segunda-feira, 24 de março de 2014

Despedida.

Senhores leitores: Este blog será desativado. 
Eu preciso de tempo para mim, minhas coisas, pensamentos e músicas. E este blog teve seu ciclo de vida útil, e ultimamente anda pouco movimentado, e ele nunca rendeu uma grana, infelizmente, então, está na hora de fechar as portas e seguir novos rumos; Paz, amor, glória e alegria a todos que já o acompanharam (ou o acompanham), e que já foram citados aqui alguma vez. Ou bem, ou mal; Preciso parar se não vou enlouquecer realmente, e ainda mais, muito mais.
Vou enlouquecer se não arranjar um amor que eu mereça, e me mereça; Vou enlouquecer se não entender de uma vez por todas o que é o Sol, seu brilho, cor e neutralidade ante as estações; Assim como não entendi porque a menina mais linda tem o cabelo aloirado e ela gosta de mim mesmo eu sendo um lixo e o pior de todos os rés humanos; Assim como sou um péssimo filho, e neto; Assim como fui tantas vezes um péssimo amigo; Péssimo baixista, e a escória humana na terra; Assim como me perco em noites acordado pensando no que fiz de errado para perder meus Deuses; Santos; Amigos e Heróis; Assim como definho meus dedos na contança de teorias do porque de tua ida para o além-túmulo, e porque toda música que eu amo você amou antes, e isso deixa minha alma em um jeito mais extasiante.
Hoje, no heliponto do prédio aonde eu trabalho, vi os carros bem minúsculos da avenida que tanto me falavas de quando eu era criança, e numa ânsia de te procurar, ou no meu gene, ou na minha essência, abri os braços, e fechei os olhos, ajoelhando subitamente no chão firmando numa matina que me ensinastes, e a ventania me trouxe sua efige que bagunçava meu cabelo e cercava minha alma. Ali, eu vi, e percebi que você ainda estava comigo, e por ali eu quase chorei, e quase fui te encontrar, pap.
Estou indo viver minha vida, e me perder entre discos, sorrisos, mate com limão, pastéis de queijo, cervejas, livros, minha Agnish e seu cabelo em tranças, músicas, e o que mais Deus me proporcionar; Agradeço a todos que fizeram parte, e me aguentaram forçando a ler minha meia-dúzia de linhas mal-feitas e mal-criadas; Agora não precisarão mais. Nunca mais.
O blog estará na ativa até o meu 22º aniversário (27/03), para quem quiser ler mais alguma coisa, ou se despedir de um post marcante, etc. Após essa data irei removê-lo. Encontrei uma musa verdadeiramente musa, que além de linda físicamente tem uma mente maravilhosa, e consegue compreender minhas letras, e - caso ela queira - devotarei toda minha escrita a ela.

Paz; Amor e Biscoitos, garotinhos.
Evoé aos iniciantes, aqui fica a benção de um escritor antigo.
Abraços do; Som Na Surdez:

The Ox/Icy Ox/John Riley/John Spedt/Marcus Queiroz.

domingo, 23 de março de 2014

Balanço da Semana.

Todas as coisas do mudo me remetem a você, não se importa como, onde, ou porque. Apenas me trazem seu cheiro, seu abraço, sua meiguice, indecisão, o beijo polido, e o sorriso de quem sempre espera mais, mesmo não esperando, "crê não crendo", sabe? De todas as manias que eu tenho, umas delas foi aprender a estar com você, e ver o Céu turvar de cor, as nuvens se desenharem pela tela imensa e polida que é o Céu, e o vento bagunçar nosso cabelo, e falar que não gosto dessas suas aloirações no teu cabelo.
Mas, estou aprendendo que você está aqui, e eu também, e todo o tempo que fica entre nós reduz-se muito, a pilhérias de segundo, e cada vez sinto-me mais e mais afim de te ver mais, te abraçar mais, te ouvir mais, te sentir mais, e te cantar mais em canções. Não pode? Tô fazendo.
Sexta foi a noite de reis e guerreiros, e eu estive no chão de taco e paredes de som. Eu estive perante rainhas nagôs e velhos mestres de uma arte esquecida, e lá eu passei, dancei, encontrei e vi o movimento da minha verdadeira vocação. Quando vi os meus amigos dançando, a música que mais amo tocando, quando lembrei de você, e quando sonhei acordado que poderia qualquer dia te levar lá para você ver como é maravilhoso o panteão dos caras...Todos eram reis do mesmo reino, e a alegria tomava conta como de quem tocasse um tambor de mina, ou reinava num paço de maracatú.
Sábado te vi, e fui ver as coisas da minha, meu mundo, e após o trabalho e você, fui ver meus meninos, meus mestres, amigos, familiares e conhecidos, e com eles me diverti horrores, assim como me diverti um tempo contigo na quarta e no sábado. Senti saudades suas, seria normal, ou apenas um fator? Enfim, voltei para casa, vi a Lua escondendo-se muito atrás da bruma, e a garoa delicadamente me pousou nos ombros e nos cabelos. Nunca uma chuva me fez tão bem e tão vivo como essa.
Hoje nos falamos muito e batemos figurinhas, e vimos nossas saudades se acenderem. Reza a lenda que Outono e Inverno são as épocas mais prolíferas para se conhecer pessoas inesquecíveis. Imagina eu, que nasci no Outono! Logo depois, fui para a roda de violão, e ouvi as novas velhas músicas do repertório dos caras, e fui ver os mesmos espetáculos de ontem, só que, depois de confiantes e triunfosos, agora melhores e mais esmerados, com voz mais imposta, seriedade, encorporação de personagens, e até "finados baixados", reapresentando-se mais uma vez naquele velho, histórico, épico e louvável teatro. Evoé, jovens.
Mais, de tudo isso, eu só queria dizer que eu estou atônito por um final de semana tão intenso, tão corrido, tão gostoso, tão com você, e tão cheio de coisas boas, pessoas boas. Há tempos que não me sentia tão vivo.

terça-feira, 18 de março de 2014

Positividade/Ela Partiu.

...E então se some como quem bem se chega num recinto novo: serenamente.
O mundo precisa de gente sincera, autêntica, que quando se corta se sangra, e não que vaza um líquido viscoso e maléfico que empena os polos da alma humana. Tanto quanto o contrário, o mundo necessita do melhor de cada um de nós. Desde minha péssima, desumilde, truculenta, ácida e boba pessoa, até a ti, leitor/leitora, que perde seu sacro tempo lendo essas linhas mal-balanceadas.
Mas, calma. Esse post é pra quebrar no meio. Só leia se quiser um diferencial na tua vida ;)
Eu quero que você tire suas máscaras, uma a uma. Estou sem as minhas, agora somos eu e você, sim? Lava-te do teu preconceito vão, e apeia pro lado da humildade, bondade e respeito que é pregada em qualquer família, de qualquer religião, de qualquer lugar. Você acha nojento beijar pessoas do mesmo sexo? Ora, e aquele dia que você beijou sua amiga enquanto você estava "bêbada" na casa dela? Não é a mesma coisa? Ou então, aquele dia que você criticou o mendigo por esmolar, mas, porque você não deu uma muda de roupa, prestobarba, e dois reais pra ele comer no bom-prato? Sabia que mendigos bem asseados até conseguem emprego no Bom Retiro? Não? Ah...
E, porque desdenhar da macumba alheia, senhores? Não é seu dinheiro que é gastos nos alguidás, comidas, incensos, bebidas e velas. E no máximo, ou um mendigo, ou um animal de rua come a oferenda (o que pra vocês. porcos senhores, vinde a dar no mesmo). Senhores, alvejem-se de vibrações positivas, e ajudem-se, amem-se, respeitem-se, e cuidem cada um de suas vidas. Perder seu tempo com a vida alheia, e injuriando contra o outrém é feo, e digno da dó (o tal sentimento que todo mundo tem, e todos dizem que nunca pode-se sentir...). Mas, olha para ti, para mim, e para o resto. O que nos difere do resto? O que nos faz melhores? O que nos dá em ser Divinos ante aos outros?
Nada. Somos todos iguais, e morreremos e tombaremos pela terra. Tá, eu sei. É blábláblá? Tudo bem, isso só mostra que você ainda não tirou sua última máscara, a da ignorância/incrédulidade. Eu estou aqui, e mesmo sendo ruim, e péssimo, pratico o bem de inúmeras formas e jeitos. Quem me conhece sabe, não preciso mentir, não é de meu feito. Não mais, não hoje. E passo esse conselho para você: Se você desejar ser como eu, e mais alguns que se propõe a ajudar um irmão/irmã, e espalhar a positividade nessa gama, o faça, e se sentirá bem, mas, não espalhe. O bem é de dentro pra fora EM SILÊNCIO, e sem ninguém saber, e a positividade que irá lhe atrair de volta é tão forte, que nem você acreditará nos anjos que surgirão no teu caminho, e na bondade que estará em ti.
Eu gosto de uma menina, mas, ela partiu. Ela nunca mais voltou. E nem por isso vou me entristecer. O cara que a tiver, que seja bem devotado, merecido, e a ame incondicionalmente (que seria o que eu faria por ela), e, quando ela chegar no prumo da vida dela, que tiver tudo o que ela desejou e batalhou, que Deus ainda a continue a abençoando e fazendo muito feliz. Sim, estou falando de você. Apesar de todos os nossos encontros e desencontros, foi você, desde aquele dia de Novembro na Patriarca até agora que aperreou meu coração de uma maneira há muito não sentia...Seja feliz em todos os seus caminhos. Prometo tentar ser feliz nos meus, com ou sem você, menina. E mesmo que minha cabeça ainda semi-exploda em entender e não entender, vem você a minha mente, e te desejo o melhor (e tenha a certeza: Muita gente que acompanha esse blog, agradece a Deus por você não cair nas garras minhas, "o manipulador", "o conquistador", "desumilde", e afins...) para todo o sempre, menina dos olhos incandescentes.

Talvez aqui esteja mais um dos meus (pequenos) passos ao que estou te propondo, leitor(a): Ser autêntico, e deixar sangrar, falar a verdade, e dizer o que realmente pega. Eu estou conseguindo, mas, você teria culhão de deixar suas fardas e máscaras cair?

domingo, 16 de março de 2014

Dia 27.

Eu estou aqui como te disse outro dia,
na mesa desse bar, tomando essa menta,
esperando por você numa paciência sacra,
pois você me prometeu que viria,
e creio que há de vir, há de cumprir.
Eu apenas te amo, então, não diga este não,
apenas venha: Me ame.

Não deveria me enganar mais uma vez,
porque o amor sempre foi e é um jogo,
é uma entrega e recebimento de um feelin' bom,
é a faca, queijo, goiabada e tábua de madeira,
é eu e você tão felizes, na minha mente.
E sabendo que não seremos diferentes de tudo isso,
Te espero, me ascendo, me viro e me encarno,
cada vez melhor, para te completar e te reverenciar;
De todas, a única; Daqui pra frente; Sempre.

Tampouco me encontro desesperado ante a tudo isto;
Acredito apenas que a espera tenha que se valer,
velado no silêncio, calo os lábios e molho a barba de cevada,
não me entorpece, não me satisfaz, é vil e rasteiro,
quero me prender no teu abraço, teu colo, teus olhos e coração,
ter a certeza absoluta que meus dias são teus, e o inverso idem,
seria necessário achar em algum livro a palavra mais forte que desejo,
para te dizer há quanto te quero, há quanto te espero, te preciso.

Moça, essa é minha meta. Meu minuto.
E neste compasso sincopado da vida, preciso de uma parceira,
amante, mulher, menina, fêmea, cocota, namorada, rainha, guerreira;
Enfim...Me necessito de você, e tanto sabemos que é a vera.
encontra-me aonde estou, e venha desesperadamente correndo,
os dias dilatam-se em tal forma, que não os mensuro mais,
cabe-se a mim apenas pensar no antes de ti, e depois de ti.
E se agora está bom, creio que amanhã será melhor.

quarta-feira, 5 de março de 2014

The Everlasting First.

Não vou me abater, tão pouco me chatear. Tuas palavras caem como a chuva que cai sobre meus ombros, e a diferença é que as gotas me abençoam, e tuas divagações sobre minha pessoa não lhe obtém um resultado preciso: Nem de mim, nem do que procuras em saber, que está dentro de ti.
...E assim continuamos separados, tu e eu.
Cada um te sua dor, e foi-me ensinado que cada dor no universo é incomensurável, então, não meço a dor dos outros, e nem quero que meçam a minha, pois, o que me dói pode não afetar o outro; Afinal, entenda: Ninguém nasce com o mesmo caráter pré-moldado e fabricado, e se o faz, é porque vive sobre uma cadenciada e latente ditadura, e não a cultura de pensamento livre e dizer dado em cada língua feita com células, espírito e amor domiciliar.
Prende abaixo de tua asa quem é livre, e arrasta para o teu vôo um bojo cheio de joio, porque o trigo que plantaste na criança cresceu com os teus pisões, com os pisões da vida, com os pisões de quem um dia a antiga criança amou. Hoje a criança é moço, de canto forte, cabelo confuso e formosa voz, ouve teu canto antes de sair dessa casa construída de orações: Seu canto é uma oração, que só cabe a ele, e mais ninguém, mulher, lembra-te que lhe ensinou das mãos destra e esquerda, e lembra do Alto que vê tudo e a tudo guarda, a tudo sente e a tudo perdoa. Não leve contigo quem já sabe andar, e não carregue quem já sabe andar, mesmo quem em poucos passos: Deixa o magistral tempo tomar conta de tudo.
Guarda tua língua dentro de vossa boca, e olha apenas: Guarda a cena de teu filho dando passos se segurando na dobra do sofá, olha que agora ele corre, e logo mais avoa. Ninguém tem o mesmo caminho que ninguém, existem-se apenas referências, e quem segue o mesmo trilho que outro vagão, não se permite conhecer todas as maravilhas, erros e acertos do mundo, pondo se em pequenos potes de isolamento, e se abnegando de tomar sua vida em mãos, se desmitificando de sentir o gosto da vida entre suas gengivas!  Vê que tudo cresce neste solo, mas, teus frutos, estão bem, mesmo não sendo igual a ti, nem puxando teus traços; Afinal, coragem não se carrega a mostra, oração não se mostra em boca, pensamento se guarda no silêncio, e ações e caridade ninguém necessita ver. E ninguém precisa saber, o julgamento dos homens tem pena menor (seja qual for) relativo ao julgamento daquele que guarda os passos de seu filho, mulher incrédula do Hebron.
A religião que cada um escolhe, é igual a porra da cueca: Cada um tem seu gosto, e usa a que achar melhor, a optativa é válida, mas, o uso só é feito se realmente for melhor, mesmo que para isso sejam requeridos testes, entende? Ninguém pode/deve/quer/vai se muda por ninguém, e quem faz isso necessita urgentemente de uma aprovação, de um tratamento, ou de uma personalidade e caráter, quem se deita perante qualquer palavra não tem sua própria noção da vida, ou de como deve se viver. Há se o respeito, porém, o respeito acaba quando o conselho vira ordem e depois, mando. Em terra de carneiro de cabeça dura, quem bate fraco morre de crânio rachado.
Não chore, não guarde seus braços, não bata o anel na mesa de vidro, não arqueie os ombros, não ata nos móveis, tampouco venha para cima: Você criou tão bem sua filha, Leoa solitária de Gaza, que não percebe a grandiosidade daquilo que lh'O tornou, e mesmo quando tentam te mostrar, você se faz de cega. Abre teus olhos e vê que a grandiosidade de uma pessoa não depende de ninguém, a não ser de si mesma. Assim o mundo foi criado, e dele foi feito cada um de nós, de nossa própria foça e grandeza, nosso altruísmo e medo. E cada um desses componentes nos formam; Pessoas que se comprimem no metrô rezando por um amanhã melhor, sem que pisem nos nossos pés.
Mulher, olha. O Céu estrelado caiu, e hoje amanhece cinza. Cinza sim, a cor favorita não do teu filho; Mas daquele teu companheiro antigo que hoje está sentindo a própria vida nas mãos, antes que ela se esvaia, ou antes que ele mesmo se esvaia.

domingo, 2 de março de 2014

Entrevista para o Zine "Segredos Do Cosmo".

(N. Do E.: Esta entrevista foi dada ao meu amigo Ali, falecido em junho do ano passado, ele mantinha o Zine "Segredos Do Cosmo" que tinha uma distribuição bimestral e tive a honra de aparecer neste zine umas quatro, cinco vezes. A entrevista é mediana, por isso vou postar na versão integral). 

Delírios; Corinthians e Música: Uma prosa com Marcus Queiroz.
Hoje é um daqueles dias frios de Abril, que anunciam a chegada do "inverno/outono", com isso, é uma época favorável para este autor entrevistar um amigo e um ótimo escritor: Marcus Queiroz. O encontrei no local de sempre, aonde nós carinhosamente apelidamos de "Sinal 30", e tomando uma coca-cola gelada com um misto quente, cervejas e licor de menta, demos uma volta, e tive a (des)graça de ouvir seus pensamentos mais torposos e simplórios enquanto ele arrumava sempre sua camisa do Corinthians de 1979 (minha preferida. disse ele cheio de orgulho). De 3 horas de entrevista, consegui fazer meu melhor...Spots na cara dele, agora!
Ficha do escritor.
Nome:
Marcus Queiroz.
Apelido: Ox, Santana, Cabeleira, Icy Ox, Naruê, Guitarrero, Do Who, Suede, John Spedt...Há tantos codinomes!
Bandas: Dvco, Vahalla & Van Goghs; Bola De Canhão; Icy Ox e a Banda do Centeio, Echoes.
Gosta: Cerveja, Coca cola com rum e limão, Corinthians, mulheres negras, morenas, mestiças, índias, asiáticas, dias frios, pastel de queijo, biscoitos de forno e discos de vinil.
Odeia: Mulheres loiras, sapato sem graxa, gente que tem medo do escuro, evangélicos extremistas, carros barulhentos, e gente que pede coisas emprestado e não devolve.
Religião: Nenhuma definida. Frequentador assíduo de todas.
Livro favorito: Papillon (Henri Charriére - 1973).
Bebida favorita: Cerveja com menta.
Blog: Escritos e Contra Crônicas.
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Bom, podemos começar?
-Sim, sempre pronto.
Você nasceu...?
-No 27/03/92 sobre o decanato da primeira semana de Áries. Em Itaquera, de onde nunca saí, só para morar uns tempos em outros lugares. (Itanhaém, Minas e RS).
Certo. E o que mais se lembra da tua infância?
-Muita coisa. Minha paixão por música começou com Marvin Gaye, Isley Brothers, Jorge Ben na vitrola, meus pais dançando ouvindo tudo isso. Foi uma coisa linda, extasiante. Beatles e Legião Urbana nas finadas fitas cassete...Faz é tempo (risos)
Então, sua paixão pelos discos começou daí?
-Sim, eu lembro que ganhei muitos discos da minha madrinha (que guardo até hoje), e a capa do "Tábua De Esmeralda" do Jorge Ben, e o "Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd me cativaram de imediato, daí pra frente, só piorou (risos), The Doors, Led, Stones, Association, Kinks, Who, Caetano, Roberto, Gil, Erasmo, Golden Boys, Smiths, Ira!, e afins. Esse foi o começo de tudo, depois, fui expandido o leque, até chegar em Fela Kuti, John Coltrane, Mac Rybell, etc. Muito da minha criação musical se deve aos meus pais, ao Bill da galeria, ao Victtor Possenti (baixista da Dvco) e ao épico André Mod! Mas, a base de tudo foi minha família.
Reza a lenda de que você é o único branco da sua família, confere?
-É, por parte de mãe tem eu e mais duas. Eu, minha avó (mãe de mãe) e mais uma prima minha. Mas, até essa minha prima tem cabelo "duro". Só eu que saí errado.
E que você namora só de morenas pra cima por causa desse fator, confere?
-Não sei se sim, ou se não, mas, um cara que passou a ouvir Jorge Ben cantando "Que Nega É Essa?" e vendo sempre negras lindas, e conhecendo e conversando, e até perdendo a virgindade com uma dessas, não vai gostar de loiras ou brancas tão cedo (risos).
Então, odeia loiras?
-Não odeio, mas, minha 1ª namorada (ah, essas primeiras *risos*) sempre acabam com nossa vida, né? Então, peguei meio um "trauma" de loiras, até escrevi uma música, que todo mundo que ouve gosta, ou muito comercial, ou muito linda...Balada da Cássia. A Dvco já gravou duas vezes, em estúdio e em acústico.
...E é verdade que a "Balada da Cássia" era carro chefe da Dvco?
-Se era, esqueceram de me contar. Tinhamos um arsenal de música muito bom, acredito. "Diga-me" escrita pelo Leão (Baterista), "Aos 16" que escrevi com o Possenti (Baixista) e "Nada Mais", a da "Cássia", "Mar e Areia", e muitas outras...Mas, "Balada Da Cássia" era conhecida porque se enquadra no fator de que é uma discussão: Todo mundo já teve uma dessas, sabe? a "Balada..." na verdade não é só pra ela.
Mais gente é "homenageada"?
-Sem dúvidas, algumas namoradas, meninas que fiquei, e etc.
Nisto enquadra-se a famosa e polêmica "Morena"?
-Ahm (silêncio), sim, enquadra. Ela foi um capítulo a parte da minha vida, as vezes dói até hoje, mas, ainda bem que tem gente melhor que ela por aí, e que tem mais coração, né? (risos, gritando), Boréu! Desce uma Original, pode ser?
Certo, e a Dvco é a sua melhor lembrança, então?
-Em termos de banda, sim. Ela e a Echoes.
E os projetos de música atuais?
-Não se tem, apenas algumas composições avulsas, mas, nada demais. Vamos ver o que Deus reserva e guarda pra mim.
Certo, então, Deus existe?
-Para mim sim, agora, depende para os outros, mal sei. Eu passei por muitos lugares, fiz muitos amigos, e conheci vários tipos de Deus, e seus Deuses e Santos. mas, toda essa divindade, toda essa coisa é muito linda, muito sacra, e até hoje fico na dúvida de qual me enquadro mais.
Então, não tem uma religião definida?
-Não, ainda preciso achar "o" lugar. Acho que o ser humano tem isso, né? Esse mal de querer melhorar e achar o "lugar ideal". vai entender, né?
E planos pro futuro? Fiquei sabendo de um livro logo mais...
- Ah (risos), vocês são brasa, hein? Esse zine só me pega no aperreio. Bem, o livro não vai ser mais lançado, três editoras recusaram, e ele foi rasgado e queimado. Planos pro futuro é terminar essa faculdade, achar uma banda boa, ter uma namorada, e começar a arranjar um lugar para mim. Não necessariamente nesta ordem (risos), mas, acho que é só isso, por enquanto, e o blog, bem, ainda o mantenho, cada dia escrevendo sobre algo diferente e inovador...Para mim.
Mas, o livro era bom,ao menos? Do que se tratava?
Bem, ao meu ver era. Julgo ser minha obra-prima, ainda tem uns capítulos dele que estão perdidos no "Escritos..." mas, não digo quais são. Só tenho a dizer que era um ótimo livro, duas pessoas leram ele, e amaram, e uma até chorou no final. Eu enviei por e-mail, e até em cópia física para três editoras, mas, não obtive sucesso. Numa raiva, destruí.
Um pouco bruto isso, mas, você se lembra de algo sobre o livro? Faz tempo esse episódio?
-Faz uns meses, foi ano passado, entre Agosto, Setembro...Sei que foi, mas, achei melhor assim, e até agora não bateu o arrependimento, e eu não lembro de tudo, mas, uma grande parte eu lembro. Era maravilhoso demais para ser esquecido.
Bom, desejo sorte nos próximos escritos, acho que terminamos por aqui. Uma ótima entrevista, e um ótimo escritor. Algo para o Segredos?
-Mantenham o pendão da leitura de várzea/submundo vivo sempre, é um trabalho muito lindo. Obrigado por poder fazer parte, e sempre que posso divulgo o trabalho de vocês, assim como fazem comigo. Muitas vibrações caninas positivas para todos do zine!
..."Caninas"?
-Sim, segundo muitas pessoas, eu sou um cachorro (risos).
Depois dessa, a tacada final: Algum recado para alguém?- Não pague táxis, continue na sarjeta. (risos, segue um grito) Boréu! Desce uma original e uma dose de menta.E manda mais um misto. Mentira, vá. Quero agradecer a chance de poder falar um pouco de mim aqui, e ser eleito o "escritor maldito" do mês. Obrigado a todos os acessos, e prometo fazer textos mais limpos, coerentes e não tanto românticos. De resto, é isso. Keep The Faith, brothers and sistas!
Ok, terminamos aqui. Obrigado, Marcus!
-Agradeço eu, obrigado vocês do Segredos Do Cosmo!