Tirei o cordaço do píquete, adeus terra firme.
Adeus amigos, e adeus amigas, se ponham com os olhos nos olhos dos outros, e vejam a face do Cristo no rosto do outro, e vejam seus pecados não só no ato penitencial, e se perdoem e se amem não só nos muros de pó-de-ostra. Tô por aí, segurando a vida pelos dentes, e voltando de onde nunca deveria ter saído, e os sinalizadores que eu acendi e ninguém viu, e os pendões que levantei, não digam depois que viram, não digam em hora alguma que viram, pois, se realmente vocês tivessem visto, vocês iriam ter comigo, vocês seriam meus como eu tanto fui de vocês. Tô indo brincar de balanço com o pescoço, e estou esquecendo e deixando tôda essa lama e procedência duvidosa de lado. Ai de mim, Jerusalém, porque êles são maiores e pequenos que eu; Ai de mim, Assis, porque meus pés não tocam mais o chão; Ai de mim, Capadócia, porque no manto da Candeia e na voz de Cecília eu me guardei.
Caí no areal, e na hora da graça, me guardei. Guardei para mim os olhos do Cristo, e cruzei os braços do leme e quilhéu. Caí no areal, e até achei graça para tôdas as coisas serem como devem ser, e onde estão. Cai em mim a água da tristeza, e a tristeza se faz minha capa, e olho nos olhos de quem me fez promessas, de quem me ostentou concórdias e palavras: Aonde estão? Onde lhes cabem? Por quê? Diz a mim, voz initerrupta do feo, porque não te diminui em contraste com a Luz que emerge da linha horizontal do infinito? Deita-me nos teus braços, mais linda entre tôdas, e põe tuas mãos no meu rosto, desalinha minha barba, beija-me a testa e me dorme, me anoitece e nunca mais me deixe amanhecer, porque descobri hoje que a última luta é sempre a primeira: Tem dôr, tem fraqueijar, tem mêdo, mas logo ela cessa, e logo se é vencedor. Enrola-me nos teus braços, e mortificado, não deixa que meu corpo seja profanado, profana-o você primeiro. Bate-me nessa carne por tôdas as vezes que machuquei, omiti e menti, e pisa na minha boca por tôdas as vezes que tentei em vão me explicar e só me danei, e opr tôdas as vezes que eu tentei falar, mas me calei. Corta meus cabelos e os triunfa, dando aos porcos e aos peixes de mar doce, mostrando que minha vaidade era loucura. Põe-me na vala de lama, e deixa que os carangueijos sirvam-se de mim, para que ao menos uma vida, me tenha em utilidade da comunidade, da natureza, de Deus.
Depois disso, sairei da lama, como sempre me saio, e caio para a concórdia. Vou içar as velas do barco, e ir para onde a deriva mandar, e sozinho, como sempre foi e sempre há de ser, me encontro. Estarei longe, aonde tôdos os telefones não tem sinal, e as cartas não conhecem endereço, e os telegramas de vêm-me-ver não chegam. Estarei em algum lugar do oceano aonde tudo mantém-se inerte, solitário e vazio. Aonde o silêncio dói os ouvidos. Então, não se preocupe, e nem ache que há tempo ainda: Se você não percebeu, agora nesta linha te percebo, é tarde demais...
Não me siga, e não me faça perguntas que você já sabe a resposta, e nem venha se fazer presente se faz meia-volta e logo se vai embora sem realmente ter ajudado, ou ouvido de coração limpo e olhos abertos. Olha no último grau-de-linha, lá no fundo, já estou quase a sumir, não grite, não vou te ouvir, aqui neste porto não me tenho em felicidade, então, na contemplação da solidão, serei refém da água e das estrêlas, e no meu maior mêdo, eu me fecharei.
Quando entender o significidado disso tudo, apenas feche os olhos, e os abra, siga o jôgo. Não me venha dizer algo ou querer falar algo construtivo ou cheio do espírito, por favor, entenda que tudo isso já disse, desdisse e repeti, mas, você não entendeu e não tomou partido, e neste interém, dizer tudo o que já disse para mim, é tirar água de um pôço e enchê-lo com o mesmo balde. Agora, é tudo muito tarde, então, apenas siga, porque é o que estou fazendo.
Até.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
segunda-feira, 26 de junho de 2017
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Deep Blue.
A arte da Solidão é muito mais do que estar ou ser só. Há mais coisas que englobam e fazem prudência no eremitismo de um ser - Independe de causa, reiligião, pensamento, ou forma de vida. A solidão é um casamento muito do possessivo, aonde só se olha, toca, sente, comunga e atrai sua senhora.
Alguns, ainda, optam pelo exílio como forma de vida para não mais ter com pessôas que lhe magoaram, outros apenas fazem uso para pôr a cabeça em ordem, outros como pretexto para a libertinagem, e mais outros diversos motivos. Para quê? Por quê? A Quem? A solidão é mal do século, e nos afasta enquão irmãos, deixando abismos enormes, e dando o outro a forma mais dura e rudimentar o medo - Há alguns de nós, irmãos, que precisam ter ombro-com-ombo, que fingem fortaleza, mas são fracos, e tantos outros adeptos da bandeira do Nazareno que mais parecem carregar a bandeira do geraseno. Há pessôas que apenas fingem se importar, fingem comungar com uma verdade geral e uma união que não vejo: Assim se cria a solidão tradicional, assim se matam almas e essências de pessôas aos poucos, bem lentamente.
Entenda: Solidão é diferente de isolamento, assim cabe entender, e medicar os doentes, de carne e de alma. Deixar o solitário vagar em seu deserto é estritamente perigoso, assim como para quem se isola, correr o risco de nunca se adaptar novamente em sociedade, tanto como o depressivo de sentir prazer nos raios de Sol. A missão, enquão não compreendida, tange, fere, corta e mata; Porém quando compreendida (aos poucos ou muito), se torna instumento de ensino a quem sofre e a quem cura o sofredor - dá-se mais prazer a vida, e deixa bem estar presente nos locais, e nos corações, deixa a vida ser vivida e vívida.
Olhe nos olhos do irmão e tenha compaixão, mantenha o amôr, e una; Cure as chagueias que nossos outros irmãos fizeram ao irmão que sofre; Doe palavras de incentivo, amôr, paz, carinho e união, pois se em cada um de nós existe uma centelha de Deus, unidos seremos mais do Triúno; Que nós possamos, cada um em nossa pequenez e limitações, fazer nosso melhor por nós, pelos nossos ao nosso redor, e por Deus. Não digamos palavras que aborrecem, não permeneceremos em um único ponto de vista, e nem façamos atos maldosos contra os outros, sejamos água, e deixemos a causa boa ser motriz, e atrair mais bondade para nós.
Deixamos nossos corações dividir seus batimentos com aquele que fraco palpita, diminuamo-nos em prol da maioridade de uma causa que muitas línguas professam, mas poucas sabem falar, e muitas pessôas seguem, mas poucas realmente vêem. É necessário que diminua em tudo, para que se cresça aquilo que nem tôdos os olhos vêem, nem tôdas as mãos tocam e nem tôdas as aureas sentem, e deve-se fazer de alma limpa e olhos tangidos, para que um dia tôdos os que nunca, sejam os que irão ter, devemos ser adeptos da porta estreita, pois nela está a cama amaciada e esmaecida de sôno bom, e a amada que nos irá dar carinho, ouvir o sôm, e nos fazer esquecer o tempo ruim. É necessário se fazer presente, e não marcar a sua presença na vida alheia: Seja medicador, e nunca o medicamento.
Alguns, ainda, optam pelo exílio como forma de vida para não mais ter com pessôas que lhe magoaram, outros apenas fazem uso para pôr a cabeça em ordem, outros como pretexto para a libertinagem, e mais outros diversos motivos. Para quê? Por quê? A Quem? A solidão é mal do século, e nos afasta enquão irmãos, deixando abismos enormes, e dando o outro a forma mais dura e rudimentar o medo - Há alguns de nós, irmãos, que precisam ter ombro-com-ombo, que fingem fortaleza, mas são fracos, e tantos outros adeptos da bandeira do Nazareno que mais parecem carregar a bandeira do geraseno. Há pessôas que apenas fingem se importar, fingem comungar com uma verdade geral e uma união que não vejo: Assim se cria a solidão tradicional, assim se matam almas e essências de pessôas aos poucos, bem lentamente.
Entenda: Solidão é diferente de isolamento, assim cabe entender, e medicar os doentes, de carne e de alma. Deixar o solitário vagar em seu deserto é estritamente perigoso, assim como para quem se isola, correr o risco de nunca se adaptar novamente em sociedade, tanto como o depressivo de sentir prazer nos raios de Sol. A missão, enquão não compreendida, tange, fere, corta e mata; Porém quando compreendida (aos poucos ou muito), se torna instumento de ensino a quem sofre e a quem cura o sofredor - dá-se mais prazer a vida, e deixa bem estar presente nos locais, e nos corações, deixa a vida ser vivida e vívida.
Olhe nos olhos do irmão e tenha compaixão, mantenha o amôr, e una; Cure as chagueias que nossos outros irmãos fizeram ao irmão que sofre; Doe palavras de incentivo, amôr, paz, carinho e união, pois se em cada um de nós existe uma centelha de Deus, unidos seremos mais do Triúno; Que nós possamos, cada um em nossa pequenez e limitações, fazer nosso melhor por nós, pelos nossos ao nosso redor, e por Deus. Não digamos palavras que aborrecem, não permeneceremos em um único ponto de vista, e nem façamos atos maldosos contra os outros, sejamos água, e deixemos a causa boa ser motriz, e atrair mais bondade para nós.
Deixamos nossos corações dividir seus batimentos com aquele que fraco palpita, diminuamo-nos em prol da maioridade de uma causa que muitas línguas professam, mas poucas sabem falar, e muitas pessôas seguem, mas poucas realmente vêem. É necessário que diminua em tudo, para que se cresça aquilo que nem tôdos os olhos vêem, nem tôdas as mãos tocam e nem tôdas as aureas sentem, e deve-se fazer de alma limpa e olhos tangidos, para que um dia tôdos os que nunca, sejam os que irão ter, devemos ser adeptos da porta estreita, pois nela está a cama amaciada e esmaecida de sôno bom, e a amada que nos irá dar carinho, ouvir o sôm, e nos fazer esquecer o tempo ruim. É necessário se fazer presente, e não marcar a sua presença na vida alheia: Seja medicador, e nunca o medicamento.
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sábado, 3 de junho de 2017
Cântico das Criaturas.
Irmãos, Paz e Bem!
Tenho me encontrado e desencontrado com tôdas as suas lições, e quando me auxiliam a tirar os véus de minha visão, me ajudam a enxergar além de onde não consigo ver, mais além: De onde nem consigo imaginar que poderia estar, ser, viver ou sentir perante Deus Pai. Agradeço imensamente pelo meu coração, mensalmente, ser renovado pelo compromisso de servir e ser mensageiro da bôa palavra e bôm conselho, e ser ajudante de uma obra maior, maior que a mim mesmo e tôdos os outros vocacionados, ou que tôdos nós enquanto carne; Vos agradeço pela sacra paciência que tens (e com tôda a certeza terá bem mais) para comigo e nós tantos outros, mas, principalmente comigo, que ovelha desgarrada que sou, me encontro com o Pastor agora, e volto para a trilha de onde nunca deveria ter saído - que nunca me faltem agradecimentos a Deus por ter tido vossa tutela em minha vida.
Mas, Freis, me sou do mundo, e do mundo vivi, das mulheres amei, da bebida fiz mal (abusadamente mal) uso, e da fé duvidei, temi, por vezes ignorei, mesmo Deus estando ali o têmpo tôdo; A transição de ser limpo, só me mostra o quão sujo, e quanto há a reparar, e por vezes me encontro num impasse: Sujo para conviver no mundo, e Sujo para viver e têr o hábito de Francisco. Sou do degredo, e aqui nós têmos a "fé cega, faca amolada", e peço por perdão por n vezes que minha fala foi maior ou diferente da fé ou pensamentos que devemos professar ou guardar. Peço perdão pela barba desgrenhada, pela necessidade velada de querer desesperadamente saber, conhecer, e aprofundar, causando desconfortos, tanto como as aflicções tão partilhadas, que mesmo lhes tendo como uma candeia espiritual que me guiam até a Lux Majora, me esqueço e me ponho dos pés pelas mãos, e no velado silêncio, fitando a imagem do Chicão, penso em tudo que me fez chegar até vocês, que me acolhem tão bem, e me aceitam com minhas tatuagens, medos, manias e imperfeições. Obrigado por abrir a porta, e mostrar que ainda havia tempo e jeito, que tudo tem acerto, e que tôdos nós - até êste cronista - tem sua função na dinâmica celeste.
Que o Dulcíssimo, na Sua Infinita bondade e misericórdia encham seus caminhos de tôdos os bons sentimentos que já me trouxeram, e me aliviram das dôres do mundo, e de seus habitantes.
Tenho me encontrado e desencontrado com tôdas as suas lições, e quando me auxiliam a tirar os véus de minha visão, me ajudam a enxergar além de onde não consigo ver, mais além: De onde nem consigo imaginar que poderia estar, ser, viver ou sentir perante Deus Pai. Agradeço imensamente pelo meu coração, mensalmente, ser renovado pelo compromisso de servir e ser mensageiro da bôa palavra e bôm conselho, e ser ajudante de uma obra maior, maior que a mim mesmo e tôdos os outros vocacionados, ou que tôdos nós enquanto carne; Vos agradeço pela sacra paciência que tens (e com tôda a certeza terá bem mais) para comigo e nós tantos outros, mas, principalmente comigo, que ovelha desgarrada que sou, me encontro com o Pastor agora, e volto para a trilha de onde nunca deveria ter saído - que nunca me faltem agradecimentos a Deus por ter tido vossa tutela em minha vida.
Mas, Freis, me sou do mundo, e do mundo vivi, das mulheres amei, da bebida fiz mal (abusadamente mal) uso, e da fé duvidei, temi, por vezes ignorei, mesmo Deus estando ali o têmpo tôdo; A transição de ser limpo, só me mostra o quão sujo, e quanto há a reparar, e por vezes me encontro num impasse: Sujo para conviver no mundo, e Sujo para viver e têr o hábito de Francisco. Sou do degredo, e aqui nós têmos a "fé cega, faca amolada", e peço por perdão por n vezes que minha fala foi maior ou diferente da fé ou pensamentos que devemos professar ou guardar. Peço perdão pela barba desgrenhada, pela necessidade velada de querer desesperadamente saber, conhecer, e aprofundar, causando desconfortos, tanto como as aflicções tão partilhadas, que mesmo lhes tendo como uma candeia espiritual que me guiam até a Lux Majora, me esqueço e me ponho dos pés pelas mãos, e no velado silêncio, fitando a imagem do Chicão, penso em tudo que me fez chegar até vocês, que me acolhem tão bem, e me aceitam com minhas tatuagens, medos, manias e imperfeições. Obrigado por abrir a porta, e mostrar que ainda havia tempo e jeito, que tudo tem acerto, e que tôdos nós - até êste cronista - tem sua função na dinâmica celeste.
Que o Dulcíssimo, na Sua Infinita bondade e misericórdia encham seus caminhos de tôdos os bons sentimentos que já me trouxeram, e me aliviram das dôres do mundo, e de seus habitantes.
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sexta-feira, 2 de junho de 2017
Você de Azul.
As pessôas, ao longo dos dias idos, se alongaram de mim, e eu me deixei ser água, apenas as lavei, e esvaneci quaisquer sentimentos delas - as deixei irem embora, e de mim, sobrou apenas pequenas gotículas que fôram secadas em uma toalha de mão ou pano de prato, eu fui passagem necessária para algo melhor, ou pior, não fui mensagem, mas sim mensageiro. Aonde quer que eu vá, sei que estarei só; E mesmo que cada fécula da reia da praia se transforme em gente e que tôdas essas gêntes unidas me amassem e me quisessem para si, e ter comigo no mais completo ode a uma amizade, ainda sim estaria vazio e só. E mesmo que a mais amada das mais belas das mais desejadas da mais Cecília voltasse para minha mente e meu destino, só estaria: A minha solidão é de têmpos, e que apenas Deus cuida, Deus protege, Deus tira. A minha solidão é saber que sou um dos poucos, talvez o único num raio de 20 quilômetros que pensa de forma híbrida e consistente, como uma argila semi-moldada, que sempre pode ser adjustada ou retocada.
Minha solidão se dói sozinha, e se manifesta em mim porque minha Luz é forte, e quando eu eiei a candeia para olhar os pés da Concórdia, os lavar e os beijar, êles me taxaram de louco; Porque quando me humilhei na eucaristia, êles me entregaram olhares malecidentes; Porque quando eu comecei a anunciar minha fé e tomar meus nortes, louco fui e esquecido dos amigos me tornei; Porque o quanto mais fui fiel a minha essência, mais as idéias erradas e que há muito e há tanto eu exortei de minha mente, êles tentam pôr novamente. Deus viu tudo, os meus erros e acertos, e pra quem acreditou em mim, muito obrigado - a quem duvidou, peço perdão por nunca ter sido digno de confiança e elo.
Quando enfrentei meu último dragão, percebi que me tornei um daqueles eremitas loucos, que já sabiam da sua verdade, e não tinham mais nada a fazer, a não ser espalhar a boa-nova pelos muros, casas e campas; Dando ao mundo aquilo que se foi ganhado em recompensa - poucos ouvem, e dos poucos que ouvem, quase nenhum nota ou percebe, e com isso me torno um feo personagem Quixotesco, procurando um ideal antigo, vazio, mas que muito enche em meu peito, me fulgura e trás brilho nos olhos acinzentados agora, mel a tarde, verde de manhã, avelã durante a turvação. Eu sou o que preciso ser, e agora, sou a solidão: O menino que ganhou o não da amada e fica no salão vazio, chutando confettes e serpentinas, enquanto tôdos saem e a banda guarda seus metais. Sim, sou eu; Quem se sente só, porém sabe que a solidão não é ruim. Agora, eu sou água, e saber que caminho entre a ávida multidão se existir, me faz feliz, me faz ótimo, me faz môrto, me faz cada vez mais estar perto d'Ele - quem me amou primeiro; E sei que uma hora, em algum lugar do mundo, alguém veramente estará lá, e quando esse alguém me notar, e eu o ver entre as condensadas marés-de-gente, saudar irei, e juntos nos teremos, enquão isso, estaremos aqui na ilha, tentando acordar os mortos que passam e passeam nas minhas vistas, e são bem mais solitários que eu.
Minha solidão se dói sozinha, e se manifesta em mim porque minha Luz é forte, e quando eu eiei a candeia para olhar os pés da Concórdia, os lavar e os beijar, êles me taxaram de louco; Porque quando me humilhei na eucaristia, êles me entregaram olhares malecidentes; Porque quando eu comecei a anunciar minha fé e tomar meus nortes, louco fui e esquecido dos amigos me tornei; Porque o quanto mais fui fiel a minha essência, mais as idéias erradas e que há muito e há tanto eu exortei de minha mente, êles tentam pôr novamente. Deus viu tudo, os meus erros e acertos, e pra quem acreditou em mim, muito obrigado - a quem duvidou, peço perdão por nunca ter sido digno de confiança e elo.
Quando enfrentei meu último dragão, percebi que me tornei um daqueles eremitas loucos, que já sabiam da sua verdade, e não tinham mais nada a fazer, a não ser espalhar a boa-nova pelos muros, casas e campas; Dando ao mundo aquilo que se foi ganhado em recompensa - poucos ouvem, e dos poucos que ouvem, quase nenhum nota ou percebe, e com isso me torno um feo personagem Quixotesco, procurando um ideal antigo, vazio, mas que muito enche em meu peito, me fulgura e trás brilho nos olhos acinzentados agora, mel a tarde, verde de manhã, avelã durante a turvação. Eu sou o que preciso ser, e agora, sou a solidão: O menino que ganhou o não da amada e fica no salão vazio, chutando confettes e serpentinas, enquanto tôdos saem e a banda guarda seus metais. Sim, sou eu; Quem se sente só, porém sabe que a solidão não é ruim. Agora, eu sou água, e saber que caminho entre a ávida multidão se existir, me faz feliz, me faz ótimo, me faz môrto, me faz cada vez mais estar perto d'Ele - quem me amou primeiro; E sei que uma hora, em algum lugar do mundo, alguém veramente estará lá, e quando esse alguém me notar, e eu o ver entre as condensadas marés-de-gente, saudar irei, e juntos nos teremos, enquão isso, estaremos aqui na ilha, tentando acordar os mortos que passam e passeam nas minhas vistas, e são bem mais solitários que eu.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Meu Lar É Onde Estão Meus Sapatos.
Minhas mãos se fecham, dobram, abrem e transbordam. Minha mãos não são minhas, elas são apenas ferramentas de Deus, da Mãe Cecília, de Tomás de Aquino, de Jorge, Francisco de Assis, de Basílio Antônio do Deserto. Minhas mãos fazem parte da promessa daquilo que eternizei nos textos e nas rezas compassadas, e compadecidas de rôgo; Minhas mãos se cruzam num jôgo de palavras sempre repetido, invertido, trocado, rido, rezado, comprimido, expremido e tocado, e se quiser saber, por favôr, deixe essas palavras minhas tocarem sua alma.
Eu não posso me esquecer das palavras da velha senhora, sentada no sofá, bordando seus panos, e com o cão ao seu lado, assim como não posso esquecer das palavras proferidas na frente da geral, prostrado ao altar, assim como não posso esquecer da conversa que tive com aquela linda moça, tanto como não devo sequer deixar de recordar da música mais linda que as minhas mãos compuseram que não tocou em disco algum. Eu não posso me esquecer das coisas que estão me fazendo seguir em frente, ser quem eu sou, viver o que sinto, e amar quem tanto me amou primeiro. Eu não posso me esquecer que agora é por mim, que sou eu por mim, e que tudo aquilo lá morreu, ficou pra nunca mais, e quando fechei a porta, ferrei os batentes e a chave joguei na reia do açude, assim, não posso me ir para trás, nem me dar o direito de espiar pelo que há atrás da porta trancada. O que ficou no ontem, morreu no ontem,
Meus olhos semicerram para ver o que há atrás das linhas, dos arrimetes de pessôas que se vem e andam contra meu caminho, e o trastejado das nuvens sôbre os edifícios fazem a magia da vida e do mundo acontecer, e de repente, me sinto mais completo, mais vivo, mais feliz. E quando disse que viria, não acreditei, porque nunca se veio, mas, quando inundou, se fez por completo, e a dúvida, ainda recorrente, se fez em mim, mas não me habita, apesar de recorrentemente me possuir. Os meus planos são maiores que a dôr, que a dúvida, e a solidão. Maiores que o mêdo. Maiores que a mim mesmo. Maiores que essa água e esse vinho.
Irmãos, deitem-se ao meu lado, e dêem-me tuas mãos, sintam então, no silêncio tôda a sinfônica de Deus e tôdo o caos do mundo, olha dentro dos olhos e vêde mais do que cada um sente, cada um pensa, cada um faz ou tem, absorve das pessôas suas alegrias, e afoga as tristezas delas, permanecendo-se em amôr. deixando-se o amôr, sendo água corrente, água que se lavam as mãos sujas do labor, do pecado, da maldade e de tôdo o sangue. Ser água é a mensagem, mas, nem tôdos irão entender, e por isso preferirão ser sangue, e eu, na minha leiga ignorância, serei nada, serei ninguém. Mas, ainda sim insistirei a dizer para a multidão que nem me sabe ou que nem me lê, que é apenas isso: Dar amôr, eliminar tristeza, perdoar, e ser água, para se lavar e lavar o mal das mãos alheias.
E o resto será um detalhe.
Eu não posso me esquecer das palavras da velha senhora, sentada no sofá, bordando seus panos, e com o cão ao seu lado, assim como não posso esquecer das palavras proferidas na frente da geral, prostrado ao altar, assim como não posso esquecer da conversa que tive com aquela linda moça, tanto como não devo sequer deixar de recordar da música mais linda que as minhas mãos compuseram que não tocou em disco algum. Eu não posso me esquecer das coisas que estão me fazendo seguir em frente, ser quem eu sou, viver o que sinto, e amar quem tanto me amou primeiro. Eu não posso me esquecer que agora é por mim, que sou eu por mim, e que tudo aquilo lá morreu, ficou pra nunca mais, e quando fechei a porta, ferrei os batentes e a chave joguei na reia do açude, assim, não posso me ir para trás, nem me dar o direito de espiar pelo que há atrás da porta trancada. O que ficou no ontem, morreu no ontem,
Meus olhos semicerram para ver o que há atrás das linhas, dos arrimetes de pessôas que se vem e andam contra meu caminho, e o trastejado das nuvens sôbre os edifícios fazem a magia da vida e do mundo acontecer, e de repente, me sinto mais completo, mais vivo, mais feliz. E quando disse que viria, não acreditei, porque nunca se veio, mas, quando inundou, se fez por completo, e a dúvida, ainda recorrente, se fez em mim, mas não me habita, apesar de recorrentemente me possuir. Os meus planos são maiores que a dôr, que a dúvida, e a solidão. Maiores que o mêdo. Maiores que a mim mesmo. Maiores que essa água e esse vinho.
Irmãos, deitem-se ao meu lado, e dêem-me tuas mãos, sintam então, no silêncio tôda a sinfônica de Deus e tôdo o caos do mundo, olha dentro dos olhos e vêde mais do que cada um sente, cada um pensa, cada um faz ou tem, absorve das pessôas suas alegrias, e afoga as tristezas delas, permanecendo-se em amôr. deixando-se o amôr, sendo água corrente, água que se lavam as mãos sujas do labor, do pecado, da maldade e de tôdo o sangue. Ser água é a mensagem, mas, nem tôdos irão entender, e por isso preferirão ser sangue, e eu, na minha leiga ignorância, serei nada, serei ninguém. Mas, ainda sim insistirei a dizer para a multidão que nem me sabe ou que nem me lê, que é apenas isso: Dar amôr, eliminar tristeza, perdoar, e ser água, para se lavar e lavar o mal das mãos alheias.
E o resto será um detalhe.
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