quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Caderno de Viagem.

Jorge, me protege aonde quer que eu esteja. Me proteja com suas armas, e tranca meu coração com seu alarbado. Peço para Francisco que me abençoe e me mantenha no caminho mais belo - que vem a ser o mais torturoso, o mais doído, mas que me liberta de tudo aquilo que hoje me causa lágrimas, solidão e raiva - de muito gorda a porca já não anda. Agradeço a Cristóvão pela guia, e companhia nas longas estradas, por ter me levado e descido até a mina d'água, e peço que me abençoe com o meu olhar infantil de criança nas ruas do mundo. Clara se mantenha sendo meu barravento, me deixando na luz do maior, e que Cecília sempre me traga incentivos, carinhos e amôr aos ouvidos e alma - seja, Cecília, maior que tôda essa desilusão terrena e passageira no meu peito. Com Maria sempre me deixando esconder na barra do seu sari, e com Jesus me ensinando o porquê de tudo isso.
E quando eu desci na mina d'água eu
Faz algum tempo que entendi o que significam palavras, atos, e tôdas essas coisas. Percebi que as pessôas raramente mudam, e poucas vezes para melhor - cousa já prevista quando olhamos para o panorama geral da nossa sociedade; Mas, quando me sou, faço ou espalho a bondade que carrego fora dos muros daquela igreja de pó-de-ostra, as pessôas se assustam, armam, e pensam inúmeras coisas - menos o que realmente está acontecendo (ser bôm, gentil, cortês), e não acreditam mais na bonança do dia, e isto muito me magoa, muito me dói, e faz algumas vezes pensar em desistir em tudo de tudo e com tudo. Crer nas pessôas é pôr um copo de veneno na mesa junto de outros dois, os misturar, e esperar a reação. A culpa não é de quem é bôm, mas de quem extirpa e mata a confiança do outro - fácil assim. Por mais que devemos como sociedade e irmãos sermos mais unidos e solidários, não vemos isso atualmente. E talvez nunca veramos como antes...
Deitando minha cabeça no travesseiro, a cabeça pesa mais e a lágrima escorre, fazendo a alma aboiar e o coração apertar. O que sobrou foi a fé, uma esperança num amanhã melhor e maior que tudo isso, em uma recompensa que é paga com a própria carne, que nem tôdas as cervejas pagariam ou tôdas as consortes dariam. É o vento do Seo Fábio que acarinha minha cuca, é a minha mística, é as mãos unidas na boca pra agradecer, rezar, e amar, louvar. É o Luizão segurando o Pietro no colo e Deus sendo Deus. E eu sendo cada vez mais livre, solto, leve, vazio, pleno, até o dia de nunca mais ser mais nada, a não ser uma bêsta lembrança no pensar de alguém.
Deus permita, que logo menos eu deixe de ser tudo isso, e que neste louco e solitário caminho que eu escolhi, a fôrça de Sua mão me traga a vera alegria, e que essa dôr cesse logo, e quando tudo isso se acabar, que apenas sobre a verdade, e tudo aquilo que foi irrisório, mentiroso, superficial, maldoso ou desnecessário caia e fique apenas meu malpesado peso sobre a terra cã.

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