quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Gloria.

Tudo irá dar certo.
Louvado seja o Deus que está em todas as coisas, e principalmente em mim, na minha alma, no meu coração. Louvada seja a Mãe Maria de todas as horas, de todas as coisas. Que todos os meus caminhos estejam abertos e livres de todo o mal, toda a vilência que pode ocorrer contra alguém. Que a maldade que eu não cometo contra meus irmãos, não caia sobre minha cabeça, peço apenas pela justiça dos dias.
Tudo está dando certo.
Mesmo que tenha uma névoa sobre meus olhos, Mãe, desce com suas candeias, e livra meus olhos do breu. Cuida de mim, da minha alma, meu corpo, e minha mente. Me livra da hora fea e me ensina sempre a ser um homem bom, cada vez melhor; E que o sangue derramado seja lição aprendida de todas as porradas dadas, e que a lágrima caída agora seja o motivo do riso que irá brotar no meu rosto. Que cada dia que se passe, não exista dor alguma, e que toda a positividade reine nos meus olhos, e que a positividade reine em mim, e que a positividade reine nos meus atos, e em todas as pessoas que eu gosto, que eu amo, que eu estimo tanto.
Tudo já deu certo.
Que a partir de hoje, meus planos dêem certo, e que todas as coisas do mundo sejam eternamente plenas. Que até para quem não vá com a minha cara, tudo dê extremamente certo. Que Deus em sua maravilhosa graça e amor cuide de cada um de nós - filhos pobres, do desterro - e que Mãe Das Candeias nos ponha por debaixo da saia e nos livre do fogueiro do dragão da maldade. Mãe amada, eu não sei rezar, mas se eu olhar pra ti, e exprimar do meu coração o mais puro dos sentimentos, você vem me acalmar?
Tudo vai dar certo sempre.
Que Deus seja exaltado, pois a sorte existe para quem está em comunhão com Deus e o mundo, e que quando vierem tomar sua felicidade, ou tomarem teu riso, ou tentarem te abalar, que antes mesmo de evocar o mais lindo dos Hosanas, seja você, sua família e seus amigos e amores salvo de todo e qualquer tipo de maldade. Que você, leitor, tenha a melhor e a mais ótima das felicidades, pois Deus sempre é, e sempre será convosco. Vibrações positivas, agora e sempre, eternamente e até o fim.
Tudo eternamente deu certo, dá certo e vai dar certo. A vida nunca vai trair quem tem com bem por ela, e vive em nome de quem lhe deu; O Criador.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Morte Da Mãe Preta.

Hoje me falaram no serviço e até passaram uma circular por e-mail: Fizeram um atentado contra a Mãe Preta. E o culpado é cada um de nós que vive e pisa sobre esse chão de terra batida que ela mesmo caicou e varreu com vassoura de palma. Quando eu era criança, e brincava no quintal da Mãe preta, ela sempre me fazia um bolo de fubá cremoso com chocolate e café-de-ponto bem preto, forte e veludoso; Só que hoje ela não mais está lá, e sinto uma falta enorme daquele colo, sorriso, voz, abraço e conselho.
A Mãe Preta era ré da sociedade má e maldita, que lhe fez perecer e aparecer num canto, sendo que deveria estar nas alturas, e parece que ninguém se importa com isso, parece que ninguém mais a recorre para ouvir seus conselhos, bolos e a corja toda, deixando de lado a "boa" parte da vida, pelo simples fato de não poder ( e/ou conseguir) amar quem tanto lhe (nos) amou primeiro.
Um telegrama da minha prima do Piauí chegou aqui em casa outro dia. E ela disse que antes de morrer - quando ela veio passar uma temporada aqui e ver a Mãe Preta - a Mãe tava era é muito é da preocupada, com todos nós e os nossos futuros, ela tava ocupada cuidando disso pra gente nas suas orações; Parecia até que ela já sabia, entende?
E eu, na minha condição de homem lamentador, não pude fazer nada para salvar ela, passou até num desses jornais bem sensacionalistas. Mas, Será que se eu pedir com fé e força pra Deus ele manda ela de volta pra mim, em forma de chuva, carnal, espiritual, ou nos sambas e agitos de praia ou na folia desgarrada do carnaval de bairro?
Mas, nem todas as orações poderiam intervir na régua e lápis do traço de Deus. Já se foi. E de onde ela estiver, estará ela e nós bem. E se o vento soprar jasmin, e tem cheiro de música o que nos alfejas, tem certeza: Ela está perto de nós, nos guiando e protegendo. A vida continua, e só vai na barca grande quem tem fé no Maior.
A Mãe Preta foi por nós, e nós mesmos a abandonamos, por fea e vã vaidade, falsa superioridade a quem era maior que nós, e mera vontade tola de ser alguém (que era o que ela tanto impulsionava a gente ser: Um alguém na vida...). Mãe Preta agonizou na rua, e ninguém lhe ouviu. Somos todos porcos querendo a boa ração, sem saber porque (e o quê agora) comemos.
Três dias depois de tudo isso ocorrido, eu ainda espero uma renascença dela, ou da minha nova e futura realidade. É duro perder uma mãe, inda mais a Mãe Preta que faz bolinho de chuva, manda um beijo gostoso de carinho, trás o Sol e ainda cantava e bebia com a gente nas rodas quando dançava comigo os carimbós de lá da terra de cima: Petrolina, Juazeiro, Paraíba Do Norte, Exu e Maranhão.
Infelizmente, a vida segue e tudo se assegue junto, sem ter tempo de respeitar, respirar ou digerir melhor o fato. Dói, mas doerá mais ainda sua ausência em todos os lugares aonde nós vivemos juntos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Sem Nome #14

Hoje tudo paira;
Amanhã o tempo para;
Depois alguém lha ampara;
E outra diz que lhe amara;
Copo se enche e esvazia;
E nada alegra esta via;
Carros trafegam sem meia pia;
E uma costureira ainda fia;
a vida incrívelmente continua, guria.

Deixados nós na selva real;
Eu me dilacero para te mostrar o panorama geral,
o plano de nós dois contra este espaço sideral,
a cidade sendo um vórtex contra nosso bem astral,
eles tiraram tudo nos deixando até sem moral;
Porém ainda temos paz, amor, batatinhas e tal;
Amigos, não é hora de chorar, isso ainda é banal.

Aqui eu digo em alto e bom tom;
Para todo aquele que ouve e entende o seco som;
Define-se mal por não comungar com o bom,
mas isso não define caráter de quem é cristão ou maçom;
Todos se vão pra baixo das raízes escuras da terra marrom:
Ter-se-á quem comunga com o Deus e com o pai de Mamom.
Não me leve a mal, só estou sendo justo.

Não boto ponto em história alguma.
Nem mudo o traço, fico burro, feio e bobo na rua;
Esperando o dia descer e tanger minh'alma.
Aguentando os dias que passam nos trens;
Amando cada segundo aonde me contemplo;
E esperando você do futuro, vir ao passado m'encontrar.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Maria.

Ave Maria, mãe do amor. Quem anda no morro, é você. Me livra do medo da morte fea, que eu te ajudo a erguer o pendão do teu varal.
Mas, Mãe Maria eram apenas uns soldados, não tinham nem a culpa do fato que fizeram, e seu filho também já os perdoou, e nos livrou de todo o mal, e subindo o morro com graça, nos abençoou. Mas, Mãe Maria, estes seus lindos olhos são densos, e é n'eles que moram toda, toda, toda a minha e nossa paz, Rainha, reine sobre mim, nós e todos, e me livre de todo e qualquer tipo de mal, e sentada no topo do mundo, olhe por mim.
Maria, foi a escolha certa fugir para outro (qualquer outro) lugar. A policia logo tava mandando é matar, e foi pelo seu (Nosso) guri que tu fui é salvar, e na estrada, no lombo do jumento, rezando no desterro, você pôs a voz linda de rouxinol a rezar. Maria, foste tu o começo do Alfomega, da minha pequena, pobre e humilde criação. Acabou-se um vinho, não aperreia, chama o guri, para poder se reavivar, e o moro em feste sorri e se põe a festejar.
Maria, apôs pare de se chorar, porque nada disso foi culpa tua. Foi Alguém Maior que te escolheu para ser mãe do verbo vivo e divino. Pai José apenas segurou o Santificado rojão floreado de glória, quando a fea, boba e hipócrita favela do morro fez um baobá, e o medo de morrer na mão e boca do morro, foi o que te santificou.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O Vôo Rasante de Byrdie.

Perdoe-me, por ser assim.
Não é minha intenção;
Eu só fui apenas pré-fabricado;
Nessa minha vã condição.
Quando rompi o selo e fui a luta;
Eu mal percebi que ser certo era errado,
que o cabelo repartido causa fúria;
E que Deus também é amigo.

Não sou eu o culpado assim;
Melhor dizendo, eu bem sou,
foi isso que eu quis pra mim,
toda a metodicidade,
junto com a racionalidade,
e o jeito de ser paciente.

Olha para o Céu;
Corre e vê que lindo;
O que Deus tem guardado pra ti;
Este não é o fim;
É só um começo, 
para começar a ser forte e feliz de novo;
Para se reafirmar entre todo o cosmo.

Olha para a tua beleza, ria e deboche;
E pense em voz claralta:
que tolo foste tu;
Que deixaste tudo isso,
para tentar achar o que não existe,
mais se o acho,
nem penso, corro até ti.
Mantenha-me avisado;
Em qual ninho estás,
pois quando eu voltar,
eu irei te buscar.
Irás ter comigo,
a maior e melhor noite,
e sobre a candeia da lua,
iremos renascer.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Quinze Pra Meia-Noite.

Minha cama é meu templo, com todas as suas cobertas desarrumadas, com o painel cheio de fotos e lembranças, com instrumentos, discos, livros e roupas. Meu quarto é aonde se encontra a minha essência, e aonde eu levo minha carne cansada para repousar; E logo, remoer o que sinto.
Sinto que cada dia que passa, envelheço dois dias a mais, e minha experiência fica firme, a ponto de não doer mais, porém, ainda sou novo, e me ocorre o erro de acreditar que tudo um dia há de melhorar; Ledo engano.
Tem dias que eu durmo, tem dias que nem durmo, tem dias que remoo cada sentimento que brota na cabeça, como se fosse algum torpor de alguma droga que experimentei há minutos atrás, e isso me incomoda, e logo, se me deixo abater, eu vejo o Leviatã se aproximar e olhar nos meus olhos. Apesar de corpo fechado e alma livre, a carne tem medo, e se a carne se retrai, todo o resto é vão. Eu acordo, e vou para meu dia, mas, é tudo sempre a mesma coisa.
Eu olho pra trás, para as coisas que vivi e deixei de viver para agradar os outros, todos os meus sonhos pisados, todas as minhas idéias descartadas, e todo o meu talento que morreu. Não faz mal, não faz mal. Deus dá em dobro, e uma hora a justiça vem a galope contra toda essa gente que um dia me quis em maldade. Se eu não presto, eu não sei, mas, que na boca do povo eu sou pior que o Diabo, isso é fato consumado, afinal, viver minha vida e ter uma razão, um motivo, e correr atrás dele - passando por tudo e todos - é só uma prova de que você não presta (só porque você tem uma meta de vida). A vida é cruel e latente, por isso, eu corro atrás do que me convém, e do que convém pros meus.
Quando penso em você, meus olhos se enchem de água. Chega a hora, tenho que ir embora, e sei que você não vai em deixar ir, por mais que eu precise, eu ainda estarei aqui no seu coração, como você vai estar no meu, juro. Mas, e se eu jurar estar aqui pra sempre, junto com as flores perto do teu ninho, ou com a coberta que te cobre na cama? Existem coisas que podem ser perdoáveis, e outras que não podem, simplesmente nos fazem perder dias, noites, horas, segundos pensando no que fizemos de errado. Se você entender meu ponto de vista, e aceitar tudo o que sinto, penso e falo, e ver que não quero mal, apenas um segundo da atenção do universo, você me entenderia? Você olharia pra mim? Você é realmente tudo aquilo que eles dizem e eu há tanto ouço?
Nasça, Sol. Candeie teu raio mais quente contra a bruma fria. Mostra pra quê tu veio, e olha por cada um de nós. Jogue sua luz em nossas cucas, e nos dá o bom conselho do Criador, mostra-se grande perante nós, e deixe o Sol individual de cada um brilhar cada vez mais forte e intenso. Me lave dessa maldade e me seque com seu carinho, e olha por mim perante o Sinédrio que vai começar...
...E só apague sua luz rasteira quando isso houver terminado.

domingo, 10 de novembro de 2013

Auto-dissertação não-crônica.

Eu sou único. E isso me atordoa.
Eu sou dono de uma terra fértil, aonde meus sonhos e minhas carências afloreiam sozinhas, tenho mil guitarras d'onde tiro sons inimagináveis, porém já tocados por anjos, santos, pecadores e demônios. Abaixo da terra aonde piso, encontram-se meus ancestrais, e seus conjugues, e assim a vida continua e prossegue mansamente dia após dia, sem ter com o quê brigar. Meus vizinhos não se situam em meu condado, e as ruas que eu cruzo - apesar de cheias - são vazias, vazias do tamanho de Deus, aonde preencho com meus pensamentos, minha música e minha devoção.
Eu sou diferente. E isso não me abdica de nada.
Eu sinto o cheiro dela, mas, ela não está. Eu visto a camisa dele, mas ele não liga. Eu rezo por ela, mas ela não muda. Eu faço meu melhor, e ainda não se é suficiente. Eu caio em pranto, e sou fraco. Eu olho para Deus, e vejo uma plaquinha de "saí para almoçar". Tudo se ajeita, tudo se acerta. Só não se sabe por quanto, ou quando, ou por quê/quem. A verdade e a justiça sempre vem a tona, mas, até para quem vive com a bunda colada na cadeira da paciência, o tempo ás vezes custeia em passar. Não me importo mais em como a porta abra, mas, importa-me a forma que algo/alguém chegue, e pareie-se comigo na mesa, nos instrumentos, nos sorrisos e sente em minha sala e seja minha companhia.
Eu sou eu. Eu quero que você se lasque, caralho.
Minha voz faz o grito, meu braço aspanca o pendão, e meu escudo pena no outro. Eu sou linha de frente, pendonista, guerreiro, general e batedor do cordão. Que cordão? O da solidão, o cordão d'mim mesmo. O cordão que cada um participa coletivamente, porém solitáriamente no seu próprio mundo, ora se isolado para bem (seu ou do universo), ou para o bem de um determinado bando (hipócritas, pois ninguém deve se anular ou exilar por ninguém, mundo livre com cucas livres, cresce criança, pena em nascer pro mundo cavar minha cova, pra eu em paz me morrer, honra o sangue do teu nome, que a sombra não lhe faz crescer) por pura bondade - sim, bondade.
Eu sou a paz. Eu sou a maldade.
Concentro em mim um fraccionário de tudo, e nisso meço todas as coisas, assim como aquele mágico e místico Alquimista Ortodoxo da Capadócia que um dia meu pai me contou. Tudo e todo o complemento é único e útil para cada um de nós, só me cabe saber porque eu guardo tantas coisas na bagagem, e porque num caminho tão movimentado e tão cheio de festas, a avenida e a casa aonde eu fico sempre ficam vazias.
Eu me calo. Eu não falo mais hoje.

domingo, 20 de outubro de 2013

Soneto Da Byrdie.

Abre um sorriso;
Para é de chorar;
Logo s'amanhece;
E eu vou te carinhar;
Esquece toda a maldade alheia e nossa;
E guarda este segredo grandioso:
somente você minha pequena,
eu irei amar.

Me guarda em teus lábios, 
salva minha imagem em tua mente;
Ergue-me como um alpendre,
e faz-me cada vez melhor, como te faço,
como te amo,
como te desejo,
como te abraço,
como eu como qualquer coisa que você cozinha.
Eu vejo você, em tudo e em todo.
Por toda a vastidão que Deus criou;
Lá está você, em cada e qualquer;
Me fazendo cada vez mais feliz e humano.
Você me domou;
Você me acertou;
Você me ganhou;
Você me cheirou;
Você me levou;
Você me é minha.

Nesse momento, tudo ficará suspenso;
E você verá todas as coisas do universo.
Nisto, veja que as coisas pedem seu devido valor;
E assim como dá o que me é de direito,
dê o que merece seu lugar ao sentimento certo.
Não pense com a casa bruta, nem com a língua em fogo;
Guarda teu medo para ti, e tua raiva para a hora fea.
Põe teu amor e tua fé para trabalhar, e persevera, Crê.
Pelo intermédio tudo se afirma e prende no universo;
Assim como dois imãs opostos, nós nos unimos.

domingo, 29 de setembro de 2013

Byride (IV)

Se eu te contasse tudo o que sei, nunca pararia de falar, seria uma matraca sem fim.
Por isso tenho em mim a omissão - por mais que tardia, e a vontade de dizer tanto, e ao mesmo tempo não dizer nada, ou resumir estóicamente tudo o que sinto, penso, falo e creio veemente, assim como ás vezes altero a voz e canto alto ou falo efusivamente e levanto as mãos: É porque estou na graça do estado emocional, totalmente longe do eu mesmo: Não falo baixo, tampouco gaguejo: Burro e bobo, trafego assim na rua entre os dias de brumeio.
Se eu te desse meus olhos você veria tudo como vejo, e pensaria nos prismas como eu penso? Eu não devo temer, eu não vou ter medo, temendo não estarei. Direi o que eu penso, e ouvirei sua rebatida, sincoparei teu ritmo e assim tentaremos entrar nos eixos, ou então eu entrarei no seu coração, ou você entrará na minha mente (cada vez mais e mais e mais...).
Se eu lhe dizer ofensa, perdoa. A palavra fea me é brotada não por maldade, mas pelo o que penso e diverge de ti, e pelo o que sei que queres, e pela tua auto-contradição. Perdoe se não estou me fazendo entender, mas, se o pássaro quer um voo melhor, não se há de fazer vôos rasantes, e sim vôos altos, com ricas jardas para depois apenas planar no céu anilado, sabe? Ao mesmo tempo que eu tento lhe dar o "bom conselho", também fico do teu lado a cada entrada e saída, a cada momento e a cada situação, sendo-a por bem ou por ruindade, só que: Há bondades que podem se antecipar, assim como maldades podem ser prevenidas. Ás vezes, um cachecol na sua mochila pode livrar sua namorada do frio, e fazer ela te amar um pouquinho, assim como uma gentileza gera uma benção, e como uma oração lhe eleva para Deus, ou lhe dá uma graça. Tudo depende de tudo. Basta-nos abrir a mente oca e pensar. O que quero, acima de qualquer coisa é teu bem, é teu riso, é teu calor, e teu amor.
Olha o Céu, e vê através dele. A vida é maior e melhor que tudo isso que nós imaginamos crer, ver, e ter. O mundo é maravilhoso, é cheio de lindas pessoas, e tudo o que se passa aqui, fica aqui. O que levamos, é opção nossa, são momentos nossos, e é a nossa vida. Daqui pra frente, seu vôo há de ser forte e sênil, e não mais desajuizado e caído, uniretilíneo ao chão. Se quiserdes ainda me ter no teu ninho, apeia comigo que lhe darei tuas asas mais aprumadas, tua coroa, casa, caserna, rosa e coroa. Porque eu estou aqui para cuidar de você e do teu ninho, assim como tens o dever de cuidar de um coração que morto já, não pulsa: Apenas emite um chacoalho estranho como se dançasse um frevo descompassado...

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Mente Sionita (II)

E infelizmente, mais uma vez, eu estou aqui. E vivo. Dói-me saber que ainda tenho que suportar o mundo nas minhas costas, sabendo que há pessoas em situação pior que eu. O carro arranca, e solta o cheiro de gasolina queimada no ar, e eu levanto a gola da minha blusa. A garoa teima em descer, e o sinto tina em me chamar, as velas queimam a cera, e eu me encontro a pensar: Como um cometa, me sinto caindo, e zunindo eu vou, dentre a flor de espinhos.
Eu não corro, porque não tenho onde correr, então espero ansiosamente por aquilo que vem, me toma, agita-me entre seu estômago, me cospe e me deixa morrer a reia da arena. Muitos me olham, poucos me percebem, e mais poucos os me ouvem, e só alguns raros me entendem, pousam tua mão no ombro e dizem: Lhe entendo, há de ficar bem. 
Não existe nada que tire o que está entrelaçado em mim, e atrelado a mim está a minha bobice, meu jeito de olhar com os olhos baixos, a voz baixa entre tantas outras, e o incrível medo das ondas do mar, dos olhos que magoam só de olhar, e da mente maldita e perturbada, e os conselhos, ordens, pedidos, que se confrontam uns aos outros, e me deixam sem reação alguma; Volta e meia penso que esse mundo não é pra mim.
Assusta-me o fato de que lá fora exista um lugar lindo que eu conheça, e mais ainda assusta o fato de que exista alguém que pensa em mim e reza por mim. Magoa o fato de alguém não ouvir o que eu tenho a dizer, e que na hora que eu digo, dizem que é mentira, balela, e quando acontece, dizem que é praga, mal-feitio, ou coisas assim. 
Eu vivo andando na rua, burro, feio e bobo, mantenho meus olhos no céu, e os pés no chão em coração em Jesus, no copo o mate, nos olhos o cinza, na blusa a garoa, e na minha alma uma dor, minh'alma geme, e não sei até mais aonde ela vai aguentar, será que eu consigo viver mais uns cinco anos assim?
Talvez eu deveria ter morrido em cada chance, e as pessoas que foram deveriam ter ficado, eu já me acostumei com o fato de nunca fazer nada certo, e só foder com a vida alheia, sabe? Mais, o que me magoa e mata aos cadinhos é quando tacam isso e esfregam na minha cara, e ainda mais quando complementam com o clássico: "Sem você aqui minha vida é melhor", ou o épico: "Você não passou de um objeto", aí é pra matar o peão de choro e ódio. Quem já viveu ou passou por isso - fazer de tudo e ter nada em troca, sofrer or amor e só ser usado e traído com a torcida do Flamengo - sabe do que eu estou falando, constantemente eu vivo essas situações, e tão rotineiras são que me faz acreditar que realmente, a culpa seja minha, mesmo quando eu me permaneço austero ao máximo. estranhão, não?
Se eu calar a minha boca, ficar omisso e submisso a tudo e todos, matar o pouco da minha alegria, e viver como um robô psicomotor, eu vou ter a "boa vida" na "casa forte" regado a "sucesso"? Eu não almejo isso, eu sou da América do Sul, sou do metrô me picos de rush, sou do riso fraco e abraço forte, eu sou de Deus e do Amor, meus olhos tangem a ti tristes, mas, por trás da tristeza, eu lhe desejarei e rezarei toda a alegria do mundo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O Deserto De Cemal (III)

Eu só sei que aqui nem é meu lugar. Nem por direito, e nem por razão. Tenho medo de multidões e de pessoas que andam com sorrisos asseados e cabelos muito convencionais. Eu devia ter me enfiado junto na terra quando me foi dada a oportunidade, afinal, tem muita gente dizendo muita coisa por aí, e é tudo verdade: Eu não presto, não sou nada, deveria ter morrido, sou um inútil, o pior da minha raça, que não sou bom profissional, sou egoísta, e não me preocupo com ninguém e o melhor: Só uso as pessoas.
Não sei se é tudo verdade, mas, sei que aqui não é meu lugar. Aqui todo mundo pensa em crescer, pisar, vencer na luta fea, e eu apenas querendo comprar meus discos e tomar meu suco de guaraná de pózinho. Me dizem que eu não entro na igreja, que não salvo aleluias, tampouco prezo pelo amanhã, e isso deve ser verdade, afinal, eu nunca deveria estar aqui, vivendo essa vida, respirando esse ar, e ostentando essa falsa alegria e essa situação de que "eu-estou-feliz-com-minha-unha-encravada". Mentira.
Meu pássaro me inebria com seu canto, me dando alegria a cada acorde vocal que emite. Um dia esse pássaro há de ir embora, assim como eu fui embora da minha própria razão. Pássaro, fica. Não foge de mim e estia todo o mal de minha cabeça, mostra-me que é você, aquele que tem a pena-de-prumo certa pra minha escrita, e música que inspira minha vida a seguir-se.
Calado na boca, emite-se o som do peito, o peito contrai-se forte para receber o soco do bom herói; Pega sua moça e saia correndo daí, há um homem bem malvado querendo sua garota; Meu bom herói: Veste tua armadura e segue pra tua luta boa. Deixa o pássaro te cantas aos ouvidos, tudo o que quiseres saber, e mesmo que o peito doa, e o olho mareje, ergue a cabeça e lute até o fim.
Mesmo que doa, persiga. A porta estreita é o sinal da boa fé; E Deus um dia há de perdoar, o mal feito de você ter nascido assim. Você é tão cínico e tão demente, que quer ser herói mais não passa de um pajem. Você nunca terá seu cavalo, espada, escudo, dragão, castelo, mulher, seus campos de trigo estão corroídos por traças, você irá padecer perante o mal rei, você não tem futuro, nem há de ter.
A morte para alguns é o fim; Para outros é a recompensa que tarda a vir.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Parabién De La Paloma.

A rua estava deserta, mais deserta estava minha aurea. Eu estou até agora estatelado, preso e inano a uma meia dúzia de palavras que nem eu consigo digerir; Como diria minha velha e prenha de vida mãe: "tá é barrado aqui, ó!". E ficou.
Um pássaro apeou na minha casa, me honrou com seu canto, e eu o louvei lhe dando semente. O pássaro teve comigo. O pássaro voou, e não voltou por dias, e depois voltou, e perdurou mais. O pássaro ainda está aqui, mas, ele vai embora. Se eu cortar sua asa, ele não terá o vôo lindo pelo qual o admiro, e se eu o por numa gaiola d'angôro, ele esmaeciará e poderá até morrer. Eu não sou assim, e não fui nascido e criado para isso, meu caminho não diz ou condiz com a prisão e mandanças, eu nunca fui assim, nem tampouco agora eu serei. Dá é um medo de que eu tenha que abrir a janela e ir o pássaro embora, e o mais foda de tudo, pai, é saber que ele vai. Por mais que eu faça de tudo para lhe dar boas sementes e grãos.
Pai, se o pássaro for embora, eu vou ficar só. Isso não é queixa, nem má feitio, mas, é a realidade minha. Você sabe que eu tenho medo de cruzar uma ponte tanto quanto de ver o pendão na raja-fresna, então, o que fazer? Cadê você, e todas aquelas ligações no almoço e na faculdade, cadê tua aurea, tua luz, teus conselhos, me ajuda porra! Você era o único que ia me ajudar agora, e me mostrar como ir, e como fazer o pássaro ficar. Você não está aqui, e o pássaro vai embora. Pobre nunca tem sorte na vida, pobre tem é que se foder mesmo.
Vó me disse que os "humilhados serão exaltados e deles serão o reino dos Céus". Tenho medo disso. Sabe, pap, eu fui tão pisado, mastigado, encolhido, espezinhado, posto ao lado, enxotado, enganado, traído, substituído, fraudado, furtado, que nem sei mais se eu tenho direito a uma nuvem no Céu. Tenho medo de Deus e de sua Altíssima bondade. E só disso tenho medo.
Pai, hoje é dia 4. E eu queria é te dar aquele abraço com o cheiro do cigarro como se fosse teu perfume, e poder tocar Lô Borges contigo. Pai, eu tô me sentindo tão só e tão perto de qualquer coisa. Mas, tão só do que eu realmente quero, do que eu realmente preciso. Estou cada vez mais me auto-sabotando, auto-engalfinhando e me auto-machucando, como naquela história que me contavas quando eu era pequeno: Resfa, com medo de ser preso, e sendo contra a vontade de Deus, morreu no seu disfarce, dançando compulsivamente e rindo enquanto se auto-mutilava e vazava os olhos. Talvez seja meu dia de Resfa, pai. E me tenho em pensar, e pesar. Pai, aonde quer que você esteja, deixa a bruma pesar, e que nesse frio pré primavera, eu encontre as suas respostas para minhas questões, e que todo o resto se cale num ensurdecedor tino de Sino 3/16. Hoje eu queria apenas tocar Lô Borges com você.
"Espero um pouco mais;
Desse homem;
Espero um pouco mais;
Desse ódio;
E aprendi, a ser como meu gato;
Que descansa, com os olhos abertos..."

domingo, 18 de agosto de 2013

O Vento.

Tudo é eterno, único, forte e mítico, a partir do momento que você queira que determinada coisa dê certo, evolua e prossiga caminhando; Assim como determinadas cousas, outros sentimentos, ações e falas nossas, que as vezes não tem um significado concreto, mas, no nosso inconsciente, valeram o sono bem dormido, mas, enfim...Tudo pode ser imortal, desde que tenhamos a certeza de como eternizar, de como o fazer ser o que queremos.
Pai, esteja comigo o tempo que pude, mas, fique. Qu'a estrela que brilhe mais alto no Céu seja a tua, e que minha oração chegue até você; Ajuda teu filho, e olha por ele quando a onda turvar contra o barco. Não deixa acontecer, e barra toda a negatividade; Esteja com Deus e Nossa Senhora, e me livre de toda a maldade e revés. Me ensina a ser menos cabeça dura, eu não quero perder mais nada.
Muitas pessoas dizem coisas, muitas pessoas falam coisas, muitas pessoas forçam, e você é você. Você me abraça, sorri, beija, puxa, força, empurra, turva, geme, prende, solta, leva, trás, coloca, retira, diz, pede, faz, chora, conta, suspira, e se entrega. E eu te amo. E muitos são muitos, e você é você. Muitos não são você. E eu sou mais você do que muitos, e mais você do que eu. Você é o que eu quero. Tudo há de dar certo, e você há de estar em minha essência em todos os poros e lugares do mundo.
Byrdie, em algum lugar, nós nos perdemos, ou eu me perdi, ou me desafinei da tua entoação vocal. Só que alguns de nós nos deixam ser encontrados e resgatados, outros permanecem-se perdidos por querer assim. Deixa eu ser o vento, e ir até você; Ou vira você o vento e vem até mim, ou sejamos nós dois um vento, e façamos nossa tormenta, nosso ciclone mais inflado, nossa torrente mais bonita e ébria! Ama-me, como amo-te, devotadamente, legalmente, subitamente, letalmente, desesperadamente - e não menos importante - unicamente. Entrega-te, põe, pesa e deita teu corpo contra o meu e se rende ao meu cafuné e ao meu beijo de humilde, e forte gosto. Seja minha.
Vento, venteia minha cabeça, funga em meu pescoço, beija minha boca e limpa minha alma; Pois em ti sinto o cheiro dela. Que as asas da Minha Byrdie estejam sobre esse vento, e se aprumem e apeiem em mim por uma longa estadia.

domingo, 11 de agosto de 2013

Canto Da Verônica. (I)

"O que é meu está em você, filhão." 
Meu braço, meu riso, minha alma e minha música estão na ponta da faca, estão no riso da criança, no vento frio, na maldade e no raio de luz que Deus põe sob nossas cabeças. Meu amor se encontra esparramado nos esgotos da cidade, sobre os pés de inúmeras pessoas, sobre o olhar de inquisidores que esperam falhas e faltas, e de pessoas que nunca o mereceram (ou eu nunca as mereci, vai saber). E meu coração, deve estar penando em algum lugar, com uma linda mulher negra de laço na cabeça e suspensório, se alguém o encontrar, favor me dizer como ele está e se ele ainda aguenta moer mais um pouquinho.
"Ô Maria!"
Está chovendo. E a chuva vai molhar alguém. Que outrora caíra toda molhada nos braços meus. Não é verdade, mal pode ser. Silêncio, vá embora, me deixa, sem perdão. Mas, me desculpem meus amigos, gente! Eu estou confuso e triste, e até desgastado. Mas, a vida incrivelmente forja seus grilhões em mim e me faz mais uma vez um escravo de agosto, me fazendo dobrar os joelhos contra minha vontade e assistir na primeira fila do Leviatã comendo meus sonhos, planos, verdades e concretizações. 
"Se você quiser alguém, pra ser só seu;
É só não se esquecer, estarei aqui..."

Sinto falta do meu velho, poder ligar pra ele, e falar com ele. Se eu, um maldito, desgraçado, fudido, desgarrado, desajustado, sangrado e excluído contasse todas as coisas, e pedisse por ajuda, ele iria me ajudar, ele estaria aqui por mim, ele me motivaria a continuar, ele me daria aquele gás enérgico, me abraçaria, beijaria a testa, e se eu seguisse os conselhos dele, daria tudo certo. Como sempre deu. Sei no fundo de mim que ele sabe, só que ele não vem, não ajuda, como se estivesse contido e preso em algum tipo de dimensão cósmica. Imagine perder a única pessoa com quem você poderia conversar de igual pra igual, e que não lhe censura, mede, fala, interrompe, e ainda continua lhe amando. Esse era o meu pai. Tenho receio de ser um décimo do maravilhoso homem que ele foi. Porque apesar de tudo - creia em mim, leitor - aquele canalha foi o melhor pai do mundo. E ainda é.
Eu vejo um brumeio muito denso e espesso na minha frente, como se o Céu descesse sobre mim, ou eu me crescesse como um Anjo ou Santo Guerreiro e subisse até as nuvens. E eu não consigo ver nada a fronte ou aos lados, apenas sinto que qualquer hora um golpe será desferido - Não que eles já o foram - para acabar com todo o resto do meu castelo. 
Fui iludido na minha vida. Fui trocado, embalado, enrolado, traído, jogado, disputado, menosprezado, extorquido, cantado, matado e surrupiado. Não consigo sorrir, porque tenho mágoas demais, e qualquer coisa que o vejo não me contenta, eu quero a verdadeira felicidade, e não um motivo fútil para sorrir. 
"Ai! Se eu pudesse, fazer flores e estrelas;
Eu conquistaria você; Moça..."
Eu quero ir em lugares aonde me sinta bem, e não aonde fico com falta de ar. Eu quero poder conseguir agradar quem está do meu lado, e quero poder mostrar minha cara sem se preocupar com o tabefe que ela vai levar. Eu tô cansado de levar pedras, e é por isso que eu vivia isolado em meu Ibi. De onde eu venho, é sensato ficar isolado, porque assim nem você, e nem ninguém se machuca. Eu só queria fazer ela feliz, eu só não queria ter cíumes dela, eu só queria que ela notasse que apesar de trabalhar como um cão, e estar morrendo de dor de cabeça e falta de ar, eu tava ali, dançando com ela, e tentando proteger ela, eu só queria não querer tanto, eu só queria menos do mundo e menos ainda de mim. Eu queria cair numa cova funda e morrer, porque assim talvez eu teria mais crédito com muita gente, afinal: Quem morre vira santo. 
Se as pessoas não sentem sua falta, não corra atrás, deixem elas virem. Pode demorar, mas, elas vem. E vem de joelho dobrado, pedindo perdão, e se avergonhando por todas as injúrias. Não é história, é lição: Isso já me aconteceu. E meu pai me avisou que voltariam, e só dependeria de mim o próximo passo, e até agora eu fui feliz. Eu como do boteco sujo, eu ando esfarrapado, gosto do frio, falo com mendigos, rezo a Ave-Maria dos malditos, e ouço tudo o que malvadeza da boca das pessoas. Eu sou da miséria, e na miséria vocês querem que eu fique. E eu ficarei, estarei sentado no banco da Sé, com a cabeça em pé, aguardando a punch-line final - Ou de Deus, ou de vocês - como quem aguarda uma nova fornada de pães. Ansiosamente.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Byrdie (II)

Deita minha cabeça na grama, ou no teu colo. Ou o teu ventre seco ou a grama serão meu travesseiro, apenas depende de ti. Entre pela porta, e não saia, fique o tempo que você achar bem necessário e cuide deste coração que agora é teu.
Olha nos meus olhos e tange o branco de vermelho, ou ao menos profere alguma palavra que muda toda a situação. Tire o medo e dê a certeza de que o que tento tanto lhe dar sem sucesso algum, é o que mais quero de ti. Não porque quero por comodidade, por estorvo, ou por troca fea de câmbio, muito pelo contrário. Quero pelo dom de te amar, querer e ser por ti bem aventurado.
Saiba que quero mais de ti. Quero seus beijos, seus olhares, sua vida, seus abraços, amassos, segredos, verdades e todos os afãs que estiverem propensos a estar entre nós, quero tudo que possa ser emanado e vindo de ti, porque é a ti que quero, e não a ninguém mais.
Pode se ter 40 mulheres. Quais das 40 iria fazer um bolo de limão, cafuné, pegar metrô comigo na hora do rush, e estar comigo nos dias bons e ruins como você, Byrdie? Quantas delas "Keep the Faith" como você faz comigo? Quantas dançariam Al Green comigo? Quantas seriam metade do que você é? Quantas tem o teu beijo?
Olha nos meus olhos, e vede quanta coisa tenho comigo. O material é medido, mas, o que se encontra minha mente, espírito e falar, não se é. Vem comigo, amada minha, e abra todas essas janelas deste quarto, deixando a luz do Sol tocar seu corpo e brincar de esquentar você enquanto todos os dias correm no tempo, e correm ao nosso favor.
Deita-se cama, e apoia-se e mim, faz o que quiseres, põe tuas coxas entre minhas coxas, e brinda a nós dois com o teu sorriso, põe-se acima de mim, se fixe, e volte em mim, se entrelace, percalce, ria, suspire, e chame meu nome. Diga que (me) quer.
Estou atado e posto em teu altar, sou teu cordeiro, pronto ao teu estadio, sem medo algum do que venha acontecer. Só peço que se vier, que venha como nunca se veio antes, e que faça meu Céu tenha outra cor, mas, se for para o barco virar, que me avise antes que eu caia num mar aonde não sei nadar.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Confronto.

Deixo, não deixo,
faz o silêncio ser Rei da razão.
Ouso ser quieto.
Para você ver seu erro e correr até o acerto.
Jogo o caxangá para alguém poder ouvir:
Meu canto doído,
e sentir amor em mim.
Deus me fez forte,
mais forte, minha trovada.
Nada temo, nem muo:
Faze-me teu instrumento, Javé.
Se sou tua harpa,
Tocas em mim a boa música;
E me ensina o semeio dela.
Me livra do mal,
e das coisas tolas.
Que as palavras caiam;
E eu seja (re) erguido.
Dá-me a frieza boa para ninguém mangar de mim.
Quando era criança;
Eu tinha medo, até chorava,
pois fortes touros de Basã me arrodeavam,
e juízes me julgavam pela trova.
Mal conto até dois,
e Tu vem até mim,
me livrando do mal e ungindo,
E aperreia, e segue me amando.
Se eu cair, me levante.
Dá a força de carregar mil esquifes.
E se eu chorar, seque o meu pranto. Me ame.
Seja meu pendão, alpendre, brasão e motivo.
Esteja comigo, e me livra de todas essas maldades.
Me complete, e me livre de todas essas angústias.
Me dê um sorriso, para eu lhe devolver.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Âncora.

Pai, que saudade de você.
Como já é de praxe, você já sabe de tudo o que tá pegando. E sabe como estou, e porque estou assim. Você agora está num lugar melhor, melhor até mesmo do que aonde gostaríamos de estar, melhor do que você mesmo imaginaria: Ao lado direito do Mestre Criador. Sem dor, ódio, mágoa ou receio.
Pai, Se foi você, ou alguns dos anjos e santos eu não sei, mas, que eu agradeço a todos vocês pelas viradas/guinadas/segredos/mistérios da vida, isso eu agradeço, sem erro ou mistério. Perdoe se meus modos me fizeram errar em alguns pontos malfeitos ou fechados. Perdoa. Mas, olha por mim e me mantém sóbrio para o que vier. Olha por mim e pela menina de cabelos lindos e miraculosos que se aesconde por baixo da minha asa, e que tem um riso lindo, voz meiga, e a mania de fazer todas as minhas vontades. Abençoa. Cuida de cada um que estende seu braço para me ajudar, e cada um que atira sua pedra pra me deitar. Perdoa.
Que o riso dela seja uma janela aonde eu veja o sorriso de Deus, que o abraço dela tenha o abraço de meus pais quando eu era uma criança, que a voz dela seja a música mais que perfeita - cadenciada. Que o amor seja a semente de frutos, que nós cresçamos, e sejamos melhores, coerentes e reais um pro outro, que a vontade de possuir desagrave todas as guerras, e que a cada amasso, cada beijo, cada compasso, movimento, mordida, beijo e sussurro, estejamos cada vez mais um perto do outro; Não por fazer o dois se virar um, mas para poder fazer cada vez mais você perceber que eu sou teu, e que você é minha. Toda minha.
Deixa eu te beijar, Byrdie. Eu te beijo e vou embora, eu só amo uma mulher por mês. Eu te amasso e vou embora. Eu te uso e vou embora, eu te carinho e vou embora, eu te rezo e vou embora, eu te gemo e vou embora. Deixa eu ser a sua anágua, sua cinta-liga, corselet, saiote, prenda, pendão, reza e minarete. Deixa eu ser mais que seu cobertor, e menos que bel instrumento de prazer. Que você seja a barra de chocolate igual a que eu dei pro mendigo daquela Igreja da Mãe das Candeias na Brigadeiro. Que você me aqueça, entorpeça, me dê endorfina e me faça feliz...Como eu tento lhe fazer.

domingo, 7 de julho de 2013

Chão de Terra.

Eu vou nos fechar é em um círculo, meu amor. E vai ser o Deus Pai quem vai nos proteger, e da falange de Ogum, chamo pra defender, Meu Pai Nagô, Naruê e Megê. Que no nosso círculo esteja apenas o que precisamos, e não o que queremos, e que nessa reza caiba apenas o que nos é dado por direito e por aceitação, e não pode pidança ou malfeitoria.
As linhas riscadas trazem uma pessoa, e na pessoa, um pedido, uma oferta e uma oração, e assim segue-se indo a história, as pessoas trazem tanto coisas boas e ruins, mas, nosso círculo está fechado para a negatividade. Aqui só há de mim e ti, Byrdie. Que o fole broncado toque, que o sinto tine, que a Virgem Mãe Das Candeias acenda uma luz sobre nós e incandeie todo o nosso círculo, que São Jorge nos livre do mal com sua capa, e que São Cristóvão nos dê a boa travessia, de ir, vir, ter, e chegar sem ter o mal no alceio de perseguição.
Que a Cabocla Jurema lhe dê o perfume mais doce, que Mamãe Oxum lhe dê os mais belos dotes físicos e virtuosos. Que Iemanjá lhe traga serenidade e doçura, e que sua alma sempre tenha fé e coragem para enfrentar o que for a qualquer hora e a qualquer tempo...
Byrdie, apeia. Eu vou é nos fechar num círculo, para que nossa bondade seja nossa força, e o sorriso teu seja meu motivo, assim como o meu, seja o teu.

domingo, 30 de junho de 2013

A Mente Sionita (I)

Eu quero a paz dos braços de minha avó, e a positividade dos hare-krishnas do centro da cidade. Eu quero o mais duro dos rochedos como travesseiro, a terra como cama feita, urtigas e espinhedos como cobertores e lençóis, e a paz de Deus em meu coração. Eu mereço. Deixa-me só, isolado do universo, remoendo meus problemas, medos, percas, e traçando meus dias de sionita num esquadro desregulado e insosso.
Abra teus olhos e lembra-te de mim quando lhe tomei pela mão, e lhe mostrei as coisas do lugar e fiz minhas asas serem as tuas asas; Lembra-te de rir desembocadamente quando você sentir o Sol tocando seu corpo amorenado, e seus cabelos tão cheios, tão avoados, tão caóticos, tão lindos...Vocês dois, me guardem individualmente, e mutuamente, me guardem em vossos peitos, como filho entranhado e amado incubado.
Olha por mim enquanto eu não puder atravessar essa barreira para ir te encontrar, meu velho. Cuide, ria, beija, proteja, sinta, fale, brigue, disfarce, gema, mas, o faça. Não deixe passar qualquer oportunidade batida de me crucificar, ou me aceitar.
Deixe eu segurar você mais forte - Não para lhe machucar - para não te deixar esvair de mim, mas, como o vento teimas em ir embora. Sua efige com sua barba, seu óculos, seu cheiro de cigarro, sua magreza abrupta, nada disso, nada mais. Foi-se tudo. Ficam as músicas aprendidas, os dias vividos, as músicas, as histórias, a religião e a família, e todo o resto que se aplicar perante nós, é mentira, pois bem sabemos.
Byrdie, apeia. Santos homens, e Sacras mulheres me ousam penar. Eles estão certos, assim como estou certo em minha inocência. Cada um tem uma verdade, e Deus tem-se em todas; Por isso lhe digo que esteja no lado em que lhe sentir bem, em que lhe for melhor, e de mais útil. Ide e vede, pelas ramas de plantas, e pelo segredo guardado no ventro que arrodeia minha cintura, que tudo é irreal, tudo é mistíco, tudo é épico. Lembra-te da tua derrota, para esmerilhar a glória que Deus há de lhe dar. Não julge, e nem faça da dor, demência ou mau afã, um motivo de riso: Poderia ser ti que sofria do mal pôsto. Tome cuidado, reze, tenha fé, tenha coragem, seja sisuda, seja menina, carregue um sorriso brocado, não tenha medo da morte, seja forte para o futuro, seja como o trigo, seja minha.
Eu não vou renunciar, eu não vou desistir. Meu pendão é de madeira oca, e dentro guardo minhas histórias e poucas recordações. Meus brasões e distintivos são poucos/nulos, mas isso não há de afetar o que penso. Meu português oscila entre o português atual e um perfeito português lisboeta de 1965, e isso não m'afeta em nada de mod'algum.
Eu espero de riso largo, e braços abertos minha morte. Eu não vou renunciar aos meus pensamentos, eu não vou sair brigando como uma criança mimada, birrenta e inconsequente, eu não vou chorar no ombro de qualquer um uma dor punguente e maldita, eu não vou cair, eu não vou esquecer de Deus, eu não vou falar maldades do que sei, penso, falo e acredito. Eu não vou dizer nunca, e eu estarei sentado na beira da estrada de algum lugar, com meu violão embaixo do braço, minha costeleta toda preenchida, meus pés descalços, e com meu sorriso amarelado completo: Tocando uma música, e me perdendo paisagem adentro, apenas para você me ver, e crer que agora eu aprendi a tocar aquela música do Roberto que meu pai não me ensinou...
E muito prazer, eu sou o Búfalo de Gelo no Santo Campo de Centeio, eu vou lhe por pra baixo, eu vou lhe magoar, eu vou lhe fazer sofrer, eu vou lhe fazer morrer.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Transe.

O Céu está lindo hoje;
E o seu sorriso mais ainda;
O sofá será pouco para nós, Byrdie.
Incandeia, ascende, pulsa e dobra.
Cada um em seu ápice,
cada momento se eternizando no hall,
e assim seguimos o sinuoso e lindo caminho do "nós".
No seu café eu acordo, agito, e fico aceso,
e você na minha calmaria se rende, desarma, entrega.
Cada um de nós dois deixamos cair nossa armadura;
Canela mescla com o leite, faz um cappucino gostoso,
No meu peito toca uma música que só você ouve,
enquanto eu carinho seu cabelo e lhe falo do mundo,
é quando o dois se torna um e funde no amor,
o que a maldade tenta desgranhar em tempo normal,
e quando fala no pé-do-ouvido, como tanto me quer mais,
é o tanto que tenho tentado, estar mais em ti.
E te vejo, lindamente, como quem posa para uma foto,
com o busto preparado, riso debochado, pernas precisamente anguladas,
e de repente, você me beija, e me desarma para começar a amar de novo.
Só mais uma, só mais duas, só dessa vez,
seu cheiro está em mim, sua face virou uma foto na minha mente,
e eu me perco no seu infinito, e dele não saio tão cedo,
seu corpo é um disco sem riscos e nunca ouvido,
que eu faço questão de poder ouvir e tocar.
Nossas roupas se perdem umas com as outras,
e nosso riso se funde com nossa história,
deixamos o hoje para ontem, para viver o agora.
Só mais vinte, só mais um, só mais nove.
Hoje é eu e você, e mais ninguém.
E nem nada.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Bilhete Para Byrdie.

Eu te amo;
E nesse amor quero me inundar.
Quero me afogar em teus cabelos,
nadar no seu íntimo,
ser um vírus que não seja resistente.
Quero que pereças em meus braços,
e deixe eu te levar para o meu mundo.
Apesar de ser você o meu pássaro,
deixa eu te levar nas minhas asas tristes,
dá-me a chance de te levar pelo Rossio,
e te mostrar tudo o que ainda não contei;
As flores, torres, cores, e açores.
Deixa, eu te beijar calma e excitadamente,
e que a nossa vida seja pouco para isso,
deixa eu ser seu Céu coberto de estrelas;
E que nessa constelação tão intensa;
Não se caba nada, nem ninguém.
E aquilo que tenta nos interferir, ou dividir o dois que é um;
Que pereça, caia, e refugeie.
De nós, só cabe o nosso, e mais nada;
Tampouco, mais ninguém.
Menina, apeia, eu tô aqui na rua,
esperando você, para me completar mais e mais...

sábado, 22 de junho de 2013

A Via Láctea.

Me ponha em uma estrela;
Me oponho ao universo;
Proponho um cotidiano belo;
No sonho a Lua se alteia;
E se guarda nas nuvens
Para eu deixar o Sol brilhar,
por cada fresta da minha janela,
e farei o riso brotar em cada boca;
Deixa eu fazer você ser feliz,
te encantar e te conquistar;
Te tatuar no meu coração;
E lhe amar até o meu fim.
Me guarde em teus braços,
e não cure minhas feridas,
deixe eu ser apenas seu segredo,
e que ninguém saiba de nós dois.
Num canto mal-iluminado;
Entre Saturno e Júpiter,
eu pedi a tua mão,
e você me disse que iria pensar,
e os anéis que lhe dei,
e as etrelas que eu relutei,
e as nuvens que eu limpei,
só pra lhe fazer feliz;
Não valeram a pena?
Vem comigo,
minha rainha,
navegar distantes,
num céu que abrange,
todo o infinito e mais além,
e que só sabe a nós
e a mais ninguém.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Quereres.

Quero morrer cedo.
Quero poder ao menos segurar meu filho nos braços, ter você ao meu lado, e rir. Rir de tudo isso, porque a vida é uma piada gostosa e sadia, por mais que me pareça sádica as vezes. Quero poder deitar meu corpo feito numa rede, e ouvir um canto - qualquer um - e saber que está tudo bem. Quero acordar ao menos uma vez na nossa casa, na nossa cama, te acordar com um beijo, e ver que valeu tudo a pena.
Quero ir embora.
Sinto que a cada ato meu, a cada cuidança, a cada passo que dou, um rastro de destruição e desgraça me acompanham. Sento-me no chão e observo senhores tão alinhados, e tão lindos, e tão poderosos. Por quê eu não posso ser um deles? Deus sabe o porque. Renego a boa cama, a palavra fértil, a gota de doce e o medo da vida, porque não me compensa ser igual a vocês - Eu tenho o meu caminho. Percebo as rosas e lhe mostro tais rosas, com um espináceo forte, mas, minha amada Byrdie, elas são rosas, apenas rosas. Nada, e nem ninguém há de se comparar ao que és e tens, e o que fazes comigo.
Quero uma cova funda.
Quero ter a certeza de que eu possa estar em um lugar aonde nada - nem ninguém - possa se perturbar, se sentir aflito, se agoniar, ou crer em mim. Eu sou um Cão feo, Ás Negro, e flêuma de dissonância. Eu não deveria existir, e tampouco hordar linhas que julgam, hm..."Bonitas". Eu não mereço um nono das coisas que tenho comigo, por isso agradeço a Deus tudo o que tenho, mesmo não sabendo quanto tempo dure.
Quero seu cheiro.
Quero dormir sentindo no vento o seu cheiro, e no brumeio denso da cidade, o teu abraço. E nas andanças de cadências do dia-a-dia, quero ter você aqui comigo, até o dia em qu'eu segurar nosso filho. Sonho bobo, porém o que eu mais queria. Dormir, acordar, trabalhar, brigar, beijar, amar, torcer, respeitar, sorrir, chorar,  e viver você. Sem medo algum de errar.
Quero a liberdade em azul. E sem gelo.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Byrdie.

Byrdie, se apeie em mim. Ondas turvas tentaram nos derrubar, e por tantas com quantas vezes olhares tetaram nos turvar - sem muito sucesso. Após beijar minha boca, e ter de mim o que só você tem por hoje, deita-te em meu peito, e trás em mim a paz que eu tanto não sentia, e a calmaria para um tempo tão nublado e brumeiado, que até dá medo de analisar.
Olha as rosas no jardim, que brilham, reluzem, sorriem e se curvam perante a sua rosa primal. Para quê se renegar, Byrdie? Se soubesses como é linda e a tanto e a como e a muito desejava ter o meu estio contigo, e ter uma gritaria tão forte em meu ouvido, que de toda essa barulheira, só ouvia nossos dois corações: Batendo descompassados, um sobrepondo a batida de outro, como um pífano sobrepondo um toque de bumbo no côco de Jackson do Pandeiro.
Sorri pra mim, e fixa na tua face; É assim que te quero. Te amo não por amar, por comodismo, ou por associação, mas, pelo incrível - e inenarrável - conjunto da obra. Você chegou até aqui, e há de ir mais longe, Byrdie. Apeia, e sai do ninho, avôa por todo esse campo de centeio e trigo que nos arrodeia e vê que o mundo é seu, e nessa vida quem para cria musgo, e se perde numa maré d'ilusões. Byrdie, trouxe um livro para fazer sua cabeça, trouxe um beijo para lhe florir amor, trouxe um amasso pra lhe excitar, trouxe meu coração para você machucar.
Byrdie, tenha a gratidão, a fé, e a paciência, pois tudo se ajeita e se afirma no universo, assim como cada dia nos solidificamos e vemos cada vez mais o que se tem depois de "lá". Esqueça os pendões que levantam, meu amor, fique por detrás de mim, me abraça e sorri, e ri tão forte, tão bem, e tão gostoso, que cega até São Miguel Arcanjo e sua legião de Santos Anjos com essa sua felicidade e amor todo. Deixa que o Sol se ponha entre seus ombros macios, cansados, esmaecidos e carentes de uma proteção, e deixa eu estar aqui, e cuidar de você.
Crêde em mim e nestas escritas tortas, que penam em lhe dizer tão aguçadamente, o que a boca diz tremendo e gaguejando, e os olhos desviando destes olhos seus, não irão em suma lhe dizer.
Byrdie, abre tuas asas e voe por todos os cantos do universo, e solte esse seu perfume de avenca-forte no meu peito cansado. Olhe as pessoas nas ruas, e deixe elas ser elas, porque o que importa está guardado e sacramentado dentro de nós dois, e o que cabe a nós, não se dá, toma, ou empresta a ninguém. Corra e olha comigo o Céu que Deus nos deu, e sob ele, anda comigo de mãos dadas sobre todos os campos da terra.
Deixa que o seu cheiro seja o meu favorito, seus olhos minhas gemas, sua pele minha capa e tecido nobre, cetim de três cortes em "F". Deixa, que eu ponha minha mão em sua cintura, e saia por aí te exibindo, como se você fosse um troféu. Você é muito digna disso, eu quero mostrar pro mundo como lhe quero, e como me sinto honrado de ter sua presença sob mim.

domingo, 2 de junho de 2013

Reza.

Obrigado, Meu Bom Deus por tudo. Muito, muito, muito obrigado mesmo. Obrigado por sua bondade sob nós, sobre os aprendizados, pela coragem, determinação, amor, e dom de fazer dor florar alegria no coração da Byrdie. Muito grato por tudo isso que me dás a mão-pronta, e eu nem sei como agradecer, ou louvar a tua graça.
Obrigado, também, ao meu pai, que há tanto floreou histórias de reis e cavaleiros medievais e pela intervenção que valeu um soco na cara de alguém, e a devoção no meu Glorioso São Cristóvão, que me guiou nos passos firmes, Meu Glorioso São Jorge Da Capadócia que me valeu na hora do aperreio e me deu coragem que há tanto perdi em algum back-corner mental, e principalmente a minha mãe e minha vó, por eu ainda ser um gentleman, e como todo bom guerreiro protegido pelo Guerreiro Do Cavalo Imaculado, ter a força e vontade de intervir na maldade fea. Obrigado por tudo isso, Meu Deus.
Obrigado, pela minha armadura, pelos anjos no meu caminho, pela força sobre-humana, por ser rude, seco, feio, burro e bobo, obrigado pelo beijo bom, pelo abraço, pelo riso, e pela frieza de perdoar o inimigo ante a batalha fea. Obrigado, obrigado, e obrigado.
Deus, perdoa. Perdoa cada um de nós, principalmente eu e ela por estarmos correndo atrás de nossa vida, nossa felicidade, e por eles, que se julgam liberais, extremos, inteligentes, leitores, "de presença", mas não tem a coragem que destes em mim hoje.
Obrigado por eu novamente ter um sorriso que ilumine até o fundo da minha alma, Bondoso. Obrigado por achar uma pessoa que compartilhe de mim, a simplicidade, o amor, a esperança, a fé, e a coragem. Obrigado pelo Senhor me dar a chave de um coração tão maltratado, que agora bate vivo, e tão inteligente, e tão maravilhoso, e não por mim, mas porque tu me deu este merecimento, Bom Deus.
Deus, obrigado pro tudo que está ao meu redor, e todas as coisas que emanam energia positiva. Que eu possa, lindamente, retribuir. E o que me mandar negativa, que eu prisme para positiva. Abençoe cada um de nós, Deus, crianças tão bobas, e abençoa aquela linda menina que chorou pelo medo, mas, depois da presença de seus anjos, chorou de emoção quando viu as pinturas, desenhos, e sacrários no Mosteiro de São Bento.
Abençoa, aquela que é hoje uma das pessoas mais importantes e influentes na minha vida. Obrigado, Meu Glorioso São Jorge pela força dada a mim, nunca lhe retribuirei tal graça. Mãe Aparecida, e Mãe das Candeias, suas lindas! Obrigado por esse manto gostoso que nos cobre, intercede, e livra a gente dessa mesma maldade fea. Ah como eu as amo.
Deus, abençoa toda a plantação de trigo. Cada uma de nós - sementes tortas, retas, finas e grossas - tem uma chance de ser feliz. Multiplique essa chance a cada um de nós, bom Deus. Que se não deu certo, que tentemos com outro solo fértil, até que floresça e cresça a linda Rosa - Vivença do ser.
Byrdie, olha pro Céu e disfarça essa sua lágrima d'alegria, como quem viu Deus. Deus está dentro de ti. Olha para as pessoas e vê, que o mundo é lindo e tudo vai continuar, continuar, para louvar sua vitória. Deixa eu sorrir e beijar tua boca, essa boca, aonde me perco de devaneio em razão. Sorri para o Jardineiro Deus, que cultiva cada uma dessas flores, mas, que flor é mais rosa que rosa? Amada seja essa sua rosa, esta nossa rosa. Me puxe e ande comigo, me tenha em seus braços, eu vou te amar, juro! Eu vou te equilibrar, e toda a maldade, não deseje de volte. Cultive bondade, para o bem florar ao nosso redor, assim como florou entre eu e você, e há de florar mais na frente. Byrdie, você quer namorar comigo?

Bom Dia, Byrdie.

Acordei, e abri a janela, o Sol está escondido e frio, e um ventinho gostoso. Está frio agora, e o que eu mais queria era um beijo teu. O que eu mais queria por toda a minha vida era um beijo teu. Queria poder ser seu abraço, seu beijo, seu carinho, seu copo de coca, seu sorriso, seu facho de luz, o cacho bonito que se acurveia e dá o tom perfeito de meiguice ao seu rosto, queria eu ser seu cinto pra se arrodear na tua cintura e nunca mais poder se soltar de ti, e dos teus carinhos.
Se esqueça da ruindade e lave-se da maldade, você está em outro lugar agora, e vivendo outra situação, Byrdie. Saiu o Sol, e é hora de acordar, te acendo mil velas, por favor, vem me falar o que faço pra você não sair da minha pacata e humilde vida, o que faço pra cada vez mais ter você do meu lado. De repente você volta do seu vôo distante, e me trás presentes maravilhosos, e nem eu sei como aceitar tudo isso, só sei que estou muito feliz em estar contigo e que cada vez te sinto vontade de te prender numa gaiola, pra nunca mais lhe soltar. Há tanto e como lhe quero, pequena minha.
Nestes amontoados de palavras vãs, feas, e bobas, sinta o que peno em lhe dizer, quero você, anseio você, e se depender de mim, a lágrima que tanger teu rosto, há de ser d'alegria, e nunca de dor. No máximo, dor de parto de um bebê com black power.
Não me conte e nem me mostre o que está guardado e fringido por detrás do véu.
Deixe que com o tempo eu consiga abrir todas as suas janelas, e lhe faça feliz o bastante para que o véu caia por si só. Deixe que esta barreia de vento que irá nos arrodear mais tarde, seja o suficiente pra você gostar de mim, do jeito que eu há tanto gostava contido (e hoje grito tanto para dizer como gosto)  de ti.
Suas meias, cintura, cabelo, olhos, sorriso, boca, pose, charme, enfim...Tudo o que lhe move, lhe faz feliz, lhe é guia e lhe permite o lúdico e maravilhoso maquináceo dom de viver, abençoado seja. Agora, o que for vão, torto, humilhante, ludibriante, e vão e feo, aparta-te de ti no primeiro golpe de vento, e que seja longe de ti no primeiro piscar de olhos de Deus; Pois tampouco a ti merece maldade alguma, como a maldade precisa de uma companheira tão boa assim como ti.
(Infelizmente) Eu não posso lhe obrigar a tomar um rumo. E mesmo se eu pudesse não se faço isso, mas, peço ao mínimo, que venha comigo, para ser feliz, e curtir ao meu lado tudo o que eu puder lhe dar, e para poder ser maravilhoso, lindo, único, e forte, todos os dias das nossas vidas, aonde apenas tenha eu e você, e mais ninguém.
Hoje, quando você acordar nesse frio tão gostoso, que você sinta meu abraço, que mandei na asa do vento, e meu beijo. E quando você me ver, não hesite, pule, corra, abrace, beije, morda, mas, venha. E aí eu serei bem mais que feliz.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Vôo da Byrdie.

Eu tinha um pássaro. E ele voou para longe. E eu não o vejo mais.
Eu tinha um pássaro, e eu não o prendi na gaiola por aquela linda canária ser do mundo, e não minha. E por isso, ela foi embora. Toda a noite pesa nas minhas costas mais uma vez, e mais uma vez eu sinto um pesar de uma sina sem compreensão integral: A do caminho de um só. Sem amigos, sem amor, sem cachorro, nem  nada. O pássaro me jurou lealdade, lealdade que a dei, e não recebi. E isto dói. A Byrdie, de tantos estilos, palavras, jeitos e faceiros, não deu por valer-se no que lhe pedi. E mais uma vez eu tombo.
Logo, quando dei por mim, o canto daquela canária não encantava mais, e suas prumagens apareciam cada vez mais longe, num vôo mais demorado e distante, até sumir por adentro do horizonte.
Eu jurava algum dia a mim mesmo ser feliz; Nem que isso custasse minha cabeça. E vejo que nem se botasse minha cabeça a tal mister, eu conseguiria ter essa situação. Minhas felicidades são momentâneas e sub-divididas e agrupadas em níveis de sinceridade, momento, e pessoas. 
Nunca tive algo que durasse 100% de mim e me desse total alegria, conforto e satisfação (como exceção da Mãe Música). Tudo de repente some, desabrocha, foge, briga, rompe, trai, renega, ou ignora. E nisso continuo a labuta diária de um Sionismo infinito.
Não tenho mais vontade de sair na rua, nem de ver o poente do Sol no alto da São João. Meus amigos moram na minha cabeça, e perco a cada dia a vontade de continuar brigando por um futuro, brigando por alguém, brigando pela felicidade, e por tudo. 
Sou totalmente grato e humilde a Deus por tudo que me tenho nas mãos e dependências, porém, rezo muito para que a barca vire, e eu morra afogado no veneno de tudo aquilo que um dia pode me fazer "bem".
Estou cansado. 
Muito cansado de tudo isso e todas as pessoas. Quando meus pés semi-cansados vão encontrar pés semi-cansados também, e descansar com eles? Quando eu vou poder conversar de igual pra igual, olhando no olho? Quando vou beijar a doce boca tão esperada e prometida pelas Síbilas? Quando eu irei ter algo de que me orgulhe por ter participado? Quando poderei ter (novamente) a vontade de gritar ao mundo um "Obrigado" por tudo que ele me ofereceu? Quando eu poderei ter bons amigos de novo, e não essas ovelhas tão desgranhadas e soltas como eu? Quando eu vou poder ir ver meu pai e jogar tudo isso pro alto?

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Deserto de Cemal (II)

Eis que estou aqui de novo, sentado no topo de uma duna. Meus olhos não enxergam nada. O pássaro pernicioso do passarinhedo, místicamente deixou uma pena cair, e com essa pena escrevo esta continuação malcriada de minha história, e faço de Deus, da Música, e da Coragem minha hóstia para comungar. Tem noites que não durmo, e houveram dias em que passei fome, mas consegui suprir necessidades. Amigos me abandonaram, musas sumiram, mares secaram. O vento foi meu confessor, e o Sol meu juiz; A chuva, quando penava em cair, me machucava a pele, porém me hidratava, e me lavava da poeira má, me dando uma razão para continuar...
Carrego pessoas. Elas estão nas minhas vesitmentas, nas minhas orações, nos meus escritos, nos meus olhares, pensamentos, vontades, desejos, e no meu falar. Todas elas, sem exceção alguma, estão comigo. Mas eu não fiz questão d'estar em qualquer uma delas. E nenhuma delas fez questão de levar um pedaço de mim co'elas, assim como eu levo elas em mim. Me sinto como Christóvãm: Eu apenas carrego, apenas faço a travessia, e de súbito, quando tudo dá certo, sou de novo jogado ao back-corner para fazer outra travessia. Engraçada a vida, não?
Ás vezes dá vontade de chorar, de gritar, e espernear, pedindo pra ir embora, ou até mesmo tentando, mas,  se é isso que vai acontecer, por quê fugir do inevitável? Tudo acaba aonde se começa, e toda a história é escrita aos dedos do Criador, porém, Byrdie; Meenie; Sinhá; e geral: Você pode irromper o destino e mudar sua história, porém, se for sua sina viver para presenciar e ser peça d'um único momento, ele não sairá da tua vida por nada neste mundo; E você viverá atordoado nesta situação.
Irromper mundos, transformar sua história e tomar as rédeas da vida é doloroso, pesaroso e incauto, mas, se você o fizer, você terá uma história a contar, de tal modo que você nem imagina como desenvolver o personagem, por isso algumas pessoas preferem viver como marionetes (de Deus ou do sistema).
Sinto saudades do que já se foi, de risos, abraços, beijos, brigas, mesas de sinuca, violões uníssonos, discos e vocais potentes. Sinto falta dos que eram meus pilares e de ter um porto seguro carnal. Sinto falta de ter uma idéia boa da vida, e de um sonho juvenil - Não que hoje eu não esteja bem, afinal de contas nada mudou, só os sonhos que cresceram, pessoas que morreram e entraram e saíram da minha vida, e a solidão que continua a me cercar.
De certo modo, sinto que a morte é a boa idéia e a melhor das guerras a ser vencida, por isso concordo com meus inimigos quando eles rezam pela minha morte, e quando juram me quebrar, ou quando dizem que eu deveria ter morrido no lugar do hamster deles. Eles tem razão, eu sou um homem mal, eu nunca fiz e nunca hei de fazer um bem a alguém mesmo, por isso rezo que qualquer dia Deus veja o erro que fez pondo essa pobre titica no mundo, e o arrebate para assim, e que eu fique na proteção da Mãe Das Candeias; Aí não tem mais deserto, tristeza, solidão, solteirice, mágoa, angústia, percas, e o Deserto, levemente, começa a florir em torno de minha lápide de Jásper.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Otimismo para Byrdie.

"Eu não tenho medo do que ocorrerá;
A barca é vazia e arrasadora;
Mas estás nela e me afaga;
Não ouço tua voz;
Mas sinto tua presença..."


Quando eu dei o primeiro passo, não parei de caminhar. Eu caminho pela sobrevivência, pelo amor, pela alegria, felicidade, júbilo, graça, glória, e Hosana. Perdoa estes meus olhos, marejados e esverdeados olhos, que há tanto penam em derramar água da alma. Eles pensam nas vitórias vencidas e nas batalhas não findadas, Byrdie. Vim te trazer a alegria dos dias, um ouvido a ouvir, e uma reza a ser preenchida no teu devocionário. Byrdie, não se aperreie com essas coisas todas, é tudo a mudança do tempo, e de cada um de nós. Chega uma hora em que sua boca não reconhece suas mãos, seu sorriso brilha, porém seu coração brilha mais.
Byrdie, tenha a calma, e a paciência, seja como o trigo. O trigo quando é semeado, é semeado aos montes no inverno, para poder resistir, e dos grãos que resistem, os que crescem são sempre pisados, para crescem "quebrados", porém fortes e resistentes ao frio, geada, vento seco, chuva forte, assim como você, menina. Olhe sua cara séria, que há poucos quase perde esse riso tão belo e que entontece, e olha essas chagas, chagas tão bobas, apenas cicatrizes de um tempo que em ido está. Olha e apeia, que o Sol ainda pena, e há de brilhar por cada um de nós, por nossa dor e nosso feelin'. Andamos na rua, as vezes sem ao menos saber o porque, mas logo um motivo ou razão vem na cabeça, e isso ou nos abaixa a cabeça, ou nos irrompe em riso, e faço votos que tenhas pouquíssimos motivos para abaixar tua cabeça daqui pra frente, pequena e abençoada Byrdie.
Menina, ouça no vento o que poucos ouvem, e veja no horizonte o que ninguém vê, acenda e ascenda esta chama que está contida dentro de você, e abrace todo o universo, que ele lhe retornará todo este carinho contido. Abra seus olhos, e sinta toda essa sua áurea, toda essa energia positiva, e esse carinho. Todas as suas roupas, todos os seus meiões, todos os seus óculos, todos os seus caminhos, tudo o que vier de você, é certeiro e fatal, e assim o digo que é, desde sua maravilhosa e vasta cabeleira até o seu jeito meigo de se apoiar nos joelhos e por a mão no queixo. Tenha a alegria na tua missão, porque sei eu bem que já trilhei esse caminho, Byrdie, que seu dever está bem feito e cumprido medida por medida, não sinta vergonha, e quando o finalizar, lave sua alma com sal e arruda, porque ali você verá que sua estadia valeu a pena.
Olhe para o seu passado com orgulho. Você venceu hordas piores, viveu cenas incríveis, e há de contar para seus filhos, Byrdie, e eu enxergo isto sobre este tempo acinzentado ao redor de nós. Byrdie, crede quando lhe digo que sua felicidade vem a galope, pois como disse o Santo: "Aquele que serve, tem a recompensa em tempo de desfrute". Por isso, não te inquietas. Não tenha medo do que não foi feito, e não hesite, faça, ouse, inove, seja, desfrute, coma, destrua, provoque, excite, beije, ama, dance (ok, não dance ainda ;) ), corra, pense, veja, sinta, e fale. E deixe seus olhos brilharem mais que a graxa de nossos sapatos.

E um dia desses, tudo isso será re-lido, e a verdade será consumada ;)

domingo, 26 de maio de 2013

Soneto do Passarinhedo.

Raio de Sol;
Venha até mim;
Está tão frio;
Eu estou só.

Eu viveiar mil vidas;
Para em mais mil;
Poder durar o nosso amor.
A cidade é tão cinza,
sua pele contrapõe,
dá tom ao meu olhar.
São apenas três da tarde,
nada é eterno;
Mas eu gostaria de ter você

Tudo com você;
Tudo por você;
Tudo em você;

E eu o que faço agora?
Sem teus beijos, teu carinho,
o teu amor todo...
...A vida é tão passageira,
Você teria um minuto;
Para saber quem eu sou?
Sinto tua presença,
seu cheiro até,
mas não lhe vejo mais.
Irei lhe abraçar!
Tentativa inútil...
...É só uma sombra de fel.

Quero você;
Desejo você;
Anseio você.

De todas as coisas,
eu quis foi você,
como a melhor de todas elas.
Me perdoa até meu desejo,
tão vão e louco,
de querer ser seu infinito.
Sei que eu errei;
Mais quem não erra,
quando se perde em um breu?
Por favor olhe para mim,
tenha a piedade,
deixe eu estar em você.

domingo, 12 de maio de 2013

Carta Para Depois.

Moça, somos como o trigo. Quem anda comigo, e quem está comigo, é como o trigo.
Tudo o que se apeia com o vento, vem de ti, e eu sinto isso, sabe? Hoje, sentado na grama fresca, molhando os pés semi-cansados, eu senti teu teu abraço, teu beijo, e o teu amor. Sei que não foi acaso, ou em vão, você estava comigo, assim como esteve a todo momento e eu tolamente não notei antes.
Seu sorriso, seu abraço, sua fortaleza, seus seios, seu cafuné na cabeça, seu amasso, seu beijo, seus olhos, suas pernas, sua voz  no meu ouvido, seu aperto e quando você me olha meio que assustada e feliz dizendo: Que quer que o dia aviesse logo para poder curtir mais e mais comigo. Parecia ser tão óbvio; Você ser o meu destino.
Moça, não estou preocupado. Eu estou barbudo, feio, burro, bobo, e corinthiano, mas, não preocupado, pois sei que logo mais você vai estar vindo por aqui, cruzando meu caminho com o teu, e nós vamos estar curtindo um domingo de Sol, comendo uma feijoada juntos, ouvindo discos, ou apenas andando no Brumeio, em plano Lgo. de São Bento. É sério! Tô aqui te esperando, e sei que seus sinais andam cada vez mais claros e rápidos, então, não mais me preoucupo.
Moça, fico eu aqui doido num aperreio sem limites querendo sentir a sua pele de canela fazendo um contra-tom na minha. Quero ver tua boca na minha, quero ver você dançando comigo, quero ver você gritando comigo, quero ver você me beijando a boca toda louca, quero ver você ficar corada quando eu tirar meu casaco de 5/6 quando eu lhe cobrir as costas, e quando eu beijar sua testa, e dizer como você é linda e especial. Quero ver você se emocionar, vendo que já fiz tudo isso com você aí no futuro, e ler e ver que planejo estar contigo desde agora, desde que tô sozinho no vão oco do universo...
Mais Moça! Somos como o trigo. Quem tem força para amar, tem força para suportar e força para viver o jogo dos dias. Eu lhe dou o riso dessa boca linda e carnuda quando seu choro desabrota, e eu lhe dou a Rosa dos Dias. Lhe dou meu carinho, e minha palavra. Assim como quando me (re) encontro inúmeras vezes no abismo do universo, você me retira de lá, e me atira no seu colo, e me põe no meio de um abraço tão forte, que até minha alma se alarma, e perde a calma e num frisson quer se unir a você.
Eu ando cuidando de mim, vivendo por mim, me amando e me querendo. Enquanto você não vier, eu vou ficar aqui por mim mesmo, porque eu quero agora minhas camisas, e minhas coisas, para quando você vier com esse seu sorriso, esse seu piercing, sorriso e charme, eu me avoar logo ao teu terreno, sem ter medo algum de não ser maneiro o suficiente ou inferior o suficiente. Então estou me nivelando para você ver que eu estou pareado a ti, e quero ter meus planos junto a ti, crescer e me enraízar com você, nossos agogôs e atabaques, nossas rezas, nosso Corinthians, e nossa história, nossa música mais ouvida, nosso segredo mais sacro.
De que adianta ser como o trigo num mundo tão cruel? Ter força, a fé, esperança, e você ao meu lado. Escrevo daqui do passado, para que você aí no futuro leia o que eu sinto agora, sabendo que você está chegando, cada vez mais. Não vou rir e tampouco suspirar, são minhas palavras, apenas bobas palavras, mas, neste agora (futuro) eu vou estar deitado no teu colo, tocando minha gaita, e você vai ler isso, e rindo meio que boba, e se perguntando por quê, vai se virar e me beijar, e daí eu vejo o amor nascer de novo, e nós dois no caminho do Um, sabe por quê, futura? Porque somos como o trigo.

sábado, 27 de abril de 2013

Sobre o Pai.

A noite desceu em meus ombros,
e eu mal percebi que ela pesava,
estava ocupado demais,
pensando no rumo do mundo,
e no que eu falaria para você.
Era tempo apenas de dizer oi,
mas você sabia que eu estava corrido,
não era minha culpa, eu juro,
mas resta em meu peito oco e podre,
a sensação que devia ter feito mais por nós,
assim como faço com mã, e com a véa.
Era tarde, não queria incomodar,
apenas sorri e entrei ligeiro,
me sentei, e me fiz de travesseiro,
para desapercebido velar teu sono,
e sussurrar tudo o que não disse;
Mas eu nem disse metade,
meus pés tomaram controle, e fui;
Correndo forte, chorando,
Você nem sentiu eu tocar nossa música.
Eu fui dormir, meio cabisbaixo,
éramos tão iguais, e de mundos tão diferentes,
mas ambos de nós tentamos, quebramos a barreira;
Fomos dormir como heróis, irmãos de Sol,
e na noite cosseguinte, Deus daria o dia,
que cada um de nós não se esqueceria.
Como pude ser tão tolo, meu velho?
Por quê eu deixei você esvanecer entre meus dedos?
Por quê eu não deixei você ficar mais?
O dia amanheceu, um Sol tão lindo,
Deus estava olhando por mim,
e quando eu fui te visitar,
sua cama vazia, de leito quente...
...Percebi que tinha acabado,
e aquele amontoado, nem pude dizer.
Foram dinheiros e anéis, que pus ao teu lado;
E foi minha oração e minha coragem,
que ainda fizeram, ser eu ser forte para dizer adeus,
você cruzou a ponte, e me deixou só,
e eu não pude dizer ainda, como amo você.
O Céu vai cair em mim?
Eu vou morrer? Você me recorda?
Ou seria apenas tua presença em mim?
Você me ouve? Eu tangi seu caminho?
A batida segue incessante e tranquila,
mais o teu retrato na minha muralha,
me dói e me faz sentir uma vontade de gritar.
Tenho que aprender a ser só,
antes que perca mais, do que não tenho,
sei que você está por aqui, então me ouça,
volte para mim antes que eu caia de novo.
Faz falta ter tua palavra, tua benção,
teu auxílio e teu amor.
Teus olhos tão vivos, tua mão tão calejada,
teus pés tão cansados, coração tão pesaroso,
você se lembra, do tempo que passou?
Dos dias idos de 2006 que éramos dois em um?
Sem mágoa ou dor, sem maldade ou rivalidade,
vamos guardar o melhor em nós, por favor.
Eu vou te guardar no meu infinito,
para que você em sua graça e glória,
possa me levar e me guardar totalmente no teu.
Se cuida, fique em paz, firma o ponto, e fica com Deus, moleque. Um beijo, paizão.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

No Centro Do Universo.

De repente, tudo não é mais como eu imagino, mais está em uma situação melhor, e eu não sei se me sinto feliz ou triste em relação a isto. O Sol bate em minha cabeça, o vento bagunça meu cabelo, e eu olho para o universo. Eu estou vagando por ruas que muitos já andaram comigo, e eu já andei há muito sozinho. Minhas mãos apertam minha mochila, e se não o fazem, paream com o meus bolsos, eu tenho apenas 21, eu não posso ter medo ou aflição; Foi me dito pela boca do pai enquanto estava aqui: É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer da morte. Não vou temer. Minha mãe dizendo que é preciso saber por onde se anda, e dizendo para sempre ter a postura. Eu a tenho. Mãos que me afagaram a cabeça, que seguraram minhas mãos, que carinharam, hoje não são mais, não tem mais. Eu estou inteiro.
É tudo passageiro, é tudo lindo, é tudo lúdico e verdadeiro. Muitos me perguntam se eu estou bem, e eu digo: Estou vivo. O que que eu posso dizer? Meu coração bate, eu respiro, penso, ando e falo. Estou ótimo, estou vivo. Meus olhos batem nas arquiteturas, nas igrejas, nas imagens, no Céu, no horizonte, e no Martinelli. Eu estou vivo, a minha boca sorve o mate e dilacera um pão de queijo, eu estou vivo. Minha audição se alivia em trocentos milhões de Doo-Woops, e eu estou vivo. Meu cansaço é bem alinhado em três quartos, minha bota é bem amaciada, meu jeans é de contra-tom, meu cabelo é "arrumadamente bagunçado", e minha barba é só uma barba comum. E nada e nem ninguém afirma nada por debaixo desse Céu, afinal, eu estou vivo, e falo por mim.
Não sou Simonal, mas, tenho as ventas para dizer que tudo tem sua magia neste universo, e até mesmo no caminho do um só, há de ter sua alegria que há tanto busca, Sionita. Busque na tua solidão, a firmeza mais rude, lírica, e bélica, que há tanto você tinha; Você era quieto, meditava, e não precisava e nada. Hoje parece uma criança que precisa de ajuda para comer um biscoito. Sionita, olha para ti, e apeia. Veja o dia lindo que se há de fazer, e desfrute por ti, e não por mais ninguém. Se lembre da sua felicidade solitária, dos seus feitios, e da sua vida. Volte a ela. Você não é desse mundo, e nem nunca o pertenceu, então, para quê mudar sua vida agora? Você é trouxa, por acaso?
Cruze a Xavier de Toledo, olhe os discos, ria, ouça as músicas, compre, venda, é assim que sua infame e linda vida segue, é assim que sua felicidade barata é inútil é lhe fornecida, máquina mercantil e desgraçada, novilho desgarrado e mal benzido do canteiro.
Se você sumisse, poucos sentiriam tua falta, e se você morresse, nenhum seguraria a alça do teu esquife. Se você fosse um pássaro, teu canto nunca serviria de alívio numa gaiola, e suas penas nunca seria adornadoras de índia alguma. Você é a destruição, a maldade, e o vil. Você é o cinza que matou o azul, o cavaleiro que tangeu o vestido da princesa de sangue, o que briga mais quando se põe numa briga não se contenta e bater: Mata. Você é um signo da maldade, cão feo e tolo. Quantas vezes você tem que perder tudo para se contentar? "É para se reconstruir..." Qual que! Você sabe que seus alicerces são mais firmes que uma casamata, mas, você parece se esquecer que ás vezes você abaixa a cabeça definitivamente, e se perde por ser humilde demais, ou as vezes é robuscado demais, e por isso perde o que está em tua volta. Por isso, você cai agora na idéia que ser sozinho é melhor do que viver tudo isso de tempos em tempos. Bem-vindo ao teu eterno caminho, Sinonita.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Elegia.

"...Para com isso! Eu te conheço muito bem."
 
Acredito eu, no meu feo pensar, que frases como a acima só devem ser ditas por pessoas que são esquizofrênicas ou siamesas, porque, de resto, é tudo mentira. Como você ousa tramaquear tal palavra ardil contra meu ouvido, sendo que você se vende por um carro, por um músculo, por um vil metal, por uma posição melhor? Quem é você para criticar meu cabelo, minha costeleta, minha camisa, meu suspensório, minha vida, meus amigos, meu pai, e tudo o que está comigo e em mim? Você me amava assim, e em algum ponto isto tudo se perdeu. Não me diga que a culpa é minha, porque se formos botar na balança, a gente vê que a resposta é o inverso, e além do mais, eu racho a culpa por educação, porque mesmo você sendo um réptil, minha mãm me ensinou que eu tenho que ser cavaleiro - Coisa que você nunca mereceu de mim.
A gente caminha tanto, e vê que lá no fundo tudo aconteceu do jeito que tinha que acontecer, sabe? Não tinha outro jeito, e se talvez, a gente tentasse fazer de outro jeito, a coisa iria sair pior, mil vezes pior, ou duas vezes melhor (por um curto prazo de tempo). A vida é dinâmica, e isso machuca muito, e inúmeras vezes as pessoas, até mesmo eu.
Você ousa chorar. Nem eu mesmo sei porque, tais lágrimas desabrocham, no braço musculoso e tatuado daquele que é o teu "amor". Você me lembra, quando me disse em segredo, que você ainda me amava, e poderia ficar comigo, mesmo estando com ele? Você lembra, das noites que eu passei chorando, e das forças que esvaíram de mim, e dos meus amigos que andavam comigo para eu não pular da ponte de Alphaville, ou dos meus parentes que rezaram doidamente por mim, ou do meu pai, que me deu muitos socos (mesmo estando com CÂNCER) para poder me curar do mal de você? Quem você acha que é para pisar em mim, e pisar em tantas outras pessoas? Você não vê o esforço que fazem por ti, você agora tem uma "vida": Bebe, anda de carros importados, come em restaurantes caros, e se acha poderosa. Hoje eu ri na sua cara, e você viu isso, ri porque eu saí da lodo onde você estava, e você se afunda cada vez mais, hoje percebo que sou mais forte e maduro que já imaginei um dia sequer. Perdi meu pai, e a única coisa que penso, foi que eu agradeço a Deus: 1º Por ele nunca ter te conhecido; 2º Por ele me abrir os olhos em relação a você e 3º Por ele ter me curado do mal que tu me fez.
Depois de tanto tempo, eu consigo sorrir (raramente), ficar com a face serena, e aproveitar meu dia, hoje eu consigo ser feliz porque eu me (re)conheci, eu estou comigo agora, e sei o que é melhor para mim, e aprendi que não vou mais me sacrificar ou deixar de fazer minhas coisas, as minhas felicidades (passageiras e eternas) por qualquer outra pessoa. A cada dia que passa, a lama só suja, e eu estou começando a me limpar, e alguns começando a se sujar mais e mais. Deus na frente, São Jorge na guarda, Nossa Senhora na proteção, livrai-me do mal, me ajude a cada dia que passa ser um homem melhor, amém.
Lá no fundo - in flanco - eu não lhe desejo mal algum, te juro. Só quero que você nunca mais cruze meu caminho, do mesmo jeito que teve a maturidade para me trocar, e ficar com essa vida de luxo, ostentação, e exibição que eu nunca lhe dei, e nunca pude lhe dar, e nunca hei de dar (Com fé em Deus); Eu rezo para que tenha a maturidade para seguir esse caminho torto e oco. Do mesmo jeito que eu fui ao inferno e voltei tantas vezes, tente sair da lama sozinha. Quantos ao teu lado irão lhe dar a mão? Não, não me conte. Eu não estou aqui, messalina. Me assusta o fato que houveram muitos que encobertaram o fato, e nenhum para lhe levantar. Eu lembro de você chorando, e dizendo: "Não me deixa sozinha". Tarde demais. Hoje eu aprendi mais ainda o caminho de uma pessoa só, e é aqui que estou. E é aqui que vou padecer.
Não vou levantar pendões, nem comemorar coisas contra, afinal de contas não é pra isso que vim, só acho engraçado a atitude das coisas, e das vibrações (positivas e negativas) no mundo. Se eu pensar coisas boas, elas vem, assim como as ruins. Eu aceito as ondas do mar, como aceito o dinheiro achado no chão, e aceito que ganhei, e perdi, e ganhei; Sem ter mais e nem porque, fácil assim. Eu penei para chegar até aqui, e reconheço e agradeço todos os beijos e abraços como os socos e cuspes. Mas, tem muita gente por aí que nem tem a maturidade de reconhecer que com uma única situação - boa ou ruim - tem tudo para mudar, e ser alguém mil vezes melhor, ou duas vezes pior.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sentinela.

Tantas vezes eu lhe procurei, em vão. Tantas vezes eu ainda te procuro tolamente, sem saber que o seu Céu agora tem outra cor, outra dimensão, hoje quando eu me enfiar no mar de cobertores e edredons, e vou querer dormir em paz, morrer em paz por alguns segundos, e rezar que ao menos neste instante - Neste doce, meigo e amável instante - Deus me traga você em forma de chuva, frio, ilusão ou qualquer outra coisa que me valha. Eu te procuro, você não percebe que há tanto te quero e te sinto em vontade?
Na música eu me consolo por instantes - pequenos tempos - para perto de ti; Doce ilusão, porque tudo dura muito tempo perante 4, 5 minutos. Mesmo se fosse uma música de alguma música de alguma banda de rock progressivo dos 70, não adiantaria nada e nem me funcionaria de modo algum, de algum modo, sinto que você logo logo já se vai sumir. É um fato consumado saber que tudo é temporário, desde como nossa travessia, até a vontade de estar contigo até te perder em menos tempo que comer um pacote de bolacha. Foi fácil te conhecer, mais fácil te perder.
Nos espaços vagos do Céu eu procuro por você, e olho em tudo ao meu redor. Ninguém vem, e ninguém vai estar. Será que eu voltei aos meus dias de Sionita? Padeço em cada rua, esvaneço em cada segundo, e vejo que a cada segundo me transformo em uma ilha: longe, distante, secular e oceânico. Me perco de tudo e de todos, ou todos se perdem e se desencontram de mim? Quantos dias eu caí pelos de fé e foram poucos os de fé que caíram comigo...Não vou me abater nem me resignar de nada, sabe?
Ando me desligando de inúmeras coisas, pensando no dobro, e rezando pelo triplo. O demônio está em minha porta, mas Deus está em mim. No meu ser. Quanto mais eu me solto e desprendo de tudo para te ver, te ouvir, te falar, te seguir e te sentir, é quando sinto, e vejo quantas amarras me seguram: Se eu fosse lhe dizer que te amo, você sentiria no abraço eu dizer isso enquanto beijo seu pescoço, ou quando digo, quase que me punindo, entre-dentes trincando: "Eu gosto muito de você." Você não notaria, você não saberia, mas, eu mesmo assim o disse, e tirei de mim trinta pedras, e hoje estou bem. Mas, de que importa, você não notou, e nem ouviu tudo o que eu disse/fiz. É tudo um grande óbvio no integral.
A vida incrívelmente continua a cada sopro, a cada dizer, a cada riso seu que eu lhe pedir, a cada vontade doida e incrível de te desgarrar num abraço meu, e a cada estadia tua. Me perdoa, mas, hoje eu sou uma ilha, porém quando eu voltar ao continente, você me recepcionaria com um abraço, um beijo, e um "como foi seus dias de Sionita?".

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Irmãos De Sol.

Todas as vezes, que abrir meus olhos, quero abrir eles e de cara ver você, não importa aonde nem como...Enquanto me for permitido a benção de enxergar, que a visão se faça divina com a luz que me faz reviver, e que Deus me permita pode caminhar, caminhar sempre acreditar que um proposito aos meus olhos refletirá em todos os vitrais, em todas as cores, no sorriso das velhas prostitutas do centro, na insulina da diabética, no vento frio e cortante, na reza, no medo, e na iniciativa, eu irei estar contigo. Dentre as forças de um sorriso, qualquer batalha se vê vencida, entra as lindas forças de uma palavra, que tanto me admira, fui citada uma vez, como uma inspiração, a palavra incandeia deu brilho ao meu coração, acho que por significar que eu brilho em algum lugar, seja aos olhos do mundo, mais com força irei trilhar os caminhos para o bem e a fé me levará; Se me esqueço de ti por um segundo, me perdoe, mais é que eu estava lhe levando em meu coração, mente e alma. Mesmo que eu não tiver nada, não temo mal algum, pois sei que ainda terei você, e você ainda estará sobe e comigo, acima de todo o tipo de maldade e coisa indecifrável.
Nenhum espírito se faz só, nem no breu de uma rua escura, e nem na luz de um faraó.
A caminha segue junta, muitos na mesma direção, o próximo é irmão de caminhada como é Cosme e Damião, estar contigo a onde for, pois o espírito é eterno, se interligam em segundo e sempre quando rezam...A amizade é obra pura é a maior dedicação, de um espirito para com o outro pois jamais te negarás a mão - estando aonde for, como for, e quem for; Seteje bem, e esteje comigo. Pense em mim, e eu lhe darei a mão. Você é meu amigo, você é meu irmão...O pensamento é criador, tudo começa e termina, determina alegria ou a tristeza de uma vida, sempre penso bem, e desejo bem a quem puder, e quem eu guardo comigo nem precisa de arruda e nem guiné, pois eu rezo e peço a Deus para que possas proteger, cuidar de quem ta longe e por todos interceder.
E um dia, quando eu te ter nos meus braços, um beijo e um abraço eu lhe darei, e em ti verei toda a paz que eu guardei para te dar, e finalmente agora lhe entrego, sem medo algum de represália. São Jorge abençoe a sua força e seu coração, estarei junto na sua caminhada, sempre lhe estenderei a mão, o presente de São Jorge é a lua, sua morada, ele que nos presenteia com brilha e o poder de sua espada, ele intercede por nos, ele é o nosso pai, e como me conheceu não esquecerás jamais, foi lendo um texto escrito por uma simples nega de fé, ele dizia que São Jorge abra meus caminhos e me leve onde ele estiver. E aonde eu for, quero que seja você que esteja comigo por adebaixo da capa do Santo Guerreiro.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

República, São João, Bela Vista, Correio, e Santa Cecília.

Pessoa, o Sol está gostoso hoje. Até parece que nessa quentura ele está tentando imitar o teu abraço, o teu sentir, o teu carinho tão acolhedor e inebriante, sabe? Aposto que até mesmo que o Sol está lhe copiando, e ouso dizer que com sucesso...
...Os sinos das igrejas dobram-se em nove tempos; Você já consegue os identificar? Ao menos em dois tempos? Você já olhou a nuvem cobrindo o Céu e imaginou como deve ser a vista de lá de cima para aqui embaixo? Eu acho que não, ás vezes eu acredito que só eu penso nessas asneiras e fico achando a vida engraçada.
Antigamente eu costumava criticar, agora eu penso, e depois critico. É minha condição humana, e me faz ser assim; O que que se há de fazer? Sei apenas que falo do que tenho certeza, boto a risca medidas que conheço, e sei que nada é por acaso e tudo tem um motivo e um porque no universo. Nada é "por acaso" ou "sem querer". Tudo tem uma razão, e se não sabemos, é porque não é da nostra conta, ou é um dos incríveis e maravilhosos mistérios velados e guardados de Deus.
Imagino a rua: Postes antigos, calçada reformada, asfalto recapiado, mendigos dormindo, Céu quase absorvido pelos vidros filmados dos prédios, e uns tons de cinza que até entontecem o meu olhar de tão lindo. Imagino que muitos dos meus antigos passaram por ali: Fecho os olhos, respiro, uma pequena passagem, oração, sorriso, amém. Está tudo bem.
Ando a rua, o vento bate, casaco fechado, três ventas abertas na manga, impede o suor, está tudo ótimo. Mate gelado nas mãos, não temo mal algum, Deus está do meu lado, e você está em meu coração; Hoje eu estou só no físico, mas, ando acompanhado no astral, e no sentimento, fui arrebato; Quando houver mais notícias, eu lhe comunico.
Andando pelas mesmas ruas, eu vejo tanto, eu sinto tanto, conheço tanto, pratico tanto, tanto na casa do tanto, que até me emputece em re-escrever esta palavra tantas vezes. A minha raíz é paulista, então, nada mais justo de conhecer ela em cada alameda, rua, esquina, igreja, arrimo e ponte que há nesta cidade, meu coração é grafado em números romanos. MXMXXXII - Eternamente.
A cada história que aprendi com meu velho, a cada lugar que meu vô já esteve, a cada tombo que algum cívico ou herói deu nestas ruas, é preciso dar o reconhecimento. Não tenho heróis os mártires na minha família, apenas cívicos, mas, eles sabem mais deste Centro Velho e fétido que eu tanto amo, do que inúmeros "filhos de 32" ou amados e queridos "veteranos". Um veterano sabe aonde eu posso comer um pastel de queijo a R$ 1,75 no Centro de onde dê pra ver o Sol e as nuvens? Não? Logo vi, mas, eu sei aonde...

terça-feira, 16 de abril de 2013

O Motivador.

Hoje eu andei só até chegar aqui em casa, e no meio do caminho vi a Lua nascer entre os brônquios do Céu, e vi as nuvens estiarem para começar a nascer as primeiras estrelas, vi pássaros voando e vi árvores farfalharem vagarosamente no crepúsculo. Eu tenho 21 anos, e não sei o que me espera amanhã.
Posso eu morrer, perder uma perna, achar cinco reais, ser abençoado, levar chuva, morrer de sono, ganhar um abraço, perder meu celular ou rasgar a calça: A partir do momento que eu entrego meus dias na mão de Deus Pai, tudo é possível a acontecer, desde que seja pela permissão e jurisdição do mesmo.
 Caem pessoas, fogem pessoas, perco pessoas. Estou aqui, estou inteiro. Ouço o não, engulo seco, olho pro lado, mão aberta, rosto aberto, coração fechado, nada temo. Barco posto, rede feita, remos prontos, e Céu limpo e mar espumoso. Se Tu me der a boa permissão, eu vou pescar, e mesmo qu'eu volte sem peixe algum, vou lhe agradecer, Mestre; Ao menos voltei vivo.
Quando eu achar graça, que seja uma graça brotada na minha boca e na minha alma, e seja uma graça verdadeira, uma graça fundada, que se for pra sentir saudade, que seja de alguém que não vai voltar mais, e que realmente me amou primeiro, realmente esteve comigo, e realmente esteve comigo quando o barco virou. Se for para tocar, que seja tocada a música mais linda e mais abotoada de sentimento e melodia, e que ela toque e desenvolva a alma de cada um, para melhor.
Quando eu pensar, que eu pense melhor, quando eu chutar, que seja forte, quando eu cair, que eu levante, e quando eu prensar, que fique amassado, que a coragem que foi passada e forjada, seja agora entregue para mim; Agora preciso arrumar todas as coisas e sair em 15 minutos porque tem uma carona me esperando para a estação de trem, mas, eu ainda nem sei qual mala posso usar. Deus, esteja na minha frente, e me diga qual mala escolher, e se realmente eu preciso levar aquela camisa xadreada. Faça-se em mim segundo tua vontade, e usa-me como um bom luthier usa a madeira fea para fazer seu melhor violino com alma fríngida. Esteja comigo, e faça-me ver além dessa bruma, e além desses corpos no chão, e essas pessoas que se defasam, vamo nóis.

sábado, 13 de abril de 2013

1962

Eu posso morrer hoje?
Você me deixaria, me concederia a honra, o privilégio, a glória e o temor de subir aos céus como a névoa de uma vela, para poder lhe ver, lhe sentir, lhe abraçar, e saber que realmente está tudo bem? Você poderia vir até mim mais uma vez, e com a permissão de alguém, ou Do Alguém, você me diria o que é e está sendo tudo isso, o por quê de tantas coisas, e como, de súbito, faria eu entender no que eu tanto creio como religião, e tanto digo como filosofia de vida, e faria eu tanto aceitar o que ainda hoje me parece tão díficil como hoje?
Recorro aos livros, e nada me dizem, a música apenas alimenta aquela vontade doida de ouvir tua voz. Teu beijo na cabeça, teus olhos e tua voz tão tremida, seus pés cansados e rachados, as mãos machucadas - Não foi falta de salvação. Sua voz ecoa pelos lugares, e seu nome ainda é lembrado por mim, e por quem te tinha em estima, sua estrela não se apagou, e agora ela está no meu pendão. E eles ainda falam mal, e diem coisas tão fea, mais, você mesmo me disse: São palavras, apenas palavras, ferem, magoam,quase matam, mais não te tiram do foco se você não permitir. Mas, e o que eu dei a ti? Nada.
Minha cabeça deita-se num travesseiro duro, e eu sinto como se fosse o chão. Me pergunto agora se você ainda sente alguma coisa. Eu sinto minhas mãos tão quentes, e minha cabeça tão distante de tal, não que eu quero estar longe de você, mas, é que as vezes esquecer para mim é melhor do que ficar retalhando minha mente num assunto que só lhe denigre e lhe corrompe mais a alma, e só me cansa, e me deixa mais triste, mais oceânico que antes. Eles não sabem de nós, e eu não dou a mínima, agora sabemos, que éramos/somos/seremos fortes sempre. Nossa história é incolor, imortal.
Quando eu morrer, você vai lá me ver, me abraçar, ter comigo, e a gente vai poder estar junto de novo, como foi esse ano que passou? Você se lembra que estávamos nos entendendo e acertando? Você lembra da rede embaixo da árvore, o violão comendo solto, a fogueira estralando, os pássaros cantando, e Deus ali, a nos olhar? Você se lembra da casaforte, das histórias, de 1962, e tudo o que deixastes aqui?
Será que ao menos, você ainda se lembra de mim?

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A Garota Dos Cabelos Maneiros.

Se quiser saber como é, eu lhe digo: Ela é linda, tem um corpo gostoso de arrebatar no abraço, e se rende sempre que eu a travo o braço. Ela tem boa dicção, bate de frente comigo, tem o cabelo de camponesa russa, um sorriso que até cega, tem tato, um cafuné bom, e tem a medida para todas as coisas (que a caberam conhecer). Ela é esforçada e talentosa, e nunca deixa por menos, se ela erra, logo se concentra e o faz direito, faz bem - por mais que a seje avoada e meiga. É impossível estar em braveza com ela, ou querer mal d'Ela.
Ela tem olhos escuros, acastanhados, negros, olhos que orbitam entre a beleza galática que é seu rosto. A testa franzida e os olhos fechados de concentração, o sorriso que precede um riso lindo quando consegue o que almeja, o jeito de não se importar, de não querer fazer parte, mesmo fazendo, mesmo estando...Eu não sei, ela sempre me vacina, sempre me facilita, sempre me fascina, sempre me faz querer estar ali, ela me faz levantar depois de um tombo horrendo, e ela tem aquele cheiro gostoso de avenca molhada de manhã, e como eu queria perder a minha mão direita carinhando aquele mar lindo de cabelo e fazendo bem pra ela; Eu só sei dizer que eu gosto muito dela, e que ela tá no patamar aonde muita gente estava...Infelizmente bestava.
Aprendi, infelizmente, a mensurar as coisas, e vi que algumas pessoas não tem o peso necessário, ou a verdade voluntária que lhe merecem, então decidi por cada um no seu lugar, e vi que Ela, estava ali, perto de onde ninguém estava, e isso me alegrou e me fez querer ter mais com ela, e hoje sei dizer que gosto muito de perder qualquer hora e momento do meu tempo/vida com ela.
Mas, será que é recíproco? Será que Ela também pensa em mim, será que ela também gosta de matar o tempo comigo, será que ela também quer ficar há tanto presa no meu abraço? Será que ela gosta tanto assim de mim como eu gosto dela? Será que Ela lembra daquele dia? Será que ela também me vê com estes olhos como eu a vejo? Será que amanhã chove? Será que é ela? Será que o Roberto vai regravar mais músicas? Será que eu tô sem sono? Será que hoje eu aprendo a tocar "Sweetness". Será?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Deserto De Cemal II

" Nem tudo é o que prarece..."
Tudo na vida é feito de momentos, eu creio: Bons, ruins, ou o que seje. Assim sendo, percebo que este ano trás em vera os seus momentos, me dando coisas boas, e tirando inúmeras coisas (desde "pilares" da minha vida, até coisas pormenores). Deus me deu e me tirou inúmeros momentos, e isto me deixa atônito (justamente por não ter o que pensar, dizer ou falar). Deus me tirou anjos, porém me deu situações para ser cada vez mais forte, e reforçar a chapa do "Marvellous Titanium" que sou. E de certo modo me sinto forte para tudo isto.
Ultimamente estou me sentindo só de novo. Um sionita nos seus dias de glória, penando no denso deserto, sem ter muito aonde ir e o que fazer e em se apoiar (tirando a fé em Deus); Me sinto meio-morto em cada esquina que ando, como se perdesse essa fé em tudo que há tanto eu tenho, evidencio e evangelizo. Com o pecado a parte; Parece até que ás vezes Deus se esquece de mim e dos meus. Mas isto é coisa de momentum, há de passar e tudo há de ficar certo (eu espero).
Cada dia que passa, me sinto mais revoltado e com menos vontade de sair para os lugares. Sinto uma vontade incontrolável de dormir horas, dias a fio na minha cama, e com sorte não acordar mais. Tiraram de mim minha corrente, e me apuseram em um greto. Eles riram de mim, e tiraram sorte das minhas lindas (para mim, e feias para você) vestes. E eu só queria poder encontrar alguém igual a você. E eu só queria poder parar de me sentir tão pouco sobre tão tudo. Eu só queria poder deitar minha cabeça no seu colo, ter do seu afago e deixar o mundo morrer lá fora; Mais isto não será possível por um bom tempo, né? Hoje você "não existe" mais, mais espero que você venha logo até mim, para podermos retomarmos aquele nosso assunto pendente de sabbath.
Andando só de novo, encontro velhos personagens, entre eles, o Pássaro Místico do Passarinhedo. Ele me louva e me diz que fiz o meu maior e melhor, mas, eu fiz mesmo? Eu mereci os anjos e "anjos" que estavam e estão e estarão no meu caminho? Até quando há de moer essa dor? Ele não diz. Sigo então meu caminho, aguardando o que vier, e esperando de tudo para com todos. Conheço meus pecados, um por um, e sei que não iria pro Céu, e nem para local algum. Sei que não posso nem estar na presença de quem eu fico, mais eu agradeço a bondade de Deus pelos anjos no caminho, e pelas "pessoas de bem"; Bem melhores que eu, né?
Deus; Me fortaleça. Bora reforçar o "Marvellous Titanium". Faça-se em mim segundo a Tua vontade. Que eu sionite o tempos que achardes necessário, e que no dia que for minha vez; Ponha água em meus lábios e arruda em meus olhos, e que eu tenha ali minha travessia feita. Que eu dê cabo de toda situação e eu aprenda de novo a dançar a dança. Que Tu seje misericordioso comigo e com os meus, e me dê a felicidade que há tanto estimo, tanto a mim, quanto aos meus. Vejo hoje - mais uma vez - apenas eu e Você; Então, Meu Senhor...Vamo nóis!