A arte da Solidão é muito mais do que estar ou ser só. Há mais coisas que englobam e fazem prudência no eremitismo de um ser - Independe de causa, reiligião, pensamento, ou forma de vida. A solidão é um casamento muito do possessivo, aonde só se olha, toca, sente, comunga e atrai sua senhora.
Alguns, ainda, optam pelo exílio como forma de vida para não mais ter com pessôas que lhe magoaram, outros apenas fazem uso para pôr a cabeça em ordem, outros como pretexto para a libertinagem, e mais outros diversos motivos. Para quê? Por quê? A Quem? A solidão é mal do século, e nos afasta enquão irmãos, deixando abismos enormes, e dando o outro a forma mais dura e rudimentar o medo - Há alguns de nós, irmãos, que precisam ter ombro-com-ombo, que fingem fortaleza, mas são fracos, e tantos outros adeptos da bandeira do Nazareno que mais parecem carregar a bandeira do geraseno. Há pessôas que apenas fingem se importar, fingem comungar com uma verdade geral e uma união que não vejo: Assim se cria a solidão tradicional, assim se matam almas e essências de pessôas aos poucos, bem lentamente.
Entenda: Solidão é diferente de isolamento, assim cabe entender, e medicar os doentes, de carne e de alma. Deixar o solitário vagar em seu deserto é estritamente perigoso, assim como para quem se isola, correr o risco de nunca se adaptar novamente em sociedade, tanto como o depressivo de sentir prazer nos raios de Sol. A missão, enquão não compreendida, tange, fere, corta e mata; Porém quando compreendida (aos poucos ou muito), se torna instumento de ensino a quem sofre e a quem cura o sofredor - dá-se mais prazer a vida, e deixa bem estar presente nos locais, e nos corações, deixa a vida ser vivida e vívida.
Olhe nos olhos do irmão e tenha compaixão, mantenha o amôr, e una; Cure as chagueias que nossos outros irmãos fizeram ao irmão que sofre; Doe palavras de incentivo, amôr, paz, carinho e união, pois se em cada um de nós existe uma centelha de Deus, unidos seremos mais do Triúno; Que nós possamos, cada um em nossa pequenez e limitações, fazer nosso melhor por nós, pelos nossos ao nosso redor, e por Deus. Não digamos palavras que aborrecem, não permeneceremos em um único ponto de vista, e nem façamos atos maldosos contra os outros, sejamos água, e deixemos a causa boa ser motriz, e atrair mais bondade para nós.
Deixamos nossos corações dividir seus batimentos com aquele que fraco palpita, diminuamo-nos em prol da maioridade de uma causa que muitas línguas professam, mas poucas sabem falar, e muitas pessôas seguem, mas poucas realmente vêem. É necessário que diminua em tudo, para que se cresça aquilo que nem tôdos os olhos vêem, nem tôdas as mãos tocam e nem tôdas as aureas sentem, e deve-se fazer de alma limpa e olhos tangidos, para que um dia tôdos os que nunca, sejam os que irão ter, devemos ser adeptos da porta estreita, pois nela está a cama amaciada e esmaecida de sôno bom, e a amada que nos irá dar carinho, ouvir o sôm, e nos fazer esquecer o tempo ruim. É necessário se fazer presente, e não marcar a sua presença na vida alheia: Seja medicador, e nunca o medicamento.
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