quarta-feira, 25 de julho de 2012

Cais do porto.

Eu estou sentado na doca.
A água toca meus pés,
molha meus joelhos;
E as conchas grudadas nas pedras,
Fizeram cortes nas minhas pernas,
As cicatrizes nem doem mais.

Sentado na doca,
Eu vejo os barcos tomarem seu rumo,
eu não temerei mal nenhum,
porque o Sol ainda está aqui,
eu vou fechar meu espírito,
para ter o som do Sol sempre comigo.

Eu estou sentado na doca, e;
A água está calma e estia,
e o Sol queima minhas costas,
eu tomo minha cerveja e olho o mar;
E por um segundo me sinto imortal,
e n'outro, sinto me perto d'ocê.

E eu estou sentado na doca;
O cais do porto fica ao meu lado.
Eu amarro a corda nos arreios,
enquão o capitão faz a checagem,
antes que me diga qualquer coisa,
aqui não é a minha casa.

Eu estou sentado aqui na doca,
porque eu vim de longe,
de onde a guerra é iminente e sucursal,
e aqui achei o Sol que eu perdi há tempos;
Não me importo se carrego sal, açucar ou café;
Se eu inda tiver aqui esta cena linda.

Eu estive sentado na doca;
porque aqui foi aonde eu ganhei minha paz,
aonde a vida sorriu para mim,
e não me pediu nada em troca por isto.
Se me perguntarem, qual foi o tempo da minha vida,
diga a eles, que foi quando estive nas docas da baía.

Um comentário:

Anônimo disse...

Para que fique registrado, ótimo texto, e ótima música de inspiração. E mesmo que nem sempre possamos estar nas docas da baía, ao fechar os olhos podemos chegar aonde quisermos, qualquer lugar!