sábado, 27 de outubro de 2012

Jade.

Se quiser me conquistar, fale de música. Eu amo música. Fale de religião, história, e coisas que sejam harmoniosas a isso. Se quiser me conquistar, use o cabelo solto, esteja de jeans ou vestido, ou esteja como você se sinta bem. Me mostre sua confiança, e me mostre como você é, de cara limpa, e sem medo da minha reação, eu te prefiro inteiramente pela metade, do que como completa, porém vazia e derramada. Se você quiser me conquistar, fale de ti, e deixe eu pescar interesses em comum, e me fale de tuas coisas, teus anseios, devaneios, vontades e desejos. E, quando eu estiver na sua, eu vou tentar agir como um idiota. Aí sim, você vai ver que tô na sua. Por favor, apenas ria, e consinta que estou na sua, e ou chegue junto, ou espere eu te pedir para beijar.
Sim, eu peço.
Minha mãe e minha vó me deram educação  Meu sangue é mineiro, minha gana é paulistana, minha cultura é inglesa, e minha cara feia é européia. Sim, eu sou o cara da América do Sul, da Alegria, Alegria, e do inútil pranto, e inútil canto dos anjos caídos.
Deixe eu gaguejar quando eu for te pedir para te beijar. Apenas ria, me mostre seus dentes lindos e brancos como marfim e diga um lindo, sonoro, e bem baixinho: Sim. Deixe que eu enrole minha mão em teus cabelos, encoste meus lábios nos teus, te dê um beijo, dois beijos, e te faça feliz. Deixe eu continuar sendo eu mesmo, eu lhe peço, respeite isso, e deixe eu passar a mão em volta da tua cintura, e andar com você. Seje por onde for, mas, deixa eu mostrar ao mundo que hoje você é minha. Hoje e sempre, quero eu. E se estiver frio, deixe eu tirar meu casaco, e cobrir você da friagem, sereno, chuva, ou o mal que for. Eu te quero bem, te quero mais, muito bem, e muito mais que eu. Sou mais teu do que sou você.
Quando chegarmos no metrô, não se segure em nada, se segure em mim, ou, se preferir uma coisa mais sexy, boba e romântica, encoste-se em mim, e deixe eu abraçar você e beijar tua testa. Deixe que eu faça o caminho maior, com mais transferências, baldeações, e espaço de caminhada, não para sua mãe e seu pai brigar contigo, mas, para termais tempo contigo. Cada segundo é essencial, necessário, maravilhoso e cheio-de-vida ao teu lado.
Deixa eu olhar nos teus olhos, "zóinhos de jabuticaba" e te dizer como te quero, como é maneiro, e me deixa feliz que exista alguém que me faça bem no universo, alguém como você, deixa te dar mais um beijo, segurar sua cintura, e por a sua mão no bolso de trás, não porque eu quero sentir sua bunda, mas, porque eu não quero te deixar ir embora de mim. Quero teu perfume, tu'essência, teu amor, o que eu tiver direito de ganho e certeza, enfim, quero você.
E, se você quiser me amar, me ame. Faça cafuné na minha cabeça, faça sexo comigo do jeito que for melhor para nós dois, ande comigo na chuva, venha conhecer a minha bagunçada e requisitada vida, ouça comigo uma música que eu gosto, Smiths, ou um vinil do Simona, ou de quem seje, vire para mim e fale: Vamos sair para onde você quiser. Mas, quando eu te perguntar, se está tudo bem, seja sincera; Você tem que me amar, e não babar meu ovo, tampouco se sentir de saco cheio. Você tem que me completar, e não ser igual a mim.
E, isso que eu espero de mim, de ti, do universo e de Deus.

Pensando Nela.

Escrevo, pois, estas linhas irão me socorrer, elas tem que me entendem, elas merecem me ter. Mando o meu traçado torvo de palavras ao universo, em forma de escrito e proseio, para que minha vida faça bem a alguém, que alguém tenha alguma lição n'aquilo que escrevo, sinto, penso e falo; Mas, ultimamente ando-me sem força para continuar qualquer projeto meu, ainda mais um projeto tão sadio e forte como este, que ganhou vários amigos, adeptos, seguidores e afins ao bando. Por isso, ás vezes muito post saem do nexo, e tomam rumo diferente: Há muito o que se dizer, mas, não em coeso.

Agradeço a Deus, pela força, coragem, fé e batalhas vencidas! Pelos amores, ódios, verdades e mentiras, pelos sons, olhares, e tudo mais o que vier em minha direção, para eu aprender ou ensinar. Que o Sol brilhe forte, mas, que faça frio, e a brisa me traga nos braços tudo o que nunca tive, que a justiça prevaleça, e ganhe do mal. Que a verdade suporte a tudo. Que eu seja mais verdadeiro comigo mesmo, e não me auto-vele para as coisas do mundo, mas, cada vez mais me expanda, cresça, e fortaleça.
E que Deus cuide da menina que faz café. Que ela venha, que ela fique, que ela seja, e esteje. Que o som do riso dela, seja a minha paz, que o gemido dela na minha orelha, seja a minha perdição, que a oração que sai dos lábios carnudos dela, seja minha fé, e que sua mente seja aonde eu repouso, e esteje nas horas boas e ruins, como amigo e inimigo. Que n'Ela, os seios me sirvam como recosto, atrativo, e fonte de vida pros meu filhos, que no riso dela, esteja minha vontade de viver mais um bocadinho, e que na hora da minha morte, qu'Ela me aperte a mão, m'olhe nos olhos e diga: Valeu a pena Tigrão, descansa que chegou no fim. E que quando eu chegar no Céu, qu'Eu agradeça aos Céus, por tudo o que tive, e pelas coisas que aprendi e ensinei, por tudo que meus olhos viram, e transmitiram aos meus.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fraseado #10

Quando eu morrer, eu quero que o tempo esteja frio e nublado, mais, que tenha uma fresta de Sol obtusa no ar, solta, sem rumo até. Que ela tenha toda a certeza, de que minha alma se desprendeu do corpo, e que ela se abjuntou de Deus, e da paz que antes eu teria somente nos teus braços.
Quando eu me for, eu quero uma festa, com direito a venenos mil, e bençãos de padres e monges xintoístas, e que eles ruleiem com suas orações a minha alma, até que eu me sinta completamente morto no vazio (mesmo já estando), e que eu ache o lugar de minha alma, aonde ela se caiba, se resolva, e se refaça em calmaria.
Sinto saudades do tempo em que te olhava de longe, te mirava, e sentia teu cheiro quando passavas por mim, eu sinto saudades, Ó Meu Deus, do fichário comprimindo seus seios, do teu riso manso como um cordeiro, e das coisas que eram boas e morreram antes de mim nasceram. Sinto saudades do cabelo comprido, do soco inglês, das idas as galerias, e de quando a vida era pequena demais nos meus quatro quarteirões.
Sinto saudades de sentar com o Nei para almoçar, assistir Globo Esporte e ouvir Los Hermanos, sinto saudades de me cortar, para cada vez mais sair essa sujeira de mim, para que Deus esteja em mim, e que a morte mais ainda, que tudo o que eu disse de todos se invada em mim, se reine em mim, e que, como um câncer, invada cara poro e veia de mim.
Que eu morra debilitado, só, pois a realidade me atordoa de tal modo que nem sei mais se durmo, ou se dormindo eu acordo e sonho acordado. Atirado aos leões, que me tenha em Deus a morte mais linda e brutal, que nem mesmo Calígula tenha visto no Circus Máximus, que São Pedro abra a escada de serviço do Céu, porque é por lá que eu vou entrar, não me tenho nada a dizer e nem fazer, chega de idiotices, e bobagens. Minha vida acaba-se aqui. Não sou mais ator, ou papel, nem evangelista, nem o "São Icy Ox No Santo Campo De Centeio". Marcus Queiroz se encontra na ponta de um penhasco, com um terço na mão, e um rabisco em sua mão, faça um favor a humanidade, e entregue-o a sua amada, que não tardou em voar, e conhecer outros paucalares. O grito que sai de tua boca é tão forte, que se o proferido for, chega até a sair som nenhum!


Cortarei meus pulsos, entregarei meu cadáver na praça da estação, ponharei meus olhos perante o altar-mor do Senhor Morto, mas, ti, nunca mais verá meus olhos de novo, nem verá de meu corpo, e nem terá do meu  sangue no teu. Estou me sacrificando, para me ver livre de você, e isso me faz mais infeliz ainda. Estarei eu jogado aos ventos, e sem ter o que dizer, eu apenas vou olhar, e fitar, rezar, e apreciar cada segundo que me resta.

Eu amo você. E ainda lhe amarei mais e mais.
Lhe darei o tosqueio e o estio de uma passagem boa, um pôr-de-Sol com chimarrão e um solo de violão para te lembrar das músicas de escutar com quem se ama, ou com quem faz bem por apenas existir ao nosso lado.

domingo, 21 de outubro de 2012

Arranjo.

"Eu tenho outra pessoa"

Em todos os teus fazeres;
Faça o que fizer, faça bem.
Mostre teu ponto de vista a quem te interessar:
Diga, ouça, brigue, exponha.
Não ande para trás, nem olhe pro lado.
Honre sua família, sua história, seu feitio!
Tenha sua opinião, seu caráter e valor.
Tenha a força de andar, e ser forte.
Ande com a cabeça erguida;
E tenha da tua vontade como guia!
Nunca perca, ou esmoreça!
O mal padece e perece diante do justo que tem amor!
Você nasceu para ser único,
e sua unicidade valerá por tudo.
Até pela vida, até pela morte!
Fique firme, e lute até o fim.
Pois no fim da guerra,
quando a névoa abaixar;
E ninguém contar a história;
Conte o teu ponto de vista, e mostra:
Que tudo valeu a pena,
Tudo foi lindo,
E tudo permanece-se lindo;
Com ou sem tua razão de viver...
A vida não se acaba. Nunca.

domingo, 14 de outubro de 2012

O Deserto De Cemal.

Eu hoje, não sou nem metade do que era antes. Não tenho mais riso, não tenho a cara aberta, meus olhos não fitam os olhos de ninguém porque estão cansado de verem olhares e esperarem algo em troca. Definitivamente, minha esperança a cada dia que nasce, e eu não tô nem aí pra porra nenhuma mesmo, espero só poder saldar todas as minhas dívidas, e que Deus olhe por mim.
Estou cansado de me demolir por alguém; Não por não ter personalidade - muito pelo contrário - Mas, por tentar ser, e por alguns dois dias, ser uma pessoa boa para outras pessoas. Estou muito cansado de pedir desculpas quando a culpa não é minha. Eu não quero andar na chuva quando o Sol desponta, e não quero ter amigos só porque eles querem saber como é uma frase em inglês, ou porque minha oração é forte, ou tampouco porque eu entendo de música. É tudo um fato preso no rabo da espadotéa.
Eu, a partir de hoje, vejo que caminhar por mim, e por mais tortuoso que seje, devo traçar um caminho só. Que São Jorge vá na frente, abrindo meus caminhos, e me livrando do mal, Mãe Maria me livre do mal, e me guarde em seus braços, e o Senhor do Bonfim me guie em paz até o dia qu'eu morra. Eu não posso, não quero, e não vou me prender a qualquer tipo de dogma, religião, amizade, convivência, ou até mesmo de relação. Infelizmente, percebo agora que meu apego é excessivo, e que tenho que vagar no deserto por mais um naco, voltar aos tempos de "Sionita" quando perdi o meu tesouro, quando perdi meus trêsanosemei, quando perdi a minha vontade de viver, quando eu me perdi.
Quem, entre tantos, gostaria de andar na paulista comigo, tomar um café, ir num museu, ver igrejas velhas, ou até mesmo, ficar parado tocando violão, ou ouvindo música realmente boa? Quantos, entre vocês, teria paciência de receber, e ouvir, e me fitar com qualquer tipo de olhar, e ouvir tudo o que sei, tudo o que tenho a dizer, e depois apenas me abraçar e dizer que está tudo bem? Quantos dentre todos vocês não se revoltam quando eu digo o certo, não porque sei, mas, porque não quero que vocês passem vergonha no futuro? Quantos de vocês, não são mais infelizes do que eu?
Sabe aquele Sol que todos vêem? Eu também vejo. Mas, não sinto mais tanto tesão como antes. Não me sinto mais tão afim de descer correndo pela rua, tampouco de viver com um propósito. Eu agora vivo por mim - coisa que nunca quis, nunca gostei - e percebo que me torno mais um desiludido, e mais um cara que transita pelas ruas da cidade, mas, que vou fazer? É tudo a mesma coisa, é tudo o mesmo charme. Acaba-se tudo na eterna morte do corpo, e vivença do espírito.
É estranho não se ter com quem conversar, mas, acho que de algum modo, Deus me preparou bem para isto. Afinal, foram só 19 anos para não ter para onde correr, abaixar a cabeça, ceder a vontades, e calar a boca e só dizer d'Amém para todo mundo. Me sei que o deserto é um campo extenso, mas, não sei o quão extenso é; Gostaria apenas que o dia de hoje me traga bons ventos e melhores dias do que antes. Deus, tem a piedade de mim, e não me faça forte. Me faça ter pés e passos firmes, olhos que sobrevivam as rajadas d'areia, um coração forte que não guarde mágoa nem rancor, e que cada um que passou pelo meu caminho, que você abençoe, junto com Mãe das Candeias, que mais vale o teu poder, do que a minha fraca oração.
Que cada dia renove-se em uma vontade, um desejo, um momento. Que a vida seja mais o que a gente consiga ver, e que a morte não seja algo em vão e doloroso, mas, seja a porta de entrada para um mundo novo. Sejamos, fortes para aguentar qualquer barra, e, no que vier pela frente, que Deus cuide, Deus abençoe.
Que a solidão seja suprimida por orações, ações de caridade, e devoção. Que a solidão morra com as músicas tiradas no violão, que a mente vazia não seja mais oficina do diabo, que quando sobrar os seus 20 contos, que se dê ao luxo de ir comer sua feijoada violenta no centro da cidade, que sua liberdade de expressão seje libertada, e que seu coração não sofra tanto. Se dê a esse direito; Afinal, você não vem ao mundo para sofrer, tampouco ser escravo de ninguém, sua missão é viver e ser feliz. Seja positivo, e atraia a positividade, assim, como atraí a Milady, e adjacentes...Tudo é uma questão de ser do bem, e estar de bem com a vida que nos resta. Cada segundo é final, então, não pense muito, mas, pense bem e pense o suficiente para ter a certeza que este passo será maravilhoso. O que ficou, não é para ser pensado com saudade, mas, como uma hipótese de menor sucesso. Tenha fé, que tua estrela ainda vai brilhar. Eu vou te botar na minha reza, e nela vou dizer tudo o que está acontecendo. Deus há de guiar teu caminho. E eu vou seguir o meu, sendo o Sionita que anda Sionitando por aí.
Sem mágoas, sem raiva. Longe de todo o tipo de negatividade, e de todo o tipo de mal.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Fraseado Torto.

Descendo as ruas do centro velho;
A caminho de Sta. Agnes, com você.
Meio atrasado, mais eu ouvi, assim,
Que tudo é tão lindo e azul, eu sei.
O vento bate, e é bom demais;
Ele dança nas ruas do mundo.
Vendo o Sol nascer no céu cinzazul;
Para poder curtir toda a potência do mar.

Ela vestia uma saia preta e tal,
e sorria sempre que eu a beijava.
Meus olhos pareciam duas pedras,
que só se moveriam, para te beijar.
Deixando os olhos seguirem a você;
Eu vejo até onde ninguém vê.
Seguindo regras, desarmando leis,
Entre o campo de trigo,
indo por campos e flores.

Imagens feitas de som, descem;
Nos meus olhos de viagem perdida.
Se um dia eu me encontrar,
eu poderei entender as coisas do mundo?
Eu só sou vivo quando acordo;
E sou só seu quando vivo,
As criminosas estão livres;
Então prendam seus corações.

A Milady e o Cavaleiro.

Há tempos, houve um homem. Nem bom, nem mal, um homem havia, e um homem tinha. Um homem modesto, de gestos bons, e fala rude e faceira polida, como um aço forjado em brasa forte. Este cavaleiro andante, conheceu por suas idas e vindas ao centro da Terra, uma Princesa. A princesa, por sua vez, repudia os atos do nosso amigo cavaleiro.
Mas, o tempo é senhor da razão, e mestre da lealdade. Prezando por sua saúde (e métodos mais suaves para envelhecer melhor), o Cavaleiro arranjou o gancho para ficar melhor: Parou de encher o jarro de cerveja, e agora, reduz a carne (Aos poucos, aos poucos...), e aos poucos, se aproximou da princesa diferente, se perdeu em seus lábios, suas vezes, seu rosto, seus olhos, e, quando viu...Fodeu cara, a estava amando.
Ela o seduziu, o puxou para seu quarto, o atou, leu de seus escritos, usou de sua beleza, e o incluiu em sua história; Fez até cachorrada pior: Contou de seus segredos, abraçou-o forte, e mordeu-lhe os lábios, e pescoço. Ele a segurou, protegeu, livrou do frio, e lh'a serviu de armadura, colchete e alpendre, para lhe livrar do mal, e do vento forte. Os dois, estranhamente, se completavam, e contemplavam. Quis o destino, que os ventos o levassem um tiquinho para longe dela, que ele sentisse ciúmes dela, que ela achasse qu'ele não a quisesse mais, mas, se der tudo certo, amanhã começa tudo de novo, com um novo passo, e bem melhor, obrigado!
E, antes que me perguntem: Sim, há um mês eles se amam. E muio, e bem.