Na matinê ! Do Cinema Olympia, Do Cinema Olymipa !
Era aonde se beijavam alguns casais, sem pudor algum.
Eu estava lá, eu presenciei o mundo lá.
Caí com o riso, levantei com os urros da platéia.
Estive com tudo e todos a todo momento. Estive com você.
Segurei sua mão quando estive com medo; E mais:
Quando achei que não ia conseguir, me espelhei em tua presença.
Então, logo eu me levantei, e segui adiante...
...Assim, eu sou o que eu sou hoje.
Fui eterno, secular e imortal ao falar de amor;
Mas, parasilei por um instante, ao pensar em você.
Eu tentei de dar o paraíso, mas, não deu.
Assim, fiz por onde dar o que nem posso, só para te alegrar
Fiz de choro alegria, e de tristeza motivação;
Passar a eternidade querendo ouvir o que não posso;
Por saber que o que eu tenho não é meu:
Já tem dono.
E a flor que emprumei em teu cabelo, da árvore da Cajuína
Tinha um cheiro tão gostoso, que ia até te abençoar.
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