É doença, é mania. Um transtorno mental, devo admitir. Tudo o que faço, fica um traço concreto da minha vontade, fica registrado meu erro e meu acerto, pois de fato não faço um acerto sem um erro. Se eu riscar o Céu com meus dedos, fica-se então o risco deles no Céu, mas, fica impresso minha digital entre os arroubos azuis, e assim demonstra o crime feito de querer estragar a obra panorâmica de Deus. E assim, um acerto, seguido de um erro. Mas, neste instante m'lembro de que não existe crime perfeito, tudo tem seu tempo de julgamento, tal da parte certa, quão da errada.
E então, no banco dos réus, nada me resta a fazer, a não ser viver. Viver por viver, ou pela música, ou por algo que ainda me tenha em esperança - Mas, viver, acima de tudo. Você me acha feio, errado, paranóico, esquizofrênico, venenoso com as palavras, e ardil quando luto; Mas, não te reconheces em mim? Poxa, eu sou apenas, o que és para mim.
Na atual altura do campeonato, serei um espelho: Dá-me do amor, dou-te o estio dos dias, dá-me teu ódio, e faço da sua humilhação o mais lindo espetáculo dos dias. Quando lhe pedi, embaixo daquela árvore, um beijo, você me deu, mas, hoje, não quero só o beijo, não quero só a vida. Hoje eu quero tudo o que eu puder! Manda-me as cervejas, as carnes, as doenças, a fome, o ódio e a raiva; Manda-me tudo o que for ruim, e eu lhe converterei em amor. Não foi isso que lhe prometi? Em todas as horas, em qualquer hora, fazer da dor um riso besta, e da vontade de morrer, uma falta de incerteza plena. Não vens mais, mas, eu estou em seu altar, eu posso ainda ouvir algumas de tuas orações.
Lembra-te do Salmo que lhe cantei, a beira do estrado de tua cama? "Eu quero você/Somente nos meus braços/Para lhe contar/Muitas mentiras/Os meus átrios/Meus medos/Meus feitos/Desfeitos/Apegos/E também até/Daquele seu sossego"? A vida era muito curta, hoje não me tenho tempo de pensar, mas, se eu fosse o que me era antes, logo morreria para a outra encarnação chegar.
Se recorde do casal que foi até a Síbila, e dela ouviu as palavras de benção, e do futuro do casal, lembra-te do amor que lhes tinham, apesar dos erros colossais entre os dois. Lembra-te dos medos, angústias, glórias e felicidade que foram dadas ao novo casal. Os dados foram jogados, infelizmente agora o jogo é novo. A música mudou de tom, e o cantor canta conforme a andança do compasso.
Sorte e Deus, acima de tudo.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
domingo, 29 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Cais do porto.
Eu estou sentado na doca.
A água toca meus pés,
molha meus joelhos;
E as conchas grudadas nas pedras,
Fizeram cortes nas minhas pernas,
As cicatrizes nem doem mais.
Sentado na doca,
Eu vejo os barcos tomarem seu rumo,
eu não temerei mal nenhum,
porque o Sol ainda está aqui,
eu vou fechar meu espírito,
para ter o som do Sol sempre comigo.
Eu estou sentado na doca, e;
A água está calma e estia,
e o Sol queima minhas costas,
eu tomo minha cerveja e olho o mar;
E por um segundo me sinto imortal,
e n'outro, sinto me perto d'ocê.
E eu estou sentado na doca;
O cais do porto fica ao meu lado.
Eu amarro a corda nos arreios,
enquão o capitão faz a checagem,
antes que me diga qualquer coisa,
aqui não é a minha casa.
Eu estou sentado aqui na doca,
porque eu vim de longe,
de onde a guerra é iminente e sucursal,
e aqui achei o Sol que eu perdi há tempos;
Não me importo se carrego sal, açucar ou café;
Se eu inda tiver aqui esta cena linda.
Eu estive sentado na doca;
porque aqui foi aonde eu ganhei minha paz,
aonde a vida sorriu para mim,
e não me pediu nada em troca por isto.
Se me perguntarem, qual foi o tempo da minha vida,
diga a eles, que foi quando estive nas docas da baía.
A água toca meus pés,
molha meus joelhos;
E as conchas grudadas nas pedras,
Fizeram cortes nas minhas pernas,
As cicatrizes nem doem mais.
Sentado na doca,
Eu vejo os barcos tomarem seu rumo,
eu não temerei mal nenhum,
porque o Sol ainda está aqui,
eu vou fechar meu espírito,
para ter o som do Sol sempre comigo.
Eu estou sentado na doca, e;
A água está calma e estia,
e o Sol queima minhas costas,
eu tomo minha cerveja e olho o mar;
E por um segundo me sinto imortal,
e n'outro, sinto me perto d'ocê.
E eu estou sentado na doca;
O cais do porto fica ao meu lado.
Eu amarro a corda nos arreios,
enquão o capitão faz a checagem,
antes que me diga qualquer coisa,
aqui não é a minha casa.
Eu estou sentado aqui na doca,
porque eu vim de longe,
de onde a guerra é iminente e sucursal,
e aqui achei o Sol que eu perdi há tempos;
Não me importo se carrego sal, açucar ou café;
Se eu inda tiver aqui esta cena linda.
Eu estive sentado na doca;
porque aqui foi aonde eu ganhei minha paz,
aonde a vida sorriu para mim,
e não me pediu nada em troca por isto.
Se me perguntarem, qual foi o tempo da minha vida,
diga a eles, que foi quando estive nas docas da baía.
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domingo, 22 de julho de 2012
Crepúsculo Esmeralda #2
Quando o céu virar cinza;
E as velhinhas forem embora;
E o vento começar a uivar...
...Não tenha medo, pegue minha mão;
Eu estarei com você;
Nos dias mais difíceis de tua vida;
Eu sou teu amigo, eu sou teu irmão.
O Sol é um grande ponto laranja;
Como a laranja da bahia;
Que a casca é tão amarga...
...São só seis horas,
Começa o Crepúsculo Esmeralda;
Chegue mais perto de mim, então
Deixe enfim eu te abraçar.
A noite vai logo chegar,
Espero que você não se importe;
Se eu pedir para contigo ficar;
Não precisa dormir comigo a noite
Esteja em meus pensamentos;
Isso me valerá até por dias a fio...
...Amor, isso valerá até por anos.
Roube-me um beijo inocente;
Um selinho incoerente e sensato;
Faça-me encantar por uma nova Aurora...
...O Sol já agora vai embora,
São só apenas nove horas,
Acabou o Crepúsculo Esmeralda,
Garota, eu estou no paraíso.
Eu vou te deixar na sua casa,
Não me convide para entrar,
Um passo de cada vez é melhor...
...Seus pais devem estar acordados.
Mais um beijo e eu vou nas onze horas;
Sorrindo e cantando pela rua fria,
Eu e o Céu do Crepúsculo Esmeralda.
Chegando em casa eu já sonho;
Mesmo estando muito bem acordado;
Seu perfume, seu amasso, seu lábio...
...Corroem minha cama, coberta e travesseiro,
Quanto tempo falta para te ver de novo?
Garota, lembre de mim e do meu jeito;
Eu juro! Quero te rever e te revisitar...
...São só quinze para as duas;
Já se foi o Crepúsculo Esmeralda;
Do céu do interior;
Eu estou bem feliz agora;
Me falta uma coisa;
Tudo logo estará no seu devido, lugar.
E as velhinhas forem embora;
E o vento começar a uivar...
...Não tenha medo, pegue minha mão;
Eu estarei com você;
Nos dias mais difíceis de tua vida;
Eu sou teu amigo, eu sou teu irmão.
O Sol é um grande ponto laranja;
Como a laranja da bahia;
Que a casca é tão amarga...
...São só seis horas,
Começa o Crepúsculo Esmeralda;
Chegue mais perto de mim, então
Deixe enfim eu te abraçar.
A noite vai logo chegar,
Espero que você não se importe;
Se eu pedir para contigo ficar;
Não precisa dormir comigo a noite
Esteja em meus pensamentos;
Isso me valerá até por dias a fio...
...Amor, isso valerá até por anos.
Roube-me um beijo inocente;
Um selinho incoerente e sensato;
Faça-me encantar por uma nova Aurora...
...O Sol já agora vai embora,
São só apenas nove horas,
Acabou o Crepúsculo Esmeralda,
Garota, eu estou no paraíso.
Eu vou te deixar na sua casa,
Não me convide para entrar,
Um passo de cada vez é melhor...
...Seus pais devem estar acordados.
Mais um beijo e eu vou nas onze horas;
Sorrindo e cantando pela rua fria,
Eu e o Céu do Crepúsculo Esmeralda.
Chegando em casa eu já sonho;
Mesmo estando muito bem acordado;
Seu perfume, seu amasso, seu lábio...
...Corroem minha cama, coberta e travesseiro,
Quanto tempo falta para te ver de novo?
Garota, lembre de mim e do meu jeito;
Eu juro! Quero te rever e te revisitar...
...São só quinze para as duas;
Já se foi o Crepúsculo Esmeralda;
Do céu do interior;
Eu estou bem feliz agora;
Me falta uma coisa;
Tudo logo estará no seu devido, lugar.
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terça-feira, 10 de julho de 2012
O Pai e a Filha.
Dedicado a Fábio Cardoso de Queiroz.
A filha olha pro pai. O pai que a quer bem, a tudo faz, a tudo atende. A vida é para ser vivida e curtida, ele deve pensar, e ele não a vive e nem a curte. No meio do medo de tanto dar e tanto querer fazer pela filha, ele só se faz presente poucas vezes. Mas ele a ama, e ela o ama. E isso é o que vale.
O pai agrada, diz que gosta, abraça, e diz que o tem como filho. Ele acredita. A filha ri, e diz que o pai gosta dele, pois os dois tem praticamente a mesma história, e ele vê no "filho", o que ele tinha na juventude. Quando ele ficou desempregado, o "Pai" até ia pagar a carta de carro pra ele, sem ele saber! Meu Deus! Este Pai é único, demais, e poderoso! Ele não existe melhor como.
Ele ri, quando lembra e pensa nisso; Ele foi aprovado, e está tudo bem, enfim; Os dias passam, e ela não quer mais ele. Ele está só. Ela arranja outro, ele quase se mata, os amigos não deixam. Ela leve ele pra casa, e o Pai o acolhe, e o tem como filho. Ela ri, conta para o novo, o novo ri. Ele foi aprovado. Mas, aonde fica a razão? Aonde fica, o sentimento, meus caros leitores? Aonde, em qual peso dos dois prumos, encontra-se a dama da justiça? Lhes respondo: Em nenhum dos dois. De tanto o Pai amar a Filha, ele acolheu o novo, sem saber mesmo quem lhe era. O amor, em todas as suas formas e concepções, é a rampa d'alegria para uns, e tristeza para outros.
O "filho" (a partir d'agora, tratado como bastardo), segue sua vida, e lembra se do seu pai real, seu pai carnal e sangüineo, e na beira da pedra do porto, chora, e grita com vêemente dor. Esqueceu-se das raízes, dos conselhos, avisos e bençãos que seu Pai lhe deu, e foram por intermédio destes mesmos avisos e atalhos, que lhe fizeram chegar até Ela, a filha - e consequentemente -, e ao Pai.
Hoje, o bastardo tenta entender a vida, ouve músicas, e vive somente por viver, ele arranjou uma pessoa, e está feliz pra caralho com Ela, obrigado! E, se alguém perguntar-lhe sobre o futuro, ele lhe dará um anzol na boca, pois, agora é Do Zero Adiante, ou, como o ouvi dizendo outro dia: "A escrita é outra, meu irmão".
A filha olha pro pai. O pai que a quer bem, a tudo faz, a tudo atende. A vida é para ser vivida e curtida, ele deve pensar, e ele não a vive e nem a curte. No meio do medo de tanto dar e tanto querer fazer pela filha, ele só se faz presente poucas vezes. Mas ele a ama, e ela o ama. E isso é o que vale.
O pai agrada, diz que gosta, abraça, e diz que o tem como filho. Ele acredita. A filha ri, e diz que o pai gosta dele, pois os dois tem praticamente a mesma história, e ele vê no "filho", o que ele tinha na juventude. Quando ele ficou desempregado, o "Pai" até ia pagar a carta de carro pra ele, sem ele saber! Meu Deus! Este Pai é único, demais, e poderoso! Ele não existe melhor como.
Ele ri, quando lembra e pensa nisso; Ele foi aprovado, e está tudo bem, enfim; Os dias passam, e ela não quer mais ele. Ele está só. Ela arranja outro, ele quase se mata, os amigos não deixam. Ela leve ele pra casa, e o Pai o acolhe, e o tem como filho. Ela ri, conta para o novo, o novo ri. Ele foi aprovado. Mas, aonde fica a razão? Aonde fica, o sentimento, meus caros leitores? Aonde, em qual peso dos dois prumos, encontra-se a dama da justiça? Lhes respondo: Em nenhum dos dois. De tanto o Pai amar a Filha, ele acolheu o novo, sem saber mesmo quem lhe era. O amor, em todas as suas formas e concepções, é a rampa d'alegria para uns, e tristeza para outros.
O "filho" (a partir d'agora, tratado como bastardo), segue sua vida, e lembra se do seu pai real, seu pai carnal e sangüineo, e na beira da pedra do porto, chora, e grita com vêemente dor. Esqueceu-se das raízes, dos conselhos, avisos e bençãos que seu Pai lhe deu, e foram por intermédio destes mesmos avisos e atalhos, que lhe fizeram chegar até Ela, a filha - e consequentemente -, e ao Pai.
Hoje, o bastardo tenta entender a vida, ouve músicas, e vive somente por viver, ele arranjou uma pessoa, e está feliz pra caralho com Ela, obrigado! E, se alguém perguntar-lhe sobre o futuro, ele lhe dará um anzol na boca, pois, agora é Do Zero Adiante, ou, como o ouvi dizendo outro dia: "A escrita é outra, meu irmão".
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