segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Olha Maria.

Segue-me até as paragens, até onde os feixes nos rodeiam até a cintura, e, não tens medo - cousa que me faz ser mais valente ainda ao teu lado. Não há serpente alguma em nosso caminho, amada, pelo simples fato de você estar comigo. Quem nos guarda é Deus. Segue meu rastro entre o centeio pisado, e há de me ver ali onde sempre gostei de estar (e sabes tão bem), e aonde minha mão se abrir, poderá ter da tua para segurá-la. Rende seus braços para segurar meu corpo cansado, e enquão você for meu arrimo, deixae eu desabar ao menos (mais) uma vez, para renascer dentro de mim a esperança, a fôrça, e o amôr; Vós que me auxilias sendo a candeia pros meus caminhos e mãe que me defende do feo, é quem carinha minha cabeça e me olha. Mostra-me o vento batendo nas folhas e nos juncos como sempre me mostrastes, para me desaguar um riso, o grato riso que tanto penei pra obter. Meu riso, é obra tua, Mulher.
Toma a minha mão, como tantas outras vezes, e leva-me aonde nunca fui, apresenta-me das pessôas e dize-me quem são, e quais me cabem, e quais são minhas gentes, dá-me a Cecília como consorte e consolo, que afaga meu peito sussurra coisas tão lindas e tão nossas em meu ouvido, dize-me, Mulher, se é da alegria minha ser teu, ou é mais do que a vida além da vida saber que estás comigo até o fim do fim. Olhando para mim, saiba que não olho nos teus olhos por não ser digno, mas, cinjo minha fronte a respeito a Ti, Tua história, Teu amôr eterno e carinho para comigo; Minha Mulher, lâmpada de meus pés e sorriso de sábado que brota em meu rosto, eu lhe amo, eu vos amo.
Guarda-me na barra do teu sari, e defende-me da injustiça, mostra-me onde devo estar, e lá estarei sendo por mim e você, e se preciso, dou da minha vida por seu nome, pelo seu legado. Eu vos ofereço minha vida pelo seu legado e panteão, Mulher. Minha boca tem sede do seu nome, e o cheiro do seu cabelo domina minhas ventas, e suas mãos são mais quentes que a lã. Seu nome é mais gostoso do que tôdo tipo de vinho, ou cerveja que possa se existir nesta terra, e sua beleza é algo que tanjo a palavra, pois dizer por si só é loucura demasiada, e sua voz, é a afirmação da unicidade, de que tudo estará aqui, e vai dar mais certo ainda.
Diz-me, mais uma vez, apertando-me no teu abraço, preso em um laço, que tudo vai ficar bem, e todas as coisas irão se acertar, e que essa alegria que há tanto experimento em doses homeopáticas, irá se findar e me inundar; Você bem sabe dos meus pés cansados e das minhas costas pesadas e dores sôfregas, feridas lancinantes em que ninguém põe a mão, e que ninguém sente além de mim. Diz-me quando tudo isso acaba e tudo isso vem.

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