sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Milady e o Cavaleiro.

Há tempos, houve um homem. Nem bom, nem mal, um homem havia, e um homem tinha. Um homem modesto, de gestos bons, e fala rude e faceira polida, como um aço forjado em brasa forte. Este cavaleiro andante, conheceu por suas idas e vindas ao centro da Terra, uma Princesa. A princesa, por sua vez, repudia os atos do nosso amigo cavaleiro.
Mas, o tempo é senhor da razão, e mestre da lealdade. Prezando por sua saúde (e métodos mais suaves para envelhecer melhor), o Cavaleiro arranjou o gancho para ficar melhor: Parou de encher o jarro de cerveja, e agora, reduz a carne (Aos poucos, aos poucos...), e aos poucos, se aproximou da princesa diferente, se perdeu em seus lábios, suas vezes, seu rosto, seus olhos, e, quando viu...Fodeu cara, a estava amando.
Ela o seduziu, o puxou para seu quarto, o atou, leu de seus escritos, usou de sua beleza, e o incluiu em sua história; Fez até cachorrada pior: Contou de seus segredos, abraçou-o forte, e mordeu-lhe os lábios, e pescoço. Ele a segurou, protegeu, livrou do frio, e lh'a serviu de armadura, colchete e alpendre, para lhe livrar do mal, e do vento forte. Os dois, estranhamente, se completavam, e contemplavam. Quis o destino, que os ventos o levassem um tiquinho para longe dela, que ele sentisse ciúmes dela, que ela achasse qu'ele não a quisesse mais, mas, se der tudo certo, amanhã começa tudo de novo, com um novo passo, e bem melhor, obrigado!
E, antes que me perguntem: Sim, há um mês eles se amam. E muio, e bem.

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