Eu paguei todas as minhas lágrimas sozinho.
Eu ouvi da boca dele que nasci perdedor, e vou morrer assim. Então, devo ter tomado a vida de alguém, esta não é a minha, nem há de ser. Tira esse sorriso de mim: Não me cabe, nem me mede. Tira de mim tudo o que for teu: Dana-te, não sou dos teus, nem almejo ser, tua veste me dá nojo e teus contos me dão medo, que mal durmo a noite pensando no teu passado, presente e futuro. Lanço meu pensamento na lama, porque as vezes é só na lama que estão guardadas as coisas tuas. te considerar e te achar no Céu e no Inferno é estranho: Me atordoa, e atordoado permaneço atento.
Olha nos meus olhos, e mede o azul do verde-mar e o verde da areia branca. Tira de mim tudo, porque só assim tem o que eu sou. Olha minha alma e perdoa ela por tudo, por qualquer sujeira que ela possa ter causado contra vós; Mostrado foi, por detrás dos arbustos: Não sou o melhor e tampouco faço questão de ser. Só quero o que me cabe de direito ante as pessoas que me cercam e me alteiam contra o chão, para novamente cair com o rosto na lama. A minha liberdade contra tudo isto e todos vocês está chegando digo-te, manda dizer, e paga uma página inteira de anúncios no jornal pra isso: Minha liberdade está vindo, e ela tem cheiro de jasmin, gosto de tâmara e abraço de fogo santo. Não tenta mais me acorrentar, tampouco me humilhar ante a magnética agradecida: Não tenho ninguém do meu lado, minha reia está sempre vazia, até o dia que eu morrer, eu vim do escuro, e eu conheço você. Eu vou pegar você e todas as suas maldições e predições. Cuidado. Eu estou atrás de você.
Alerta a Mãe das Candeias, e também quem anda embaixo do seu véu que hoje o jogo se inverte, agora, chegou a vez dos derrotados, de quem nada tinha e mesmo se perder, acaba perdendo nada. Engrossa o meu cordão e vem comigo, não lutar pelo o que é digno, pois digno só é o nome e Deus, do Santo Guerreiro montado no cavalo branco, e a doçura da Mãe Dele, que também é minha mãe. Olha nas cachoeiras, e avisa pra pedra firme que aguenta a água que ela vai se mover, e eu não vou mexer um dedo para isto. Eu vou fazer a geral piar, pap.
Menina, guarda na sua boca tudo aquilo que não me convém. Guarda, engole e digere, e assim cumpre a promessa (a única) que realmente te pedi naquele dia. Olha nos meus olhos, e nota o que ninguém nota, vede o que ninguém vê, põe se ao meu lugar e sente: Pedras doem, mas, palavras doem mais, ainda mais com quem mexe com as palavras.
Ninguém é igual a ninguém.
Mas, para quem não tem nada, perder o que consegue, é o primeiro passo para o suicídio (inevitável) do seu espírito: Sua luz enfraquece, seu brilho não incadeia, a voz não compenetra e a cadência diminui, sorriso não se tem, e a cara se fecha, e a dor só aumenta, e a raiva não fica sê passageira. Olha nos meus olhos, e vê a mágoa e a dor e a raiva e a tudo que tem na minha bagagem, e a luta desgrenhada do aprendiz devoto do Santo Guerreiro, matando seu próprio dragão (parte má e vil de si mesmo) para poder matar, e ti ter somente o bom, somente o que te merece. O troco do teu pão. Enquanto não se morre o dragão, não o alimente em força. Assopre, não morda. Ägit.
Pap, segure-me. Logo mais estou por aí, faço me em votos sinceros. Segure-me e me ensine aquela música do Ronnie Von que ninguém nunca me ensinou, e sorria com seu dente de ponte, porque o amanhã sorriu pra mim, e ele tem gosto de inverno - nosso inverno - que nunca, ninguém tomou, não toma agora, nem há te tomar nunca. Segura-me, porque eu tenho seu sangue, e vou me esmerilhar não por mim, mas por ti, e por qualquer um que se ponha ao meu lado e acredite em mim, e no meu mais além.
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