Hoje eu deito na cama aonde o corpo pesa e repouso a cabeça sabendo que tudo não passou de ilusão, e não mais choro ou irei penar em versos, eu apenas deixo para depois, meu medo não reina, e meu amor está abarrotado de água e vinho dentro de um jarro naufragado no mar férreo,não estou fechado pra balanço, apenas estou deixando esse bom-mocismo de lado. Sangrou.
Hoje eu quero a arma mais carregada de dor, mágoa, raiva e sofrimento e atirar contra todos aquilo que o "homem de bem" sempre teve que ter e ser. Chega dos neo-hipócritas e da falta do que dizer, chega de viver pela mão de quem sempre bate, chega de sofrer até quando a culpa não é do coração do homem de bem. Eu não pertenço a esse lugar, e essa areia que me dão para comer me sufoca a traquéia, me segura Concórdia: Manda dizer, um vai tomar no cu praquela menininha azeda que me humilhou na porta da casa dela, apareceu grávida de uma criança que nem tem culpa dos erros dela, e quando me encontrou anos depois pediu meu telefone para irmos num barzinho - e estende isso até aquele cara do técnico que me julgou de idiota mas não terminou o primeiro semestre, também praquele carinha que me chamava de gordão e antes dos 22 pesava o dobro do meu peso atual; Principalmente pro carinha que disse que eu não tinha talento, e mandou coraçãozinho nos meus vídeos de baixo, e disse que me queria na banda dele. Manda todos eles pra puta que lhes pariu, não sou mais de jugo e correia.
E manda dizer que a hipocrisia existia, existe a hipocrisia incutida dentro dela, e que a pessoa "descolada" que luta contra uma determinada "moral vigente/caretice" também tem suas hipocrisias no dia a dia, e até mesmo nessa militância quixotista. E negar é inútil, eu sou só o mensageiro: Vos trago o balaço no peito, se te morre, Ele quis. Suspira, não chora. Deita e geme. E foda-se a família, pois família é quem eu quero que seja, quem está do meu lado, é quem me faz bem e quem me leva e tráz nas suas constâncias e me guarda em seus desaventos, família são meus discos, camisas, tanta coisa embutida que são melhores que seres humanos, esses queridos-de-Deus que caem e não se limpam da sujeira por "esteticismo e vitimismo", mas te acusam em riste quando você abre seu peito para falar seus problemas, e querer ouvir uma palavra amiga. Malditos. Cada um.
Perdoa, a cada um de nós, poucos verdadeiros, que não caíram nessa falácia e não segue nem a esquerda, nem a direita, sorri quando quer, e abraça na hora da dor: Gente de verdade, que sente, chora, comemora, faz o cordão, e reza a oração; Somos poucos, mas nos conhecemos, e isso nos basta - numa troca de olhar, sentimos a alma. Nós, poucos, não queremos hipocrisia (nem esses neo), nem a mentira, nem a falsidade da família, tampouco as pessoas que estão aos seu lado nos dias bons, e nos ruins são mais um dos Caifás que lhe saudam de cana, púrpura e porrete; Cuida cuida, Iansã, leva de nosso caminho a tentação fea do dragão, e toda essa água negra, essa maldade, essa gente que não se entende com a gente e tenta nos catequizar a toda forma, e só vai nos machucando e enferrujando; Samba de jongo, quatro pontas, fechado rítmicamente: Me leva pro quintal do Seo Fábio, aonde a cerveja nunca acaba, a carne tá no fogo e as pessoas são felizes. Me leva, pra onde a porra da morada da maldade não tenha significado algum. Me leva praquele quarto mofado, de guarda-roupa embutido, aonde Ele dormia, e muitas vezes rezou por mim antes de dormir, e lá eu encontre ele, e que finalmente se chore o morto: Deságue toda essa água limpa e vinho carminho do peito, e da fiança, se sobre só a libra-de-plumo. Me leve pra longe de tudo isso, samba de jongo, me deixa dormir na reia do mar, morro da mangueira, nos braços da Concórdia, ou naquilo que me satisfaça ou ao menos alivie minha cabeça tão cansada e pesada de pensar. Tire-me desse povo arrogante, prepotente, feio, FEIO, chato, metido a inovador, mas apenas cópia do velho de ontem, que sorriu quando o dia penou em nascer em morrer.
Fabinho, me leva pra longe dessa loucura chamada vida.
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