Não há santidade eterna, mas, existem caminhos que nos limpam da sujeira que a vida nos joga. Somos espezinhados, humilhados, e jogados no acostamento, justamente para crescermos forte como o junco, e brotarmos de forma ímpar. Somos brotos de uma raíz forte, que precisa ter firmamento e sustância para nosso crescimento e desenvolvimento. E apesar de tôdo o pecado que nos afasta da santidade que tanto buscamos, ainda sim somos reis, e ainda sim somos profetas. Guardemos a língua contra a maldade feia, e sejamos mansos e humildes de coração - tenhamos, de forma ampla, aberta e irrestrita, o Santo Cordeiro posto no madeiro - para nossa melhora enquanto pessôas e enquanto almas de um reino invisível, em que um Rei é Real e visível, e ao nosso alcance está, e ao nosso alcance fica; Um Rei que habita e coexiste dentro de nós, ao nosso redor, em tôdas as coisas possíveis e imagináveis.
Tenha a fôrça nos seus ombros, ânimo, e segue; Nas voltas que a vida dá, a gente (o pôvo que padece e perece) irá ser feliz por demais da conta. A benção, Dona Antônia!
Doce menina, meu coração pula ao ver você feliz, e minhas mãos se erguem em forma de oração quando meu amigo consegue o que mais quer, e ao entrar e sair do trabalho, por mais bom ou não que o dia tenha sido, levanto as mãos pelo Bôm Deus que me deu mais do que eu precisava: Me deu o que eu queria. A gratidão é uma das chaves de acesso para aprender a têr a humildade em si, e para compreender o universo, para têr e não caber em si de tanta alegria que bate no peito - por ora, me sinto como São Thomás de Aquino, com um Sol me rasgando o peito, de tão abençoado, e como São Jorge, eternamente combatendo o dragão feo da maldade; Há dias que passam como manhãs e há dias em que as noites penam em dar as vésperas. Doce menina, comemora a vida de teu filho no colo, e olha pro universo, assim como se comemora a cerveja na mesa, o teto sobre a cabeça no dia da tempestade, do barco que pôde ser virado, do ouvir que gera o sôm indefectível das músicas, da Cecília bem mais que amada... O tino ainda me arrebata, e ainda sim sou aquela criança que me sinto afã quando aprendo algo sozinho, me sinto sozinho mesmo estando bem acompanhado.
Enquão profeta das estepes, deixo como legado estas séries de textos que tanto dizem e tanto ressonam vazios num obscuro canto do universo, deixo a vontade de mudar o mundo com a linha que abrange apenas uma pouca parte de meus amigos, e aquela vontade de abraçar tôdos que seguram a raiva do chefe, que seguram a barra de cuidar sozinho de casa, dos que engolem o orgulho, dos diferentes, dos massacrados, humilhados, rejeitados, passados para trás: A cada um de vocês, meu beijo e meu cingir: O Reino é tôdo de vocês, e queira Deus que se eu fôr para lá, seja eu um servo ativo no evangelho, e na atuação de vocês.
Quero ser o alferes do Alferes do Alferes da causa celeste, propagando por onde eu fôr, estiver e passar, aquilo que tanto inquieta a minha língua, palpita meu coração, domina minha mente e me faz suspirar de amôr. Por Cristo, com Cristo e Em Cristo. Se estiver difícil teu fardo, se a dôr querer dominar, vem comigo - toma uma cadeira, senta, eu estou aqui irmã(o), como sempre estive e estarei; Mas toma a régula: Sou amigo, não amôr, e tenho carinho, não outra intenção, e te ouvirei, serei compreensivo, e se fôr de vontade geral, juntos acharemos uma saída. A falta da união, compreensão e fraternidade tem nos feito máquinas carnais insensíveis, e por isso falhamos enquanto eiamos neste vale de lágrimas, nos degladiando por causa alguma - apenas pelo prazer do dinário e pela vaidade e culto as carnes; Lhe peço: Olhe além, irrompa, cresça. Floresça! E enquanto unidos estivermos, ninguém nos vence em vibração (Salve Bahea), e unidos somos um tôdo, seremos o príncipio do bom reino na terra, e assim, será dado a comunhão: Na terra como nos Céus, no sertão como no Mar. E tôdo o resto, será apenas lembrança, e tôdo o resto será só o vento lá fora, e o que nos cabe, é a nossa fôrça em sobreviver aos dias, que se baseia na alegria do Senhor, Nosso Deus.
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