domingo, 19 de janeiro de 2014

Estrada Do Sol

Deita-me pelo campo verde e pastivo;
Após isso, deixa-me só em devaneios e delírios;
Que a música seja minha mãe e o sentimento meu pai;
Que lágrimas caiam do meu rosto, por qualquer razão.
Estou aqui, vinde até mim quando quiserdes,
mesmo sabendo, que no fundo nunca vens.
queria uma palavra, lhe dei, um abraço, lhe dei.
Queria um mundo, lhe instrui para o nosso em comum;
Mas, nada adianta.
Deitado no campo, olho para o horizonte,
e nada vejo além de estar só nos meus mais complexos pensares,
e cada vez que eu penso comigo mesmo sobre minha pessoa,
eu penso como sou indigno de viver essa vida boa.
Renego a casa, rosa, água, amigos e o jardim;
Pois nada me satisfaz, se eu estiver na solidão de Sionita.
Porque me achei acolhido nos braços d'alguém;
Que não tinha braços para mim, e nem para o meu agir,
então, seria meio óbvio que o final fosse longe do previsto, sabe?
não é culpa de ninguém, se for ver talvez seja a minha culpa,
minha tão grande culpa, somente minha culpa.
assim como Sansão, dado ao acaso nos braços de uma mulher,
recobro aos ensinamentos do meu velho:
-A única mulher na qual o homem pode se entregar é Mãe Maria.
E, agora isso me faz todo o santo sentido, meu pai, eu me lembro!
Não me deixa esquecer.
Vou andar sozinho, por esta grama até chegar numa estrada de terra,
e ali seguir a pé, ou na traseira de um caminhão para algum lugar.
Para a estrada do Sol, aonde tenha alguém para ouvir meu canto torto,
ou para as estrelas, para encontrar a constelação maior de Deus;
Porto de Paz, Mulher de Amor Infundado, Maravilhosa Maria.
Eu vou sair, para ir para um lugar longe do teu sorriso, e não leve a mal.
Só que, eu vou querer ser feliz, longe do amarelo ouro, e da cachoeira,
porque eu não consigo mais esperar notícia de um lugar sem carta,
então, eu apenas me prendo nos anseios de dia melhor, e avôo;
Para onde eu viva tão intensamente, que não tenha tempo de pensar,
nem em mim, você, e no que eu queria que fosse "nós".
O que mais mata, é que o Por Do Sol me lembra sua pele, seu calor, você.
O tempo vai dizer se estamos certos ou errado, mas,
deixa cada um seguir seus rumos, e veja no que há de dar no fim de tudo,
e quando a porta se fechar, ainda estaremos lá, um pelo outro?

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