Dedicado a Fábio Cardoso de Queiroz.
A filha olha pro pai. O pai que a quer bem, a tudo faz, a tudo atende. A vida é para ser vivida e curtida, ele deve pensar, e ele não a vive e nem a curte. No meio do medo de tanto dar e tanto querer fazer pela filha, ele só se faz presente poucas vezes. Mas ele a ama, e ela o ama. E isso é o que vale.
O pai agrada, diz que gosta, abraça, e diz que o tem como filho. Ele acredita. A filha ri, e diz que o pai gosta dele, pois os dois tem praticamente a mesma história, e ele vê no "filho", o que ele tinha na juventude. Quando ele ficou desempregado, o "Pai" até ia pagar a carta de carro pra ele, sem ele saber! Meu Deus! Este Pai é único, demais, e poderoso! Ele não existe melhor como.
Ele ri, quando lembra e pensa nisso; Ele foi aprovado, e está tudo bem, enfim; Os dias passam, e ela não quer mais ele. Ele está só. Ela arranja outro, ele quase se mata, os amigos não deixam. Ela leve ele pra casa, e o Pai o acolhe, e o tem como filho. Ela ri, conta para o novo, o novo ri. Ele foi aprovado. Mas, aonde fica a razão? Aonde fica, o sentimento, meus caros leitores? Aonde, em qual peso dos dois prumos, encontra-se a dama da justiça? Lhes respondo: Em nenhum dos dois. De tanto o Pai amar a Filha, ele acolheu o novo, sem saber mesmo quem lhe era. O amor, em todas as suas formas e concepções, é a rampa d'alegria para uns, e tristeza para outros.
O "filho" (a partir d'agora, tratado como bastardo), segue sua vida, e lembra se do seu pai real, seu pai carnal e sangüineo, e na beira da pedra do porto, chora, e grita com vêemente dor. Esqueceu-se das raízes, dos conselhos, avisos e bençãos que seu Pai lhe deu, e foram por intermédio destes mesmos avisos e atalhos, que lhe fizeram chegar até Ela, a filha - e consequentemente -, e ao Pai.
Hoje, o bastardo tenta entender a vida, ouve músicas, e vive somente por viver, ele arranjou uma pessoa, e está feliz pra caralho com Ela, obrigado! E, se alguém perguntar-lhe sobre o futuro, ele lhe dará um anzol na boca, pois, agora é Do Zero Adiante, ou, como o ouvi dizendo outro dia: "A escrita é outra, meu irmão".
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