sábado, 27 de agosto de 2022

Carta a Mariana.

 1 - Prefácio e Saudação;

Marcvs, escriba e reflexivo, para Mariana. Que o Deus Triuno de Boa Fé desça e acampe aonde vos fizer teu ninho!

2 - Considerações gerais;
A despeito de nossa longa conversa de ontem, gostaria novamente de vos agradecer pela paciência, escuta, bons conselhos, risos e boas palavras - pois to sabes bem mais e melhor que eu que num mundo aonde nem todos tem tempo para todos e tampouco boas palavras para todos, cada boa palavra e atenção é sinal de cristianismo verdadeiro (conforme a ditosa que falávamos ontem)

3 - Preparação para a morte;
Vivi duas vidas em uma. Vivi, pois, bem. Como meus avós, meus pais, e quiçá meus rebentos. Pude conhecer todos os lugares que quis ir, bebi mais do que devia, ouvi a doce música em meus ouvidos e amei a mais bela dentre todas, a mulher. Então, caso me ocorra de susto ou de ida, a morte não me pega em arrependimento, pois vivi bem, e pude no clarão do dia sentir uma felicidade que não se cabe no peito. E se eu viver, oxalá possa eu conhecer novamente a Fonte primal de toda vida, e que nessa Vida, eu seja e eu esteja. E que como nos diz Zózimo: "O que nos for por direito, estará conosco pela primazia de Deus".

4 - Do serviço;
Sou escriba. Escrevo. E dano a escrever. Essa é minha missão, e de forma análoga, meu legado. E o teu, quando inspira e infla as pessoas a se cuidarem e terem bom juízo de si, é mais que belo, único e preciso, grã amiga. De fato, quando a Censora me mostrou suas íconas palavras a fato de alertar ao povo do mau comum e siilencioso, fiquei-me afã de vós, e de certo crédito tens em minha melhora (dijunto a Censora) e minha busca (mesmo que sinuosa) pela melhora. Te tens em máximo respeito pelos bons conselhos, boas palavras e boa índole. Quando nós descemos até uma pessoa e guiamos ela para um camunho bom, de fato temos em nós avivado um Espírito Paráclito de vida que não se cabe dizer de quã glória é. E vós, ditosa Mariana, é sacrário dessa Magna e Divina Beleza.

5 - Do pastoreio;
Se cá eu como escriba cuido de minhas ovelhas leitoras, lá tu cuida, amiga, de tuas ovelhas que perguntam sobre a saúde. Parafraseando Santa Clara, o barravento do Senhor (TM), digo-lhe: Nunca perca de vista o seu ponto de partida. Tem sempre bom propósito, e não se esquece da gênese - seja a familiar, a dos princípios, a das boas cousas, ou de Padre Deus, início eterno sem fim. Tens o mesmo tanto de responsabilidade e benção nas pessoas, guiando-as e instruindo-as, e por isso peço a Deus por vosmecê que nunca perca o fôlego e te mantenhas em passo continuo, brindando-nos com boas palavras.

6 - Da vida;
Quero, amiga, a nível de sinceridade: a cura, a mulher, e a calma - mesmo sabendo que tais feitos estão fora de minha alçada. Quero também, a felicidade, que se extenda como o Céu sob nossas cucas esvoaçantes. Quero uma boa vida a todos que buscam o descanso do passo mantido, e vejo em vós que de forma análoga também estima isso para seu pastoreiro - e não te sabes como isso me exulta! Mais nos vale querer o bem do que fazer uma maldade ou um esquecimento casual. E por isso, ditosa Mariana, desejo-te a vida (em forma de Londrina, em forma de Torresmo, em forma de higiene do sono) da melhor forma que te aprouver! Rogo por vós!

7 - Despedida e benção:
Oro por vós, e agradeço por teu zêlo e cuidado para comigo. Peço ao Santíssimo Sacramento do Altar que esteja sempre contigo e abençoe teus planos e teus passos, e que te nunca percas da tua essência, e posto em teus olhos os veros mirares de verdade, que seja tu sempre assim. Que Deus te abençoe e te ponha entre os Santos, Únicos, Justos, Mártires, Patricarcas, Primeiros, Virgens e Mártires. E que Deus nunca esqueça de vós.

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