domingo, 19 de dezembro de 2010

Pelo Futuro.

Som, tu és o que me resta
Perante toda essa fumaça
Vamos ver a manhã de sangue
Quando acharem os diamentes
Olhando pelo parapeito
Eu vejo mísseis em teste
Eu encontro o meu anjo no céu

Céu, tão cinza, preto e branco
Me entope os pulmões de ódio
Vendo que não se há muito o que fazer
Por coisas que gosto tanto, sumirem
Enquanto os arranha-céus me engolem na
Capital, da minha vida moderna.

Vida, algo mais curioso que isso
Do que ter dinheiro e ser pobre
Que ter filhos, trabalhar e morrer
Cuidar do trabalho, carro e mulher,
Se a minha noite não for boa
É só ligar a TV, estou banal de novo
Está tudo como deveria estar: hipnotizante

Vamos, ver o sol nascer de novo na TV
Eu só quero acordar
Sem ouvir o som
De um motor industrial
Pedaço de carne humana,
Sangue todo derramado por ambição alguma
Olhos vêem e fazem o jogo;
Mas d'Ele não querem participar.

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