sábado, 24 de setembro de 2016

Nuvem Cigana.

Eu queria poder escrever sobre o que se passa em minha mente, em meu peito, mas hoje não. Deixo isso pra amanhã, pois tenho pensado muito em mim. Queria escrever sobre Dona Antônia e o medo de perdê-la, mas penso idem; Tal qual como na Lotus, na perca do amigo, e no destino do mundo: Todos nivelados.
O medo de perder Dona Antônia se faz a cada segundo mais presente, assim como a falta da corda para solar o Tema da Minha Beatriz já finalizado, assim como a Cookie, assim como minha crença, assim como tentar cada dia ser um cara melhor, assim como florar a Lotus, assim como olhar para as cores e ver tudo certo, e assim não paro de pensar em nada.
O quarto bicolor, é testemunha de tudo aquilo que eu penso, e que eu sei, a janela apenas filtra o vento que um dia me levou daqui, e volta e meia brinca com meu cabelo. Ainda tenho a velha jaqueta, e ainda carrego aquela vontade de sair tocando a vida com passos módicos. Ainda sonho com aquela casa no campo, e ainda sonho com Cecília, mesmo com uma névoa densa entre nós. Eu ainda existo, e isso me assusta.
Em algum lugar do mundo, a mais linda está em uma festa, e alguém triste, pena; Alguém canta, alguém dorme, alguém sente frio, e outralguém apenas sente fome, e assim segue a grã ordem do mundo. Nem tudo nos parece certo, mas tudo está onde devia estar, e assim entendo mais um pouco sobre o universo, e sobre mim.
Álias: Eu estou onde deveria estar, e só cabe a mim sair ou ficar; E quem sabe da morte é Deus, e eu ainda tenho chão pra queimar, e Seo Fábio sabe que agora meu coração anda mais latente, e minha cabeça livre de grilos. Hoje está sendo um dia maravilhoso.

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