E hoje se faz uma semana antes do 1º dia de Dois Anos.
O Sol hoje se esconde entre as nuvens que ateimam a descer. O cinza toma conta das caras das pessoas no metrô, nos ônibus, e aonde mais que seja...Tudo fica lindo e monótono, fica estranhamente comum e poético, como essas linhas tortas.
Nos vagões, inúmeros olhos se cruzam. Olho, olhas, me medes e vai embora, olhos com sonos, olhos atentos ao roubo, olhos fechados para o caos da briga das duas mulheres no corredor, tudo está atípicamente e normalmente bem aos santos olhos de Deus. Olhos meus que fitam o baianinho encoxando a loira a frente d'Ele, e esta por sua vez o dando uma bela cotovelada para parar com a graça. O metrô, em suma, é um conglomerado de histórias, e vidas encontradas para irem ao trabalho juntos, porém separados.
Sim, juntos, porém separados, pois a mente humana não é coletiva. Tendo assim cada um de nós sua prória história, guardada em seus olhos, suas marcas e suas roupas, tão amassadas pelas outras, dando a nós o clássico "Complexo de Sardinha" dado a nós; Pobres.
Cada ilha de nós, juntas, daria um ótimo livro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário