quinta-feira, 11 de maio de 2017

49 By-Byes.

Eu me sinto num mundo separado do mundo, por isso digo que sou um velho num corpo de um môço, meus valores, minha ética, tudo aquilo que minha mão entorna e fecha, não é desse tempo, tampouco ornamenta o que meus contemporâneos anseiam; O que muitos dos meus amigos e conhecidos gostam ou acham comum, dito normal, eu acho estranho, feio, perigoso, ou até vulgar - enfim, é tudo besteira, coisa temporã, não vou tomar seu tempo com essas asneiras - ah, eu sou maçante: Abaixo a Tainha, pela segunda vez consecutiva.
Minha sina para seguir, então, é escrever, ouvir música, pensar, beber, rezar e pensar mais um pouco. Vejo muitas coisas de muitas formas e nada me agrada, é pouco, ou quase nada é daquilo o que realmente me agrada, sabe? Tenho visto falso interesse, falsa moralidade, falsa caridade, e não vejo necessidade disso, acho que doa a quem doer, temos que ser claros e transparentes, fica do nosso lado quem nos ama e quem nos aceita; Mas, ainda sim, vejo pessôas que mentem aos outros e a si mesmas, por medo de solidão, pobreza, ou de qualquer outra coisa. Vejo pessôas que se sentem bôas, mas que não são, pessôas que professam amôr, mas tem mãos sujas de sangue, sangue esse que não provém do amôr, mas de ódio, ciúmes, raiva, de lágrima.
E tudo isso me assusta, me deixa com mêdo do futuro.
Eu mesmo, desisti de sonhos que poderia dar a minha alma e essência para tê-los; Doeu, mas, estou aqui. Inteiro. Porém, não consigo entender a necessidade de se afundar por uma causa perdida, por um sonho que não vale a pena - viver uma vida tão vazia, tão oca, tão supérfula, tão irreal - eu vejo pessôas ao meu redor que conhecem o livro de Salmos, mas não conhecem para Quem os textos foram escritos, nem o que significam; Enfim... Tudo isso me faz pensar muito, e só me dá a certeza que eu não sou daqui. Só estou esperando o desencarne, numa plataforma de trem cheia de gente, de mais diversas formas, trejeitos e sensações, que entram e saem de seus vagões, enquanto o meu nem parou na plataforma ainda. Até lá: Ouço um somzinho, tomo uma, dou uma caminhada no centro, e sinto o vento carinhar meu cabelo, deixando tido ser como já está sendo, sem alterar passado, presente e futuro. E, não existe um dia sequer que eu não pense nisso tudo, e cada dia mais tenho certeza que não me pertenço a essas gentes que julgam o alheio no aleatório, mas não se aceitam ser julgadas - elas também são alheio, elas também serão incompreendidas, elas também são pessôas.
Deus sabe como eu amaria, adoraria ter uma senhora pra ser minha, e eu dela, um bolinho de carne pra trocar fralda, uma casa pra chamar os amigos e fazer um churrasco, mas, hoje, no atualmente não me vejo mais nisso, nem mais assim - e eu debandei dos meus sonhos, para não viver mais como a massa tanto quer e tanto discordo, tanto discorro, tanto presto socorro. Apenas sigo, apenas peno, apenas.

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