quinta-feira, 25 de maio de 2017

Deniz Üstü Köpürür.

Quando eu sair na rua, que meus olhos ao fitarem cada pessôa, entenda e compreenda, não julgue, abomine, reivindique ou assimile o mal alheio; Quando minhas mãos tocarem outras, que sejam para saudar amizades, propagar o amôr, e ter com quem estimo, e quando minha voz se desprender da grôta, que num repente mil rouxinóis saiam de minha boca e elês cantem canções aos ouvidos de quem ouve o que digo, que seja macio, leve, de respeito, de consideração, de módico, e amôr. Que minha vida seja para ser, e não para ter, e que no entendimento da vida, eu me arme, e harmonize com as dissonantes da vida, e que meus desejos e alegrias não sejam frustradas por qualquer história de qualquer lenda de qualquer lugar de qualquer estrada; Que eu consiga, no meu caminho, seguir e estar sempre na reta que me proponho, que nenhum mal me tome pela mão, olhos ou ouvidos, e nem mal-digam as coisas que tenho em meu coração. E mesmo se disserem o que há dentro dele, forte tenho que ser, para não turvar minha essência, e se turvarem por insistência o que tenho em meu coração, inabalável há de ser minha alma, pois ela não me fiz dono - guardei aos olhos de Deus; E quando ele quiser, ele há de tomá-la para si. Minha carne será adubo de grama e paragem, e meu sorriso estará no dia acinzado, frio, nublado, com a criança de capa plástica de chuva brincando na poça de água. Eu serei a grã felicidade das pequenas coisas, e se Deus permitir, que essa felicidade que eu seja, eu consiga a comungar a tôdos ao meu redor, e que eu seja água, seja leve, seja tranquilo, seja de quem busca o constante equilíbrio.
Percebo hoje, quando junto as pedras que acho no caminho para restaurar minha ermida, que tive, tenho e sou muito forte, mais forte do que imaginei um dia que eu pudesse ser, e bendigo: Louvado o Deus que me trouxe até aqui, e que nos 16 anos de aflicções, loucuras e sonhos tão fraqueijados, ouviu a voz, e esperou. Calou. Entendeu. E foi ser. E hoje, é. Te dão a fé, mas não deixam você a expressar, te dão o amôr, mas não lhe retribuem, lhe dizem da vida, mas não lhe permitem a fé, restou apenas seguir, mas, até na sua caminhada querem lhe pôr barreiras, botar cercas e não deixarem você ser o que tens tão guardado de maravilhoso para si. Você nunca tem o direito de ser maravilhoso, e é por isso que os irmãos mais fracos saem abertamente da vida. Fracos? Heróis. Corajosos, Reis. Na ida, encontraram a esperança de um lugar melhor, e independente de crenças e doutrinas, tôda pessôa que se faz ímolada pela sua fé ou modo de pensar não merece castigo ou danação eterna, há uma fagulha de Jan Palach em cada um de nós.
Aos nôvos, por favor: Não se rendam, de jeito maneira, e em hora alguma, vos trago a Luz de uma Candeia que nunca se apaga dizendo que o tempo corre entre suas mãos, e tudo passa, tôdas as coisas tem tempo, momento, hora e estação, e que sempre que a tristeza e desânimo abater, que Deus se faça presente e habite em você. Nôvo, não caia no medo ou na solidão, porque por mais que você esteja sozinho, há alegria, há o que ser feito e sentido. Tenha calma, respire, procure gente que tenha cabeça bôa e peito aberto, e converse, sinta, tenha a paz. Obtenha a alegria, e sorria quando o vento carinhar seu cabelo - você nunca andará sozinho; Eu estou aqui, tentando te mostrar algo que me faz andar nas ruas querendo fazer e ser (d)o meu melhor para tôdos, e tão somente isso, apenas acredite que uma hora tudo isso passa, e as ondas logo cessam, e o que era incompreendido, se faz compreendido, e o que era maravilhoso, se aperfeiçoa, e os olhos que eram cegos, agora vêem como água clara. Não se renda, e não se deixe abater: A vida é linda. A vida é, e está dentro de você.

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