sábado, 24 de setembro de 2016

I'm a Island.

Cecília, estou em outra dimensão. Será que aqui você me sente, ouve, ou esbarra comigo? Cecília, será que você vem logo, ou demora mais tempo ainda? Demora uma vida? Cecília, a alegria de ter você me resguardaria de todo esse amargo na minha boca, desse pretume na névoa, eu não vejo nada, não sigo meus passos, e os traços possívelmente dos meus espelhos estão sendo apagados pelo tempo. A aflição bate, mas mais ainda dessa dor peedurar. Estou com medo, estou com (São) Pedro.
Segura no meu braço, e seja mais que esperada. Anda comigo por todos os campoa, ruas, praças e praias, deixa eu deitar no meu colo, e não me importar com o tempo lá fora. Se chove, faz Sol, pouco me importa. Importa você. Sou uma ilha, e com toda a minha defesa e cerco, eu só deixo entrar quem merece. Lotus, você está aqui, quer entrar e conhecer, ou dar meia volta e desatracar?
Minha vida, minhas chagas, minha dor, depois de um tempo aprendi que coube apenas a mim, e após isso, coube mais ainda. Não me importo com o que passa lá fora, mas, comigo eu sinto cada vez mais longe de tudo. Lotus, seria você (finalmente) aquela que estaria comigo, costas com costas, contra todo o resto do mundo? Seria você que ouviria meus danos e erros, e não os tacaria na cara, nem os usaria como "moralnometro"? Seria você aquela que bebe cerveja na calçada de casa, como bebe um vinho na Trattoria da Bela Cintra, como é aquela que beija timidamente como aquela que atiça a minha sexualidade mais depravada? Seria você tudo aquilo que eu preciso? (Porquê Deus não dá o que queremos, e sim o que precisamos) Hosana! Seja.
Vem para meu encontro, e não diz nada, deixa eu desfiar o rosário, e nossas histórias se encontrarem como nós, e deixa começarmos cada vez mais termos Sećanjas nossas, e a cada segundo, ter a certeza que já foi impressa na primeira instância: Mas como dois feridos pela vida, nos negamos a crer(?). Isso é a vida. E esta ilha pode ser teu arquipélago, Lotus.

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