segunda-feira, 16 de junho de 2014

Tempo.

Cai a chuva outra vez;
Molhando meu cabelo, e todo o resto.
Fica frio mais uma vez,
e a solidão reina,
até onde consigo ver e pensar.
A minha blusa grossa;
Gentilmente me mantém seco e aquecido,
quisera eu estar assim desde o início: Quando o vento carinhou meu cabelo,
turvou seus braços a minha volta,
e tocou uma música ao meu ouvido.
Por um instante, parecia você.
E em tudo que eu olhasse, veria a ti, e teu sorriso.
Pensei que veria teus olhos, seu cabelo bagunçado,
Seu nariz que tanto coça, e sua pequena altura.
Por um instante, achei que você realmente estivesse do meu lado
na minha, como dizem, por aí]
Turvo a vista, olho para o Céu: Ninguém responde.
E nem mesmo a quem cabe estas linhas, há de responder,
então, ainda sim olho ao céu como se procurasse uma resposta vã,
uma resposta que habita em mim, e não consigo entender.
A positividade que emano não sinto volta;
Cada vez mais a chuva aperta, logo levanto a gola;
A bruma leva de mim o meu melhor, e rareia o retorno,
deixo tudo de mim ir embora, nada me pertence, não se é real;
Contemplo o tempo, o templo e o temporizador;
Sinal muda de cor, cor que não sei, chuva que não tem cor;
Qual a cor da minha essência, Doce Senhor?
A cor da fumaça do ônibus é negra,
mais negros meus pensamentos quando me afasto, Deus.
Mais negro ainda quando levo o tiro, que sei que levarei,
mais, ainda creio vêemente que não, que nunca, que jamais...
...Que sim, novamente sim.
O ônibus parece uma barca a vapor,
com todas suas pessoas, seus problemas, dilemas e glórias;
E eu sou um deles, como você também é.
E eu, agora, apesar de não conseguir escrever nada lindo e positivo;
Desejo a você a noite do justo, e que seu sono seja sua vitória do dia.
Boa noite, forte de alma, o Senhor é Convosco.

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