Louvado seja Deus, aonde quer que Ele esteja, Seja, Faça e Obtenha.
Louvada seja a natureza que me circunda e me rodeia, pois dela tiro o sustento de minha carne para respirar, comer, ser, ter e obter.
Louvado seja tôdas as obras que hão de pesar neste mundo: O que é do Senhor, ao Senhor volta, ao Senhor pertence.
Louvados sejam, os pássaros nos Céus.
Louvados sejam, os peixinhos dos Mares.
Louvados sejam, os cãezinhos nas Terras.
Louvados sejam, os que louvam o louvar.
Louvados sejam, os que louvam o lavrar.
Louvados sejam, os namorados.
Louvados sejam, os beijos demorados.
Louvados sejam, os abraços.
Louvados sejam, os sorrisos.
Louvados sejam, os dizeres.
Louvados sejam, os escritos.
Louvados sejam, os que estudam.
Louvados sejam, os que padecem.
Louvados sejam, os que se encontram em Deus.
Louvados sejam, os que honram e louvam.
Louvados sejam, os que olham para seu passado.
Louvados sejam, os que planejam o futuro.
Louvada seja a mão de minha avó.
Louvado seja o joelho de minha mãe.
Louvada seja minha vida.
Louvados sejam os parentes.
Louvados sejam os amigos.
Louvados sejam os heróis.
Louvemos o Senhor Deus de Tudo e Tôdos.
Louvemos Mãe Maria, em sua Graça e Glória.
Louvemos tôdos os Anjos e Santos dos panteões.
Louvemos nosso passado, presente e futuro.
Louvado quem passou, quem está e quem ficará em nossos caminhos.
Louvado quem nos guarda, quem nos protege e nos segura.
Louvado quem mesmo nós nos afastando, nos recebe novamente sempre e sempre.
Louvado o Dulcíssimo, Pai de Bondade e Misericórdia
Louvado a Mãe Maria, que na barra de seu sari nos faz criança.
Louvado sejam tudo o quem provém só e somente de Deus e dos seus.
Louvado será o dia bôm e o dia ruim
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o beijo e o tapa
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o sorriso e o choro
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja o ganho e a perca
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Louvado seja a paz e a atribulação
(instrumento de Deus para nos manter firme em fé)
Senhor, tende misericórdia de nós, pobres pessôas do degredo.
Senhor, tende piedade de nós, pobres pessôas das estepes.
Senhor, tende amôr por nós, mesmo que sejamos incapazes e ingratos ao longo do caminho da santidade.
Louvado seja Deus Pai Senhor de minh'alma, carne, vestes e amôr.
A Êle toda a honra desde sempre até a eternidade.
Amén.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
terça-feira, 21 de novembro de 2017
domingo, 19 de novembro de 2017
The Musical Box.
Guarda-me nos teus braços, e quando minha carne cansar, seja você o travesseiro pelo qual tanto esperar. Seja você a turvação dos Céus que há muito admiro e me tira o fôlego, dá-me a chance de ser quem pode estar ao seu lado, e que nas minhas palavras eu mostre coisas pequenas, mas que na pequenez se mostrem como realmente são, como realmente devem ser, como realmente é entre nós dois.
Não tens medo, e nem exista, não cora teu rosto e nem desce tua vista. Ergue tua face, e cinge seus olhos como eu cinjo os meus para tua beleza; Guarda seu braço no meu, porque tens em mim o que tenho em você, e deixando fora de nós tudo o que hesita, temos ainda a coragem de sermos felizes, de sermos nossos, somos rei e rainha, profeta e sibila. Guarda minha fé dentro do seu ser, e deixa ela crescer, assim como guarda a tua em mim, para eu a multiplicar - justa menina, moça das estepes, a mais silenciosa das tempestades, se apaixona pelo Profeta das Estepes, e no vento frio o abraça, e no calor o beija, e na distância o fita, e na presença, emudece. Seus olhos, quem guarda sabe; Sua alma, quem aproxima sente, sua boca, me padece e me faz seu refém - botae música aos meus ouvidos e enche meus olhos de fíguras místicas, de matrizes de pedra e pó de ostra, segura minha mão ao adentrar os portais, e segue minha vontade até onde desaguar seu desejo. A última.
Considerando o dia de hoje, minhas mãos levantam-se e se rendem em alegria, mesmo não tendo sua alegria e seu amôr comigo, ainda sim, digno de glória o dia de hoje. Hoje, no turvar dos Céus, senti seu abraço a me segurar firme antes d'eu entrar no 133, da mesma forma que você vem segurando o meu braço, e quando gruda em mim após achar realmente que vou embora. Eu nunca iria te deixar sozinha, nem pela minha forma de vida, nem pelo gostar de você, e nem pela reminscência de caráter que jorram de minhas mãos. Eu lhe seguro, com a promessa de que não quero lhe soltar, e que apenas quero das tuas mãos, e só.
Finalizando o dia, minha fôme morde seu retrato, e o segredo começa a ser público, deixando os mais próximos atônitos, e os mais distantes, em quãs e quaos, e nós dois, sabendo (cada vez mais) de nós. E que se dá a Isabel da Hungria? Aos Provérbios 13? Ao Irmão Sol, Irmã Lua? A cerveja no bar gelada? Ao nosso estreitamento que começa a criar forma, a saudade que se acaba ao ver o sorriso, e a boca que pede a outra, aos discos que agora se tem companhia para ver, aos Céus que se turvam em homenagem Della? Deus é nosso juíz, Deus é quem nos sabe, é quem nos guarda. Deus é quem nos uniu.
Não tens medo, e nem exista, não cora teu rosto e nem desce tua vista. Ergue tua face, e cinge seus olhos como eu cinjo os meus para tua beleza; Guarda seu braço no meu, porque tens em mim o que tenho em você, e deixando fora de nós tudo o que hesita, temos ainda a coragem de sermos felizes, de sermos nossos, somos rei e rainha, profeta e sibila. Guarda minha fé dentro do seu ser, e deixa ela crescer, assim como guarda a tua em mim, para eu a multiplicar - justa menina, moça das estepes, a mais silenciosa das tempestades, se apaixona pelo Profeta das Estepes, e no vento frio o abraça, e no calor o beija, e na distância o fita, e na presença, emudece. Seus olhos, quem guarda sabe; Sua alma, quem aproxima sente, sua boca, me padece e me faz seu refém - botae música aos meus ouvidos e enche meus olhos de fíguras místicas, de matrizes de pedra e pó de ostra, segura minha mão ao adentrar os portais, e segue minha vontade até onde desaguar seu desejo. A última.
Considerando o dia de hoje, minhas mãos levantam-se e se rendem em alegria, mesmo não tendo sua alegria e seu amôr comigo, ainda sim, digno de glória o dia de hoje. Hoje, no turvar dos Céus, senti seu abraço a me segurar firme antes d'eu entrar no 133, da mesma forma que você vem segurando o meu braço, e quando gruda em mim após achar realmente que vou embora. Eu nunca iria te deixar sozinha, nem pela minha forma de vida, nem pelo gostar de você, e nem pela reminscência de caráter que jorram de minhas mãos. Eu lhe seguro, com a promessa de que não quero lhe soltar, e que apenas quero das tuas mãos, e só.
Finalizando o dia, minha fôme morde seu retrato, e o segredo começa a ser público, deixando os mais próximos atônitos, e os mais distantes, em quãs e quaos, e nós dois, sabendo (cada vez mais) de nós. E que se dá a Isabel da Hungria? Aos Provérbios 13? Ao Irmão Sol, Irmã Lua? A cerveja no bar gelada? Ao nosso estreitamento que começa a criar forma, a saudade que se acaba ao ver o sorriso, e a boca que pede a outra, aos discos que agora se tem companhia para ver, aos Céus que se turvam em homenagem Della? Deus é nosso juíz, Deus é quem nos sabe, é quem nos guarda. Deus é quem nos uniu.
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Mal Secreto.
Alguns, dizem que meus versos são simples mas carregados de uma verve única, que eu sinto a grama crescer, e nos ventos ouço a música. Alguns, em sua ótima percepção, dizem que me proponho nos meus escritos, a dizer tudo aquilo do que estão cheias as cabeças, os peitos e o que emana de minh'alma; Coisas que nunca poderia dizer para a ávida multidão - tão minhas, individuais, mas, ao mesmo tempo tão de comum senso e que comungam dentro das almas e das cucas de tôdos nós.
Mas, para atingir este nível de "escriba", deitei e dobrei-me muitas vezes, e por tantas outras me joguei no mais profundo dos vales e lancei-me muitas vezes nos ventos, e por meses vi a turvação nos Céus, por anos estive sozinho, e paguei um grã preço por ser eu mesmo. Houveram horas, que a própria hora da solidão se valeu de mim, e eu me vali dela, para não ser mais, e com isso aprendi o segredo: Ser um grão, para ser grã - por isso me valho e sou meu, e me entendo: Sou o Pierrot, o bêbado, o anti-herói, e o mais pequeno dos mais pequenos, o do degredo, e assumido Profeta das Estepes. Me encontro e me aceito na minoridade, e na minha pequenez, prostrado diante do altar, Deus, o Tôdo-Tudo, me deu sua Carneiro para eu cuidar.
...Mãos pequenas, sujas, machucadas, cheias de escara e sujeira, encostando nas macias lãs, macias peles, olhos acastanhados e puros - carne imaculada, sangue não se vê, maldade não se cinge, olhos que não se levantam para se cerrar ou fitar o Céu, olhos que se voltam para o altar, olhos que ousaram me dar a bandeira de ser olhado. Por quê? Tem o nôme da Mãe, da Primeira. Tem a infinidade do mar embutida no nome, nos olhos, nas frases dilatadas em tempos da boca pequena, da timidez, do ousar dizer, e na sua própria pequenez, ser tão grã enquão grão. Pequena minha, quando os Céus se turvam em graça e glória, o vento te entrega tôdos os abraços que eu lhe mandei levar? Será que o Sol mandou aquele afago nas suas madeixas do jeito que eu lhe ensinei para lhe agradar? Será que os prédios do Velho Centro lhe serão gentis e lhe guiarão os caminhos iguais os pedi para lhe guardarem?
Se sim, vem. Encosta-se em mim, como estou a me enconstar em você, estreita em mim o que ponho em nível de prumo em você, e amarremos nosso arado numa estrêla, para que apenas seja pela vontade do Firmamento. Minha boca tem vontade da sua, e vontade de mandar tôdo bem olhar pra própria grandiosidade, e nos deixar sermos o que bem somos, na nossa pequenez. Deixar tudo para depois enquanto somos eternos no agora. Deixa eu estar aonde nunca se esteve, e não me olhe por dentro, assim como não vou (mais) te subestimar, e deixa, pouco a pouco, ir pondo a verdade em fontes claras de Luz. Olha nos meus olhos, e vê o mar e a areia, vê acontecer tudo e ao mesmo tempo, nada. E na eterna mística do universo, lá no 133, o baixista secular irá esperar a desenhista diocesana para se completar - e se inteirar. E manda dizer: Êste é o texto Della. O texto, e o escriba.
Mas, para atingir este nível de "escriba", deitei e dobrei-me muitas vezes, e por tantas outras me joguei no mais profundo dos vales e lancei-me muitas vezes nos ventos, e por meses vi a turvação nos Céus, por anos estive sozinho, e paguei um grã preço por ser eu mesmo. Houveram horas, que a própria hora da solidão se valeu de mim, e eu me vali dela, para não ser mais, e com isso aprendi o segredo: Ser um grão, para ser grã - por isso me valho e sou meu, e me entendo: Sou o Pierrot, o bêbado, o anti-herói, e o mais pequeno dos mais pequenos, o do degredo, e assumido Profeta das Estepes. Me encontro e me aceito na minoridade, e na minha pequenez, prostrado diante do altar, Deus, o Tôdo-Tudo, me deu sua Carneiro para eu cuidar.
...Mãos pequenas, sujas, machucadas, cheias de escara e sujeira, encostando nas macias lãs, macias peles, olhos acastanhados e puros - carne imaculada, sangue não se vê, maldade não se cinge, olhos que não se levantam para se cerrar ou fitar o Céu, olhos que se voltam para o altar, olhos que ousaram me dar a bandeira de ser olhado. Por quê? Tem o nôme da Mãe, da Primeira. Tem a infinidade do mar embutida no nome, nos olhos, nas frases dilatadas em tempos da boca pequena, da timidez, do ousar dizer, e na sua própria pequenez, ser tão grã enquão grão. Pequena minha, quando os Céus se turvam em graça e glória, o vento te entrega tôdos os abraços que eu lhe mandei levar? Será que o Sol mandou aquele afago nas suas madeixas do jeito que eu lhe ensinei para lhe agradar? Será que os prédios do Velho Centro lhe serão gentis e lhe guiarão os caminhos iguais os pedi para lhe guardarem?
Se sim, vem. Encosta-se em mim, como estou a me enconstar em você, estreita em mim o que ponho em nível de prumo em você, e amarremos nosso arado numa estrêla, para que apenas seja pela vontade do Firmamento. Minha boca tem vontade da sua, e vontade de mandar tôdo bem olhar pra própria grandiosidade, e nos deixar sermos o que bem somos, na nossa pequenez. Deixar tudo para depois enquanto somos eternos no agora. Deixa eu estar aonde nunca se esteve, e não me olhe por dentro, assim como não vou (mais) te subestimar, e deixa, pouco a pouco, ir pondo a verdade em fontes claras de Luz. Olha nos meus olhos, e vê o mar e a areia, vê acontecer tudo e ao mesmo tempo, nada. E na eterna mística do universo, lá no 133, o baixista secular irá esperar a desenhista diocesana para se completar - e se inteirar. E manda dizer: Êste é o texto Della. O texto, e o escriba.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Simply Shady.
Não deixa ninguém saber daquilo que ficou dito entre nossas palavras. E nem diga nada além do silêncio, os atos irão comprovar, o tempo dirá, e se for fácil, será de riso, espontâneo, como seu sorriso e minha austeridade. O frio queima as juntas de dedos mais sensíveis.
Na espera, achei tanta coisa que nunca pude evidenciar o que realmente pus na libra para acreditar, apenas segui, e ergui no patamar geral da coisa toda alguma projeção que me guiasse aos turnos antes de te conhecer. Não que houvesse mudado alguma coisa, mas, não deixou nada no lugar, e no pouco, pesa-se o intenso, e no sorriso, o arrebatamento, e na fala, o lancinar, e o beijo, o querer. A cerveja me pareceu tão deliciosa esses dias, que mentalmente algumas dediquei a você. O vento parecia os ventos da minha infância, que corriam e carinhavam meu cabelo na Marina do porto, velho daquele mar parado, natimorto, criando o cinza que tanto amo, criando a forma de texto que transcrevo tão desconexamente mas sei que irás entender de forma precisa.
Marinando a panela com a manteiga, antes de fritar os bifes, lembrei que você não comia carne. Trágico. Cômico. Saudável. Único. Você.
Vae, e vê, fica e sente. Olha os sorrisos ao redor e vê que nenhum é mais lindo que o teu, é riso de quem aprendeu a sorrir, e a quem achou a pérola perdida dentro de si, e hoje a segura como se fôsse de alma, de verdade, de tôdo e sumo. E nos espelhos, metralhados por luzes, pincéis e mattes, esconde-se você, que do alto da mais linda vista que pôdes me proporcionar, guarda uma menina tão linda dentro de uma mulher, uma pessôa que em alguns pontos é tão igual a mim, que nem parece senso dizer, parece cantada, parece até bobeira, coisa de quem quer propôr ou até mesmo juntar pontos para provar teorias, e a única teoria que provo agora, é que Deus é misericordioso - tão misericordioso que me deixou conhecer você e segurar da tua mão.
Lá, no 133, a gente fica marujando depois duns vinhos, e de lá não dá pra ver a São João, e tudo fica meio estranho e alegre, e eu fiquei pensando se fiz algo de errado, e de repente eu fiquei meio bad mas ficou tudo bem, e eu achei que nunca mais ia ter com você de novo, e eu achei que tinha cagado tudo, e você me chegou e me mandou um, e eu uau, e eu fiquei, e você disse coisas tão, e eu ainda estou assim, fazendo nascer esse texto teu.
De mim, cabem poucas coisas, e nas poucas coisas, te poderias saber mais de mim, mas, já lhe cabe o essencial, e o resto é complemento. O complemento que cabe nas nossas qualidades que brindamos, no abraço, no perfume que circunda seu pescoço, e na cor do seu cabelo que nunca ousarei dizer pois tenho uma reputação a manter (mesmo você sabendo que foi a quebra do paradigma secular).
The first thing that i do
Is throw my arms around you
And never let go
And never let go...
Na espera, achei tanta coisa que nunca pude evidenciar o que realmente pus na libra para acreditar, apenas segui, e ergui no patamar geral da coisa toda alguma projeção que me guiasse aos turnos antes de te conhecer. Não que houvesse mudado alguma coisa, mas, não deixou nada no lugar, e no pouco, pesa-se o intenso, e no sorriso, o arrebatamento, e na fala, o lancinar, e o beijo, o querer. A cerveja me pareceu tão deliciosa esses dias, que mentalmente algumas dediquei a você. O vento parecia os ventos da minha infância, que corriam e carinhavam meu cabelo na Marina do porto, velho daquele mar parado, natimorto, criando o cinza que tanto amo, criando a forma de texto que transcrevo tão desconexamente mas sei que irás entender de forma precisa.
Marinando a panela com a manteiga, antes de fritar os bifes, lembrei que você não comia carne. Trágico. Cômico. Saudável. Único. Você.
Vae, e vê, fica e sente. Olha os sorrisos ao redor e vê que nenhum é mais lindo que o teu, é riso de quem aprendeu a sorrir, e a quem achou a pérola perdida dentro de si, e hoje a segura como se fôsse de alma, de verdade, de tôdo e sumo. E nos espelhos, metralhados por luzes, pincéis e mattes, esconde-se você, que do alto da mais linda vista que pôdes me proporcionar, guarda uma menina tão linda dentro de uma mulher, uma pessôa que em alguns pontos é tão igual a mim, que nem parece senso dizer, parece cantada, parece até bobeira, coisa de quem quer propôr ou até mesmo juntar pontos para provar teorias, e a única teoria que provo agora, é que Deus é misericordioso - tão misericordioso que me deixou conhecer você e segurar da tua mão.
Lá, no 133, a gente fica marujando depois duns vinhos, e de lá não dá pra ver a São João, e tudo fica meio estranho e alegre, e eu fiquei pensando se fiz algo de errado, e de repente eu fiquei meio bad mas ficou tudo bem, e eu achei que nunca mais ia ter com você de novo, e eu achei que tinha cagado tudo, e você me chegou e me mandou um, e eu uau, e eu fiquei, e você disse coisas tão, e eu ainda estou assim, fazendo nascer esse texto teu.
De mim, cabem poucas coisas, e nas poucas coisas, te poderias saber mais de mim, mas, já lhe cabe o essencial, e o resto é complemento. O complemento que cabe nas nossas qualidades que brindamos, no abraço, no perfume que circunda seu pescoço, e na cor do seu cabelo que nunca ousarei dizer pois tenho uma reputação a manter (mesmo você sabendo que foi a quebra do paradigma secular).
The first thing that i do
Is throw my arms around you
And never let go
And never let go...
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Olha Maria.
Segue-me até as paragens, até onde os feixes nos rodeiam até a cintura, e, não tens medo - cousa que me faz ser mais valente ainda ao teu lado. Não há serpente alguma em nosso caminho, amada, pelo simples fato de você estar comigo. Quem nos guarda é Deus. Segue meu rastro entre o centeio pisado, e há de me ver ali onde sempre gostei de estar (e sabes tão bem), e aonde minha mão se abrir, poderá ter da tua para segurá-la. Rende seus braços para segurar meu corpo cansado, e enquão você for meu arrimo, deixae eu desabar ao menos (mais) uma vez, para renascer dentro de mim a esperança, a fôrça, e o amôr; Vós que me auxilias sendo a candeia pros meus caminhos e mãe que me defende do feo, é quem carinha minha cabeça e me olha. Mostra-me o vento batendo nas folhas e nos juncos como sempre me mostrastes, para me desaguar um riso, o grato riso que tanto penei pra obter. Meu riso, é obra tua, Mulher.
Toma a minha mão, como tantas outras vezes, e leva-me aonde nunca fui, apresenta-me das pessôas e dize-me quem são, e quais me cabem, e quais são minhas gentes, dá-me a Cecília como consorte e consolo, que afaga meu peito sussurra coisas tão lindas e tão nossas em meu ouvido, dize-me, Mulher, se é da alegria minha ser teu, ou é mais do que a vida além da vida saber que estás comigo até o fim do fim. Olhando para mim, saiba que não olho nos teus olhos por não ser digno, mas, cinjo minha fronte a respeito a Ti, Tua história, Teu amôr eterno e carinho para comigo; Minha Mulher, lâmpada de meus pés e sorriso de sábado que brota em meu rosto, eu lhe amo, eu vos amo.
Guarda-me na barra do teu sari, e defende-me da injustiça, mostra-me onde devo estar, e lá estarei sendo por mim e você, e se preciso, dou da minha vida por seu nome, pelo seu legado. Eu vos ofereço minha vida pelo seu legado e panteão, Mulher. Minha boca tem sede do seu nome, e o cheiro do seu cabelo domina minhas ventas, e suas mãos são mais quentes que a lã. Seu nome é mais gostoso do que tôdo tipo de vinho, ou cerveja que possa se existir nesta terra, e sua beleza é algo que tanjo a palavra, pois dizer por si só é loucura demasiada, e sua voz, é a afirmação da unicidade, de que tudo estará aqui, e vai dar mais certo ainda.
Diz-me, mais uma vez, apertando-me no teu abraço, preso em um laço, que tudo vai ficar bem, e todas as coisas irão se acertar, e que essa alegria que há tanto experimento em doses homeopáticas, irá se findar e me inundar; Você bem sabe dos meus pés cansados e das minhas costas pesadas e dores sôfregas, feridas lancinantes em que ninguém põe a mão, e que ninguém sente além de mim. Diz-me quando tudo isso acaba e tudo isso vem.
Toma a minha mão, como tantas outras vezes, e leva-me aonde nunca fui, apresenta-me das pessôas e dize-me quem são, e quais me cabem, e quais são minhas gentes, dá-me a Cecília como consorte e consolo, que afaga meu peito sussurra coisas tão lindas e tão nossas em meu ouvido, dize-me, Mulher, se é da alegria minha ser teu, ou é mais do que a vida além da vida saber que estás comigo até o fim do fim. Olhando para mim, saiba que não olho nos teus olhos por não ser digno, mas, cinjo minha fronte a respeito a Ti, Tua história, Teu amôr eterno e carinho para comigo; Minha Mulher, lâmpada de meus pés e sorriso de sábado que brota em meu rosto, eu lhe amo, eu vos amo.
Guarda-me na barra do teu sari, e defende-me da injustiça, mostra-me onde devo estar, e lá estarei sendo por mim e você, e se preciso, dou da minha vida por seu nome, pelo seu legado. Eu vos ofereço minha vida pelo seu legado e panteão, Mulher. Minha boca tem sede do seu nome, e o cheiro do seu cabelo domina minhas ventas, e suas mãos são mais quentes que a lã. Seu nome é mais gostoso do que tôdo tipo de vinho, ou cerveja que possa se existir nesta terra, e sua beleza é algo que tanjo a palavra, pois dizer por si só é loucura demasiada, e sua voz, é a afirmação da unicidade, de que tudo estará aqui, e vai dar mais certo ainda.
Diz-me, mais uma vez, apertando-me no teu abraço, preso em um laço, que tudo vai ficar bem, e todas as coisas irão se acertar, e que essa alegria que há tanto experimento em doses homeopáticas, irá se findar e me inundar; Você bem sabe dos meus pés cansados e das minhas costas pesadas e dores sôfregas, feridas lancinantes em que ninguém põe a mão, e que ninguém sente além de mim. Diz-me quando tudo isso acaba e tudo isso vem.
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
A Hora Do Trem Passar.
E quando nossos olhos são nossos maiores inimigos?
Quando nossas vontades, tão únicas e amplas - pedaços de sonhos mastigados e cuspidos pela realidade, que ainda recolhemos e atrelamos a nossa forma de vida - atingem um patamar de acensão, devemos erguer nossos arietes e batalhar pelo nosso querer. Qual de nós, não adoraria ver uma concretização, e ter na boca um gosto de satisfação, de que se venceu em absoluto (ou em momento) contra esta terra cã?
Devemos, sonhar de acordo com nosso braço, cansaço, fôrça, fé e vontade de alma. É totalmente vão ou inacessível sonharmos em um carro se não soubermos dirigir, ou totalmente estúpido viver uma vida de santidade se não buscarmos a santidade, ou tampouco sonhar numa felicidade, se não a buscarmos. Deus é que nos impulsiona, nos põe além, e nos força a entender a vida de um modo simplório e viver em ecclesia. Enquanto a fraternidade sem interesse, jôgo-de-poder ou maldade não existir, ainda sim existirão críticas direcionadas ao Divino por não atender este ou aquele pedido. As pessôas não sabem se contentar com o que tem, ou entender a necessidade do tempo e dos tempos de cada situação. E assim nos separamos, eu e você.
E este parágrafo é dedicado a Velha Senhora, Rainha que não tem trono, reza nove terços por dia, criou seus sete filhos lavando e bateando roupa na beira do São Francisco, e não se abriu para qualquer homem para buscar interesse, venceu, e até hoje carrega a aliança do Chico no dedo, e até hoje diz pra rezar o Ofício da Imaculada, que vem lá de Deocleciano, e hoje vê os netos virando chefes de família, e os bisnetos correndo ao seu redor; Minha dôce avó, minha eterna reverência a você e meu amôr, que por muitas vezes a senhora foi minha candeia na terra, a benção. Se Cecília é minha advogada, a senhora com tôda a certeza seria minha prima testemunha, que o Místico Guerreiro da Capadócia esteja com a senhora, Dôce Bruta Antônia. Marrom Glacé pra gente que é pra alegria ser a de sempre na casa da Rua J, na Waldemar, em tudo, em tudo, em tudo.
Observa a raíz, para a fruta não cair longe, mas, gerar boas sementes para novas raízes fortes, mais estruturadas que as nossas. Olhemos para nossos avós, pais, e vejamos os valores, conceitos, e formas que os trouxeram, e consequentemente nos trouxeram até aqui, pela lei, pela religião, pela ordem, contestação, humildade, rebelião, ou até mesmo silêncio. De tôda qualidade de nossa nascente desmembra uma virtude para nós, e deste desmembramento dá-se um nôvo desmembramento para nossa semente. A fé de minha avó deu a perseverança de minha mãe e me deu a fôrça, que se desdobrará em algo para meus filhos.
E tudo isso, nos ensina de modo claro, calmo e ameno a vermos nossos sonhos, sua necessidade de existir, e o quão isso nos impulsionaria ou nos afetaria, havendo-se este pensar, logo entenderíamos mais dos planos de Deus, da vida em ecclesia e da união, enquanto irmãos; E nos impulsionaria a sermos pessôas melhores.
Quando nossas vontades, tão únicas e amplas - pedaços de sonhos mastigados e cuspidos pela realidade, que ainda recolhemos e atrelamos a nossa forma de vida - atingem um patamar de acensão, devemos erguer nossos arietes e batalhar pelo nosso querer. Qual de nós, não adoraria ver uma concretização, e ter na boca um gosto de satisfação, de que se venceu em absoluto (ou em momento) contra esta terra cã?
Devemos, sonhar de acordo com nosso braço, cansaço, fôrça, fé e vontade de alma. É totalmente vão ou inacessível sonharmos em um carro se não soubermos dirigir, ou totalmente estúpido viver uma vida de santidade se não buscarmos a santidade, ou tampouco sonhar numa felicidade, se não a buscarmos. Deus é que nos impulsiona, nos põe além, e nos força a entender a vida de um modo simplório e viver em ecclesia. Enquanto a fraternidade sem interesse, jôgo-de-poder ou maldade não existir, ainda sim existirão críticas direcionadas ao Divino por não atender este ou aquele pedido. As pessôas não sabem se contentar com o que tem, ou entender a necessidade do tempo e dos tempos de cada situação. E assim nos separamos, eu e você.
E este parágrafo é dedicado a Velha Senhora, Rainha que não tem trono, reza nove terços por dia, criou seus sete filhos lavando e bateando roupa na beira do São Francisco, e não se abriu para qualquer homem para buscar interesse, venceu, e até hoje carrega a aliança do Chico no dedo, e até hoje diz pra rezar o Ofício da Imaculada, que vem lá de Deocleciano, e hoje vê os netos virando chefes de família, e os bisnetos correndo ao seu redor; Minha dôce avó, minha eterna reverência a você e meu amôr, que por muitas vezes a senhora foi minha candeia na terra, a benção. Se Cecília é minha advogada, a senhora com tôda a certeza seria minha prima testemunha, que o Místico Guerreiro da Capadócia esteja com a senhora, Dôce Bruta Antônia. Marrom Glacé pra gente que é pra alegria ser a de sempre na casa da Rua J, na Waldemar, em tudo, em tudo, em tudo.
Observa a raíz, para a fruta não cair longe, mas, gerar boas sementes para novas raízes fortes, mais estruturadas que as nossas. Olhemos para nossos avós, pais, e vejamos os valores, conceitos, e formas que os trouxeram, e consequentemente nos trouxeram até aqui, pela lei, pela religião, pela ordem, contestação, humildade, rebelião, ou até mesmo silêncio. De tôda qualidade de nossa nascente desmembra uma virtude para nós, e deste desmembramento dá-se um nôvo desmembramento para nossa semente. A fé de minha avó deu a perseverança de minha mãe e me deu a fôrça, que se desdobrará em algo para meus filhos.
E tudo isso, nos ensina de modo claro, calmo e ameno a vermos nossos sonhos, sua necessidade de existir, e o quão isso nos impulsionaria ou nos afetaria, havendo-se este pensar, logo entenderíamos mais dos planos de Deus, da vida em ecclesia e da união, enquanto irmãos; E nos impulsionaria a sermos pessôas melhores.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Be Yourself.
Não há santidade eterna, mas, existem caminhos que nos limpam da sujeira que a vida nos joga. Somos espezinhados, humilhados, e jogados no acostamento, justamente para crescermos forte como o junco, e brotarmos de forma ímpar. Somos brotos de uma raíz forte, que precisa ter firmamento e sustância para nosso crescimento e desenvolvimento. E apesar de tôdo o pecado que nos afasta da santidade que tanto buscamos, ainda sim somos reis, e ainda sim somos profetas. Guardemos a língua contra a maldade feia, e sejamos mansos e humildes de coração - tenhamos, de forma ampla, aberta e irrestrita, o Santo Cordeiro posto no madeiro - para nossa melhora enquanto pessôas e enquanto almas de um reino invisível, em que um Rei é Real e visível, e ao nosso alcance está, e ao nosso alcance fica; Um Rei que habita e coexiste dentro de nós, ao nosso redor, em tôdas as coisas possíveis e imagináveis.
Tenha a fôrça nos seus ombros, ânimo, e segue; Nas voltas que a vida dá, a gente (o pôvo que padece e perece) irá ser feliz por demais da conta. A benção, Dona Antônia!
Doce menina, meu coração pula ao ver você feliz, e minhas mãos se erguem em forma de oração quando meu amigo consegue o que mais quer, e ao entrar e sair do trabalho, por mais bom ou não que o dia tenha sido, levanto as mãos pelo Bôm Deus que me deu mais do que eu precisava: Me deu o que eu queria. A gratidão é uma das chaves de acesso para aprender a têr a humildade em si, e para compreender o universo, para têr e não caber em si de tanta alegria que bate no peito - por ora, me sinto como São Thomás de Aquino, com um Sol me rasgando o peito, de tão abençoado, e como São Jorge, eternamente combatendo o dragão feo da maldade; Há dias que passam como manhãs e há dias em que as noites penam em dar as vésperas. Doce menina, comemora a vida de teu filho no colo, e olha pro universo, assim como se comemora a cerveja na mesa, o teto sobre a cabeça no dia da tempestade, do barco que pôde ser virado, do ouvir que gera o sôm indefectível das músicas, da Cecília bem mais que amada... O tino ainda me arrebata, e ainda sim sou aquela criança que me sinto afã quando aprendo algo sozinho, me sinto sozinho mesmo estando bem acompanhado.
Enquão profeta das estepes, deixo como legado estas séries de textos que tanto dizem e tanto ressonam vazios num obscuro canto do universo, deixo a vontade de mudar o mundo com a linha que abrange apenas uma pouca parte de meus amigos, e aquela vontade de abraçar tôdos que seguram a raiva do chefe, que seguram a barra de cuidar sozinho de casa, dos que engolem o orgulho, dos diferentes, dos massacrados, humilhados, rejeitados, passados para trás: A cada um de vocês, meu beijo e meu cingir: O Reino é tôdo de vocês, e queira Deus que se eu fôr para lá, seja eu um servo ativo no evangelho, e na atuação de vocês.
Quero ser o alferes do Alferes do Alferes da causa celeste, propagando por onde eu fôr, estiver e passar, aquilo que tanto inquieta a minha língua, palpita meu coração, domina minha mente e me faz suspirar de amôr. Por Cristo, com Cristo e Em Cristo. Se estiver difícil teu fardo, se a dôr querer dominar, vem comigo - toma uma cadeira, senta, eu estou aqui irmã(o), como sempre estive e estarei; Mas toma a régula: Sou amigo, não amôr, e tenho carinho, não outra intenção, e te ouvirei, serei compreensivo, e se fôr de vontade geral, juntos acharemos uma saída. A falta da união, compreensão e fraternidade tem nos feito máquinas carnais insensíveis, e por isso falhamos enquanto eiamos neste vale de lágrimas, nos degladiando por causa alguma - apenas pelo prazer do dinário e pela vaidade e culto as carnes; Lhe peço: Olhe além, irrompa, cresça. Floresça! E enquanto unidos estivermos, ninguém nos vence em vibração (Salve Bahea), e unidos somos um tôdo, seremos o príncipio do bom reino na terra, e assim, será dado a comunhão: Na terra como nos Céus, no sertão como no Mar. E tôdo o resto, será apenas lembrança, e tôdo o resto será só o vento lá fora, e o que nos cabe, é a nossa fôrça em sobreviver aos dias, que se baseia na alegria do Senhor, Nosso Deus.
Tenha a fôrça nos seus ombros, ânimo, e segue; Nas voltas que a vida dá, a gente (o pôvo que padece e perece) irá ser feliz por demais da conta. A benção, Dona Antônia!
Doce menina, meu coração pula ao ver você feliz, e minhas mãos se erguem em forma de oração quando meu amigo consegue o que mais quer, e ao entrar e sair do trabalho, por mais bom ou não que o dia tenha sido, levanto as mãos pelo Bôm Deus que me deu mais do que eu precisava: Me deu o que eu queria. A gratidão é uma das chaves de acesso para aprender a têr a humildade em si, e para compreender o universo, para têr e não caber em si de tanta alegria que bate no peito - por ora, me sinto como São Thomás de Aquino, com um Sol me rasgando o peito, de tão abençoado, e como São Jorge, eternamente combatendo o dragão feo da maldade; Há dias que passam como manhãs e há dias em que as noites penam em dar as vésperas. Doce menina, comemora a vida de teu filho no colo, e olha pro universo, assim como se comemora a cerveja na mesa, o teto sobre a cabeça no dia da tempestade, do barco que pôde ser virado, do ouvir que gera o sôm indefectível das músicas, da Cecília bem mais que amada... O tino ainda me arrebata, e ainda sim sou aquela criança que me sinto afã quando aprendo algo sozinho, me sinto sozinho mesmo estando bem acompanhado.
Enquão profeta das estepes, deixo como legado estas séries de textos que tanto dizem e tanto ressonam vazios num obscuro canto do universo, deixo a vontade de mudar o mundo com a linha que abrange apenas uma pouca parte de meus amigos, e aquela vontade de abraçar tôdos que seguram a raiva do chefe, que seguram a barra de cuidar sozinho de casa, dos que engolem o orgulho, dos diferentes, dos massacrados, humilhados, rejeitados, passados para trás: A cada um de vocês, meu beijo e meu cingir: O Reino é tôdo de vocês, e queira Deus que se eu fôr para lá, seja eu um servo ativo no evangelho, e na atuação de vocês.
Quero ser o alferes do Alferes do Alferes da causa celeste, propagando por onde eu fôr, estiver e passar, aquilo que tanto inquieta a minha língua, palpita meu coração, domina minha mente e me faz suspirar de amôr. Por Cristo, com Cristo e Em Cristo. Se estiver difícil teu fardo, se a dôr querer dominar, vem comigo - toma uma cadeira, senta, eu estou aqui irmã(o), como sempre estive e estarei; Mas toma a régula: Sou amigo, não amôr, e tenho carinho, não outra intenção, e te ouvirei, serei compreensivo, e se fôr de vontade geral, juntos acharemos uma saída. A falta da união, compreensão e fraternidade tem nos feito máquinas carnais insensíveis, e por isso falhamos enquanto eiamos neste vale de lágrimas, nos degladiando por causa alguma - apenas pelo prazer do dinário e pela vaidade e culto as carnes; Lhe peço: Olhe além, irrompa, cresça. Floresça! E enquanto unidos estivermos, ninguém nos vence em vibração (Salve Bahea), e unidos somos um tôdo, seremos o príncipio do bom reino na terra, e assim, será dado a comunhão: Na terra como nos Céus, no sertão como no Mar. E tôdo o resto, será apenas lembrança, e tôdo o resto será só o vento lá fora, e o que nos cabe, é a nossa fôrça em sobreviver aos dias, que se baseia na alegria do Senhor, Nosso Deus.
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Tender.
Ih, caraio, parece que vai chover hoje.
Tomara que sim, tomara que não.
Se chover hoje, vou me rumar pra casa, ouvir uns sons com o cão e curtir a noite que vai se acabar com as respostas das pessôas pro outro dia de manhã - tenho andado muito cansado, tenho sentido e vivido a flôr da pele, na pele. Se não chover, vou cair na rua e ver os amigos, tomar aquela geladíssima, e louvar os meus dias que me restam embaixo dos firmamentos: Em qualquer caminho vou ser feliz, em qualquer lugar estarei feliz. Ah, e antes que eu me esqueça: Tenho andado muito por aí, ouvido muita coisa, sentido, aprendido e deixando algumas coisas simplesmente serem, não por maldade, não por ocaso, mas, pelo simples fato de ser afã a situação/pessôa que está comigo, tenho conhecido muitos caminhos, e por vezes foi luz que trouxe pessôas para o Clareio, e por outras me deixei ser conduzido por Luzes maiores que a minha, que me ensinam em lidas diárias. Ando constantemente sentindo tôdos os sentidos do mundo, provando do seu amôr e ingratidão, sua necessidade e desprezo, e da forma de vida das pessôas para com as outras.
Levo na bolsa umas idéias meio loucas, e água para os dias difíceis, no bolso direito da calça esmaecida, um masbaha que faz eu rezar ainda que pouco, e no coração, uma amargura que finalmente anda sumindo, e na cabeça, pensamentos que andam se silenciando pro mundo, mas, cada vez mais evidentes e grandes para mim, e eis que me deparo: Sou meu maior desafio, quando me pego pensando na escrita do muro, no Damião, nas Chagas, na Zécão, na môça de franja, avenca no braço e cheiro de jasmin, nos discos, na minha família, na incrível e lancinante dôr que tenho no ombro, e tôdo o resto que me consome. Country roads, take me where this is where i belong. Somewhere i belong.
Quando olho pra trás, só consigo me assustar por têr sobrevivido, e agradecer por estar vivo, inteiro, íntegro e bem. As vezes me bate uma saudade de pessôas, lugares, cheiros, gôstos e sons; E em tudo isso ficou uma marca de aprendizado, uma forma correta ou incoerente de como se manter, ou de como dobrar o som do violão, de como escrever exímiamente, dos tempos de exílio para pôr a cabeça no lugar, das cervejas com os amigos, da descoberta e re-descoberta que sempre me envolve na Teocêntrica diária, e apesar de não ter mudado nem um pouco desde lá até aqui, eu mudei tanto...
Roubo da tarde, o Céu para enfeitar as côres da sua pele, e roubo do vento, um carinho que mando entregar para aninhar nos seus ombros, busto e ventre, e te mandar um telêgrama de vêm-me-ver; Tomo emprestado das árvores, planas superfícies no alto para te proteger do Sol, e nos sorrisos das crianças que você ver na rua, estarei lá eu também, sorrindo pra você.
E de mim, cabe apenas acreditar e bendizer das coisas que acontecem em meu peito, e que tanto exortar neste velho blog. Só cabe agora, acontecer.
Tomara que sim, tomara que não.
Se chover hoje, vou me rumar pra casa, ouvir uns sons com o cão e curtir a noite que vai se acabar com as respostas das pessôas pro outro dia de manhã - tenho andado muito cansado, tenho sentido e vivido a flôr da pele, na pele. Se não chover, vou cair na rua e ver os amigos, tomar aquela geladíssima, e louvar os meus dias que me restam embaixo dos firmamentos: Em qualquer caminho vou ser feliz, em qualquer lugar estarei feliz. Ah, e antes que eu me esqueça: Tenho andado muito por aí, ouvido muita coisa, sentido, aprendido e deixando algumas coisas simplesmente serem, não por maldade, não por ocaso, mas, pelo simples fato de ser afã a situação/pessôa que está comigo, tenho conhecido muitos caminhos, e por vezes foi luz que trouxe pessôas para o Clareio, e por outras me deixei ser conduzido por Luzes maiores que a minha, que me ensinam em lidas diárias. Ando constantemente sentindo tôdos os sentidos do mundo, provando do seu amôr e ingratidão, sua necessidade e desprezo, e da forma de vida das pessôas para com as outras.
Levo na bolsa umas idéias meio loucas, e água para os dias difíceis, no bolso direito da calça esmaecida, um masbaha que faz eu rezar ainda que pouco, e no coração, uma amargura que finalmente anda sumindo, e na cabeça, pensamentos que andam se silenciando pro mundo, mas, cada vez mais evidentes e grandes para mim, e eis que me deparo: Sou meu maior desafio, quando me pego pensando na escrita do muro, no Damião, nas Chagas, na Zécão, na môça de franja, avenca no braço e cheiro de jasmin, nos discos, na minha família, na incrível e lancinante dôr que tenho no ombro, e tôdo o resto que me consome. Country roads, take me where this is where i belong. Somewhere i belong.
Quando olho pra trás, só consigo me assustar por têr sobrevivido, e agradecer por estar vivo, inteiro, íntegro e bem. As vezes me bate uma saudade de pessôas, lugares, cheiros, gôstos e sons; E em tudo isso ficou uma marca de aprendizado, uma forma correta ou incoerente de como se manter, ou de como dobrar o som do violão, de como escrever exímiamente, dos tempos de exílio para pôr a cabeça no lugar, das cervejas com os amigos, da descoberta e re-descoberta que sempre me envolve na Teocêntrica diária, e apesar de não ter mudado nem um pouco desde lá até aqui, eu mudei tanto...
Roubo da tarde, o Céu para enfeitar as côres da sua pele, e roubo do vento, um carinho que mando entregar para aninhar nos seus ombros, busto e ventre, e te mandar um telêgrama de vêm-me-ver; Tomo emprestado das árvores, planas superfícies no alto para te proteger do Sol, e nos sorrisos das crianças que você ver na rua, estarei lá eu também, sorrindo pra você.
E de mim, cabe apenas acreditar e bendizer das coisas que acontecem em meu peito, e que tanto exortar neste velho blog. Só cabe agora, acontecer.
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Dashboard.
Quero sentir o gôsto de tua boca. Sentir como sinto o gôsto da cerveja, o gôsto da infinidade, a interatividade dos Céus quando pesavam em meus ombros, e meus olhos eram capazes de fitar aquilo que não se nomeia, mas ousamos dizer que é bonito.
Minhas mãos não me obedecem, e seguem até o rumo de suas fotos, e minhas audições procuram as vibrações que emanam de você, sua voz, seus sons, e meus olhos não me respeitam e te procuram na vasta e extensa Avenida, e algumas músicas arremetem aquele dia, e aquela noite parece ter sido ontem, e cria-se uma expectativa que logo, tudo se acerte e se aceite. Apenas o vento que venta nos cabelos diz coisas que só a mente ousa dizer, e apenas as pessôas que tanto nos estimam dizem; Ou dão a entender.
Quero dar em mim, um gôsto do Sol, do cabelo cristalino da velha senhora que dá danone pro Zécão, quero a geral arrepiando num grito de gol, o carinho da mulher amada, e mesmo neste pouco, no pouco que tanto busco, no pouco que para mim me saciaria e transbordaria, sei que é isto: É isto que eu quero, é isto que busco, e isto que preciso. Logo, quase me esqueci dos dias fitando o Tau de Damião, e logo, me esqueci dos pensamentos perdidos enquanto acima do viaduto, e logo me esqueci de mim - esqueci até da resposta a tudo isso, e a Zécão tava com ração no pote mais comeu um danone que a Velha Senhora deu pra ela. E eu apenas continuo pela razão que me trouxe aqui. E até agora, as últimas cinco linhas foram uma tentativa inútil de fazer esse texto de ordem social sair de foco em você, mesmo caindo por terra agora.
Deita minha cabeça na campa fria, e quando os olhos turvarem, beija minha testa. Desalinhando meus cabelos, sei que você vai conseguir alinhar minhas idéias, e segurando meu ímpeto vai liberar meu desejo, e trancando meu amôr, será sacrário de algo maior que eu consiga ou possa imaginar - quando seus olhos, novamente, cruzarem os meus, palavras não vou dizer, nem ousar cingir seus olhos. Time well tell us.
Quanto aos sons, serão sempre sons, são usucapião da metáfora de gostar, ser e estar. Nada é real quanto a turvação dos Céus sob o Sol, e nada é tão sincero quanto o sorriso de quem achou cinco reais no bolso da calça que ia pôr pra lavar.
Nada é tão real quanto essa minha vontade de môrder o teu perfume.
Minhas mãos não me obedecem, e seguem até o rumo de suas fotos, e minhas audições procuram as vibrações que emanam de você, sua voz, seus sons, e meus olhos não me respeitam e te procuram na vasta e extensa Avenida, e algumas músicas arremetem aquele dia, e aquela noite parece ter sido ontem, e cria-se uma expectativa que logo, tudo se acerte e se aceite. Apenas o vento que venta nos cabelos diz coisas que só a mente ousa dizer, e apenas as pessôas que tanto nos estimam dizem; Ou dão a entender.
Quero dar em mim, um gôsto do Sol, do cabelo cristalino da velha senhora que dá danone pro Zécão, quero a geral arrepiando num grito de gol, o carinho da mulher amada, e mesmo neste pouco, no pouco que tanto busco, no pouco que para mim me saciaria e transbordaria, sei que é isto: É isto que eu quero, é isto que busco, e isto que preciso. Logo, quase me esqueci dos dias fitando o Tau de Damião, e logo, me esqueci dos pensamentos perdidos enquanto acima do viaduto, e logo me esqueci de mim - esqueci até da resposta a tudo isso, e a Zécão tava com ração no pote mais comeu um danone que a Velha Senhora deu pra ela. E eu apenas continuo pela razão que me trouxe aqui. E até agora, as últimas cinco linhas foram uma tentativa inútil de fazer esse texto de ordem social sair de foco em você, mesmo caindo por terra agora.
Deita minha cabeça na campa fria, e quando os olhos turvarem, beija minha testa. Desalinhando meus cabelos, sei que você vai conseguir alinhar minhas idéias, e segurando meu ímpeto vai liberar meu desejo, e trancando meu amôr, será sacrário de algo maior que eu consiga ou possa imaginar - quando seus olhos, novamente, cruzarem os meus, palavras não vou dizer, nem ousar cingir seus olhos. Time well tell us.
Quanto aos sons, serão sempre sons, são usucapião da metáfora de gostar, ser e estar. Nada é real quanto a turvação dos Céus sob o Sol, e nada é tão sincero quanto o sorriso de quem achou cinco reais no bolso da calça que ia pôr pra lavar.
Nada é tão real quanto essa minha vontade de môrder o teu perfume.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Bread.
Dado os dias em que eu me encontro
Tudo eu sinto, tudo eu tenho
minha carne será a fiança do meu querer
Teus olhos serão farol de minha guia
e teus abraços, infante da vontade
de correr para me perder em sua existência
Minha rainha, minha guarda,
minha querida, ó meu amor,
abençoados sejam os braços teus
venho de uma guerra que me desnorteia
e até os vermes comerão meu pão]
neste longo e extenso caminho.
Estes são os dias de minha vida
aonde o pouco se torna muito
e a vida, se vivencia suas estranhas
e o têmpo, corre para se tinar
E o mistério se desvencilha do segredo
Sonho pelo teu carinho, rainha minha, ó meu amôr
E dos mais belos dias em tua presença
quão perdido me encontrar
ao teu retrato, cairá o meu mirar
e me acharei, e serei, e viverei.
Tudo eu sinto, tudo eu tenho
minha carne será a fiança do meu querer
Teus olhos serão farol de minha guia
e teus abraços, infante da vontade
de correr para me perder em sua existência
Minha rainha, minha guarda,
minha querida, ó meu amor,
abençoados sejam os braços teus
venho de uma guerra que me desnorteia
e até os vermes comerão meu pão]
neste longo e extenso caminho.
Estes são os dias de minha vida
aonde o pouco se torna muito
e a vida, se vivencia suas estranhas
e o têmpo, corre para se tinar
E o mistério se desvencilha do segredo
Sonho pelo teu carinho, rainha minha, ó meu amôr
E dos mais belos dias em tua presença
quão perdido me encontrar
ao teu retrato, cairá o meu mirar
e me acharei, e serei, e viverei.
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Action Woman.
Há (vera) sorte;
Em saber que num fim-de-semana fui rei.
Ao lembrar do pedido na terça/a música de quarta/a cerveja de quinta/solidão de sexta
(você já dava seus sinais de vinda, eu que não me apercebi de imediato)
E a convite da amada, ao encontro dos diásporas, iguais a mim
Lá estava você:
So woman and so childesh.
pretty and fine
God protect me for take u for a beer
Ao apresentar-nos, cingi meu rosto, pois já havia lhe visto desde que me adentrei naquele local - e era linda
É linda, eia!
E ao ver o amigo e o felicitar, a banda começou a inebriar o sôm
(e nesta altura eu já me inebriava de você)
Foi quando vendo as byrdies a dançar
E The Litter inundar o salão, lá de longe te olhei - e tu, olhando de volta, sorriu.
Maybe? Cheguei perto
No mesmo murete, tentando puxar qualquer merda de assunto apenas pra ouvir tua voz once again
(Deus, como sou trouxa pra essas cousas...)
Já sei: "É um Doc?"
E você sorriu(!), e respondeu, e cerveja de amêndoas (tinha gosto de toddy)
O cabelo longo, franja reta, meia de criança
So woman and so childesh
Você riu
Você se aproximou
Você me beijou
Você me extasiou
Você me desarmou
Você sorriu
Você
Eita.
E mais uma cerveja, mais um beijo, mais um sorriso, essa banda é bôa, e você, encostada em mim, seu perfume, avenca no braço, Baden Powell, raízes, dignidade e continuidade. Bill Murray. Preciso ir embora. Te add no instagrão, a casa (já) é sua.
E, após tudo isso, fica o questionamento:
Quando lhe verei de novo?
Será?
Em saber que num fim-de-semana fui rei.
Ao lembrar do pedido na terça/a música de quarta/a cerveja de quinta/solidão de sexta
(você já dava seus sinais de vinda, eu que não me apercebi de imediato)
E a convite da amada, ao encontro dos diásporas, iguais a mim
Lá estava você:
So woman and so childesh.
pretty and fine
God protect me for take u for a beer
Ao apresentar-nos, cingi meu rosto, pois já havia lhe visto desde que me adentrei naquele local - e era linda
É linda, eia!
E ao ver o amigo e o felicitar, a banda começou a inebriar o sôm
(e nesta altura eu já me inebriava de você)
Foi quando vendo as byrdies a dançar
E The Litter inundar o salão, lá de longe te olhei - e tu, olhando de volta, sorriu.
Maybe? Cheguei perto
No mesmo murete, tentando puxar qualquer merda de assunto apenas pra ouvir tua voz once again
(Deus, como sou trouxa pra essas cousas...)
Já sei: "É um Doc?"
E você sorriu(!), e respondeu, e cerveja de amêndoas (tinha gosto de toddy)
O cabelo longo, franja reta, meia de criança
So woman and so childesh
Você riu
Você se aproximou
Você me beijou
Você me extasiou
Você me desarmou
Você sorriu
Você
Eita.
E mais uma cerveja, mais um beijo, mais um sorriso, essa banda é bôa, e você, encostada em mim, seu perfume, avenca no braço, Baden Powell, raízes, dignidade e continuidade. Bill Murray. Preciso ir embora. Te add no instagrão, a casa (já) é sua.
E, após tudo isso, fica o questionamento:
Quando lhe verei de novo?
Será?
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
Garip Gönlüm.
Entendo que cada vez mais tudo se transmuta, e as coisas tomam novas dimensões e tipos de agir, pensar e falar - mesmo não entendo como isso altera uma essência de uma pessôa, e se há a vera necessidade disso. Vejo minhas vitórias, uma por uma, e apenas penso na melhor maneira de expressá-las, e encontro neste velho e querido blog. Sei que poucos aqui realmente lê estas mal-fadadas linhas, e muitas pessôas que quis compartilhar estes textos nunca os viram, mas, cumpre-se aqui o desejo do cronista, e nunca o do ser. Aqui se postam textos para compreensão e legado de um anônimo, e não Odes a lírica das carnes. Aqui, a escrita continua sendo outra.
Olhando para trás, me sinto satisfeito com minha vida - tive tudo o que quis, como quis, e da forma, nada houve que pedi a Deus que Êle nunca tivesse me dado. E por vezes, me deu mais do que precisava, dando me o que eu veramente queria.
Logo, não anseio mais por nada, por mais que existam sim alegrias a ainda ter, viver e sentir. Ainda se faz necessário a Cecília diária ad aeternum da Anatólia (Teşekkürler, Aretha!), como se faz necessário beber da alma do Lgo Nº 133, como se faz necessário crer cada vez mais que estou na melhor fase de minha vida. Mesmo que tudo isso exista, e faça parte de meu presente, e próximo futuro, não anseio por algo fundamentamente que exija demandas físicas ou mentais de mim, deixei a nau a deriva de minha vida a Deus, e por isso mêdo ou desconfiança não sinto, e se estiver com mêdo, estarei com (São) Pedro. Não temo mais a morte (que a muito custo, Vaniltêra, Dellandrea, Mello, Diegão, Alvaça, Zé, Hollmann, Gustavão, Albino e tantos outros me ensinaram a chamar de Irmã), porque se ela mesma velada, de rosto alvo e cingido me encontrasse, me venceria sua frígia contra minha carne quente, e bendigaria o Senhor Deus acima de tudo quando me fôsse, pois assim O viria em sua Luz e Glória. Mas não anseio o Céu porque sei de mim, sei das minhas mãos sujas. A misericórida de Deus me caberia se ao invés do Céu; Deixasse-me Êle em algum lugar da espera do Juízo aonde eu o louvasse incessantemente, em nôme de Sua Perfeita, Absoluta e Infinita misericórdia para comigo, e com tôdos os do degredo - meus ou não. Meu Deus atendeu meu pedido, e me deu minha pérola. Ele me desceu até a mina d'água, e me levou, lavou, cingiu, abençoou e sorriu. Me sou meu, e sou o mesmo, mas, diferente. Ainda vivo da mesma forma, mas nas cucas e na (futura) longa barba, extensam-se novos planos muito bons.
E me alegra isso: Saber que a pérola que encontrei dentro de mim, finalmente foi tão útil a alguém, e que eu ao menos uma vez nesta vida fui utilidade para a eterna bondade, compaixão, amizade, esperança e renovação de fé o Amôr que faço ser re-Amado. Admirado seja Vós, Sacro Sacramento Sacramentado no Sacrário, com tua Luz, abre o peito de quem se sente triste em trevas e lama, Santa Clara, barravento do Senhor, olha por nós aqui no N º 133. Jo 16:33. Lembra?
Guarda esta carta, não como tôm de amizade, nem como tôm de bôm conselho, tampouco como sermão ou forma de vida, testamento ou epíteto, mas, guarda como o legado de quem venceu na vida dividindo o pouco que tem, e neste muito pequeno tanto pouco de quase nada saciar a mim e minha horda, e para se dignifique a bondade: A bondade existe e é vigente acima do feo, mas, ela não é divulgada - logo, se faz a bôa bondade. Apenas a má-bondade é divulgada, confrontando o Evangelho de Nosso Senhor (Mt 6:3), e criando falsos bôns, e fazendo a caridade ser moeda de troca entre os homens, e casa de interesse. Que se abram os olhos, e as portas das casas, que as lindas mulheres estedendo suas roupas nos varais de quintal ouçam, e que o Céu turve-se na chuva mais linda de primavera: Deus existe, e sua misericórdia e amôr se bastam e reinam, Deus a tôdos amam, e a tôdos que se amam, amam o Senhor, e se o bendizerem, assim cumprem-se para Deus, e cumprem a regra da salvação da alma: Amar.
Enquão a mim, Profeta das Estepes, cabe-me apenas o que tanto amo, escrever: Mas, atrelado com uma necessidade agora, de dizer nas mesas dos bares, na vida, no parque, nas ruas, nos picos, e em tôdos os lugares aonde procurei, devo dizer: Existe. E é Bôm.
"Nós Vos adoramos, Meu Bôm Senhor, e Vos bendizemos, porque pela Tua Santa Cruz (Tu) remistes o mundo."
Olhando para trás, me sinto satisfeito com minha vida - tive tudo o que quis, como quis, e da forma, nada houve que pedi a Deus que Êle nunca tivesse me dado. E por vezes, me deu mais do que precisava, dando me o que eu veramente queria.
Logo, não anseio mais por nada, por mais que existam sim alegrias a ainda ter, viver e sentir. Ainda se faz necessário a Cecília diária ad aeternum da Anatólia (Teşekkürler, Aretha!), como se faz necessário beber da alma do Lgo Nº 133, como se faz necessário crer cada vez mais que estou na melhor fase de minha vida. Mesmo que tudo isso exista, e faça parte de meu presente, e próximo futuro, não anseio por algo fundamentamente que exija demandas físicas ou mentais de mim, deixei a nau a deriva de minha vida a Deus, e por isso mêdo ou desconfiança não sinto, e se estiver com mêdo, estarei com (São) Pedro. Não temo mais a morte (que a muito custo, Vaniltêra, Dellandrea, Mello, Diegão, Alvaça, Zé, Hollmann, Gustavão, Albino e tantos outros me ensinaram a chamar de Irmã), porque se ela mesma velada, de rosto alvo e cingido me encontrasse, me venceria sua frígia contra minha carne quente, e bendigaria o Senhor Deus acima de tudo quando me fôsse, pois assim O viria em sua Luz e Glória. Mas não anseio o Céu porque sei de mim, sei das minhas mãos sujas. A misericórida de Deus me caberia se ao invés do Céu; Deixasse-me Êle em algum lugar da espera do Juízo aonde eu o louvasse incessantemente, em nôme de Sua Perfeita, Absoluta e Infinita misericórdia para comigo, e com tôdos os do degredo - meus ou não. Meu Deus atendeu meu pedido, e me deu minha pérola. Ele me desceu até a mina d'água, e me levou, lavou, cingiu, abençoou e sorriu. Me sou meu, e sou o mesmo, mas, diferente. Ainda vivo da mesma forma, mas nas cucas e na (futura) longa barba, extensam-se novos planos muito bons.
E me alegra isso: Saber que a pérola que encontrei dentro de mim, finalmente foi tão útil a alguém, e que eu ao menos uma vez nesta vida fui utilidade para a eterna bondade, compaixão, amizade, esperança e renovação de fé o Amôr que faço ser re-Amado. Admirado seja Vós, Sacro Sacramento Sacramentado no Sacrário, com tua Luz, abre o peito de quem se sente triste em trevas e lama, Santa Clara, barravento do Senhor, olha por nós aqui no N º 133. Jo 16:33. Lembra?
Guarda esta carta, não como tôm de amizade, nem como tôm de bôm conselho, tampouco como sermão ou forma de vida, testamento ou epíteto, mas, guarda como o legado de quem venceu na vida dividindo o pouco que tem, e neste muito pequeno tanto pouco de quase nada saciar a mim e minha horda, e para se dignifique a bondade: A bondade existe e é vigente acima do feo, mas, ela não é divulgada - logo, se faz a bôa bondade. Apenas a má-bondade é divulgada, confrontando o Evangelho de Nosso Senhor (Mt 6:3), e criando falsos bôns, e fazendo a caridade ser moeda de troca entre os homens, e casa de interesse. Que se abram os olhos, e as portas das casas, que as lindas mulheres estedendo suas roupas nos varais de quintal ouçam, e que o Céu turve-se na chuva mais linda de primavera: Deus existe, e sua misericórdia e amôr se bastam e reinam, Deus a tôdos amam, e a tôdos que se amam, amam o Senhor, e se o bendizerem, assim cumprem-se para Deus, e cumprem a regra da salvação da alma: Amar.
Enquão a mim, Profeta das Estepes, cabe-me apenas o que tanto amo, escrever: Mas, atrelado com uma necessidade agora, de dizer nas mesas dos bares, na vida, no parque, nas ruas, nos picos, e em tôdos os lugares aonde procurei, devo dizer: Existe. E é Bôm.
"Nós Vos adoramos, Meu Bôm Senhor, e Vos bendizemos, porque pela Tua Santa Cruz (Tu) remistes o mundo."
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
After Sunrise.
Sim,
eu me lembro
daquela noite
e depois
daquela tarde
do Sol, e da tua palavra
Mais:
Mais:
lembro do cabelo escuro e óculos
me arrebataram
da bôca que me instigou
e da inicial do teu nome ser igual ao meu
havia perfume de cerveja no (b)ar
lembro dos sôns, que dividi e reparti
repatriei minha vista na tua janela
Antes:
Me havia, e havia meu mundo
côres e texturas, raios que desembocavam no largo
Acordes que saiam dos discos e brotavam na madeira
Madeira-de-lêi de 1647
olhos verdes que fitavam Deus.
olhos que não fitavam
olhos que não fitavam
os
seus.
Agora:
De onde tu vens,
De onde tu vens,
para onde te vais;
será que:
Cabe na tua mala
um confeito do agora
um São Damião pequeno,
uma mão que sua e se agita
caminhar no meu mando-de-campo
uma mão que sua e se agita
caminhar no meu mando-de-campo
teu sorriso pra abranger no meu Céu
teu cheiro pra furtar meu ar
uma semana para poder lhe encontrar.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Samba de Orly.
Entendo a vida como ela é, e pelo que ela há de ser. Não por
mais, nem por menos, mas, seguindo sua linha rasante de pensar, sentir, e agir.
Vejo muitas pessôas infelizes com suas almas vendidas e sonhos roubados por
outras pessôas, que nem ao menos os roubam para os viver, mas, para se moer no
Moinho do Centro do Mundo. Vejo zumbis que se degladiam em busca de lugar
nenhum, pelo simples fato de ter apreço pelo “não ser nada e nem ninguém”, mas,
se esquecem que até mesmo o vazio tem um propósito, uma forma de vida, um
porquê – as pessôas querem ser tão autônomas que em sua independência, acabam
dependendo dos outros, para ser arrimo, consolação, ou sparring.
Me desculpe, não faço parte deste bando.
Quando me entitularam “profeta das estepes”, apenas consumi em mim o que sempre consumi, dividi o que sempre dividi, e fiz, faço e com a ajuda de Deus farei o que sempre farei: A música, devidamente chamada de Cecília, os amigos, os auxílios – carnais e espirituais, as cervejas e os andares, pesares e intensidades; Tudo isso foi medido e avaliado para ser meu, em apelido, que hoje se faz sub-nome. Sub-nome que gosto, e me sinto abençoado por têr, e honro a cada dia que se passar. Eu mudei, mas, não mudei. Mudam-se as carnes, pelos, pensares, agires e fulguras, mas minha essência, alma e lampeijo ainda se fazem em mesmo. Eu não mudei. E nem pretendo.
Me desculpe se minha camisa não parece tão bem-passada. Eu mesmo a passo. Não dou a minha vó ou a minha mãe a incumbência de algo que elas já me ensinaram a fazer inúmeras vezes, comno também peço perdão se minha roupa não está tão alva: Eu não aprendi a batear com tanto afinco, por isso talvez algumas camisas minhas estajam sim se amarelando, mas, estamos trabalhando nisso, ou até mesmo me perdoe o tempero carregado no feijão, mas o sangue mineiro pede este toque, assim como a minha fé, minha complacência, e minha pérola. Não profiro mais palavras tortas, e nem prossigo em coisas perniciosas, mas, apesar desta aura tão “sacra” que eles me falam que estou a tomar, ainda sou o mesmo: Ainda danço samba-rock, ainda bebo, tenho minhas camisas, meu coração bate forte pela menina de cabelo escuro e tau no braço, ainda me emputeço com o sistema ferroviário, e vibro quando acho dinheiro na rua. O que assusta é: A partir do momento que você muda, as pessôas não lhe enaltecem ou vibram com sua nova forma de vida, apenas lhe tecem viés e pedras – Não se agradam por ver que você está buscando uma melhoria, ou que você simplesmente está se sentindo melhor assim.
Não te pensa, nem por um segundo, que me faço de bôbo, pois não sou. Fui ao mundo, vi, vivi e senti dores e prazeres, mas hoje me faço limpo porque cingiram-me a face, lavaram me o corpo e disseram: Caminha – e aqui estou. Não te pensa que não sei o que é mal, ou a manifestação da maldade, sei muito bem; E digo que de mim, a sinceridade e minha ingenuidade, fôram presentes que pedi a Deus Pai e Êle em sua misericórdia infinita me aceitou, me honrando com seu signo sob minha efíge, se te olhas nos meus olhos, não se sentes atraídas por mim, mas pelo Amôr que é amado por mim, e que me faz ser assim, “diferente”. A saída do mundo maldoso, para estar numa nova fase da vida e compreensão do mundo, e realmente ser uma pessoa melhor é bem dolorosa, lancinante e extasiante, mas, vale cada segundo, pois, minha pérola não se compara a nada, e minha vida agora tem mais brilho, e da ruína de minha carne se fez uma nova oportunidade para honrar os que amo, estimo, e guardei em minha alma - Sou água parada, mas sou bem turvo; Uma pena que você ainda não possa me entender, mas, se quiser eu lhe explico um dia desses.
E a vida – como sempre – continua.
Me desculpe, não faço parte deste bando.
Quando me entitularam “profeta das estepes”, apenas consumi em mim o que sempre consumi, dividi o que sempre dividi, e fiz, faço e com a ajuda de Deus farei o que sempre farei: A música, devidamente chamada de Cecília, os amigos, os auxílios – carnais e espirituais, as cervejas e os andares, pesares e intensidades; Tudo isso foi medido e avaliado para ser meu, em apelido, que hoje se faz sub-nome. Sub-nome que gosto, e me sinto abençoado por têr, e honro a cada dia que se passar. Eu mudei, mas, não mudei. Mudam-se as carnes, pelos, pensares, agires e fulguras, mas minha essência, alma e lampeijo ainda se fazem em mesmo. Eu não mudei. E nem pretendo.
Me desculpe se minha camisa não parece tão bem-passada. Eu mesmo a passo. Não dou a minha vó ou a minha mãe a incumbência de algo que elas já me ensinaram a fazer inúmeras vezes, comno também peço perdão se minha roupa não está tão alva: Eu não aprendi a batear com tanto afinco, por isso talvez algumas camisas minhas estajam sim se amarelando, mas, estamos trabalhando nisso, ou até mesmo me perdoe o tempero carregado no feijão, mas o sangue mineiro pede este toque, assim como a minha fé, minha complacência, e minha pérola. Não profiro mais palavras tortas, e nem prossigo em coisas perniciosas, mas, apesar desta aura tão “sacra” que eles me falam que estou a tomar, ainda sou o mesmo: Ainda danço samba-rock, ainda bebo, tenho minhas camisas, meu coração bate forte pela menina de cabelo escuro e tau no braço, ainda me emputeço com o sistema ferroviário, e vibro quando acho dinheiro na rua. O que assusta é: A partir do momento que você muda, as pessôas não lhe enaltecem ou vibram com sua nova forma de vida, apenas lhe tecem viés e pedras – Não se agradam por ver que você está buscando uma melhoria, ou que você simplesmente está se sentindo melhor assim.
Não te pensa, nem por um segundo, que me faço de bôbo, pois não sou. Fui ao mundo, vi, vivi e senti dores e prazeres, mas hoje me faço limpo porque cingiram-me a face, lavaram me o corpo e disseram: Caminha – e aqui estou. Não te pensa que não sei o que é mal, ou a manifestação da maldade, sei muito bem; E digo que de mim, a sinceridade e minha ingenuidade, fôram presentes que pedi a Deus Pai e Êle em sua misericórdia infinita me aceitou, me honrando com seu signo sob minha efíge, se te olhas nos meus olhos, não se sentes atraídas por mim, mas pelo Amôr que é amado por mim, e que me faz ser assim, “diferente”. A saída do mundo maldoso, para estar numa nova fase da vida e compreensão do mundo, e realmente ser uma pessoa melhor é bem dolorosa, lancinante e extasiante, mas, vale cada segundo, pois, minha pérola não se compara a nada, e minha vida agora tem mais brilho, e da ruína de minha carne se fez uma nova oportunidade para honrar os que amo, estimo, e guardei em minha alma - Sou água parada, mas sou bem turvo; Uma pena que você ainda não possa me entender, mas, se quiser eu lhe explico um dia desses.
E a vida – como sempre – continua.
domingo, 10 de setembro de 2017
Mundo Invisível.
Veja, sou um príncipe.
Sou filho de um Rei, e que seu reino se espalha por tudo onde te vês, toca, cheira e afirma; Meu Pai mesmo me deu esta terra bôa e rica para viver e conviver em harmonia com meus irmãos, amigos e animais, e para te encontrar, te fazer feliz e te dar a rosa-dos-meus-dias. Fique comigo, e farei tôda a estrada se parecer curta, e cuidarei para que não nos falte nada. Talvez não tenhamos o que queremos, mas, teremos o que precisaremos daqui pra frente.
Perceba, não sou rico.
O Reino do Meu Pai não se encontra nessas coisas materiais, e sim nos sentimentos, momentos, abraços, andar de mãos dados, e no irrisório, no sobrenatural. As chaves de meu feudo não se abrem aqui. A pérola que lhe oferto não ornará sua carne, amada - é algo que nunca te sentistes, mas te peço que compreenda, pois é o único que eu tenho, e trago para você, e tão somente para você.
Note, sou das estepes.
Me encarrego de ser, estar e viver no/com/pelo degredo, porque foi aqui que nasci, e me criei, e por este chão que Meu Pai me cedeu, e os homens deixam, eu sobrevivo. Não carrego as riquezas de banco, porque delas não me preciso, não me faço - as ambições de se ter a bôa vida não são bôas; Cegam as pessôas e causam tristeza, morte, solidão. Eu quero ajudar a quem eu puder, e da melhor forma que eu puder, e assim ajudo meu feudo, e amplio meu feudo que há no além-terra. A terra é bôa e rica, e há nela espaço para tôdos, para crescermos sem nos machucarmos e degladiarmo-nos, aonde as gerações futuras sintam uma alegria imensa.
Porém, sou cego.
Minha cegueira se dá e se cabe ao mundo, das tristezas e amarguras que os homens fazem e se causam, então, me cinjo contra isso, e tiro os véus de minha face para algo maior, maior que mim, você, nossas vidas e o que podemos imaginar. Fecho meus olhos contra uma maldade sádica que me faz pensar que meu irmão é melhor que eu, e com isso, me cego - porém, no meio desta cegueira ainda sim tive olhos para a môça da Tau.
Perceba, sou claro.
A água parada é turva, e mesmo eu me turvando como a água, ou me rodopiando como um dervixe em transe, nas contas do meu masbaha tem muita coisa em intenção, muita felicidade e saúde em jôgo, muita oração pedida e ganhada de presente. A água rasa é transparente, mas não transparece sua fundação, logo, se acaba. Eu desci até a mina, por isso tenho muito o que falar, fazer, sentir, ter, dividir e dar sentido neste mundo, neste segundo, queria era te dar os peixes de minha vida, e ouvir algo em troca, mesmo que não me fôsse agradável, mesmo que não fôsse o que eu queria ouvir, ou que ao menos, se pusesse no meu lugar. Que lugar? O lugar de quem quer estar no lugar ao lado do seu lugar. Sair sozinho neste Sol não tem graça alguma - por isso, o hesicasmo tem me parecido bem mais proveitoso e digno de interesse. Meu interesse era ver seus olhos se apertando contra o Sol no Jardim Suspenso. Peixes.
Se aceitas isto, vens.
Vem como quem encontra a vera felicidade de um Sol se pôndo, da môça de vestido e sorriso brejeiro, como um pastel de feira num sábado de primavera, como se tudo o que te completa, te achasse em mim, e visse em mim uma alegria, como vi em você. E deixa ser, deixa viver.
Sou filho de um Rei, e que seu reino se espalha por tudo onde te vês, toca, cheira e afirma; Meu Pai mesmo me deu esta terra bôa e rica para viver e conviver em harmonia com meus irmãos, amigos e animais, e para te encontrar, te fazer feliz e te dar a rosa-dos-meus-dias. Fique comigo, e farei tôda a estrada se parecer curta, e cuidarei para que não nos falte nada. Talvez não tenhamos o que queremos, mas, teremos o que precisaremos daqui pra frente.
Perceba, não sou rico.
O Reino do Meu Pai não se encontra nessas coisas materiais, e sim nos sentimentos, momentos, abraços, andar de mãos dados, e no irrisório, no sobrenatural. As chaves de meu feudo não se abrem aqui. A pérola que lhe oferto não ornará sua carne, amada - é algo que nunca te sentistes, mas te peço que compreenda, pois é o único que eu tenho, e trago para você, e tão somente para você.
Note, sou das estepes.
Me encarrego de ser, estar e viver no/com/pelo degredo, porque foi aqui que nasci, e me criei, e por este chão que Meu Pai me cedeu, e os homens deixam, eu sobrevivo. Não carrego as riquezas de banco, porque delas não me preciso, não me faço - as ambições de se ter a bôa vida não são bôas; Cegam as pessôas e causam tristeza, morte, solidão. Eu quero ajudar a quem eu puder, e da melhor forma que eu puder, e assim ajudo meu feudo, e amplio meu feudo que há no além-terra. A terra é bôa e rica, e há nela espaço para tôdos, para crescermos sem nos machucarmos e degladiarmo-nos, aonde as gerações futuras sintam uma alegria imensa.
Porém, sou cego.
Minha cegueira se dá e se cabe ao mundo, das tristezas e amarguras que os homens fazem e se causam, então, me cinjo contra isso, e tiro os véus de minha face para algo maior, maior que mim, você, nossas vidas e o que podemos imaginar. Fecho meus olhos contra uma maldade sádica que me faz pensar que meu irmão é melhor que eu, e com isso, me cego - porém, no meio desta cegueira ainda sim tive olhos para a môça da Tau.
Perceba, sou claro.
A água parada é turva, e mesmo eu me turvando como a água, ou me rodopiando como um dervixe em transe, nas contas do meu masbaha tem muita coisa em intenção, muita felicidade e saúde em jôgo, muita oração pedida e ganhada de presente. A água rasa é transparente, mas não transparece sua fundação, logo, se acaba. Eu desci até a mina, por isso tenho muito o que falar, fazer, sentir, ter, dividir e dar sentido neste mundo, neste segundo, queria era te dar os peixes de minha vida, e ouvir algo em troca, mesmo que não me fôsse agradável, mesmo que não fôsse o que eu queria ouvir, ou que ao menos, se pusesse no meu lugar. Que lugar? O lugar de quem quer estar no lugar ao lado do seu lugar. Sair sozinho neste Sol não tem graça alguma - por isso, o hesicasmo tem me parecido bem mais proveitoso e digno de interesse. Meu interesse era ver seus olhos se apertando contra o Sol no Jardim Suspenso. Peixes.
Se aceitas isto, vens.
Vem como quem encontra a vera felicidade de um Sol se pôndo, da môça de vestido e sorriso brejeiro, como um pastel de feira num sábado de primavera, como se tudo o que te completa, te achasse em mim, e visse em mim uma alegria, como vi em você. E deixa ser, deixa viver.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Caderno de Viagem.
Jorge, me protege aonde quer que eu esteja. Me proteja com suas armas, e tranca meu coração com seu alarbado. Peço para Francisco que me abençoe e me mantenha no caminho mais belo - que vem a ser o mais torturoso, o mais doído, mas que me liberta de tudo aquilo que hoje me causa lágrimas, solidão e raiva - de muito gorda a porca já não anda. Agradeço a Cristóvão pela guia, e companhia nas longas estradas, por ter me levado e descido até a mina d'água, e peço que me abençoe com o meu olhar infantil de criança nas ruas do mundo. Clara se mantenha sendo meu barravento, me deixando na luz do maior, e que Cecília sempre me traga incentivos, carinhos e amôr aos ouvidos e alma - seja, Cecília, maior que tôda essa desilusão terrena e passageira no meu peito. Com Maria sempre me deixando esconder na barra do seu sari, e com Jesus me ensinando o porquê de tudo isso.
E quando eu desci na mina d'água eu
Faz algum tempo que entendi o que significam palavras, atos, e tôdas essas coisas. Percebi que as pessôas raramente mudam, e poucas vezes para melhor - cousa já prevista quando olhamos para o panorama geral da nossa sociedade; Mas, quando me sou, faço ou espalho a bondade que carrego fora dos muros daquela igreja de pó-de-ostra, as pessôas se assustam, armam, e pensam inúmeras coisas - menos o que realmente está acontecendo (ser bôm, gentil, cortês), e não acreditam mais na bonança do dia, e isto muito me magoa, muito me dói, e faz algumas vezes pensar em desistir em tudo de tudo e com tudo. Crer nas pessôas é pôr um copo de veneno na mesa junto de outros dois, os misturar, e esperar a reação. A culpa não é de quem é bôm, mas de quem extirpa e mata a confiança do outro - fácil assim. Por mais que devemos como sociedade e irmãos sermos mais unidos e solidários, não vemos isso atualmente. E talvez nunca veramos como antes...
Deitando minha cabeça no travesseiro, a cabeça pesa mais e a lágrima escorre, fazendo a alma aboiar e o coração apertar. O que sobrou foi a fé, uma esperança num amanhã melhor e maior que tudo isso, em uma recompensa que é paga com a própria carne, que nem tôdas as cervejas pagariam ou tôdas as consortes dariam. É o vento do Seo Fábio que acarinha minha cuca, é a minha mística, é as mãos unidas na boca pra agradecer, rezar, e amar, louvar. É o Luizão segurando o Pietro no colo e Deus sendo Deus. E eu sendo cada vez mais livre, solto, leve, vazio, pleno, até o dia de nunca mais ser mais nada, a não ser uma bêsta lembrança no pensar de alguém.
Deus permita, que logo menos eu deixe de ser tudo isso, e que neste louco e solitário caminho que eu escolhi, a fôrça de Sua mão me traga a vera alegria, e que essa dôr cesse logo, e quando tudo isso se acabar, que apenas sobre a verdade, e tudo aquilo que foi irrisório, mentiroso, superficial, maldoso ou desnecessário caia e fique apenas meu malpesado peso sobre a terra cã.
E quando eu desci na mina d'água eu
Faz algum tempo que entendi o que significam palavras, atos, e tôdas essas coisas. Percebi que as pessôas raramente mudam, e poucas vezes para melhor - cousa já prevista quando olhamos para o panorama geral da nossa sociedade; Mas, quando me sou, faço ou espalho a bondade que carrego fora dos muros daquela igreja de pó-de-ostra, as pessôas se assustam, armam, e pensam inúmeras coisas - menos o que realmente está acontecendo (ser bôm, gentil, cortês), e não acreditam mais na bonança do dia, e isto muito me magoa, muito me dói, e faz algumas vezes pensar em desistir em tudo de tudo e com tudo. Crer nas pessôas é pôr um copo de veneno na mesa junto de outros dois, os misturar, e esperar a reação. A culpa não é de quem é bôm, mas de quem extirpa e mata a confiança do outro - fácil assim. Por mais que devemos como sociedade e irmãos sermos mais unidos e solidários, não vemos isso atualmente. E talvez nunca veramos como antes...
Deitando minha cabeça no travesseiro, a cabeça pesa mais e a lágrima escorre, fazendo a alma aboiar e o coração apertar. O que sobrou foi a fé, uma esperança num amanhã melhor e maior que tudo isso, em uma recompensa que é paga com a própria carne, que nem tôdas as cervejas pagariam ou tôdas as consortes dariam. É o vento do Seo Fábio que acarinha minha cuca, é a minha mística, é as mãos unidas na boca pra agradecer, rezar, e amar, louvar. É o Luizão segurando o Pietro no colo e Deus sendo Deus. E eu sendo cada vez mais livre, solto, leve, vazio, pleno, até o dia de nunca mais ser mais nada, a não ser uma bêsta lembrança no pensar de alguém.
Deus permita, que logo menos eu deixe de ser tudo isso, e que neste louco e solitário caminho que eu escolhi, a fôrça de Sua mão me traga a vera alegria, e que essa dôr cesse logo, e quando tudo isso se acabar, que apenas sobre a verdade, e tudo aquilo que foi irrisório, mentiroso, superficial, maldoso ou desnecessário caia e fique apenas meu malpesado peso sobre a terra cã.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Varal.
Me cansa, Senhor. Me cansa, dói e corrói as carnes entender cada vez mais os três problemas que nos circundam, e fazem nosso destino não ser tão afã com o qual sonhamos. Eu vejo a tristeza nos olhos dos homens, e o descaso é o pai dessa equação infeliz; Eu vejo o mêdo, filho deste, e seus irmãos: Angústia, solidão e interesse, sentam-se na mesa da humanidade e ceiam com nossas almas, nos dando mais coisas a pensar, planejar, estressar, ter com, nos exaurindo e fazendo ofuscar o vendaval de nosso Sopro Divino interno. Nos tornamos vazios, mesmo que sem a intenção.
E deste banquete, nascem êles.
E quem são vocês que buscam elogios e glórias nos dons do Senhor? E quem são vocês que entonam vozes e línguas para se mostrarem? E quem mais são vós que permitem serem linha-de-frente de uma verdade distorcida e desamaciada? Por quê viver só sobre a tutela de Deus não lhes bastam? Mostram fazer falsas profecias e falsas sibilas, que se articulam com a situação, se prostando como ponto pioneiro, sendo que deveriam ser apenas vaga referência ou ao menos exemplo de fé.
O Carisma é oriundo da caridade, humildade e empatia, e enquanto não houver esta concessão nas cucas maravilhosas, não haverá mais multiplicação. Fé é fé. Qualquer coisa ou pessoa que se engrandeça ou use a ligação divina como escada para o sucesso ou auto-promoção, está muito errado; Nossa fé é nossa conunicação com Deus e na crença de um amanhã melhor, e nisso deve-se bastar, pois, qualquer destoa fora deste âmbito, pode significar um grã erro na vida e para/com alguém (seja quem prega ou quem ouve a pregação).
Nossa fôrça vem de nossa fé, e nossa fé se engrandece diante de nossas fraquezas.
E, enquanto a massa não acordar para a verdade que a tudo circunda, sente e vê, tudo isso é desnecessário e rídiculo, pois os véus que haveriam de ser tirados, nos olhos ainda estão, e tudo isso se torna incrívelmente inútil, inclusive a vida.
E deste banquete, nascem êles.
E quem são vocês que buscam elogios e glórias nos dons do Senhor? E quem são vocês que entonam vozes e línguas para se mostrarem? E quem mais são vós que permitem serem linha-de-frente de uma verdade distorcida e desamaciada? Por quê viver só sobre a tutela de Deus não lhes bastam? Mostram fazer falsas profecias e falsas sibilas, que se articulam com a situação, se prostando como ponto pioneiro, sendo que deveriam ser apenas vaga referência ou ao menos exemplo de fé.
O Carisma é oriundo da caridade, humildade e empatia, e enquanto não houver esta concessão nas cucas maravilhosas, não haverá mais multiplicação. Fé é fé. Qualquer coisa ou pessoa que se engrandeça ou use a ligação divina como escada para o sucesso ou auto-promoção, está muito errado; Nossa fé é nossa conunicação com Deus e na crença de um amanhã melhor, e nisso deve-se bastar, pois, qualquer destoa fora deste âmbito, pode significar um grã erro na vida e para/com alguém (seja quem prega ou quem ouve a pregação).
Nossa fôrça vem de nossa fé, e nossa fé se engrandece diante de nossas fraquezas.
E, enquanto a massa não acordar para a verdade que a tudo circunda, sente e vê, tudo isso é desnecessário e rídiculo, pois os véus que haveriam de ser tirados, nos olhos ainda estão, e tudo isso se torna incrívelmente inútil, inclusive a vida.
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
De ti:
De ti nem mais um bom dia
ou um bendizer
atos geram escolhas
você já fez as suas
e só me resta compreender
Não me espere dizer
pois minha voz é muda
meu escrito contém lamentos
e você saberá identificá-los
você soube apreciá-los
troco os dias, datas, horários
levei até seu confeito na bolsa
Fui idiota, realmente achei que
Você sabe, você não sabe, mas eu sei
Ao menos de mim eu bem sei.
E te apago de mim
com a dôr de um lance no lado
mas não te quero em mal
quero muito em paz e bem
mais do que se pudesse estar aqui
ou um bendizer
atos geram escolhas
você já fez as suas
e só me resta compreender
Não me espere dizer
pois minha voz é muda
meu escrito contém lamentos
e você saberá identificá-los
você soube apreciá-los
troco os dias, datas, horários
levei até seu confeito na bolsa
Fui idiota, realmente achei que
Você sabe, você não sabe, mas eu sei
Ao menos de mim eu bem sei.
E te apago de mim
com a dôr de um lance no lado
mas não te quero em mal
quero muito em paz e bem
mais do que se pudesse estar aqui
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Pois É.
Eu vou me perder na curva acentuada da vida
tirar umas férias por uns meses de mim.
Rasgar por inteiro o que há de mim no mundo
Não há vida fora do Sol que nos apeia
Mas você parece não saber disso, não é?
Você nem sabe do que se passa comigo...
E na praia há um velho pescador,
que sentindo mêdo, olha para o Céu e se mantém
sempre orando, sempre preserverando]
Nós temos que o ter como exemplo
Você se lembra o que eu te disse?
Tudo um dia vai ficar bem...
Saudades da vida no passado
E eu era feliz quando tocava guitarra o dia tôdo
E quando me perdia para não saber quem sou
mas creio estar indo bem no jôgo da vida
Mas hoje os caminhos são tão diferentes
Apenas ficaram sobras de sombras no chão
passado
folhas viradas, dias de sôm
E quando ela me disse "olá" as carnes vibraram
"uma mulher chamou o meu nome?
Talvez eu tenha bebido, talvez eu esteja ok
Ou apenas colhendo os frutos da bôa fase
apenas me desligando de tudo e de tôdos
deixando tudo acontecer, e
Espera...
Mas quando a ação pede, eu desperto
E deixo o baixo de lado pra tocar um coração
uma vida, uma ovelha, um violão, um foda-se
O degredo em sua forma mais esmeraldina e louca
A eloquência de uma estrêla que está -graças a Deus - se permitindo apagar.
tirar umas férias por uns meses de mim.
Rasgar por inteiro o que há de mim no mundo
Não há vida fora do Sol que nos apeia
Mas você parece não saber disso, não é?
Você nem sabe do que se passa comigo...
E na praia há um velho pescador,
que sentindo mêdo, olha para o Céu e se mantém
sempre orando, sempre preserverando]
Nós temos que o ter como exemplo
Você se lembra o que eu te disse?
Tudo um dia vai ficar bem...
Saudades da vida no passado
E eu era feliz quando tocava guitarra o dia tôdo
E quando me perdia para não saber quem sou
mas creio estar indo bem no jôgo da vida
Mas hoje os caminhos são tão diferentes
Apenas ficaram sobras de sombras no chão
passado
folhas viradas, dias de sôm
E quando ela me disse "olá" as carnes vibraram
"uma mulher chamou o meu nome?
Talvez eu tenha bebido, talvez eu esteja ok
Ou apenas colhendo os frutos da bôa fase
apenas me desligando de tudo e de tôdos
deixando tudo acontecer, e
Espera...
Mas quando a ação pede, eu desperto
E deixo o baixo de lado pra tocar um coração
uma vida, uma ovelha, um violão, um foda-se
O degredo em sua forma mais esmeraldina e louca
A eloquência de uma estrêla que está -graças a Deus - se permitindo apagar.
terça-feira, 25 de julho de 2017
Flôr da Pele.
Nada adiantou
Pedir pra você ficar
Nem dizer o que eu pensava
Tampouco te fazer me entender
Você não me disse sim
Mas nem me dise um não
Me deixou sem entender
Desde o começo de tudo
São lágrimas passageiras
Apesar de recorrentes
Que nos afrontam pela força
E acabam nos deixando dementes
Logo isso tudo acaba
É só mais uma fase
Era só o seu sorriso na minha alma...
Procurei até compreender
O que de errado havia
Em você me desfazer
Se tudo certo eu demonstrava
Talvez eu perdi o tempo
Escorreu de minhas mãos
Você olhou e foi embora
Me deixou sem reação
Pedir pra você ficar
Nem dizer o que eu pensava
Tampouco te fazer me entender
Você não me disse sim
Mas nem me dise um não
Me deixou sem entender
Desde o começo de tudo
São lágrimas passageiras
Apesar de recorrentes
Que nos afrontam pela força
E acabam nos deixando dementes
Logo isso tudo acaba
É só mais uma fase
Era só o seu sorriso na minha alma...
Procurei até compreender
O que de errado havia
Em você me desfazer
Se tudo certo eu demonstrava
Talvez eu perdi o tempo
Escorreu de minhas mãos
Você olhou e foi embora
Me deixou sem reação
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Toccata.
Lembre-se do acorde há muito perdido, e após que ele se dissipe no ar, se lembre da vida, e seu moto-continuo, lembre-se mais ainda de pegar uma malha antes de sair de casa, pois aqui em São Paulo o tempo é louco, e logo depois, lembre-se que só é passageiro aquilo e aqueles que você quer que sejam. Lembra da verdadeira promessa. Lembra-te da verdadeira promessa. Lembra da côr do Céu.
Sai dos meios do mar de gente, e desce-te até o Rossio, toma o que tem e anda - segue; Até o ponto de seus pés doerem, suas mãos penarem e seus olhos triunfarem sobre a vista, até sua garganta grotejar, até você se encontrar; Olha para tudo, e sente tôdas as coisas de tôdos os lugares, e continue descendo até as baixas, vilareijos, pastos, campinas e cidadelas; Vê, quantas pessôas que se debatem emsca de um prazer tão igual, mas tão diferente ao mesmo tempo: Cada caso um caso: Ser feliz, ter uma casa, um carro, viver a vida sem se preocupar... Mas, e se fôsse sempre assim, qual seria a graça? Deus, em sua infinita misericórdia, nos deu o dôce dom de sermos compadecentes e alheios - nós que perdemos isso gradativamente ao longo da vida. Pelo irmão, amar; Pelo irmão, perdoar. Não compreendo esse senso de justiça e unidade, tampouco a forma de como tudo isso se desenrola. Não me compreende essa separação e seleção, e querer mostrar tudo isso, como tudo isso acontece, como tudo isso é.
Eia! EIA! Apeia vossos olhos e vê que Deocleciano, pai grande meu, pioneiro do Ofício rezado, está em mim. Apeia teu olho e vê que nele se encontra eu, e em mim se há o dele. Apeia teu olho e vêde em mim o que não vê em nenhum outro. Apeia. Eia. EIA! Olha dentro dos olhos dos homens, e eia, mostra adiante deles que sua candeia tem fiado e azeite, e queima incandescentemente, queima sem cessar, sem receio da água e da chuva - é por ser, por ter, por viver - e também diz pra êles que teu azeite é pouco, mas da terça parte que te cabe, nela você pode ceder um pouco a quem não se encontra, a quem não tem luz, a quem quer e precisa ver nesse breu, porque agora, é água e vinho, agora é alegria, e tudo o que se possa ter de bôm, perfeito, amoroso e justo.
Sai dos meios do mar de gente, e desce-te até o Rossio, toma o que tem e anda - segue; Até o ponto de seus pés doerem, suas mãos penarem e seus olhos triunfarem sobre a vista, até sua garganta grotejar, até você se encontrar; Olha para tudo, e sente tôdas as coisas de tôdos os lugares, e continue descendo até as baixas, vilareijos, pastos, campinas e cidadelas; Vê, quantas pessôas que se debatem emsca de um prazer tão igual, mas tão diferente ao mesmo tempo: Cada caso um caso: Ser feliz, ter uma casa, um carro, viver a vida sem se preocupar... Mas, e se fôsse sempre assim, qual seria a graça? Deus, em sua infinita misericórdia, nos deu o dôce dom de sermos compadecentes e alheios - nós que perdemos isso gradativamente ao longo da vida. Pelo irmão, amar; Pelo irmão, perdoar. Não compreendo esse senso de justiça e unidade, tampouco a forma de como tudo isso se desenrola. Não me compreende essa separação e seleção, e querer mostrar tudo isso, como tudo isso acontece, como tudo isso é.
Eia! EIA! Apeia vossos olhos e vê que Deocleciano, pai grande meu, pioneiro do Ofício rezado, está em mim. Apeia teu olho e vê que nele se encontra eu, e em mim se há o dele. Apeia teu olho e vêde em mim o que não vê em nenhum outro. Apeia. Eia. EIA! Olha dentro dos olhos dos homens, e eia, mostra adiante deles que sua candeia tem fiado e azeite, e queima incandescentemente, queima sem cessar, sem receio da água e da chuva - é por ser, por ter, por viver - e também diz pra êles que teu azeite é pouco, mas da terça parte que te cabe, nela você pode ceder um pouco a quem não se encontra, a quem não tem luz, a quem quer e precisa ver nesse breu, porque agora, é água e vinho, agora é alegria, e tudo o que se possa ter de bôm, perfeito, amoroso e justo.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
From The Beginning.
Quando o vento dobrar a curvilínea do ar, estarei te deixando. E deixarei você de forma suave, porém abrupta - como êste mesmo vento que apeia a fôlha de uma árvore até o chão, e depois não se faz presente. Ali, mantenho o que há de mim: E mesmo se tirarem de mim tudo o que tenho (sou), a melhor parte de minhas carnes, minhas vestes, e pensamentos de pessôa seriam seus. Totalmente seus.
Há lágrimas, e turvar de vistas, há dôres de peito, de alma e questionamentos: Palavras suspensas com pontos de interrogação se propagação no ar - você viu o que êle fez?
Vinde e vêde, Verônica, os discos espalhados pelo chão, e a alma partida após recebido o sinal da Cecília. Vinde e vêde, que o chão quebrado se fragmenta mais ainda sobre os pés que ousaram pisar - vinde e vêde, que nesta derradeira não me houve quem me consolasse, me botasse em linha ou me carregasse igual ao Irmão de Maria. Ai de mim Verônica, que você nunca pôde ter me livrado do suor que escorreu de meus olhos, de minha boca, de minha alma. Você não pôde me secar, porque talvez nem você exista, assim como o sonho que acabo por sepultar: Sonhos não envelhecem porque êles não existem, porque sonhos são para Gigot's da era moderna, são para pessôas que não se eiam.
Cecília, desce-me até seu colo, e permita-me chorar mais uma vez. Mais dez vezes, mais mil vezes - desce-me até suas mãos, macias, plumíferas e intactas, e ali me deixa ser o que sempre fui, o que estava escrito no muro, e no ranger de dentes, entre a raiva, mêdo, mágoa e tristeza, esteja você ali; Como sempre esteve, está e estará, e após me dar do teu antídoto, apenas me veja, Cecília. Me note. Me sinta, e aparta de mim tudo isso que me doe ou me faz ser tão igual a êles, me faz tão diferente de tudo.
E no meio de tudo isso, que a vida rearranje os pontos soltos no ar, e que nenhum me ligue, ou me dê interligação, que eu não seja começo, meio ou fim de história alguma, porque minha alma não mais anseia por isso. Deita-me na campa fria, e toca a melodia em Dó Sustenido Menor, e ali não havendo mais nada pertencendo dêsse mundo, cinge meu olhos, Cecília, e brotando a vera alegria de meu rôsto, a última alegria você me dará, pois virão de tuas harmonias, melodias, sonhos e dizeres ritmizados, a verdadeira côroa do cristão. Você, depois de me cingir, e descer minha carne, toma de minha essência e a põe na tão supracitada folclórica mina-d'água, para que a profecia pessôal das estepes se cumpra, e finalmente eu seja água para nunca mais eu ser mais. E quando eu fôr, não mais estarei, mas em Cecília me guardarei, armarei, amarei e viverei, serei apenas a Sećanja de tempos idos: Olhos verdes de um audiófilo, um pierrot da era moderno, um trouxa. Um humano. Pugilista de côrpo a côrpo com a vida, que esperou e nunca teve, obteve ou conseguiu. A causa vazia. A casa vazia. Não vai aparecer ninguém no portão.
Há lágrimas, e turvar de vistas, há dôres de peito, de alma e questionamentos: Palavras suspensas com pontos de interrogação se propagação no ar - você viu o que êle fez?
Vinde e vêde, Verônica, os discos espalhados pelo chão, e a alma partida após recebido o sinal da Cecília. Vinde e vêde, que o chão quebrado se fragmenta mais ainda sobre os pés que ousaram pisar - vinde e vêde, que nesta derradeira não me houve quem me consolasse, me botasse em linha ou me carregasse igual ao Irmão de Maria. Ai de mim Verônica, que você nunca pôde ter me livrado do suor que escorreu de meus olhos, de minha boca, de minha alma. Você não pôde me secar, porque talvez nem você exista, assim como o sonho que acabo por sepultar: Sonhos não envelhecem porque êles não existem, porque sonhos são para Gigot's da era moderna, são para pessôas que não se eiam.
Cecília, desce-me até seu colo, e permita-me chorar mais uma vez. Mais dez vezes, mais mil vezes - desce-me até suas mãos, macias, plumíferas e intactas, e ali me deixa ser o que sempre fui, o que estava escrito no muro, e no ranger de dentes, entre a raiva, mêdo, mágoa e tristeza, esteja você ali; Como sempre esteve, está e estará, e após me dar do teu antídoto, apenas me veja, Cecília. Me note. Me sinta, e aparta de mim tudo isso que me doe ou me faz ser tão igual a êles, me faz tão diferente de tudo.
E no meio de tudo isso, que a vida rearranje os pontos soltos no ar, e que nenhum me ligue, ou me dê interligação, que eu não seja começo, meio ou fim de história alguma, porque minha alma não mais anseia por isso. Deita-me na campa fria, e toca a melodia em Dó Sustenido Menor, e ali não havendo mais nada pertencendo dêsse mundo, cinge meu olhos, Cecília, e brotando a vera alegria de meu rôsto, a última alegria você me dará, pois virão de tuas harmonias, melodias, sonhos e dizeres ritmizados, a verdadeira côroa do cristão. Você, depois de me cingir, e descer minha carne, toma de minha essência e a põe na tão supracitada folclórica mina-d'água, para que a profecia pessôal das estepes se cumpra, e finalmente eu seja água para nunca mais eu ser mais. E quando eu fôr, não mais estarei, mas em Cecília me guardarei, armarei, amarei e viverei, serei apenas a Sećanja de tempos idos: Olhos verdes de um audiófilo, um pierrot da era moderno, um trouxa. Um humano. Pugilista de côrpo a côrpo com a vida, que esperou e nunca teve, obteve ou conseguiu. A causa vazia. A casa vazia. Não vai aparecer ninguém no portão.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Look Into The Sun.
É de lágrima. Tão somente, e nada mais.
A escrita indecifrável no muro, as palavras ditas em nome de Deus, do amôr, ou algum outro sentimento híbrido, descompassado com a aura e realidade, alguma coisa fora daqui, fora de mim, dentro do universo; Os pássaros do Céu, voam, planam no ar, e não apeiam no frio, apenas seguem sendo a linha-de-frente celeste contra tôda a geação e turvar: Há quem diga que o vento os combate, içando-os para baixo, e eu só sigo, vendo batalhas nos Céus, nas Terras, e no meu coração.
Após ter ido para a deriva (vide escrito anterior), em contemplação comigo mesmo achei dúvidas maiores, certezas vazias, e descobri que ainda tinha amôr, que eu ainda saberia amar e ser amado; Eu ainda me tinha. Sendo amparado por estrêlas e vinhos, e castigado pelo Sol, vi o vento ecoar em seu silêncio nomes, pessôas e lugares, e vi a minha fé ser igual um mercúrio rudimentar, se quebra, derrete, e se faz rígido novamente. Vi a mais linda de olhos apertados para olhar os adornos do altar olhar por mim, olhar em mim, me dar um sopro no peito. A vida, em si, ainda continua, mas a sensação inerte e a vontade de se fazer completo com a terra fria e os olhos fechados ainda se faz cada vez mais presente.
A madeira-de-lei, já desgastando as mãos de tinta e verniz, são as coxas da amada-de-uma-vista-só, aonde me deito, e aceito os maus conselhos do feo e me deito, deixando o vinho entornar em mim minha realidade: São dias de lágrimas, amargar, frieza, Jethro Tull, solidão e questionamentos; Deus se intervém, e me abençoa com o sono da classe trabalhadora, Maria, de piedade infinita, me põe para dormir, e me cobre com seu sari. No meio de tôdo o caos, ranger de dentes e Gigot, eu ainda me encontro com o velho de pendão, que vem lá desde Deocleciano, lá do pôvo-da-correntina, de sino que tina na dobração, e faz a alma gemer. O pendão, ainda que velho, se faz renovado para quem o toma e o levanta, e segue. Mas, onde se fixa pendão em água funda? Perdão, raíz minha, mas hoje não, hoje quero do erro, da incerteza, quero o mangue e o saveiro com quilhéu quebrado, e as velhas memórias e sonhos quebrados dentro do matulo: Lembra da Cecília, da casa, da amada, da luz, dos jogos, de Fábio, do silêncio místico no altar lateral, da dôr, do mêdo, de achar que poderia ter sido - nunca foi, é ou será, esquece - talvez, ela nem sabe como é, dói, arde ou sente.
No mastro, apruma um albatroz cansado de tanto voar, com pluagem cansada, e cantar melódicamente melancólico, e eu o contemplo, sentindo seu sentimento de cansaço e pedido de descanso, e de nós, nos cabe apenas o pós-descanso, a vontade de achar seu ninho e apear nele, e nunca mais sair.
A escrita indecifrável no muro, as palavras ditas em nome de Deus, do amôr, ou algum outro sentimento híbrido, descompassado com a aura e realidade, alguma coisa fora daqui, fora de mim, dentro do universo; Os pássaros do Céu, voam, planam no ar, e não apeiam no frio, apenas seguem sendo a linha-de-frente celeste contra tôda a geação e turvar: Há quem diga que o vento os combate, içando-os para baixo, e eu só sigo, vendo batalhas nos Céus, nas Terras, e no meu coração.
Após ter ido para a deriva (vide escrito anterior), em contemplação comigo mesmo achei dúvidas maiores, certezas vazias, e descobri que ainda tinha amôr, que eu ainda saberia amar e ser amado; Eu ainda me tinha. Sendo amparado por estrêlas e vinhos, e castigado pelo Sol, vi o vento ecoar em seu silêncio nomes, pessôas e lugares, e vi a minha fé ser igual um mercúrio rudimentar, se quebra, derrete, e se faz rígido novamente. Vi a mais linda de olhos apertados para olhar os adornos do altar olhar por mim, olhar em mim, me dar um sopro no peito. A vida, em si, ainda continua, mas a sensação inerte e a vontade de se fazer completo com a terra fria e os olhos fechados ainda se faz cada vez mais presente.
A madeira-de-lei, já desgastando as mãos de tinta e verniz, são as coxas da amada-de-uma-vista-só, aonde me deito, e aceito os maus conselhos do feo e me deito, deixando o vinho entornar em mim minha realidade: São dias de lágrimas, amargar, frieza, Jethro Tull, solidão e questionamentos; Deus se intervém, e me abençoa com o sono da classe trabalhadora, Maria, de piedade infinita, me põe para dormir, e me cobre com seu sari. No meio de tôdo o caos, ranger de dentes e Gigot, eu ainda me encontro com o velho de pendão, que vem lá desde Deocleciano, lá do pôvo-da-correntina, de sino que tina na dobração, e faz a alma gemer. O pendão, ainda que velho, se faz renovado para quem o toma e o levanta, e segue. Mas, onde se fixa pendão em água funda? Perdão, raíz minha, mas hoje não, hoje quero do erro, da incerteza, quero o mangue e o saveiro com quilhéu quebrado, e as velhas memórias e sonhos quebrados dentro do matulo: Lembra da Cecília, da casa, da amada, da luz, dos jogos, de Fábio, do silêncio místico no altar lateral, da dôr, do mêdo, de achar que poderia ter sido - nunca foi, é ou será, esquece - talvez, ela nem sabe como é, dói, arde ou sente.
No mastro, apruma um albatroz cansado de tanto voar, com pluagem cansada, e cantar melódicamente melancólico, e eu o contemplo, sentindo seu sentimento de cansaço e pedido de descanso, e de nós, nos cabe apenas o pós-descanso, a vontade de achar seu ninho e apear nele, e nunca mais sair.
domingo, 2 de julho de 2017
Lírio.
Vê
que sou apenas um rapaz comum
que sou o que sou, e
O que quero ser
não comunga com minha necessidade
Sinto muito
Mas preciso (eu) deixar (tudo) isto
Não me cabe mais esperar
respira
sente
tem calma
fiz meu matulo e agora me cerco na reia
vejo palavras e pedras no chão
na mão
peito
dói
(não)
Obrigado por tudo
e mantenha a fé
Obrigado por nada
e mantenha (cada vez mais) a fé
Pelo cheio e vazio que me contemplam
e fazem hoje eu caminhar e saber cada vez mais
que o quanto mais eu buscar
menos vou ser
menos vou ter
na simplicidade e humildade
virá a tona
E a esperança que vinha natural
natural se permanece
E mesmo que doa ou mude
Sei que a vida é maravilhosa
mas agora
Me perdoa Javé
eu não consigo a nisto me ter
cai a lágrima avulsa
arrebenta o rebento
é noite lá fora
falta faz
Deus é quem sabe
vêm-me-vêr
amén.
que sou apenas um rapaz comum
que sou o que sou, e
O que quero ser
não comunga com minha necessidade
Sinto muito
Mas preciso (eu) deixar (tudo) isto
Não me cabe mais esperar
respira
sente
tem calma
fiz meu matulo e agora me cerco na reia
vejo palavras e pedras no chão
na mão
peito
dói
(não)
Obrigado por tudo
e mantenha a fé
Obrigado por nada
e mantenha (cada vez mais) a fé
Pelo cheio e vazio que me contemplam
e fazem hoje eu caminhar e saber cada vez mais
que o quanto mais eu buscar
menos vou ser
menos vou ter
na simplicidade e humildade
virá a tona
E a esperança que vinha natural
natural se permanece
E mesmo que doa ou mude
Sei que a vida é maravilhosa
mas agora
Me perdoa Javé
eu não consigo a nisto me ter
cai a lágrima avulsa
arrebenta o rebento
é noite lá fora
falta faz
Deus é quem sabe
vêm-me-vêr
amén.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Cinco Minutos.
Tirei o cordaço do píquete, adeus terra firme.
Adeus amigos, e adeus amigas, se ponham com os olhos nos olhos dos outros, e vejam a face do Cristo no rosto do outro, e vejam seus pecados não só no ato penitencial, e se perdoem e se amem não só nos muros de pó-de-ostra. Tô por aí, segurando a vida pelos dentes, e voltando de onde nunca deveria ter saído, e os sinalizadores que eu acendi e ninguém viu, e os pendões que levantei, não digam depois que viram, não digam em hora alguma que viram, pois, se realmente vocês tivessem visto, vocês iriam ter comigo, vocês seriam meus como eu tanto fui de vocês. Tô indo brincar de balanço com o pescoço, e estou esquecendo e deixando tôda essa lama e procedência duvidosa de lado. Ai de mim, Jerusalém, porque êles são maiores e pequenos que eu; Ai de mim, Assis, porque meus pés não tocam mais o chão; Ai de mim, Capadócia, porque no manto da Candeia e na voz de Cecília eu me guardei.
Caí no areal, e na hora da graça, me guardei. Guardei para mim os olhos do Cristo, e cruzei os braços do leme e quilhéu. Caí no areal, e até achei graça para tôdas as coisas serem como devem ser, e onde estão. Cai em mim a água da tristeza, e a tristeza se faz minha capa, e olho nos olhos de quem me fez promessas, de quem me ostentou concórdias e palavras: Aonde estão? Onde lhes cabem? Por quê? Diz a mim, voz initerrupta do feo, porque não te diminui em contraste com a Luz que emerge da linha horizontal do infinito? Deita-me nos teus braços, mais linda entre tôdas, e põe tuas mãos no meu rosto, desalinha minha barba, beija-me a testa e me dorme, me anoitece e nunca mais me deixe amanhecer, porque descobri hoje que a última luta é sempre a primeira: Tem dôr, tem fraqueijar, tem mêdo, mas logo ela cessa, e logo se é vencedor. Enrola-me nos teus braços, e mortificado, não deixa que meu corpo seja profanado, profana-o você primeiro. Bate-me nessa carne por tôdas as vezes que machuquei, omiti e menti, e pisa na minha boca por tôdas as vezes que tentei em vão me explicar e só me danei, e opr tôdas as vezes que eu tentei falar, mas me calei. Corta meus cabelos e os triunfa, dando aos porcos e aos peixes de mar doce, mostrando que minha vaidade era loucura. Põe-me na vala de lama, e deixa que os carangueijos sirvam-se de mim, para que ao menos uma vida, me tenha em utilidade da comunidade, da natureza, de Deus.
Depois disso, sairei da lama, como sempre me saio, e caio para a concórdia. Vou içar as velas do barco, e ir para onde a deriva mandar, e sozinho, como sempre foi e sempre há de ser, me encontro. Estarei longe, aonde tôdos os telefones não tem sinal, e as cartas não conhecem endereço, e os telegramas de vêm-me-ver não chegam. Estarei em algum lugar do oceano aonde tudo mantém-se inerte, solitário e vazio. Aonde o silêncio dói os ouvidos. Então, não se preocupe, e nem ache que há tempo ainda: Se você não percebeu, agora nesta linha te percebo, é tarde demais...
Não me siga, e não me faça perguntas que você já sabe a resposta, e nem venha se fazer presente se faz meia-volta e logo se vai embora sem realmente ter ajudado, ou ouvido de coração limpo e olhos abertos. Olha no último grau-de-linha, lá no fundo, já estou quase a sumir, não grite, não vou te ouvir, aqui neste porto não me tenho em felicidade, então, na contemplação da solidão, serei refém da água e das estrêlas, e no meu maior mêdo, eu me fecharei.
Quando entender o significidado disso tudo, apenas feche os olhos, e os abra, siga o jôgo. Não me venha dizer algo ou querer falar algo construtivo ou cheio do espírito, por favor, entenda que tudo isso já disse, desdisse e repeti, mas, você não entendeu e não tomou partido, e neste interém, dizer tudo o que já disse para mim, é tirar água de um pôço e enchê-lo com o mesmo balde. Agora, é tudo muito tarde, então, apenas siga, porque é o que estou fazendo.
Até.
Adeus amigos, e adeus amigas, se ponham com os olhos nos olhos dos outros, e vejam a face do Cristo no rosto do outro, e vejam seus pecados não só no ato penitencial, e se perdoem e se amem não só nos muros de pó-de-ostra. Tô por aí, segurando a vida pelos dentes, e voltando de onde nunca deveria ter saído, e os sinalizadores que eu acendi e ninguém viu, e os pendões que levantei, não digam depois que viram, não digam em hora alguma que viram, pois, se realmente vocês tivessem visto, vocês iriam ter comigo, vocês seriam meus como eu tanto fui de vocês. Tô indo brincar de balanço com o pescoço, e estou esquecendo e deixando tôda essa lama e procedência duvidosa de lado. Ai de mim, Jerusalém, porque êles são maiores e pequenos que eu; Ai de mim, Assis, porque meus pés não tocam mais o chão; Ai de mim, Capadócia, porque no manto da Candeia e na voz de Cecília eu me guardei.
Caí no areal, e na hora da graça, me guardei. Guardei para mim os olhos do Cristo, e cruzei os braços do leme e quilhéu. Caí no areal, e até achei graça para tôdas as coisas serem como devem ser, e onde estão. Cai em mim a água da tristeza, e a tristeza se faz minha capa, e olho nos olhos de quem me fez promessas, de quem me ostentou concórdias e palavras: Aonde estão? Onde lhes cabem? Por quê? Diz a mim, voz initerrupta do feo, porque não te diminui em contraste com a Luz que emerge da linha horizontal do infinito? Deita-me nos teus braços, mais linda entre tôdas, e põe tuas mãos no meu rosto, desalinha minha barba, beija-me a testa e me dorme, me anoitece e nunca mais me deixe amanhecer, porque descobri hoje que a última luta é sempre a primeira: Tem dôr, tem fraqueijar, tem mêdo, mas logo ela cessa, e logo se é vencedor. Enrola-me nos teus braços, e mortificado, não deixa que meu corpo seja profanado, profana-o você primeiro. Bate-me nessa carne por tôdas as vezes que machuquei, omiti e menti, e pisa na minha boca por tôdas as vezes que tentei em vão me explicar e só me danei, e opr tôdas as vezes que eu tentei falar, mas me calei. Corta meus cabelos e os triunfa, dando aos porcos e aos peixes de mar doce, mostrando que minha vaidade era loucura. Põe-me na vala de lama, e deixa que os carangueijos sirvam-se de mim, para que ao menos uma vida, me tenha em utilidade da comunidade, da natureza, de Deus.
Depois disso, sairei da lama, como sempre me saio, e caio para a concórdia. Vou içar as velas do barco, e ir para onde a deriva mandar, e sozinho, como sempre foi e sempre há de ser, me encontro. Estarei longe, aonde tôdos os telefones não tem sinal, e as cartas não conhecem endereço, e os telegramas de vêm-me-ver não chegam. Estarei em algum lugar do oceano aonde tudo mantém-se inerte, solitário e vazio. Aonde o silêncio dói os ouvidos. Então, não se preocupe, e nem ache que há tempo ainda: Se você não percebeu, agora nesta linha te percebo, é tarde demais...
Não me siga, e não me faça perguntas que você já sabe a resposta, e nem venha se fazer presente se faz meia-volta e logo se vai embora sem realmente ter ajudado, ou ouvido de coração limpo e olhos abertos. Olha no último grau-de-linha, lá no fundo, já estou quase a sumir, não grite, não vou te ouvir, aqui neste porto não me tenho em felicidade, então, na contemplação da solidão, serei refém da água e das estrêlas, e no meu maior mêdo, eu me fecharei.
Quando entender o significidado disso tudo, apenas feche os olhos, e os abra, siga o jôgo. Não me venha dizer algo ou querer falar algo construtivo ou cheio do espírito, por favor, entenda que tudo isso já disse, desdisse e repeti, mas, você não entendeu e não tomou partido, e neste interém, dizer tudo o que já disse para mim, é tirar água de um pôço e enchê-lo com o mesmo balde. Agora, é tudo muito tarde, então, apenas siga, porque é o que estou fazendo.
Até.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Deep Blue.
A arte da Solidão é muito mais do que estar ou ser só. Há mais coisas que englobam e fazem prudência no eremitismo de um ser - Independe de causa, reiligião, pensamento, ou forma de vida. A solidão é um casamento muito do possessivo, aonde só se olha, toca, sente, comunga e atrai sua senhora.
Alguns, ainda, optam pelo exílio como forma de vida para não mais ter com pessôas que lhe magoaram, outros apenas fazem uso para pôr a cabeça em ordem, outros como pretexto para a libertinagem, e mais outros diversos motivos. Para quê? Por quê? A Quem? A solidão é mal do século, e nos afasta enquão irmãos, deixando abismos enormes, e dando o outro a forma mais dura e rudimentar o medo - Há alguns de nós, irmãos, que precisam ter ombro-com-ombo, que fingem fortaleza, mas são fracos, e tantos outros adeptos da bandeira do Nazareno que mais parecem carregar a bandeira do geraseno. Há pessôas que apenas fingem se importar, fingem comungar com uma verdade geral e uma união que não vejo: Assim se cria a solidão tradicional, assim se matam almas e essências de pessôas aos poucos, bem lentamente.
Entenda: Solidão é diferente de isolamento, assim cabe entender, e medicar os doentes, de carne e de alma. Deixar o solitário vagar em seu deserto é estritamente perigoso, assim como para quem se isola, correr o risco de nunca se adaptar novamente em sociedade, tanto como o depressivo de sentir prazer nos raios de Sol. A missão, enquão não compreendida, tange, fere, corta e mata; Porém quando compreendida (aos poucos ou muito), se torna instumento de ensino a quem sofre e a quem cura o sofredor - dá-se mais prazer a vida, e deixa bem estar presente nos locais, e nos corações, deixa a vida ser vivida e vívida.
Olhe nos olhos do irmão e tenha compaixão, mantenha o amôr, e una; Cure as chagueias que nossos outros irmãos fizeram ao irmão que sofre; Doe palavras de incentivo, amôr, paz, carinho e união, pois se em cada um de nós existe uma centelha de Deus, unidos seremos mais do Triúno; Que nós possamos, cada um em nossa pequenez e limitações, fazer nosso melhor por nós, pelos nossos ao nosso redor, e por Deus. Não digamos palavras que aborrecem, não permeneceremos em um único ponto de vista, e nem façamos atos maldosos contra os outros, sejamos água, e deixemos a causa boa ser motriz, e atrair mais bondade para nós.
Deixamos nossos corações dividir seus batimentos com aquele que fraco palpita, diminuamo-nos em prol da maioridade de uma causa que muitas línguas professam, mas poucas sabem falar, e muitas pessôas seguem, mas poucas realmente vêem. É necessário que diminua em tudo, para que se cresça aquilo que nem tôdos os olhos vêem, nem tôdas as mãos tocam e nem tôdas as aureas sentem, e deve-se fazer de alma limpa e olhos tangidos, para que um dia tôdos os que nunca, sejam os que irão ter, devemos ser adeptos da porta estreita, pois nela está a cama amaciada e esmaecida de sôno bom, e a amada que nos irá dar carinho, ouvir o sôm, e nos fazer esquecer o tempo ruim. É necessário se fazer presente, e não marcar a sua presença na vida alheia: Seja medicador, e nunca o medicamento.
Alguns, ainda, optam pelo exílio como forma de vida para não mais ter com pessôas que lhe magoaram, outros apenas fazem uso para pôr a cabeça em ordem, outros como pretexto para a libertinagem, e mais outros diversos motivos. Para quê? Por quê? A Quem? A solidão é mal do século, e nos afasta enquão irmãos, deixando abismos enormes, e dando o outro a forma mais dura e rudimentar o medo - Há alguns de nós, irmãos, que precisam ter ombro-com-ombo, que fingem fortaleza, mas são fracos, e tantos outros adeptos da bandeira do Nazareno que mais parecem carregar a bandeira do geraseno. Há pessôas que apenas fingem se importar, fingem comungar com uma verdade geral e uma união que não vejo: Assim se cria a solidão tradicional, assim se matam almas e essências de pessôas aos poucos, bem lentamente.
Entenda: Solidão é diferente de isolamento, assim cabe entender, e medicar os doentes, de carne e de alma. Deixar o solitário vagar em seu deserto é estritamente perigoso, assim como para quem se isola, correr o risco de nunca se adaptar novamente em sociedade, tanto como o depressivo de sentir prazer nos raios de Sol. A missão, enquão não compreendida, tange, fere, corta e mata; Porém quando compreendida (aos poucos ou muito), se torna instumento de ensino a quem sofre e a quem cura o sofredor - dá-se mais prazer a vida, e deixa bem estar presente nos locais, e nos corações, deixa a vida ser vivida e vívida.
Olhe nos olhos do irmão e tenha compaixão, mantenha o amôr, e una; Cure as chagueias que nossos outros irmãos fizeram ao irmão que sofre; Doe palavras de incentivo, amôr, paz, carinho e união, pois se em cada um de nós existe uma centelha de Deus, unidos seremos mais do Triúno; Que nós possamos, cada um em nossa pequenez e limitações, fazer nosso melhor por nós, pelos nossos ao nosso redor, e por Deus. Não digamos palavras que aborrecem, não permeneceremos em um único ponto de vista, e nem façamos atos maldosos contra os outros, sejamos água, e deixemos a causa boa ser motriz, e atrair mais bondade para nós.
Deixamos nossos corações dividir seus batimentos com aquele que fraco palpita, diminuamo-nos em prol da maioridade de uma causa que muitas línguas professam, mas poucas sabem falar, e muitas pessôas seguem, mas poucas realmente vêem. É necessário que diminua em tudo, para que se cresça aquilo que nem tôdos os olhos vêem, nem tôdas as mãos tocam e nem tôdas as aureas sentem, e deve-se fazer de alma limpa e olhos tangidos, para que um dia tôdos os que nunca, sejam os que irão ter, devemos ser adeptos da porta estreita, pois nela está a cama amaciada e esmaecida de sôno bom, e a amada que nos irá dar carinho, ouvir o sôm, e nos fazer esquecer o tempo ruim. É necessário se fazer presente, e não marcar a sua presença na vida alheia: Seja medicador, e nunca o medicamento.
sábado, 3 de junho de 2017
Cântico das Criaturas.
Irmãos, Paz e Bem!
Tenho me encontrado e desencontrado com tôdas as suas lições, e quando me auxiliam a tirar os véus de minha visão, me ajudam a enxergar além de onde não consigo ver, mais além: De onde nem consigo imaginar que poderia estar, ser, viver ou sentir perante Deus Pai. Agradeço imensamente pelo meu coração, mensalmente, ser renovado pelo compromisso de servir e ser mensageiro da bôa palavra e bôm conselho, e ser ajudante de uma obra maior, maior que a mim mesmo e tôdos os outros vocacionados, ou que tôdos nós enquanto carne; Vos agradeço pela sacra paciência que tens (e com tôda a certeza terá bem mais) para comigo e nós tantos outros, mas, principalmente comigo, que ovelha desgarrada que sou, me encontro com o Pastor agora, e volto para a trilha de onde nunca deveria ter saído - que nunca me faltem agradecimentos a Deus por ter tido vossa tutela em minha vida.
Mas, Freis, me sou do mundo, e do mundo vivi, das mulheres amei, da bebida fiz mal (abusadamente mal) uso, e da fé duvidei, temi, por vezes ignorei, mesmo Deus estando ali o têmpo tôdo; A transição de ser limpo, só me mostra o quão sujo, e quanto há a reparar, e por vezes me encontro num impasse: Sujo para conviver no mundo, e Sujo para viver e têr o hábito de Francisco. Sou do degredo, e aqui nós têmos a "fé cega, faca amolada", e peço por perdão por n vezes que minha fala foi maior ou diferente da fé ou pensamentos que devemos professar ou guardar. Peço perdão pela barba desgrenhada, pela necessidade velada de querer desesperadamente saber, conhecer, e aprofundar, causando desconfortos, tanto como as aflicções tão partilhadas, que mesmo lhes tendo como uma candeia espiritual que me guiam até a Lux Majora, me esqueço e me ponho dos pés pelas mãos, e no velado silêncio, fitando a imagem do Chicão, penso em tudo que me fez chegar até vocês, que me acolhem tão bem, e me aceitam com minhas tatuagens, medos, manias e imperfeições. Obrigado por abrir a porta, e mostrar que ainda havia tempo e jeito, que tudo tem acerto, e que tôdos nós - até êste cronista - tem sua função na dinâmica celeste.
Que o Dulcíssimo, na Sua Infinita bondade e misericórdia encham seus caminhos de tôdos os bons sentimentos que já me trouxeram, e me aliviram das dôres do mundo, e de seus habitantes.
Tenho me encontrado e desencontrado com tôdas as suas lições, e quando me auxiliam a tirar os véus de minha visão, me ajudam a enxergar além de onde não consigo ver, mais além: De onde nem consigo imaginar que poderia estar, ser, viver ou sentir perante Deus Pai. Agradeço imensamente pelo meu coração, mensalmente, ser renovado pelo compromisso de servir e ser mensageiro da bôa palavra e bôm conselho, e ser ajudante de uma obra maior, maior que a mim mesmo e tôdos os outros vocacionados, ou que tôdos nós enquanto carne; Vos agradeço pela sacra paciência que tens (e com tôda a certeza terá bem mais) para comigo e nós tantos outros, mas, principalmente comigo, que ovelha desgarrada que sou, me encontro com o Pastor agora, e volto para a trilha de onde nunca deveria ter saído - que nunca me faltem agradecimentos a Deus por ter tido vossa tutela em minha vida.
Mas, Freis, me sou do mundo, e do mundo vivi, das mulheres amei, da bebida fiz mal (abusadamente mal) uso, e da fé duvidei, temi, por vezes ignorei, mesmo Deus estando ali o têmpo tôdo; A transição de ser limpo, só me mostra o quão sujo, e quanto há a reparar, e por vezes me encontro num impasse: Sujo para conviver no mundo, e Sujo para viver e têr o hábito de Francisco. Sou do degredo, e aqui nós têmos a "fé cega, faca amolada", e peço por perdão por n vezes que minha fala foi maior ou diferente da fé ou pensamentos que devemos professar ou guardar. Peço perdão pela barba desgrenhada, pela necessidade velada de querer desesperadamente saber, conhecer, e aprofundar, causando desconfortos, tanto como as aflicções tão partilhadas, que mesmo lhes tendo como uma candeia espiritual que me guiam até a Lux Majora, me esqueço e me ponho dos pés pelas mãos, e no velado silêncio, fitando a imagem do Chicão, penso em tudo que me fez chegar até vocês, que me acolhem tão bem, e me aceitam com minhas tatuagens, medos, manias e imperfeições. Obrigado por abrir a porta, e mostrar que ainda havia tempo e jeito, que tudo tem acerto, e que tôdos nós - até êste cronista - tem sua função na dinâmica celeste.
Que o Dulcíssimo, na Sua Infinita bondade e misericórdia encham seus caminhos de tôdos os bons sentimentos que já me trouxeram, e me aliviram das dôres do mundo, e de seus habitantes.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Você de Azul.
As pessôas, ao longo dos dias idos, se alongaram de mim, e eu me deixei ser água, apenas as lavei, e esvaneci quaisquer sentimentos delas - as deixei irem embora, e de mim, sobrou apenas pequenas gotículas que fôram secadas em uma toalha de mão ou pano de prato, eu fui passagem necessária para algo melhor, ou pior, não fui mensagem, mas sim mensageiro. Aonde quer que eu vá, sei que estarei só; E mesmo que cada fécula da reia da praia se transforme em gente e que tôdas essas gêntes unidas me amassem e me quisessem para si, e ter comigo no mais completo ode a uma amizade, ainda sim estaria vazio e só. E mesmo que a mais amada das mais belas das mais desejadas da mais Cecília voltasse para minha mente e meu destino, só estaria: A minha solidão é de têmpos, e que apenas Deus cuida, Deus protege, Deus tira. A minha solidão é saber que sou um dos poucos, talvez o único num raio de 20 quilômetros que pensa de forma híbrida e consistente, como uma argila semi-moldada, que sempre pode ser adjustada ou retocada.
Minha solidão se dói sozinha, e se manifesta em mim porque minha Luz é forte, e quando eu eiei a candeia para olhar os pés da Concórdia, os lavar e os beijar, êles me taxaram de louco; Porque quando me humilhei na eucaristia, êles me entregaram olhares malecidentes; Porque quando eu comecei a anunciar minha fé e tomar meus nortes, louco fui e esquecido dos amigos me tornei; Porque o quanto mais fui fiel a minha essência, mais as idéias erradas e que há muito e há tanto eu exortei de minha mente, êles tentam pôr novamente. Deus viu tudo, os meus erros e acertos, e pra quem acreditou em mim, muito obrigado - a quem duvidou, peço perdão por nunca ter sido digno de confiança e elo.
Quando enfrentei meu último dragão, percebi que me tornei um daqueles eremitas loucos, que já sabiam da sua verdade, e não tinham mais nada a fazer, a não ser espalhar a boa-nova pelos muros, casas e campas; Dando ao mundo aquilo que se foi ganhado em recompensa - poucos ouvem, e dos poucos que ouvem, quase nenhum nota ou percebe, e com isso me torno um feo personagem Quixotesco, procurando um ideal antigo, vazio, mas que muito enche em meu peito, me fulgura e trás brilho nos olhos acinzentados agora, mel a tarde, verde de manhã, avelã durante a turvação. Eu sou o que preciso ser, e agora, sou a solidão: O menino que ganhou o não da amada e fica no salão vazio, chutando confettes e serpentinas, enquanto tôdos saem e a banda guarda seus metais. Sim, sou eu; Quem se sente só, porém sabe que a solidão não é ruim. Agora, eu sou água, e saber que caminho entre a ávida multidão se existir, me faz feliz, me faz ótimo, me faz môrto, me faz cada vez mais estar perto d'Ele - quem me amou primeiro; E sei que uma hora, em algum lugar do mundo, alguém veramente estará lá, e quando esse alguém me notar, e eu o ver entre as condensadas marés-de-gente, saudar irei, e juntos nos teremos, enquão isso, estaremos aqui na ilha, tentando acordar os mortos que passam e passeam nas minhas vistas, e são bem mais solitários que eu.
Minha solidão se dói sozinha, e se manifesta em mim porque minha Luz é forte, e quando eu eiei a candeia para olhar os pés da Concórdia, os lavar e os beijar, êles me taxaram de louco; Porque quando me humilhei na eucaristia, êles me entregaram olhares malecidentes; Porque quando eu comecei a anunciar minha fé e tomar meus nortes, louco fui e esquecido dos amigos me tornei; Porque o quanto mais fui fiel a minha essência, mais as idéias erradas e que há muito e há tanto eu exortei de minha mente, êles tentam pôr novamente. Deus viu tudo, os meus erros e acertos, e pra quem acreditou em mim, muito obrigado - a quem duvidou, peço perdão por nunca ter sido digno de confiança e elo.
Quando enfrentei meu último dragão, percebi que me tornei um daqueles eremitas loucos, que já sabiam da sua verdade, e não tinham mais nada a fazer, a não ser espalhar a boa-nova pelos muros, casas e campas; Dando ao mundo aquilo que se foi ganhado em recompensa - poucos ouvem, e dos poucos que ouvem, quase nenhum nota ou percebe, e com isso me torno um feo personagem Quixotesco, procurando um ideal antigo, vazio, mas que muito enche em meu peito, me fulgura e trás brilho nos olhos acinzentados agora, mel a tarde, verde de manhã, avelã durante a turvação. Eu sou o que preciso ser, e agora, sou a solidão: O menino que ganhou o não da amada e fica no salão vazio, chutando confettes e serpentinas, enquanto tôdos saem e a banda guarda seus metais. Sim, sou eu; Quem se sente só, porém sabe que a solidão não é ruim. Agora, eu sou água, e saber que caminho entre a ávida multidão se existir, me faz feliz, me faz ótimo, me faz môrto, me faz cada vez mais estar perto d'Ele - quem me amou primeiro; E sei que uma hora, em algum lugar do mundo, alguém veramente estará lá, e quando esse alguém me notar, e eu o ver entre as condensadas marés-de-gente, saudar irei, e juntos nos teremos, enquão isso, estaremos aqui na ilha, tentando acordar os mortos que passam e passeam nas minhas vistas, e são bem mais solitários que eu.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Meu Lar É Onde Estão Meus Sapatos.
Minhas mãos se fecham, dobram, abrem e transbordam. Minha mãos não são minhas, elas são apenas ferramentas de Deus, da Mãe Cecília, de Tomás de Aquino, de Jorge, Francisco de Assis, de Basílio Antônio do Deserto. Minhas mãos fazem parte da promessa daquilo que eternizei nos textos e nas rezas compassadas, e compadecidas de rôgo; Minhas mãos se cruzam num jôgo de palavras sempre repetido, invertido, trocado, rido, rezado, comprimido, expremido e tocado, e se quiser saber, por favôr, deixe essas palavras minhas tocarem sua alma.
Eu não posso me esquecer das palavras da velha senhora, sentada no sofá, bordando seus panos, e com o cão ao seu lado, assim como não posso esquecer das palavras proferidas na frente da geral, prostrado ao altar, assim como não posso esquecer da conversa que tive com aquela linda moça, tanto como não devo sequer deixar de recordar da música mais linda que as minhas mãos compuseram que não tocou em disco algum. Eu não posso me esquecer das coisas que estão me fazendo seguir em frente, ser quem eu sou, viver o que sinto, e amar quem tanto me amou primeiro. Eu não posso me esquecer que agora é por mim, que sou eu por mim, e que tudo aquilo lá morreu, ficou pra nunca mais, e quando fechei a porta, ferrei os batentes e a chave joguei na reia do açude, assim, não posso me ir para trás, nem me dar o direito de espiar pelo que há atrás da porta trancada. O que ficou no ontem, morreu no ontem,
Meus olhos semicerram para ver o que há atrás das linhas, dos arrimetes de pessôas que se vem e andam contra meu caminho, e o trastejado das nuvens sôbre os edifícios fazem a magia da vida e do mundo acontecer, e de repente, me sinto mais completo, mais vivo, mais feliz. E quando disse que viria, não acreditei, porque nunca se veio, mas, quando inundou, se fez por completo, e a dúvida, ainda recorrente, se fez em mim, mas não me habita, apesar de recorrentemente me possuir. Os meus planos são maiores que a dôr, que a dúvida, e a solidão. Maiores que o mêdo. Maiores que a mim mesmo. Maiores que essa água e esse vinho.
Irmãos, deitem-se ao meu lado, e dêem-me tuas mãos, sintam então, no silêncio tôda a sinfônica de Deus e tôdo o caos do mundo, olha dentro dos olhos e vêde mais do que cada um sente, cada um pensa, cada um faz ou tem, absorve das pessôas suas alegrias, e afoga as tristezas delas, permanecendo-se em amôr. deixando-se o amôr, sendo água corrente, água que se lavam as mãos sujas do labor, do pecado, da maldade e de tôdo o sangue. Ser água é a mensagem, mas, nem tôdos irão entender, e por isso preferirão ser sangue, e eu, na minha leiga ignorância, serei nada, serei ninguém. Mas, ainda sim insistirei a dizer para a multidão que nem me sabe ou que nem me lê, que é apenas isso: Dar amôr, eliminar tristeza, perdoar, e ser água, para se lavar e lavar o mal das mãos alheias.
E o resto será um detalhe.
Eu não posso me esquecer das palavras da velha senhora, sentada no sofá, bordando seus panos, e com o cão ao seu lado, assim como não posso esquecer das palavras proferidas na frente da geral, prostrado ao altar, assim como não posso esquecer da conversa que tive com aquela linda moça, tanto como não devo sequer deixar de recordar da música mais linda que as minhas mãos compuseram que não tocou em disco algum. Eu não posso me esquecer das coisas que estão me fazendo seguir em frente, ser quem eu sou, viver o que sinto, e amar quem tanto me amou primeiro. Eu não posso me esquecer que agora é por mim, que sou eu por mim, e que tudo aquilo lá morreu, ficou pra nunca mais, e quando fechei a porta, ferrei os batentes e a chave joguei na reia do açude, assim, não posso me ir para trás, nem me dar o direito de espiar pelo que há atrás da porta trancada. O que ficou no ontem, morreu no ontem,
Meus olhos semicerram para ver o que há atrás das linhas, dos arrimetes de pessôas que se vem e andam contra meu caminho, e o trastejado das nuvens sôbre os edifícios fazem a magia da vida e do mundo acontecer, e de repente, me sinto mais completo, mais vivo, mais feliz. E quando disse que viria, não acreditei, porque nunca se veio, mas, quando inundou, se fez por completo, e a dúvida, ainda recorrente, se fez em mim, mas não me habita, apesar de recorrentemente me possuir. Os meus planos são maiores que a dôr, que a dúvida, e a solidão. Maiores que o mêdo. Maiores que a mim mesmo. Maiores que essa água e esse vinho.
Irmãos, deitem-se ao meu lado, e dêem-me tuas mãos, sintam então, no silêncio tôda a sinfônica de Deus e tôdo o caos do mundo, olha dentro dos olhos e vêde mais do que cada um sente, cada um pensa, cada um faz ou tem, absorve das pessôas suas alegrias, e afoga as tristezas delas, permanecendo-se em amôr. deixando-se o amôr, sendo água corrente, água que se lavam as mãos sujas do labor, do pecado, da maldade e de tôdo o sangue. Ser água é a mensagem, mas, nem tôdos irão entender, e por isso preferirão ser sangue, e eu, na minha leiga ignorância, serei nada, serei ninguém. Mas, ainda sim insistirei a dizer para a multidão que nem me sabe ou que nem me lê, que é apenas isso: Dar amôr, eliminar tristeza, perdoar, e ser água, para se lavar e lavar o mal das mãos alheias.
E o resto será um detalhe.
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Deniz Üstü Köpürür.
Quando eu sair na rua, que meus olhos ao fitarem cada pessôa, entenda e compreenda, não julgue, abomine, reivindique ou assimile o mal alheio; Quando minhas mãos tocarem outras, que sejam para saudar amizades, propagar o amôr, e ter com quem estimo, e quando minha voz se desprender da grôta, que num repente mil rouxinóis saiam de minha boca e elês cantem canções aos ouvidos de quem ouve o que digo, que seja macio, leve, de respeito, de consideração, de módico, e amôr. Que minha vida seja para ser, e não para ter, e que no entendimento da vida, eu me arme, e harmonize com as dissonantes da vida, e que meus desejos e alegrias não sejam frustradas por qualquer história de qualquer lenda de qualquer lugar de qualquer estrada; Que eu consiga, no meu caminho, seguir e estar sempre na reta que me proponho, que nenhum mal me tome pela mão, olhos ou ouvidos, e nem mal-digam as coisas que tenho em meu coração. E mesmo se disserem o que há dentro dele, forte tenho que ser, para não turvar minha essência, e se turvarem por insistência o que tenho em meu coração, inabalável há de ser minha alma, pois ela não me fiz dono - guardei aos olhos de Deus; E quando ele quiser, ele há de tomá-la para si. Minha carne será adubo de grama e paragem, e meu sorriso estará no dia acinzado, frio, nublado, com a criança de capa plástica de chuva brincando na poça de água. Eu serei a grã felicidade das pequenas coisas, e se Deus permitir, que essa felicidade que eu seja, eu consiga a comungar a tôdos ao meu redor, e que eu seja água, seja leve, seja tranquilo, seja de quem busca o constante equilíbrio.
Percebo hoje, quando junto as pedras que acho no caminho para restaurar minha ermida, que tive, tenho e sou muito forte, mais forte do que imaginei um dia que eu pudesse ser, e bendigo: Louvado o Deus que me trouxe até aqui, e que nos 16 anos de aflicções, loucuras e sonhos tão fraqueijados, ouviu a voz, e esperou. Calou. Entendeu. E foi ser. E hoje, é. Te dão a fé, mas não deixam você a expressar, te dão o amôr, mas não lhe retribuem, lhe dizem da vida, mas não lhe permitem a fé, restou apenas seguir, mas, até na sua caminhada querem lhe pôr barreiras, botar cercas e não deixarem você ser o que tens tão guardado de maravilhoso para si. Você nunca tem o direito de ser maravilhoso, e é por isso que os irmãos mais fracos saem abertamente da vida. Fracos? Heróis. Corajosos, Reis. Na ida, encontraram a esperança de um lugar melhor, e independente de crenças e doutrinas, tôda pessôa que se faz ímolada pela sua fé ou modo de pensar não merece castigo ou danação eterna, há uma fagulha de Jan Palach em cada um de nós.
Percebo hoje, quando junto as pedras que acho no caminho para restaurar minha ermida, que tive, tenho e sou muito forte, mais forte do que imaginei um dia que eu pudesse ser, e bendigo: Louvado o Deus que me trouxe até aqui, e que nos 16 anos de aflicções, loucuras e sonhos tão fraqueijados, ouviu a voz, e esperou. Calou. Entendeu. E foi ser. E hoje, é. Te dão a fé, mas não deixam você a expressar, te dão o amôr, mas não lhe retribuem, lhe dizem da vida, mas não lhe permitem a fé, restou apenas seguir, mas, até na sua caminhada querem lhe pôr barreiras, botar cercas e não deixarem você ser o que tens tão guardado de maravilhoso para si. Você nunca tem o direito de ser maravilhoso, e é por isso que os irmãos mais fracos saem abertamente da vida. Fracos? Heróis. Corajosos, Reis. Na ida, encontraram a esperança de um lugar melhor, e independente de crenças e doutrinas, tôda pessôa que se faz ímolada pela sua fé ou modo de pensar não merece castigo ou danação eterna, há uma fagulha de Jan Palach em cada um de nós.
Aos nôvos, por favor: Não se rendam, de jeito maneira, e em hora alguma, vos trago a Luz de uma Candeia que nunca se apaga dizendo que o tempo corre entre suas mãos, e tudo passa, tôdas as coisas tem tempo, momento, hora e estação, e que sempre que a tristeza e desânimo abater, que Deus se faça presente e habite em você. Nôvo, não caia no medo ou na solidão, porque por mais que você esteja sozinho, há alegria, há o que ser feito e sentido. Tenha calma, respire, procure gente que tenha cabeça bôa e peito aberto, e converse, sinta, tenha a paz. Obtenha a alegria, e sorria quando o vento carinhar seu cabelo - você nunca andará sozinho; Eu estou aqui, tentando te mostrar algo que me faz andar nas ruas querendo fazer e ser (d)o meu melhor para tôdos, e tão somente isso, apenas acredite que uma hora tudo isso passa, e as ondas logo cessam, e o que era incompreendido, se faz compreendido, e o que era maravilhoso, se aperfeiçoa, e os olhos que eram cegos, agora vêem como água clara. Não se renda, e não se deixe abater: A vida é linda. A vida é, e está dentro de você.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
She Has A Way.
No frio quero te encontrar, no meio da rua e dar-te o meu beijo, o meu carinho, o meu amôr, saber e deixar entendido que você foi por quem tanto esperei, por quem tanto errei, e agora, prostado ante a você, estou a me entregar pela última vez, longe de mim e de tôdo e qualquer tipo de coisa e pessôa, ter-te no meu infinito. Faça ser você a ligação de tôdos os pontos, a soma de tôdas as contas, a mulher da palavra, a buladora da minha regra, e motivo de sonho realizado.
E se aceitar esta módica proposta, será então você, a Madonna dos meus sonhos, escritos, e Concórdia dos meus dias, será a lança, razonete, pendão e escudo, forma e conteúdo, cabelos escuros, sorriso brejeiro, flôr de degredo - olhos que tangem o incerto, que me acertam pelo sincero, me sextavam, inflam, diminuem, me fazem ser tudo e nada, me fazem ser apenas teu - tôdo teu. Te descer até o Vale, te mostrar o acizentado do Céu, e no abrigo das marquises e de concreto, te contar tudo o que sei sobre esses concretos, sobre essas madeiras ornadas, sobre esses pó-de-ostras, sobre a garôa que cai sobre nossos ombros, seu casaco, seu sorriso, meus pés, nem tocam o chão. Não existem mãos que se dão no frio, e sim braços que se cruzam, existem olhos que se entendem, mesas de bares baratos aonde um de frente com o outro, tomaríamos algo para nos esquentarmos, e irmos ter mais com a cidade, comer aquele lanche, vermos o Sol descer do Jardim Suspenso, ter seu colo e afago, e de mim, ter minha música, ter minha escrita, minha devoção, ter minha proteção.
Te deixar na porta de casa, um beijo na testa, um abraço, toma pela mão, um beijo, até amanhã, avisa quando chegar, eu amo você, se cuida, você está linda hoje, e tantas outras frases, sentenças, lugares e coisas que até criaram poeira só por esperar você, só em poder achar que eram tão dignas de você, assim como eu achei que pudesse te ter, ser minha, tantas coisas que caberiam somente no incrível universo de nós dois, tudo aquilo que não poderia de forma alguma ficar para depois ou mais tarde, aprender de você, e te dar as palavras sobre mim, e ter em nós a tempestuosidade da intensidade mas as calmarias de se fazer preguiça na cama, com os corpos colados, dijuntos, com os batimentos sincronizados, com a resipiração se alternando, deixando ser infinito nosso sôpro, e fazendo a vida não apenas existir, mas, ser vivida e vívida com uma fulgoriosidade que somente Deus entenderia e abençoaria. Seria aquilo que não se nomearia porque não demos um nome ainda.
Seria a dissonância da minha guitarra, seria o sôm que as seis cordas tentariam - em vão - reproduzir em madeira vulgar, aquilo que ouso dizer que me lembra você, ou que em melodia te faria, minhas mãos, tão sujas para lhe tocar, harmonizar, meus olhos, tão ímpios que te tangem, prenunciam tôda a vistosidade que nasce e morre em teus lábios, meus braços e tronco, se não merecem o hábito, não merecem mais ainda o hábito de teu abraço. Abençoado eu por te ter. Por te viver. Por te sentir. Por te ser.
Não sei, aonde você está, e nem o valôr ou peso de sua existência, mas sei que está por aqui, em algum lugar que ainda não pude ver, saber, ou ter por onde. Talvez, durante minha existência, eu nunca te ache, mas, saiba que mesmo que esta incrível estória de amôr que nunca existiu, é mais humilde que o Taj Mahal, porém, mais ornada em detalhes e mais rica em vivacidade. E é tudo por você.
E se aceitar esta módica proposta, será então você, a Madonna dos meus sonhos, escritos, e Concórdia dos meus dias, será a lança, razonete, pendão e escudo, forma e conteúdo, cabelos escuros, sorriso brejeiro, flôr de degredo - olhos que tangem o incerto, que me acertam pelo sincero, me sextavam, inflam, diminuem, me fazem ser tudo e nada, me fazem ser apenas teu - tôdo teu. Te descer até o Vale, te mostrar o acizentado do Céu, e no abrigo das marquises e de concreto, te contar tudo o que sei sobre esses concretos, sobre essas madeiras ornadas, sobre esses pó-de-ostras, sobre a garôa que cai sobre nossos ombros, seu casaco, seu sorriso, meus pés, nem tocam o chão. Não existem mãos que se dão no frio, e sim braços que se cruzam, existem olhos que se entendem, mesas de bares baratos aonde um de frente com o outro, tomaríamos algo para nos esquentarmos, e irmos ter mais com a cidade, comer aquele lanche, vermos o Sol descer do Jardim Suspenso, ter seu colo e afago, e de mim, ter minha música, ter minha escrita, minha devoção, ter minha proteção.
Te deixar na porta de casa, um beijo na testa, um abraço, toma pela mão, um beijo, até amanhã, avisa quando chegar, eu amo você, se cuida, você está linda hoje, e tantas outras frases, sentenças, lugares e coisas que até criaram poeira só por esperar você, só em poder achar que eram tão dignas de você, assim como eu achei que pudesse te ter, ser minha, tantas coisas que caberiam somente no incrível universo de nós dois, tudo aquilo que não poderia de forma alguma ficar para depois ou mais tarde, aprender de você, e te dar as palavras sobre mim, e ter em nós a tempestuosidade da intensidade mas as calmarias de se fazer preguiça na cama, com os corpos colados, dijuntos, com os batimentos sincronizados, com a resipiração se alternando, deixando ser infinito nosso sôpro, e fazendo a vida não apenas existir, mas, ser vivida e vívida com uma fulgoriosidade que somente Deus entenderia e abençoaria. Seria aquilo que não se nomearia porque não demos um nome ainda.
Seria a dissonância da minha guitarra, seria o sôm que as seis cordas tentariam - em vão - reproduzir em madeira vulgar, aquilo que ouso dizer que me lembra você, ou que em melodia te faria, minhas mãos, tão sujas para lhe tocar, harmonizar, meus olhos, tão ímpios que te tangem, prenunciam tôda a vistosidade que nasce e morre em teus lábios, meus braços e tronco, se não merecem o hábito, não merecem mais ainda o hábito de teu abraço. Abençoado eu por te ter. Por te viver. Por te sentir. Por te ser.
Não sei, aonde você está, e nem o valôr ou peso de sua existência, mas sei que está por aqui, em algum lugar que ainda não pude ver, saber, ou ter por onde. Talvez, durante minha existência, eu nunca te ache, mas, saiba que mesmo que esta incrível estória de amôr que nunca existiu, é mais humilde que o Taj Mahal, porém, mais ornada em detalhes e mais rica em vivacidade. E é tudo por você.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
49 By-Byes.
Eu me sinto num mundo separado do mundo, por isso digo que sou um velho num corpo de um môço, meus valores, minha ética, tudo aquilo que minha mão entorna e fecha, não é desse tempo, tampouco ornamenta o que meus contemporâneos anseiam; O que muitos dos meus amigos e conhecidos gostam ou acham comum, dito normal, eu acho estranho, feio, perigoso, ou até vulgar - enfim, é tudo besteira, coisa temporã, não vou tomar seu tempo com essas asneiras - ah, eu sou maçante: Abaixo a Tainha, pela segunda vez consecutiva.
Minha sina para seguir, então, é escrever, ouvir música, pensar, beber, rezar e pensar mais um pouco. Vejo muitas coisas de muitas formas e nada me agrada, é pouco, ou quase nada é daquilo o que realmente me agrada, sabe? Tenho visto falso interesse, falsa moralidade, falsa caridade, e não vejo necessidade disso, acho que doa a quem doer, temos que ser claros e transparentes, fica do nosso lado quem nos ama e quem nos aceita; Mas, ainda sim, vejo pessôas que mentem aos outros e a si mesmas, por medo de solidão, pobreza, ou de qualquer outra coisa. Vejo pessôas que se sentem bôas, mas que não são, pessôas que professam amôr, mas tem mãos sujas de sangue, sangue esse que não provém do amôr, mas de ódio, ciúmes, raiva, de lágrima.
E tudo isso me assusta, me deixa com mêdo do futuro.
Eu mesmo, desisti de sonhos que poderia dar a minha alma e essência para tê-los; Doeu, mas, estou aqui. Inteiro. Porém, não consigo entender a necessidade de se afundar por uma causa perdida, por um sonho que não vale a pena - viver uma vida tão vazia, tão oca, tão supérfula, tão irreal - eu vejo pessôas ao meu redor que conhecem o livro de Salmos, mas não conhecem para Quem os textos foram escritos, nem o que significam; Enfim... Tudo isso me faz pensar muito, e só me dá a certeza que eu não sou daqui. Só estou esperando o desencarne, numa plataforma de trem cheia de gente, de mais diversas formas, trejeitos e sensações, que entram e saem de seus vagões, enquanto o meu nem parou na plataforma ainda. Até lá: Ouço um somzinho, tomo uma, dou uma caminhada no centro, e sinto o vento carinhar meu cabelo, deixando tido ser como já está sendo, sem alterar passado, presente e futuro. E, não existe um dia sequer que eu não pense nisso tudo, e cada dia mais tenho certeza que não me pertenço a essas gentes que julgam o alheio no aleatório, mas não se aceitam ser julgadas - elas também são alheio, elas também serão incompreendidas, elas também são pessôas.
Deus sabe como eu amaria, adoraria ter uma senhora pra ser minha, e eu dela, um bolinho de carne pra trocar fralda, uma casa pra chamar os amigos e fazer um churrasco, mas, hoje, no atualmente não me vejo mais nisso, nem mais assim - e eu debandei dos meus sonhos, para não viver mais como a massa tanto quer e tanto discordo, tanto discorro, tanto presto socorro. Apenas sigo, apenas peno, apenas.
Minha sina para seguir, então, é escrever, ouvir música, pensar, beber, rezar e pensar mais um pouco. Vejo muitas coisas de muitas formas e nada me agrada, é pouco, ou quase nada é daquilo o que realmente me agrada, sabe? Tenho visto falso interesse, falsa moralidade, falsa caridade, e não vejo necessidade disso, acho que doa a quem doer, temos que ser claros e transparentes, fica do nosso lado quem nos ama e quem nos aceita; Mas, ainda sim, vejo pessôas que mentem aos outros e a si mesmas, por medo de solidão, pobreza, ou de qualquer outra coisa. Vejo pessôas que se sentem bôas, mas que não são, pessôas que professam amôr, mas tem mãos sujas de sangue, sangue esse que não provém do amôr, mas de ódio, ciúmes, raiva, de lágrima.
E tudo isso me assusta, me deixa com mêdo do futuro.
Eu mesmo, desisti de sonhos que poderia dar a minha alma e essência para tê-los; Doeu, mas, estou aqui. Inteiro. Porém, não consigo entender a necessidade de se afundar por uma causa perdida, por um sonho que não vale a pena - viver uma vida tão vazia, tão oca, tão supérfula, tão irreal - eu vejo pessôas ao meu redor que conhecem o livro de Salmos, mas não conhecem para Quem os textos foram escritos, nem o que significam; Enfim... Tudo isso me faz pensar muito, e só me dá a certeza que eu não sou daqui. Só estou esperando o desencarne, numa plataforma de trem cheia de gente, de mais diversas formas, trejeitos e sensações, que entram e saem de seus vagões, enquanto o meu nem parou na plataforma ainda. Até lá: Ouço um somzinho, tomo uma, dou uma caminhada no centro, e sinto o vento carinhar meu cabelo, deixando tido ser como já está sendo, sem alterar passado, presente e futuro. E, não existe um dia sequer que eu não pense nisso tudo, e cada dia mais tenho certeza que não me pertenço a essas gentes que julgam o alheio no aleatório, mas não se aceitam ser julgadas - elas também são alheio, elas também serão incompreendidas, elas também são pessôas.
Deus sabe como eu amaria, adoraria ter uma senhora pra ser minha, e eu dela, um bolinho de carne pra trocar fralda, uma casa pra chamar os amigos e fazer um churrasco, mas, hoje, no atualmente não me vejo mais nisso, nem mais assim - e eu debandei dos meus sonhos, para não viver mais como a massa tanto quer e tanto discordo, tanto discorro, tanto presto socorro. Apenas sigo, apenas peno, apenas.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Eire.
O vero Rei não se encontra nas casas ornadas, nem nas casas dos Orléans e Bragança - e nem voltará míticamente como os Sebastianistas previram, o dia da vinda sera diferente do que os ditos sábios entenderam dos textos dos escribas: El Rei nunca pode volar de um lugar que nunca saiu, Êle apenas comunga com quem O sente, O crê e vê além de tudo isso.
Nas toalhas-de-mesa, durante um café, Estará lá, o Rei com roupa de tecido barato, e borda esgarçada e esfarrapada, e Sua graça se faz no pão comprado com o troco da cerveijada no bar, que aonde portando um copo americano tradicional, também lá Êle esteve. Procuram um Rei pobre no ouro, e veneram sua obra invertendo e descompromissando tôdas as coisas que Êle nunca teve (na verdade, nunca precisou), nem em vida, nem em morte. Quando feito homem, se adjuntou dos pobres, dos que sofrem e eiam em aboios, de lágrimas que tremem o chão quando as tocam, do coração lacrado, e da falta da esperança, Quando feito um de nós, sentou ao nosso lado, tomou da nossa bebida, comeu do nosso, soube e viveu conosco cada uma de nossas aflicções e medos, e nos confirmou e mostrou em inúmeras histórias e in loco a realidade de um local melhor, de um lugar em que ninguém se oprime, e que a verdade absoluta é tão difundida quanto um bom dia. Quem o matou, hoje é quem eia em aboio, pois sabe do sangue nas mãos; Êle, o Rei dos pobres, Gente como a gente, Pai do degredo, soube, sentiu e viveu como cada um de seus filhos a ingratidão, maldade, solidão, medo e indiferença. Êle venceu, por nós, pela verdade que havia em Sua Alma.
Por isso, peço: Vai, e convoca tua igreja, toma teus irmãos, mas só êles, sem caridade forçada ou imposta; Desce com a tua comunidade, e faz o povo de Deus comungar com quem mais precisa do amôr de Deus: As pastorais não adiantam nada se não tiverem o que moldar, o que encaminhar, a quem socorrer. Leva comida ao faminto, água ao que tem sêde, manta ao que tem frio, e amôr ao que perece só, e se sua igreja não o fizer, faça só, seja espelho, seja Luz, seja guia. Os doutores de Lei, padres, pastôres, e monges se perderam e nos véus de novo se cegaram, negando em acolher o vero povo de Deus, do qual a igreja prometeu cuidar e amparar enquão na função de comunidade de amôr, fé e esperança. Lê, e assimila: Hoje, carrego comigo valores enraizados em mim, que cada dia se tornam mais evidentes, e se hoje me sinto preparado para saudar com "Paz e Bem" é porque me sinto preparado para dividir a Paz e o Bem que carrego comigo a tôdos ao meu redor, e se me encontro num caminho aberto, quero que tôdos venham comigo, mas, a ninguém posso ou devo obrigar, pois só divido o que tenho a quem quer, não posso obrigar a ninguém a aceitar o que não convém, ou que creia em mim: A quem se saciou, não se obriga a comer mais. Livre arbítrio.
Se não tivermos a constância, discernimento, amôr, caridade, e paz, tudo isso se torna inútil, inclusive a própria vida e suas maravilhas. Tôdo dia é uma novidade de fazer um nôvo caminho, nova estrada e nova paz de espírito - e por mais que muitos fantasmas do passado possam vir nos assombrar e nos querer de volta, cabe a nós nos rendermos diante de tudo isso e sermos a pessôa de sempre, ou sermos alguém melhor, não para ninguém, mas, para nós mesmos.
Nas toalhas-de-mesa, durante um café, Estará lá, o Rei com roupa de tecido barato, e borda esgarçada e esfarrapada, e Sua graça se faz no pão comprado com o troco da cerveijada no bar, que aonde portando um copo americano tradicional, também lá Êle esteve. Procuram um Rei pobre no ouro, e veneram sua obra invertendo e descompromissando tôdas as coisas que Êle nunca teve (na verdade, nunca precisou), nem em vida, nem em morte. Quando feito homem, se adjuntou dos pobres, dos que sofrem e eiam em aboios, de lágrimas que tremem o chão quando as tocam, do coração lacrado, e da falta da esperança, Quando feito um de nós, sentou ao nosso lado, tomou da nossa bebida, comeu do nosso, soube e viveu conosco cada uma de nossas aflicções e medos, e nos confirmou e mostrou em inúmeras histórias e in loco a realidade de um local melhor, de um lugar em que ninguém se oprime, e que a verdade absoluta é tão difundida quanto um bom dia. Quem o matou, hoje é quem eia em aboio, pois sabe do sangue nas mãos; Êle, o Rei dos pobres, Gente como a gente, Pai do degredo, soube, sentiu e viveu como cada um de seus filhos a ingratidão, maldade, solidão, medo e indiferença. Êle venceu, por nós, pela verdade que havia em Sua Alma.
Por isso, peço: Vai, e convoca tua igreja, toma teus irmãos, mas só êles, sem caridade forçada ou imposta; Desce com a tua comunidade, e faz o povo de Deus comungar com quem mais precisa do amôr de Deus: As pastorais não adiantam nada se não tiverem o que moldar, o que encaminhar, a quem socorrer. Leva comida ao faminto, água ao que tem sêde, manta ao que tem frio, e amôr ao que perece só, e se sua igreja não o fizer, faça só, seja espelho, seja Luz, seja guia. Os doutores de Lei, padres, pastôres, e monges se perderam e nos véus de novo se cegaram, negando em acolher o vero povo de Deus, do qual a igreja prometeu cuidar e amparar enquão na função de comunidade de amôr, fé e esperança. Lê, e assimila: Hoje, carrego comigo valores enraizados em mim, que cada dia se tornam mais evidentes, e se hoje me sinto preparado para saudar com "Paz e Bem" é porque me sinto preparado para dividir a Paz e o Bem que carrego comigo a tôdos ao meu redor, e se me encontro num caminho aberto, quero que tôdos venham comigo, mas, a ninguém posso ou devo obrigar, pois só divido o que tenho a quem quer, não posso obrigar a ninguém a aceitar o que não convém, ou que creia em mim: A quem se saciou, não se obriga a comer mais. Livre arbítrio.
Se não tivermos a constância, discernimento, amôr, caridade, e paz, tudo isso se torna inútil, inclusive a própria vida e suas maravilhas. Tôdo dia é uma novidade de fazer um nôvo caminho, nova estrada e nova paz de espírito - e por mais que muitos fantasmas do passado possam vir nos assombrar e nos querer de volta, cabe a nós nos rendermos diante de tudo isso e sermos a pessôa de sempre, ou sermos alguém melhor, não para ninguém, mas, para nós mesmos.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
E...?
E se eu deixar estar
Tudo vai ficar
Da mesma maneira
Que antes dava bandeira
Eu posso não entender
Mas tenho que sobreviver
A tudo que o mundo não inverter
E nada vai mudar
Nem se estabilizar
Por hora uma tristeza
Nada que nos apeteça
Mas eu ainda vou roubar
A dama-das-camélias
E tê-la nos meus braços
E quando o romance acabar
Tente não se assutar
Porque no Brasil
Há carnaval no Céu azul anil
Há quem beija a boca
Há quem bebe a gelada
E eu só quero viver
E tôdos são iguais
Nos seus diferenciais
Nas casas que erguem
Da fome que perecem
Quando sua barriga avisar
Você ainda vai esperar
Um almoço de pashá?
E quem estará lá
Para te servir?
Eu nem me importo mais
Somente quero paz
Não me mande telegrama
Se sabe onde me achar
Venha comigo falar
E brota a mim esperança
Não que seja uma fiança
É um método de vida
Talvez a melhor saída
E onde eu achar a satisfação
Lá eu terei mais emoção
Por isso corro para ter ação
Tudo vai ficar
Da mesma maneira
Que antes dava bandeira
Eu posso não entender
Mas tenho que sobreviver
A tudo que o mundo não inverter
E nada vai mudar
Nem se estabilizar
Por hora uma tristeza
Nada que nos apeteça
Mas eu ainda vou roubar
A dama-das-camélias
E tê-la nos meus braços
E quando o romance acabar
Tente não se assutar
Porque no Brasil
Há carnaval no Céu azul anil
Há quem beija a boca
Há quem bebe a gelada
E eu só quero viver
E tôdos são iguais
Nos seus diferenciais
Nas casas que erguem
Da fome que perecem
Quando sua barriga avisar
Você ainda vai esperar
Um almoço de pashá?
E quem estará lá
Para te servir?
Eu nem me importo mais
Somente quero paz
Não me mande telegrama
Se sabe onde me achar
Venha comigo falar
E brota a mim esperança
Não que seja uma fiança
É um método de vida
Talvez a melhor saída
E onde eu achar a satisfação
Lá eu terei mais emoção
Por isso corro para ter ação
terça-feira, 2 de maio de 2017
Mais do que Valsa.
A maldade corrompe o humano, porque ele deixa. A nossa genialidade e inventividade - dons que Deus nos deu - logo deram bandeira pros maus pensamentos, para a ganância, findando na solidão. O homem quer sair do degredo para ser melhor e dar o melhor aos seus, mas se esquece que ali mesmo, no degredo, ele pode dar aos seus o dito "melhor-merecido". Quando ele começa a escalar, subir na escada ao sucesso, ele esquece-se de tudo o que aprendeu, e até exclusa as orações que fez e/ou faz. E quando chega no topo da montanha, a ganância (como tudo o que provém de Deus, pois tudo vem do Um, mesmo não sendo um sentimento híbrido), lhe dá o que ele mais temeu: A solidão, inveja, interesse, vazio... Da face, rolam lágrimas de água e de vinho, cousa que só quem sabe da vida após a vida entende - coisa que ninguém leigo pode entender ou desmerecer, que apenas acontece aos de crença. Quem, há semanas atrás guardava o morto agora nada fala sobre ou pensa sobre, apenas crê. O sino tina, dobrando no seu metal a história de uma vida, e nessa história invoca os mártires do dia-a-dia para sobreviver, para ser, estar em comunhão, para se aliviar da solidão, dar-se a paz em carne e alma. Como num rebanho, mantém-se em fileiras, a ouvir, a sentir, estar na presença da Divindade, e de partilhar sua ida, e aguardar sua vinda.
Mas, no final, após tentar se encontrar na congregação, cada um sabe de si, e pouco sabe do outrém: Provei do amargo, e sorvi do mofado, a indiferença se fez minha amada, e na solidão ganhei da maternália, e quando segui meu caminho só, quem só me deixou, só quis que eu não estivesse, e quem em mim cuspiu, no colo quis me recostar, e quem me soltou, logo quis me prender. Quando viram, não... Quando perceberam que eu era livre (porque eu sempre fui meu, mas nunca precisei jôgar isso nos ventos igual um retardado), quiseram me para êles, mas, eu comungo na mesa da geral, e não me cabe entre quem bate e acarinha, sou de gente antiga, minha geração é de antes de mim, e nela sou, estou e fico. Eu não sou daqui, Mater Cecília, e tôdos os gostos que ficam na boca, do que mais sinto falta é o da boca fechada. Se calar, respirar, ouvir, e deixar tudo lá fora ser apenas vento, onda quebrada, noite que vem e faz seu teto sobre minha cabeça.
Como escriba das estepes e profeta dos asfaltos, venho denunciar: A instasifação mata, e causa males terríveis a alma, e não reconhecer Deus em tudo, e nem amar o divino nas mais pequenas coisas, nos faz cada vez mais insatiafeitos, pois, se Deus nos é (em) Tudo, porque nós enjoamos de tudo, ou não nos contentamos com tudo o que temos. Potes de barro, vestido de chita, mala de brim, lenço na cabeça, bota de roçeiro e quadro do Sagrado Coração quase caindo na minha cabeça. É aqui que me pertenço. Minnha gente é gente certa.
Mas, no final, após tentar se encontrar na congregação, cada um sabe de si, e pouco sabe do outrém: Provei do amargo, e sorvi do mofado, a indiferença se fez minha amada, e na solidão ganhei da maternália, e quando segui meu caminho só, quem só me deixou, só quis que eu não estivesse, e quem em mim cuspiu, no colo quis me recostar, e quem me soltou, logo quis me prender. Quando viram, não... Quando perceberam que eu era livre (porque eu sempre fui meu, mas nunca precisei jôgar isso nos ventos igual um retardado), quiseram me para êles, mas, eu comungo na mesa da geral, e não me cabe entre quem bate e acarinha, sou de gente antiga, minha geração é de antes de mim, e nela sou, estou e fico. Eu não sou daqui, Mater Cecília, e tôdos os gostos que ficam na boca, do que mais sinto falta é o da boca fechada. Se calar, respirar, ouvir, e deixar tudo lá fora ser apenas vento, onda quebrada, noite que vem e faz seu teto sobre minha cabeça.
Como escriba das estepes e profeta dos asfaltos, venho denunciar: A instasifação mata, e causa males terríveis a alma, e não reconhecer Deus em tudo, e nem amar o divino nas mais pequenas coisas, nos faz cada vez mais insatiafeitos, pois, se Deus nos é (em) Tudo, porque nós enjoamos de tudo, ou não nos contentamos com tudo o que temos. Potes de barro, vestido de chita, mala de brim, lenço na cabeça, bota de roçeiro e quadro do Sagrado Coração quase caindo na minha cabeça. É aqui que me pertenço. Minnha gente é gente certa.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Interstate Love Song.
Tenho um sentimento híbrido por tôdas essas pessôas que vejo - a tal ávida multidão, que há tanto e muito discorro sôbre. Tenho visto pessôas disconexas, que não se conhecem ou que se põem em maior valôr, tenho visto falsos humildes e orgulhosos reclusos em seu castelo, vejo gente que diz abraçar a pobreza mas louva as suas últimas viagens internacionais, vejo a busca pelo amôr, mas, quando o amôr é chegado na porta do alheio, não é atendido, mas, quando o vão sentimento apenas aborda na porta, ele logo entra. Vejo pilhas de contradições, criando certezas supérfulas, e meu coração dóe por isso, e minha voz - já muda, emudece mais, apenas para não professar, mas, para sentir. Sinto o medo, a desigualdade, a maldade e o vil, sinto o cheiro do dinário que lhes são sangue, alma, carne e comida.
Não me importa sua viagem a Machu Pichu, ou ao Taj Mahal, tampouco ver London's Eye, ou se a Praia da Joaquina te amorenou, vêde, eu não ligo; Cabe a mim apenas sua alma, sua carne, sua essência, sua vida, minha vida, nossas vidas. Olho para vocês, e me entristeço, pois não entendo qual é a humildade que vos pregam e sufragam em seus ditos por redes sociais, sendo que vós mesmos postam fotos de seus idos, carimbos de passaportes, carros novos, praias e taças de cristal, e de roupas e danceterias tão longe e tão ostentantes, e esse feminismo tã hiperssexualizado, e esse cristianismo tão exibicionista, e essa ostentação que no fim das contas não adianta e nem interessa nada, e esse amôr desenfreado que procuram mas não deixam êle vir? Quem são vocês, realmente? Cada um sabe de si, mas a humildade que vocês há tanto pregam e tanto querem, eu não conheço, e se faz tanto diferente da minha. E isso me fere mais.
Vocês se guardem, e se amem no amôr dos homens, e peçam a Deus que amem vosso amôr - de vocês não me adianto em bom dias, e em bôns conselhos, vocês a tudo tem, mas a minha lama, minhas mãos sujas e meu viver de Itaquera e República nunca terão, e a precisão do mirar do meu olho nunca comprarão, igual aos meus dizeres, orações e advérbios - eu não serei um de vós, mas, se vocês quiserem, eu só posso adiantar o que sei. Coisa que momento algum dirá, dito que ecoa nas cabeças vazias e abre a semente: A vida é bem mais, no menos que isso - que alegria tem seu peito? Vocês não me compram, porque no seu dinário, o suor não é glorificado, vocês não zelam pelo bem, apenas se gananciam e são cães qu se degladiam pelo bife dado. A vós, minhas orações, a vós, meu respeito, a vós minha distância.
Não me importa sua viagem a Machu Pichu, ou ao Taj Mahal, tampouco ver London's Eye, ou se a Praia da Joaquina te amorenou, vêde, eu não ligo; Cabe a mim apenas sua alma, sua carne, sua essência, sua vida, minha vida, nossas vidas. Olho para vocês, e me entristeço, pois não entendo qual é a humildade que vos pregam e sufragam em seus ditos por redes sociais, sendo que vós mesmos postam fotos de seus idos, carimbos de passaportes, carros novos, praias e taças de cristal, e de roupas e danceterias tão longe e tão ostentantes, e esse feminismo tã hiperssexualizado, e esse cristianismo tão exibicionista, e essa ostentação que no fim das contas não adianta e nem interessa nada, e esse amôr desenfreado que procuram mas não deixam êle vir? Quem são vocês, realmente? Cada um sabe de si, mas a humildade que vocês há tanto pregam e tanto querem, eu não conheço, e se faz tanto diferente da minha. E isso me fere mais.
Vocês se guardem, e se amem no amôr dos homens, e peçam a Deus que amem vosso amôr - de vocês não me adianto em bom dias, e em bôns conselhos, vocês a tudo tem, mas a minha lama, minhas mãos sujas e meu viver de Itaquera e República nunca terão, e a precisão do mirar do meu olho nunca comprarão, igual aos meus dizeres, orações e advérbios - eu não serei um de vós, mas, se vocês quiserem, eu só posso adiantar o que sei. Coisa que momento algum dirá, dito que ecoa nas cabeças vazias e abre a semente: A vida é bem mais, no menos que isso - que alegria tem seu peito? Vocês não me compram, porque no seu dinário, o suor não é glorificado, vocês não zelam pelo bem, apenas se gananciam e são cães qu se degladiam pelo bife dado. A vós, minhas orações, a vós, meu respeito, a vós minha distância.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Calix Bento.
Deus me faça forte
diante do adverso
diante do feo
diante da ruindade
diante da fôrça que eu não tiver
Deus me abençoe
mesmo quando não me abençoar
quando eu entrar
quando eu sair
aonde eu permanecer
Deus me proteja
de tôdas as aflicções
de tôda a tristeza
de tôda a agressividade
de tudo que não é d'Ele
Deus me guarde
assim como a promessa
assim como meus parentes
assim como meu destino
assim como o canto dos pássaros
Deus me ensine
que na morte eu renasça
que na dôr eu sorria
que pro mal eu fale d'Ele
que de tudo eu tire bôa razão
Deus me cuide
que eu leve sua boa nova
que eu ensine seu bôm conselho
que minhas mãos professem bondade
que a melodia ressone positividade
Deus me amadureça
ao perdoar o que dói
ao entender o que me fere
ao sentir o que sinto
ao viver o que vivo
Deus me fortaleça
para que não doa mais
para atravessar a porta estreita
para aguentar firme
para manter a fé cada vez mais
Deus me ensine
a soma de tôdas as coisas
a beleza da vida
a harmonia entre pessôas
ao que dá paz no coração
Deus seja louvado
por tudo de bom
por tudo de ruim
por tudo de normal
por qualquer coisa que acontecer
Deus esteja comigo.
diante do adverso
diante do feo
diante da ruindade
diante da fôrça que eu não tiver
Deus me abençoe
mesmo quando não me abençoar
quando eu entrar
quando eu sair
aonde eu permanecer
Deus me proteja
de tôdas as aflicções
de tôda a tristeza
de tôda a agressividade
de tudo que não é d'Ele
Deus me guarde
assim como a promessa
assim como meus parentes
assim como meu destino
assim como o canto dos pássaros
Deus me ensine
que na morte eu renasça
que na dôr eu sorria
que pro mal eu fale d'Ele
que de tudo eu tire bôa razão
Deus me cuide
que eu leve sua boa nova
que eu ensine seu bôm conselho
que minhas mãos professem bondade
que a melodia ressone positividade
Deus me amadureça
ao perdoar o que dói
ao entender o que me fere
ao sentir o que sinto
ao viver o que vivo
Deus me fortaleça
para que não doa mais
para atravessar a porta estreita
para aguentar firme
para manter a fé cada vez mais
Deus me ensine
a soma de tôdas as coisas
a beleza da vida
a harmonia entre pessôas
ao que dá paz no coração
Deus seja louvado
por tudo de bom
por tudo de ruim
por tudo de normal
por qualquer coisa que acontecer
Deus esteja comigo.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Mestre Jonas.
Há, em algum lugar, uma alma que se arma e respira para continuar a descer entre as águas fundas, e se perder num vasto oceano, longe de tôdo areal e cais, apenas pelo simples fato de ser, de ter, de estar. Em algum lugar, há uma alma que não se casa com as outras, e foge desesperadamente de seu local apenas para ser livre, para ter a liberdade entre os dentes, e para ser feliz a sua maneira.
Eu não preciso de um lutador que lute por mim após que meus dentes já estejam quebrados, assim como não preciso que cozinhem para mim após que eu já tenha aprendido cada tempero e sua utilização, assim como não preciso de quem me ame após que já bebi cálices de solidão, a nela aprendi a ser. Não preciso de um carroussel de sensações, pois até mesmo na mais inebriante volta, no mais alto pico de sentimentalismo, ele para de rodar, e eu fico. Não necessito da falsa bondade e dos amigos sazonais, assim como não preciso dos críticos que com suas filhas e esposas atacam a veemência de ser, e não deixam cada pessôa viver sua vida, seu caminho, por conta de alguma regra vigente. Regra vigente? Doutores, mestres, senhores, juízes, vocês tôdos são burros, vocês tôdos carregam a parcialidade em vossos bolsos, e na hora da humildade, vocês não passam pela porta estreita que minha gente passa, não comem do feijão caroçado que minha gente come, e não tem a alegria de uma cerveja de fim-de-feira que a minha (amada, dulcíssima) gente tem, vocês com seus carros de ano, com suas coberturas no centro, filhas mimadas que são prostitutas-de-babilônia, a vós, Senhores de um Sinédrio vazio, lhes dou meu perdão e minha benção. Nós, os pobres, os do degredo, nós temos a pobreza material, mas temos a riqueza espiritual: Tivemos pais que nos botaram no caminho da fé, que não nos criaram pros seus vícios de carne, nós tivemos amigos que nos abraçaram na tristeza, e nos louvaram na alegria de um gol, de um copo de cerveja, ou de um filho que nasceu, nós temos amigos que intercedem por nós na hora da solidão, da dificuldade, da tristeza, e não fazemos concessões ou botamos na balança, esperando um favôr-de-troco, não, nós não. Somos reis, somos profetas. Nós, os degredados, anunciamos o evangelho do Nazareno, de um Deus Triúno que de forma ímpar morreu por cada um de nós - incluindo vocês, mas, que vocês nem se dão a notar, nem a praticar, nem a pensar. Ir na Igreja - independente de qual - não lhe faz mais perto de Deus, e sim da comunidade. Dar uma parte do seu dinário, não te faz perto de Deus, mas contribui com a obra d'Ele, dobrar seu joelho, abrir sua alma e sangrar, isso sim se faz efetivo, isso sim faz o Divino estar com, em e entre você. Isso te ensina o porquê da porta estreita.
Eu não preciso de um lutador que lute por mim após que meus dentes já estejam quebrados, assim como não preciso que cozinhem para mim após que eu já tenha aprendido cada tempero e sua utilização, assim como não preciso de quem me ame após que já bebi cálices de solidão, a nela aprendi a ser. Não preciso de um carroussel de sensações, pois até mesmo na mais inebriante volta, no mais alto pico de sentimentalismo, ele para de rodar, e eu fico. Não necessito da falsa bondade e dos amigos sazonais, assim como não preciso dos críticos que com suas filhas e esposas atacam a veemência de ser, e não deixam cada pessôa viver sua vida, seu caminho, por conta de alguma regra vigente. Regra vigente? Doutores, mestres, senhores, juízes, vocês tôdos são burros, vocês tôdos carregam a parcialidade em vossos bolsos, e na hora da humildade, vocês não passam pela porta estreita que minha gente passa, não comem do feijão caroçado que minha gente come, e não tem a alegria de uma cerveja de fim-de-feira que a minha (amada, dulcíssima) gente tem, vocês com seus carros de ano, com suas coberturas no centro, filhas mimadas que são prostitutas-de-babilônia, a vós, Senhores de um Sinédrio vazio, lhes dou meu perdão e minha benção. Nós, os pobres, os do degredo, nós temos a pobreza material, mas temos a riqueza espiritual: Tivemos pais que nos botaram no caminho da fé, que não nos criaram pros seus vícios de carne, nós tivemos amigos que nos abraçaram na tristeza, e nos louvaram na alegria de um gol, de um copo de cerveja, ou de um filho que nasceu, nós temos amigos que intercedem por nós na hora da solidão, da dificuldade, da tristeza, e não fazemos concessões ou botamos na balança, esperando um favôr-de-troco, não, nós não. Somos reis, somos profetas. Nós, os degredados, anunciamos o evangelho do Nazareno, de um Deus Triúno que de forma ímpar morreu por cada um de nós - incluindo vocês, mas, que vocês nem se dão a notar, nem a praticar, nem a pensar. Ir na Igreja - independente de qual - não lhe faz mais perto de Deus, e sim da comunidade. Dar uma parte do seu dinário, não te faz perto de Deus, mas contribui com a obra d'Ele, dobrar seu joelho, abrir sua alma e sangrar, isso sim se faz efetivo, isso sim faz o Divino estar com, em e entre você. Isso te ensina o porquê da porta estreita.
Houveram dias que eu achei que nem ia sobreviver. Em outros, eu apenas morri. E estou aqui, natimorto, escrevendo essas verdades que pouquíssimos irão ler, e desses poucos, alguns compreenderão, e desses mais poucos, uns dois, muitos três, se identificarão. Os poucos reis, os poucos profetas, os poucos escribas, eis aqui nós tôdos, escancarando nas vossas faces uma verdade, que mesmo se tangessemos vossos olhos, vocês ainda sim não entenderiam, nem sentiriam. por vocês eu escrevo e medito. Por vocês eu me entristeço.
Quando eu estiver longe, não me desperte, deixe-me longe ficar, você não sabe o que se passa com minha mente, nem em meu coração, deixe que no meu transe eu mesmo saio, assim como da tristeza estou eu mesmo saindo, assim também como da alegria estou provando sozinho - e por mais que queira dividir esta alegria, ninguém ouve, ninguém sente, ninguém lê, e quando notam os raros sorrisos que minha boca esboça, perguntam-se em porquê: O que me leva a rir e balançar as mãos unidas pro Céu? Senhores Doutores do Sinédrio, podres pela riqueza do dinário, carrego em mim Algo que sempre tive, mas, agora se manifesta mais forte que em qualquer lugar que eu vá e esteja, Algo que põe comida na minha boca, e me dá o de beber quando padeço, e tem sido mais forte que meus próprios pensamentos, e quando caio em dúvidas, tem sido meu Único acalanto, maior que a própria música de Cecília. Carrego dentro de mim que não mostro para tôdos, mas, a quem quiser ver, partilho, e a quem sente, me incluo, e a quem vive, me compreende. Vivo uma intensidade, e uma cadência de uma supernova, que como no fim, agora me resta apenas a queda, apenas o chão.
Quando eu estiver longe, não me desperte, deixe-me longe ficar, você não sabe o que se passa com minha mente, nem em meu coração, deixe que no meu transe eu mesmo saio, assim como da tristeza estou eu mesmo saindo, assim também como da alegria estou provando sozinho - e por mais que queira dividir esta alegria, ninguém ouve, ninguém sente, ninguém lê, e quando notam os raros sorrisos que minha boca esboça, perguntam-se em porquê: O que me leva a rir e balançar as mãos unidas pro Céu? Senhores Doutores do Sinédrio, podres pela riqueza do dinário, carrego em mim Algo que sempre tive, mas, agora se manifesta mais forte que em qualquer lugar que eu vá e esteja, Algo que põe comida na minha boca, e me dá o de beber quando padeço, e tem sido mais forte que meus próprios pensamentos, e quando caio em dúvidas, tem sido meu Único acalanto, maior que a própria música de Cecília. Carrego dentro de mim que não mostro para tôdos, mas, a quem quiser ver, partilho, e a quem sente, me incluo, e a quem vive, me compreende. Vivo uma intensidade, e uma cadência de uma supernova, que como no fim, agora me resta apenas a queda, apenas o chão.
sábado, 15 de abril de 2017
A Chuva.
Olha, ninguém é melhor e nem maior que ninguém, então não nos devemos usar como parâmetro ou diretriz, cada um diferente é, e dentro de si cabe um, dois, dez, quatro universos individuais que permeiam nosso ser e nosso fazer, como ser, o entender e como viver; Se te cabe saber, está tudo errado, a vida tá tôda muito errada, e tudo isso tá muito errado, incluindo as pessôas que nos rodeiam. Não existem mais pessôas-de-bem, e as que mais se auto-entitulam assim, e as que os outros assim chamam, devem ser as mais temidas e mais reprimidas - pelo fato da bondade hoje difícilmente ser apenas bondade, deve dar-se da dúvida a todas as pessôas, principalmente para aquelas metidas a valente, valentes em ser bôas, que carregam bondade. Quem carrega bondade é sacrário, não ostenta o que tem e passa batido, mas, quem escancara o peito e mira nos queixos do outro uma vontade de mostrar o que carrega, dessa pessôa se deve manter distante - este é o Fariseu moderno.
Mantém-me acordado, e não me deixa dormir agora, deixe eu olhar mais um pouco a chuva cair, e me motivar a estar vivendo o que vivo, e sentir o que sinto; Deixa que a chuva que caia leve consigo a tristeza de cada coração, e que cada cabeça que dói, pare de doer quando encontrar o travesseiro, ou o colo da amada, e quando a cabeça esvaziar, esvazie se também tudo aquilo que o coração não diz e a mente não propaga, tudo aquilo que os juízes julgam mas fazem, condenam, mas acionam, e que só o réu paga, por ser da solidão, e por não saber da legislação tão bem.
Pega minha atenção e a cultive, cative, cada vez mais, e saiba que só você pode fazer isso, Deus - só para você devo largar tudo, e prestar a obediência, e o ato da fé absoluta e inexorável. Mantém-me longe desses homens e dessa lama, e deixa que tudo isso seja apenas uma história, um florete que contam por aí para enunciar algo maior ou melhor que o tempo da carne, ou de suas vaidades tão mentirosas que não se cabem, nem se acertam, tapouco convém.
Desce-me até a mina d'água, e lava-me dos meus pecados, e deixa a carne ser carne, afogue a minha carne, para sair, sobressair, intervir, e vencer. Deixe-me, ao menos uma vez na vida, ser certo, estar certo, e viver certo. Deixe-me ser o que nasci para ser, e que os homens fiquem com os homens, pois eu nunca fui, nunca sou, e não hei de ser daqui.
Mantém-me acordado, e não me deixa dormir agora, deixe eu olhar mais um pouco a chuva cair, e me motivar a estar vivendo o que vivo, e sentir o que sinto; Deixa que a chuva que caia leve consigo a tristeza de cada coração, e que cada cabeça que dói, pare de doer quando encontrar o travesseiro, ou o colo da amada, e quando a cabeça esvaziar, esvazie se também tudo aquilo que o coração não diz e a mente não propaga, tudo aquilo que os juízes julgam mas fazem, condenam, mas acionam, e que só o réu paga, por ser da solidão, e por não saber da legislação tão bem.
Pega minha atenção e a cultive, cative, cada vez mais, e saiba que só você pode fazer isso, Deus - só para você devo largar tudo, e prestar a obediência, e o ato da fé absoluta e inexorável. Mantém-me longe desses homens e dessa lama, e deixa que tudo isso seja apenas uma história, um florete que contam por aí para enunciar algo maior ou melhor que o tempo da carne, ou de suas vaidades tão mentirosas que não se cabem, nem se acertam, tapouco convém.
Desce-me até a mina d'água, e lava-me dos meus pecados, e deixa a carne ser carne, afogue a minha carne, para sair, sobressair, intervir, e vencer. Deixe-me, ao menos uma vez na vida, ser certo, estar certo, e viver certo. Deixe-me ser o que nasci para ser, e que os homens fiquem com os homens, pois eu nunca fui, nunca sou, e não hei de ser daqui.