segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Renascer.

Hoje pela manhã, logo que levantei, pus a me entender sobre tudo que está se passando em minha vida, coisa que está virando rotina. Entre um ronco canino e uma fresta de luz que brincava pela janela entendo que eu estou tendo a chance de tudo de novo, a chance de refazer tudo do zero adiante. Mas, refazer o quê se até agora eu não fiz nada de errado? Se a vida é minha, eu sei o que é meu erro, e se for acerto, cabe também a mim, e tão somente a mim comemorar. Quando eu chorei, apenas eu senti dor.
É tão engraçado as pessoas, que se degladiando com as outras se isolam de seus problemas para saber os outros, que se dizem santas mas pecam, sorvem do gosto agridoce da feuta de pele sedutora, porém finada - gente do seu próprio lado que mente, rouba, esconde, finge e quebra. Ah, se eu pudesse voltar a primeira fase de ouro de todas as fases de ouro, e me guardar nos braços da mais querida, a mais amada, Deus Vos Salve, oratório onde pretensão e mágoa fez pouco. You Made Me What I Am. Ah, quem me dera se eu pudesse dormir agora nos braços da Afrodite - a mais bela, a mais delicada, e na delícia corpórea de seu corpo, cair em sono e acordar anos depois, com tudo conquistado e promulgado nos meus grilhões: Já quebrados, já findados de dor. Mas qual graça teria sido se Afrodite teria me guardado nos teus braços, e eu perdesse toda essa batalha até aqui, e daqui até a frente. Mais além. Se Oxum me caingásse, eu ainda sim adoraria que ela não fizesse isso, porque a graça do ciclo não se findaria, e a graça da vida não teria graça em ganhar e perder e ganhar; Se eu entendo bem o que eu mesmo (te/me) digo, eu apenas entendo que é tudo uma fase: Trabalho, amigos, cão, família, time, música, bens materiais: A louça se quebra na mudança, a pressa se perde por desatino com a condição atual dos fatos, e cada vez mais o Marvellous Titanium se faz necessário, mesmo que não seja aquilo que Ensinaram há uns tempos atrás. Viver se faz difícil. Mas necessário.
A estrela solidária e solitária do Céu ainda está olhando por mim, e pela direção das estrelas suspensas místicamente no Céu, eu, o Capitão das Bodas, procuro saber aonde minha nau errante vai poder se atracar, em definitivo ou temporariamente, pois há muito tempo me sinto só ante a toda essa gente, e há muitos dias me sinto vazio mesmo com toda essa bonança, e mesmo que eu dance, existem lágrimas. E eu ainda reitero: Se é de lágrima, deixa cair, deixa fluir: Oxalá chorou, e a mim cabem apenas lágrimas, confusas porém sinceras, de amor e ódio, de saudade e fraqueza, de emoção e de dor, de graça e glória. Assim sou eu, e assim vou eu. Assim eu estou.
Nas vitrinas das lojas, os discos ainda me encantam tal qual a cerveja, e a graça de ainda ir só para minhas caçadas tem me deixado bem mais prazeroso que antes. Agora me entendo, me conheço, minha voz sai da traquéia: Estou me sentindo: Finalmente o Lindão da Europa, e meu amor por mim não está mais cabendo nos jorrobatões, e mesmo com tanta lágrima, mágoa e rancor no peito, estou me amando e me entendendo cada dia que passa, e pelo Pendão do Carneiro Santo que alteio, digo: Está sendo maravilhoso cada segundo dessa vida, mesmo com toda a alegria e tristeza.
Salve São Jonas.

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