Báb, eu venci o quanto pude, o quanto me valeu.
Não me importa mais saber a opinião pública, nem os olhos que velam o peso dos fardos, o meu caminho fiz a cada passo, e a cada acerto e erro, me trouxe até aqui. Eu acho que venci bem mais do que eu imaginava, Báb. De forma corajosa eu segurei as lágrimas que não mereciam cair, e amei quem meu coração pôde e precisou acalentar ou cuidar de quem precisava ter passos acompanhados, assim como deixar entrar em minha vida que estimei, alguns ficaram, alguns foram; É da vida.
Quando deito no travesseiro, penso que tudo poderia ter sido diferente, melhor ou pior, quem sabe? Coube a cada um de nós entender seu caminho, e de quebra as decisões dos outros. É a vida. É a água. É a chuva. A mesma chuva há três anos.
Quando eu durmo, mal sonho, e foram as poucas vezes que meus olhos fitaram os seus, e que meu sorriso contagiou alguém, hoje sou triste, me faço invernada em muros fortes para carregar no bojo aquilo que nem aos ventos digo, aquilo que nem as paredes ouvem, que nem meu coração ousa deixar sangrar novamente, coisas que só podem ser ditas de uma única vez.
O que você tem achado dos últimos acontecimentos? Da menina-flôr que eu encontrei na estrada, dos amigos que se foram, da Zécão... Das horas em que tudo deu errado, e quando menos esperei, deu tudo certo pra mim. O que você tem achado de tudo? Sua opinião faz falta, meu velho.
a cada minuto desse dia, foi uma música, e a cada música, uma sećanja diferente, um dia, cor, cheiro, momento. Eu me lembro de cada segundo, e não deixo morrer aquilo que está em mim e que abramge o que meus braços consigam alcançar.
Você faz falta, Báb.
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