quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Rússia; 1976.

Era um dia frio (como todos os outros são); Estou sentado no banco de concreto da calçada pensando no que houve alguns momentos antes, mas, por mais que eu tentasse esquecer, foi na margem do Rio Volga em que eu vi o Meu Amor chorar. A sua pele tão Morena-Canela virando branco-neve neste frio, a lágrima quente como Vodka seca, que eu fiz questão de secar até a última gota desse mar...
...E foi na margem do Rio Volga que eu fiz o Meu Amor chorar.
No seu colo de Babhushka eu repousei a minha cabeça, e descansei e desencantei a minha juventude, no seu colo; E aí a Morena-Branca se perdia a cantar aquelas músicas, que eu não sei gostar, mais, sem sua voz, eu soube aproveitar cada melodia e dissonante.
Poderia ser Anya; Kathya; Elizha; Nikita e Marya. Ou então Yulia, Yuli, Yuri, Amanda, Nadya ou Lolita; Mas Elyzhabeth, me fez andar, e declarar o meu amor á sua vida tão Morena, nas margens civis do Rio Volga.
Quando Elyzhabeth chorou, o frio não perdoou e nos rodeou. E logo em um surto, o tempo apertou; E num instinto primal, como o Krëmlin eu a cerquei, fazendo a refém dos meus braços como muralha e te esquentando com meus casacos intensos.
Na margem do Rio Volga, vi o meu amor em mim se encostar, com seus olhos meio orientais, apaixonados a me olhar, e quando de súbito em um momento, eu a beijei, os sinos da Matriz de S. Basílio começaram a gemer. Na avenida principal, havia muitas pessoas a andar, comprar, viver, e até mesmo a beber, mas o frade no meio da rua, passando com seus passos rápidos e medianos, sentiu o poder imenso e belo do nosso amor, e estando com graça, nosso amor abençoou.
Mãe Teothokos, pode me ouvir? Se me ouve Mãe, abre essas nuvens. Mãe Teothokos de Kazan, olhe pelo nosso amor, duas pequeninas crianças, defronte pro rochedo no mar, vendo o resto do mundo sem ter vontade de o mudar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Fraseado #9

Eu acredito na voracidade e eternidade do infinito tanto o quanto eu me fecho para o mundo, ou seja, eu acredito que a vontade do mundo seja de cair e não se reerguer, como eu mesmo fiz há algumas encarnações atrás. Tudo parece fácil, mas, chegar, e lutar até conseguir o prêmio, e usufruir d'Ele, não é tão fácil. Tudo é cheio de regras, débil e inano para quem está fora do jogo, por isso as vezes nos é necessário entrar e rolar os dados.
Ratos, se guardem nas vossas tocas e esperem vosso fim. A liberdade está vindo e ela tem cheiro de Jasmin, e quando eu olhar aos Céus, e ver a Aurora reinar, caro amigo eu vou te falar: Se algo de mal me ocorrer: Hosanaì, e terei me salvado no ar.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 De Setembro.

Senhor, sei que tu me sondas...
...Assim como também sei que a vida continua a cada vontade de desistir; Pois é nos tranco que tenta nos parar que nós nos fazemos mais e mais fortes, até que sejamos blindados a tudo, e que nada possa nos atingir. Deus Meu, Deus Meu, obrigado pela força que me dá a cada segundo, a cada fraquejo da minha voz, e acada tremor dos meus pés. Obrigado, por me estar pela fronte e detrás e me ensinar a abrir a boca e falar. Simplesmente falar.
Senhor, cure minhas feridas. e se não for o Senhor a curar, ao menos mande um anjo lindo para curar minhas chagas e aliviar a minha dor, que ela veja, que coisas que faço/fiz são apenas tentativas frustadas, e semi-desesperadas de chamar a atenção, e pedir um pouco de cafuné entre os seus seios, e cochilar com ela entre o meu abraço. E Deus Meu, rogo-te que quando eu achar pela milésima vez que a Cruz me dói, manda este mesmo anjo, ou me dá mais força e deixa eu continuar a caminhar, e faça por favor o vento soprar, para dentro do meu espírito; Para dentro de todo o meu ser.
Ensina-me a jogar o jogo deles, e não ser mais bobo de ninguém, que as minhas palavras sejam as minhas palavras, e que se preciso for, que eu perca minhas mãos, mas que não me arrependa do que faço. Deus Meu, olha o povo sujo e imundo que são. Se traem e tropeçam nas próprias promessas, e cuidam dos outros como se fossem dos seus! Perdoa-os Deus, ilumina-os, e os faça ver que eles machucam quem os amam! deus, tire a venda do olho d'Eles, os faça melhores, sempre.
Deus, olha pelos velhos em asilos, olha pelo coração solitário de quem está prestes a tomar coca-cola com chumbinho, e perdoa o menino que acha que Skinhead é a mesma coisa que Nazi, sendo que os verdadeiros Skinheads estão com suas lindas raízes fincadas na Mãe Jamaica. Abençoa a menina que magoa, e ama em dobro para fazer sarar a ferida do seu marido, e cuida do cara que acha que já conseguiu tudo o que queria aos 19 Anos, sendo que a vida d'Ele inda nem começou. Deus, reine em nós, como reinou-se no povo hebreu.

domingo, 4 de setembro de 2011

Canto I

Nasceste Rosa, não por má vontade;
Nem por falta, ou não ser.
Nasceu num dia, onde era noite;
Nasceste pura, no Inverno estial.
E seis meses após...
...Ele nasceu errante
, do ventre seco.
Não havia a quem lhe rogar;
Por piedade pia e divina, Maria!
Seu amor lh'O deu.

Anos se passaram
E as bochechas cresceram,
Os seios se aumentaram.
Cada um ficou perito em suas areas:
Um em vinis, e brigas e cervejas
Ela em beijos, risos e músicas de meninas.
O riso virou um ponto de paz e perdição,
No qual ele se prendeu perdidamente.
O soco inglês a redenção do maldito,
Aonde um anjo lhe fez parar para a amar.
O som virou fonte de desabafo para ambos.
Assim, o tempo lhes fizeram em reencontro.
Lindo Suedehead.
Linda Garota Morena.
Você é o mais lindo que eu já vi.
Você dentre todas, é A Minha.
Seu cabelo tem mechas ruivas,
Seus braços me fecham em muralha.
E de um jeito estranho, eu...
...Não diga nada, eu também amo você.
...Acho que ela está na sua.
...Eu rezo para que ela esteja na minha.

E estamos. Até hoje.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jó.

Desde que me tenho por gente, eu sempre fui um Jó (senão, a reencarnação do mesmo) convicto e apto para fazer o seu melhor: Crer e esperar.
Esperar meus pais não se acertarem, esperar a separação deles, esperar que minha inteligência e negligência desse fato fosse igual a de todos que estavam ao meu redor, ter paciência por minha fala ser rápida, gaga e moto-contínua, e eu ter que a repetir, ter que esperar por ter o amor da minha vida por três anos, tive que nascer, morrer, ressucitar inúmeras vezes alter-egos dentro de mim, tive até mesmo que mentira para sobreviver, me esconder atrás de uma máscara de socos ingleses e cachecóis na cintura para me sentir vivo. Tive que ver coisas que nem eu acredito, para poder saber da existência de Deus Pai sobre a Terra.
Paciência, por quê eu? Me sou de Áries, tenho a forma certa de botar para quebrar, não me necessito de paciência, meu amor me ama deste jeito, então, por quê deveria te ter justamente agora, que não me falta quase nada?
Porque simplesmente é o que mais sinto falta. Vivo em constante desatino com você, porque te amo e sinto tua falta na minha vida, e por mais que você não acredite em mim, eu só quero você mais que tudo, mais que tudo, te adoro mais que tudo, e te desejo todas as noites antes de dormir, e espero um dia te ter somente para mim, conforme é dito em minhas rezas para Deus, Eu Amo Você.
Eu preciso ser Jó, porque me sei que depois de uma tempestade ajustada para morrer, eu estarei preparado para a onda que tentar virar o meu barco. Seja a vela que me indica a direção, para onde ir, o que fazer, por qual rota tomar, e eu lhe juro; Morena, que lhe farei o sangue ser pulsante sobre a crina/reia do baio branco; O infinito é pouco para nós dois.