Olha-te para a nuvem cinza.
Sente ela sobre tua cabeça.
Não adianta correr.
Chove agora, e molha-te bem e gostoso;
O mundo para agora para te ver.
Esquece-te do medo vão de voar;
Aliberta-te, peso meu de dor e medo.
Por chuva cai, por esgoto esvai.
Peso este, mais leve que a terra;
Peso do mundo, mais do que o ar.
Sente, que nada é eterno, e se for...
...Será apenas o amor de nós dois.
Ouça a mensagem que tenho a dizer:
Preso entre a mensagem e o escuto;
Fico eu atado a você então.
Meu riso bobo e a vontade de te beijar se funde:
-Dando assim este versejo em vão.
E é em vão, porque sei, que está longe;
Tão longe dos olhos e tão perto do coração.
Veja que te amo, acima até de regras,
Mesmo sendo elas para serem expostas;
Amostro-te em meu coração, minha chaga;
E te faço pequena nos meu braços a te amar.
Seriamos, só nós dois na rosa da rede, bem de tarde;
Ouvindo inúmeras coisas, no meio do silêncio.
E enquanto o medo invadir o teu setor;
Eu ainda estarei aqui; Me esvanecendo cada vez mais;
Para demonstrar o quão te amo, e que se fores embora...
...Logo será o Cinza primordial, a saudade, pietá.
Demonstra-te, no lindo amor dos dias; Minha.
E entrega-te, ama-me, e aceita minhas feridas e cuida d'Elas.
Pois na Asa do Anjo, no Sopro de Deus, e na Capa da Virgem;
Nos fiz como rezas para sermos felizes; Sermos imortais.
E no versejo já cantado na trova do frevoador;
Me fiz como copo de água do filtro de barro:
-Sabe por quê ?
Pra lhe encher a boca e te satisfazer;
E te dar minha essência. O meu melhor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário