Atenção: Esse post é fatídico. Só o leia se for compreensível a palavras e jogos de frases.
A caridade, é como um bumerangue: Você a atira ao universo, e em um determinado tempo (sabe se lá qual tempo), ela volta pra você, na mesma ou numa escala ampliada. Por isso peço humildemente para quem lê esse texto agora para dar fim a maldade nossa de cada dia e se cubra com a bondade, como s'ela fosse um doce véu como é o véu da Mãe Das Candeias, e nele ficasse, até a morte.
Quero o bem de você que lê este entrevero de sentimento. Não quero lhe amansar, nem tampouco ir contra tudo o que lhe proponho escrevendo, mas, quero que lhe seja ao todo de bom, e de nada de maldade; Afinal, ser justo não é ser maldoso! E ser maldoso não compete no rastro da justa causa. Estou aqui, lhe ensinando o que pode ser seu lugar-temente, e neste lugar (ou em todo o lugar que aonde você for), que você seja bom, justo, e caridoso.
Fui convidado por Agnish, a ir ajudar pessoas maravilhosas, com iniciativa boa, e um coração mais grande a acolhedor que o de Bep, e, indo para lá, faria a mim mesmo feliz, por ajudar alguém, por fazer minha musa feliz, e óbvio, por estar com ela. Simples.
Não, não é.
Pessoas maravilhosas. Todas elas. Pessoas que lutam contra uma corja de porcos (porcos sim, pois apenas porcos se fecham na sujeira de seu chiqueiro e não querem ter acesso ao conhecimento, ao imaginário, a boa cabeça pensante, assim como eles...), pessoas que querem o melhor dos outros, e por isso doam o seu melhor, pessoas tão lindas com uma alma cintilante, que nem um vidro estilhaçado perfura, tampouco a lama consegue sujar. Cada um no seu cada um, cada qual no seu cada qual, fazendo o seu trabalho de formiguinhas para poder concluir um desejo da geral: Dar um benefício a porcos (perdoe o termo, mas, é disso pra baixo), que no ponto de vista deste crônista, nem sequer mereciam.
Tá, mas, e a insistência? E a minoria que quer que isto aconteça?
Eu, apesar de ter crises de "baratatontismo" por todo aquele dia, consegui fazer uma ou duas coisas, e fui cada vez mais pensando, e abrindo meus olhos: Estava ali por mim, fazendo um bem a minha alma, pagando uma dívida com minha mãe, dando a alguém a chance de ler e imaginar como um dia ela me deu este dom, e pensando em pessoas como minha Rainha Antônia, que ainda querem ler, ainda querem escrever, ainda se surpreendem quando escrevem e acertam o prumo da letra. Dado um ponto, após me roubar um beijo - e se arrobachar de lama comigo - Minha Agnish me tomou pela mão, abraçou e disse: Obrigado. Mas, obrigado por quê? Era um dívida minha, e uma vontade de ver alguém ser feliz com as letras, letras essas que eu até hoje domino medianamente. Disse-lhe, em segredo:
-Obrigado por quê? Eu só estou fazendo por alguém que eu não conheço, o que eu gostaria que pudessem fazer por mim. (Soou meio bruto, mas, explicada a situação, ela entendeu).
Depois, quando fomos embora, pegamos uma carona (caridade fazendo efeito), e esperando o ônibus no ponto, quando o pegamos, Agnish não tinha o dinheiro para condução, eu o tinha, mas, antes mesmo dela entregar ao motorista/condutor, ele disse: "Não precisa, fica aí e tu desce no terminal". (Caridade strikes again). Chegando em casa, um banho e uma massagem, e a sensação não de dever cumprido, mas, que a lama lavou minha alma. A semente do bem que minha mãe plantou, hoje desabrochou em peso.
Dado o momento, é domingo, próximo da 23ª hora, e penso que: Deus é de uma bondade infinita. Por isso, peço (como pedi tantas outras coisas antes) que você amigo/amiga, tente da caridade, e deixe ela fluir em ti, e que ela habite em seu ser, não pela recompensa, mas, pela harmonia que reina tanto em ti como no universo.
Try it.
Um comentário:
Sabe, Centeeiro, você deveria parar sempre de escrever. Para voltar cada vez melhor como agora. Parabéns mil!
E, de pequena nova? Por isso perdia tanto no truco (risos). Felicidades.
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