terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dois

Deita-se do meu lado;
E ali tem dois corpos deitados,
um que completa o outro,
um que contempla o outro.

Encontra na minha boca, além do amor;
Tudo aquilo que quero, ouso, penso em lhe dizer;
Palavras apenas, pedaços de fonéticas,
que não me dizem mais respeito,
afinal, em mim fizeste tua estadia,
e de nada mais creio ou espero.
A casa torna-se vã e obsoleta,
e os móveis contém históricos,
coisas daquilo que somos.

Seca a minha sede de te fazer entender,
que não é tudo aquilo que eu almejo.
De todas as (poucas) cousas que quero,
a grande maioria eu consegui na raça,
e sou um vencedor por ter (quase) tudo.
Não me importa as coisas que virão,
eu tenho peito para todas elas,
e se são doze horas no relógio;
Treze horas terei pra entender elas todas.

Olha nos meus olhos, e fita minha mente;
E vede todas as coisas que os olhos denunciam,
nota que me satisfaço nas pequenas cousas dessa vida:
Pequena cerveja, pequena música, pequena Agnish,
pequena oração, pequeno Sol, pequena ventania.
Em todas as Íris que vede lhe toma na sua nota,
pequeno nome, predicado, sujeito da oração,
ora pra Cristo dar-lhe a boa morte em paz;
Será em paz tudo o que for lhe propiciado.

Se te interessar veja e anota meus trejeitos,
neles descobrirá do que gosto e não gosto,
do que anseio e deprecio nesta estadia terra,
e de todas as coisas que deveria ter e poder ganhado,
do que me atrai e repulsa ante ao mundo;
E todas as outras cousas, que mal cabem aqui.

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