O telefone tocou, e do outro lado da linha ninguém disse nada. Apenas desligou, decia ser engano ou devia ser alguém passando trote, sei lá. Sei que depois disso eu andei pensando em tudo, e em nada. E quando a Cookie saiu pra passear, eu deixei o frio me consumir, e quando o rapaz foi atropelado, eu deixei a esperança me consumir, e quando meu coração disparou de medo, raiva, tristeza e mágoa, eu deixei a positividade de Deus me consumir; E toda vez que a aversão me virar o barco, eu não posso, nem vou ousar, e nem querer me desesperar. Eu vou sorrir, eu vou continuar. O caminho mais estreito, a menor porta, a cama de pedra, a roupa que parecia estopa, sim, eu me lembro.
Todo dia quando eu acordo, eu tomo o ar da janela, e fico tomando o Sol da manhã nas costas, como se isso recarregasse minhas energias, ou me benzesse de alguma forma, ou como se Alguém tocasse em mim. Todos os dias, durante o café, eu analiso o panorama geral e percebo que não estou errado, e nem certo, que meu maior pedido foi concluído: Estou na média, emaranhado com a multidão, e que faço parte do povo de bem da geral, do pessoal que luta, mata, vence e morre em paz. Eu sou um do meu povo, da classe do degredo.
As pessoas, as histórias, os lugares, fazem parte do conjunto de nossa obra, do que somos, fomos, formamos e esperamos ter. Eu quando tomo o já citado Sol da manhã penso em todas as pessoas que foram, estão e virão em minha vida: Eu apenas sorrio, deixo de mão, e entendo agora: Troca. Karma. Retaliação de danos. Missão. Aprendizado (ou qualquer outro termo que for dessa alçada): Cada pessoa que passa por nós, desde a menina do guichê de bilhete do metrô, até o amigo que nos ajuda na hora da solidão, tem um porqué, um motivo. Todos que entram e saem da nossa vida só fazem isso porque tem tem algo a nos ensinar, ou nós a eles, e isso gira a roda do mundo, e muda a interação, e nos faz mais sábios, fortes, e idem a eles. Eles, são tão nossos. E nós, tão iguais a eles.
O que categoriza a mudança é a forma (abrupta ou não) de como as pessoas entram em saem da sua vida. Ora você quer que uma pessoa saia imediatamente, s isso lhe toma meses, ora quer que seja uma ida não muito sentida, e é forte; Imediata: Quem tem tato no campo dos seres humanos? Me auto-citando atualizadamente: Quem (não) chora antes de dormir?
Tudo tem um porquê. Tudo. E com o tempo, e o Sol nas costas, nós entenderemos o porquê de tudo, e a vitamina dos raios solares nos farão melhores, mais calorosos com todos os nossos outros irmãos.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Chove Lá Fora.
Marcadores:
Cotidiano,
Deus.,
Dona Antônia,
Esperança,
Modernidade,
Progressivo,
Vida
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Seiva.
Descobri antes dos trinta
Que eu não me tinha em tinta
E quando achava que sentia
Algo me dizia que havia
Uma prosinha que perduraria
Alguma outra rota
E em cada derrota
Era mais evidente
E até surpreendente
Eu não era meu
Talvez de Asmodeu
Ou de alguma do seu
Mas nunca me pertenci
Sequer me ressarci
de qualquer eventual erro
Uma verdade em desterro
E velado agora nos braços do superlativo
Espero pela hora de me ter em definitivo
Guardar em mim apenas o que cativo
E ter para mim apenas o objetivo
Negar o sugestivo
O adjetivo
Ainda
Ativo.
Que eu não me tinha em tinta
E quando achava que sentia
Algo me dizia que havia
Uma prosinha que perduraria
Alguma outra rota
E em cada derrota
Era mais evidente
E até surpreendente
Eu não era meu
Talvez de Asmodeu
Ou de alguma do seu
Mas nunca me pertenci
Sequer me ressarci
de qualquer eventual erro
Uma verdade em desterro
E velado agora nos braços do superlativo
Espero pela hora de me ter em definitivo
Guardar em mim apenas o que cativo
E ter para mim apenas o objetivo
Negar o sugestivo
O adjetivo
Ainda
Ativo.
Marcadores:
Modernidade,
Pensamentos,
Poemas,
Vida
Assinar:
Postagens (Atom)