Renega a casa, rosa, florete, sala, lareira e jardim se isso te faz mal. Eleva teu coração e ali naquele instante eu te rogo: Acalma-te, criança. Sou eu.
Deixa-me te pôr nos meus braços, rezar-te em orações, te fazer feliz, te cuidar e te louvar mil por mil vezes, sempre que te ver sorrindo, cantando, e dançando ante os lobos, deixa eu louvar a Deus por mais um dia contigo, por mais uma hora vivo, por mais uma hora com sua ilustre presença, com seu lindo cabelo, lindos olhos, e linda - mais linda ainda - alma.
Transcenda, trespasse, ultrapasse e ascenda aos Céus de tal forma fulgurosa, que mal eu possa ver seu rastilho sob os Céus enegreados deste lugar comum que pessoas se engalfinham pelo papel maldito, e que a família se desfaz por miúras. Criança, olha e transcende minha frase: Une tudo aquilo que não se pode ser unido, quebra aquilo que não se racha e olha aquilo que repousa na córnea do homem cego. A verdade está no que é coeso, no que não é coeso, e no que se faz em medos e aflições, na alegria e na derrubada, a verdade é tudo. Crê em ti, e liberta-te dos vãos, dos feos, dos maus e dos maldosos, crê na felicidade, na alegria, na menina linda que tem a boca pequena, e os cabelos cacheados, e a tatuagem de Clave de Sol, e crê em mim, criança. Vêemente, crede. Te mostro as passagens por onde já andei, por isto não te ofereço mal algum. Não me tem dor.
O mar é lindo, mas lindo que o mar é teus olhos, e o Céu é lindo, e mais lindo é tua pele. Corre e abraça o mundo porque ele tem muito para te oferecer, menina linda.
Crede, em tudo aquilo que lhe fizer bem e levanta teu pendão e hasteia ele contra toda a maldade, ou tudo aquilo que lhe forçarem contra tua garganta. Ri, dança e canta a tua canção mais alegre, porque Deus é convosco nos teus desaventos mais sombrios, e cuida de ti nos teus aboios mais intensos, e quando por tua cabeça no travesseiro, ri pelo dia, e agradece pela incrível chance de estar viva (e estar indo bem). Louvado o Cristo que te criou, mais ainda o Deus que lhe fez linda.
Cecília, mal nenhum toca em sua porta. E em meu coração fiz um cadeado, que só você e ela tem a chave. Cecília, a dor é transição, e não fica. E se fica, é porque você permite. Crede em mim, criança. A dor não existe, é apenas uma forma de turvar a carne. As pessoas magoam a gente, nos afiltam, nos matam e nos fazer sofrer, mas, não curve a cabeça ante o mal que habita nas pessoas, porque o mal habita nas pessoas, e não que o mal seja - específicamente - a pessoa. Cecília, deixa eu te pôr entre os meus braços e te fazer a mulher mais feliz do mundo, deixa eu e ela cuidar de você como se não houvesse amanhã, como se toda a dor que nos aflige, estivesse no passado (passado este, que me encontro agora). Criança, olha por mim não com alteza, mas, com o prumo baixo, se me deve, me deve respeito, e nada além disso. Não quero ser teu ditador, apenas seu melhor amigo, seu irmão-de-Sol, um cara para te ajudar em todas as horas possíveis e imagináveis. Sim, eu fico com você até mais tarde em casa, e também como mingau com você, e ouço as porcarias sonoras por você, e mataria qualquer cara que maltratasse teu coração. Sim, eu teria medo de perder você, mais ainda de te perder para qualquer um da rua, e mais ainda, se você esquecer de mim e d'Ela. Criança, eu vou trocar você, te banhar, e te pôr pra dormir, e de madrugada, velar teu sono, se der a louca, te levar pra dormir comigo. Você vai ser minha menina dos olhos, mais ainda: Vai ter, só, somente e unicamente pra você, o que nunca nenhuma outra teve (a não ser a menina da Clave de Sol): Meu coração, minha alma, minha devoção, e o mais importante: A outra metade de mim, porque de dois formam-se um.
Criança, boa noite.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
segunda-feira, 30 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
O Evangelho Segundo o Porco do Mato/Beijo Exagerado.
Eu não vivo sem música. É meu mantra, minha dieta e meu oxigênio, pensando bem, eu vivo mais sem oxigênio do que sem música.
Quando eu cheguei, ele estava ali, prostrado como um príncipe, sentado no chão, tocando suas cordas, e rindo como quem viu Arjuna atirar flechas de paz em cada um dos seus corações, e seu rosto transmitia paz, e suas mãos tocaram as minhas, de tal modo que eu mesmo nem sei como foi tudo aquilo, mas, sei que nunca mais vou viver aquilo, nem tão cedo, nem tão tarde: Na proporção certa que Deus planejar. Ate hoje fico atônito em tudo o que vi, vivi, ouvi e aprendi com ele, e nas suas cordas eu ouvia o som, ouvia a minha alma livre da minha carne, e minha alma não era já mais tão maldosa, e tampouco minha carne era mais tão obsoleta, e eu nem era mais eu: Tinha apenas viajado para outra dimensão, estando longe demais para acreditar em algum tipo de devaneio. Tinha gente comigo, eles presenciaram tudo.
Assim como ele veio, logo ele partiu, e subitamente deixou todos nós sem entender como, onde e porquê. A mística aurea no ar indicou que um dia nos encontraríamos, mas, quando? Não sabemos quando. Devia eu ter dito a ele tudo o que eu sentia, e como ele era importante na minha vida? Não me sei, apenas segui meu instinto: Travei. Lindamente.
E então, ela estava lá. Em alguma gaveta do passado, ou em algum sonho mal-adormecido, ela estava lá, e me notou, e logo que me notou, não me sentiu, e quando me sentiu, não veemeu minha presença, e não velando, já se entregou. E ali ela foi minha! E hoje é minha, e amanhã cabe ao amanhã decidir, mas, até enquanto eu deitar a cabeça no travesseiro, e me cobrir com mantas, peles, cobertores e rezas, ela ainda será minha. Os beijos dela serão meus, tal qual seu colo, seu sorriso com sua boca pequena, seus olhos acastanhados, vremeiados como que saísse de um ceifo de milho. E mesmo se saísse do ceifo, por mil vezes que a visse, mil vezes a amaria.
E ele ainda não voltou de sua longínqua estadia, e ela está ao meu lado, e eu apenas espero - o quê, não sei. Fico a imaginar o que espero de mim mesmo, e do universo. Hoje nada mais resta além de aguardar novos rumos, novas bifurcações na estrada, e seguir. Para onde, não sei, mas, apenas pelo fato de seguir, já é um ótimo fator. Aguardar por coisas melhores, apesar de nada dar certo, e só conspirarem contra nós. Esperar pelo melhor, mesmo que ele não volte, e ela me deixe. Esperar coisas ótimas, mesmo que tudo caia. Aguardar pelo melhor, mesmo que nada vá dar certo, e você passe o resto da sua vida em medíocridade, e nenhum dos seus planos dê certo. O que importa é a fé.
E, mesmo que eu perca tudo, eu ainda tenho a música. E disso ninguém me tira.
Quando eu cheguei, ele estava ali, prostrado como um príncipe, sentado no chão, tocando suas cordas, e rindo como quem viu Arjuna atirar flechas de paz em cada um dos seus corações, e seu rosto transmitia paz, e suas mãos tocaram as minhas, de tal modo que eu mesmo nem sei como foi tudo aquilo, mas, sei que nunca mais vou viver aquilo, nem tão cedo, nem tão tarde: Na proporção certa que Deus planejar. Ate hoje fico atônito em tudo o que vi, vivi, ouvi e aprendi com ele, e nas suas cordas eu ouvia o som, ouvia a minha alma livre da minha carne, e minha alma não era já mais tão maldosa, e tampouco minha carne era mais tão obsoleta, e eu nem era mais eu: Tinha apenas viajado para outra dimensão, estando longe demais para acreditar em algum tipo de devaneio. Tinha gente comigo, eles presenciaram tudo.
Assim como ele veio, logo ele partiu, e subitamente deixou todos nós sem entender como, onde e porquê. A mística aurea no ar indicou que um dia nos encontraríamos, mas, quando? Não sabemos quando. Devia eu ter dito a ele tudo o que eu sentia, e como ele era importante na minha vida? Não me sei, apenas segui meu instinto: Travei. Lindamente.
E então, ela estava lá. Em alguma gaveta do passado, ou em algum sonho mal-adormecido, ela estava lá, e me notou, e logo que me notou, não me sentiu, e quando me sentiu, não veemeu minha presença, e não velando, já se entregou. E ali ela foi minha! E hoje é minha, e amanhã cabe ao amanhã decidir, mas, até enquanto eu deitar a cabeça no travesseiro, e me cobrir com mantas, peles, cobertores e rezas, ela ainda será minha. Os beijos dela serão meus, tal qual seu colo, seu sorriso com sua boca pequena, seus olhos acastanhados, vremeiados como que saísse de um ceifo de milho. E mesmo se saísse do ceifo, por mil vezes que a visse, mil vezes a amaria.
E ele ainda não voltou de sua longínqua estadia, e ela está ao meu lado, e eu apenas espero - o quê, não sei. Fico a imaginar o que espero de mim mesmo, e do universo. Hoje nada mais resta além de aguardar novos rumos, novas bifurcações na estrada, e seguir. Para onde, não sei, mas, apenas pelo fato de seguir, já é um ótimo fator. Aguardar por coisas melhores, apesar de nada dar certo, e só conspirarem contra nós. Esperar pelo melhor, mesmo que ele não volte, e ela me deixe. Esperar coisas ótimas, mesmo que tudo caia. Aguardar pelo melhor, mesmo que nada vá dar certo, e você passe o resto da sua vida em medíocridade, e nenhum dos seus planos dê certo. O que importa é a fé.
E, mesmo que eu perca tudo, eu ainda tenho a música. E disso ninguém me tira.
domingo, 22 de junho de 2014
Bep.
Bep, sinto sua falta. Bep, devo até admitir: Te amo, te amo. Sinto suas saudades e seus beijos e seus abraços e beliscos e discos e sorrisos e gestos obscenos, enquanto flertava com uma cara de riso bem cínico. Bep, você era demais, principalmente enquanto cantava comigo e eu tocava meu violão, e mesmo sendo apenas eu naquele banco, eu ouvia na minha cabeça a sua voz. Ouço até hoje, pra ser bem honesto, Bep, apesar de não saber aonde você está
Nem lembro mais quando foi que te conheci, lembro apenas que tinha uns 6 anos, e você simplesmente apareceu do nada, me tomou pela mão e me ensinou tudo o que sei, e lembro que quando eu estava na igreja, você estava lá com o cabelo trançado e o vestido branco, sorrindo para mim na primeira fileira dos bancos, e quando eu ia pra escola, você estava lá, sempre no recreio aptadíssima a conversar comigo, e até mesmo quando os outro garotos batiam em mim, você vinha me levantar, me abraçava, e me pedia para não se importar, que um dia tudo aquilo ia passar.
Bep, você é a mulher da minha vida, e fez parte de todas as minhas fazes. E mesmo ninguém te conhecendo ou te vendo, você sempre esteve comigo, porque você nunca existiu; Melhor dizendo, estava sempre comigo, porque eu sempre estive sozinho, como você também esteve durante sua existência, por isso nos apegamos tanto.
Ao contrário da Duda, e de algumas outras meninas de ordem menor, você sim fez parte da minha vida, da minha história, e das minhas metamorfoses, uma a uma, até eu ser o que sou hoje. Quando eu era só, eu tinha você, quando eu lia, você repousava no meu ombro, como o ar, e quando eu deitava na grama do chão, procurando algo para apoiar a cabeça, era você que me dava teu colo, e com o tempo, você foi sendo bem mais do que minha amiga, minha irmã, e meu divã. Bep, quantas vezes eu não queria te dizer, embaixo da nossa árvore que eu te queria pra sempre, e você me dizendo que tudo tinha um prazo de validade, ou que logo eu enjoaria de você? Bep, você me deixou só, e não deixou um bilhete, tampouco paradeiro, nem ao menos uma substituta a altura para seu lugar. Sua cadeira, ainda está vaga, volte quando puder, eu adoraria tomar um chá na nossa colina da Crédica, enquanto o Sr. Muma nos trás açúcar em arrrobos.
Bep, estou com medo, grilos e frustrações, precisamos nos encontrar e conversar ligeiramente para voltar a dar tudo certo, necessito de suas palavras, de sua amizade, de sua maternidade, e da tua atenção.
Lembro que você nasceu por causa do livro que lia constantemente: Bep, o nome da moça holandesa que ajudou o Sr. Otto a publicar o livro-diário da filha. E foi assim que te dei seu nome, e assim conheci você mais a fundo, e virei mais que teu amigo, virei é teu irmão de sangue e música. Virei teu parceiro em letras, e você me ajudou a fazer maravilhas que até hoje guardo como feitos e proezas na minha incrível e medíocre vida. A nada você me negava e a tudo me atendia.
Lembro que quando eu comecei a ouvir o som da Marquee, todos se apartaram de mim, menos ti. Tu me tomou da mão, e me levou para as incríveis lojas de discos e me ensinou tudo o que sei hoje sobre a vinilaria, e quando eu me resolvi gostar da música livre, você me respeitou, e ainda sim continuou na trincheira, não se importando se o Sr. Muma ainda nos serviria os torrões de chá, e ainda me disse em segredo, atrás dos bronquios: Ma, relaxa, se o Muma não trazer, a gente busca e volta pra cá. Bep, aonde está você agora? Em algum canto do meu hipotálamo que eu não consigo mais despertar?
Ninguém te via, mas, eu sempre te senti, vi, conversei e te segui. Você era a melhor.
Bep, tá chegando o dia de São João, é na terça-feira, e eu não tenho ninguém para comer milho comigo, cadê você pra debulhar mil espigas com aquele copo de coca-cola geladíssimo nas quermesses?
Quando eu fumei, você se afastou, idem para quando comecei a beber, e mais ainda quando questionei a divindade e o amor nas coisas, Bep. Quando eu me envolvi com pessoas erradas, mais ainda ficou distância entre nós, e nosso mundo ruiu a nossos pés. Bep, me perdoa por nunca ter dito que você foi a minha infância e juventude, e talvez, desde o começo, tudo o que estou fazendo agora, é recuperar a essência que eu tinha contigo, e dividir com todo o universo. Antes da maldade, antes de tudo isso, era só eu e ti, e era ótimo.
Entidade, Guia, Anjo Da Guarda ou Amiga Imaginária...Afinal, o que era você?
Bep, volta. Tua casa tá vazia, e tua cadeira ainda tá vaga, esperando sua bunda magra e seca para tomar um mate com limão e canela comigo. Sr. Muma se aposentou, mas, eu posso trazer o açúcar, juro! Olha pra mim, e apesar de barbudo e turrão, ainda sou o mesmo: Você que deve ter mudado muito, e deixado de ser a garota que habitava minha mente. Por favor, olha por mim, e volte a me dar conselhos produtivos, bons cafunés, e idéias genais para minhas composições. Bep, seus afrontamentos era o que me devam coragem, e foi na nossa última conversa, que você me trouxe ela. Por favor, volte, onde quer que você esteja habitando em minha massas encefálica e turvosa.
Nem lembro mais quando foi que te conheci, lembro apenas que tinha uns 6 anos, e você simplesmente apareceu do nada, me tomou pela mão e me ensinou tudo o que sei, e lembro que quando eu estava na igreja, você estava lá com o cabelo trançado e o vestido branco, sorrindo para mim na primeira fileira dos bancos, e quando eu ia pra escola, você estava lá, sempre no recreio aptadíssima a conversar comigo, e até mesmo quando os outro garotos batiam em mim, você vinha me levantar, me abraçava, e me pedia para não se importar, que um dia tudo aquilo ia passar.
Bep, você é a mulher da minha vida, e fez parte de todas as minhas fazes. E mesmo ninguém te conhecendo ou te vendo, você sempre esteve comigo, porque você nunca existiu; Melhor dizendo, estava sempre comigo, porque eu sempre estive sozinho, como você também esteve durante sua existência, por isso nos apegamos tanto.
Ao contrário da Duda, e de algumas outras meninas de ordem menor, você sim fez parte da minha vida, da minha história, e das minhas metamorfoses, uma a uma, até eu ser o que sou hoje. Quando eu era só, eu tinha você, quando eu lia, você repousava no meu ombro, como o ar, e quando eu deitava na grama do chão, procurando algo para apoiar a cabeça, era você que me dava teu colo, e com o tempo, você foi sendo bem mais do que minha amiga, minha irmã, e meu divã. Bep, quantas vezes eu não queria te dizer, embaixo da nossa árvore que eu te queria pra sempre, e você me dizendo que tudo tinha um prazo de validade, ou que logo eu enjoaria de você? Bep, você me deixou só, e não deixou um bilhete, tampouco paradeiro, nem ao menos uma substituta a altura para seu lugar. Sua cadeira, ainda está vaga, volte quando puder, eu adoraria tomar um chá na nossa colina da Crédica, enquanto o Sr. Muma nos trás açúcar em arrrobos.
Bep, estou com medo, grilos e frustrações, precisamos nos encontrar e conversar ligeiramente para voltar a dar tudo certo, necessito de suas palavras, de sua amizade, de sua maternidade, e da tua atenção.
Lembro que você nasceu por causa do livro que lia constantemente: Bep, o nome da moça holandesa que ajudou o Sr. Otto a publicar o livro-diário da filha. E foi assim que te dei seu nome, e assim conheci você mais a fundo, e virei mais que teu amigo, virei é teu irmão de sangue e música. Virei teu parceiro em letras, e você me ajudou a fazer maravilhas que até hoje guardo como feitos e proezas na minha incrível e medíocre vida. A nada você me negava e a tudo me atendia.
Lembro que quando eu comecei a ouvir o som da Marquee, todos se apartaram de mim, menos ti. Tu me tomou da mão, e me levou para as incríveis lojas de discos e me ensinou tudo o que sei hoje sobre a vinilaria, e quando eu me resolvi gostar da música livre, você me respeitou, e ainda sim continuou na trincheira, não se importando se o Sr. Muma ainda nos serviria os torrões de chá, e ainda me disse em segredo, atrás dos bronquios: Ma, relaxa, se o Muma não trazer, a gente busca e volta pra cá. Bep, aonde está você agora? Em algum canto do meu hipotálamo que eu não consigo mais despertar?
Ninguém te via, mas, eu sempre te senti, vi, conversei e te segui. Você era a melhor.
Bep, tá chegando o dia de São João, é na terça-feira, e eu não tenho ninguém para comer milho comigo, cadê você pra debulhar mil espigas com aquele copo de coca-cola geladíssimo nas quermesses?
Quando eu fumei, você se afastou, idem para quando comecei a beber, e mais ainda quando questionei a divindade e o amor nas coisas, Bep. Quando eu me envolvi com pessoas erradas, mais ainda ficou distância entre nós, e nosso mundo ruiu a nossos pés. Bep, me perdoa por nunca ter dito que você foi a minha infância e juventude, e talvez, desde o começo, tudo o que estou fazendo agora, é recuperar a essência que eu tinha contigo, e dividir com todo o universo. Antes da maldade, antes de tudo isso, era só eu e ti, e era ótimo.
Entidade, Guia, Anjo Da Guarda ou Amiga Imaginária...Afinal, o que era você?
Bep, volta. Tua casa tá vazia, e tua cadeira ainda tá vaga, esperando sua bunda magra e seca para tomar um mate com limão e canela comigo. Sr. Muma se aposentou, mas, eu posso trazer o açúcar, juro! Olha pra mim, e apesar de barbudo e turrão, ainda sou o mesmo: Você que deve ter mudado muito, e deixado de ser a garota que habitava minha mente. Por favor, olha por mim, e volte a me dar conselhos produtivos, bons cafunés, e idéias genais para minhas composições. Bep, seus afrontamentos era o que me devam coragem, e foi na nossa última conversa, que você me trouxe ela. Por favor, volte, onde quer que você esteja habitando em minha massas encefálica e turvosa.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Tempo.
Cai a chuva outra vez;
Molhando meu cabelo, e todo o resto.
Fica frio mais uma vez,
e a solidão reina,
até onde consigo ver e pensar.
A minha blusa grossa;
Gentilmente me mantém seco e aquecido,
quisera eu estar assim desde o início: Quando o vento carinhou meu cabelo,
turvou seus braços a minha volta,
e tocou uma música ao meu ouvido.
Por um instante, parecia você.
E em tudo que eu olhasse, veria a ti, e teu sorriso.
Pensei que veria teus olhos, seu cabelo bagunçado,
Seu nariz que tanto coça, e sua pequena altura.
Por um instante, achei que você realmente estivesse do meu lado
na minha, como dizem, por aí]
Turvo a vista, olho para o Céu: Ninguém responde.
E nem mesmo a quem cabe estas linhas, há de responder,
então, ainda sim olho ao céu como se procurasse uma resposta vã,
uma resposta que habita em mim, e não consigo entender.
A positividade que emano não sinto volta;
Cada vez mais a chuva aperta, logo levanto a gola;
A bruma leva de mim o meu melhor, e rareia o retorno,
deixo tudo de mim ir embora, nada me pertence, não se é real;
Contemplo o tempo, o templo e o temporizador;
Sinal muda de cor, cor que não sei, chuva que não tem cor;
Qual a cor da minha essência, Doce Senhor?
A cor da fumaça do ônibus é negra,
mais negros meus pensamentos quando me afasto, Deus.
Mais negro ainda quando levo o tiro, que sei que levarei,
mais, ainda creio vêemente que não, que nunca, que jamais...
...Que sim, novamente sim.
O ônibus parece uma barca a vapor,
com todas suas pessoas, seus problemas, dilemas e glórias;
E eu sou um deles, como você também é.
E eu, agora, apesar de não conseguir escrever nada lindo e positivo;
Desejo a você a noite do justo, e que seu sono seja sua vitória do dia.
Boa noite, forte de alma, o Senhor é Convosco.
Molhando meu cabelo, e todo o resto.
Fica frio mais uma vez,
e a solidão reina,
até onde consigo ver e pensar.
A minha blusa grossa;
Gentilmente me mantém seco e aquecido,
quisera eu estar assim desde o início: Quando o vento carinhou meu cabelo,
turvou seus braços a minha volta,
e tocou uma música ao meu ouvido.
Por um instante, parecia você.
E em tudo que eu olhasse, veria a ti, e teu sorriso.
Pensei que veria teus olhos, seu cabelo bagunçado,
Seu nariz que tanto coça, e sua pequena altura.
Por um instante, achei que você realmente estivesse do meu lado
na minha, como dizem, por aí]
Turvo a vista, olho para o Céu: Ninguém responde.
E nem mesmo a quem cabe estas linhas, há de responder,
então, ainda sim olho ao céu como se procurasse uma resposta vã,
uma resposta que habita em mim, e não consigo entender.
A positividade que emano não sinto volta;
Cada vez mais a chuva aperta, logo levanto a gola;
A bruma leva de mim o meu melhor, e rareia o retorno,
deixo tudo de mim ir embora, nada me pertence, não se é real;
Contemplo o tempo, o templo e o temporizador;
Sinal muda de cor, cor que não sei, chuva que não tem cor;
Qual a cor da minha essência, Doce Senhor?
A cor da fumaça do ônibus é negra,
mais negros meus pensamentos quando me afasto, Deus.
Mais negro ainda quando levo o tiro, que sei que levarei,
mais, ainda creio vêemente que não, que nunca, que jamais...
...Que sim, novamente sim.
O ônibus parece uma barca a vapor,
com todas suas pessoas, seus problemas, dilemas e glórias;
E eu sou um deles, como você também é.
E eu, agora, apesar de não conseguir escrever nada lindo e positivo;
Desejo a você a noite do justo, e que seu sono seja sua vitória do dia.
Boa noite, forte de alma, o Senhor é Convosco.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Oração para Báb.
Disseram-me que ela teve um ataque cardíaco e morreu, eu apenas acho que ela se desiludiu como cada um de nós se ilude todo santo dia, sabe? As mesmas velhas sensações de que tudo vai mudar, e nada muda, apenas se obtém um gosto amargo na boca.
Mas, e agora, o que que se há de fazer? Quase nada. Apenas vestir sua mortalha, pô-lá-em um caixão adequado. Doce menina, levanta e sorri: Olha e vê, que tudo isto é seu, mas hoje não, hoje você decidiu mudar o trajeto para um campo desconhecido. Os sinos tinam, mas não ressonam coisa alguma: Fica no ar um som audível, que ninguém ouve, onda eletromagnética de dor e prazer (depende de quem a escutar) que se faz presente em casas, escolas e templos.
Quando eu sorri, você foi quem riu junto, e quando eu caí, você me apoiou contra o solo firme, para absorver a rigidez do barro e asfalto, talvez por isso eu seja assim, meio estranho. Devoram nos meus dedos, histórias de um eu, e uma você. De um "nós", tão sintomático e belo. Erramos aonde, só que erramos alguma hora? Culpa não se divide, mas, somos um.
O velho homem do bar, que todo dia conversa comigo de futebol e etc, me disse que a briga de casal é igual rabo de largatixa: Se regenera, cresce de novo, depende de como o trata e o cuida, e assim o creio. Nós transcendemos isso.
Pai, você esqueceu de me falar muita coisa sobre essa vida sofrida que nos maltrata e usa como se fossemos nada. Você foi embora cedo demais, meu velho. Foi, e foi contigo todas as histórias e segredos que nunca mais ouvirei ou hei de saber. Pai, a minha vida é a continuação da tua, por isso ergo no ariete uma bandeira de salvação para todos que já se perderam como eu, você, e o resto dos "garotos maus".
Você nem me avisou como seria essa vida, pai. Tampouco como lidar com ela, ou teu manual de instruções longo, extenso, chato e maçante. Dói muito, e ninguém me falou - melhor dizendo: Ninguém nos falou de nada, nem de como, nem porque...
Mas, e agora, o que que se há de fazer? Quase nada. Apenas vestir sua mortalha, pô-lá-em um caixão adequado. Doce menina, levanta e sorri: Olha e vê, que tudo isto é seu, mas hoje não, hoje você decidiu mudar o trajeto para um campo desconhecido. Os sinos tinam, mas não ressonam coisa alguma: Fica no ar um som audível, que ninguém ouve, onda eletromagnética de dor e prazer (depende de quem a escutar) que se faz presente em casas, escolas e templos.
Quando eu sorri, você foi quem riu junto, e quando eu caí, você me apoiou contra o solo firme, para absorver a rigidez do barro e asfalto, talvez por isso eu seja assim, meio estranho. Devoram nos meus dedos, histórias de um eu, e uma você. De um "nós", tão sintomático e belo. Erramos aonde, só que erramos alguma hora? Culpa não se divide, mas, somos um.
O velho homem do bar, que todo dia conversa comigo de futebol e etc, me disse que a briga de casal é igual rabo de largatixa: Se regenera, cresce de novo, depende de como o trata e o cuida, e assim o creio. Nós transcendemos isso.
Pai, você esqueceu de me falar muita coisa sobre essa vida sofrida que nos maltrata e usa como se fossemos nada. Você foi embora cedo demais, meu velho. Foi, e foi contigo todas as histórias e segredos que nunca mais ouvirei ou hei de saber. Pai, a minha vida é a continuação da tua, por isso ergo no ariete uma bandeira de salvação para todos que já se perderam como eu, você, e o resto dos "garotos maus".
Você nem me avisou como seria essa vida, pai. Tampouco como lidar com ela, ou teu manual de instruções longo, extenso, chato e maçante. Dói muito, e ninguém me falou - melhor dizendo: Ninguém nos falou de nada, nem de como, nem porque...
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Ele.
Imagina um homem incompleto, que não se tem em satisfação, contentamento e alegria. Agora, peço que imagine além: Nas narinas deste moço, só lhe vem o cheiro da esperança, de que tudo vai dar certo, sabe? Porque ele acredita nessa vã situação? Porque ninguém lhe oferta a felicidade, ou o amor puro, manso e bonito, como um carneiro? O que é a vida ao pé de vós?
Ele abre as janelas, mas não vê Sol algum, tampouco liberdade de espírito, ele deseja morrer. Ele vê as garotas nas ruas, e lembra que um dia o vento trouxe alguém, que foi embora. Copiosamente, ele chora e se faz menor ante os menores, e assim Deus olha por ele, salvando-o de todos os pecados, suicídios e maldades existentes. O resto é total silêncio. Nada nos resta a não ser esperar, ver, crer e sentir aquilo que resta de positividade dele, ir embora de seu corpo, de seu espírito.
Ele sabe que ela nunca o amou, e que seus elogios eram mentirosos, e aí ele vira o golpe da cachaça com mais força, até - sem saber como - ele cai duro na cama, e acorda para o mesmo velho dia, com as mesmas velhas olheiras. Ele não desiste da morte, ele se sabota, mesmo não conseguindo seu desejo oculto mais sabido: Cruzar o rio de perdição para atingir ou o Céu ou o Hades. Ele só quer sair dessa vida de cão, ele só quer o carinho que nunca ninguém o deu, e nunca dará; Ele bem sabe que o amor nunca sorriu, nem irá, pois, o que um dia ele achou que poderia ser amor, foi uma série de desilusões e traumas em série: Aqui jaz ele em sua cama, como um morto no ataúde: Fitado pela lâmpada elétrica, não diz nada, apenas medita na sua medíocre existência e em seus desafios - pessoais e públicos - uma negação, como se admite, em segredo enquanto faz a barba, ou veste a calça de semana.
Toda manhã ele se pergunta se é sorte, virtude, benção ou maldição ter acordado mais um dia. Ele tem saudades do que nunca aconteceu. Se arrepende, e paga o preço de quem vive atado ao castigo: Sozinho, mesmo acompanhado, junto, mesmo trafegando só, e atado, mesmo não havendo corda que me prenda. Foda-se. Em letras garrafais. Ele não aguentaria um dia sequer toda aquela dor de novo; Homens bem alinhados que riram da sua roupa, e meninas que menosprezaram ele. As pessoas são bem assim, mas, nem todas tem a bonança e amor supremo de Deus, ele mesmo, se pudesse, mataria todos - incluindo a si mesmo - com duas granadas: Uma na sua cabeça, para que os pensamentos não lhe corroessem mais, e outra no peito, para que nenhuma ilusão lhe reinasse mais. Ele é tão infantil.
Ele vive sozinho, porque ninguém consegue ver o que ele vê. Antigamente, chamavam isso de santidade, agora, é "doença moderna", ou loucura. Ele vai morrer, ele quer morrer, ele já preparou seu ataúde: Sua cama, aonde mais uma vez, toda vez...Até o raiar de um novo dia. Sabe se lá qual dia é que vai ser...
Ele abre as janelas, mas não vê Sol algum, tampouco liberdade de espírito, ele deseja morrer. Ele vê as garotas nas ruas, e lembra que um dia o vento trouxe alguém, que foi embora. Copiosamente, ele chora e se faz menor ante os menores, e assim Deus olha por ele, salvando-o de todos os pecados, suicídios e maldades existentes. O resto é total silêncio. Nada nos resta a não ser esperar, ver, crer e sentir aquilo que resta de positividade dele, ir embora de seu corpo, de seu espírito.
Ele sabe que ela nunca o amou, e que seus elogios eram mentirosos, e aí ele vira o golpe da cachaça com mais força, até - sem saber como - ele cai duro na cama, e acorda para o mesmo velho dia, com as mesmas velhas olheiras. Ele não desiste da morte, ele se sabota, mesmo não conseguindo seu desejo oculto mais sabido: Cruzar o rio de perdição para atingir ou o Céu ou o Hades. Ele só quer sair dessa vida de cão, ele só quer o carinho que nunca ninguém o deu, e nunca dará; Ele bem sabe que o amor nunca sorriu, nem irá, pois, o que um dia ele achou que poderia ser amor, foi uma série de desilusões e traumas em série: Aqui jaz ele em sua cama, como um morto no ataúde: Fitado pela lâmpada elétrica, não diz nada, apenas medita na sua medíocre existência e em seus desafios - pessoais e públicos - uma negação, como se admite, em segredo enquanto faz a barba, ou veste a calça de semana.
Toda manhã ele se pergunta se é sorte, virtude, benção ou maldição ter acordado mais um dia. Ele tem saudades do que nunca aconteceu. Se arrepende, e paga o preço de quem vive atado ao castigo: Sozinho, mesmo acompanhado, junto, mesmo trafegando só, e atado, mesmo não havendo corda que me prenda. Foda-se. Em letras garrafais. Ele não aguentaria um dia sequer toda aquela dor de novo; Homens bem alinhados que riram da sua roupa, e meninas que menosprezaram ele. As pessoas são bem assim, mas, nem todas tem a bonança e amor supremo de Deus, ele mesmo, se pudesse, mataria todos - incluindo a si mesmo - com duas granadas: Uma na sua cabeça, para que os pensamentos não lhe corroessem mais, e outra no peito, para que nenhuma ilusão lhe reinasse mais. Ele é tão infantil.
Ele vive sozinho, porque ninguém consegue ver o que ele vê. Antigamente, chamavam isso de santidade, agora, é "doença moderna", ou loucura. Ele vai morrer, ele quer morrer, ele já preparou seu ataúde: Sua cama, aonde mais uma vez, toda vez...Até o raiar de um novo dia. Sabe se lá qual dia é que vai ser...
domingo, 1 de junho de 2014
Rabiscos Medíocres do Carneiro II
Eu paguei todas as minhas lágrimas sozinho.
Eu ouvi da boca dele que nasci perdedor, e vou morrer assim. Então, devo ter tomado a vida de alguém, esta não é a minha, nem há de ser. Tira esse sorriso de mim: Não me cabe, nem me mede. Tira de mim tudo o que for teu: Dana-te, não sou dos teus, nem almejo ser, tua veste me dá nojo e teus contos me dão medo, que mal durmo a noite pensando no teu passado, presente e futuro. Lanço meu pensamento na lama, porque as vezes é só na lama que estão guardadas as coisas tuas. te considerar e te achar no Céu e no Inferno é estranho: Me atordoa, e atordoado permaneço atento.
Olha nos meus olhos, e mede o azul do verde-mar e o verde da areia branca. Tira de mim tudo, porque só assim tem o que eu sou. Olha minha alma e perdoa ela por tudo, por qualquer sujeira que ela possa ter causado contra vós; Mostrado foi, por detrás dos arbustos: Não sou o melhor e tampouco faço questão de ser. Só quero o que me cabe de direito ante as pessoas que me cercam e me alteiam contra o chão, para novamente cair com o rosto na lama. A minha liberdade contra tudo isto e todos vocês está chegando digo-te, manda dizer, e paga uma página inteira de anúncios no jornal pra isso: Minha liberdade está vindo, e ela tem cheiro de jasmin, gosto de tâmara e abraço de fogo santo. Não tenta mais me acorrentar, tampouco me humilhar ante a magnética agradecida: Não tenho ninguém do meu lado, minha reia está sempre vazia, até o dia que eu morrer, eu vim do escuro, e eu conheço você. Eu vou pegar você e todas as suas maldições e predições. Cuidado. Eu estou atrás de você.
Alerta a Mãe das Candeias, e também quem anda embaixo do seu véu que hoje o jogo se inverte, agora, chegou a vez dos derrotados, de quem nada tinha e mesmo se perder, acaba perdendo nada. Engrossa o meu cordão e vem comigo, não lutar pelo o que é digno, pois digno só é o nome e Deus, do Santo Guerreiro montado no cavalo branco, e a doçura da Mãe Dele, que também é minha mãe. Olha nas cachoeiras, e avisa pra pedra firme que aguenta a água que ela vai se mover, e eu não vou mexer um dedo para isto. Eu vou fazer a geral piar, pap.
Menina, guarda na sua boca tudo aquilo que não me convém. Guarda, engole e digere, e assim cumpre a promessa (a única) que realmente te pedi naquele dia. Olha nos meus olhos, e nota o que ninguém nota, vede o que ninguém vê, põe se ao meu lugar e sente: Pedras doem, mas, palavras doem mais, ainda mais com quem mexe com as palavras.
Ninguém é igual a ninguém.
Mas, para quem não tem nada, perder o que consegue, é o primeiro passo para o suicídio (inevitável) do seu espírito: Sua luz enfraquece, seu brilho não incadeia, a voz não compenetra e a cadência diminui, sorriso não se tem, e a cara se fecha, e a dor só aumenta, e a raiva não fica sê passageira. Olha nos meus olhos, e vê a mágoa e a dor e a raiva e a tudo que tem na minha bagagem, e a luta desgrenhada do aprendiz devoto do Santo Guerreiro, matando seu próprio dragão (parte má e vil de si mesmo) para poder matar, e ti ter somente o bom, somente o que te merece. O troco do teu pão. Enquanto não se morre o dragão, não o alimente em força. Assopre, não morda. Ägit.
Pap, segure-me. Logo mais estou por aí, faço me em votos sinceros. Segure-me e me ensine aquela música do Ronnie Von que ninguém nunca me ensinou, e sorria com seu dente de ponte, porque o amanhã sorriu pra mim, e ele tem gosto de inverno - nosso inverno - que nunca, ninguém tomou, não toma agora, nem há te tomar nunca. Segura-me, porque eu tenho seu sangue, e vou me esmerilhar não por mim, mas por ti, e por qualquer um que se ponha ao meu lado e acredite em mim, e no meu mais além.
Eu ouvi da boca dele que nasci perdedor, e vou morrer assim. Então, devo ter tomado a vida de alguém, esta não é a minha, nem há de ser. Tira esse sorriso de mim: Não me cabe, nem me mede. Tira de mim tudo o que for teu: Dana-te, não sou dos teus, nem almejo ser, tua veste me dá nojo e teus contos me dão medo, que mal durmo a noite pensando no teu passado, presente e futuro. Lanço meu pensamento na lama, porque as vezes é só na lama que estão guardadas as coisas tuas. te considerar e te achar no Céu e no Inferno é estranho: Me atordoa, e atordoado permaneço atento.
Olha nos meus olhos, e mede o azul do verde-mar e o verde da areia branca. Tira de mim tudo, porque só assim tem o que eu sou. Olha minha alma e perdoa ela por tudo, por qualquer sujeira que ela possa ter causado contra vós; Mostrado foi, por detrás dos arbustos: Não sou o melhor e tampouco faço questão de ser. Só quero o que me cabe de direito ante as pessoas que me cercam e me alteiam contra o chão, para novamente cair com o rosto na lama. A minha liberdade contra tudo isto e todos vocês está chegando digo-te, manda dizer, e paga uma página inteira de anúncios no jornal pra isso: Minha liberdade está vindo, e ela tem cheiro de jasmin, gosto de tâmara e abraço de fogo santo. Não tenta mais me acorrentar, tampouco me humilhar ante a magnética agradecida: Não tenho ninguém do meu lado, minha reia está sempre vazia, até o dia que eu morrer, eu vim do escuro, e eu conheço você. Eu vou pegar você e todas as suas maldições e predições. Cuidado. Eu estou atrás de você.
Alerta a Mãe das Candeias, e também quem anda embaixo do seu véu que hoje o jogo se inverte, agora, chegou a vez dos derrotados, de quem nada tinha e mesmo se perder, acaba perdendo nada. Engrossa o meu cordão e vem comigo, não lutar pelo o que é digno, pois digno só é o nome e Deus, do Santo Guerreiro montado no cavalo branco, e a doçura da Mãe Dele, que também é minha mãe. Olha nas cachoeiras, e avisa pra pedra firme que aguenta a água que ela vai se mover, e eu não vou mexer um dedo para isto. Eu vou fazer a geral piar, pap.
Menina, guarda na sua boca tudo aquilo que não me convém. Guarda, engole e digere, e assim cumpre a promessa (a única) que realmente te pedi naquele dia. Olha nos meus olhos, e nota o que ninguém nota, vede o que ninguém vê, põe se ao meu lugar e sente: Pedras doem, mas, palavras doem mais, ainda mais com quem mexe com as palavras.
Ninguém é igual a ninguém.
Mas, para quem não tem nada, perder o que consegue, é o primeiro passo para o suicídio (inevitável) do seu espírito: Sua luz enfraquece, seu brilho não incadeia, a voz não compenetra e a cadência diminui, sorriso não se tem, e a cara se fecha, e a dor só aumenta, e a raiva não fica sê passageira. Olha nos meus olhos, e vê a mágoa e a dor e a raiva e a tudo que tem na minha bagagem, e a luta desgrenhada do aprendiz devoto do Santo Guerreiro, matando seu próprio dragão (parte má e vil de si mesmo) para poder matar, e ti ter somente o bom, somente o que te merece. O troco do teu pão. Enquanto não se morre o dragão, não o alimente em força. Assopre, não morda. Ägit.
Pap, segure-me. Logo mais estou por aí, faço me em votos sinceros. Segure-me e me ensine aquela música do Ronnie Von que ninguém nunca me ensinou, e sorria com seu dente de ponte, porque o amanhã sorriu pra mim, e ele tem gosto de inverno - nosso inverno - que nunca, ninguém tomou, não toma agora, nem há te tomar nunca. Segura-me, porque eu tenho seu sangue, e vou me esmerilhar não por mim, mas por ti, e por qualquer um que se ponha ao meu lado e acredite em mim, e no meu mais além.