segunda-feira, 18 de abril de 2011

N'a Janela.

A Moça Mineira, tão maneira, não tem voz.
Talvez, suas opiniões foram tragadas por um homem mal que lhe roubou o coração. E este sim o fio causador de muita dor. Assim (eu acredito), todas as mineiras ficam que nem tolas, olhando nas janelas, tudo o que se passa, mesmo passando só o vento em tudo o que se consuma vivo, ou nas paredes tortas das casas coloniais e coliniais de Minas.
As pessoas, olham para a janela esperando alguma salvação, ou solução, sendo a Vó Mineira, incapaz de andar, ou a Garota de Guarulhos, com a gata com "cirrose", ou até mesmo eu, vendo da Lua um firmamento com estrelas, e um teto aonde se habita dentro da casa, o cão, gato e rato. Estando eu pronto a correr, sei que haverá alguém a correr por mim, e contra mim, pois assim é a vida.
Do alto do meu ser, sei bem que o vento trás a calma, assim como a onda que bate cada vez mais forte na rocha de onde um dia eu sentei, e n'Ela me esperei, a encontrar, a certeza entre tanta falta de razão. Se um dia, alguém cair, analise bem a situação:
-Será que ela não caiu porque quis?
-Será que devemos mexer com ela?
Ora, vos deixei estar meus seres, o mundo é palco para incitar e disparar pensamentos, então, se vos deixa pensar, logo acha a razão da vida: Instiga algo, e logo tem algo em mãos, e do que tiverdes, você verá bem que isso será sua motivação, até o fim da vida.

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