terça-feira, 7 de março de 2017

Learning How To Love You.

Todos os dias, há de se ver o Sol tanger o horizonte sobre as brumas, formando o cinzado trastejado com tons laranjas, desmitificando o uso de côres distintas, ministrando que até a altura do firmamento nada é impossível.
Mas, nada é realmente impossível?
Faltam 20 dias pra um dos dias mais significantes do ano pra mim, e atualmente perdeu sua importância, sua veemência, porque não me sinto hábil, sequer preparado para fazer coisa alguma, nem preparar a semana de folguedos que há tanto havia pensado. Sinto que no panorama geral da minha vida, não há motivo, vontade ou necessidade de algum festejo para marcar esse um quarto de século sobre a terra, pois são vinte e cinco anos batendo o queixo contra esse asfalto quente e levando nas costas cousas geraes, que não cabem dizer.
Sinto, que talvez tôdos nós que chegamos até essa fase da vida, tenha essa forma de pensar, ou de agir, mas eu só posso falar por mim, e não pelos outros, e menos ainda pelos meus. E nisso me cabe.
As pessôas místicas, de alguma horda, dizem que é preciso se amar, se conhecer, ter prazer em sua própria companhia; Mas como se tem a ousadia de dizer isso a quem viveu a vida inteira sozinho? O degredo é lugar santo, mas também cria ovelhas ruins, e se você eiar a candeia mais alto ainda, verá que além da linguagem pobre, nada resta, além das pessôas que estão a sós aprendendo a se amar, mas esquecem de amar quem as amam, e de amar o próximo a ti mesmo - quando se ama a vera quem se quer bem, reflexa em você. É tudo Luz, é tudo água cristalina que jorra da mina, você pode não entender esse escrito, mas sabe do que eu estou falando.
Deitado, sozinho, com a cara no chão, percebo que a vida é isso, e entendo cada segundo daquilo, e percebo cada vez mais das coisas que sinto (e não gostaria de ter sentido, provas de amar e gostar que deixei dispersas no ar e não valeram nada, a domação de mêdo e de ego, humildade, coragem e fôrça, para abrir e deixar desaguar tudo aquilo que estava guardado pra mais tarde. Mais tarde não, eu posso morrer...
Meus olhos cingiram pela última vez, assim como minha vida tangeu a última linha, como meu peito remoçou a última palavra dita pela última vez balbuciada. O primeiro amôr é o último, disseram; Será?
O cão deitou na capa do disco, e tampou a cara do favorito, e talvez seja isso o que eu queira dizer: Não tem nada não, nunca teve nem vai ter, porque se ninguém se importa com o alheio, só com o dito "auto-amôr, auto-conhecimento", então não existe jornada através do amôr, e sim apenas incógnitas.

Fôrça, até de onde não se têm.

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