Desejo que você pense, demasiadamente e frenéticamente. Desejo que você tenha na manga cartas que solucionem seu problema, e que acada segundo mil coisas brotem em seus caminhos, e que você nunca fique só, tampouco se sinta perdido ou solitário em cima do seu cavalo branco.
Eu desejo que você sempre fique feliz, que o monstro feio chamado tristeza nunca venha comer seu biscoito e tomar seu copo de leite. Que o seio de sua amada seja o travesseiro perfeito, idem com o colo e seu par de coxas, e que contemplando o Céu sem escalas, limite ou destino, você se sinta bem, muito bem, obrigado; A ponto de respirar tanto ar que seu pulmão infle sem poder mais, e carregado de vento como uma nau cheia de velas, você siga seu caminho até onde quiser, até onde puder, como bem entender. Cada um bem sabe dessa vida o que quer, como quer e porque quer, só nos cabe entender aonde nos cabe a decisão do outro, e tentar conviver da melhor forma com isto.
Que a dor esteja cada vez mais longe e que as palavras vãs e feias não nos digam nem nos mencionem, que o monstro que tente assaltar o pote dos biscoitos vá embora, e deixe os biscoitinhos em paz no seu devido pote/jarro. Que todos possam dormir em paz, pois na porta de cada um há um mantra, uma oração, um patuá, uma carranca, e um feitio de oração, um anjo da guarda, uma energia positiva. Que toda e qualquer divinidade, ou até mesmo o Divino, esteja guardado em paz e glória acima de nossas cabeças, assim como uma parte dele(s) esteja em mim, e em você, em nós, em vós. Vós sois o solo frenético e desenfreado a minha guitarra, a modalidade mais linda de modalidade alguma, a banda mais linda sem algum instrumento.
Desejo que nos seus fazeres, tudo ocorra bem, prospere, multiplique: Ao terço, terceira parte vezes cem; Que os sorrisos desafiem aquele que ouse os roubar, e que a voz e o perfume de avenca do campo daquela moça tão linda e tão sorridente te façam cair de joelhos, assim como se rendeu o amor ante a sua metade que há tanto lhe procurava. Que a cada dia, você seja o melhor em tudo, e toda essa coisa triste, ruim, negativa vá embora, para nunca mais voltar em hipótese nenhuma.
Sabe, leitor, poderia te pedir mil coisas, mas, o que peço agora é o que mais peço para mim mesmo, neste momento, calmaria para poder enfrentar as batalhas diárias, dar amor para receber o amor, e comer os biscoitos como se não fossem amanhã, e sempre ter respeito a cada um, pois cada um tem sua história, essência, glória e meio de vida, e ninguém neste mundo é maior ou melhor que ninguém, estamos acima e um dia estaremos abaixo da mesma terra, por isto, lhe peço (como rogo a mim também) mais amor, paciência, caridade e humanização ao próximo. Porque assim melhoraremos nosso problema, e o problema dos outros. Sempre.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Baptist.
Quando desce a água pela retidão das tuas costas curvas, você percebe que o dia acabou, e de repente você está pronto pra descansar, e logo depois, enfrentar o dia consequente. Parece que tudo aquilo que lhe perturbava, afligia sua alma de tal forma sincopada e simétrica, num passe de água tudo se refaz, melhora, alivia. Cânfora para a dor no peito, bálsamo para o ombro ferido, sorriso na alma insossa, e calmaria na tempestade mais avassaladora dentro de si mesmo.
Cada dia que passa tenho menos comigo mesmo. Há tempos não leio o que quero, não sorrio de minha sorte, não sinto o peso de meus ombros contra o casaco pesado e nem projeto mais em mim o que me via fazendo eximia e esmériamente como fazia antes. Não qu'eu esteja ficando velho, muito tanto pelo contrário, mas, fica uma situação presa no ar, uma pergunta díficil de ser respondida: Qual a causa da mudança e por quê não viver como antes?
Porque vivo numa constante torrente, e ultimamente cada dia é uma perfeita batalha de arcanjos, dragões, sereias e bandolins com jorro de som voraz e frenético, a cada segundo noto que prefiro me isolar do que ter comigo algum signo de maldade, ou despejar a minha ira toda em algo/aquilo que não deve ser atingido de forma alguma - mesmo que tenha alguma parcela de culpa.
Respira, sorri. Vamos mais uma vez.
Talvez nem tudo saia do jeito que tu planejou, mas, quem algum dia teve um plano que deu 100% certo? Ninguém. Então, faça seus planos, mas, mesmo tendo sua ata neles, viva bem, feliz, e curta demasiadamente o dia de hoje combatendo o bom combate, tendo em si a certeza do seu valor, fazendo o bem independente de quem for, e mesmo se quem mais te apoia, ri de você, e não entende seus atos, não teme, para e anda, levanta a cabeça e vê: A vida é bem mais do que podemos ver algum dia, pessoa. Não se importe com as percas, ganhos ou estabilidade, se preocupe com o Sol, se ele há de nascer ou não, e se um dia ele não vier a nascer como sempre faz em seu périplo cotidiano, faça você mesmo seu Sol e o faça brilhar o mais que puder, porque ninguém nunca pode, tem ou deve ter o direito de roubar seu brilho.
Incandeie, candeia.
Porque vivo numa constante torrente, e ultimamente cada dia é uma perfeita batalha de arcanjos, dragões, sereias e bandolins com jorro de som voraz e frenético, a cada segundo noto que prefiro me isolar do que ter comigo algum signo de maldade, ou despejar a minha ira toda em algo/aquilo que não deve ser atingido de forma alguma - mesmo que tenha alguma parcela de culpa.
Respira, sorri. Vamos mais uma vez.
Talvez nem tudo saia do jeito que tu planejou, mas, quem algum dia teve um plano que deu 100% certo? Ninguém. Então, faça seus planos, mas, mesmo tendo sua ata neles, viva bem, feliz, e curta demasiadamente o dia de hoje combatendo o bom combate, tendo em si a certeza do seu valor, fazendo o bem independente de quem for, e mesmo se quem mais te apoia, ri de você, e não entende seus atos, não teme, para e anda, levanta a cabeça e vê: A vida é bem mais do que podemos ver algum dia, pessoa. Não se importe com as percas, ganhos ou estabilidade, se preocupe com o Sol, se ele há de nascer ou não, e se um dia ele não vier a nascer como sempre faz em seu périplo cotidiano, faça você mesmo seu Sol e o faça brilhar o mais que puder, porque ninguém nunca pode, tem ou deve ter o direito de roubar seu brilho.
Incandeie, candeia.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Baptism.
Cara, eu nunca peguei tanta chuva em toda minha vida. E nunca me senti tão vivo a cada gota que caia em meu cabelo, em minha face, em meu peito com a camisa semi-aberta e na minha alma, nunca em toda a minha existência eu nunca me senti tão real, em que pude sentir os nós dos dedos apertando os anéis, aonde senti cada passo que dei: Firme, contínuo e austero de qualquer passada não falsa.
É só uma chuva, criança, é só o tempo sendo maluco de novo em São Paulo, é só mais uma desilusão, é só mais um auto-desacato em sua pequenina sabedoria de boteco e o barco que te vira e que te afoga, é a cobra que pega e te mete entre os pés, se enrola entre suas pernas e devora teu espírito, é teu passante, corda, nó e folguedo de morte, sua última estadia neste local. Desde um tempo venho pedido ajuda para vocês, mas, esta é a última vez, e da próxima vez faço eu, e faço do meu jeito, e sem medo algum de conseguir meus objetivos e de ter minha glória e reconhecimento ante vossos narizes - mesmo que tardio, frio, duro e latente. Rogo que a minha Salomé não tenha piedade e corra até minha com altivez, porque cada dia é mais dificultoso viver sobre árduas penas. Eu peno, pois sim, mas tem mais gente que pena e não tem seus erros expostos num spotlight.
Senhor, misericórdia de nós.
Durante a chuva, pensei tudo isto, e mais um pouco, coisas intangíveis, com um nexo muito fraco, mas, que mantém a linhagem do pensamento interligado, e lembro da fase de um dos meus espelhos: "Se quando tu faz certo, tu num presta, imagina errado...", e ali reconheço este vaticínio: Ás vezes até a melhor das intenções pode estar (errôneamente) cravejada de venenos para prejudicar o que já está debilitado, vendo alguns discos, achei um bem raro com o título: Socorro! Nosso amor está morrendo!" Nada mais sucinto para quem já estava na lama. Se bem que a lama sempre foi meu ponto alto, mas, hoje foi o ponto baixo do baixo (consegue entender, leitor? Há sempre um nível pior do que já se encontra. Sempre).
Este, talvez, seja o movimento mais propício para quem vive uma vida igual a minha: Ter algo como aliado, e como eu, Marcus Queiroz, sou filho da Mãe Cecília e Pai Gonçalo do Amarante, escolhi pela desgraça e pelo dom, pela dor e amor, ter a música como raíz, e companheira, não importa o que se passa, pelos acordes fui salvo, pela capa seduzido, pela melodia violentado, e pelo sulco que ronca na ponta agulha, apaixonado. E espero manter esta união até o fim dos dias.
A chuva aperta, e há um pacote de discos bem embalado na minha mão, saio da Sete de Abril, cruzo a Dom José de Barros, um mate, dois mates, me mato, estou vivo, cruzo a São João, desço Antônio de Godói, passo o viaduto da Sta. Efigênia, tô indo pra casa. Estou livre de todo mal, "imunizado", se preferir. A música tem o efeito em mim, como uma benzedeira tem numa criança, ou um cônego num fiel, e, me orgulho um pouco disso, se achar uma força motriz maior que mim, que seja cria do Divino, e que me faz como se estivesse na presença dele. Ando cansado, e continuo em pé por causa da música, dos poucos amigos que se porpõem a estar comigo, ouvir meus cantos de Verônica e beber comigo porres homéricos. E eu sobrevivi a cada um desses momentos...hm, individualmente; O foda é que agora é tudo de uma vez; Sem hesitação.
Eu não temo que o barco vire, porque o barco já virou. E agora é só rumar o nado (não) sincronizado de idéias e motivos para um lugar melhor, um lugar bom, que tenha cerveja, música, gente feia e pizza. Muita pizza, e chuva; Esta mesma velha chuva que ainda cai em mim, e no meu pacote de discos e no guarda-chuva de dálmata do bebê que eu vi correr na rua com a mãe. E cada gota dessa, me afastou do mal de mim mesmo, mas ao mesmo tempo me trouxe uma realidade a tona que eu mal imaginava, o que me faz vivo, cada vez mais. Cada gota desta me batizou.
É só uma chuva, criança, é só o tempo sendo maluco de novo em São Paulo, é só mais uma desilusão, é só mais um auto-desacato em sua pequenina sabedoria de boteco e o barco que te vira e que te afoga, é a cobra que pega e te mete entre os pés, se enrola entre suas pernas e devora teu espírito, é teu passante, corda, nó e folguedo de morte, sua última estadia neste local. Desde um tempo venho pedido ajuda para vocês, mas, esta é a última vez, e da próxima vez faço eu, e faço do meu jeito, e sem medo algum de conseguir meus objetivos e de ter minha glória e reconhecimento ante vossos narizes - mesmo que tardio, frio, duro e latente. Rogo que a minha Salomé não tenha piedade e corra até minha com altivez, porque cada dia é mais dificultoso viver sobre árduas penas. Eu peno, pois sim, mas tem mais gente que pena e não tem seus erros expostos num spotlight.
Senhor, misericórdia de nós.
Durante a chuva, pensei tudo isto, e mais um pouco, coisas intangíveis, com um nexo muito fraco, mas, que mantém a linhagem do pensamento interligado, e lembro da fase de um dos meus espelhos: "Se quando tu faz certo, tu num presta, imagina errado...", e ali reconheço este vaticínio: Ás vezes até a melhor das intenções pode estar (errôneamente) cravejada de venenos para prejudicar o que já está debilitado, vendo alguns discos, achei um bem raro com o título: Socorro! Nosso amor está morrendo!" Nada mais sucinto para quem já estava na lama. Se bem que a lama sempre foi meu ponto alto, mas, hoje foi o ponto baixo do baixo (consegue entender, leitor? Há sempre um nível pior do que já se encontra. Sempre).
Este, talvez, seja o movimento mais propício para quem vive uma vida igual a minha: Ter algo como aliado, e como eu, Marcus Queiroz, sou filho da Mãe Cecília e Pai Gonçalo do Amarante, escolhi pela desgraça e pelo dom, pela dor e amor, ter a música como raíz, e companheira, não importa o que se passa, pelos acordes fui salvo, pela capa seduzido, pela melodia violentado, e pelo sulco que ronca na ponta agulha, apaixonado. E espero manter esta união até o fim dos dias.
A chuva aperta, e há um pacote de discos bem embalado na minha mão, saio da Sete de Abril, cruzo a Dom José de Barros, um mate, dois mates, me mato, estou vivo, cruzo a São João, desço Antônio de Godói, passo o viaduto da Sta. Efigênia, tô indo pra casa. Estou livre de todo mal, "imunizado", se preferir. A música tem o efeito em mim, como uma benzedeira tem numa criança, ou um cônego num fiel, e, me orgulho um pouco disso, se achar uma força motriz maior que mim, que seja cria do Divino, e que me faz como se estivesse na presença dele. Ando cansado, e continuo em pé por causa da música, dos poucos amigos que se porpõem a estar comigo, ouvir meus cantos de Verônica e beber comigo porres homéricos. E eu sobrevivi a cada um desses momentos...hm, individualmente; O foda é que agora é tudo de uma vez; Sem hesitação.
Eu não temo que o barco vire, porque o barco já virou. E agora é só rumar o nado (não) sincronizado de idéias e motivos para um lugar melhor, um lugar bom, que tenha cerveja, música, gente feia e pizza. Muita pizza, e chuva; Esta mesma velha chuva que ainda cai em mim, e no meu pacote de discos e no guarda-chuva de dálmata do bebê que eu vi correr na rua com a mãe. E cada gota dessa, me afastou do mal de mim mesmo, mas ao mesmo tempo me trouxe uma realidade a tona que eu mal imaginava, o que me faz vivo, cada vez mais. Cada gota desta me batizou.
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terça-feira, 18 de novembro de 2014
All Things Must Pass.
Toda a dor, e todas as suas variáveis são passageiras, momentâneas e espontâneas, e logo elas irão embora, logo tudo irá embora, tudo se movimentará e fugirá de seu espaço para alçar vôo livre ou apenas ter mais liberdade ou correr desenfreado sobre as cores misóginas deste lugar vasto. Pensando bem, tudo nesta vida tende a ser assim.
Tire então um Sol para brilhar. O Sol no alto ainda brilha, e apesar de todas as iniquidades ele brilha. O Sol brilha pra todos, O Sol há de interceder por todos, e cuidar de todos, de todos os tipos. Sem exceção. O Sol joga os raios mais cálidos para 'queles que penando sós, se sejam felizes em vossas solidões, desalentos, desapegos, medos e aflicções. E este mesmo Sol que intercede por cada um de nós continua ainda sim por detrás de nuvens negras, nuvens turvas, nuvens que ainda tentam nos chafurdar ou fazer que tenhamos nos desentendido de quaisquer cousa que nos desatenta.
O que se passa é estar na crista do Sol.
Mesmo que estejas sendo perseguido mentalmente, que seu Sol esteja sendo apagado, que pessoas andem falando mal de ti, e que sua bondade ande sendo consumida, tenha fé. Tenha toda a fé do mundo. Há um Sol, e eu juro que há. Eu mesmo já o vi uma vez, em tempos idos. Desejo, a quem estiver afim de ler tais letras, que tenha toda a fé, paciência, perseverança, e todas as coisas mais. Desejo que haja eternamente um Sol sobre vossas cabeças, e que todos os caminhos nunca se estejam vazios, solitários, tortos ou cheios de pedras, nuvens negras e pessoas de ma fé, sentimento afã e vil.
E quando for noite, as estrelas cobrirem a tenda que é o Céu, lembra-te que o universo lá em cima é um pouco mais complexo: Cada estrela, pequeno vagalume lindo e estridente do Céu é um pequenino Sol em ascensão, e cada mini-Sol desses, está lhe vendo brilhar essa noite.
Vença, transcenda. Você consegue.
Dona Maria, EU TE AMO! ♥
Tire então um Sol para brilhar. O Sol no alto ainda brilha, e apesar de todas as iniquidades ele brilha. O Sol brilha pra todos, O Sol há de interceder por todos, e cuidar de todos, de todos os tipos. Sem exceção. O Sol joga os raios mais cálidos para 'queles que penando sós, se sejam felizes em vossas solidões, desalentos, desapegos, medos e aflicções. E este mesmo Sol que intercede por cada um de nós continua ainda sim por detrás de nuvens negras, nuvens turvas, nuvens que ainda tentam nos chafurdar ou fazer que tenhamos nos desentendido de quaisquer cousa que nos desatenta.
O que se passa é estar na crista do Sol.
Mesmo que estejas sendo perseguido mentalmente, que seu Sol esteja sendo apagado, que pessoas andem falando mal de ti, e que sua bondade ande sendo consumida, tenha fé. Tenha toda a fé do mundo. Há um Sol, e eu juro que há. Eu mesmo já o vi uma vez, em tempos idos. Desejo, a quem estiver afim de ler tais letras, que tenha toda a fé, paciência, perseverança, e todas as coisas mais. Desejo que haja eternamente um Sol sobre vossas cabeças, e que todos os caminhos nunca se estejam vazios, solitários, tortos ou cheios de pedras, nuvens negras e pessoas de ma fé, sentimento afã e vil.
E quando for noite, as estrelas cobrirem a tenda que é o Céu, lembra-te que o universo lá em cima é um pouco mais complexo: Cada estrela, pequeno vagalume lindo e estridente do Céu é um pequenino Sol em ascensão, e cada mini-Sol desses, está lhe vendo brilhar essa noite.
Vença, transcenda. Você consegue.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Aurora.
É tudo uma questão de perspectiva.
Não importa como se vê,
mas sim até onde se vê,
entende?
todas as coisas e todas as linhas se permanecem em aberto,
nunca se é ocupado nenhum ramal quando se quer falar com Deus,
nunca no mundo se está só,
em momento algum.
Quando vermos o Céu,
olhemos o Sol,
a Lua,
as estrelas e nuvens:
[Prolífero local aonde analisamos uma única variável de mil opções;
Cosmo extenso, assim como o brilho do olhar da Moça,
assim como a incerteza e a curva de uma vida inteira,
assim igual a todas as coisas do universo que sem porque acontecem.
Não adianta escrever e apagar,
passar um corretivo,
ou apenas rasurar as folhas de um destino vazio e em branco.
Tudo foi feito por Deus e pelo Sol.
Rios, lagos, passos largos e abraços apertados.
O sentimento, semeio, fomento e anseio.
Adianta-se que todas as coisas que assim logo que feitas,
são regidas;
Cadenciadas, guiadas, protegidas e amparadas.
E cabe a você,
somente e apenas você;
Ver se encontra o Céu todo, ou apenas um periférico.
Pense como deveria ser pensado.
Não importa como se vê,
mas sim até onde se vê,
entende?
todas as coisas e todas as linhas se permanecem em aberto,
nunca se é ocupado nenhum ramal quando se quer falar com Deus,
nunca no mundo se está só,
em momento algum.
Quando vermos o Céu,
olhemos o Sol,
a Lua,
as estrelas e nuvens:
[Prolífero local aonde analisamos uma única variável de mil opções;
Cosmo extenso, assim como o brilho do olhar da Moça,
assim como a incerteza e a curva de uma vida inteira,
assim igual a todas as coisas do universo que sem porque acontecem.
Não adianta escrever e apagar,
passar um corretivo,
ou apenas rasurar as folhas de um destino vazio e em branco.
Tudo foi feito por Deus e pelo Sol.
Rios, lagos, passos largos e abraços apertados.
O sentimento, semeio, fomento e anseio.
Adianta-se que todas as coisas que assim logo que feitas,
são regidas;
Cadenciadas, guiadas, protegidas e amparadas.
E cabe a você,
somente e apenas você;
Ver se encontra o Céu todo, ou apenas um periférico.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Janeiro.
Deita-te sobre meu peito, e como quem não quer nada ouve o silêncio. Lá fora apenas o silêncio do vento batendo no vitral da sua sacada, da palmeira ventando forte, da chuva batendo na esquadrimetal alheia, e cá dentro, apenas a minha respiração, que na sua complexa humildade, serve pra te ninar.
Não que seja o que tu merece, mas, é o que posso lhe oferecer. E ainda digo que deveríamos curtir e aproveitar esse momento a cada segundo, cada momento, sem hesitar ou duvidar. A cama que é pequena hoje, aproxima nossos corpos, mas, quando a cama for grande, podemos ter mais espaço para ambos de nós, e para nossas crianças, cachorro, e o que vier, mas, a graça da vida é isso: Lembrar dos dias de namorados na cama de solteiro, se espremendo e comprimindo para poder sentir seu corpo cada vez mais contra o meu.
O amor existe quando existe você. Você existe porque Deus quis alguém para me completar.
Lembra-se de tudo aquilo que foi vivido, e das experiências, das receitas, dos beijos, do sofá, do cachorro, do edredon, e dos banhos. Por quê não manter tudo isso no futuro? Porque se cabe a Deus. Podemos planejar, mas, ter a sensação de certeza, é somente quando chegar lá, quando viver lá. Caso contrário, isto fica engavetado, engessado nas linhas de pensamento alheias e controversas.
Quando as coisas quiserem tomar sua forma, lembremo-nos de tudo aquilo que nos fez nos encontrar, nos ser, e nos estar aqui. Não é qualquer coisa, a qualquer momento que possa derrubar. Pessoas, caminhos, situações, passado, presente e futuro. Ninguém sabe ao certo a história de ninguém. Nem suas reais intenções, porém quando se abre suas chagas para uma pessoa, você está propenso a caminhar uma trilha de mãos dadas com tal pessoa até o fim. Fim este que é hipotético, porque, se for para ser um eternício, não há fim algum. Cabe a nós, nestes entreveros, ter paciência, e ver o passado, pois no que ficou você entende as atitudes, porque no passado foi forjado o agir de hoje, e porque no passado foi feita a base do que somos hoje.
E o resto, todo o resto, é silêncio.
Janeiro.
Não que seja o que tu merece, mas, é o que posso lhe oferecer. E ainda digo que deveríamos curtir e aproveitar esse momento a cada segundo, cada momento, sem hesitar ou duvidar. A cama que é pequena hoje, aproxima nossos corpos, mas, quando a cama for grande, podemos ter mais espaço para ambos de nós, e para nossas crianças, cachorro, e o que vier, mas, a graça da vida é isso: Lembrar dos dias de namorados na cama de solteiro, se espremendo e comprimindo para poder sentir seu corpo cada vez mais contra o meu.
O amor existe quando existe você. Você existe porque Deus quis alguém para me completar.
Lembra-se de tudo aquilo que foi vivido, e das experiências, das receitas, dos beijos, do sofá, do cachorro, do edredon, e dos banhos. Por quê não manter tudo isso no futuro? Porque se cabe a Deus. Podemos planejar, mas, ter a sensação de certeza, é somente quando chegar lá, quando viver lá. Caso contrário, isto fica engavetado, engessado nas linhas de pensamento alheias e controversas.
Quando as coisas quiserem tomar sua forma, lembremo-nos de tudo aquilo que nos fez nos encontrar, nos ser, e nos estar aqui. Não é qualquer coisa, a qualquer momento que possa derrubar. Pessoas, caminhos, situações, passado, presente e futuro. Ninguém sabe ao certo a história de ninguém. Nem suas reais intenções, porém quando se abre suas chagas para uma pessoa, você está propenso a caminhar uma trilha de mãos dadas com tal pessoa até o fim. Fim este que é hipotético, porque, se for para ser um eternício, não há fim algum. Cabe a nós, nestes entreveros, ter paciência, e ver o passado, pois no que ficou você entende as atitudes, porque no passado foi forjado o agir de hoje, e porque no passado foi feita a base do que somos hoje.
E o resto, todo o resto, é silêncio.
Janeiro.
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domingo, 19 de outubro de 2014
Imagine.
A vida dói, a vida machuca. Não. A vida não dói e nem machuca, são as pessoas que passam pela sua história que lhe fazem isto. A vida não tem culpa de nada, e se na sociedade as pessoas fazem isto, também não é culpa sua. Leitor, se te interessa saber eu sei que você não teve culpa de tudo o que deu errado, dos planos frustrados, ou daquela dor que fizeram você sentir com um "sim", "não", "melhor não fazer isto" ou um "deixa isso pra lá, não é nada". Eu sei disso, e fique calmo. Eu te amo, leitor. Fique bem.
Antigamente, eu me sentava embaixo de uma árvore com um violão enferrujado e trastejado e eu ficava horas embaixo desta mesma árvore, até o Céu mudar de côr ou uma taturana me queimar, repentinamente. Hoje aquela árvore não existe mais, hoje tudo mudou.
Imagine você viver no passado: Aonde todos os seus pensamentos são resumidos na vida que já se passou, aonde ninguém morreu e aonde seus dias antológicos e de glória ainda serão vivos e repetidos na sua mente, corpo e espírito. Imagine você não temer a morte, porque no passado você foi guardado, e dentro do livro de São Jerônimo você vai ser lido, traduzido por Ele e protegido nas vulgatas de São Domingos.
É, este refúgio existe, até, mas não nos protege ou nos livra de quaisquer chagas ou eventuais coisas que possam vir a lhe ferir ou chatear de forma alguma atualmente, aos menos que se prenda, isole, furte de si mesmo e caia definitivamente no seu passado, aonde tudo já é conhecido, estimado e escrito e você conhece todos os pontos e vírgulas. Imagine você que você pode recriar todas as suas muralhas de infância e viver inocentemente e longe de tudo isto que hoje lhe causa alguma sensação ruim no corpo ou na mente. Você estará longe de tudo isto, a milhares de milhas isolado no seu próprio minarete ou alpendre, sem ter medo algum de alguém vir a lhe ofender, querer mal, sentir ofendido, ou ver as pessoas quererem sua cabeça a prêmio. Imagine além de ser imortal, você não vai ter mais em algum momento o sentimento da dor. A imortalidade de não ser buscada em um túmulo, mas sim em você mesmo (afinal, existem vários níveis de imortalidade). Leitor, você aguentaria o peso de nunca transcender a vida, porém nunca mais sofrer?
Querer embora não é uma opção. É uma escolha, e esta escolha é decisiva não só na sua vida, mas na vida de todos em você. No seu passado, presente (e se tiver), futuro.
Proponho que tente por 24 horas. Não importando sua idade, sexo, gênero, raça, religião ou orientação sexual, faça o teste da clausura, e veja se compete a você este (forte) sentimento. Imagine poder viver novamente tudo o que você á viveu, e não sofrer por mais nada e nem por mais ninguém, imagine novamente você estar finalmente com todas as chagas fechadas, e ninguém mais a botar os dedos nas tuas feridas e na sua fechação de corpo e mente, você não sentir mais dor alguma. Imagine, de repente, como se um translúcido corpo de luz atravessasse teu corpo, e te fosse tomado por esta paz. Ali a dor não existirá mais.
Imagine que qualquer mágoa que lhe seja causada atualmente não lhe cause mais dor nenhuma, tampouco a pessoa que causou esta mágoa. Imagine não ter que conviver mais com pessoas que lhe querem mal, lhe enganam e lhe roubam o direito de descobrir tudo que lhe é dado, que sua verdade não seja furtada, tampouco seus atos e ideais, e que ninguém critique você pelo o que é, o que sente, o que faz, para onde vem e para onde vai. Imagine a morte não ser mais o que você depende para ser feliz, e poder novamente abraçar aquela pessoa que morreu, e chutar aquela bola antes de estourar o ligamento do joelho, e aprender novamente a beber, de ver o sol nascer na praia com seus amigos, e de não poder chorar, nunca mais.
Imagine.
Antigamente, eu me sentava embaixo de uma árvore com um violão enferrujado e trastejado e eu ficava horas embaixo desta mesma árvore, até o Céu mudar de côr ou uma taturana me queimar, repentinamente. Hoje aquela árvore não existe mais, hoje tudo mudou.
Imagine você viver no passado: Aonde todos os seus pensamentos são resumidos na vida que já se passou, aonde ninguém morreu e aonde seus dias antológicos e de glória ainda serão vivos e repetidos na sua mente, corpo e espírito. Imagine você não temer a morte, porque no passado você foi guardado, e dentro do livro de São Jerônimo você vai ser lido, traduzido por Ele e protegido nas vulgatas de São Domingos.
É, este refúgio existe, até, mas não nos protege ou nos livra de quaisquer chagas ou eventuais coisas que possam vir a lhe ferir ou chatear de forma alguma atualmente, aos menos que se prenda, isole, furte de si mesmo e caia definitivamente no seu passado, aonde tudo já é conhecido, estimado e escrito e você conhece todos os pontos e vírgulas. Imagine você que você pode recriar todas as suas muralhas de infância e viver inocentemente e longe de tudo isto que hoje lhe causa alguma sensação ruim no corpo ou na mente. Você estará longe de tudo isto, a milhares de milhas isolado no seu próprio minarete ou alpendre, sem ter medo algum de alguém vir a lhe ofender, querer mal, sentir ofendido, ou ver as pessoas quererem sua cabeça a prêmio. Imagine além de ser imortal, você não vai ter mais em algum momento o sentimento da dor. A imortalidade de não ser buscada em um túmulo, mas sim em você mesmo (afinal, existem vários níveis de imortalidade). Leitor, você aguentaria o peso de nunca transcender a vida, porém nunca mais sofrer?
Querer embora não é uma opção. É uma escolha, e esta escolha é decisiva não só na sua vida, mas na vida de todos em você. No seu passado, presente (e se tiver), futuro.
Proponho que tente por 24 horas. Não importando sua idade, sexo, gênero, raça, religião ou orientação sexual, faça o teste da clausura, e veja se compete a você este (forte) sentimento. Imagine poder viver novamente tudo o que você á viveu, e não sofrer por mais nada e nem por mais ninguém, imagine novamente você estar finalmente com todas as chagas fechadas, e ninguém mais a botar os dedos nas tuas feridas e na sua fechação de corpo e mente, você não sentir mais dor alguma. Imagine, de repente, como se um translúcido corpo de luz atravessasse teu corpo, e te fosse tomado por esta paz. Ali a dor não existirá mais.
Imagine que qualquer mágoa que lhe seja causada atualmente não lhe cause mais dor nenhuma, tampouco a pessoa que causou esta mágoa. Imagine não ter que conviver mais com pessoas que lhe querem mal, lhe enganam e lhe roubam o direito de descobrir tudo que lhe é dado, que sua verdade não seja furtada, tampouco seus atos e ideais, e que ninguém critique você pelo o que é, o que sente, o que faz, para onde vem e para onde vai. Imagine a morte não ser mais o que você depende para ser feliz, e poder novamente abraçar aquela pessoa que morreu, e chutar aquela bola antes de estourar o ligamento do joelho, e aprender novamente a beber, de ver o sol nascer na praia com seus amigos, e de não poder chorar, nunca mais.
Imagine.
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Shield.
Eu ando cego em relação ao mundo, mas, não me mudo para qualquer eventual cegueira. Me desligo do mundo, das pessoas e de tudo aquilo que possa me fazer mal, e, resumindo numa frase constantemente postada aqui: "Neste momento estou deixando pra depois..."; Não que isso venha a significar algo relevante, apenas significa que peguei Agnish pelos quadris, a coloquei num cometa e parti pra outra dimensão que não me afete, tampouco me faça ter medo ou raiva. Deixei essa paúra pra depois.
Essa vida pede muito de nós, e ás vezes pede muito do que podemos oferecer, e causamos um défict no universo, e com esse desnível, tentamos suprir a nossa essência que as coisas/pessoas sugam por qualquer outra - inconscientemente - e é aí, senhores e senhoras, que a merda ocorre. É quando deixamos qualquer abraço venenoso nos contaminar, qualquer sorriso amarelo infundir em nosso conceito, quando um falso brilhante nos cega os olhos da alma: É aí que caímos. Povo, lhe peço imediatamente, com toda a força da voz das minhas letras, que vos sejam vivos, para não sofrer o que sofri, e viver o que eu vivi. Sejam vivos e se guardem na fé, na esperança de um dia novo, de uma vida melhor. Se guardem no abraço de vossas avós, nos beijos mais doces de vossos amores carnais, nos carinhos impetuosos da lambida de vossos cachorros, da mulher-mãe carregando sua cria no colo, e do nordestino que dança seu forró na praça da Sé, sem ligar porque vão dizer. Povo, ouve meu clamor, e vos peço que se guardem na devoção do seu Santo para que sua devoção e sua força não se acabe, nunca.
O quão forte é teu escudo, tua luz, a benção da tua mãe, e a sua oração mais violenta para se lavar do mal? Se até o mais santo dos santos teve suas recaídas, porquê nós não poderemos ter no meio do caminho?Todo tipo de oração e paz é necessária e se faz presente no ato. Afinal de contas, nunca matou ninguém dobrar um pouco o joelho e falar com o Divino.
A vida, meus caros amigos, é bem mais daquilo que nós costumávamos ver, ou sentir, ou falar. É dinâmica, viva, rasteira e incrívelmente sábia e cruel. Se nós, na nossa "vivença" não dominarmos ela primeiro, corre-se um grave risco dela nos tomar pelo arreio antes. E a fé que eu proponho que você crie é uma das principais armas para isto não ocorrer.
...No fim, é tudo uma questão de manter a fé.
Essa vida pede muito de nós, e ás vezes pede muito do que podemos oferecer, e causamos um défict no universo, e com esse desnível, tentamos suprir a nossa essência que as coisas/pessoas sugam por qualquer outra - inconscientemente - e é aí, senhores e senhoras, que a merda ocorre. É quando deixamos qualquer abraço venenoso nos contaminar, qualquer sorriso amarelo infundir em nosso conceito, quando um falso brilhante nos cega os olhos da alma: É aí que caímos. Povo, lhe peço imediatamente, com toda a força da voz das minhas letras, que vos sejam vivos, para não sofrer o que sofri, e viver o que eu vivi. Sejam vivos e se guardem na fé, na esperança de um dia novo, de uma vida melhor. Se guardem no abraço de vossas avós, nos beijos mais doces de vossos amores carnais, nos carinhos impetuosos da lambida de vossos cachorros, da mulher-mãe carregando sua cria no colo, e do nordestino que dança seu forró na praça da Sé, sem ligar porque vão dizer. Povo, ouve meu clamor, e vos peço que se guardem na devoção do seu Santo para que sua devoção e sua força não se acabe, nunca.
O quão forte é teu escudo, tua luz, a benção da tua mãe, e a sua oração mais violenta para se lavar do mal? Se até o mais santo dos santos teve suas recaídas, porquê nós não poderemos ter no meio do caminho?Todo tipo de oração e paz é necessária e se faz presente no ato. Afinal de contas, nunca matou ninguém dobrar um pouco o joelho e falar com o Divino.
A vida, meus caros amigos, é bem mais daquilo que nós costumávamos ver, ou sentir, ou falar. É dinâmica, viva, rasteira e incrívelmente sábia e cruel. Se nós, na nossa "vivença" não dominarmos ela primeiro, corre-se um grave risco dela nos tomar pelo arreio antes. E a fé que eu proponho que você crie é uma das principais armas para isto não ocorrer.
...No fim, é tudo uma questão de manter a fé.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Djem Cêm.
Cecília, me guarde nos teus melhores pensamentos. Eu te amo.
É uma vergonha acreditar que as meninas se maqueiam para se achar bonitas, e acabam mais feias que o seu passado. Seu passado sim, dona moça! Você faz cara de séria no metrô quando alguém encosta ou esbarra em você sem querer, mais eu sei que quando tu foi praquela "balada" no centro novo da cidade, você foi pro banheiro unissex com três caras, e fingiu que nunca mais faria de novo. Dona Moça, a sua bondade de rede social não cabe em mim. Tenho entojo de compartilhar o mesmo oxigênio que você; Enfim, morra, dona moça.
Ahm, oi. Eu sou Marcus Queiroz, e eu não tenho nada a perder, e ninguém a temer. EU nasci no olho do furacão quando a trovoada seca bateu na pedra bruta. Eu sou o cara mais zicado do universo, por isso nem me acostumo com sua falsidade, seu interesse, sua vontade de ser maior que eu, seus amigos, seus pais e o mundo. Eu ando sem guarda-chuva, eu não entro em igreja em hora de missa, eu não preciso de um carrossel de sensações, e nem preciso descobrir mais nada novo. Tudo o que eu precisava descobrir, saber, confirmar e conseguir está aqui, a meu alcance, a minha mão direita, e palpável de qualquer certeza e dúvida, e tome cuidado, porque se você dúvida da minha sinceridade, então eu vou te magoar. E nem vai ser minha intenção, vai ser por meu jeito de ser.
Imagine a estrada, tão longa e extensa que cansa só de imaginar em percorrer-a já lhe cansa os pés, pois saiba que eu estou na metade desse caminho, rumando a lugar algum, sem amigo para chorar no ombro, reza pra aliviar a alma, Santo Guerreiro pra ajudar a matar o dragão, ou donzela para ser salva do dragão e ganhar o colo de recompensa. Minha sheepskin pesa como se quisesse me dizer algo, e meus pés cansam pela extensa caminhada para uma Canaã que não se chega, não se tem sinal, nem localização. A minha cerveja acabou, o vento corta em dois, e meu peito não é de ferro.
As pessoas riem de mim porque eu beijo a mão das pessoas, mas, as pessoas tem a santidade embutidas nelas mesmas, e eu sempre beijo a mão de quem tenho respeito e honra de conhecer, é quase um ritual, as mãos dadas: Na cabeça pelo respeito, no peito pelo carinho, e o beijo pela devoção. Cada um tem seu jeito de demonstrar a sua vida e seus valores, e assim eu fui ensinado, assim eu fui conhecido ante a todos, e assim eu sou. Não venha rir de mim, e de como cumprimento as pessoas, sendo que você nem tem a pachorra de dar a face para beijar, ou beijar uma face alheia. Me perdoa, mas eu sou mais que você, e eu estou acima, mesmo estando por baixo e disso tenha a certeza: A minha humildade soa como pretensão, mas as portas pra mim sempre estarão abertas, e sempre hão de estar as mesmas portas para com quem andar comigo.
É triste olhar em volta e ver que de repente tudo o que é seu não é tão bonito como de todo mundo, e que de repente aquilo pelo o que você mais prima e prioriza na vida não te faz isso, e a grosso modo me sinto cada vez mais jogado para escanteio nas inúmeras coisas e contas de rosários que a vida me impõe, e fica sempre pra depois, num outro dia, outra hora, e isso me deixa absorto, e me dá vontade de ver as ondas do mar baterem nas pedras, e isso me desespera porque eu precisava contar para alguém tudo, e todas as coisas que eu sei antes que eu fosse embora, e o tempo fica cada vez mais curto, e de repente eu me sinto tão só e aquela sombra me segue a cada lugar, e aqueles sonhos cada vez mais frequentes e reais, e aquelas vozes que assopram bobagens no ouvido que não saem a rápido prazo. Meu Deus, por favor!
A solidão da alma de um homem tem densidades inimagináveis, e entre esses homens, cá estou eu. Será que você poderia me encontrar em qualquer lugar aonde eu esteja e ir me ajudar antes que seja tarde? Antes que tudo caia por terra e os homens maus venham pegar o novilho de ouro, e as jázigas se abrirem, você poderia rir comigo de qualquer abobrinha, fazer cafuné na minha cabeça, e simplesmente me fazer esquecer tudo aquilo que está ao meu redor?
A solidão da alma de um homem tem densidades inimagináveis, e entre esses homens, cá estou eu. Será que você poderia me encontrar em qualquer lugar aonde eu esteja e ir me ajudar antes que seja tarde? Antes que tudo caia por terra e os homens maus venham pegar o novilho de ouro, e as jázigas se abrirem, você poderia rir comigo de qualquer abobrinha, fazer cafuné na minha cabeça, e simplesmente me fazer esquecer tudo aquilo que está ao meu redor?
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Ahoy; Deeshay.
Ahoy é saudação, Deeshay é despedida. E isso explica metade das coisas ditas e não ditas aqui e em qualquer outro lugar aonde esbocei minhas palavras tortas. Quando cruzo uma porta, que Deus abençoe quem está dentro da morada, e quando saio da casa, que Deus continue habitando dentro daquela casa, o Senhor tem tido feito o Seu refúgio em meu peito, eu que não sou sacrário mas tenho Ele em mim levo sua pacificação e espada aonde piso, entro e vivo. Mas, como em todas as outras coisas, me resta a função de filtro, aonde a paz que procuro e raramente tenho me é roubada, e minha estabilidade se ressona na corda aonde caminho, e aonde todas as coisas me mantém vivo, seguido e séquito as minhas tradições e convicções, mesmo que isso magoe, machuque, ferir, ou estagnar alguém. Que posso fazer, se é este meu jeito.
Desligo o telefone para não chorar, para não irromper em lágrimas tudo aquilo que se encontra preso em minha garganta. Há muita humilhação pra superar, muito dedo na cara pra quebrar e muito joelho pra dobrar, e muita reza por fazer. Muita saudade que se desfia num rosário sem fim. Quiçá Deus esteja me tornando forte para ver todo o resto do mundo ruir, e eu apenas me mantendo, seguindo, rindo, e cantando, enquanto danço um frevo rasgado com a cagibrina na cabeça. Talvez meu sonho esteja guardado do outro lado desta vida, e eu nem saiba. Agnish, beija minha boca, queima a tua agenda e foge. Não olha o povo vão, abre tua mente e conserva nosso mundo, nossas histórias, e tantas outras coisas. Morremos a cada dia, e a cada dia deixamos nossos rastros em tanto lugar...Não que me tenha em medo de morte, mas, tenho medo de cair antes de deixar meu legado aqui...
...Mas, que legado? Eu sou apenas um cara comum.
...Mas, que legado? Eu sou apenas um cara comum.
Legado, do qual digo, e tanto quero afirmar nestes últimos escritos é a sua humildade, bonança, e vontade de mudar o mundo. Não que isso seja uma situação para você ficar omisso/submisso ante as cousas do mundo e suas pessoas vãs, não isso, não isso. Dê um "Deeshay" para tudo isso. Estou falando de você, seus quatro quarteirões, sua vida, corte os fios, seja livre de qualquer manipulação, e esteja pronto a se afirmar ante a tudo que vier para você. Vença os auto-desafios e barras. Apesar de cansado (a esta altura do campeonato) eu estou aqui - e inteiro. Mas, e você, leitor/leitora? Já se deixou abater? Não, não...Ergue. Força, Qualé, vamo lá! Isso...Hm. Agora, me dá um sorrisinho. Aí, diliça. Do jeito que eu gosto.
Eu tenho todos os motivos para não estar aqui. E estou, ou de teimoso, ou de raçudo que sou. Essa bagaça só é pros chegados, e pra alguns perdidos no mundo, e tem gente que começou ontem que tem mais divulgação e acessos! Tem gente que prefere ler as futilidades de um siri sem garra do que minhas garrancheadas, que que se há de fazer? Ao menos uma vez por semana penso em não estar, e no resto do tempo penso no todo restante. Penso constantemente em deletar isso, são posts muito extensos, que sempre resultam em nada, e ninguém entende, mas, é necessário tentar, mesmo que seja inútil, no fim das contas, e uma receita de como trair seu cachorro com uma enguia seja mais acessado que aqui. E, acabo vendo que a vida segue, a vida continua, os exemplos próximos e distantes me mostram isso piamente, então, nos resta bater de frente, ser bocudo quão necessário, e mostrar-mo-nos firmes em nosso pensar, agir e falar, para não só nos termos nos nossos próprios conceitos e alicérces, e sim para mostrar ao mundo para quê nós viemos, para quê estamos, e para d'onde vamos. Sem hesitações. Eu nasci pra quebrar na emenda.
Eu tenho todos os motivos para não estar aqui. E estou, ou de teimoso, ou de raçudo que sou. Essa bagaça só é pros chegados, e pra alguns perdidos no mundo, e tem gente que começou ontem que tem mais divulgação e acessos! Tem gente que prefere ler as futilidades de um siri sem garra do que minhas garrancheadas, que que se há de fazer? Ao menos uma vez por semana penso em não estar, e no resto do tempo penso no todo restante. Penso constantemente em deletar isso, são posts muito extensos, que sempre resultam em nada, e ninguém entende, mas, é necessário tentar, mesmo que seja inútil, no fim das contas, e uma receita de como trair seu cachorro com uma enguia seja mais acessado que aqui. E, acabo vendo que a vida segue, a vida continua, os exemplos próximos e distantes me mostram isso piamente, então, nos resta bater de frente, ser bocudo quão necessário, e mostrar-mo-nos firmes em nosso pensar, agir e falar, para não só nos termos nos nossos próprios conceitos e alicérces, e sim para mostrar ao mundo para quê nós viemos, para quê estamos, e para d'onde vamos. Sem hesitações. Eu nasci pra quebrar na emenda.
Eu vou te buscar nas estrelas, e aonde mais me disserem e eu achar que você está. No chiado do disco, no cigarro paraguaio, na camisa de 1916, na barba e no cabelo bagunçado, na bolsa de aviador, no óculos escuro, na paciência, no sorriso amarelo e no humor ácido, nas músicas, nos livros e na hora que for mais proprícia para te lembrar. Na estrela de brilho mais moderado, é aonde você vai reinar. Não que mereceste a mais fulgurosa, mas, é de tua identidade ser apenas mais um na multidão, que burro, e bobo, trafega na rua assim como eu o faço hoje. M'assusta apenas o fato que você não há de ver Cecília por aqui, tê-la no colo, e cantar as músicas que me cantou quando eu era do tamanho do seu ante-braço. Mas, algo me diz que você ainda está aqui, e para você, é meu eterno "Ahoy", sem forma, maneira, ou qualquer tipo de "Deeshay". [...] Parecia ser tão óbvio, você ser o meu destino [...].
Mais um dia 3 está chegando. Mais um dia 3 sem você.
Mais um dia 3 está chegando. Mais um dia 3 sem você.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Sem Título #22
Lembre-me da nossa vida,
e o que ela mais se assemelha,
dos dias vividos a soleira da cama,
e da mais completa beleza.
Guarda-me no brilho dos teus olhos,
no arredondado dos teus cachos,
na perfeição do teu sorriso,
e no teu abraço tão esparramado.
Olha nos meus atos,
e encontra uma saída,
enigma não decifrado;
cor mista sem ver tinta;
Quando bem acordades,
olha ao teu redor,
a essência da manhã que flui,
nela eu estarei.
Que eu continue a te influenciar,
a dar o melhor de ti no dia-a-dia,
e que nada aconteça de mal por nós,
porque nos eternizaremos nos Céus.
Agnish, vem comigo nesta estrada amiga,
abre teus braços pra me guardar,
olha pra mim e vede meu sorriso:
Ele é todo por tua causa.
e o que ela mais se assemelha,
dos dias vividos a soleira da cama,
e da mais completa beleza.
Guarda-me no brilho dos teus olhos,
no arredondado dos teus cachos,
na perfeição do teu sorriso,
e no teu abraço tão esparramado.
Olha nos meus atos,
e encontra uma saída,
enigma não decifrado;
cor mista sem ver tinta;
Quando bem acordades,
olha ao teu redor,
a essência da manhã que flui,
nela eu estarei.
Que eu continue a te influenciar,
a dar o melhor de ti no dia-a-dia,
e que nada aconteça de mal por nós,
porque nos eternizaremos nos Céus.
Agnish, vem comigo nesta estrada amiga,
abre teus braços pra me guardar,
olha pra mim e vede meu sorriso:
Ele é todo por tua causa.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Sem Título #21
Eu, por eu mesmo, não sei dizer muito bem tudo sobre isto. Só sei que tudo isso é terreno, e passageiro, e o que fazemos aqui, colheremos aqui, de uma forma ou outra. De uma determinada forma ou outra o Messias já veio. Na minha concepção, esperar por ele de novo seria muita humildade, ou muita burrice.
Menina, eu não tenho medo. Aguarde os spotlights tardios contarem a história da cadente estrela de quem não teve nada a perder. A pedra bruta contra a terra seca.
Deito-me contra a cama que ainda soma um pouco de mim no travesseiro e cobertor, porque talvez nele encontre a calmaria que perdi logo de manhã, porque no fim eu sei que eu sei que quase ninguém sabe que eu sou um homem ordinário, como qualquer outro. Sei que não sou nenhum nível de Heitor Iga, mas, faço meu melhor (apesar do mau tempo e das inúmeras críticas e cruzes a me petrificar na iconoclastia de amotinado).
Menina, olhe as pessoas, olhe o mundo, e não olhe a mim. Neste mometo, estarei a milhas de ti, só para não te notar o quão cansado estou. Não de nós, não de nós, mas, de mim mesmo. É muito fracasso pra pouca vida, é muito sonho pra pouca esperança, e é muita benção pra pouca desgraça. Sinto saudade da tua cama de solteira, do teu lençol todo desarrumado, e de nós dois sendo um, especificamente, de você, o único ponto de felicidade.
O som da Inglaterra me corrói, e eu acho é bom. A maioria dos sons me lembram tempos e coisas idas que ainda causam um frisson de lembrar, e dentre todas elas, surge teu beijo, e teu amor, que desarmam toda e completamente qualquer tentativa minha de ser esguio a tudo isso, esta cousa que lhes chamam de vida.
Menina, eu não tenho medo. Aguarde os spotlights tardios contarem a história da cadente estrela de quem não teve nada a perder. A pedra bruta contra a terra seca.
Deito-me contra a cama que ainda soma um pouco de mim no travesseiro e cobertor, porque talvez nele encontre a calmaria que perdi logo de manhã, porque no fim eu sei que eu sei que quase ninguém sabe que eu sou um homem ordinário, como qualquer outro. Sei que não sou nenhum nível de Heitor Iga, mas, faço meu melhor (apesar do mau tempo e das inúmeras críticas e cruzes a me petrificar na iconoclastia de amotinado).
Menina, olhe as pessoas, olhe o mundo, e não olhe a mim. Neste mometo, estarei a milhas de ti, só para não te notar o quão cansado estou. Não de nós, não de nós, mas, de mim mesmo. É muito fracasso pra pouca vida, é muito sonho pra pouca esperança, e é muita benção pra pouca desgraça. Sinto saudade da tua cama de solteira, do teu lençol todo desarrumado, e de nós dois sendo um, especificamente, de você, o único ponto de felicidade.
O som da Inglaterra me corrói, e eu acho é bom. A maioria dos sons me lembram tempos e coisas idas que ainda causam um frisson de lembrar, e dentre todas elas, surge teu beijo, e teu amor, que desarmam toda e completamente qualquer tentativa minha de ser esguio a tudo isso, esta cousa que lhes chamam de vida.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Komakino.
Dedicado a Ian Kevin Curtis.
Eu não quero mais nada a não ser aquilo que se encontrar próximo de minha estrada. Qualquer coisa que se encontrar longe ou afastado demais de meu caminho é considerado inútil (mesmo que outrora m'fosse vital), e o que mais vier no meu caminho, e não ousar ficar, logo será descartado e perderá seu contato e convivência comigo. A sombra que permanece em pé ao lado da estrada diz que nunca vai me abandonar.
Não cabe a mim discutir ou repetir coisas que forma já ditas por vozes maiores ou mais bem-entonadas do que a minha, não mesmo. Cabe a mim ver o rio tão turvado, enegreado e sinuoso por debaixo da ponte que eu pisar, dos olhos que me fitam sem emitir ou omitir sinal algum, e fazer aquela criança desconhecida parar de chorar. Cabe a mim tomar um caminho aonde todos os temores e situações vãs sumam do meu caminho e dos caminhos que cruzam e se aparalelam aos meus. Não tenho mais idade para isto tudo, tampouco paciência para aguentar esses malgrados de pessoas que nem sabem escrever meu nome; Eu quero feijão com coentro. Assusta não olhar para o próprio umbigo, mas, quando olhado, ser vilimente tratado pela magnética torcida, que espera apenas uma falha sua para atacar você, atar seus punhos, e cortar-lhe em véus.
Senhores, tenho uma granada abaixo do queixo, e nela está escrito redenção. Irônico, não?
Estou, ajduntamente e seguramente agora, chegando no pico daquilo que tanto procuro, e sinto isso a cada dia mais, a cada segundo mais, e sinto nos olhos de quem me olha, na voz de quem me conversa e no abraço em que me encontro.
Minha mente projeta cenas, põe obstáculos, prega peças, encena e roda um filme do qual nunca vivi, nunca senti. As pessoas olharam com cara estranha quando eu disse que não fumava maconha, mas, eu tenho valores, e muitas pessoas ainda os tem (mesmo que deturpados - no sentido amplo da palavra). O que não admito é quem estiver do meu lado mentir, omitir e ocultar um cadáver que hora ou outra eu vá sentir o cheiro embaixo da minha cama. Não me incomodaria se já tivesse conhecido sua ossada, mas, o cheiro podre e pestilento e as vermóides terminando de comer a carne rosada e bruta não me fascinam. Despacho este assunto, não me pertence mais.
Eu não tenho nada a perder, e nem por isso sou um Deus. Sou mais um como qualquer outro humano. E ainda sim - vez ou outra - ainda sinto dor dos mais variados sintomas e formas. Eu aguentei muita barra sozinho, e até hoje engulo muita coisa a seco, ou com farinha. Minha garganta tolamente tenta engolir todos esses problemas, mas, não faz diferença; Uma hora tudo sempre volta.
O Sol desponta acinzentado no meu caminho, e morre acinzentado: Eis o daltônico conversando de cores mil, e olha o mundo na sua mais cruel indisposição, e olha aquele tolo sozinho na estrada: Pelo seu mau comportamento, e ideias miraculosas para assuntos macabros e situações "práticas", foi posto para escanteio e ganhou uma esposa, cujo nome é Solidão.
As letras confortam qualquer pessoa e qualquer situação. É ignorância e inútil querer fazer de um dos meus raros prazeres virar máquina mercantil. Eu não quero, eu não nasci pra isto. Eu já fui muito espezinhado, eu só quero minha cerveja e meu disco rodando, apenas isso, sem desengano algum, sabe? Eu só queria...
Eu não quero mais nada a não ser aquilo que se encontrar próximo de minha estrada. Qualquer coisa que se encontrar longe ou afastado demais de meu caminho é considerado inútil (mesmo que outrora m'fosse vital), e o que mais vier no meu caminho, e não ousar ficar, logo será descartado e perderá seu contato e convivência comigo. A sombra que permanece em pé ao lado da estrada diz que nunca vai me abandonar.
Não cabe a mim discutir ou repetir coisas que forma já ditas por vozes maiores ou mais bem-entonadas do que a minha, não mesmo. Cabe a mim ver o rio tão turvado, enegreado e sinuoso por debaixo da ponte que eu pisar, dos olhos que me fitam sem emitir ou omitir sinal algum, e fazer aquela criança desconhecida parar de chorar. Cabe a mim tomar um caminho aonde todos os temores e situações vãs sumam do meu caminho e dos caminhos que cruzam e se aparalelam aos meus. Não tenho mais idade para isto tudo, tampouco paciência para aguentar esses malgrados de pessoas que nem sabem escrever meu nome; Eu quero feijão com coentro. Assusta não olhar para o próprio umbigo, mas, quando olhado, ser vilimente tratado pela magnética torcida, que espera apenas uma falha sua para atacar você, atar seus punhos, e cortar-lhe em véus.
Senhores, tenho uma granada abaixo do queixo, e nela está escrito redenção. Irônico, não?
Estou, ajduntamente e seguramente agora, chegando no pico daquilo que tanto procuro, e sinto isso a cada dia mais, a cada segundo mais, e sinto nos olhos de quem me olha, na voz de quem me conversa e no abraço em que me encontro.
Minha mente projeta cenas, põe obstáculos, prega peças, encena e roda um filme do qual nunca vivi, nunca senti. As pessoas olharam com cara estranha quando eu disse que não fumava maconha, mas, eu tenho valores, e muitas pessoas ainda os tem (mesmo que deturpados - no sentido amplo da palavra). O que não admito é quem estiver do meu lado mentir, omitir e ocultar um cadáver que hora ou outra eu vá sentir o cheiro embaixo da minha cama. Não me incomodaria se já tivesse conhecido sua ossada, mas, o cheiro podre e pestilento e as vermóides terminando de comer a carne rosada e bruta não me fascinam. Despacho este assunto, não me pertence mais.
Eu não tenho nada a perder, e nem por isso sou um Deus. Sou mais um como qualquer outro humano. E ainda sim - vez ou outra - ainda sinto dor dos mais variados sintomas e formas. Eu aguentei muita barra sozinho, e até hoje engulo muita coisa a seco, ou com farinha. Minha garganta tolamente tenta engolir todos esses problemas, mas, não faz diferença; Uma hora tudo sempre volta.
O Sol desponta acinzentado no meu caminho, e morre acinzentado: Eis o daltônico conversando de cores mil, e olha o mundo na sua mais cruel indisposição, e olha aquele tolo sozinho na estrada: Pelo seu mau comportamento, e ideias miraculosas para assuntos macabros e situações "práticas", foi posto para escanteio e ganhou uma esposa, cujo nome é Solidão.
As letras confortam qualquer pessoa e qualquer situação. É ignorância e inútil querer fazer de um dos meus raros prazeres virar máquina mercantil. Eu não quero, eu não nasci pra isto. Eu já fui muito espezinhado, eu só quero minha cerveja e meu disco rodando, apenas isso, sem desengano algum, sabe? Eu só queria...
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014
O Garoto Cinza.
Deus, há quanto tempo não sentia assim, ele se pega pensando...
O frio corre das juntas dos seus dedos até a sua nuca, e assim ele apenas se sente vivo. Não que a morte seja ruim - é apenas uma transição, legado de heróis que tombaram naturalmente ou se fizera de tombados ante a este local. Agora a garoa gentilmente lava seus cabelos, e não seus pensamentos, fazendo assim que mil questões, dez mil mágoas, vinte e sete cenas e cinco lágrimas esvoacem n'Ele. Senhor, Misericórdia.
O garoto que vive de música não quer ouvir música hoje, e se alguém o conhecesse, talvez soubesse que isto é perigoso, tal qual um urso que não vive sem mel, ele não vive sem o som. Mas, hoje ele quer ficar só, e nos olhos dele - se você o notasse - a íris esmeraldina se tange em outra cor do verde, mostrando talvez a cor da sua áurea, o seu estado (de cair duro no chão).
É muita mágoa pra uma vida só, muita falsidade, muito cinismo e citações sem base, ele levanta a gola da blusa e afaga a barba. Só mais uma vez no alto da rua, seu guia é sua companhia, se você soubesse, saberia que o que ele mais queria era você ali com ele. Muitas cousas ele entende, muitas sabe, mas, os pensamentos vãos, e feos mal o deixam, e só o pioram e maltratam. Cousas que ele nem tem noção de como se é, vem a tona e o magoam, e o machucam, e ele ri como se aquilo fosse divertido (talvez seja para quem o assista lutar contra si mesmo, a ponto de se cortar para se sentir vivo), ou cousa que o valha. Ele está com medo do futuro, seu planejamento ainda tem falhas...
Ele pensa nela, nas cousas, no futuro, nos olhos inquisidores de quem supostamente deveria estar do lado dele, e ele pensa em ir embora. Heliponto, mais uma vez, o vento bagunça o cabelo dele, e ele ri copiosamente da cena: Ninguém vê sua luta, apenas o vento que ele tanto gosta. Talvez tenha sido o vento que o fez ficar aqui, talvez ele tenha recebido o carinho do pai dele que ele tanto quis, ou até mesmo ele tenha achado que sua família não merecia enterrar a sua ovelha negra agora.
O passado condena e assusta, o presente trás mudança e o futuro mora na incerteza, ele se perde nas horas de um relógio que cadencia movimento algum, e logo agora, antes de ir embora ele abnega o café da tarde, apenas para pensar em si, e como ele foi se acomodando, perdendo a coragem e se transformando em um homem ordinário, sem amor, dinheiro, paz ou bens materiais, correndo na rua apenas pra acompanhar a multidão frenética e ávida por dinheiro, fama, sexo e glória. Deus, olha por nós neste outrém.
Ele pega o metrô, e dorme. Como se estivesse numa cama dura, e mesmo assim seus sonhos não lhe dão a trégua, o corpo-a-corpo intenso lhe faz cansar, mas, a alma é de menino, e a lágrima faz a perseverança nascer. Ele vai morrer; Ele morreu; Ele está aqui. Ele nunca há de morrer. Seus lábios rezam a oração sincopada que ninguém lhe ensinou e suas mãos travam-se e fazem firmes para o manter em pé, enquanto seu corpo pena em querer descer. Ele queria ouvir a voz da mulher que tanto ama: Não vai.
Talvez, se o conhecesse, você veria que ele precisaria de ajuda mais que nunca, e notaria que ele anda cansado, magoado, chateado e afim de finalizar no heliponto. Se você o conhecesse, você o abraçaria com toda sua força e seu amor, e mais ainda: Não o colocaria em local indevido. Se você conhecesse a pessoa de quem eu falo, você não reclamaria de sua vida, tampouco iria dizer mil cousas sobre seu martírio diário; Você até o convidaria pra tomar uma cerveja. E veria, que assim como tantos outros, ele só quer, precisa e tem o direito de vencer (ao menos uma vez).
O frio corre das juntas dos seus dedos até a sua nuca, e assim ele apenas se sente vivo. Não que a morte seja ruim - é apenas uma transição, legado de heróis que tombaram naturalmente ou se fizera de tombados ante a este local. Agora a garoa gentilmente lava seus cabelos, e não seus pensamentos, fazendo assim que mil questões, dez mil mágoas, vinte e sete cenas e cinco lágrimas esvoacem n'Ele. Senhor, Misericórdia.
O garoto que vive de música não quer ouvir música hoje, e se alguém o conhecesse, talvez soubesse que isto é perigoso, tal qual um urso que não vive sem mel, ele não vive sem o som. Mas, hoje ele quer ficar só, e nos olhos dele - se você o notasse - a íris esmeraldina se tange em outra cor do verde, mostrando talvez a cor da sua áurea, o seu estado (de cair duro no chão).
É muita mágoa pra uma vida só, muita falsidade, muito cinismo e citações sem base, ele levanta a gola da blusa e afaga a barba. Só mais uma vez no alto da rua, seu guia é sua companhia, se você soubesse, saberia que o que ele mais queria era você ali com ele. Muitas cousas ele entende, muitas sabe, mas, os pensamentos vãos, e feos mal o deixam, e só o pioram e maltratam. Cousas que ele nem tem noção de como se é, vem a tona e o magoam, e o machucam, e ele ri como se aquilo fosse divertido (talvez seja para quem o assista lutar contra si mesmo, a ponto de se cortar para se sentir vivo), ou cousa que o valha. Ele está com medo do futuro, seu planejamento ainda tem falhas...
Ele pensa nela, nas cousas, no futuro, nos olhos inquisidores de quem supostamente deveria estar do lado dele, e ele pensa em ir embora. Heliponto, mais uma vez, o vento bagunça o cabelo dele, e ele ri copiosamente da cena: Ninguém vê sua luta, apenas o vento que ele tanto gosta. Talvez tenha sido o vento que o fez ficar aqui, talvez ele tenha recebido o carinho do pai dele que ele tanto quis, ou até mesmo ele tenha achado que sua família não merecia enterrar a sua ovelha negra agora.
O passado condena e assusta, o presente trás mudança e o futuro mora na incerteza, ele se perde nas horas de um relógio que cadencia movimento algum, e logo agora, antes de ir embora ele abnega o café da tarde, apenas para pensar em si, e como ele foi se acomodando, perdendo a coragem e se transformando em um homem ordinário, sem amor, dinheiro, paz ou bens materiais, correndo na rua apenas pra acompanhar a multidão frenética e ávida por dinheiro, fama, sexo e glória. Deus, olha por nós neste outrém.
Ele pega o metrô, e dorme. Como se estivesse numa cama dura, e mesmo assim seus sonhos não lhe dão a trégua, o corpo-a-corpo intenso lhe faz cansar, mas, a alma é de menino, e a lágrima faz a perseverança nascer. Ele vai morrer; Ele morreu; Ele está aqui. Ele nunca há de morrer. Seus lábios rezam a oração sincopada que ninguém lhe ensinou e suas mãos travam-se e fazem firmes para o manter em pé, enquanto seu corpo pena em querer descer. Ele queria ouvir a voz da mulher que tanto ama: Não vai.
Talvez, se o conhecesse, você veria que ele precisaria de ajuda mais que nunca, e notaria que ele anda cansado, magoado, chateado e afim de finalizar no heliponto. Se você o conhecesse, você o abraçaria com toda sua força e seu amor, e mais ainda: Não o colocaria em local indevido. Se você conhecesse a pessoa de quem eu falo, você não reclamaria de sua vida, tampouco iria dizer mil cousas sobre seu martírio diário; Você até o convidaria pra tomar uma cerveja. E veria, que assim como tantos outros, ele só quer, precisa e tem o direito de vencer (ao menos uma vez).
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
I Me Mine.
Talvez a vida seja
isso, enfim. Correr por correr e chegar a ponto algum, e padecer sobre a terra
que perece de carinho, enquanto um riso brota nos lábios, estranha vida é esta
que vivo, sinto e peno entrelinhas tênues que escrevo, sendo mais estranho
ainda é a forma das coisas, como acontecem, porque acontecem e quando
acontecem.
Era preferível ter a certeza da hora e do tempo do que saber se era de verdade ou de brincadeira. Foram muitas as chagas, e poucos os remendos, quando perguntaram se ele estava bem, nada ele disse. Apenas sorriu, apenas maneou a cabeça. Lembrou de sua vida medíocre e seu patrão que era um quengo, de sua mulher tão ausente e de seu filho que cresceu sem sua paternidade, sem sua vida, seu amor. Ele escornou num canto qualquer e chorou muito. Retinou o óculos amarelado e foi fazer churrasco e tomar umas cervejadas. A vida exigia isso, ele se exigia isso - E ele sabia que apesar de tudo aquilo ter um fundo de verdade, era só uma obra do mal, invenção da cabeça pensante e nunca tinha nada exilado: Todo pensar era necessário, absolto e reinante, afinal da vida se espera tudo, e talvez qualquer linha de raciocínio o deixasse pronto pra qualquer cousa que aviesse. Ele era mais inteligente que eu, e muita gente que o julgava burro ou tolo.
Lembro de meu velho algumas vezes me dizendo algumas coisas miúdas e
concisas que na hora mal faziam efeito frutífero em mim, mas, hoje eu percebo,
sinto e compreendo, que sou só mais um entre tantos e que minha vida não se
baseia em o que antes era alicerciada: Novamente, tudo mudou e me sinto velho
demais para irromper mais uma vez a mim mesmo para recuperar as coisas dessa
minha vida que logram-se passadas, afinal, minha vida irromperia e se abnegaria, do jugo sofrido só por estar comigo novamente?
Burro e bobo, trafego
na rua com o som tampando qualquer palavra vil. Afinal, vil serão os outros, eu
não mais. Tranco-me na casa de trovas e versos, e aqui me faço herói e
ponta-de-ariete para qualquer pendão. Os pendões que eu levantei foi de amor,
de gosto, de tradição, exaltação, de glória. S'é de lágrima, pois deixa cair e
correr no teu frigido, lindo e meigo rosto. S'é realmente de lágrima, me guarde
no amor do "eu amo você". É de lágrima, e nesta lágrima, cai o tempo
para você de mim se lembrar.
Metade de tudo o que eu disser, é apenas metade sem você, e tudo aquilo que eu escrevo vagando uma lembrança de nós dois não existe, apenas vaga por vagar e existe por existir como uma forma de existir no mundo, ainda sim sendo-te a minha metade procurando sua forma, física, espiritual, ou ilusória.
Hoje tive a impressão de ter te visto no metrô: O óculos amarelado, o cabelo agrisalhado e esvoaçado pelo vento, as mãos sôfregas, calejadas e penantes, e o riso bobo, amarelado, como se ainda estivesse aprendendo a rir. Por um instante senti sua presença, e por um instante Deus me deu de volta você. Por um instante eu estava ali com você, no mesmo tempo e espaço.
Cai o pano, e rosto se mistura ao cenário: Corpo porcelanado, místico como uma imagem de santo, só que bem mais atento aos detalhes núdicos do corpo velado ao ar. Deus, eu preciso de uma cerveja, eu não creio que estou vendo tudo isto, e que tudo isto élúcido, definitivamente. Deitou-se do teu lado e não diz palavra alguma, nenhuma palavra emite som maior do que a cama quando geme ao som do nosso amor, e amor nenhum no mundo é maior senão aquele do Cordeiro que se sacrificou por suas crias. Cordeiro que me lavou no sangue do bode, na água da cachoeira, no sal grosso, avenca, arruda, guiné, e mel, Cordeiro que tantas vezes me fez ver que a vida é mais que isso (e talvez mais mil vezes mostre), e mesmo que o mostre, eu ainda tenho minhas visões e pensamentos. Cousa que só mostra que o tempo pode ser senhor da razão, como o completo causador de motins, revoluções, dores e separações. O tempo é remédio de tudo, mas até mesmo mal-dosado, ele pode causar escárnio, vício - e consequentemente - a morte. Falando nisso, acho que já passei tempo demais aqui.
Bem, boa noite.
Cai o pano, e rosto se mistura ao cenário: Corpo porcelanado, místico como uma imagem de santo, só que bem mais atento aos detalhes núdicos do corpo velado ao ar. Deus, eu preciso de uma cerveja, eu não creio que estou vendo tudo isto, e que tudo isto élúcido, definitivamente. Deitou-se do teu lado e não diz palavra alguma, nenhuma palavra emite som maior do que a cama quando geme ao som do nosso amor, e amor nenhum no mundo é maior senão aquele do Cordeiro que se sacrificou por suas crias. Cordeiro que me lavou no sangue do bode, na água da cachoeira, no sal grosso, avenca, arruda, guiné, e mel, Cordeiro que tantas vezes me fez ver que a vida é mais que isso (e talvez mais mil vezes mostre), e mesmo que o mostre, eu ainda tenho minhas visões e pensamentos. Cousa que só mostra que o tempo pode ser senhor da razão, como o completo causador de motins, revoluções, dores e separações. O tempo é remédio de tudo, mas até mesmo mal-dosado, ele pode causar escárnio, vício - e consequentemente - a morte. Falando nisso, acho que já passei tempo demais aqui.
Bem, boa noite.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Long Away.
É tudo relativo - disse meu pai, fitando meus olhos.
E, até hoje creio nisso. Creio na dualidade, na divindade e na situação das coisas. Creio em tudo como um amontoado gamado de coisas, assim como um dia eu crivei a cruz gamada e soltei panos sobre os Céus, e um dia acreditei na bondade que s'era o mal acobertado em lãs e prumas. Pai, estou com saudades, e cada dia que passa dá uma vontade de subir até as nuvens puras para te ver, te sentir, te tocar, te ouvir em sermões, em conselhos, e sentir o cheiro do cigarro paraguaio barato esmaecido em tua roupa, ouvir mil histórias, casos e contos (reais ou não) e deles fazer meu caminho, minha história, minha justiça.
Talvez, meu velho, eu esteja de novo me sentindo naqueles dias idos aonde eu precisava apenas tocar um violão e tomar uma cerveja com você. Rir demasiadamente de tudo, e apenas peneirar o que nos satisfaça, o que nos faça bem. Colocar todos os planos numa mala e sair por aí, rodar o mundo, correr um risco, bater e ser abatido, ser um errante no meio de tantos que se perdem numa manada de pensamentos comuns e tradicionais em um lugar-temente. Pai, talvez e esteja enlouquecendo de uma forma que nem eu sei como levar adiante, e talvez só você soubesse me dar essa resposta. Talvez a resposta seja o seu ato. O ato final da peça, aonde o Pierrot tão pisado, tão aleijado e alojado como tolo, é aplaudido, reconhecido e forjado como herói aos olhos dos homens ordinários.
Dói, muito. Dor lancinante de lanceiro que não se tem em ais e fim.
As pessoas são bem assim: Pisam nas pessoas até que elas morrem. Depois vira Santo, Mártir, ou Herói de causa infundada. Cousa fea que atinge os dias de forma arrebatadora e transformadora. O monstro que atinge a casa não atinge o quarto aonde a criança dorme, e aonde a criança repousa, há um anjo de guarda, e neste local só pisa quem lhe tem amor e o coração bom, minha casa é morada de bons nomes e pessoas que entram e saem, e no meu tempo, no meu templo edifica-se o que não tem nome, mas, se sente, doce som do trovão seco que brota do chão e ascende aos Céus, doce amor que não tem definição, e mais de mil nomes. Criança, dorme: Ele está aqui.
Pai, as vezes me sinto só. E suas músicas ecoam em meus ouvidos, mente, e alma. Ainda penso em você todos os dias, e sei que vou te ver algum dia, alguma hora, em algum lugar, e todas as minhas aflições e medos, desde os meus tempos de criança, irão embora neste dia, quiçá um dos (senão o) dia mais incrível de minha vida. Fico em paz por ter você me dado fé, esperança, amor, música, canalhagem, Corinthians e tantas coisas erradas, que balanceio com a bondade que minha mãe me deu; Enfim, sinto sua falta da sua falta embargada, dos dias cinzas na praia, dos solos de violão, da cerveja e pinga com carqueija, da ponte, e de tudo aquilo que hoje se encontra abrupto. Fico sem ter, nem ver, tampouco crer. Inano.
Meu velho, queria poder te dizer algumas coisas, tirar algumas dúvidas, ter conselhos, só isso. Quando você puder, ou quiser, apareça, será uma honra, um prazer inenarrável te ter novamente ao meu lado, como sempre foi, quando quiser, venha ter comigo, eu tenho todo e qualquer tempo do mundo pra ti, meu velho.. Me desculpe pelos erros da juventude, mas, eu precisei, assim como você talvez um dia tivesse precisado, mas, eu aprendi. Juro.
De onde estiver, força pra você, e peço força pra mim. Firmei o ponto, ponto final.
E, até hoje creio nisso. Creio na dualidade, na divindade e na situação das coisas. Creio em tudo como um amontoado gamado de coisas, assim como um dia eu crivei a cruz gamada e soltei panos sobre os Céus, e um dia acreditei na bondade que s'era o mal acobertado em lãs e prumas. Pai, estou com saudades, e cada dia que passa dá uma vontade de subir até as nuvens puras para te ver, te sentir, te tocar, te ouvir em sermões, em conselhos, e sentir o cheiro do cigarro paraguaio barato esmaecido em tua roupa, ouvir mil histórias, casos e contos (reais ou não) e deles fazer meu caminho, minha história, minha justiça.
Talvez, meu velho, eu esteja de novo me sentindo naqueles dias idos aonde eu precisava apenas tocar um violão e tomar uma cerveja com você. Rir demasiadamente de tudo, e apenas peneirar o que nos satisfaça, o que nos faça bem. Colocar todos os planos numa mala e sair por aí, rodar o mundo, correr um risco, bater e ser abatido, ser um errante no meio de tantos que se perdem numa manada de pensamentos comuns e tradicionais em um lugar-temente. Pai, talvez e esteja enlouquecendo de uma forma que nem eu sei como levar adiante, e talvez só você soubesse me dar essa resposta. Talvez a resposta seja o seu ato. O ato final da peça, aonde o Pierrot tão pisado, tão aleijado e alojado como tolo, é aplaudido, reconhecido e forjado como herói aos olhos dos homens ordinários.
Dói, muito. Dor lancinante de lanceiro que não se tem em ais e fim.
As pessoas são bem assim: Pisam nas pessoas até que elas morrem. Depois vira Santo, Mártir, ou Herói de causa infundada. Cousa fea que atinge os dias de forma arrebatadora e transformadora. O monstro que atinge a casa não atinge o quarto aonde a criança dorme, e aonde a criança repousa, há um anjo de guarda, e neste local só pisa quem lhe tem amor e o coração bom, minha casa é morada de bons nomes e pessoas que entram e saem, e no meu tempo, no meu templo edifica-se o que não tem nome, mas, se sente, doce som do trovão seco que brota do chão e ascende aos Céus, doce amor que não tem definição, e mais de mil nomes. Criança, dorme: Ele está aqui.
Pai, as vezes me sinto só. E suas músicas ecoam em meus ouvidos, mente, e alma. Ainda penso em você todos os dias, e sei que vou te ver algum dia, alguma hora, em algum lugar, e todas as minhas aflições e medos, desde os meus tempos de criança, irão embora neste dia, quiçá um dos (senão o) dia mais incrível de minha vida. Fico em paz por ter você me dado fé, esperança, amor, música, canalhagem, Corinthians e tantas coisas erradas, que balanceio com a bondade que minha mãe me deu; Enfim, sinto sua falta da sua falta embargada, dos dias cinzas na praia, dos solos de violão, da cerveja e pinga com carqueija, da ponte, e de tudo aquilo que hoje se encontra abrupto. Fico sem ter, nem ver, tampouco crer. Inano.
Meu velho, queria poder te dizer algumas coisas, tirar algumas dúvidas, ter conselhos, só isso. Quando você puder, ou quiser, apareça, será uma honra, um prazer inenarrável te ter novamente ao meu lado, como sempre foi, quando quiser, venha ter comigo, eu tenho todo e qualquer tempo do mundo pra ti, meu velho.. Me desculpe pelos erros da juventude, mas, eu precisei, assim como você talvez um dia tivesse precisado, mas, eu aprendi. Juro.
De onde estiver, força pra você, e peço força pra mim. Firmei o ponto, ponto final.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
René.
Se alguém chorou;
Por seu amor,
e este alguém,
não lhe mereceu;
Não chore agora,
erga a cabeça,
pois este tango irá te vingar;
Saia andando feliz da vida,
e cante sua música preferida,
guarde a dor e sorria então,
E ande impecavelmente, René.
Se quem te quis;
Só lhe fez mal,
e em trova ruim,
lhe dedicou incertezas;
Pois tenha piedade,
desta alma qualquer,
que sofrerá o preço futuramente,
não olhe agora por favor,
mas talvez o amor da sua vida está te olhando,
apenas ria e ajeite o cabelo;
E ande impecavelmente, René.
Chegue em casa,
tire os sapatos,
abra toda a janela,
e veja o espaço;
Que Deus criou,
em sua homenagem,
só para lhe fazer tão feliz;
Por isso não deixe por um segundo;
Esta pessoa tão ruim lhe abater,
deite na cama e lembre do Céu;
E durma lindamente, René.
E nos teus sonhos;
Que sejam os melhores,
que brotem jasmins,
aonde tu bem passar,
e que seja eu o portador,
da notícia que mudará sua vida;
Que a pessoa que lhe completará,
Acabou de passar por aquela porta,
Seja humilde;
Simples, sinceramente normal;
E o enamore, René.
E vocês juntos;
Serão bem melhores,
do que qualquer,
outro casal,
se completarão, contemplarão,
estrelas e sonhos também;
E no auge deste amor,
sorrindo lhe dirá: Eu amo você,
o beije forte,
renove seus votos,
E seja bem feliz, René.
E aqui eu lhe conto,
o seu futuro,
do lado de fora do globo,
eu sei bem de tudo,
pois Deus me deu,
o dom de saber os teus passos,
Minha criança,
olha pra cima e vede as estrelas,
no futuro serei uma delas;
E olharei por você, René.
Por seu amor,
e este alguém,
não lhe mereceu;
Não chore agora,
erga a cabeça,
pois este tango irá te vingar;
Saia andando feliz da vida,
e cante sua música preferida,
guarde a dor e sorria então,
E ande impecavelmente, René.
Se quem te quis;
Só lhe fez mal,
e em trova ruim,
lhe dedicou incertezas;
Pois tenha piedade,
desta alma qualquer,
que sofrerá o preço futuramente,
não olhe agora por favor,
mas talvez o amor da sua vida está te olhando,
apenas ria e ajeite o cabelo;
E ande impecavelmente, René.
Chegue em casa,
tire os sapatos,
abra toda a janela,
e veja o espaço;
Que Deus criou,
em sua homenagem,
só para lhe fazer tão feliz;
Por isso não deixe por um segundo;
Esta pessoa tão ruim lhe abater,
deite na cama e lembre do Céu;
E durma lindamente, René.
E nos teus sonhos;
Que sejam os melhores,
que brotem jasmins,
aonde tu bem passar,
e que seja eu o portador,
da notícia que mudará sua vida;
Que a pessoa que lhe completará,
Acabou de passar por aquela porta,
Seja humilde;
Simples, sinceramente normal;
E o enamore, René.
E vocês juntos;
Serão bem melhores,
do que qualquer,
outro casal,
se completarão, contemplarão,
estrelas e sonhos também;
E no auge deste amor,
sorrindo lhe dirá: Eu amo você,
o beije forte,
renove seus votos,
E seja bem feliz, René.
E aqui eu lhe conto,
o seu futuro,
do lado de fora do globo,
eu sei bem de tudo,
pois Deus me deu,
o dom de saber os teus passos,
Minha criança,
olha pra cima e vede as estrelas,
no futuro serei uma delas;
E olharei por você, René.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Dois
Deita-se do meu lado;
E ali tem dois corpos deitados,
um que completa o outro,
um que contempla o outro.
Encontra na minha boca, além do amor;
Tudo aquilo que quero, ouso, penso em lhe dizer;
Palavras apenas, pedaços de fonéticas,
que não me dizem mais respeito,
afinal, em mim fizeste tua estadia,
e de nada mais creio ou espero.
A casa torna-se vã e obsoleta,
e os móveis contém históricos,
coisas daquilo que somos.
Seca a minha sede de te fazer entender,
que não é tudo aquilo que eu almejo.
De todas as (poucas) cousas que quero,
a grande maioria eu consegui na raça,
e sou um vencedor por ter (quase) tudo.
Não me importa as coisas que virão,
eu tenho peito para todas elas,
e se são doze horas no relógio;
Treze horas terei pra entender elas todas.
Olha nos meus olhos, e fita minha mente;
E vede todas as coisas que os olhos denunciam,
nota que me satisfaço nas pequenas cousas dessa vida:
Pequena cerveja, pequena música, pequena Agnish,
pequena oração, pequeno Sol, pequena ventania.
Em todas as Íris que vede lhe toma na sua nota,
pequeno nome, predicado, sujeito da oração,
ora pra Cristo dar-lhe a boa morte em paz;
Será em paz tudo o que for lhe propiciado.
Se te interessar veja e anota meus trejeitos,
neles descobrirá do que gosto e não gosto,
do que anseio e deprecio nesta estadia terra,
e de todas as coisas que deveria ter e poder ganhado,
do que me atrai e repulsa ante ao mundo;
E todas as outras cousas, que mal cabem aqui.
E ali tem dois corpos deitados,
um que completa o outro,
um que contempla o outro.
Encontra na minha boca, além do amor;
Tudo aquilo que quero, ouso, penso em lhe dizer;
Palavras apenas, pedaços de fonéticas,
que não me dizem mais respeito,
afinal, em mim fizeste tua estadia,
e de nada mais creio ou espero.
A casa torna-se vã e obsoleta,
e os móveis contém históricos,
coisas daquilo que somos.
Seca a minha sede de te fazer entender,
que não é tudo aquilo que eu almejo.
De todas as (poucas) cousas que quero,
a grande maioria eu consegui na raça,
e sou um vencedor por ter (quase) tudo.
Não me importa as coisas que virão,
eu tenho peito para todas elas,
e se são doze horas no relógio;
Treze horas terei pra entender elas todas.
Olha nos meus olhos, e fita minha mente;
E vede todas as coisas que os olhos denunciam,
nota que me satisfaço nas pequenas cousas dessa vida:
Pequena cerveja, pequena música, pequena Agnish,
pequena oração, pequeno Sol, pequena ventania.
Em todas as Íris que vede lhe toma na sua nota,
pequeno nome, predicado, sujeito da oração,
ora pra Cristo dar-lhe a boa morte em paz;
Será em paz tudo o que for lhe propiciado.
Se te interessar veja e anota meus trejeitos,
neles descobrirá do que gosto e não gosto,
do que anseio e deprecio nesta estadia terra,
e de todas as coisas que deveria ter e poder ganhado,
do que me atrai e repulsa ante ao mundo;
E todas as outras cousas, que mal cabem aqui.
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Feira Da Renascença.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Versos de Agnish.
E se todo tempo é muito pouco;
Para ter você nos meus braços;
Será que agora conseguiria entender
O meu "eu amo você"?
Desligue o telefone e guarde essa saudade:
Ela não vai trazer você até aqui,
por isso me afundo no trabalho;
Para a semana passar depressa.
Quando deito sinto seu cheiro;
E minha colcha tem a sua silhueta;
Parece pouco mas tente compreender;
Que nada disso tem sentindo - nem ao menos o infinito;
Se não tiver seu rosto colado ao meu peito enquanto dorme;
Agni, eu vou nessa poesia descadênciada; Eu estou a te amar.
Quando eu parar em uma igreja;
Vou orar por nós dois e nosso futuro;
Rezar para que nosso futuro seja belo;
Melhor do que possamos planejar;
E que se cumpra assim a profecia;
Do amor eterno em todos os cômodos de nossa casa;
E que nossos filhos, livros e discos sejam a prova;
Daquilo tudo que fomos a concretizar agora.
Para ter você nos meus braços;
Será que agora conseguiria entender
O meu "eu amo você"?
Desligue o telefone e guarde essa saudade:
Ela não vai trazer você até aqui,
por isso me afundo no trabalho;
Para a semana passar depressa.
Quando deito sinto seu cheiro;
E minha colcha tem a sua silhueta;
Parece pouco mas tente compreender;
Que nada disso tem sentindo - nem ao menos o infinito;
Se não tiver seu rosto colado ao meu peito enquanto dorme;
Agni, eu vou nessa poesia descadênciada; Eu estou a te amar.
Quando eu parar em uma igreja;
Vou orar por nós dois e nosso futuro;
Rezar para que nosso futuro seja belo;
Melhor do que possamos planejar;
E que se cumpra assim a profecia;
Do amor eterno em todos os cômodos de nossa casa;
E que nossos filhos, livros e discos sejam a prova;
Daquilo tudo que fomos a concretizar agora.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Barracona.
Descendo a rua íngreme,
que tange e esnoba a linha férrea,
do outro lado do metal há um lugar,
perto de onde eu costumava ficar;
Lá era uma barracona humilde entre tantas,
cheia de gente boa, simples e feliz sempre,
vestidos de branco e amor,
e ali comiam-se todos,
cantavam-se todos,
e tudo estava bem.
Mas por ordem do tempo e dos homens;
O tempo virou;
O mal cessou água e luz,
o tempo virou, e tudo se perdeu de vista.
Quando eu era novo, meu pai me levou lá;
disse que aquele povo poderia me ajudar a curar meus medos,
e ali aprendi a ser mais forte, mesmo sem nenhum motivo...
E foi ali que eu aprendi,
quando o policial foi tirar a força a mulher iaô da barracona,
que a força tem motivo sim, e ela brotou ali;
Quando me fiz homem ante ao povo,
e quando me fiz homem ante ao momento,
para mostrar que tudo tem lugar no mundo.
Assim tudo cessou e as coisas passaram;
E com elas passaram o tempo,
mas toda vez que vejo a barracona do morro;
Noto que a coragem vem embutida, e só é desarmada na hora certa.
que tange e esnoba a linha férrea,
do outro lado do metal há um lugar,
perto de onde eu costumava ficar;
Lá era uma barracona humilde entre tantas,
cheia de gente boa, simples e feliz sempre,
vestidos de branco e amor,
e ali comiam-se todos,
cantavam-se todos,
e tudo estava bem.
Mas por ordem do tempo e dos homens;
O tempo virou;
O mal cessou água e luz,
o tempo virou, e tudo se perdeu de vista.
Quando eu era novo, meu pai me levou lá;
disse que aquele povo poderia me ajudar a curar meus medos,
e ali aprendi a ser mais forte, mesmo sem nenhum motivo...
E foi ali que eu aprendi,
quando o policial foi tirar a força a mulher iaô da barracona,
que a força tem motivo sim, e ela brotou ali;
Quando me fiz homem ante ao povo,
e quando me fiz homem ante ao momento,
para mostrar que tudo tem lugar no mundo.
Assim tudo cessou e as coisas passaram;
E com elas passaram o tempo,
mas toda vez que vejo a barracona do morro;
Noto que a coragem vem embutida, e só é desarmada na hora certa.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Agnish.
Ah, como eu odeio agostos. Quem lê essa birosca de linhas e se preza a tentar entender, sabe da minha relação nada amigável com este mês, mais ainda com as coisas que ele me tirou, ou as coisas estranhas que ele me trás. Sim, concordo com você que poderia ser qualquer mês, mas, para quem conhece das coisas e conhece o movimento das ondas, sabe que esse mês é a entressafra, quando a zica se levanta e a feijoada fica aguada (eca). Tudo isto que lhes escrevo, pessoas, são relatos pessoas e de pessoas próximas de que já sofreram muito neste mês, por isto aqui fica delegado a minha mancha contra este mês malogrado.
Mas, ao menos, eu tenho ela.E se, por uma centelha divina que cai em nossas cabeças, nós nos encontramos, porque não haveríamos de ficar juntos por todo este tempo? E até, ouso dizer em mais linhas a frente: Por quê não viver a minha vida toda ao lado de você? Talvez, a cada dia que passe, enquanto mais provas eu quero procurar para saber se realmente é você a quem eu espero há tanto, gradativamente e sazonalmente vens me mostrando que é. E isto alegra minh'alma. E isto me faz banhar em lágrimas. E isto me livrou da própria maldade do meu peito, carregado por tantas chagas de tantas outras feridas anteriores de outras pessoas que já maltrataram este lugar que hoje é seu, e que agora volta a ter o brilho de antes.
Se fosse qualquer outra pessoa, teria ido embora, e você sabe disso. Se fosse qualquer uma outra teria ido embora no ato, sem pestanejar, mas, você decidiu ficar. E ficou, e se deitou, e cuidou, e conversou, e cumpliciou com minha gênese, e antes de dormir, acredito que tenha até orado. Não faço disso um alarde, ou qualquer coisa parecida, mas, talvez fosse isto que eu estive esperando pela minha vida inteira. Alguém quem simplesmente estivesse ali, sem ter mais por onde, como, quando e por quê. Existem coisas que a vida dá nos seus piores momentos (os Dias de Shiva, como já foi préviamente explicado aqui nesta jagunça), e neste meio de campo de coisas boas e ruins, há você. Não que eu não tenha mudado meu ponto de vista sobre algumas coisas, ainda os tenho. Mas, quero dizer que apesar de muita coisa que eu penso, eu ainda amo, devoto, quero e desejo você. E mesmo quando eu estiver nervoso, com uma cólera sabática de raiva sobre você, eu ainda vou te amar, e esses últimos dias fizeram com que qualquer outra coisa nossa que já vivêssemos, estivesse aterrada, e que pode ter a certeza que te amo mais.
Amo seus pés pequenos quando se encostam nos meus para se aquecer, quando você arruma seu cabelo para eu não comer ele a noite, ou quando você me beija e fica com aquela cara parada, de olhos fechados, como se eu fosse alguém letrado, ou alguma espécie de santo, quando você se inclina e põe suas pernas entre as minhas, ou quando ficamos nós três juntos na sua pequena cama de solteiro, eu na parede, tu no meio, e ela perto da sua barriga. Você é o mais próximo que eu já consegui chegar da felicidade almejada. E olha que isso eu nunca falei pra nenhuma outra.
Enfim; agosto ainda nem está no meio, e eu venho sofrendo de suas (nada) sutis intervenções. Ainda bem que Deus é forte, mais forte ainda minha Mãe Das Candeias e meu São Jorge Guerreiro que me livrou do mal. Agora, é só sentar com a nega e ficar quietinho, esperando o tempo passar, e o que vier depois disso, é só um detalhe qualquer.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Carta para Ticó.
Amigo, abre os braços e sente a brisa do vento. Apeia e sente: O vento uiva no teu ouvido, e faz carinhos em demasia no teu cabelo e a vida te põe numa encruzilhada, mas tem a certeza que a cada caminho tomado, há de ter sua alegria em mel, ou tristeza em vinagre. Seja qual lhe for o caminho, estarei aqui em paz quando bem precisar de algum amigo, e que você tenha em si que o caminho que lhe decidir, será abençoado e próspero. Agora, vamos meter o bedelho...
Peço, como um bom amigo que tens em ti a mesma confiança de quem crê num amanhã, que você abra urgentemente seus olhos, pequeno. A vida corre, esvai, esbarra, e passa-lhe entre os dedos: Você mal vê, mal sente, e tampouco usufrui daquilo que lhe é teu por direito: Entendo sua cabeça, mente, forma de agir e pensar, e querer carregar o mundo todo e salvar pessoas da maldade, violência e misérias, porém nem sempre podemos carregar tudo, e algumas vezes é bem necessário deixar cair.
Rogo que você pare urgentemente seu pensar, lave sua mente, e recomece tudo de novo; Não por maldade, mas, para alguém que é tão inteligente, me desperta o atencionar de que você precisa pensar por si, e não mascar idéias alheias, se quiser, espelha-te em mim: Eu pesquiso, eu faço meus dados, eu brigo, luto, bato, bebo e brigo: Minha justiça eu faço na minha cintura, e Deus é meu pendão.
Todos nós, temos a fase da descoberta, do experimentar, do agir, do impulso que embala nossos dias, mas, note urgentemente que o tempo urge, e você ainda não se deslocou. Note que as pessoas começam a trilhar seus rumos, e você fica. Ticó, olha pro Céu e vê que até as aves tem suas escolhas feitas e planejadas, e isto lhes satisfazem por inteiro, seja feliz, independente de tua crença, sexualidade, visão política, amizades ou jeito de vida.
Vê que uma garota linda está do seu lado, e ela está apenas te esperando para você convidar ela para sair (mas, sair de verdade, entende?), tomar um sorvete, e talvez ali, naquela base sólida que seja essa linda menina da risada engraçada e dos olhos de jabuticaba sinceros, talvez ali resida a paz que tanto procura, o amor que tanto possa lhe completar, a companheira para seus pensares, a mulher que pode ser tudo para você...Ou não, né? Vai que tu acha o homem da tua vida por aí.
Desconfie de todas as fontes. Veja todas as histórias, fatos, dados e causos por ângulos diferentes, para assim e só assim você tenha uma versão resumida e superficial da verdade, e de como as pessoas são e agem nas mais variadas situações. Não tenha medo de cair, tenha medo de não gostar de cair; Quem cai gosta de cair porque assim pode ver debaixo das saias do congá, e aprende a ficar forte do corpo...
Seja forte, e não deixe o mal invadir sua tenda. Nunca.
Enfim; Palavras sinceras.
Peço, como um bom amigo que tens em ti a mesma confiança de quem crê num amanhã, que você abra urgentemente seus olhos, pequeno. A vida corre, esvai, esbarra, e passa-lhe entre os dedos: Você mal vê, mal sente, e tampouco usufrui daquilo que lhe é teu por direito: Entendo sua cabeça, mente, forma de agir e pensar, e querer carregar o mundo todo e salvar pessoas da maldade, violência e misérias, porém nem sempre podemos carregar tudo, e algumas vezes é bem necessário deixar cair.
Rogo que você pare urgentemente seu pensar, lave sua mente, e recomece tudo de novo; Não por maldade, mas, para alguém que é tão inteligente, me desperta o atencionar de que você precisa pensar por si, e não mascar idéias alheias, se quiser, espelha-te em mim: Eu pesquiso, eu faço meus dados, eu brigo, luto, bato, bebo e brigo: Minha justiça eu faço na minha cintura, e Deus é meu pendão.
Todos nós, temos a fase da descoberta, do experimentar, do agir, do impulso que embala nossos dias, mas, note urgentemente que o tempo urge, e você ainda não se deslocou. Note que as pessoas começam a trilhar seus rumos, e você fica. Ticó, olha pro Céu e vê que até as aves tem suas escolhas feitas e planejadas, e isto lhes satisfazem por inteiro, seja feliz, independente de tua crença, sexualidade, visão política, amizades ou jeito de vida.
Vê que uma garota linda está do seu lado, e ela está apenas te esperando para você convidar ela para sair (mas, sair de verdade, entende?), tomar um sorvete, e talvez ali, naquela base sólida que seja essa linda menina da risada engraçada e dos olhos de jabuticaba sinceros, talvez ali resida a paz que tanto procura, o amor que tanto possa lhe completar, a companheira para seus pensares, a mulher que pode ser tudo para você...Ou não, né? Vai que tu acha o homem da tua vida por aí.
Desconfie de todas as fontes. Veja todas as histórias, fatos, dados e causos por ângulos diferentes, para assim e só assim você tenha uma versão resumida e superficial da verdade, e de como as pessoas são e agem nas mais variadas situações. Não tenha medo de cair, tenha medo de não gostar de cair; Quem cai gosta de cair porque assim pode ver debaixo das saias do congá, e aprende a ficar forte do corpo...
Seja forte, e não deixe o mal invadir sua tenda. Nunca.
Enfim; Palavras sinceras.
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terça-feira, 5 de agosto de 2014
Passado, Presente e Futuro (III)
Futuro:
Cecília, não confie em ninguém. Até quem mais te ama pode te apregoar, e isso dói de tal forma que o sentimento se transmuta: Estado de Boddishatva. De tanto sentir um sentimento especificamente não se sente mais nada deste campo, e você se torna imune a todo tipo de coisa que possa vir a lhe ferir, ou fazer bem. É uma indiferença espiritual, só que com sentimentos carnais e humanos.
Nem é o caralho, é que mais um dia se passa, e mais pessoas vão embora: As poucas memórias do meu pai que estão vivas, começam a ruir, e assim perco o mito até em memória, sobrando as poucas secänjas que me restam. Doce e envenenado mistério velado por Deus é a vida, e suas adjascências. Cada dia que passa, parece que o cansaço não passa, nunca passa, nada passa. Tudo se mantém firme no mundo, menos eu. Talvez seja isso a pagança de meus pecados, provação divina, ou medo de ser um homem bom, que vota no PT, faz sexo em uma posição, vai na missa dominical e assiste o fantástico...
E, como está você? Você está fazendo algo indecente? Está sentindo o calor dentro de suas veias? Está traindo seu namorado bem gostoso enquanto ele te devota? Já teve medo do escuro? Você já fingiu gostar de um assunto só pra conquistar alguém? Está brincando com uma navalha de gosto metálico e delicioso? Está rindo das pombas? Já fingiu que gozou? Está trabalhando para um patrão ingrato? Se arde em vontade de se jogar na via do metrô quando ele vem? Quer sentir o gosto da vida pelo jeito incomum? É a favor do estado laico? Riu de alguém que se machucou feio? Torce para algum time? Mente pros seus filhos? Tem medo dos seus inimigos? Então, toma nota: Todas as coisas tem seu dever e curtição. Deve de fazer e curtição se o gostar do teu afazer.
Meça suas palavras e cuide de quem cuida de você, olhe o que você fez, e tenha decência, tenha temência. Olhe bem tudo o que você fez, e perceba que o sangue derramado é culpa sua, só não me sei se por maldade, ou por qualquer jeito. Quero meus filhos lindos, felizes, fortes e grandes, lutando contra todo o tipo de maldade, e que eles vençam na vida e sejam melhores que eu, e que meus pés cansados, que meu coração sôfrego, minhas mãos tremulas e meu olhar cansado. Quero o melhor num gole de cerveja, ou no beijo da mulher da minha vida, com a macieira do quintal do meu sítio dando boas maçãs, e que cair e ralar o joelho seja costumeiro para meus pequenos; Quero a alegria deles acima de tudo, não importando se isso dependa de minha própria vida, cuidar deles, os por acima de mim e abaixo de Deus e dos doces véus e mimos da Mãe Maria e do meu São Jorge Guerreiro.
E agora, não adianta. Já o fez tarde, ele não mais repousa.
Cecília, não confie em ninguém. Até quem mais te ama pode te apregoar, e isso dói de tal forma que o sentimento se transmuta: Estado de Boddishatva. De tanto sentir um sentimento especificamente não se sente mais nada deste campo, e você se torna imune a todo tipo de coisa que possa vir a lhe ferir, ou fazer bem. É uma indiferença espiritual, só que com sentimentos carnais e humanos.
Nem é o caralho, é que mais um dia se passa, e mais pessoas vão embora: As poucas memórias do meu pai que estão vivas, começam a ruir, e assim perco o mito até em memória, sobrando as poucas secänjas que me restam. Doce e envenenado mistério velado por Deus é a vida, e suas adjascências. Cada dia que passa, parece que o cansaço não passa, nunca passa, nada passa. Tudo se mantém firme no mundo, menos eu. Talvez seja isso a pagança de meus pecados, provação divina, ou medo de ser um homem bom, que vota no PT, faz sexo em uma posição, vai na missa dominical e assiste o fantástico...
E, como está você? Você está fazendo algo indecente? Está sentindo o calor dentro de suas veias? Está traindo seu namorado bem gostoso enquanto ele te devota? Já teve medo do escuro? Você já fingiu gostar de um assunto só pra conquistar alguém? Está brincando com uma navalha de gosto metálico e delicioso? Está rindo das pombas? Já fingiu que gozou? Está trabalhando para um patrão ingrato? Se arde em vontade de se jogar na via do metrô quando ele vem? Quer sentir o gosto da vida pelo jeito incomum? É a favor do estado laico? Riu de alguém que se machucou feio? Torce para algum time? Mente pros seus filhos? Tem medo dos seus inimigos? Então, toma nota: Todas as coisas tem seu dever e curtição. Deve de fazer e curtição se o gostar do teu afazer.
Meça suas palavras e cuide de quem cuida de você, olhe o que você fez, e tenha decência, tenha temência. Olhe bem tudo o que você fez, e perceba que o sangue derramado é culpa sua, só não me sei se por maldade, ou por qualquer jeito. Quero meus filhos lindos, felizes, fortes e grandes, lutando contra todo o tipo de maldade, e que eles vençam na vida e sejam melhores que eu, e que meus pés cansados, que meu coração sôfrego, minhas mãos tremulas e meu olhar cansado. Quero o melhor num gole de cerveja, ou no beijo da mulher da minha vida, com a macieira do quintal do meu sítio dando boas maçãs, e que cair e ralar o joelho seja costumeiro para meus pequenos; Quero a alegria deles acima de tudo, não importando se isso dependa de minha própria vida, cuidar deles, os por acima de mim e abaixo de Deus e dos doces véus e mimos da Mãe Maria e do meu São Jorge Guerreiro.
E agora, não adianta. Já o fez tarde, ele não mais repousa.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Passado, Presente e Futuro. (II)
Presente:
Me sinto abandonado. Perder um pai, e um parente próximo (mesmo que ausente), é como perder duas pernas em um hiato curtíssimo, e mesmo depois desse "aleijamento", há pessoas que não se importam com sua dor, ou acham que você está apenas brincando. Malditos sejam vós, a areia que come meus pensamentos que seja estocada em vossas ventas. O que mais pedi, foi que não houvesse mágoa, e que nunca fosse de mágoa o motivo. Mas, foi de mágoa sim, teve mágoa, que encheu, transbordou, tombou e agora pena em encher de novo o meu jarreio.
O que magoa é o fato de não ter nada/ninguém, e mesmo quando tem-se algo/alguém, ser espezinhado, e ser trocado por qualquer outra situação, local, estadia ou pessoa. O que magoa é estar só no meio de tantos outros, e quando você mais precisa de um porto seguro, é quando você mais está só física e psicologicamente. É penar pela resposta que nunca chega, e quando chega, é o que você não queria ouvir. Faz-se em mim solidão, as minhas chagas eu vou fechar novamente para nunca mais sofrer. Maravilhoso Titânio era? Miraculoso será agora.
Quero a água para dar o nó no pescoço, quero o nó da madeira para fazer de passante, matriz e condução, quero o ferro para cortar, sentir o sangue, perfurar, sentir o gosto da vida, sentir pulsar o sangue negro nas veias tão pálidas, tão cálidas, tão rosadas, da carne branca que é filho da carne da negra. Responda rápido: Você também já sentiu vontade de se jogar quando vê o metrô vindo naquele pique? Você já se sentiu humilhado, desprezado, ignorado, e passado pra trás pelas pessoas que mais ama e considera? Não? Ora, deixa eu te contar do presente:
Ouvir piadas de cunho ofensivo, pessoas pisarem na sua dor e achar que ela não vale um centavo, você ter que fingir que está tudo bem mesmo quando tudo está uma merda, e forçar um sorriso mesmo quando está tudo errado, e ter que mendigar (sim, mendigar eu disse, mendigar eu escrevo, e mendigar eu declaro) por algum tipo de atenção ou porto seguro ante as tempestades que se acontecem na sua vida. Quantas vezes vi no passado minha nau se afundar, e algumas pessoas a virar a cara, a refutar qualquer tipo de ajuda a mim. Vejo esta cena se repetir hoje, sei, sinto e tenho certeza que estou só com meus sentimentos, e por isso me faço em necessidade de não contar a ninguém, e guardar em mim; Anota aí: Vou morrer de câncer, se bobear...
Não quero ser alvo de draminha, ou de pessoas que taquem na minha cara (como já o fizeram, e alguns ainda fazem). Quero alguém que quando ver que eu possa estar mal, que venha do meu lado, que me ajude a seguir firme, e que não desvie os olhares de mim. Cansa-me o fato de ter que cuidar de tudo, cuidar de minha família, minha casa, e não poder ter quem olhe por mim. PORRA! Não quero quem me cuide, só quero quem esteja lá. Para aqueles que não são filhos únicos, lhes dou a prova na bandeja de prata: Ser só cansa, e leva a loucura ou a desamansidão. Meus pés doem, minha alma geme, meus amigos somem, meu amor está longe, meu pai dorme e a música ou me consola, ou me tortura.
Tira esse sorriso, e me diz a verdade. Ou sé, ou se não é. Olha pra mim, geme e chora. Eu não vou estar mais no seu altar, e a vela que um dia você pensou em acender pra mim, não vai funcionar; Isto não é uma chantagem, isto é uma realidade, olha para mim, vede e sente tudo o que está passando, e seja sincero comigo (e principalmente) e contigo; Pois não adianta ser uma para um e uma outra para todos, ou partilha do que sinto, ou não. Mas, olha para mim, e sente o que sinto, porque é assim que funciona, pois eu olho para os outros, eu cumpro com minhas palavras, porque eu sou quem sangra, eu sou quem toca guitarra bem pra caralho, eu sou o filho do Fábio, eu sou Marcus Queiroz, eu faço o mundo parar sem deixar ele cair, eu transformo, multiplico, rezo, fraciono, mato, sorrio e gemo. E hoje, cubro o rosto que todos conhecem de mim, para que alguém, em algum lugar, em algum momento, note que eu estou aqui, e venha até mim. Não, não é ceninha, mas, não estou bem, e estou avisando antes que algum maldito venha me dizer que "ele não tinha nada, era um rapaz de bem, trabalhador, de família boa e asseado".
Senhora, deixe meu rosto pairar em sua mente. Lembra-te de mim nas tuas orações, e se Deus permitir, hoje eu mesmo eu subo pra morada que não se mora, e viro a supernova mais linda que se possa ter notícia: Se Deus permetir, meu brilho há de ofuscar Bogotá, Lima e Cajuína; E quem lembrar de mim, há de ganhar uma benção minha. Eu quero tomar o rumo da asa do arcanjo mais rueiro e cair no mundo com ele pra ver se morro em alguma estrada, ou se encontro meu pai em algum boteco com o Mário, ou se consigo achar a Bep, ou até mesmo para dar calma nessa minha alma tão transfigurada, velha, maçante, intensa e ariana. Estou cansado, e quero urgentemente alguém do meu lado pra me dar ao menos um abraço, ou cousa que o valha. Tive uma semana horrível, como qualquer outra pessoa tem, mas, a minha foi 7 merdas em 7 dias: Uma para cada dia; E não aguento mais moer isto; Juro. Eu só queria alguém que dizesse: Vem, eu tô aqui por você, garotão. E que eu pudesse ir, sem medo, sem desengano, sem desencontro, e sem erro. Só quero um colo, um cafuné, a palavra de conforto que almejo ouvir, mas, até agora ninguém ousou dizer.
Aquela que eu mais amo, me disse que eu não posso confiar em ninguém, nem mesmo n'ela. Então, e todos os planos, história que imaginei e coisas que fiz? Vão pelo ralo? Amar é confiar n'outra pessoa, dar a cara a tapa, e se talvez eu não confiasse nela, não seria amor. Seria vão. E aí, fui magoado (mais uma vez).
A única que ainda quero, do fundo do meu coração, é ir embora. Não encontro mais meu espaço aqui neste universo.
Deus, tenha paciência, e piedade de mim. Mas, dos que pisaram e pisam em mim e nos outros, não. Pra esses, desejo a morte mais linda de todas.
O resto, é silêncio.
Me sinto abandonado. Perder um pai, e um parente próximo (mesmo que ausente), é como perder duas pernas em um hiato curtíssimo, e mesmo depois desse "aleijamento", há pessoas que não se importam com sua dor, ou acham que você está apenas brincando. Malditos sejam vós, a areia que come meus pensamentos que seja estocada em vossas ventas. O que mais pedi, foi que não houvesse mágoa, e que nunca fosse de mágoa o motivo. Mas, foi de mágoa sim, teve mágoa, que encheu, transbordou, tombou e agora pena em encher de novo o meu jarreio.
O que magoa é o fato de não ter nada/ninguém, e mesmo quando tem-se algo/alguém, ser espezinhado, e ser trocado por qualquer outra situação, local, estadia ou pessoa. O que magoa é estar só no meio de tantos outros, e quando você mais precisa de um porto seguro, é quando você mais está só física e psicologicamente. É penar pela resposta que nunca chega, e quando chega, é o que você não queria ouvir. Faz-se em mim solidão, as minhas chagas eu vou fechar novamente para nunca mais sofrer. Maravilhoso Titânio era? Miraculoso será agora.
Quero a água para dar o nó no pescoço, quero o nó da madeira para fazer de passante, matriz e condução, quero o ferro para cortar, sentir o sangue, perfurar, sentir o gosto da vida, sentir pulsar o sangue negro nas veias tão pálidas, tão cálidas, tão rosadas, da carne branca que é filho da carne da negra. Responda rápido: Você também já sentiu vontade de se jogar quando vê o metrô vindo naquele pique? Você já se sentiu humilhado, desprezado, ignorado, e passado pra trás pelas pessoas que mais ama e considera? Não? Ora, deixa eu te contar do presente:
Ouvir piadas de cunho ofensivo, pessoas pisarem na sua dor e achar que ela não vale um centavo, você ter que fingir que está tudo bem mesmo quando tudo está uma merda, e forçar um sorriso mesmo quando está tudo errado, e ter que mendigar (sim, mendigar eu disse, mendigar eu escrevo, e mendigar eu declaro) por algum tipo de atenção ou porto seguro ante as tempestades que se acontecem na sua vida. Quantas vezes vi no passado minha nau se afundar, e algumas pessoas a virar a cara, a refutar qualquer tipo de ajuda a mim. Vejo esta cena se repetir hoje, sei, sinto e tenho certeza que estou só com meus sentimentos, e por isso me faço em necessidade de não contar a ninguém, e guardar em mim; Anota aí: Vou morrer de câncer, se bobear...
Não quero ser alvo de draminha, ou de pessoas que taquem na minha cara (como já o fizeram, e alguns ainda fazem). Quero alguém que quando ver que eu possa estar mal, que venha do meu lado, que me ajude a seguir firme, e que não desvie os olhares de mim. Cansa-me o fato de ter que cuidar de tudo, cuidar de minha família, minha casa, e não poder ter quem olhe por mim. PORRA! Não quero quem me cuide, só quero quem esteja lá. Para aqueles que não são filhos únicos, lhes dou a prova na bandeja de prata: Ser só cansa, e leva a loucura ou a desamansidão. Meus pés doem, minha alma geme, meus amigos somem, meu amor está longe, meu pai dorme e a música ou me consola, ou me tortura.
Tira esse sorriso, e me diz a verdade. Ou sé, ou se não é. Olha pra mim, geme e chora. Eu não vou estar mais no seu altar, e a vela que um dia você pensou em acender pra mim, não vai funcionar; Isto não é uma chantagem, isto é uma realidade, olha para mim, vede e sente tudo o que está passando, e seja sincero comigo (e principalmente) e contigo; Pois não adianta ser uma para um e uma outra para todos, ou partilha do que sinto, ou não. Mas, olha para mim, e sente o que sinto, porque é assim que funciona, pois eu olho para os outros, eu cumpro com minhas palavras, porque eu sou quem sangra, eu sou quem toca guitarra bem pra caralho, eu sou o filho do Fábio, eu sou Marcus Queiroz, eu faço o mundo parar sem deixar ele cair, eu transformo, multiplico, rezo, fraciono, mato, sorrio e gemo. E hoje, cubro o rosto que todos conhecem de mim, para que alguém, em algum lugar, em algum momento, note que eu estou aqui, e venha até mim. Não, não é ceninha, mas, não estou bem, e estou avisando antes que algum maldito venha me dizer que "ele não tinha nada, era um rapaz de bem, trabalhador, de família boa e asseado".
Senhora, deixe meu rosto pairar em sua mente. Lembra-te de mim nas tuas orações, e se Deus permitir, hoje eu mesmo eu subo pra morada que não se mora, e viro a supernova mais linda que se possa ter notícia: Se Deus permetir, meu brilho há de ofuscar Bogotá, Lima e Cajuína; E quem lembrar de mim, há de ganhar uma benção minha. Eu quero tomar o rumo da asa do arcanjo mais rueiro e cair no mundo com ele pra ver se morro em alguma estrada, ou se encontro meu pai em algum boteco com o Mário, ou se consigo achar a Bep, ou até mesmo para dar calma nessa minha alma tão transfigurada, velha, maçante, intensa e ariana. Estou cansado, e quero urgentemente alguém do meu lado pra me dar ao menos um abraço, ou cousa que o valha. Tive uma semana horrível, como qualquer outra pessoa tem, mas, a minha foi 7 merdas em 7 dias: Uma para cada dia; E não aguento mais moer isto; Juro. Eu só queria alguém que dizesse: Vem, eu tô aqui por você, garotão. E que eu pudesse ir, sem medo, sem desengano, sem desencontro, e sem erro. Só quero um colo, um cafuné, a palavra de conforto que almejo ouvir, mas, até agora ninguém ousou dizer.
Aquela que eu mais amo, me disse que eu não posso confiar em ninguém, nem mesmo n'ela. Então, e todos os planos, história que imaginei e coisas que fiz? Vão pelo ralo? Amar é confiar n'outra pessoa, dar a cara a tapa, e se talvez eu não confiasse nela, não seria amor. Seria vão. E aí, fui magoado (mais uma vez).
A única que ainda quero, do fundo do meu coração, é ir embora. Não encontro mais meu espaço aqui neste universo.
Deus, tenha paciência, e piedade de mim. Mas, dos que pisaram e pisam em mim e nos outros, não. Pra esses, desejo a morte mais linda de todas.
O resto, é silêncio.
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Passado Presente e Futuro
Passado, Presente e Futuro.
Passado:
Não me sei ao certo, mas, hoje não me sinto mais o mesmo. Me sinto avoado, perdido em alguma fenda na qual se encontra o passado e o futuro, e no fim das contas é como se eu já soubesse o que vai acontecer...E isso me assusta. Muito. Sinto perto e distante de tudo ao mesmo tempo, e que consigo tocar todas as coisas, me sinto no topo do mundo, mesmo que só. Encontro numa casa de mobília pouca, janela aberta que dá pra avenida movimentada, que quando olho vejo o Ipê Roxo florescer, e isso me deixa hipnotizado. Tenho essa mesma vida a uns 22 anos. Esse é meu passado e presente, e, ocorre o risco de ser meu futuro. Quero ter medo da morte, mas, infelizmente, não consigo. Feio, burro, e bobo; Trafego na rua. E quando o sinal fica vermelho, eu passo. Antigamente eu não era assim...
Como um soldado de chumbo, estou preso a uma arma nas minhas mãos, e eu sou só um rapaz ordinário, que mal sabe atirar, tampouco em armas ou granadas. Eu estou no abrigo, e poucos me vêem sobre a neblina. Com um tiro posso morrer, ou entrar na glória. É tudo uma questão de manter a fé, ou tanger a situação no seu modo mais favorável (ou não). Esse sou eu do jeito mais comum na rua. Sou um soldado de Jorge, protegido por Cristóvão.
Antigamente importava ter alguém, importava a aprovação, o cabelo curto e a camisa e as coisas dando certo, e assim seguir sendo mais um na massa emoldurada e dada de presente e amor para morrer contra a terra batida, antigamente pensar na morte ou duvidar de algo era feio. Eu era assim. Quando olho pra trás vejo meu erros, minhas marcas, meus acertos e o pouco reconhecimento que foi me dado ao longo da vida - cousa que vez ou outra ainda me punge em dor por não ter. Ter que calar o choro, e não ouvir a conversa dos adultos, viver por viver, viver bem, ter para si só o que for melhor, viver a vida em volta de um copo de cerveja, e ciar no mesmo erro, cortar-se a carne com a navalha, e tanger a carne de um jeito tão profundo que não se sinta dor alguma, e depois ficar só, até o fim do dia.
As vezes dá vontade de não ser nada novamente. Ao menos assim teria alguns elementos do meu passado que perdi no presente, e talvez mal me recorde no futuro, sabe? Olha, eu não sei de onde venho, e de até onde me lembro, sei que é escuro e de lá poucos vieram até onde estou. Eu transcendi, deixei pra depois, e minhas chagas - marcas de vitória ante o flagelo da crueldade contra mim - estão todas aqui. Toque só se precisar, mas, não afunde o dedo, pois elas ainda doem, e muito. Dói saber que até hoje não tenho ninguém que não seja passageiro e dói mais ainda que já me conhecia neste vaticínio desde que era criança quando lia, ouvia e cantava com minha amiga imaginária, que tenho contato até hoje.
Desde sempre; Fui um mané.
Não me sei ao certo, mas, hoje não me sinto mais o mesmo. Me sinto avoado, perdido em alguma fenda na qual se encontra o passado e o futuro, e no fim das contas é como se eu já soubesse o que vai acontecer...E isso me assusta. Muito. Sinto perto e distante de tudo ao mesmo tempo, e que consigo tocar todas as coisas, me sinto no topo do mundo, mesmo que só. Encontro numa casa de mobília pouca, janela aberta que dá pra avenida movimentada, que quando olho vejo o Ipê Roxo florescer, e isso me deixa hipnotizado. Tenho essa mesma vida a uns 22 anos. Esse é meu passado e presente, e, ocorre o risco de ser meu futuro. Quero ter medo da morte, mas, infelizmente, não consigo. Feio, burro, e bobo; Trafego na rua. E quando o sinal fica vermelho, eu passo. Antigamente eu não era assim...
Como um soldado de chumbo, estou preso a uma arma nas minhas mãos, e eu sou só um rapaz ordinário, que mal sabe atirar, tampouco em armas ou granadas. Eu estou no abrigo, e poucos me vêem sobre a neblina. Com um tiro posso morrer, ou entrar na glória. É tudo uma questão de manter a fé, ou tanger a situação no seu modo mais favorável (ou não). Esse sou eu do jeito mais comum na rua. Sou um soldado de Jorge, protegido por Cristóvão.
Antigamente importava ter alguém, importava a aprovação, o cabelo curto e a camisa e as coisas dando certo, e assim seguir sendo mais um na massa emoldurada e dada de presente e amor para morrer contra a terra batida, antigamente pensar na morte ou duvidar de algo era feio. Eu era assim. Quando olho pra trás vejo meu erros, minhas marcas, meus acertos e o pouco reconhecimento que foi me dado ao longo da vida - cousa que vez ou outra ainda me punge em dor por não ter. Ter que calar o choro, e não ouvir a conversa dos adultos, viver por viver, viver bem, ter para si só o que for melhor, viver a vida em volta de um copo de cerveja, e ciar no mesmo erro, cortar-se a carne com a navalha, e tanger a carne de um jeito tão profundo que não se sinta dor alguma, e depois ficar só, até o fim do dia.
As vezes dá vontade de não ser nada novamente. Ao menos assim teria alguns elementos do meu passado que perdi no presente, e talvez mal me recorde no futuro, sabe? Olha, eu não sei de onde venho, e de até onde me lembro, sei que é escuro e de lá poucos vieram até onde estou. Eu transcendi, deixei pra depois, e minhas chagas - marcas de vitória ante o flagelo da crueldade contra mim - estão todas aqui. Toque só se precisar, mas, não afunde o dedo, pois elas ainda doem, e muito. Dói saber que até hoje não tenho ninguém que não seja passageiro e dói mais ainda que já me conhecia neste vaticínio desde que era criança quando lia, ouvia e cantava com minha amiga imaginária, que tenho contato até hoje.
Desde sempre; Fui um mané.
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domingo, 3 de agosto de 2014
O Diamante Cor-De-Rosa
Néia, abre teus braços e teu coração. A chaga que São Bernado questionou a Cristo não se compara a chaga que Maria sentiu ao ver o Filho padecer. A mãe, quando compadece se deu filho (mesmo que ele não o ame ou o "despreze"), é capaz de fazer coisas indelegáveis na condição humana. O braço forte da mãe, o coração de ferro de mãe. Filho é único que pisa. Amiga, Irmã de Sol, te dou de presente no bico do Assum Preto essa certeza: Ele vai te abraçar, te beijar, devotar e ter em si por completo a si. Até eu mesmo voltimeia abraçava minha mãe, e só de abraçar me sentia bem, me sentia abraçado. Não crie expectativas do amor dele, deixe o amor dele, na sua forma mais abstrata inundar você, e logo vocês dois serão o que nenhum outro momento qualquifor. Confia: Te ama. Sempre.
...Enfim, bora nóis pra matança do porco. O tempo esvai.
Childesh, me desculpe. Do fundo do coração, meus humildes e mais sinceros perdões. Cada vez mais me sinto ilhado e preso com um grilhão nos pés e uma atafama no pescoço. Sinto-me precariamente vivo, ou porpensavelmente morto. Olha de onde você estiver (e se existir) e entende minhas escusas, e o meu medo de tudo que se sucede, antecede e precede: Childesh, eu não tenho mais 15, e não me sinto mais afim de ver histórias se repetirem na minha vida, e sabes muito bem disso.
Em algum lugar intangível, você e Bep estão rindo de mim e do que falo agora, mas, não sei porque. Bep diz que entende meus motivos, mas acha que eu não deveria ser tão ruim (apesar d'eu estar certo) comigo mesmo e com os outros ao redor que estão me mantendo em pé. André, meu aprendiz, obrigado por me colocar em seu altar, mas, não acenda uma vela pra mim, me ponha no chão, atrás da porta: É mais fácil eu ser um patuá do que Santo Guerreiro: O meu dragão nunca morre e a princesa pra resgatar foi-s'embora. Sinto-me ainda cansado de um jeito que mesmo se seu deitasse no colo mais confortável da mais linda moça com o mais forte cheiro de jasmin, não consegueria expremir tudo o que sinto; The verborréia never stops, you know what i mean? Preciso da cerveja, do misto, do abraço, dos amigos, dos deuses, da música, de mim, e principalmente, preciso da minha alegria, o motivo da minha alegria.
Agosto começou, e o Leviatã já ronda minha cama. Eu sinto suas escamas gélidas e molhadas roçarem em meu pé, mas, mesmo assim, suas intenções não são boas. Nem um pouco. Hoje, no heliponto, eu pedi uma resposta, mas, a reposta que veio foi um: Cuidado pra não cair, menino. Você pode não voltar pra casa...Acho Deus de uma sabedoria tremenda. Senhor, Tu tens tido feito o Vosso refúgio em meu peito, e de mais ninguém será qual morada. O diabo está em mim, em minha mente, nos meus pensamentos vazios, e aonde eu andar, mas, você está em meu coração, e na minha alma: Tu tens tido feito o Vosso refúgio em meu peito, e nada além de Ti, garanhão.
E, a contrapartida de tudo isto dito acima, me sinto triste por não ter a mulher amada ao meu lado nesta última semana. Mário foi se juntar com o Fábio em algum boteco no cosmos, Maria saiu do hospital, Antônia chegou com as ventas abertas em trevoso, e minha gênese fêmea (tirando alguns "amigos") está fazendo piadas tanto quanto fortes sobre meu relacionamento e a atual barra que estou passando. Apesar de tudo isso, e ficar aguentando com um peso Atláico, não sei até quando vou aguentar, e isso me dá medo. Qualquer dia o vento do heliponto pode me levar, ou o metal tanger a pele, ou eu apenas querer ir tomar uma com os outros dois originais canalhas...Me sinto fraca, e quase toda noite peno em choros - sinta triste esta deste crônista, que por não ter ninguém, se pena em lágrimas, e fere-se a si mesmo, olhando para o passado, presente e futuro com a mesma inanimidade de sempre: Morto está, morto fica, morto é.
Agosto, vá embora, e se quiser alguém, queira a mim.
...Enfim, bora nóis pra matança do porco. O tempo esvai.
Childesh, me desculpe. Do fundo do coração, meus humildes e mais sinceros perdões. Cada vez mais me sinto ilhado e preso com um grilhão nos pés e uma atafama no pescoço. Sinto-me precariamente vivo, ou porpensavelmente morto. Olha de onde você estiver (e se existir) e entende minhas escusas, e o meu medo de tudo que se sucede, antecede e precede: Childesh, eu não tenho mais 15, e não me sinto mais afim de ver histórias se repetirem na minha vida, e sabes muito bem disso.
Em algum lugar intangível, você e Bep estão rindo de mim e do que falo agora, mas, não sei porque. Bep diz que entende meus motivos, mas acha que eu não deveria ser tão ruim (apesar d'eu estar certo) comigo mesmo e com os outros ao redor que estão me mantendo em pé. André, meu aprendiz, obrigado por me colocar em seu altar, mas, não acenda uma vela pra mim, me ponha no chão, atrás da porta: É mais fácil eu ser um patuá do que Santo Guerreiro: O meu dragão nunca morre e a princesa pra resgatar foi-s'embora. Sinto-me ainda cansado de um jeito que mesmo se seu deitasse no colo mais confortável da mais linda moça com o mais forte cheiro de jasmin, não consegueria expremir tudo o que sinto; The verborréia never stops, you know what i mean? Preciso da cerveja, do misto, do abraço, dos amigos, dos deuses, da música, de mim, e principalmente, preciso da minha alegria, o motivo da minha alegria.
Agosto começou, e o Leviatã já ronda minha cama. Eu sinto suas escamas gélidas e molhadas roçarem em meu pé, mas, mesmo assim, suas intenções não são boas. Nem um pouco. Hoje, no heliponto, eu pedi uma resposta, mas, a reposta que veio foi um: Cuidado pra não cair, menino. Você pode não voltar pra casa...Acho Deus de uma sabedoria tremenda. Senhor, Tu tens tido feito o Vosso refúgio em meu peito, e de mais ninguém será qual morada. O diabo está em mim, em minha mente, nos meus pensamentos vazios, e aonde eu andar, mas, você está em meu coração, e na minha alma: Tu tens tido feito o Vosso refúgio em meu peito, e nada além de Ti, garanhão.
E, a contrapartida de tudo isto dito acima, me sinto triste por não ter a mulher amada ao meu lado nesta última semana. Mário foi se juntar com o Fábio em algum boteco no cosmos, Maria saiu do hospital, Antônia chegou com as ventas abertas em trevoso, e minha gênese fêmea (tirando alguns "amigos") está fazendo piadas tanto quanto fortes sobre meu relacionamento e a atual barra que estou passando. Apesar de tudo isso, e ficar aguentando com um peso Atláico, não sei até quando vou aguentar, e isso me dá medo. Qualquer dia o vento do heliponto pode me levar, ou o metal tanger a pele, ou eu apenas querer ir tomar uma com os outros dois originais canalhas...Me sinto fraca, e quase toda noite peno em choros - sinta triste esta deste crônista, que por não ter ninguém, se pena em lágrimas, e fere-se a si mesmo, olhando para o passado, presente e futuro com a mesma inanimidade de sempre: Morto está, morto fica, morto é.
Agosto, vá embora, e se quiser alguém, queira a mim.
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quinta-feira, 31 de julho de 2014
To Whom It May Concern.
Ahm, oi. Eu sou o Marcus. Marcus Queiroz, eu tenho 22 anos, e escrevo nesse blog desde os meus 15. Se você perceber, desde cedo tento evoluir minha escrita, coisa que deu certo em algumas vezes, e atraiu leitores da China, Rússia, Macedônia, Portugal, Bolívia, Nicarágua, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e óbvio, Brasil.
Por aqui passaram muitas fantasias, dimensões, realidades, musas, casos, cartas, pessoas e homenagens (idem para maldições) e já falei muita asneira. Muita mesmo. Só que de uns tempos pra cá, a coisa mudou, entende? Parece que, de repente, minha escrita tinha um tom sério, acusações graves contra a vida, a cama e comida que eles comem, mas, se perdeu, como tudo em minha vida se perde. Álias, me perdoe você que leu meus textos e não entendeu, talvez a mensagem não tenha sido direta o suficiente, talvez não tenha sido pra você, ou tenha sido só um desabafo meu, mesmo. E sim, Cecília é um personagem do futuro, a filha que eu um dia quero ter, não me importa o que aconteça, mesmo sabendo que posso ser um pai bom, quero - se possível - o melhor pai do mundo.
Sou de Áries, e me rege a impaciência e intolerância, só que eu trabalhei tanto este meu lado, que hoje sou paciente até demais, e como digo a alguns amigos: "Estou mais zen que um buda". Mas, estou cansado de ser zen, sabe? Como pode notar a alguns posts atrás, sinto uma extrema, expressa e urgente vontade de deixar tudo para depois (tipo, pra próxima vida, sé quela existe...) e curtir de algum lugar tudo o que houver de merecimento meu.
Leitor, eu já fui ruim, e já fui pisado. Um dia eu resolvi acreditar no amor, e achei que ele poderia florescer pra mim, mas, acho que fui me enganando consecutivamente. Infelizmente, o que ela me disse agora faz todo o sentido: "Não confie em ninguém, nem mesmo em mim". E eu mesmo assim acreditei, quis crer, quis ao menos tanger o Sol e Céu com a cor do nosso amor, seja qual o fosse, mas, pra Ela tanto fez, eu acho, então não me restou nada além de esperar que ela fosse diferente de todas as outras, qu'ela me desse a alegria que eu tanto almejava, que ela botasse meu coração embaixo do seu, ou que lavasse ele na água corrente da cachoeira pra ver se ele se limpava das dores do passado. De nada valeu. Ela finge que está tudo bem, e não nota minha dor, oi, eu sou o Marcus, e como alguns Santos, faço da dor alegria, mesmo não sendo Santo algum (André, me retire de seu altar).
Quem lê meu post, sabe como me sinto sobre Agosto e sabe que a partir d'agora Agosto dá seus rugidos. E agora, levou o Mário para sua somatória. Mês maldito que afastou de mim meus sonhos, anseios, amigos, e agora quem eu amo e meus parentes. Quisera eu ter nascido morto antes de conhecer seus 31 dias de angústia e insensatez. Mário, lembra-te do Domecq, do sorriso, do Karaokê e da macarronada do meu pai, e vê que nada é em vão, nada é passageiro quando se vale a pena, tudo é eterno, e agora, deitado está você sobre essa eternidade - Eternidade essa que Agosto quase tomou pra si, mas Julho se resignou de mim. Agosto, infelizmente já tomou Agnish por completo, e eu sei que a perdi ali.
Por aqui passaram muitas fantasias, dimensões, realidades, musas, casos, cartas, pessoas e homenagens (idem para maldições) e já falei muita asneira. Muita mesmo. Só que de uns tempos pra cá, a coisa mudou, entende? Parece que, de repente, minha escrita tinha um tom sério, acusações graves contra a vida, a cama e comida que eles comem, mas, se perdeu, como tudo em minha vida se perde. Álias, me perdoe você que leu meus textos e não entendeu, talvez a mensagem não tenha sido direta o suficiente, talvez não tenha sido pra você, ou tenha sido só um desabafo meu, mesmo. E sim, Cecília é um personagem do futuro, a filha que eu um dia quero ter, não me importa o que aconteça, mesmo sabendo que posso ser um pai bom, quero - se possível - o melhor pai do mundo.
Sou de Áries, e me rege a impaciência e intolerância, só que eu trabalhei tanto este meu lado, que hoje sou paciente até demais, e como digo a alguns amigos: "Estou mais zen que um buda". Mas, estou cansado de ser zen, sabe? Como pode notar a alguns posts atrás, sinto uma extrema, expressa e urgente vontade de deixar tudo para depois (tipo, pra próxima vida, sé quela existe...) e curtir de algum lugar tudo o que houver de merecimento meu.
Leitor, eu já fui ruim, e já fui pisado. Um dia eu resolvi acreditar no amor, e achei que ele poderia florescer pra mim, mas, acho que fui me enganando consecutivamente. Infelizmente, o que ela me disse agora faz todo o sentido: "Não confie em ninguém, nem mesmo em mim". E eu mesmo assim acreditei, quis crer, quis ao menos tanger o Sol e Céu com a cor do nosso amor, seja qual o fosse, mas, pra Ela tanto fez, eu acho, então não me restou nada além de esperar que ela fosse diferente de todas as outras, qu'ela me desse a alegria que eu tanto almejava, que ela botasse meu coração embaixo do seu, ou que lavasse ele na água corrente da cachoeira pra ver se ele se limpava das dores do passado. De nada valeu. Ela finge que está tudo bem, e não nota minha dor, oi, eu sou o Marcus, e como alguns Santos, faço da dor alegria, mesmo não sendo Santo algum (André, me retire de seu altar).
Quem lê meu post, sabe como me sinto sobre Agosto e sabe que a partir d'agora Agosto dá seus rugidos. E agora, levou o Mário para sua somatória. Mês maldito que afastou de mim meus sonhos, anseios, amigos, e agora quem eu amo e meus parentes. Quisera eu ter nascido morto antes de conhecer seus 31 dias de angústia e insensatez. Mário, lembra-te do Domecq, do sorriso, do Karaokê e da macarronada do meu pai, e vê que nada é em vão, nada é passageiro quando se vale a pena, tudo é eterno, e agora, deitado está você sobre essa eternidade - Eternidade essa que Agosto quase tomou pra si, mas Julho se resignou de mim. Agosto, infelizmente já tomou Agnish por completo, e eu sei que a perdi ali.
Mudando de assunto; Falemos sobre o cotidiano que tanto assolou meu blog, e na carta de hoje não poderia ser diferente: Hoje fez frio, e o frio me sentir sentir um pouco mais inglês, um pouco mais nobre, um pouco mais bonito, um pouco mais vivo, sabe? O frio me anima, e acho que você ainda deve se lembrar de disso. Não sei se na dimensão aonde você se encontra você tem acesso as outras, mas, eu ainda me lembro de você, e muito bem, obrigado.
Lembro de todas as coisas, todos os detalhes, todas as situações, e afins e lembro de todas as coisas que aguentei na vida, o quanto aguento, e quanto talvez eu ainda possa aguentar.
Não me deixe acostumar com tudo isso de novo, por favor. Não por mim, mas, por nós. Olha por mim, e se deixe sangrar, porque a minha carne já está cortada.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Rabiscos Medíocres Do Carneiro (III)
O oito é como o infinito em pé. Isso demonstra que vai demorar (ou ser como o infinito) e isso me atordoa, a tal ponto que não sinto mais nada, até peno em sentir, tanto que se não fosse por algumas pessoas, teria passado meu dia bem mecanicamente, aos molde de um robô.
Oito dias, é aproximadamente um terço de mês. Rezo um terço pra Maria, para que o tempo interfira ao meu favor. Peço aos Céus que um véu acoberte minha cabeça e eu esqueça de tudo, até mesmo de você; Pois até mesmo você não entende o peso do meu amor, pensar e agir - Magoa sem perceber, tange a faca rindo.
A situação é que é ilusório. Você que tem que pessoas que podem te ouvir, te dar força e colo, mas elas tão é bem querendo que tu e teus problemas se fodam, enquanto você é o inverso disso. Que vontade de ao menos dar uma dentro nessa vida de cão, ou ao menos dar carne aos vermes...Deitar a cabeça no colo da mulher mais linda e receber um cafuné, enquanto ela me faça das mais incríveis cores que eu não enxergo, enquanto cantamos as mais lindas músicas de amor que alguém jamais cantou, e que - principalmente - eu ouça a sua voz, e que sua voz esteja pronta pra sentir minhas, e que ela me devote sua voz, como eu lhe devotarei minha música.
Juras de amor são inúteis, disse meu pai. Eu ainda tenho minhas dúvidas, elas ao menos dão uma dimensão e mensura de como você ama/quer alguém. A vida e as pessoas são bem assim. Eu, quando saí do isolamento voluntário me esqueci desse detalhe mui importante.
Não vou fingir, tampouco forçar algum sentimento que não esteja em meu coração, isso é vão e absurdo, e não condiz com meus princípios, e, até agora me sinto cansado - melhor dizendo, estou no meu limite. Não me sinto preparado para nada, tampouco disposto para alguma coisa, estou na verdade é querendo meter uma muda de roupas na mochila e partir para qualquer lugar aonde eu seja um ninguém, aonde o Sol seja apenas um lirismo, e aonde a vida apenas seja uma conformidade, e não uma obrigação de máscaras e chás envenenados.
Já fazem dois dias que estou com uma navalha na minha carteira, e espero só e somente a hora certa de tanger ela contra a carne réa do fogo selvagem: Me foi ensinado que não há dor, e sim a transição, e neste momento estou deixando tudo pra depois; Não almejo mais ser filho, pai da Cecília, amigo, cronista ou o que me valha (sé qu'algo me valha nesta vida puta) neste agora. Tudo muda, e eu agora opto em querer mudar,meu destino, e pela primeira vez sentir a vida fluir (e por quê não dizer) esvair. Esta vida é puta, e eu não mais quero fazer parte dela e de sua globalização selvagem, eu quero é ir embora. Eu quero é ir pra Bahia, eu quero ir tocar Ronnie Von com o Fábio, já deu essa vida de cão aqui. É muita treta pra uma encarnação só, meu leitor(a).
Tenho 22 anos, e não conquistei nada, nem cativei ninguém, tudo passa e eu fico, e isso me assusta, mas, a morte não me assusta, nem me faz mudar: Eu sou o que sou, e agora não desejo ser mais. As pessoas te rodam, mudam seu físico, e seu trejeito. Mas, eu não mais. Minha essência se cabe no meu canto e minha força não se pressupõe, meus olhos perderam sua cor, e meu cabelo é esmaecido: Eis o homem na sua pior fase...
O pior fator da solidão é quando alguém aparece, e te tira dela; Pois todas as suas ilusões são repostas por realidades, pessoas e coisas, e isso demora pra se acostumar; Só que quando você se acostuma, a pessoa que o tirou dessa lama, lhe taca de volta, e com tal maestria que nem ela percebe (e dependendo do caso, nem quem foi atirado), e ali há de se encontrar você; Tendo que reconstruir tudo novamente, talvez, tendo que fazer o tranalho ilusório de uma vida inteira novamente. E isso cansa, bem mais que a vida e as pessoas por si só, e eu nem mais cansado estou, estou é no meu limite; É muita humilhação para uma encarnação só. Estou cansado de ser abatido, e de não ter porto seguro, pois quando eu era meu, me era feliz, mas, hoje nem mais isso tenho, e quem fere você, nem nota sua chaga ou o rombo no teu peito.
O resto, é silêncio.
Oito dias, é aproximadamente um terço de mês. Rezo um terço pra Maria, para que o tempo interfira ao meu favor. Peço aos Céus que um véu acoberte minha cabeça e eu esqueça de tudo, até mesmo de você; Pois até mesmo você não entende o peso do meu amor, pensar e agir - Magoa sem perceber, tange a faca rindo.
A situação é que é ilusório. Você que tem que pessoas que podem te ouvir, te dar força e colo, mas elas tão é bem querendo que tu e teus problemas se fodam, enquanto você é o inverso disso. Que vontade de ao menos dar uma dentro nessa vida de cão, ou ao menos dar carne aos vermes...Deitar a cabeça no colo da mulher mais linda e receber um cafuné, enquanto ela me faça das mais incríveis cores que eu não enxergo, enquanto cantamos as mais lindas músicas de amor que alguém jamais cantou, e que - principalmente - eu ouça a sua voz, e que sua voz esteja pronta pra sentir minhas, e que ela me devote sua voz, como eu lhe devotarei minha música.
Juras de amor são inúteis, disse meu pai. Eu ainda tenho minhas dúvidas, elas ao menos dão uma dimensão e mensura de como você ama/quer alguém. A vida e as pessoas são bem assim. Eu, quando saí do isolamento voluntário me esqueci desse detalhe mui importante.
Não vou fingir, tampouco forçar algum sentimento que não esteja em meu coração, isso é vão e absurdo, e não condiz com meus princípios, e, até agora me sinto cansado - melhor dizendo, estou no meu limite. Não me sinto preparado para nada, tampouco disposto para alguma coisa, estou na verdade é querendo meter uma muda de roupas na mochila e partir para qualquer lugar aonde eu seja um ninguém, aonde o Sol seja apenas um lirismo, e aonde a vida apenas seja uma conformidade, e não uma obrigação de máscaras e chás envenenados.
Já fazem dois dias que estou com uma navalha na minha carteira, e espero só e somente a hora certa de tanger ela contra a carne réa do fogo selvagem: Me foi ensinado que não há dor, e sim a transição, e neste momento estou deixando tudo pra depois; Não almejo mais ser filho, pai da Cecília, amigo, cronista ou o que me valha (sé qu'algo me valha nesta vida puta) neste agora. Tudo muda, e eu agora opto em querer mudar,meu destino, e pela primeira vez sentir a vida fluir (e por quê não dizer) esvair. Esta vida é puta, e eu não mais quero fazer parte dela e de sua globalização selvagem, eu quero é ir embora. Eu quero é ir pra Bahia, eu quero ir tocar Ronnie Von com o Fábio, já deu essa vida de cão aqui. É muita treta pra uma encarnação só, meu leitor(a).
Tenho 22 anos, e não conquistei nada, nem cativei ninguém, tudo passa e eu fico, e isso me assusta, mas, a morte não me assusta, nem me faz mudar: Eu sou o que sou, e agora não desejo ser mais. As pessoas te rodam, mudam seu físico, e seu trejeito. Mas, eu não mais. Minha essência se cabe no meu canto e minha força não se pressupõe, meus olhos perderam sua cor, e meu cabelo é esmaecido: Eis o homem na sua pior fase...
O pior fator da solidão é quando alguém aparece, e te tira dela; Pois todas as suas ilusões são repostas por realidades, pessoas e coisas, e isso demora pra se acostumar; Só que quando você se acostuma, a pessoa que o tirou dessa lama, lhe taca de volta, e com tal maestria que nem ela percebe (e dependendo do caso, nem quem foi atirado), e ali há de se encontrar você; Tendo que reconstruir tudo novamente, talvez, tendo que fazer o tranalho ilusório de uma vida inteira novamente. E isso cansa, bem mais que a vida e as pessoas por si só, e eu nem mais cansado estou, estou é no meu limite; É muita humilhação para uma encarnação só. Estou cansado de ser abatido, e de não ter porto seguro, pois quando eu era meu, me era feliz, mas, hoje nem mais isso tenho, e quem fere você, nem nota sua chaga ou o rombo no teu peito.
O resto, é silêncio.
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Canto Chorado
Olha nos meus olhos, e o marejo que sai deles é por tua causa; Cuasa e efeito de saber que logo mais você vai embora, e eu fico. Estaremos separados, e faço votos que logo nos re-encontremos em algum lugar, em algum ponto, em algum plano num papel amarrotado que ficou na minha blusa ou na sua bolsa. Deixo agora, a frieza que tinha antes de ti, voltar a tomar conta de mim, porque a razão entende, mas o coração padece. Te vai em alegria, e eu fico em saudade. Não guarda em teu átrio, porque até minha oração tiro de vossa boca: Está indo, e logo irá ficar por si só.
Dá-me a falta de você, das incríveis noites e maravilhosos dias, dos seus beijos, do sorriso sem fim que um dia foi ofertado a mim, dos planos, e dos riscos que fiz no Céu pra te ensinar das constelações. Lembra de nós quando tiverdes tempo, ou quando não tiver nada melhor para fazer, e lembra do máximo tempo em que fomos felizes, e não chora. Apeia, e ri. Você não precisa disso.
Sinto falta do teu abraço, de teu calor, da tua voz, sândalo, sono e sorriso. Carrega em ti, se quiser e não for causar algum transtorno, uma parte bem pequena de mim aonde nós dois possamos estar juntos. Menina dos olhos, desde já sinto sua falta. Os pequenos desatinos do dia-a-dia já me aflitavam, mas, agora pior fica, cada vez mais...Me atormenta não te ter, sentir teu perfume, cheirar seu pescoço ou ouvir os sinos que tilintam, toda vez que te vejo. E, no fundo, peço que você continue assim, fingindo que não liga, tampouco se importa. Deve ser melhor assim para nós dois.
Não me avise quando chegar, tampouco que fará, ou deixará de fazer lá. Magoará ainda mais. Neste exato momento, me sinto incapaz de não cumprir o que eu tanto prometi a você: Estar contigo a todo momento. Exatamente agora, sinto mil coisas, imagino mais de trezentas cenas de quadro baixo e alto-relevo, e nenhuma delas me acalma, tampouco me anima, inverso: Me sinto absorto e inano, pronto para ser carregado para qualquer lugar que me queiram, porque sua falta é latente. Eu poderia até dizer que "vivi minha vida inteira sem você" e por isso um tempo sem tua presença seria bico, mas, não. Talvez minha vida, a vida que eu anseiava de verdade, está agora ocorrendo. Meu bem, eu te amo. Eu te amo.
No fim, te peço que ignore essas linhas, e mais ainda o contexto desse texto, é só mais uma dor-de-corno melacueca de quem sente sua falta e não tem estio em paz, apenas pena em trovas para tentar te dizer como te quer e te precisa. Sai desse altruísmo, e olha por mim - de verdade - ao menos uma vez.
Dá-me a falta de você, das incríveis noites e maravilhosos dias, dos seus beijos, do sorriso sem fim que um dia foi ofertado a mim, dos planos, e dos riscos que fiz no Céu pra te ensinar das constelações. Lembra de nós quando tiverdes tempo, ou quando não tiver nada melhor para fazer, e lembra do máximo tempo em que fomos felizes, e não chora. Apeia, e ri. Você não precisa disso.
Sinto falta do teu abraço, de teu calor, da tua voz, sândalo, sono e sorriso. Carrega em ti, se quiser e não for causar algum transtorno, uma parte bem pequena de mim aonde nós dois possamos estar juntos. Menina dos olhos, desde já sinto sua falta. Os pequenos desatinos do dia-a-dia já me aflitavam, mas, agora pior fica, cada vez mais...Me atormenta não te ter, sentir teu perfume, cheirar seu pescoço ou ouvir os sinos que tilintam, toda vez que te vejo. E, no fundo, peço que você continue assim, fingindo que não liga, tampouco se importa. Deve ser melhor assim para nós dois.
Não me avise quando chegar, tampouco que fará, ou deixará de fazer lá. Magoará ainda mais. Neste exato momento, me sinto incapaz de não cumprir o que eu tanto prometi a você: Estar contigo a todo momento. Exatamente agora, sinto mil coisas, imagino mais de trezentas cenas de quadro baixo e alto-relevo, e nenhuma delas me acalma, tampouco me anima, inverso: Me sinto absorto e inano, pronto para ser carregado para qualquer lugar que me queiram, porque sua falta é latente. Eu poderia até dizer que "vivi minha vida inteira sem você" e por isso um tempo sem tua presença seria bico, mas, não. Talvez minha vida, a vida que eu anseiava de verdade, está agora ocorrendo. Meu bem, eu te amo. Eu te amo.
No fim, te peço que ignore essas linhas, e mais ainda o contexto desse texto, é só mais uma dor-de-corno melacueca de quem sente sua falta e não tem estio em paz, apenas pena em trovas para tentar te dizer como te quer e te precisa. Sai desse altruísmo, e olha por mim - de verdade - ao menos uma vez.
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quarta-feira, 23 de julho de 2014
I Want You (She's So Heavy).
Põe sua legging cinza, põe o salto, passa gloss na boca pequena e carnuda, ajeita o decote, e ri no espelho enquanto bagunça o cabelo: Eu te quero, e te quero muito, por muito, vezes muito. Acende e ascende até mim um desejo, fricote de ter você por baixo, por cima, e por mim. Não repare agora, mas, essas palavras são pra te exaltar.
Sai do banheiro, e se enrola na toalha, e não me seduza, nem nada. Você ao natural já me cativa, excita, ensina. Põe-se prostrada até mim, ri e observa eu olhar pra você, porque é em você que vou construir minha morada, meus delírios, meu carrossel de sensações e minha pilhas e melodias mais dissonantes, menina. Morde os lábios e morde o dedo, não é dor, é prazer. Olha pra mim, e vê que eu não passo de só mais um jovem moço, que foi escolhido para estar em você - mais precisamente, entre suas pernas.
Olha pra mim, e sente dor alguma, não vou te machucar. Juro. Deita-se ao meu lado e lascívie-se de torpor comigo, não em deitar-se-bem entrecorpos, mas, em um beijo que possa deixar pior que cachoeira, e aí, você sentirá o que nós fizemos, o mal que causamos? O amor que está nascendo aqui? Há o fogo de Áries que nem mesmo a terra da Virgem pode apagar. Nossos incêndios são recorrentes, amén.
Fica assim, quieta, por cima de mim, e deixa eu ver a coisa mais linda que Deus um dia poderia ter criado. Deixa eu sentir seu corpo - demasiadamente e frenéticamente - pesar sobre o meu, e uma hora virar, mexer, apoiar, segurar, apertar, ranger, e o que houver de ser. Deixa nessa noite eu me acabr em você, enquanto te beijo, e deixo cada vez nossa cama em fogo. Não por mal, não por mal, mas para nenhum de nós dois sentir frio. Você tira minha camisa, eu tiro sua blusa, e assim ficamos nós, e você, acaba por fim tirando meu fôlego por inteiro. Eu sinto você, sinto suas covinhas, sinto suas linhas, curvas, acentuações, frisos, cachos, e tatuagem. Gostosa. Eu te amo, eu te amo.
Se enrosca em mim, para de dois virar apenas um. Deixa (mais uma vez, mais uma vez) essa noite ser pouco para nós dois. Que a cama, chão, sofá, banheiro, cozinha, varanda, rua, universo se dana por não ter amor, por não ter vida, por não ter você. E você eu tenho. Não sou seu dono, mas, você eu digo que tenho. E não tenho? Casa comigo, e vai ser nós dois contra o mundo, chegar no serviço atrasado para curtir uma conchinha, e chegar cansado após um dia estafante e ver você só de avental, salto e o cabelo todo bagunçado, me esperando com nossa cerveja e bacon. Eu não quero mais nada dessa vida, a não ser você. Qualquer coisa além de você é tolice, inanimação, desperdício de tempo, ou falsa beleza; Macumba vil dos/das invejosas que querem nos separar. Se pra eles você é gorda, pra mim você é a Minha Rainha. Se pra eles sua mancha é horrenda, pra mim ela é a marca que Deus fez pra nessa encarnação eu te conhecer, se você é baixa, é porque Deus te fez na altura certa pra te abraçar e beijar a testa, se você tem a boca pequena, é pra beijar melhor, e se seu cabelo é encaracolado, é pra me enlouquecer de tesão na hora de puxar durante as preliminares, Agnish, mostra teu dom e me imola, me trás pra perto de ti, dentro de ti, cada vez mais perto, forte, sem hesitar, sem medo de machucar ou doer, e danar-se-á tudo, o que importa é nós dois, aqui, agora.
Deixa, que nas nossas aventuras e assuntos de camas, logo mais num futuro não-tão-assim distante, Childesh venha, para ser a prova mais indelegável daquilo que as pessoas chamam de "nosso amor". Deixa que esses treinamentos sempre se renovem, continuem, fiquem cada vez melhores, e só tragam a tona as nossas verdades, nosso desejo mútuo de acabar-se no outrém, não por malícia, nem pelo camário de prazer barato, mas, sim pelo complemento do amor, desejo que é fruto proibido na boca da dama louca chamada Vida. Gostosa.
Sai do banheiro, e se enrola na toalha, e não me seduza, nem nada. Você ao natural já me cativa, excita, ensina. Põe-se prostrada até mim, ri e observa eu olhar pra você, porque é em você que vou construir minha morada, meus delírios, meu carrossel de sensações e minha pilhas e melodias mais dissonantes, menina. Morde os lábios e morde o dedo, não é dor, é prazer. Olha pra mim, e vê que eu não passo de só mais um jovem moço, que foi escolhido para estar em você - mais precisamente, entre suas pernas.
Olha pra mim, e sente dor alguma, não vou te machucar. Juro. Deita-se ao meu lado e lascívie-se de torpor comigo, não em deitar-se-bem entrecorpos, mas, em um beijo que possa deixar pior que cachoeira, e aí, você sentirá o que nós fizemos, o mal que causamos? O amor que está nascendo aqui? Há o fogo de Áries que nem mesmo a terra da Virgem pode apagar. Nossos incêndios são recorrentes, amén.
Fica assim, quieta, por cima de mim, e deixa eu ver a coisa mais linda que Deus um dia poderia ter criado. Deixa eu sentir seu corpo - demasiadamente e frenéticamente - pesar sobre o meu, e uma hora virar, mexer, apoiar, segurar, apertar, ranger, e o que houver de ser. Deixa nessa noite eu me acabr em você, enquanto te beijo, e deixo cada vez nossa cama em fogo. Não por mal, não por mal, mas para nenhum de nós dois sentir frio. Você tira minha camisa, eu tiro sua blusa, e assim ficamos nós, e você, acaba por fim tirando meu fôlego por inteiro. Eu sinto você, sinto suas covinhas, sinto suas linhas, curvas, acentuações, frisos, cachos, e tatuagem. Gostosa. Eu te amo, eu te amo.
Se enrosca em mim, para de dois virar apenas um. Deixa (mais uma vez, mais uma vez) essa noite ser pouco para nós dois. Que a cama, chão, sofá, banheiro, cozinha, varanda, rua, universo se dana por não ter amor, por não ter vida, por não ter você. E você eu tenho. Não sou seu dono, mas, você eu digo que tenho. E não tenho? Casa comigo, e vai ser nós dois contra o mundo, chegar no serviço atrasado para curtir uma conchinha, e chegar cansado após um dia estafante e ver você só de avental, salto e o cabelo todo bagunçado, me esperando com nossa cerveja e bacon. Eu não quero mais nada dessa vida, a não ser você. Qualquer coisa além de você é tolice, inanimação, desperdício de tempo, ou falsa beleza; Macumba vil dos/das invejosas que querem nos separar. Se pra eles você é gorda, pra mim você é a Minha Rainha. Se pra eles sua mancha é horrenda, pra mim ela é a marca que Deus fez pra nessa encarnação eu te conhecer, se você é baixa, é porque Deus te fez na altura certa pra te abraçar e beijar a testa, se você tem a boca pequena, é pra beijar melhor, e se seu cabelo é encaracolado, é pra me enlouquecer de tesão na hora de puxar durante as preliminares, Agnish, mostra teu dom e me imola, me trás pra perto de ti, dentro de ti, cada vez mais perto, forte, sem hesitar, sem medo de machucar ou doer, e danar-se-á tudo, o que importa é nós dois, aqui, agora.
Deixa, que nas nossas aventuras e assuntos de camas, logo mais num futuro não-tão-assim distante, Childesh venha, para ser a prova mais indelegável daquilo que as pessoas chamam de "nosso amor". Deixa que esses treinamentos sempre se renovem, continuem, fiquem cada vez melhores, e só tragam a tona as nossas verdades, nosso desejo mútuo de acabar-se no outrém, não por malícia, nem pelo camário de prazer barato, mas, sim pelo complemento do amor, desejo que é fruto proibido na boca da dama louca chamada Vida. Gostosa.
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terça-feira, 22 de julho de 2014
Epístola Aos Escritureiros.
Texto dedicado aos meus amigos; Escritureiros.
São Paulo; 22º dia do Alto de Julho de 2014.
A vida é um desafio. A cada dia suprir as necessidades, e arrumar as bagunças deixadas, esquecer nossa fadiga e fazer da dor alegria. A vida é trazer o impossível as mãos, olhos, bocas e alma de quem precisa de um motivo para viver, de um amigo para conversar, de uma muleta para se manter firme, ou até mesmo de algo para encaminhar na vida, ou sair de sua atual situação.
"Lá do escuro;
De onde eu vim;
Da terra - vida arrancada;
Nada valeu sue lamento;
E o vento mesmo assim:
Soprou igual, e o sal secou..."
Não posso dizer que sou um de vocês. Porque não me vejo entre vocês, o brilho de vocês em coletivo, é o brilho de cada um em individual, que quão soma aos demais, torna-se um candeeiro que incandeia até aquele que não vê. Eu - como toda pessoa no universo - tenho minha luz, mas, ainda não estou no mesmo patamar que vocês, então, apenas contento em valetear vocês, e suprir as raríssimas (quase nulas) faltas que vocês tem. Vossas cabeças são boas, seus sorrisos são cânfora e bálsamo, seus abraços tem a calma do Anjo Mineiro de 29, e suas vozes - individualmente - soam bem; Mas, me agradam idôneamente, quando lhes ouço em coro.
Suas ações são necessárias, e seus meios são efetivos, porque vocês fazem pelas pessoas, o que um dia também fizeram comigo há muito, muito, muito tempo atrás (não do mesmo jeito, mas, com a mesma essência, toda vez que assisto o cortejo, ou vou a BCCL, me sinto um flash-back), e, o que vocês fazem, pode não $er tão bem reconhecido, $abe? Mas, peço agora o lado humano de vocês, e peço também o melhor de vocês, que sei que bem tens em cada um de vós. Vinde até onde estou, e vede junto a mim: Vocês estão transformando, renovando, mudando e gerundiando comigo. Aqui, do E&Cc; A escrita é outra. Estão vocês a tirar pessoas de caminhos errados, opostos e avessos, e pondo pessoas a exercitar a mais maravilhosa máquina anti-mercantil: A mente. E pondo ela a vapor, como o Benjamin Guimarães; Nada pode se deter; Vinde até onde estou, e vede comigo, amigos: Vocês estão dando asas a pássaros coxos, olhos a cegos, muletas a amputados, e pão a quem tem fome. E$queçam algun$ fatore$, e lembrem-se, como disse São Francisco: "O reino de Deus é aonde a alma de exalta, e não o bolso farto de dinário". ...Mas, sim. Alguma ajuda é $empre bem-vinda.
Louvados sejam vocês a cada segundo e lembrados e reconhecidos por vossos atos. Estóicamente, re-escreverei quantas vezes puder sobre vocês, povo bonito. Não porque Agnish é uma dentre vocês, ou porque vocês me deixaram estar entre vós, ou porque a Sidinéia é uma pessoa maravilhosa, porque eu amo o humor do Rodrigo de Carvalho, tampouco bagunçar a mente do Bruninho, ou das idéias humildes e consisas do Rafael, ou das danças cheias de "rebolagem" do Eduardo, ou da risada da Silvani e da Ketlin. Quantas letras Deus me der, o dobro estenderei elas para vocês. Em mim tens um amigo, um aliado..."Irmão de Sol", como se dizia antigamente.
Vos me são incríveis; Me fascinam. Captam a minha íris esmeraldina. Louvados vos sejam em todoso seus afazeres. Perseverança, amor, e paz. Continuem o bom combate, e Mantenham a Fé; Sempre.
Do Vosso Irmão-de-Sol;
Marcus Queiroz.
São Paulo; 22º dia do Alto de Julho de 2014.
A vida é um desafio. A cada dia suprir as necessidades, e arrumar as bagunças deixadas, esquecer nossa fadiga e fazer da dor alegria. A vida é trazer o impossível as mãos, olhos, bocas e alma de quem precisa de um motivo para viver, de um amigo para conversar, de uma muleta para se manter firme, ou até mesmo de algo para encaminhar na vida, ou sair de sua atual situação.
"Lá do escuro;
De onde eu vim;
Da terra - vida arrancada;
Nada valeu sue lamento;
E o vento mesmo assim:
Soprou igual, e o sal secou..."
Não posso dizer que sou um de vocês. Porque não me vejo entre vocês, o brilho de vocês em coletivo, é o brilho de cada um em individual, que quão soma aos demais, torna-se um candeeiro que incandeia até aquele que não vê. Eu - como toda pessoa no universo - tenho minha luz, mas, ainda não estou no mesmo patamar que vocês, então, apenas contento em valetear vocês, e suprir as raríssimas (quase nulas) faltas que vocês tem. Vossas cabeças são boas, seus sorrisos são cânfora e bálsamo, seus abraços tem a calma do Anjo Mineiro de 29, e suas vozes - individualmente - soam bem; Mas, me agradam idôneamente, quando lhes ouço em coro.
Suas ações são necessárias, e seus meios são efetivos, porque vocês fazem pelas pessoas, o que um dia também fizeram comigo há muito, muito, muito tempo atrás (não do mesmo jeito, mas, com a mesma essência, toda vez que assisto o cortejo, ou vou a BCCL, me sinto um flash-back), e, o que vocês fazem, pode não $er tão bem reconhecido, $abe? Mas, peço agora o lado humano de vocês, e peço também o melhor de vocês, que sei que bem tens em cada um de vós. Vinde até onde estou, e vede junto a mim: Vocês estão transformando, renovando, mudando e gerundiando comigo. Aqui, do E&Cc; A escrita é outra. Estão vocês a tirar pessoas de caminhos errados, opostos e avessos, e pondo pessoas a exercitar a mais maravilhosa máquina anti-mercantil: A mente. E pondo ela a vapor, como o Benjamin Guimarães; Nada pode se deter; Vinde até onde estou, e vede comigo, amigos: Vocês estão dando asas a pássaros coxos, olhos a cegos, muletas a amputados, e pão a quem tem fome. E$queçam algun$ fatore$, e lembrem-se, como disse São Francisco: "O reino de Deus é aonde a alma de exalta, e não o bolso farto de dinário". ...Mas, sim. Alguma ajuda é $empre bem-vinda.
Louvados sejam vocês a cada segundo e lembrados e reconhecidos por vossos atos. Estóicamente, re-escreverei quantas vezes puder sobre vocês, povo bonito. Não porque Agnish é uma dentre vocês, ou porque vocês me deixaram estar entre vós, ou porque a Sidinéia é uma pessoa maravilhosa, porque eu amo o humor do Rodrigo de Carvalho, tampouco bagunçar a mente do Bruninho, ou das idéias humildes e consisas do Rafael, ou das danças cheias de "rebolagem" do Eduardo, ou da risada da Silvani e da Ketlin. Quantas letras Deus me der, o dobro estenderei elas para vocês. Em mim tens um amigo, um aliado..."Irmão de Sol", como se dizia antigamente.
Vos me são incríveis; Me fascinam. Captam a minha íris esmeraldina. Louvados vos sejam em todoso seus afazeres. Perseverança, amor, e paz. Continuem o bom combate, e Mantenham a Fé; Sempre.
Do Vosso Irmão-de-Sol;
Marcus Queiroz.
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terça-feira, 15 de julho de 2014
Deus.
Deus, me dê um sinal ao menos uma vez, eu preciso muito saber disso, sei que você anda ocupado e tem muitas coisas a fazer, mas, olha pra mim e pro meu desespero; Vou começar a jogar fora tudo aquilo que não me convém e eu preciso da sua ajuda: Mais precisamente do seu conselho, tato, ministração e audição pra ouvir meus medos e anseios, e saber que você está aí, e vai me dar um sinal do que fazer.
Deus, ao menos você está aí?
Você me vê, sente, sabe ou conhece minha cabeça fétida e meus sentimentos? Você ao menos já olhou na minha alma e me tomou pra junto de Ti? Sua Mãe nunca tardou comigo, mas, com você parece que a agenda é sempre cheia, sempre ocupada...Quando vou ter a ilustre honra de te ver fuça a fuça, e poder desaguar todos os potes de mágoa que me encheram, e você me explicar um a um, as gotas que continham-os? Será que ao menos você consegue perceber que estou desesperadamente atrás de você por este mundo de cão, e quanto mais te caço, mais Te somes? Você ao menos existe? Parece que no fim das coisas nada realmente importa pra ti, e eu apenas sou um lunático que reclama com o invisível, em silêncio.
Por favor, que minha vida até aqui não tenha sido em vão. Mostra sua face em piedade a minha ignorância, nem que eu precise morrer pra isso. Olha pro meu coração tão pesado, negro e machucado, e alivia. Nem muda, porque eu já sou ruim por natureza, sei que não mereço salvação, apenas, alivie todas essas coisas, esses pensamentos ruins, todo esse medo das ondas que batem nas pedras do mar. Poxa, me ouve, eu não tô mais fazendo nada de errado.
Estou cansado, e você sabe disso, e cada vez mais vem mais desafios, e cada vez sinto vontade de ter feito o que deveria ter feito na merda daquele heliponto. Não me sinto mais afim de continuar nada, quero deixar todos os pontos em suspenso e criar um fim abrupto, assim como a maioria dos meus projetos...Sabe, eu fico pensando em quanta coisa pode ser feita, mas, mesmo que eu tente, eu não consigo encontrar um ponto que me faça motivar, que me faça além. Devo admitir, Você pôs, e põe ainda anjos no meu caminho, pessoas de bem e que dão a cara pra bater contra o asfalto, mas, até quando? Até quando cada um de nós, pessoas do bem merece morrer, cair e padecer contra o chão duro enquanto essa vida maldita continua? Por quê Você não nos alivia na hora dura, poxa? Tudo bem, erramos no Éden, Touro de Bronze, mas, Seu Filho, nos lavou do mal, e hoje ainda sim existem pessoas que tentam viver em harmonia Contigo, e eu sou um deles, mas, parece que nada muda, nada diferencia, e quanto mais perto eu tento chegar de Você, mais difícil fica, e mais tretas avém vindo, e mais fraco, cansado, emputecido e raivoso eu fico. Poxa, porque não nos livra do mal (até da cabeça) enquanto nós rezamos (e alguns tatuam) isto?
Olha pra mim. Sou só um jovem ainda, nada tenho. Minhas mãos já estão se calejando, e do nada que tenho, o pouco dele me basta, não tire de mim a rala alegria que tenho, mesmo Você sendo Deus, Você não tem esse direito, Você não deve, tampouco pode ser tão sádico assim, Você tinha que ser meu amigo, o meu melhor amigo, que corresse comigo, e ficasse do meu lado, até mesmo quando eles estavam me medindo torto. Quando eu apanhei, você não apreceu, quando meu pai morreu, Você não se manifestou. Tira de mim todas as coisas vãs, os caprichos, mas, me deixa com a minha essência, aquilo que ninguém possa me tomar. Estou cansado, meus pés doem, e nessa batida eu não quero mais ver a Cecília, tampouco a mim mesmo, queria estar aonde está Pallas, Palmito, Digo, Chelsea e Fábio, e Você simplesmente olha. Tenha clemência de mim e de todos, e age ao nosso favor. Não por mal, não por mal. Por justiça, mesmo.
Eu estou me sentindo como aquela criança que se perdeu no metrô, e só tem a flanela de recordação dos pais. Mas, não tire a minha flanela, por favor. Interceda por mim, e me ajude a ser melhor, mas, saia desse silêncio, e se mostre a mim. Ao menos uma vez, e me mostre o porque de tudo. Estou realmente muito cansado. Tive que crescer cedo, chorar sem fazer barulho, e nunca sorrir, tampouco rir alto, porque minha risada era feia, como diziam. Tive que trabalhar cedo pra ter dinheiro para viver, e cair de cabeça em um relacionamento pra saber que aquela menina não prestava, tive que ficar sem dinheiro, mas pagar meus credores, ajudar em casa, tive que passar muitas coisas, e você sabe de todas elas, até agora. Mas, por quê o oculto?
Ao menos uma vez, eu te peço com todo o meu coração: Se manifeste.
Deus, ao menos você está aí?
Você me vê, sente, sabe ou conhece minha cabeça fétida e meus sentimentos? Você ao menos já olhou na minha alma e me tomou pra junto de Ti? Sua Mãe nunca tardou comigo, mas, com você parece que a agenda é sempre cheia, sempre ocupada...Quando vou ter a ilustre honra de te ver fuça a fuça, e poder desaguar todos os potes de mágoa que me encheram, e você me explicar um a um, as gotas que continham-os? Será que ao menos você consegue perceber que estou desesperadamente atrás de você por este mundo de cão, e quanto mais te caço, mais Te somes? Você ao menos existe? Parece que no fim das coisas nada realmente importa pra ti, e eu apenas sou um lunático que reclama com o invisível, em silêncio.
Por favor, que minha vida até aqui não tenha sido em vão. Mostra sua face em piedade a minha ignorância, nem que eu precise morrer pra isso. Olha pro meu coração tão pesado, negro e machucado, e alivia. Nem muda, porque eu já sou ruim por natureza, sei que não mereço salvação, apenas, alivie todas essas coisas, esses pensamentos ruins, todo esse medo das ondas que batem nas pedras do mar. Poxa, me ouve, eu não tô mais fazendo nada de errado.
Estou cansado, e você sabe disso, e cada vez mais vem mais desafios, e cada vez sinto vontade de ter feito o que deveria ter feito na merda daquele heliponto. Não me sinto mais afim de continuar nada, quero deixar todos os pontos em suspenso e criar um fim abrupto, assim como a maioria dos meus projetos...Sabe, eu fico pensando em quanta coisa pode ser feita, mas, mesmo que eu tente, eu não consigo encontrar um ponto que me faça motivar, que me faça além. Devo admitir, Você pôs, e põe ainda anjos no meu caminho, pessoas de bem e que dão a cara pra bater contra o asfalto, mas, até quando? Até quando cada um de nós, pessoas do bem merece morrer, cair e padecer contra o chão duro enquanto essa vida maldita continua? Por quê Você não nos alivia na hora dura, poxa? Tudo bem, erramos no Éden, Touro de Bronze, mas, Seu Filho, nos lavou do mal, e hoje ainda sim existem pessoas que tentam viver em harmonia Contigo, e eu sou um deles, mas, parece que nada muda, nada diferencia, e quanto mais perto eu tento chegar de Você, mais difícil fica, e mais tretas avém vindo, e mais fraco, cansado, emputecido e raivoso eu fico. Poxa, porque não nos livra do mal (até da cabeça) enquanto nós rezamos (e alguns tatuam) isto?
Olha pra mim. Sou só um jovem ainda, nada tenho. Minhas mãos já estão se calejando, e do nada que tenho, o pouco dele me basta, não tire de mim a rala alegria que tenho, mesmo Você sendo Deus, Você não tem esse direito, Você não deve, tampouco pode ser tão sádico assim, Você tinha que ser meu amigo, o meu melhor amigo, que corresse comigo, e ficasse do meu lado, até mesmo quando eles estavam me medindo torto. Quando eu apanhei, você não apreceu, quando meu pai morreu, Você não se manifestou. Tira de mim todas as coisas vãs, os caprichos, mas, me deixa com a minha essência, aquilo que ninguém possa me tomar. Estou cansado, meus pés doem, e nessa batida eu não quero mais ver a Cecília, tampouco a mim mesmo, queria estar aonde está Pallas, Palmito, Digo, Chelsea e Fábio, e Você simplesmente olha. Tenha clemência de mim e de todos, e age ao nosso favor. Não por mal, não por mal. Por justiça, mesmo.
Eu estou me sentindo como aquela criança que se perdeu no metrô, e só tem a flanela de recordação dos pais. Mas, não tire a minha flanela, por favor. Interceda por mim, e me ajude a ser melhor, mas, saia desse silêncio, e se mostre a mim. Ao menos uma vez, e me mostre o porque de tudo. Estou realmente muito cansado. Tive que crescer cedo, chorar sem fazer barulho, e nunca sorrir, tampouco rir alto, porque minha risada era feia, como diziam. Tive que trabalhar cedo pra ter dinheiro para viver, e cair de cabeça em um relacionamento pra saber que aquela menina não prestava, tive que ficar sem dinheiro, mas pagar meus credores, ajudar em casa, tive que passar muitas coisas, e você sabe de todas elas, até agora. Mas, por quê o oculto?
Ao menos uma vez, eu te peço com todo o meu coração: Se manifeste.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
O Argonauta.
Pega o barco, toma a réa dos ventos e sai para velejar, e que te importa tal medo da morte, se no seio de Deus te guardou a vida? Sai por aí e esquece toda a dor, toda a mágoa, todo o medo, sofrimento e falta de sorte; Esquece quem já pisou em você, e releve: Neste momento, você estará pisando em uma madeira que está te livrando da gélida água do oceano. Deus será seu minarete mais próximo, e que suas provisões durem o quanto der o tempo de vento. Saia para passear a esmo, e deixe o mundo fazer seu caminho.
Esquece aqueles que magoaram teu coração. Transcenda, passe disso. Conte apenas com teu passo, compasso, força, voz e amor próprio.
Deixa que as pessoas venham até você, e te tragam novos ares, novas empreitadas, novas cousas que ultrapassam as idéias nossas, e que você não se sinta só, porque acima de tua cabeça há um Deus, e no oceano existem peixes que você não come, que lhe farão companhia. Siga as estrelas, e no lado sudoeste do Cruzeiro Do Sul e estarão lhe esperando as docas artesanais entre as pedras. Não que tenha alguém lá, mas, talvez uma parada vez ou outra num solo firme lhe faz bem para descansar o espírito, e sair do mareijo constante.
Vista teu casaco, a noite será longa, e tire um pouco o bornal da cabeça para seu cabelo sentir um pouco o bom vento do noroeste. Ele te inflará até algum lugar. Olha para um lado, e não te vê nada, e tampouco para o outro. Em um raio de quilômetros, não te vê em nada, não te sente nada, e nem ninguém. Agora se sente como eu, isolado dentro de um cardume de peixes abaixo de teus pés. Apenas respire, e cante - se preciso - para não perder a sanidade. Em algum lugar, há de alguém algum dia pôr o pensamento em ti, e talvez até sentir saudade. Mas, seu paradeiro é inócuo e longínquo, então, se alguém realmente quiser te ter de volta, que venha atrás de ti, e te faça voltar. E, tenha certeza que alguém, ao menos uma pessoa, seja ela quem for, se importa e há de vir.
Olha as estrelas, você crê no firmamento entre elas? Você crê em mim? A solidão é passageira, é só o medo primal de criança, a noite acordado ficou lembrou dos tempos de escola: Humilhado por conhecer demais, por professar a fé que tinha, por usar a camisa dentro da calça, por ter vergonha de falar em público, e de nunca olhar ninguém nos olhos. O Ketchup atirado no cabelo, na surra coletiva no recreio, no não do par da quadrilha, no medo de desagradar alguém, na solidão: Sozinho no pátio, comendo seu pão com presunto e queijo e tomando suco de laranja. Sozinho no barco, tomando vodka com suco de laranja e comendo misto-quente. Algumas coisas não mudam.
Esquece aqueles que magoaram teu coração. Transcenda, passe disso. Conte apenas com teu passo, compasso, força, voz e amor próprio.
Deixa que as pessoas venham até você, e te tragam novos ares, novas empreitadas, novas cousas que ultrapassam as idéias nossas, e que você não se sinta só, porque acima de tua cabeça há um Deus, e no oceano existem peixes que você não come, que lhe farão companhia. Siga as estrelas, e no lado sudoeste do Cruzeiro Do Sul e estarão lhe esperando as docas artesanais entre as pedras. Não que tenha alguém lá, mas, talvez uma parada vez ou outra num solo firme lhe faz bem para descansar o espírito, e sair do mareijo constante.
Vista teu casaco, a noite será longa, e tire um pouco o bornal da cabeça para seu cabelo sentir um pouco o bom vento do noroeste. Ele te inflará até algum lugar. Olha para um lado, e não te vê nada, e tampouco para o outro. Em um raio de quilômetros, não te vê em nada, não te sente nada, e nem ninguém. Agora se sente como eu, isolado dentro de um cardume de peixes abaixo de teus pés. Apenas respire, e cante - se preciso - para não perder a sanidade. Em algum lugar, há de alguém algum dia pôr o pensamento em ti, e talvez até sentir saudade. Mas, seu paradeiro é inócuo e longínquo, então, se alguém realmente quiser te ter de volta, que venha atrás de ti, e te faça voltar. E, tenha certeza que alguém, ao menos uma pessoa, seja ela quem for, se importa e há de vir.
Olha as estrelas, você crê no firmamento entre elas? Você crê em mim? A solidão é passageira, é só o medo primal de criança, a noite acordado ficou lembrou dos tempos de escola: Humilhado por conhecer demais, por professar a fé que tinha, por usar a camisa dentro da calça, por ter vergonha de falar em público, e de nunca olhar ninguém nos olhos. O Ketchup atirado no cabelo, na surra coletiva no recreio, no não do par da quadrilha, no medo de desagradar alguém, na solidão: Sozinho no pátio, comendo seu pão com presunto e queijo e tomando suco de laranja. Sozinho no barco, tomando vodka com suco de laranja e comendo misto-quente. Algumas coisas não mudam.
Ele dorme, e acorda. Franze a testa e vê que é cedo ainda. Uma praia está bem mais a frente, por quê não atracar?
Um novo dia pode trazer uma nova situação.
Um novo dia pode trazer uma nova situação.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Maria.
Maria, me ouve. Desce dessas nuvens e me acode. Me leva pra junto de ti e me guarda embaixo da barra do teu sari e me vela, me deixa ao menos alimentar da migalha do teu pão e guardar meu amor no teu coração materno. Maria, nada sou sem ti, meu coração é teu, mais ainda minha alma, e sem ti, me nada sou, e nada existo. Meu pendão e minha glória tem teu signo. Louvado o Deus que te escolheu e mais ainda eu que te tenho como Advogada, Mãe, Rainha, Amiga, Defensora e Amante. Conforta meu coração na hora ruim, e não deixa o mal adentrar em mim. Não, nunca.
Maria, me livra da angústia. Guarda o grito preso na garganta, e me faz calar a boca cada vez mais, e me faça cada vez mais voltar a ser aquela criança estúpida e boba que você abençoou: Inocente e bobo, sentia medo de ver um Cristo crucificado e rezava para não ser o próximo. Maria, olha por mim e pelo meu coração tão bobo, tão ousado, incandescente e inocente, que cada vez que passa se joga louca e inocentemente a cada relacionamento, não vendo a queda, e sim o vôo livre e se alguém um dia - quiçá - o pegará em pouso (leve o forçado). Maria, me põe nos teus braços e me faça dormir, como fizeste dormir tantos homens, que hoje estão do seu lado, lado que eu almejo estar cada dia da minha vida.
Guarda meu caráter embaixo das tuas mãos, e que toda a minha sinceridade contenha tua mão, teu beijo, teu carinho, teu tato, teu afago e tua sensatez. Maria, me faça ter compaixão do próximo e fazer por ele o que poderiam ter feito por mim e não fizeram (e nunca hão de fazer em suas vernas mais silenciosas, a eles peço justiça por nunca me olhar com olhos do seu povo, Mãe Maria, olha por nós, filhos teus que morrem e padecem por esta terra bruta, maldita e fétida, que nunca tem reconhecimento, amor, e afago de quem mais se precisa e ama).
Mãe Maria, me ouve. Ajoelha-se pra me ouvir, mesmo não merecendo isto. Dá-me maturidade para não entender as coisas por um prisma errado. Forja em mim a luz que incandeia do teu candinheiro, e não deixa meu caminho escurecer, ou que quaisquer pessoas o escureçam. Maria, olha por mim aqui embaixo, e me dá uma resposta, um sinal, qualquer coisa pra dizer que você tá me ouvindo, e que este texto, de alguma forma há de chegar até ti. Me manda um raio, um Sol, uma palavra amiga, um comentário, um beijo, um acorde perfeito, um sorriso, um sim, não ou talvez, mas, peço que me cegue com tua graça, porque não aguento o silêncio. Você tem uma das melhores partes de mim, que é seu afilhado. Teu afilhado, Maria, pode não ter sido um bom homem, mas, foi o homem mais importante da minha vida, mesmo não prestando, bebendo, xingando, ofendendo, rindo, cantando, dançando e olhando o pôr-do-Sol fumando seu maço esmaecido de Hollywood (que dentro tinha cigarro "Vila Rica"). Maria, guarda ele no seu colo, e o ensina a dormir o sono que perturbado algum dorme. Ensina ele a tua dormição, e que é a mesma dormição a qual tanto amo, tanto quero, tanto anseio...Demora muito pra gente se ver?
Maria, as coisas não são como imagino, e disso já me sei até pro mês. Então, nada mais me resta além de sentar na bancada para ver emergir da lagoa o Monstro que come a virgem da aldeia. Protege ela, Mãe Maria, assim como me protegeu do Cão Da Bestafera, e me fez criança pra brincar na barra do seu vestido, mais de uma vez. Tira de mim as idéias feas, as pessoas erradas, os caminhos incertos, os passos infalsos e o medo de cair em meio a rua movimentada. Segue comigo, e que tua mão aperte a minha, e que de mãos dadas nós vamos para todos os locais juntos, sem medo de tiro, bala, faca, corda ou alabarda. Maria, a morte é a maior alegria da minha vida, porque é na minha morte que vou te rever e que vou poder entender todos os porquês, sim's e não's. Maria, em ti está a minha salvação, carinho, medo, glória, raiva aflição, enfim...Sem ti, de nada sou.
Maria, me ouve. Desesperadamente, me ouça. A ti, ascendo essas palavras, e sei que há de me responsoriar, porque a ti Deus corou de estrelas e planetas, então, sei que apesar d'Eu não merecer teu carinho, mais ainda tua benção, tu como a Mãe Santa que é, há de ouvir minha palavra sobre Israel. E quando eu me pegar em tempos de aflição, aperreia: me leva pra junto de ti, e que d'um alto duma nuvem, nós fiquemos rindo de toda a confusão e toda essa cousa estranha que é a vida.
Maria, obrigado por ontem, por hoje, por sempre. Por tudo.
Maria, me livra da angústia. Guarda o grito preso na garganta, e me faz calar a boca cada vez mais, e me faça cada vez mais voltar a ser aquela criança estúpida e boba que você abençoou: Inocente e bobo, sentia medo de ver um Cristo crucificado e rezava para não ser o próximo. Maria, olha por mim e pelo meu coração tão bobo, tão ousado, incandescente e inocente, que cada vez que passa se joga louca e inocentemente a cada relacionamento, não vendo a queda, e sim o vôo livre e se alguém um dia - quiçá - o pegará em pouso (leve o forçado). Maria, me põe nos teus braços e me faça dormir, como fizeste dormir tantos homens, que hoje estão do seu lado, lado que eu almejo estar cada dia da minha vida.
Guarda meu caráter embaixo das tuas mãos, e que toda a minha sinceridade contenha tua mão, teu beijo, teu carinho, teu tato, teu afago e tua sensatez. Maria, me faça ter compaixão do próximo e fazer por ele o que poderiam ter feito por mim e não fizeram (e nunca hão de fazer em suas vernas mais silenciosas, a eles peço justiça por nunca me olhar com olhos do seu povo, Mãe Maria, olha por nós, filhos teus que morrem e padecem por esta terra bruta, maldita e fétida, que nunca tem reconhecimento, amor, e afago de quem mais se precisa e ama).
Mãe Maria, me ouve. Ajoelha-se pra me ouvir, mesmo não merecendo isto. Dá-me maturidade para não entender as coisas por um prisma errado. Forja em mim a luz que incandeia do teu candinheiro, e não deixa meu caminho escurecer, ou que quaisquer pessoas o escureçam. Maria, olha por mim aqui embaixo, e me dá uma resposta, um sinal, qualquer coisa pra dizer que você tá me ouvindo, e que este texto, de alguma forma há de chegar até ti. Me manda um raio, um Sol, uma palavra amiga, um comentário, um beijo, um acorde perfeito, um sorriso, um sim, não ou talvez, mas, peço que me cegue com tua graça, porque não aguento o silêncio. Você tem uma das melhores partes de mim, que é seu afilhado. Teu afilhado, Maria, pode não ter sido um bom homem, mas, foi o homem mais importante da minha vida, mesmo não prestando, bebendo, xingando, ofendendo, rindo, cantando, dançando e olhando o pôr-do-Sol fumando seu maço esmaecido de Hollywood (que dentro tinha cigarro "Vila Rica"). Maria, guarda ele no seu colo, e o ensina a dormir o sono que perturbado algum dorme. Ensina ele a tua dormição, e que é a mesma dormição a qual tanto amo, tanto quero, tanto anseio...Demora muito pra gente se ver?
Maria, as coisas não são como imagino, e disso já me sei até pro mês. Então, nada mais me resta além de sentar na bancada para ver emergir da lagoa o Monstro que come a virgem da aldeia. Protege ela, Mãe Maria, assim como me protegeu do Cão Da Bestafera, e me fez criança pra brincar na barra do seu vestido, mais de uma vez. Tira de mim as idéias feas, as pessoas erradas, os caminhos incertos, os passos infalsos e o medo de cair em meio a rua movimentada. Segue comigo, e que tua mão aperte a minha, e que de mãos dadas nós vamos para todos os locais juntos, sem medo de tiro, bala, faca, corda ou alabarda. Maria, a morte é a maior alegria da minha vida, porque é na minha morte que vou te rever e que vou poder entender todos os porquês, sim's e não's. Maria, em ti está a minha salvação, carinho, medo, glória, raiva aflição, enfim...Sem ti, de nada sou.
Maria, me ouve. Desesperadamente, me ouça. A ti, ascendo essas palavras, e sei que há de me responsoriar, porque a ti Deus corou de estrelas e planetas, então, sei que apesar d'Eu não merecer teu carinho, mais ainda tua benção, tu como a Mãe Santa que é, há de ouvir minha palavra sobre Israel. E quando eu me pegar em tempos de aflição, aperreia: me leva pra junto de ti, e que d'um alto duma nuvem, nós fiquemos rindo de toda a confusão e toda essa cousa estranha que é a vida.
Maria, obrigado por ontem, por hoje, por sempre. Por tudo.
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