sexta-feira, 14 de julho de 2017

From The Beginning.

Quando o vento dobrar a curvilínea do ar, estarei te deixando. E deixarei você de forma suave, porém abrupta - como êste mesmo vento que apeia a fôlha de uma árvore até o chão, e depois não se faz presente. Ali, mantenho o que há de mim: E mesmo se tirarem de mim tudo o que tenho (sou), a melhor parte de minhas carnes, minhas vestes, e pensamentos de pessôa seriam seus. Totalmente seus.
Há lágrimas, e turvar de vistas, há dôres de peito, de alma e questionamentos: Palavras suspensas com pontos de interrogação se propagação no ar - você viu o que êle fez?
Vinde e vêde, Verônica, os discos espalhados pelo chão, e a alma partida após recebido o sinal da Cecília. Vinde e vêde, que o chão quebrado se fragmenta mais ainda sobre os pés que ousaram pisar - vinde e vêde, que nesta derradeira não me houve quem me consolasse, me botasse em linha ou me carregasse igual ao Irmão de Maria. Ai de mim  Verônica, que você nunca pôde ter me livrado do suor que escorreu de meus olhos, de minha boca, de minha alma. Você não pôde me secar, porque talvez nem você exista, assim como o sonho que acabo por sepultar: Sonhos não envelhecem porque êles não existem, porque sonhos são para Gigot's da era moderna, são para pessôas que não se eiam.
Cecília, desce-me até seu colo, e permita-me chorar mais uma vez. Mais dez vezes, mais mil vezes - desce-me até suas mãos, macias, plumíferas e intactas, e ali me deixa ser o que sempre fui, o que estava escrito no muro, e no ranger de dentes, entre a raiva, mêdo, mágoa e tristeza, esteja você ali; Como sempre esteve, está e estará, e após me dar do teu antídoto, apenas me veja, Cecília. Me note. Me sinta, e aparta de mim tudo isso que me doe ou me faz ser tão igual a êles, me faz tão diferente de tudo.
E no meio de tudo isso, que a vida rearranje os pontos soltos no ar, e que nenhum me ligue, ou me dê interligação, que eu não seja começo, meio ou fim de história alguma, porque minha alma não mais anseia por isso. Deita-me na campa fria, e toca a melodia em Dó Sustenido Menor, e ali não havendo mais nada pertencendo dêsse mundo, cinge meu olhos, Cecília, e brotando a vera alegria de meu rôsto, a última alegria você me dará, pois virão de tuas harmonias, melodias, sonhos e dizeres ritmizados, a verdadeira côroa do cristão. Você, depois de me cingir, e descer minha carne, toma de minha essência e a põe na tão supracitada folclórica mina-d'água, para que a profecia pessôal das estepes se cumpra, e finalmente eu seja água para nunca mais eu ser mais. E quando eu fôr, não mais estarei, mas em Cecília me guardarei, armarei, amarei e viverei, serei apenas a Sećanja de tempos idos: Olhos verdes de um audiófilo, um pierrot da era moderno, um trouxa. Um humano. Pugilista de côrpo a côrpo com a vida, que esperou e nunca teve, obteve ou conseguiu. A causa vazia. A casa vazia. Não vai aparecer ninguém no portão.

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