sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Tender.

Ih, caraio, parece que vai chover hoje.
Tomara que sim, tomara que não.
Se chover hoje, vou me rumar pra casa, ouvir uns sons com o cão e curtir a noite que vai se acabar com as respostas das pessôas pro outro dia de manhã - tenho andado muito cansado, tenho sentido e vivido a flôr da pele, na pele. Se não chover, vou cair na rua e ver os amigos, tomar aquela geladíssima, e louvar os meus dias que me restam embaixo dos firmamentos: Em qualquer caminho vou ser feliz, em qualquer lugar estarei feliz. Ah, e antes que eu me esqueça: Tenho andado muito por aí, ouvido muita coisa, sentido, aprendido e deixando algumas coisas simplesmente serem, não por maldade, não por ocaso, mas, pelo simples fato de ser afã a situação/pessôa que está comigo, tenho conhecido muitos caminhos, e por vezes foi luz que trouxe pessôas para o Clareio, e por outras me deixei ser conduzido por Luzes maiores que a minha, que me ensinam em lidas diárias. Ando constantemente sentindo tôdos os sentidos do mundo, provando do seu amôr e ingratidão, sua necessidade e desprezo, e da forma de vida das pessôas para com as outras.
Levo na bolsa umas idéias meio loucas, e água para os dias difíceis, no bolso direito da calça esmaecida, um masbaha que faz eu rezar ainda que pouco, e no coração, uma amargura que finalmente anda sumindo, e na cabeça, pensamentos que andam se silenciando pro mundo, mas, cada vez mais evidentes e grandes para mim, e eis que me deparo: Sou meu maior desafio, quando me pego pensando na escrita do muro, no Damião, nas Chagas, na Zécão, na môça de franja, avenca no braço e cheiro de jasmin, nos discos, na minha família, na incrível e lancinante dôr que tenho no ombro, e tôdo o resto que me consome. Country roads, take me where this is where i belong. Somewhere i belong.
Quando olho pra trás, só consigo me assustar por têr sobrevivido, e agradecer por estar vivo, inteiro, íntegro e bem. As vezes me bate uma saudade de pessôas, lugares, cheiros, gôstos e sons; E em tudo isso ficou uma marca de aprendizado, uma forma correta ou incoerente de como se manter, ou de como dobrar o som do violão, de como escrever exímiamente, dos tempos de exílio para pôr a cabeça no lugar, das cervejas com os amigos, da descoberta e re-descoberta que sempre me envolve na Teocêntrica diária, e apesar de não ter mudado nem um pouco desde lá até aqui, eu mudei tanto...
Roubo da tarde, o Céu para enfeitar as côres da sua pele, e roubo do vento, um carinho que mando entregar para aninhar nos seus ombros, busto e ventre, e te mandar um telêgrama de vêm-me-ver; Tomo emprestado das árvores, planas superfícies no alto para te proteger do Sol, e nos sorrisos das crianças que você ver na rua, estarei lá eu também, sorrindo pra você.
E de mim, cabe apenas acreditar e bendizer das coisas que acontecem em meu peito, e que tanto exortar neste velho blog. Só cabe agora, acontecer.

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