqui estou. Não te pensa que não sei o que é mal, ou a manifestação da maldade, sei muito bem; E digo que de mim, a sinceridade e minha ingenuidade, fôram presentes que pedi a Deus Pai e Êle em sua misericórdia infinita me aceitou, me honrando com seu signo sob minha efíge, se te olhas nos meus olhos, não se sentes atraídas por mim, mas pelo Amôr que é amado por mim, e que me faz ser assim, “diferente”. A saída do mundo maldoso, para estar numa nova fase da vida e compreensão do mundo, e realmente ser uma pessoa melhor é bem dolorosa, lancinante e extasiante, mas, vale cada segundo, pois, minha pérola não se compara a nada, e minha vida agora tem mais brilho, e da ruína de minha carne se fez uma nova oportunidade para honrar os que amo, estimo, e guardei em minha alma - Sou água parada, mas sou bem turvo; Uma pena que você ainda não possa me entender, mas, se quiser eu lhe explico um dia desses.
E a vida – como sempre – continua.
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domingo, 10 de setembro de 2017
Mundo Invisível.
Veja, sou um príncipe.
Sou filho de um Rei, e que seu reino se espalha por tudo onde te vês, toca, cheira e afirma; Meu Pai mesmo me deu esta terra bôa e rica para viver e conviver em harmonia com meus irmãos, amigos e animais, e para te encontrar, te fazer feliz e te dar a rosa-dos-meus-dias. Fique comigo, e farei tôda a estrada se parecer curta, e cuidarei para que não nos falte nada. Talvez não tenhamos o que queremos, mas, teremos o que precisaremos daqui pra frente.
Perceba, não sou rico.
O Reino do Meu Pai não se encontra nessas coisas materiais, e sim nos sentimentos, momentos, abraços, andar de mãos dados, e no irrisório, no sobrenatural. As chaves de meu feudo não se abrem aqui. A pérola que lhe oferto não ornará sua carne, amada - é algo que nunca te sentistes, mas te peço que compreenda, pois é o único que eu tenho, e trago para você, e tão somente para você.
Note, sou das estepes.
Me encarrego de ser, estar e viver no/com/pelo degredo, porque foi aqui que nasci, e me criei, e por este chão que Meu Pai me cedeu, e os homens deixam, eu sobrevivo. Não carrego as riquezas de banco, porque delas não me preciso, não me faço - as ambições de se ter a bôa vida não são bôas; Cegam as pessôas e causam tristeza, morte, solidão. Eu quero ajudar a quem eu puder, e da melhor forma que eu puder, e assim ajudo meu feudo, e amplio meu feudo que há no além-terra. A terra é bôa e rica, e há nela espaço para tôdos, para crescermos sem nos machucarmos e degladiarmo-nos, aonde as gerações futuras sintam uma alegria imensa.
Porém, sou cego.
Minha cegueira se dá e se cabe ao mundo, das tristezas e amarguras que os homens fazem e se causam, então, me cinjo contra isso, e tiro os véus de minha face para algo maior, maior que mim, você, nossas vidas e o que podemos imaginar. Fecho meus olhos contra uma maldade sádica que me faz pensar que meu irmão é melhor que eu, e com isso, me cego - porém, no meio desta cegueira ainda sim tive olhos para a môça da Tau.
Perceba, sou claro.
A água parada é turva, e mesmo eu me turvando como a água, ou me rodopiando como um dervixe em transe, nas contas do meu masbaha tem muita coisa em intenção, muita felicidade e saúde em jôgo, muita oração pedida e ganhada de presente. A água rasa é transparente, mas não transparece sua fundação, logo, se acaba. Eu desci até a mina, por isso tenho muito o que falar, fazer, sentir, ter, dividir e dar sentido neste mundo, neste segundo, queria era te dar os peixes de minha vida, e ouvir algo em troca, mesmo que não me fôsse agradável, mesmo que não fôsse o que eu queria ouvir, ou que ao menos, se pusesse no meu lugar. Que lugar? O lugar de quem quer estar no lugar ao lado do seu lugar. Sair sozinho neste Sol não tem graça alguma - por isso, o hesicasmo tem me parecido bem mais proveitoso e digno de interesse. Meu interesse era ver seus olhos se apertando contra o Sol no Jardim Suspenso. Peixes.
Se aceitas isto, vens.
Vem como quem encontra a vera felicidade de um Sol se pôndo, da môça de vestido e sorriso brejeiro, como um pastel de feira num sábado de primavera, como se tudo o que te completa, te achasse em mim, e visse em mim uma alegria, como vi em você. E deixa ser, deixa viver.
Sou filho de um Rei, e que seu reino se espalha por tudo onde te vês, toca, cheira e afirma; Meu Pai mesmo me deu esta terra bôa e rica para viver e conviver em harmonia com meus irmãos, amigos e animais, e para te encontrar, te fazer feliz e te dar a rosa-dos-meus-dias. Fique comigo, e farei tôda a estrada se parecer curta, e cuidarei para que não nos falte nada. Talvez não tenhamos o que queremos, mas, teremos o que precisaremos daqui pra frente.
Perceba, não sou rico.
O Reino do Meu Pai não se encontra nessas coisas materiais, e sim nos sentimentos, momentos, abraços, andar de mãos dados, e no irrisório, no sobrenatural. As chaves de meu feudo não se abrem aqui. A pérola que lhe oferto não ornará sua carne, amada - é algo que nunca te sentistes, mas te peço que compreenda, pois é o único que eu tenho, e trago para você, e tão somente para você.
Note, sou das estepes.
Me encarrego de ser, estar e viver no/com/pelo degredo, porque foi aqui que nasci, e me criei, e por este chão que Meu Pai me cedeu, e os homens deixam, eu sobrevivo. Não carrego as riquezas de banco, porque delas não me preciso, não me faço - as ambições de se ter a bôa vida não são bôas; Cegam as pessôas e causam tristeza, morte, solidão. Eu quero ajudar a quem eu puder, e da melhor forma que eu puder, e assim ajudo meu feudo, e amplio meu feudo que há no além-terra. A terra é bôa e rica, e há nela espaço para tôdos, para crescermos sem nos machucarmos e degladiarmo-nos, aonde as gerações futuras sintam uma alegria imensa.
Porém, sou cego.
Minha cegueira se dá e se cabe ao mundo, das tristezas e amarguras que os homens fazem e se causam, então, me cinjo contra isso, e tiro os véus de minha face para algo maior, maior que mim, você, nossas vidas e o que podemos imaginar. Fecho meus olhos contra uma maldade sádica que me faz pensar que meu irmão é melhor que eu, e com isso, me cego - porém, no meio desta cegueira ainda sim tive olhos para a môça da Tau.
Perceba, sou claro.
A água parada é turva, e mesmo eu me turvando como a água, ou me rodopiando como um dervixe em transe, nas contas do meu masbaha tem muita coisa em intenção, muita felicidade e saúde em jôgo, muita oração pedida e ganhada de presente. A água rasa é transparente, mas não transparece sua fundação, logo, se acaba. Eu desci até a mina, por isso tenho muito o que falar, fazer, sentir, ter, dividir e dar sentido neste mundo, neste segundo, queria era te dar os peixes de minha vida, e ouvir algo em troca, mesmo que não me fôsse agradável, mesmo que não fôsse o que eu queria ouvir, ou que ao menos, se pusesse no meu lugar. Que lugar? O lugar de quem quer estar no lugar ao lado do seu lugar. Sair sozinho neste Sol não tem graça alguma - por isso, o hesicasmo tem me parecido bem mais proveitoso e digno de interesse. Meu interesse era ver seus olhos se apertando contra o Sol no Jardim Suspenso. Peixes.
Se aceitas isto, vens.
Vem como quem encontra a vera felicidade de um Sol se pôndo, da môça de vestido e sorriso brejeiro, como um pastel de feira num sábado de primavera, como se tudo o que te completa, te achasse em mim, e visse em mim uma alegria, como vi em você. E deixa ser, deixa viver.
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Caderno de Viagem.
Jorge, me protege aonde quer que eu esteja. Me proteja com suas armas, e tranca meu coração com seu alarbado. Peço para Francisco que me abençoe e me mantenha no caminho mais belo - que vem a ser o mais torturoso, o mais doído, mas que me liberta de tudo aquilo que hoje me causa lágrimas, solidão e raiva - de muito gorda a porca já não anda. Agradeço a Cristóvão pela guia, e companhia nas longas estradas, por ter me levado e descido até a mina d'água, e peço que me abençoe com o meu olhar infantil de criança nas ruas do mundo. Clara se mantenha sendo meu barravento, me deixando na luz do maior, e que Cecília sempre me traga incentivos, carinhos e amôr aos ouvidos e alma - seja, Cecília, maior que tôda essa desilusão terrena e passageira no meu peito. Com Maria sempre me deixando esconder na barra do seu sari, e com Jesus me ensinando o porquê de tudo isso.
E quando eu desci na mina d'água eu
Faz algum tempo que entendi o que significam palavras, atos, e tôdas essas coisas. Percebi que as pessôas raramente mudam, e poucas vezes para melhor - cousa já prevista quando olhamos para o panorama geral da nossa sociedade; Mas, quando me sou, faço ou espalho a bondade que carrego fora dos muros daquela igreja de pó-de-ostra, as pessôas se assustam, armam, e pensam inúmeras coisas - menos o que realmente está acontecendo (ser bôm, gentil, cortês), e não acreditam mais na bonança do dia, e isto muito me magoa, muito me dói, e faz algumas vezes pensar em desistir em tudo de tudo e com tudo. Crer nas pessôas é pôr um copo de veneno na mesa junto de outros dois, os misturar, e esperar a reação. A culpa não é de quem é bôm, mas de quem extirpa e mata a confiança do outro - fácil assim. Por mais que devemos como sociedade e irmãos sermos mais unidos e solidários, não vemos isso atualmente. E talvez nunca veramos como antes...
Deitando minha cabeça no travesseiro, a cabeça pesa mais e a lágrima escorre, fazendo a alma aboiar e o coração apertar. O que sobrou foi a fé, uma esperança num amanhã melhor e maior que tudo isso, em uma recompensa que é paga com a própria carne, que nem tôdas as cervejas pagariam ou tôdas as consortes dariam. É o vento do Seo Fábio que acarinha minha cuca, é a minha mística, é as mãos unidas na boca pra agradecer, rezar, e amar, louvar. É o Luizão segurando o Pietro no colo e Deus sendo Deus. E eu sendo cada vez mais livre, solto, leve, vazio, pleno, até o dia de nunca mais ser mais nada, a não ser uma bêsta lembrança no pensar de alguém.
Deus permita, que logo menos eu deixe de ser tudo isso, e que neste louco e solitário caminho que eu escolhi, a fôrça de Sua mão me traga a vera alegria, e que essa dôr cesse logo, e quando tudo isso se acabar, que apenas sobre a verdade, e tudo aquilo que foi irrisório, mentiroso, superficial, maldoso ou desnecessário caia e fique apenas meu malpesado peso sobre a terra cã.
E quando eu desci na mina d'água eu
Faz algum tempo que entendi o que significam palavras, atos, e tôdas essas coisas. Percebi que as pessôas raramente mudam, e poucas vezes para melhor - cousa já prevista quando olhamos para o panorama geral da nossa sociedade; Mas, quando me sou, faço ou espalho a bondade que carrego fora dos muros daquela igreja de pó-de-ostra, as pessôas se assustam, armam, e pensam inúmeras coisas - menos o que realmente está acontecendo (ser bôm, gentil, cortês), e não acreditam mais na bonança do dia, e isto muito me magoa, muito me dói, e faz algumas vezes pensar em desistir em tudo de tudo e com tudo. Crer nas pessôas é pôr um copo de veneno na mesa junto de outros dois, os misturar, e esperar a reação. A culpa não é de quem é bôm, mas de quem extirpa e mata a confiança do outro - fácil assim. Por mais que devemos como sociedade e irmãos sermos mais unidos e solidários, não vemos isso atualmente. E talvez nunca veramos como antes...
Deitando minha cabeça no travesseiro, a cabeça pesa mais e a lágrima escorre, fazendo a alma aboiar e o coração apertar. O que sobrou foi a fé, uma esperança num amanhã melhor e maior que tudo isso, em uma recompensa que é paga com a própria carne, que nem tôdas as cervejas pagariam ou tôdas as consortes dariam. É o vento do Seo Fábio que acarinha minha cuca, é a minha mística, é as mãos unidas na boca pra agradecer, rezar, e amar, louvar. É o Luizão segurando o Pietro no colo e Deus sendo Deus. E eu sendo cada vez mais livre, solto, leve, vazio, pleno, até o dia de nunca mais ser mais nada, a não ser uma bêsta lembrança no pensar de alguém.
Deus permita, que logo menos eu deixe de ser tudo isso, e que neste louco e solitário caminho que eu escolhi, a fôrça de Sua mão me traga a vera alegria, e que essa dôr cesse logo, e quando tudo isso se acabar, que apenas sobre a verdade, e tudo aquilo que foi irrisório, mentiroso, superficial, maldoso ou desnecessário caia e fique apenas meu malpesado peso sobre a terra cã.
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