E daí? Deixa.
Espera, esquece. Maneia a cabeça e bate a mão na coxa, sorri, grita, morde o inferior e olha pra ela, anda e murmura, é só mais um dia; É só mais uma realização, um segundo. Esquece por hoje todos os seus problemas e os põe numa mala com chanfro e cancela, e os jogue no fundo da fenda do mar ferreo, pois lá é o local deles - e não volte para os resgatar, não hoje. Te dá um sorriso, e balança teu pé - tua perna, o sorriso baseado no bpm mais fisgante que a dor. Força. Até de onde não tem, e você bem sabe que eu estou aqui. Eia essa candeia e olha pra cima, há um Céu lhe cobrindo a cabeça.
De que adianta grilar? De que adianta ser tão ruim? Ser tão bom? Pra quê? Esquece os confeitos, casa, rosa, florete e jardim, olha pras tuas mãos: Se ninguém as louvou, louva elas você mesmo. Na água da pia se lava e cinge tua face co'a água fria: Você venceu. XXV. Você é meu herói, com as camisas mais lindas, com o sorriso mais trancado, com o paladar mais aguçado pro seu desejo de saber o mais do que não convém a ninguém. Olha pra você, um homem feito; Que orgulho.
Mesmo que até aqui, e até agora, você tenha estado só e tenha se encontrado desamparado, não se importe, nem se assuste, você está indo bem; Muito, muito muito bem. Não tenha medo de sentir ante as vibrações e situações, apenas vibre, apenas tenha, possua, e tenha a intensidade dentro de si. Não se renda por um segundo ao modismo de achar que você deve se ser ou se ter como êles; Êles são êles, e se pertencem, você não. Você já passou, e sua venta já dobrou palavras.
A solidão é mal recorrente do século e não te cabe a culpa pelo pecado dos outros, sua humildade e seus traumas, e modos de lidar com a vida não te fazem melhor nem pior. Nem incompreendido. És vivaz e safo. É lindo, formoso e a íris-esmeraldina, quando tange o azul-cinzelado de cada gôta de nuvém do Céu, realça a fôrça bruta da tua alma, você é o mais lírico dos desnecessários, o mais educado dos rudes, e o mais incerto das certezas; O que sabe menos, e por isso se limita a saber demais, e pelo fato de guardar o peso de muita coisa nesse coração encabulado, apenas ri, apenas ouve, e pede perdão mesmo quando não ocasionou uma maldade. Esse Ogum Menino que se fecha pra não cair, nunca vi. Pra quê?
Lembra dos dias bons e esquece os ruins, segure-se nos seus gostos, e beija os seus, e avisa Ela que o Sol está lá, idôneo a Lua. Você venceu e ainda está vencendo de uma forma absurdamente incrível - parabéns. Me orgulho muito de ti, seja forte como sempre foi, e o resto vai deixando, se'a água, não correia, e se'a pedra, nunca rocha. Não adianta brigar com quem pode mais, então se limite a apenas tentar entender cada vez mais, porque tudo tem um porquê, até mesmo isso. Tudo isso.
Quando se (re)encontrar, encontrar-se-á a divindade da deidade que deita ao colchão e como um pashá dorme. Ali descança ela: Aquela cujo nome não deve ser dito e a presença não há de ser velada, que cabe apenas ao mundo e ao futuro. No corpo dela desfiam-se rosários de glórias e desejos, em seus braços encontram-se ramificações de algum tipo de sentimento que nem tôdos podem ter experimentado, e nos olhos dela cabem-te duas gemas, que se te mete a olhar muito, não conta até nove, te aprisiona na caledoscópica turva visão dela. E dela se te cabe, e dela serão tudo aquilo que foi de todas as outras coisas. Desce-ei-o até onde os olhos não possam me ver. Cingindo com teu beijo, e deposita-o no altar - não diz nada, pois pra todos os efeitos eu vou dizer a ti (esmo) que é só o vento lá fora.
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