domingo, 19 de novembro de 2017

The Musical Box.

Guarda-me nos teus braços, e quando minha carne cansar, seja você o travesseiro pelo qual tanto esperar. Seja você a turvação dos Céus que há muito admiro e me tira o fôlego, dá-me a chance de ser quem pode estar ao seu lado, e que nas minhas palavras eu mostre coisas pequenas, mas que na pequenez se mostrem como realmente são, como realmente devem ser, como realmente é entre nós dois.
Não tens medo, e nem exista, não cora teu rosto e nem desce tua vista. Ergue tua face, e cinge seus olhos como eu cinjo os meus para tua beleza; Guarda seu braço no meu, porque tens em mim o que tenho em você, e deixando fora de nós tudo o que hesita, temos ainda a coragem de sermos felizes, de sermos nossos, somos rei e rainha, profeta e sibila. Guarda minha fé dentro do seu ser, e deixa ela crescer, assim como guarda a tua em mim, para eu a multiplicar - justa menina, moça das estepes, a mais silenciosa das tempestades, se apaixona pelo Profeta das Estepes, e no vento frio o abraça, e no calor o beija, e na distância o fita, e na presença, emudece. Seus olhos, quem guarda sabe; Sua alma, quem aproxima sente, sua boca, me padece e me faz seu refém - botae música aos meus ouvidos e enche meus olhos de fíguras místicas, de matrizes de pedra e pó de ostra, segura minha mão ao adentrar os portais, e segue minha vontade até onde desaguar seu desejo. A última.
Considerando o dia de hoje, minhas mãos levantam-se e se rendem em alegria, mesmo não tendo sua alegria e seu amôr comigo, ainda sim, digno de glória o dia de hoje. Hoje, no turvar dos Céus, senti seu abraço a me segurar firme antes d'eu entrar no 133, da mesma forma que você vem segurando o meu braço, e quando gruda em mim após achar realmente que vou embora. Eu nunca iria te deixar sozinha, nem pela minha forma de vida, nem pelo gostar de você, e nem pela reminscência de caráter que jorram de minhas mãos. Eu lhe seguro, com a promessa de que não quero lhe soltar, e que apenas quero das tuas mãos, e só.
Finalizando o dia, minha fôme morde seu retrato, e o segredo começa a ser público, deixando os mais próximos atônitos, e os mais distantes, em quãs e quaos, e nós dois, sabendo (cada vez mais) de nós. E que se dá a Isabel da Hungria? Aos Provérbios 13? Ao Irmão Sol, Irmã Lua? A cerveja no bar gelada? Ao nosso estreitamento que começa a criar forma, a saudade que se acaba ao ver o sorriso, e a boca que pede a outra, aos discos que agora se tem companhia para ver, aos Céus que se turvam em homenagem Della? Deus é nosso juíz, Deus é quem nos sabe, é quem nos guarda. Deus é quem nos uniu.

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