sexta-feira, 14 de junho de 2013

Byrdie.

Byrdie, se apeie em mim. Ondas turvas tentaram nos derrubar, e por tantas com quantas vezes olhares tetaram nos turvar - sem muito sucesso. Após beijar minha boca, e ter de mim o que só você tem por hoje, deita-te em meu peito, e trás em mim a paz que eu tanto não sentia, e a calmaria para um tempo tão nublado e brumeiado, que até dá medo de analisar.
Olha as rosas no jardim, que brilham, reluzem, sorriem e se curvam perante a sua rosa primal. Para quê se renegar, Byrdie? Se soubesses como é linda e a tanto e a como e a muito desejava ter o meu estio contigo, e ter uma gritaria tão forte em meu ouvido, que de toda essa barulheira, só ouvia nossos dois corações: Batendo descompassados, um sobrepondo a batida de outro, como um pífano sobrepondo um toque de bumbo no côco de Jackson do Pandeiro.
Sorri pra mim, e fixa na tua face; É assim que te quero. Te amo não por amar, por comodismo, ou por associação, mas, pelo incrível - e inenarrável - conjunto da obra. Você chegou até aqui, e há de ir mais longe, Byrdie. Apeia, e sai do ninho, avôa por todo esse campo de centeio e trigo que nos arrodeia e vê que o mundo é seu, e nessa vida quem para cria musgo, e se perde numa maré d'ilusões. Byrdie, trouxe um livro para fazer sua cabeça, trouxe um beijo para lhe florir amor, trouxe um amasso pra lhe excitar, trouxe meu coração para você machucar.
Byrdie, tenha a gratidão, a fé, e a paciência, pois tudo se ajeita e se afirma no universo, assim como cada dia nos solidificamos e vemos cada vez mais o que se tem depois de "lá". Esqueça os pendões que levantam, meu amor, fique por detrás de mim, me abraça e sorri, e ri tão forte, tão bem, e tão gostoso, que cega até São Miguel Arcanjo e sua legião de Santos Anjos com essa sua felicidade e amor todo. Deixa que o Sol se ponha entre seus ombros macios, cansados, esmaecidos e carentes de uma proteção, e deixa eu estar aqui, e cuidar de você.
Crêde em mim e nestas escritas tortas, que penam em lhe dizer tão aguçadamente, o que a boca diz tremendo e gaguejando, e os olhos desviando destes olhos seus, não irão em suma lhe dizer.
Byrdie, abre tuas asas e voe por todos os cantos do universo, e solte esse seu perfume de avenca-forte no meu peito cansado. Olhe as pessoas nas ruas, e deixe elas ser elas, porque o que importa está guardado e sacramentado dentro de nós dois, e o que cabe a nós, não se dá, toma, ou empresta a ninguém. Corra e olha comigo o Céu que Deus nos deu, e sob ele, anda comigo de mãos dadas sobre todos os campos da terra.
Deixa que o seu cheiro seja o meu favorito, seus olhos minhas gemas, sua pele minha capa e tecido nobre, cetim de três cortes em "F". Deixa, que eu ponha minha mão em sua cintura, e saia por aí te exibindo, como se você fosse um troféu. Você é muito digna disso, eu quero mostrar pro mundo como lhe quero, e como me sinto honrado de ter sua presença sob mim.

3 comentários:

Anônimo disse...

Sempre que leio um de seus textos, fico de boca aberta, olhos arregalados! Como você consegue?! Fico feliz ao ler algo tão belo! Demais! *-*

Marcvs Queiroz disse...

Leitor(a) Anônimo(a); Muito obrigado pelo comentário positivo. Ainda falta muito a melhorar, mas, faço o que posso. O mundo anda muito negativo, então, acho mandar palavras bonitas ao universo é algo a se fazer. Muito obrigado a visita, tenha um ótimo e abençoado dia, e até a próxima :)

Anônimo disse...

Faz-me bem saber que ainda há pessoas como você! O mundo anda tão preocupado com coisas desnecessárias.. Espero muito que escreva mais e mais! Obrigado!