quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

19/02 (Sob o Sol)

Desde a primeira vez que meus olhos repousaram,
em seus cabelos,
em seus olhos,
no seu desterro,
bochechas tão coradas,
na cáucasa pele;
Eu sabia que ali estaria um sacrário,
foi pequeno o espaço da calçada,
grande tempo de segundos,
pouco tempo para muita cerveja,
Vitorino cantando vantagem,
nome ridículo de um primo,
Arce contando cerveja,
Arcanjo doando cigarros,
Jesus estava na sua frente, você lembra?
Jesus te serviu, e você disse não.
o all-star, o andar, um falar, a legião de calouros andando pela tiradentes
um mural]
E aquele mesmo bar foi aquele que demos calote no final do semestre,
lembra?
o Mosteiro,
o Frade Menor enterrado,
a vida acontecendo e se fazendo acontecer,
risos que turvaram a noite,
que vontade de te puxar num assunto,
a Irmã Tesoura.
Está tudo ainda ali
E, será que você é você, carinha?
um motivo torpe, qualquer coisa para qualquer resposta
(desde que fosse a tua)
mas, ela veio.
naquele dia, os dedos de Deus riscaram os Céus,
e subitamente
soube eu
que aquele sorriso
é o sorriso mais lindo que já vi em minha vida toda.
365, 1, 525600, não importa a nomeclatura, se,
ainda continua tudo aqui,
da mesma forma
do mesmo jeito,
aqui.

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